Plano Nacional de Educação vai a votação na Câmara com 10% do PIB para a área

O relator do Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10), deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), reforçou nesta terça-feira (1º) que vai manter no seu parecer a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) exclusivamente para a educação pública. O texto irá à votação na quarta-feira (2), às 14h30, na comissão especial que analisa a proposta.
Vanhoni participou de um videochat promovido pela Câmara dos Deputados sobre o tema. Segundo o deputado, o texto final deverá ser examinado ainda este mês pelo Plenário da Casa e remetido à presidente Dilma Rousseff para sanção em maio.
O projeto do PNE foi enviado pelo Executivo em dezembro de 2010. Foi aprovado na Câmara em 2012, tramitou no ano seguinte no Senado, onde sofreu modificações, e agora retornou à Câmara, para análise final. Segundo ele, os deputados deverão manter a destinação dos 10% do PIB para a educação pública, rejeitando o texto aprovado pelos senadores, que estabelece o investimento do mesmo percentual em educação, não necessariamente pública, o que poderia beneficiar entidades filantrópicas e assistenciais.

Escolaridade

Respondendo a perguntas de internautas que participaram do videochat, o relator da proposta afirmou que o objetivo do PNE é ampliar a escolaridade da população. Atualmente, segundo Vanhoni, a escolaridade média do brasileiro é de 7,3 anos. Nos países desenvolvidos, esse número chega a 13 anos. No caso do ensino superior, o deputado afirmou que apenas 12% dos jovens chegam à universidade. Na Argentina, esse número é três vezes maior.
“Entendemos que o Brasil precisa enfrentar o desafio para este milênio de consolidar a educação e a pesquisa como o principal vetor do desenvolvimento econômico e social”, disse o deputado. Segundo ele, esses desafios exigem uma contrapartida nos recursos, principalmente para a educação pública.
Vanhoni afirmou que o país investe hoje cerca de 6% do PIB em educação. A meta de 10% incluída no seu parecer quase dobra o percentual para a área. “Consideramos que o Brasil tem uma dívida muito grande com a educação. Temos perto de 11 milhões de crianças de 0 a 3 anos que ainda estão fora a escola. No ensino médio, quase 1 milhão de jovens estão fora. Isso tem custo”, afirmou.

Desigualdades

Questionado por internautas, o deputado explicou que o seu parecer vai manter a redação de um dispositivo que determina que a superação das desigualdades educacionais dará ênfase à “promoção da igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual”. Este dispositivo havia sido alterado quando o projeto tramitou no Senado. Um internauta chegou a perguntar se ele iria manter a “ideologia de gênero” no relatório.
O parlamentar defendeu a sua redação. Ele disse que o PNE deve abordar a questão das desigualdades. “O plano deve ser o espaço ideal para que a sociedade promova ações para diminuir as desigualdades, de renda, culturais ou educacionais. E o nosso país tem uma sociedade profundamente machista. A educação deve consolidar valores, valores de igualdade, valores humanos”, afirmou Vanhoni, destacando que o seu parecer está em linha o que determina a Constituição.
O deputado disse ainda que uma das principais metas do PNE é estimular a escola em tempo integral para a educação infantil. Esse foi um ponto destacado pelo parlamentar no videochat. Segundo ele, a meta é incorporar 1 milhão de crianças a cada ano na educação integral.
(Da Rede Brasil Atual)

Resultado do Pisa reflete problemas estruturais do ensino, diz especialista

A avaliação da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgada hoje (1°), que traz o Brasil na 38° posição entre os 44 países que testaram habilidades de estudantes de 15 anos em resolver problemas de raciocínio e de lógica, relacionados à situações do cotidiano, é o reflexo de problemas estruturais da educação brasileira, na avaliação do coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação (CNDE), Daniel Cara.
“Isso decorre da maneira como se organiza a gestão da educação no Brasil. Se tem forte responsabilização dos governos municipais e estudais e participação aquém do necessário do governo federal. É um problema estrutural que vem desde a época da proclamação da República. O governo federal é quem mais arrecada recursos e quem menos contribui na área de educação”, disse Cara sobre os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2012.
Segundo ele, para avançar na qualidade da educação é preciso que haja complementação de recursos do governo federal aos estados e municípios, de modo a garantir o direito à educação com um padrão mínimo de qualidade. “Essa complementação deve vir junto com uma lei dura para determinar a forma como os estados e municípios vão gastar os recursos, e a sociedade deve poder acompanhar a fiscalização”, conclui.
O coordenador da CNDE acrescenta que é preciso garantir uma política de valorização dos profissionais de educação e escolas com estrutura adequada para o ensino.
O Pisa é aplicado a cada três anos, voltado para leitura, ciências e matemática, e, pela primeira vez, mediu a capacidade de resolução de problemas mais elaborados de lógica e raciocínio. No Brasil, menos de 2% dos estudantes avaliados atingiram a performance máxima na solução dos problemas. A avaliação registra que, no país, as meninas tiveram desempenho melhor que os meninos.
Os países que lideram o ranking da OCDE são Cingapura, Coreia do Sul e Japão. As três últimas posições são ocupadas por Uruguai, Bulgária e Colômbia.
Em dezembro do ano passado a OCDE havia divulgado resultados do Pisa 2012 que mostram que, entre os 65 países comparados, o Brasil ficou em 58º lugar no desempenho dos estudantes nas três áreas de conhecimento avaliadas.
(Da Agência Brasil)

“É preciso aperfeiçoar o relatório do PNE para garantir um plano capaz de consagrar o direito à educação”

CARTA ABERTA DAS ENTIDADES E MOVIMENTOS EDUCACIONAIS

 Brasil, 1 de Abril de 2014.

Com o intuito de garantir um Plano Nacional de Educação (PNE) capaz de colaborar decisivamente com a consagração do direito à educação pública de qualidade, as entidades e os movimentos educacionais signatários solicitam às deputadas e aos deputados federais que compõem a Comissão Especial do PL 8035/ 2010 o destaque a três pontos do relatório do Dep. Angelo Vanhoni (PT-PR).
Mesmo afirmando que na Meta 20 do PNE o investimento público será em educação pública, ao incorporar proposta do Senado Federal na forma do parágrafo 4º ao Art. 5º, o relatório do Dep. Vanhoni  acaba por estabelecer uma nova maneira de contabilizar o investimento em políticas públicas educacionais.
Para considerar na contabilização da Meta 20 do PNE (10% do PIB para educação pública) programas como Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego), ProUni (Programa Universidade para Todos), Ciências Sem Fronteiras e FIES (Fundo de Financiamento Estudantil), além de matrículas em creches e pré-escolas conveniadas, o relator absorve um dispositivo que pode levar à falta de garantia da expansão da educação pública nos diversos níveis e modalidades de ensino.
Em outras palavras, a manutenção desse instrumento pode significar a indistinção entre o que é público e o que é privado, trazendo graves consequências à gestão educacional e à qualidade da educação. E mais grave: da forma como está disposto, permite uma expansão ilimitada dos programas supracitados no orçamento da educação. Portanto, é preciso suprimir o parágrafo 4º do Art. 5º da proposta de Lei do PNE.
No âmbito da Educação Básica e da questão federativa, ao não retomar a Estratégia 20.10 da Câmara dos Deputados, que determina a complementação da União ao Custo Aluno-Qualidade Inicial (CAQi) e ao Custo Aluno-Qualidade (CAQ), o relatório desobriga o Governo Federal a participar de modo justo e decisivo na Educação Básica.
Assim, caso o texto seja mantido tal como propõe o relator, todo o custo da elevação de qualidade na Educação Básica, determinada pelos mecanismos do CAQi e do CAQ, recairá sobre os orçamentos municipais e estaduais, ferindo tanto a realidade orçamentária dos entes subnacionais como o disposto no parágrafo 1º do Art. 211 da Constituição Federal: cabe à União colaborar técnica e financeiramente com Estados e Municípios para o atingimento de um padrão mínimo de qualidade na Educação (mensurado pelo CAQi).
Vale ressaltar que a complementação da União ao CAQi e ao CAQ consta do Documento Final da Conae (Conferência Nacional de Educação) de 2010 e do Documento Base da Conae de 2014. Ou seja, é um instrumento imprescindível para a comunidade educacional. Desse modo, a Estratégia 20.10 precisa ser reinserida no PNE.
Por último, ao incorporar a Estratégia 7.36 do Senado Federal, o relatório do Dep. Angelo Vanhoni  estimula, por meio do PNE, a prática de bonificação por resultados na educação pública brasileira. Essa política, que tem sido revogada mundo afora, acaba por desconstruir a carreira docente e não melhora a aprendizagem, pelo contrário: é contraproducente. O caso mais emblemático de revogação da medida ocorreu em Nova Iorque, na gestão do prefeito republicano Michael Bloomberg. Portanto, é preciso suprimir a Estratégia 7.36.
Afora os destaques acima mencionados, as entidades e movimentos educacionais solicitam a aprovação dos deputados e das deputadas da Comissão Especial ao texto do relator Angelo Vanhoni (PT-PR) no que se refere à questão do combate às discriminações de gênero, raça e de orientação sexual. O PNE não pode se eximir de planificar uma educação que respeite integralmente todos os cidadãos e cidadãs em território nacional, fazendo das políticas educacionais um instrumento fundamental de combate aos preconceitos e à violência contra a mulher, contra os negros e as negras e contra a comunidade LGBT.
Por fim, demonstrando a unidade do movimento educacional, o que está disposto nesta Carta Aberta está alicerçado pela 21ª Nota Pública do Fórum Nacional de Educação, espaço de encontro entre a sociedade civil e os governos.As entidades e movimentos educacionais signatários desta Carta acompanharão as votações finais do PNE na Comissão Especial e no Plenário da Câmara dos Deputados, observando a presença e os votos dos deputados e das deputadas.
Entidades e movimentos educacionais signatários (por ordem alfabética):

  1. AASSOPAES (Associação de Pais de Alunos do Espírito Santo)
  2. ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais)
  3. AÇÃO EDUCATIVA – ASSESSORIA, PESQUISA E INFORMAÇÃO
  4. ACTIONAID BRASIL
  5. ALIANÇA PELA INFÂNCIA
  6. ANFOPE (Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação)
  7. ANPAE (Associação Nacional de Política e Administração da Educação)
  8. ANPAE/AL
  9. ANPAE/PI

10. ANPED (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação)
11. CADARA (Comissão Assessora de Diversidade para Assuntos Relacionados aos Afrodescentes)
12. CAMPANHA NACIONAL PELO DIREITO À EDUCAÇÃO
13. CAMPE (Centro de Apoio a Mães de Portadores de Eficiência)
14. CCLF (Centro de Cultura Luiz Freire)
15. CEDECA-CE (Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará)
16. CEDES (Centro de Estudos Educação e Sociedade)
17. CENPEC (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária)
18. CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil)
19. CMB (Confederação de Mulheres do Brasil)
20. CNAB (Congresso Nacional Afro-brasileiro)
21. CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação)
22. CONTEE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino)
23. CRECE (Conselho de Representantes dos Conselhos de Escola)
24. CUT (Central Única dos Trabalhadores)
25. ECOS – COMUNICAÇÃO EM SEXUALIDADE
26. ENEGRECER (Coletivo Nacional de Juventude Negra)
27. ESCOLA DE GENTE – COMUNICAÇÃO EM INCLUSÃO
28. ESCOLA POLITÉCNICA DE SAÚDE JOAQUIM VENÂNCIO DA FIOCRUZ
29. FACULDADE DE EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
30. FASUBRA (Federação de Sindicatos de Trabalhadores de Universidades Brasileiras)
31. FEIC (Fórum de Educação Infantil do Ceará)
32. FINEDUCA (Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação)
33. FOMEJA (Fórum Mineiro de Educação de Jovens e Adultos)
34. FÓRUM DE EDUCAÇÃO INFANTIL DO RIO GRANDE DO NORTE
35. FÓRUM GO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
36. FÓRUM PERMANENTE DE EDUCAÇÃO INFANTIL DO ESPÍRITO SANTO
37. FÓRUM RJ DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
38. FÓRUM RO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
39. FÓRUM SC DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
40. FÓRUM SP DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
41. FORUMDIR (Fórum Nacional de Diretores de Faculdades/Centros de Educação ou Equivalentes das Universidades Públicas Brasileiras)
42. FUNDAÇÃO ABRINQ PELOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE
43. GELEDÉS INSTITUTO DA MULHER NEGRA
44. IBASE (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas)
45. INESC (Instituto de Estudos Socioeconômicos)
46. INSTITUTO PAULO FREIRE
47. JPL (Juventude Pátria Livre)
48. MIEIB (Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil)
49. MMM (Marcha Mundial das Mulheres)
50. MOVIMENTO CULTURAL FAZENDO ARTE
51. MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra)
52. NEJA/UFMG (Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação de Jovens e Adultos)
53. PROIFES (Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior)
54. REDE ESTRADO (Rede Latino-americana de Estudos sobre Trabalho Docente)
55. UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas)
56. UGES (União Gaúcha dos Estudantes Secundaristas)
57. UMES/SP (União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo)
58. UNCME (União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação)
59. UNDIME (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação)
60. UNE (União Nacional dos Estudantes)
61. UNEFORT (União Estudantil de Fortaleza)
62. UNIPOP (Instituto Universidade Popular)
 

CNTE quer mudar nomes de escolas que homenageiam colaboradores do regime militar

De acordo com o Inep, 976 escolas públicas têm nomes de presidentes no período da ditadura.
Há 50 anos o Brasil tornou-se refém da ditadura militar. Hoje, enquanto vítimas do golpe são esquecidas, escolas carregam o nome de pessoas que colaboraram para a queda do governo democrático e para a imposição de um regime de terror no país naquele fatídico 31 de março.
De acordo com o Inep, 976 escolas públicas têm nomes de presidentes daquele período que envergonha a história brasileira. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação quer celebrar a resistência da sociedade contra o estado de exceção e mudar esse número.
O site ditaduranuncamais.cnte.org.br é colaborativo e foi criado para destacar o retrocesso na educação brasileira e lembrar os trabalhadores perseguidos por um regime que cassou direitos individuais, coletivos e políticos, abusou da integridade física e psíquica de milhares de pessoas, impôs ideologias conservadoras à sociedade, perseguiu, prendeu, torturou, exilou e matou cidadãos e cidadãs, cujos crimes (muitos deles) ainda carecem de elucidação e/ou reconhecimento por parte do Estado.
A campanha inclui um amplo movimento de mudança de nomes de escolas que homenageiam agentes patrocinadores do Golpe e os ditadores de plantão. A ideia é propor projetos de iniciativa popular às Assembleias Legislativas e Câmaras de Vereadores, após a realização de amplo debate com a comunidade escolar, a fim de legitimar o pleito.
O site explica como propor a mudança, incentivando a sociedade a rever as homenagens prestadas aos algozes do povo brasileiro que dão nomes, ainda, a praças, ruas, avenidas, estádios e ginásios esportivos Brasil afora.
Fonte: CNTE
 

PNE será votado nesta quarta com 10% do PIB para educação pública, diz relator

A afirmação foi feita nesta terça-feira no videochat organizado pela Câmara dos Deputados que discutiu o Plano Nacional de Educação, em tramitação na Casa.
O relator do Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10), deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), reforçou nesta terça-feira (1º) que vai manter no seu parecer a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) exclusivamente para a educação pública. O texto irá à votação amanhã, às 14h30, na comissão especial que analisa a proposta.
Vanhoni participou de um videochat promovido pela Câmara dos Deputados sobre o tema. Segundo o deputado, o texto final deverá ser examinado ainda este mês pelo Plenário da Casa e remetido à presidente Dilma Rousseff para sanção em maio.
O projeto do PNE foi enviado pelo Executivo em dezembro de 2010. Foi aprovado na Câmara em 2012, tramitou no ano seguinte Senado, onde sofreu modificações, e agora retornou à Câmara, para análise final. Segundo ele, os deputados deverão manter a destinação dos 10% do PIB para a educação pública, rejeitando o texto aprovado pelos senadores, que estabelece o investimento do mesmo percentual do PIB em educação, não necessariamente pública, o que poderia beneficiar entidades filantrópicas e assistenciais.
Escolaridade
Respondendo a perguntas de internautas que participaram do videochat, o relator da proposta afirmou que o objetivo do PNE é ampliar a escolaridade da população. Atualmente, segundo Vanhoni, a escolaridade média do brasileiro é de 7,3 anos. Nos países desenvolvidos, esse número chega a 13 anos. No caso do ensino superior, o deputado afirmou que apenas 12% dos jovens chegam à universidade. Na Argentina, esse número é três vezes maior.
“Entendemos que o Brasil precisa enfrentar o desafio para este milênio de consolidar a educação e pesquisa como o principal vetor do desenvolvimento econômico e social”, disse o deputado. Segundo ele, esses desafios exigem uma contrapartida nos recursos, principalmente para a educação pública.
Vanhoni afirmou que o País investe hoje cerca de 6% do PIB em educação. A meta de 10% incluída no seu parecer quase dobra o percentual para a educação. “Consideramos que o Brasil tem uma dívida muito grande com a educação. Temos perto de 11 milhões de crianças de 0 a 3 anos que ainda estão fora a escola. No ensino médio, quase 1 milhão de jovens estão fora. Isso tem custo”, afirmou.
Desigualdades
Questionado por internautas, o deputado explicou que o seu parecer vai manter a redação de um dispositivo que determina que a superação das desigualdades educacionais dará ênfase à “promoção da igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual”. Este dispositivo havia sido alterado quando o projeto tramitou no Senado. Um internauta chegou a perguntar se ele iria manter a “ideologia de gênero” no relatório.
O parlamentar defendeu a sua redação. Ele disse que o PNE deve abordar a questão das desigualdades. “O plano deve ser o espaço ideal para que a sociedade promova ações para diminuir as desigualdades, de renda, culturais ou educacionais. E o nosso País tem uma sociedade profundamente machista. A educação deve consolidar valores, valores de igualdade, valores humanos”, afirmou Vanhoni, destacando que o seu parecer está em linha o que determina a Constituição.
O deputado disse ainda que uma das principais metas do PNE é estimular a escola em tempo integral para a educação infantil. Esse foi um ponto destacado pelo parlamentar no videochat. Segundo ele, a meta é incorporar 1 milhão de crianças a cada ano na educação integral.
Fonte: Agência Câmara
 

Secretaria de Educação divulga vagas remanescentes para bolsa de estudos da EAPE

Na manhã desta terça-feira, a secretaria de Educação divulgou o resultado dos candidatos aprovados para as vagas remanescentes da bolsa de estudos da EAPE (Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação.
A consulta do resultado pode ser feita aqui: CLASSIFICAÇÃO DO PROCESSO SELETIVO – 1º SEMESTRE 2014 vagas remanescentes 1
Dúvidas podem ser esclarecidas nos telefones 3901-2622 e 3901-2624.

Fórum pela democracia – 50 anos de resistência (1964-2014)

No cinquentenário do golpe civil-militar de 1º de abril de 1964, organizações da sociedade civil do Distrito Federal se articulam no Fórum pela Democracia: 50 Anos de Resistência na defesa da memória dos que lutaram contra a ditadura, pela abertura dos arquivos secretos, o cumprimento da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Caso Araguaia) e a correta interpretação da Lei Anistia pelo STF, para que os autores de crimes de lesa humanidade possam ser responsabilizados em juízo para que toda a verdade apareça.
Durante 21 anos (1964 a 1985), em Brasília, se instalaram pela força das armas e pelo conluio de lideranças civis acovardadas do Congresso Nacional, ditadores militares que usurparam o título de Presidentes da República sem o voto popular e a legitimidade constitucional. Forjaram um regime espúrio que cerceou as liberdades democráticas, o livre funcionamento dos partidos políticos, dos sindicatos, das agremiações
estudantis, censurou as manifestações culturais, cassou deputados e senadores, perseguiu lideranças sociais e políticas, prendeu, torturou, assassinou e desapareceu com opositores políticos, ao perpetrar violações aos direitos humanos até hoje não apuradas, nem responsabilizados seus autores. Exigimos o direito à verdade histórica!
O povo brasiliense escreveu páginas vibrantes da resistência, tais como, a auto demissão dos 223 professores da UnB, em solidariedade aos colegas demitidos e as lutas dos estudantes e professores contras as sucessivas invasões policiais desde 1965 até 1977; no apoio a resistência democrática contra o AI-5, no Congresso Nacional, em 1968 e nas manifestações pela Anistia Ampla, Geral e Irrestrita, em 1979. Esta luta
política deu origem a lideranças e combatentes da liberdade como Honestino Guimarães (ex-presidente da UNE), Paulo de Tarso Celestino da Silva (advogado ex-presidente da FEU-UnB), Ieda Santos Delgado e Nelson José de Almeida (jovem trabalhador rural), mortos ou desaparecidos em circunstâncias até hoje não esclarecidas. Queremos a memória da resistência!
Este é o sentido histórico que representa o Fórum pela Democracia: 50 anos de Resistência cujo objetivo é agregar e articular as diferentes iniciativas dos mais diversos e amplos setores da sociedade civil, com o objetivo de pensar criticamente as causas e os efeitos do golpe armado, de 1964, suas heranças e a continuidade das resistências democráticas. Consideramos fundamental este momento não só pela carga potencial simbólica dos 50 anos, mas sobretudo, pela urgência da sociedade brasileira resgatar seus valores históricos, políticos, sociais e econômicos.
A comemoração é por esta luta persistente e contínua de todos e todas, trabalhadores e trabalhadoras do campo e das cidades, estudantes, professores, intelectuais, camponeses e povos indígenas, que hoje lutam no país como sujeitos de direito para se aprofundar a democracia, livrar e remover quaisquer resquícios da tirania e da ditadura, como a militarização da Polícias Militar e a impunidade de ontem e de hoje, em nome da reparação, da verdade, da memória e da justiça.
PARA QUE NÃO SE ESQUEÇA, PARA QUE NUNCA MAIS ACONTEÇA !
Central Única dos Trabalhadores – CUT-DF
Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura – CONTAG
Comitê pela Verdade, Memória e Justiça do DF – CVMJ do DF
Comissão Anísio Teixeira de Memória e Verdade da UnB
Movimento das Mulheres Camponesas – MMC
Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA
Sindicato dos Bancários de Brasília – DF
Sindicato dos Urbanitários – STIU-DF
Sindicato dos Trabalhadores de Empresas e Órgãos Públicos e Privados de Processamento de Dados, Serviços
de Informática, Similares e Profissionais de Processamento de Dados do Distrito Federal – SINDPD-DF
Sindicato dos Professores no Distrito Federal – SINPRO-DF

Professor lança livro na II Bienal Brasil do Livro

O professor André Rocha lança o livro Quase todos sentimentos Em versos, publicado pela editora Séculos. O lançamento ocorrerá na II Bienal Brasil do Livro e da Leitura – Brasília, que acontecerá entre os dias 12 e 21 de abril, no estande 78 (Academia Taguatinguense de Letras).

Outras informações pelo e-mail andrelgrocha@gmail.com ou telefones 3374-0324 e 8454-0194.

Oficinas sobre patrimônio imaterial ocorrem neste final de semana em Taguatinga

Oficinas
Nesta sexta-feira (28) e sábado (29) ocorrem duas oficinas sobre patrimônio imaterial. Nesta sexta-feira às 19h, o tema da oficina é “Diretrizes da política de patrimônio imaterial no Iphan”. No dia seguinte, “A experiência do INRC do Boi do Seu Teodoro” é a oficina que começa às 9h.
O evento acontece no Espaço Cultural Mercado Sul (QSB 12/13, Bloco A, Loja 25), em Taguatinga Sul. A entrada é franca

EAPE promove debate sobre os impactos do golpe militar na educação

Na manhã desta sexta-feira (28) a EAPE (Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais em Educação) realiza um debate sobre os impactos do golpe militar na educação. Às 8h30 haverá exposição de fotos e vídeos sobre este sombrio período da nossa história. Já às 9h30 ocorre um debate com a presença do cineasta Vladimir Carvalho (diretor do filme “Barra 68”, “Conterrâneos Velhos de Guerra”, entre outros) e com a Diretoria da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, Amarilis Busch Tavares.
A EAPE está localizada na quadra 907 Sul, Conjunto A. Entrada franca.

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