O espetáculo “De Fraldas pro Ar” será apresentado na rede pública do DF

Os alunos de rede pública do Distrito Federal terão a oportunidade de assistir ao espetáculo “De Fraldas pro Ar”. O espetáculo começa a ser apresentando em março, em creches e escolas de Taguatinga, Ceilândia, Varjão e Itapoã.

Os atores Bernardo Ouro Preto e Gisele Tressi mostram como o excêntrico casamento entre dois palhaços pode ser divertido, desastroso e encantador, ainda mais quando esses palhaços se tornam pais.
O projeto, contemplado pelo Fundo de Apoio a Cultura (FAC), será visto também por alunos com necessidades especiais da rede pública de ensino.
Confira a programação completa abaixo:
 
 

MARÇO

VARJÃO

DATA LOCAL

HORÁRIO

APRESENTAÇÕES

07.03.2014

Creche Tia Angelina

14h30

1

14.03.2014

Centro Comunitário

Zilda Arns

10h30 e 15h30

2

28.03.2014

Escola Classe do Varjão

10h e 14h

2

ABRIL

ITAPOÃ

04.04.2014

Escola Classe 01

10h e 14h

2

11.04.2014

Escola Classe 02

10h e 14h

2

25.04.2014

Centro Cultural e Horta Comunitária

15h30

1

MAIO

CEILÂNDIA

02.05.2014

Centro de Ensino Especial

10h e 14h

2

09.05.2014

Centro Comunitário Ceilândia

10h

1

16.05.2014

Escola Classe 55

09h30 e 14h30

2

TAGUATINGA

30.05.2014

Centro de Ensino Especial 01

10h e 14h

2

 

Estudante do CED 15 de Ceilândia é ferida em assalto a caminho da escola

A violência no DF continua sendo motivo de apreensão para toda a comunidade escolar. Uma estudante de 18 anos foi ferida na barriga com uma faca durante um assalto na manhã desta quarta-feira (26) quando chegava ao CED 15, na QNO 17/18, em Ceilândia.
Segundo a Polícia Civil, a jovem foi abordada por dois homens. Enquanto um suspeito vasculhava a mochila da estudante, o outro segurava a faca contra a barriga da vítima. Eles levaram o celular da jovem.
Segundo o diretor da instituição, Anderson Pereiro, a menina chegou à escola sangrando e foi socorrida por professores. O diretor disse que o ferimento não foi profundo e, depois de ser encaminhada ao posto de saúde, a jovem foi liberada e retornou para a escola.
O governador Agnelo Queiroz participaria da inauguração do centro às 9h, mas, por volta de 10h, desmarcou o evento. O CED 15 funciona desde 5 de fereveiro.
Violência
De acordo com o diretor da escola, a região é muito violenta e tem um alto índice de assaltos. Um policial do Batalhão Escolar informou que, apenas na manhã desta quarta, foram registrados três roubos.
(Com informações do G1)

Manifestação de estudantes pela aprovação do PNE reúne 2,5 mil pessoas na Esplanada

Na tarde desta quarta-feira, o grupo pretende entrar no Congresso Nacional para pressionar deputados e senadores
Na Esplanada dos Ministérios, cerca de 2,5 mil estudantes se reuniram na manhã desta quarta-feira (26/3) para cobrar a votação imediata do Plano Nacional de Educação, que destina 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação. Atualmente, o PNE tramita na Câmara dos Deputados. A manifestação foi organizada pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e pela União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes). Por volta das 12h30, os alunos se dispersaram para almoçar, mas a previsão é que, às 14h, eles voltem a se manifestar. O grupo quer entrar no Congresso Nacional para pressionar senadores e deputados pela votação do PNE. Estudantes de escolas públicas do DF foram liberados das aulas para participar da manifestação. Amanhã, as aulas também estarão suspensas por conta de um ato Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) marcado para às 9h da manhã.
Aluna da 3ª série do ensino médio, Daiane Macedo, integrante da Ubes, veio de Goiânia a Brasília por causa do ato. “Queremos fazer uma blitz no congresso para cobrar a votação do PNE e outras reivindicações que são passe livro irrestrito reforma no currículo do ensino médio, com ensino técnico integrado ao ensino médio, 10% do PIB para educação, reforma política e desmilitarização da PM”, explica. Thalisson Júnior, 16 anos, aluno da 3º série do ensino médio do CEM 804 do Recanto das Emas está indignado com a educação pública. “Como é que nossos pais pagam impostos certinho e a educação continua do jeito que está? As escolas estão muito ruins: não temos quadra, não temos professores, não temos auditórios…”
Integrante do grupo do Gama Revolução da Juventude, Caroline Moreira, 18 anos, avalia que a aprovação do PNE tem que ser imediata. “Nossas escolas estão sem professores e em péssias condições, mesmo com concursos para professores abertos. É preciso ter, no mínimo, 10% do PIB para a educação, e isso tem que ser urgente”. Iago Alves, 16, da 2ª série do ensino médio no CEM 6 de Ceilândia acredita que o governo precisa investir melhor o dinheiro público. “Os políticos preferem dar valor a coisas fúteis do que para a educação. Como é que tem dinheiro para fazer estádio para a Compa do Mundo e não tem dinheiro para professores e a educação?”, questiona.

Professores paralisam aulas amanhã para fazer manifestação

O Sindicato dos Professores do Distrito Federal convoca educadores, pais e alunos para um ato marcado para às 9h da próxima quinta-feira (27/3), na Praça do Buriti. O objetivo é sensibilizar o Governo do Distrito Federal para a valorização da escola pública. Entre as pautas de reivindicação estão a resolução dos problemas de falta de professores nas escolas e o cumprimento do plano de carreira dos professores. O sindicato espera que, pelo menos, mil pessoas compareçam. Segundo Claudio Antunes Correa, diretor de Imprensa do Sinpro, muitos alunos vão comparecer. “As aulas vão ser paralisadas e vários grêmios de alunos já confirmaram presença”, diz.
O ato será também o lançamento da campanha publicitária “Queremos escola pública de qualidade”. O tema também estará presente no quinto concurso de redações promovido pelo Sinpro para alunos de ensinos infantil, fundamental e médio, que será sobre o tema “A escola pública que eu quero”. O edital do concurso de desenho e de redação será lançado em 11/4. A premiação deve ocorrer no mês do professor.
Além do ato pela valorização do ensino público, o Sinpro dá continuidade às programações de aniversário do sindicato, que comemorou 35 anos em 14/3. Nesta quinta, às 19h, haverá uma sessão solene na Câmara Legislativa em homenagem às lutas do Sindicato dos Professores. Desde 18/3, a Câmara Legislativa recebe uma exposição de fotos sobre os 35 anos do Sinpro.
Fonte: Correio Braziliense

Pais e alunos protestam contra a falta de professores na EC 16 em Ceilândia

Uma cena que infelizmente está se tornando rotineira no DF. Na manhã desta quarta-feira, dezenas de pais e alunos protestam em frente a regional de ensino de Ceilândia, em virtude da falta de professores na Escola Classe 16, de Ceilândia. O início do ano letivo começou normalmente, porém nas últimas três semanas quatro turmas estão sem professores, de acordo com o relato da mãe de um aluno, que entrou em contato com o Sinpro. O fato foi confirmado pela escola.
Mais este exemplo reforça a necessidade do ato público em defesa da educação, que o Sinpro organiza para amanhã, quinta-feira, às 9h, em frente ao Palácio do Buriti por uma escola pública de qualidade.
 

Não deixaremos sangrar a Petrobrás no ringue das disputas eleitorais

Mais uma vez, a Petrobrás volta a ser palanque de disputas políticas em ano eleitoral. Foi assim no governo Lula, foi assim em 2010 e não seria diferente esse ano, quando as pesquisas eleitorais refletem o apoio popular ao governo Dilma. Tensionada, a oposição, em conluio com a velha mídia, mira na Petrobrás para tentar desmoralizar a gestão pública da maior empresa brasileira.

Os mesmos PSDB e DEM, que quando governaram o país fizeram de tudo para privatizar a Petrobrás, trazem de volta à cena política antigas denúncias sobre refinarias adquiridas pela empresa no exterior e tornam a atacar as que estão em fase final de construção no Brasil. Quem acompanha a nossa indústria de petróleo sabe da urgência de reestruturação do parque de refino da Petrobrás, que, durante o governo do PSDB/DEM, foi sucateado e estagnado, assim como os demais setores da empresa.

Quando exercia o papel de governista (dos anos 90 até 2002), a oposição demo-tucana quebrou o monopólio estatal da Petrobrás, escancarou a terceirização, privatizou alguns setores e unidades da empresa, reduziu drasticamente os efetivos próprios, estagnou investimentos em exploração, produção e refino e ainda tentou mudar o nome da Petrobrás para Petrobrax. Foi nessa época que a empresa protagonizou alguns dos  maiores acidentes ambientais do país e o afundamento da P-36.

São os mesmos neoliberais que insistem em atacar a gestão estatal que desde 2003 iniciou o processo que fará da Petrobrás uma empresa verdadeiramente pública e voltada para os interesses nacionais.

Vamos aos fatos: em 2002, a Petrobrás  valia R$ 30 bilhões, sua receita era de R$ 69,2 bilhões, o lucro líquido de R$ 8,1 bilhões e os investimentos não passavam de R$ 18,9 bilhões. Uma década depois, em 2012, o valor de mercado da Petrobrás passou a ser de R$ 260 bilhões, a receita subiu para R$ 281,3 bilhões, o lucro líquido para R$ 21,1 bilhão e os investimentos foram multiplicados para R$ 84,1 bilhão.

Antes do governo Lula, a Petrobrás contava em 2002 com um efetivo de 46 mil trabalhadores próprios, produzia 1 bilhão e 500 mil barris de petróleo por dia e tinha uma reserva provada de 11 bilhões de barris de óleo. Após o governo Lula, em 2012, a Petrobrás quase que dobrou o seu efetivo para 85 mil trabalhadores, passou a produzir 2 bilhões de barris de óleo por dia e aumentou a reserva provada para 15,7 bilhões de barris de petróleo.

Apesar da crise econômica internacional e da metralhadora giratória da mídia partidária da oposição, a Petrobrás descobriu uma nova fronteira petrolífera, passou a produzir no pré-sal e caminha a passos largos para se tornar uma das maiores gigantes de energia do planeta. Não aceitamos, portanto, que esse processo seja estancado por grupos políticos que no passado tentaram privatizar a empresa e hoje, fortalecidos por novos aliados, continuam com o mesmo propósito.

Se confirmados erros e irregularidades na gestão da Petrobrás, exigiremos que sejam devidamente apurados pelos órgãos de controle do Estado e pela Justiça. A FUP e seus sindicatos acompanharão de perto esse processo, cobrando transparência na investigação e responsabilização de qualquer desvio que possa ter ocorrido. No entanto, não permitiremos que sangrem a Petrobrás em um ringue de disputas políticas partidárias eleitorais, como querem os defensores da CPI. Reagiremos à altura contra qualquer retrocesso que possa ser imposto à maior empresa brasileira, alavanca do desenvolvimento do país.

Rio de Janeiro, 25 de março de 2014

DIREÇÃO COLEGIADA DA FUP

Peça teatral ajudará na recuperação do Teatro Dulcina

A apresentação de uma peça teatral vai ajudar na recuperação do Teatro Dulcina, um dos mais importantes patrimônios culturais de Brasília. A peça As Idades da Loba, da professora aposentada Ruth Guimarães, será apresentada nesta quinta-feira (27), às 20h, e a renda obtida com o apoio será revertida para a reforma do teatro.
Compareça!

as idades da loba-01

Câmara promoverá videochat com relator do PNE nesta quinta-feira (27)

A Câmara dos Deputados realizará na quinta-feira (27), às 11 horas, um videochat com o relator do Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10), deputado Angelo Vanhoni (PT- PR). O plano, que já havia sido aprovado pelos deputados em 2012, sofreu alterações no Senado e, por essa razão, voltou para análise da Câmara.
O videochat será transmitido ao vivo pelo portal Câmara Notícias e pela TV Câmara e terá duração de uma hora. Qualquer pessoa poderá participar, enviando perguntas pela internet (em bate-papo que estará disponível no dia do debate) ou pelo Disque Câmara (0800 619 619).
No último dia 20, Vanhoni apresentou um novo parecer à comissão especial da Câmara que analisa o PNE. O texto precisa ser votado na comissão especial e, em seguida, pelo Plenário.
O PNE estabelece diretrizes, metas e estratégias para o ensino no Brasil nos próximos dez anos. O texto trata de temas como o percentual mínimo de investimento no setor, o salário de professores, as escolas em tempo integral e a matrícula de alunos com necessidades especiais na rede regular de ensino.
Vanhoni, que também foi relator do texto na Câmara em 2010, defende em seu novo parecer a destinação de 10% do PIB (27) exclusivamente para a educação pública, mantendo a redação aprovada pelos deputados em 2012. Os senadores mantiveram o mesmo percentual de investimento, mas abriram a possibilidade de universidades particulares receberem recursos por meio do Fies e do ProUni. Vanhoni discorda dessa alteração.
Críticas
De acordo com a Coordenação de Participação Popular da Câmara, o novo Plano Nacional de Educação alcançou em março o primeiro lugar em atendimentos no Disque-Câmara, com 877 ligações, sendo 860 para manifestar críticas ao texto. Desde o início de 2014, o projeto está em segundo lugar em volume de atendimentos pelos canais interativos da Câmara, perdendo apenas para o projeto de marco civil da internet (PL 2126/11).
Somente na semana de 17 a 23 de março, foram 804 comentários contrários ao PNE e 5 a favor. Um dos pontos mais polêmicos do texto é a diretriz que trata da superação de desigualdades educacionais. O texto aprovado na Câmara fala em “ênfase na promoção da igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual”, o que motivou críticas ao texto.
“Não sou de acordo em colocar as palavras: gênero, igualdade de gênero e orientação sexual. Solicito a retirada dessas palavras do Plano Nacional de Educação”, disse Tatiane Dias Figueiredo, de Santa Terezinha (BA).
Também contrária ao texto, Maria Ercilia Mais, de Praia Grande (SP), afirmou, por meio do Disque-Câmara, que o projeto contraria seus princípios religiosos. “Sou a favor de uma educação sexual nas escolas e contrária à liberdade sexual”, disse.
Apesar de o Senado ter modificado o texto para tornar genérica a referência às formas de discriminação, Vanhoni se posicionou favorável ao texto da Câmara nesse ponto.
Deficientes
O relator acatou a emenda do Senado que garante a oferta de educação inclusiva aos estudantes com deficiência e proíbe a exclusão deles do ensino regular sob a alegação de deficiência pedagógica.
Vanhoni também manteve a meta de universalizar, para a população de 4 a 17 anos, o atendimento escolar aos alunos com deficiência ou superdotados, preferencialmente na rede regular, assegurando a disponibilidade de salas com recursos multifuncionais.
Em relação à alfabetização, o relator manteve o texto da Câmara, que prevê a meta de, em dez anos da vigência do plano, alfabetizar todas as crianças até o final do 3º ano do ensino fundamental.
(Fonte:Agência Câmara)
 

Escola Classe 15 faz homenagem ao aniversário de Ceilândia

A EC 15 de Ceilândia, única escola classe da satélite que atende alunos em período integral, prepara uma grande festa para comemorar o aniversário da região administrativa. Com o objetivo de desenvolver o sentimento de pertencimento, cuidado e valorização dos moradores com Ceilândia, um leque de atividades será apresentado a partir das 14h desta quinta-feira (27), na quadra da escola:

· Apresentação de um Grupo de Hip Hop de Ceilândia;

· Apresentação de Repentistas da comunidade;

· Apresentação de um grupo de alunos da Oficina de Dança da própria escola.

Ao final da propramação um bolo de 4 metros será servido para comemorar o aniversário de Ceilândia.

Conferência de Comunicação Sindical da CUT traça novas estratégias para setor

Aberta na manhã desta segunda-feira(24), no auditório da CUT/Brasília, a Conferência de Comunicação Sindical debate novas estratégias para que os sindicatos possam aperfeiçoar seus setores de comunicação, tanto com a categoria quanto com a sociedade.
Reunindo vários nomes ligados à comunicação sindical, entre eles: Rosilene Correa, diretora do Sinpro; Eduardo Araújo, presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília; Jose Luiz Frare, coordenador de Comunicação da Confraf-CUT; Débora Cruz, assessora de mídia social da Câmara dos Deputados; além de outros especialistas da área.
Entre os pontos abordados neste primeiro dia de Conferência,  as políticas de comunicação integradas em entidades sindicais e o desenvolvimento das mídias e redes sociais nos movimentos sindical e social tiveram grande destaque. Além de uma verdadeira aula sobre comunicação social, com o professor Rozilnaldo Miani, especialista em Comunicação Popular e Comunitária.
Todos os participantes da Conferência são unânimes ao afirmar que a comunicação é, sem dúvida, a área mais estratégica na luta sindical, embora grande parte dos sindicatos ainda não tenha atentado para o fato. A falta de investimentos em profissionais de imprensa e de mídias alternativas foram apontados como falhas das entidades sindicais.
A conferência terá prosseguimento nesta terça-feira(25) com novas palestras e debates, além de uma oficina de mídias e redes sociais. O encerramento do evento terá por base o debate sobre a construção da política de comunicação da CUT Brasília e das entidades filiadas, conduzida pelo secretário de Comunicação da CUT, Marco Junio, e Rodrigo Britto, presidente da CUT Brasília.

FNDC quer participação da sociedade civil no Conselho de Comunicação Social

Em ofício encaminhado ao órgão, FNDC critica falta de transparência e benefício a setores conservadores

O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, entidade que congrega centenas de organizações da sociedade civil que atuam no campo das comunicações no país, encaminhou, na última sexta-feira, ofício ao Conselho de Comunicação Social solicitando informações sobre o processo de indicação de conselheiros/as do órgão, previsto para acontecer até julho de 2014.
Segundo o texto do ofício, em processos anteriores, não houve diálogo com as referidas entidades da sociedade civil por parte do CCS, “que ao definir os nomes indicados beneficiou setores considerados conservadores da sociedade civil”. O Fórum ainda sugere que o Conselho de Comunicação Social discuta e aprove um documento, na forma de edital ou regimento eleitoral, com regras e procedimentos mais democráticos e transparentes, que garantam a participação das entidades não empresariais e a lisura do processo.
Criado em 1991 com o objetivo auxiliar o Congresso Nacional no que se refere a definições sobre as políticas de Comunicação, o Conselho de Comunicação Social é considerado uma bandeira histórica da luta pela democratização da comunicação no país. O Conselho teve sua primeira indicação apenas onze anos depois, em 2002. Em 2006, parou de funcionar e assim permaneceu até sua reativação em 2012.
Confira a íntegra do documento elaborado pelo FNDC e encaminhado ao CCS:
Brasília, 21 de março de 2014
Para: Exmo. Sr. Dom Orani João Tempesta
Presidente do Conselho de Comunicação Social
CC: Exmo. Sr. Rodrigo Cagiano Barbosa
Diretor da Secretaria de Apoio a Conselhos e Órgãos do Parlamento
Excelentíssimos Senhores,
Após mais de oito anos inoperante, o Conselho de Comunicação Social (CCS) foi reativado em julho de 2012 pelo Congresso Nacional. A criação do Conselho é considerada uma bandeira histórica na luta pela democratização da comunicação: foi incluída na Constituição Federal em 1991, após intensa mobilização de setores da sociedade, com o objetivo de assessorar o Congresso em relação a assuntos ligados à liberdade de manifestação do pensamento, da criação, da expressão e da informação, bem como realizar estudos, pareceres, recomendações e outras solicitações relativas ao debate sobre monopólio ou oligopólio dos meios de comunicação social, produção e programação das emissoras de rádio e televisão, entre outras atribuições.
Embora regulamentado em 1991, o Conselho teve sua primeira indicação apenas onze anos depois, em 2002. Em 2006, parou de funcionar e assim permaneceu até sua reativação – feita sob críticas por parte dos movimentos de luta pela democratização da comunicação e de parlamentares da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito a Comunicação com Participação Popular (Frentecom), que apontam arbitrariedades no processo de definição das indicações dos seus 26 integrantes (13 titulares e 13 suplentes).
Em nota divulgada quando da exposição dos nomes do Conselho, em julho daquele ano, nós do Fórum Nacional Pela Democratização da Comunicação (FNDC), que congrega centenas de entidades da sociedade civil para debater e atuar no campo das comunicações no país, manifestamos repúdio e indignação em função da falta de diálogo com as referidas entidades por parte do CCS – que ao definir os nomes indicados beneficiou setores considerados conservadores da sociedade civil. Outro apontamento crítico em relação à composição do CCS foi a predominância de homens indicados para as vagas de titulares, desprezando a participação feminina e a diversidade e pluralidade da nossa sociedade.
Preocupados com a possível repetição destes acontecimentos, solicitamos neste ofício informações para que possamos garantir a efetiva participação da sociedade civil no processo de composição deste importante órgão auxiliar do Congresso no que se refere a definições sobre as políticas de Comunicação em nosso país.
Passados dois anos de sua reativação, é sabido que deverá haver um novo processo de escolha de conselheiros/as até julho deste ano. Também é de nosso conhecimento o envio de ofício para uma lista de 72 entidades da sociedade civil – a grande maioria entidades empresariais –, deixando de fora inúmeras entidades não empresariais, o que nos causa grande estranhamento. Diante da emergência de que o processo de consulta seja o mais amplo possível, desde já colocamos o FNDC, assim como suas entidades associadas e parceiras, à disposição para a referida consulta, e solicitamos informações detalhadas a este respeito.
Por fim, diante da ausência clara de regras e procedimentos para a escolha de conselheiros(as), sugerimos que este Conselho discuta e aprove um documento, na forma de edital ou regimento eleitoral, com regras e procedimentos mais democráticos e transparentes, tais como estabelecimento de prazo para cadastramento de um colégio eleitoral, critérios para participação e metodologia de indicações, entre outras medidas importantes para a garantia de transparência do processo.
Sem mais para o momento, despeço-me.
Respeitosamente,
Rosane Bertotti
Coordenadora-Geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação

FNDC

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