Prioridade para a educação ainda é ficção governamental

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Os gestores públicos, independentemente de partidos políticos, persistem em afirmar que a educação é prioridade nacional, estadual, distrital e municipal. Porém, na realidade, se vê que as coisas não são bem assim.
O Sinpro enumera uma série de problemas que afetam a rede pública de ensino no Distrito Federal. O mais sério deles, em razão da Lei de Responsabilidade Fiscal, é a falta de professores(as) e pedagogos(as)-orientadores(as) educacionais nas escolas.
A não contratação de docentes temporários impacta diretamente na estrutura escolar, já que coordenadores pedagógicos ficam impossibilitados de exercerem a coordenação. A carência de docentes força a ida destes profissionais para a sala de aula. O coordenador não tem a atribuição de substituir regentes de classe.
Também a morosidade na convocação de professores(as) concursados(as) impede que a tão sonhada escola de tempo integral seja efetivamente implementada.  Escolas que já utilizam o modelo de horário integral apresentam inúmeras carências de professores(as) de Artes e de Educação Física.
Há também a carência física das escolas que passaram a utilizar o horário integral, tanto do modelo de sete horas quanto o de dez horas. As escolas não têm estrutura física adaptada para este modelo de ensino. Também dispõem de recursos limitados que não permitem reformas estruturais. Defendemos  a escola integral de tempo integral nas condições ideais debatidas com a categoria e comunidade escolar, que passam pelo aporte de recursos financeiros e reestruturação do espaço escolar.
Soma-se, ainda, o problema de turmas com grande número de alunos, prejudicando, inevitavelmente, a qualidade do ensino e a saúde dos(as) professores(as). Segundo números da OCDE, países avançados têm em média turmas de 15 (alfabetização) e 20 alunos (ensino médio). Na rede pública do DF, as turmas em média têm de 30 a 40 discentes, respectivamente.
A saúde dos(as) educadores(as) está em jogo, e é imprescindível que a Secretaria de Educação desenvolva políticas públicas voltadas à saúde dos trabalhadores. No entanto, o governo sequer reconhece as doenças que acometem os profissionais da carreira do Magistério.
Como se não bastasse, várias escolas do DF continuam com suas contas negativas pela falta de repasse do PDAF – Programa de Descentralização Administrativa e Financeira. Algumas delas são obrigadas a utilizar os recursos recebidos neste ano para honrar dívidas assumidas no ano passado, em razão do não repasse, por parte do governo, dos valores referentes ao ano de 2013.
Tendo em vista tais problemas, a Diretoria do Sinpro exige por parte do governo solução para estes graves problemas que aflingem a educação pública do DF. Tais problemas têm impedido o salto de qualidade que a comunidade escolar e sociedade tanto almejam. Além disto é importante salientar a necessidade de revisão da LRF, que sob o argumento de controle dos gastos públicos impõe barreiras que impedem a implantação de uma educação pública de qualidade. Se realmente a educação pública é prioridade, ela deve se sobrepor à Lei de Responsabilidade. Os recursos destinados à educação devem ser rotulados como investimentos e não despesas. Assim estariam fora do alcance da Lei. Como está, a Lei serve de argumento a determinados governantes que até mesmo se recusam a pagar o piso nacional à categoria.
O Sinpro, assim como todos os trabalhadores na educação – representados pela CNTE –, defende a aprovação da Lei de Responsabilidade Educacional. Esta lei sim poderia colaborar, e muito, na melhoria da qualidade do ensino público. Gestores seriam penalizados se não investissem rigorosamente os valores mínimos destinados à educação.

Sinpro realiza seminário sobre saúde do trabalhador em Educação

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Deputados e representantes da Educação debatem o PNE nesta terça-feira (25)

A comissão especial que analisa o Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10) debate nesta terça-feira (25), com representantes do setor, as mudanças feitas no texto pelo Senado. Segundo o relator, deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), a maioria dos deputados quer manter o texto aprovado na Câmara.
No Senado, os parlamentares mantiveram a meta mais polêmica do plano, que estabelece os gastos da União, dos estados, do DF e dos municípios em ações de educação. Hoje, o governo investe cerca de 6% do PIB na área. De acordo com o projeto, serão 7% em até cinco anos e 10% ao final do plano.
Os senadores, no entanto, mudaram outros pontos da proposta, que precisam agora ser analisados pelos deputados. O texto da Câmara, por exemplo, estabelecia que todas as crianças seriam alfabetizadas até o terceiro ano do ensino fundamental. Os senadores decidiram priorizar a idade dos estudantes. Pelo projeto do Senado, em dez anos todas as crianças brasileiras devem saber ler e escrever até os seis anos de idade.
O relatório final da comissão especial deve ser apresentado e votado até o dia 20 de março.
Foram convidados para o debate:
– a presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Cleuza Rodrigues Repulho;
– a presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Maria Nilene Badeca da Costa;
– um representante do Ministério da Educação;
– o presidente da Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup), Altamiro Galindo;
– o presidente da Associação Nacional dos Centros Universitários (Anaceu), Paulo Antonio Gomes Cardim;
– o presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), Gabriel Mario Rodrigues;
– o coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara;
– o diretor presidente da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (Anec), padre José Marinoni;
– a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Virgínia Barros;
– o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin de Leão;
– o presidente do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (CRUB), Wolmir Therezio Amado;
– a presidente da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam), Vilani de Souza Oliveira;
– o presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Amábile Pacios;
– o presidente da Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenem), Roberto Geraldo de Paiva Dornas;
– o presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação (Abrat), Emerson José Beneton;
– a presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped), Maria Margarida Machado;
– o presidente da Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais
de Ensino Superior (Proifes), Eduardo Rolim de Oliveira;
– o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Jesualdo Pereira Farias;
– o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski;
– a coordenadora-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee), Madalena Guasco Peixoto;
– a diretora-executiva do Observatório Todos pela Educação (PNE), Priscila Cruz; e
– o presidente da Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Educação Superior (Abraes), Alexandre Mellão.
A audiência será realizada às 14 horas, em local a definir.
(Da Agência Câmara)

Olimpíada de português abre inscrições nesta segunda-feira (24)

A Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro existe desde 2002 com o objetivo de aprimorar as habilidades de leitura e de escrita de alunos de escolas públicas, além de servir como programa de formação continuada para professores de português. A iniciativa do Ministério da Educação e da Fundação Itaú Social recebe e seleciona os melhores textos de estudantes de todo o país. As inscrições para a edição deste ano estarão abertas a partir de segunda-feira (24/2) e continuam até 30/4 pelo site. A inscrição deve ser feita por um professor e a Secretaria de Educação também deve aderir.
O tema das redações é sempre “o lugar onde vivo”, e  a modalidade varia de acordo com a série do estudante. No ensino fundamental, alunos de 5º e 6º anos participam no gênero poema; para 7º e 8º anos, ficam reservados textos de memórias literárias; para o 9º ano, crônica. No ensino médio, estudantes da 1ª série escrevem crônica, enquanto os de 2ª e 3ª série redigem artigo de opinião. As escolas devem enviar os textos produzidos às comissões julgadoras até o dia 15 de agosto.
Os professores recebem material de apoio para orientar a participação dos alunos. O processo seletivo é composto por cinco etapas: escolar, municipal, estadual, regional e  nacional. A comissão estadual vai selecionar os 500 melhores trabalhos, 125 de cada gênero. Nesta fase, os professores e alunos recebem medalhas de bronze, livros e participam de oficinas de leitura e de escrita. A etapa final será em Brasília e anunciará os 20 vencedores. Os alunos e professores escolhidos receberão medalhas de ouro, notebooks e impressoras. As escolas dos vencedores serão equipadas com um laboratório de informática com dez computadores, uma impressora, projetor, telão e livros.
(Do Correio Braziliense)

Residência pedagógica para professores deve ser votado na terça (25)

Em reunião na próxima terça-feira (25), às 10h, a Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) deverá examinar, em caráter terminativo, o Projeto de Lei do Senado (PLS) 284/2012, que institui a residência pedagógica para os professores da educação básica.
A discussão do projeto, de autoria do senador Blairo Maggi (PR-MT), teve início no último dia 18. A proposição tem como relator o senador Cyro Miranda (PSDB-GO), favorável à proposta com emenda.
O projeto altera o artigo 65 da Lei 9.394/1996 – que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional – e determina que aos professores habilitados para a docência na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental será oferecida a residência pedagógica, etapa ulterior de formação inicial, com o mínimo de 800 horas de duração, e bolsa de estudo.
Exames oftalmológicos
Também em caráter terminativo, a comissão deverá examinar ainda o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 165/2010, que torna obrigatória a realização de exames oftalmológicos e auditivos nas escolas de ensino fundamental da rede pública.
O projeto é oriundo de sugestão apresentada pela estudante Martha Ramires de Souza, na 1ª edição do Parlamento Jovem Brasileiro, realizado pela Câmara dos Deputados, em 2004.
O relator do projeto é o senador Cícero Lucena (PSDB-PB), favorável à proposta na forma de substitutivo oferecido pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS). A discussão do projeto teve início no último dia 11.
Fonte: Agência Senado
 

Inscrições para a 1ª Corrida do Sinpro

Serão abertas na próxima semana as inscrições para a 1ª Corrida do Sinpro, que acontece dia 30 de março, às 8h, no Parque da Cidade. Podem participar todos(as) os(as) professores(as) e orientadores(as) sindicalizados(as). As inscrições serão feitas até o dia 14 de março, dia que o Sinpro completa 35 anos. A ficha de inscrição será disponibilizada em breve.

As entregas dos kits para os inscritos serão feitas na sede do Sinpro-DF (SIG, Quadra 6, Lote 260) e nas subsedes (Taguatinga, Gama, Planaltina e Brazlândia), uma semana antes da corrida, mediante 1kg de alimento não-perecível (exceto sal). O kit só será entregue ao próprio inscrito, que deve apresentar seu RG. A data-limite para a entrega será dia 29 de março (véspera do evento). No dia da corrida não ocorrerá a distribuição do kit, que é composto por camiseta, número de peito, chip descartável, alfinetes, bag, squeeze (garrafinha) e medalha, que será entregue após a prova.

Serão duas modalidades: corrida de 5km e caminhada de 5km. Todos os participantes receberão medalhas ao final da prova. Os três primeiros colocados masculino e feminino nas duas categorias (até 45 anos e acima de 45 anos) ganharão troféus.

“Além de comemorar os 35 anos do Sinpro, esta corrida é uma atividade que incentiva e promove a qualidade de vida, além de promover o apoio à luta por uma educação pública de qualidade às ruas”, analisa o diretor do Sinpro Marco Aurélio Rodrigues.

O evento também contará com um espaço de entretenimento, com brinquedos para as crianças, massagista e alongamento para todos e todas, além de apresentação de DJs. Prestigie, traga sua família!

Não deixem para a última hora, as inscrições são limitadas a 1500 participantes.

Leia o regulamento da corrida aqui

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OCDE pede que Brasil aumente acesso à educação de qualidade

A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) pediu nesta sexta-feira que Brasil, México e Chile melhorem o acesso à educação de qualidade, resolvam os gargalos no desenvolvimento de infraestrutura e na formação dos trabalhadores, a fim de melhorar a produtividade.
A OCDE, que apresentou nesta sexta-feira (21), em Sydney, seu documento “Avançando rumo ao crescimento 2014”, ressaltou a necessidade de melhorar a educação para elevar os padrões de vida e corrigir os desequilíbrios na produtividade para alcançar os países de renda mais alta.
Enfocando especialmente o Brasil e o México, o organismo reivindicou melhorias na universalização do ensino, apesar de considerar as medidas já realizadas.
No âmbito profissional, a OCDE pediu para levar em conta as desigualdades nas habilidades e a baixa participação profissional, especialmente de mulheres e de recém-chegados ao mercado de trabalho, para levar a taxa de emprego aos níveis anteriores à crise.
A organização também ressaltou o problema do repasse de recursos aos setores mais produtivos e os controles estatais generalizados, assim como as infraestruturas legais frágeis e os mercados financeiros superficiais.
Em relação ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), a OCDE opinou que começou em 2007 com grandes projetos de desenvolvimento, teve atrasos e, recentemente, o governo federal obteve alguns avanços com concessões e simplificações dos trâmites para as obras públicas.
Além disso, o organismo adverte que o Brasil – assim como China, Rússia e Turquia – experimentou um aumento do crédito nos últimos anos e corre o risco de mostrar sinais de vulnerabilidade no setor financeiro.
Fonte: Portal UOL

Movimento sindical defende investimento em educação pública

A CTB, a CNTE e a Contee (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino) acompanharam na quarta-feira (19) na Câmara, a reunião da comissão especial que analisa o PNE.
O relatório final da proposta deve ser apresentado e votado até o dia 20 de março no colegiado. Parlamentares ligados ao tema acreditam que após votação do Plenário, o texto seguirá para sanção da presidente da República, Dilma Rousseff, ainda neste semestre.
A dirigente da CTB, Marilene Betros, ressalta a importância do investimento nas escolas públicas, e considera positiva a atuação dos movimentos sociais no âmbito da comissão especial.
“A luta do movimento social é que tenha mais investimento em escolas públicas. Mais investimento significa melhores salários para os profissionais da educação, mais incentivo à formação destes profissionais, mais qualidade na educação pública. A luta da CTB é que o PNE seja votado o mais rápido possível. Consideramos positiva a intervenção dos movimentos sociais, a pressão que fizemos aqui na comissão, uma vez que conseguimos que seja realizada audiência pública e que os movimentos sociais sejam ouvidos.”
Entre as metas do PNE está o aumento do salário dos professores. De acordo com o texto votado pelos deputados e pelos senadores, em até seis anos, os professores da educação básica devem ganhar o equivalente ao que recebem os profissionais de outras categorias de nível equivalente.
Segundo o presidente da CNTE, Roberto Franklin de Leão, somente Acre, Ceará, Distrito Federal, Pernambuco e Tocantins cumprem integralmente a lei do piso. “A consequência disso é que poucos jovens optam pela carreira de professor”, disse.
“Ninguém mais quer ser professor. As carreiras não são atraentes, não existe política salarial constante, a carga é muito grande, as condições de trabalho são as mais difíceis. Tudo isso termina afastando o jovem que tem vocação”, alertou Leão.
Audiência pública
Na próxima semana, a comissão vai realizar audiência pública para ouvir o setor de educação sobre as mudanças no PNE. Entre os convidados, estão representantes do Ministério da Educação, do Conselho Nacional de Secretários de Educação, da Contee e da CNTE.
(Com informações do Portal Vermelho)

Votação do marco civil da internet é adiada para depois do Carnaval

A votação do projeto de lei do marco civil da internet (PL 2126/11) ficou para depois do Carnaval. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, disse nesta quinta-feira (20) que a próxima semana será dedicada à discussão e à apresentação de emendas. O projeto tranca a pauta da Câmara desde outubro do ano passado.
O texto costurado pelo relator, deputado Alessandro Molon (PT-RJ), entrou em pauta nessa quarta-feira, mas vários partidos se recusaram a discutir a matéria. Como argumento, disseram que o relator teria fechado acordo com representantes de empresas de telecomunicações, em reunião com integrantes do Poder Executivo. Molon explicou que o texto foi mantido e que ele apenas incluiu na justificativa da proposta que as empresas poderão vender pacotes com velocidade diferenciada.
O presidente Henrique Alves acha que a discussão do projeto não foi adiante por se tratar de uma matéria difícil. “O tema que é muito complexo, tem muitas posições pró e contra; e é um texto que, a meu ver, tem que ter um consenso na Casa, pela sua repercussão, pela sua importância. Enquanto não houver esse consenso, nós vamos procurar por ele.”
Guarda de informações
O líder do Democratas, Mendonça Filho, disse que seu partido ainda tem dúvidas em relação a alguns itens do texto relativos à guarda de documentos e de informações.
A bancada é contra a obrigatoriedade de instalação de data centers no Brasil, por considerar que isso vai se refletir em aumento de custo para o usuário. “Ou o texto reflete a segurança necessária para que a gente tenha uma internet livre e pouco regulamentada, que tenha assegurada a segurança ao usuário da internet ou a gente vai criar obstáculo para sua aprovação aqui no Congresso Nacional.”
Fonte: Agência Câmara

Deputados querem manter texto da Câmara para PNE

A Comissão Especial que analisa o Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10) deve aprovar o texto base que saiu da Câmara dos Deputados e rejeitar as alterações que vieram do Senado. O relatório final deve ser apresentado e votado até o dia 20 de março. O relator da proposta na comissão, deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), quer reincluir no relatório final a obrigatoriedade do investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação pública. O texto do Senado prevê investimentos em educação, o que comtempla também as entidades privadas.
Alfabetização
Entre as alterações propostas pelo Senado e que podem ser rejeitadas pelos deputados está a obrigatoriedade de alfabetizar as crianças até os seis anos de idade.
O representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Celso José dos Santos, afirmou que essa medida exigiria uma reestruturação da educação infantil. Como alternativa, ele propõe que o PNE determine um prazo de três anos a partir da entrada do aluno no ensino fundamental para que a alfabetização esteja concluída. “Na educação infantil tem um processo que a criança precisa se socializar, desenvolver coordenação motora, relações de sociabilidade. E se você tiver como foco a alfabetização você vai direcionar isso para um processo educativo que acaba prejudicando esse direito.”
No texto aprovado na Câmara, existe a determinação de que todas as crianças sejam alfabetizadas até o terceiro ano do ensino fundamental.
Audiência pública
Na próxima semana, a comissão vai realizar audiência pública para ouvir o setor de educação sobre as mudanças no PNE. Entre os convidados, estão representantes do Ministério da Educação, do Conselho Nacional de Secretários de Educação e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação.
(Da Agência Câmara)

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