Escolas devem ensinar que é divertido aprender, diz Salman Khan

O fundador da Khan Academy defende o ensino personalizado e o uso da tecnologia para transformar as salas de aula do mundo nos próximos 10 anos
Ele não tem formação em pedagogia, não dá lições presenciais em escolas e, em suas aulas, trata de temas complexos – chatos, até – que normalmente são o terror dos estudantes: geometria, aritmética, trigonometria. Números, números e mais números. A forma como Salman Khan apresenta esses problemas matemáticos (e de física, e outros tantos assuntos, especialmente na área de exatas), porém, é diferenciada. Inovadora. Capaz de atrair mais de 300 milhões de alunos em lições online que, de tão populares, hoje são traduzidas para diversos idiomas – inclusive o português. A contribuição do professor mais famoso da internet, no entanto, vai além das aulas. E muito além do ambiente virtual.
Fundador da Khan Academy, uma organização sem fins lucrativos que se dedica à elaboração de videoaulas divulgadas gratuitamente na internet, esse matemático americano defende uma revolução no ensino. Uma mudança em todo o sistema da educação. Proposta que passa, em primeiro lugar, pelo professor: pela forma de ensinar – mas envolve ainda a adequação de escolas às novas tecnologias, à mudança de hábitos dos alunos e à consequente necessidade de levar interatividade para a sala de aula. Assim, seria possível avançar ainda mais: com maior integração aos estudantes, teria início o ensino personalizado em cada instituição de ensino. E essa realidade, acredita ele, está próxima.

 

Rede de ensino público do DF recebe livros didáticos interativos

Até o dia 10 de fevereiro, as escolas públicas do Distrito Federal receberão 2,5 milhões de livros novos com conteúdo interativo. A novidade irá beneficiar alunos do 6º ao 9º ano de 211 instituições, que receberão exemplares acompanhados de DVDs com vídeos, jogos, animações, infográficos, mapas e outros instrumentos pedagógicos. O objetivo de introduzir novas tecnologias na escola é fazer com que os alunos sejam atraídos pela aprendizagem.
No total, serão distribuídos 1.364 DVDs e cada escola receberá quatro kits de uso coletivo, que poderão ser copiados em outras mídias pelos colégios. Os livros começaram a ser entregues em dezembro do ano passado, e segundo o governador Agnelo Queiroz, o governo se antecipou para preparar o material necessário para atender alunos, professores e funcionários das escolas públicas em 2014.
O secretário de Educação do DF, Marcelo Aguiar, afirmou que todos os 471 mil alunos da rede começarão o ano letivo com novos livros didáticos. Segundo ele, os exemplares devem ser utilizados por três anos e são entregues pelos Correios para evitar atrasos na entrega. Os títulos foram selecionados pelos próprios professores por meio de uma lista do Ministério da Educação.
Os materiais adquiridos pelo Programa Nacional do Livro Didático são referentes às disciplinas de Português, Matemática, História, Geografia, Ciências, Língua Estrangeira (Inglês e Espanhol), Biologia, Física, Química, Sociologia e Filosofia. Além desses, estão inclusos dicionários, livros de literatura e publicações pedagógicas, como a revista Ciência Hoje, elaborada pelo Instituto Ciência Hoje.
 Fonte: Portal Terra
 
 

Senadores aprovam regulamentação da profissão de psicopedagogo

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou nesta quarta-feira (5) projeto de lei da Câmara dos Deputados (PLC 31/2010) que regulamenta a atividade de Psicopedagogia. Pelo texto, a profissão poderá ser exercida por graduados e também por portadores de diploma superior em Psicologia, Pedagogia ou Licenciatura que tenham concluído curso de especialização em Psicopedagogia, com duração mínima de 600 horas e 80% da carga horária dedicada a essa área.
Uma emenda assegurou ainda a inclusão dos fonoaudiólogos na lista de profissionais aptos a exercer a profissão, após a especialização exigida. Essa alteração foi feita durante o exame da proposta na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), em outubro passado. O relator na CAS, senador Cyro Miranda (PSDB-GO), sugeriu a manutenção do texto como veio da comissão anterior.
A proposta recebeu decisão terminativa, o que dispensa análise em Plenário, a menos que haja recurso com esse objetivo. Agora terá que retornar à Câmara, para exame das modificações feitas pelo Senado. Houve ainda ajustes no texto para evitar conflitos de competência da nova atividade com outras profissões já regulamentadas.
Apresentado à Câmara pela deputada Raquel Teixeira, o projeto também autoriza o exercício aos portadores de diploma de curso superior que já venham exercendo, ou tenham exercido, comprovadamente, suas atividades profissionais em entidade pública ou privada até a data de publicação da lei.
Cyro Miranda festejou a aprovação, lembrando que a matéria já tramita há 11 anos desde sua apresentação. Na análise, ele salientou que o projeto não pretende impor reserva de mercado, pois estende a atividade a graduações em áreas afins e aos profissionais de educação e de outras áreas, após formação complementar em Psicopedagogia.
De acordo com a Associação Brasileira de Psicopedagogia, existem cerca de 100 mil psicopedagogos formados no Brasil. São profissionais que não atuam somente nas escolas, mas em diferentes instituições. Segundo o relator, com a regulamentação da atividade, cria-se uma identidade e exige-se dos profissionais a ética e a formação necessárias para que possam desempenhar com competência seu ofício.
Fonte: Agência Senado
 

Seis mil crianças de 0 a 5 anos ficam sem vagas no Distrito Federal

Segundo a Secretaria de Educação, o DF apresenta uma demanda reprimida para atendimento de crianças de 0 a 5 anos
Nem todas as crianças que poderiam estar na Escola, porém, vão conseguir ir para as aulas este ano. Segundo a própria Secretaria de Educação, o DF apresenta uma demanda reprimida para atendimento de crianças de 0 a 5 anos.
Por isso, cerca de seis mil delas ficarão sem atendimento, pelo menos no primeiro semestre deste ano. Para tentar diminuir essa demanda, o GDF está construindo 112 Creches, chamadas de Centro de Educação da Primeira Infância (Cepi): 43 serão inauguradas no primeiro semestre desse ano e as outras 69 unidades, até dezembro. A secretaria informou ainda que atendimento na Educação infantil será universalizado.
No total, são 262 unidades públicas que atendem essa faixa etária e as unidades conveniadas aumentaram de 57 para 65, atendendo mais de 45 mil estudantes dessa idade em 2014.
INAUGURAÇÃO
Está prevista para a próxima segunda- feira a inauguração do primeiro Cepi do DF, em Sobradinho II. A Creche irá atender crianças de 0 a 5 anos, em tempo integral, e conta com 112 vagas. Mas alguns problemas estão incomodando quem mora na região e busca por uma vaga. “Estão vindo muitas pessoas de outras cidades.
Além disso são poucas vagas para muitas pessoas”, disse a dona de casa Domingas Dias. Para a cabeleireira Mônica Brasil, moradora da Vila Rabelo, a Creche é importante, mas fica longe de casa. “A prioridade é para Sobradinho e, nós, da Vila Rabelo, ficamos sem”, comentou.
Fonte: Jornal de Brasília (DF)
 

Dia de volta às aulas na rede pública de ensino

As aulas da rede pública de ensino do Distrito Federal começam hoje. São esperados aproximadamente 471 mil alunos. Para atendê-los, mais de 700 professores efetivos foram nomeados e o banco de temporários conta com mais de 13 mil professores, segundo a secretaria de Educação. O GDF renovou o contrato dos 6,5 mil docentes que atuaram no ano passado.
Segundo a pasta, o cadastro reserva que ainda estava em validade foi zerado. Um concurso para professores efetivos está em fase de finalização. Nesse, cerca de quatro mil profissionais ficarão em cadastro reserva.
Para o Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), o maior problema da volta às aulas ainda é o repasse de recursos para as escolas. “Temos cerca de 50% das escolas em situação de endividamento. Outras escolas ainda não têm recursos, mas também não estão endividadas”, disse a diretora do Sinpro, Rosilene Corrêa.
PDAF
Ela se refere à verba do programa de descentralização administrativa e financeira (PDAF) relativa ao ano passado, que ainda não foi paga pelo GDF. Segundo o governo, a questão é um “problema de caixa”. No último dia 29, o Jornal de Brasília mostrou que os diretores de algumas escolas estão tirando dinheiro do próprio bolso para fazer reparos nos colégios.
Fora isso, o sindicato dos professores diz que a expectativa para o retorno das férias é tranquilo. “Vários professores estão tomando posse. Então, esperamos que, com isso, possamos usufruir da licença-prêmio, que não é concedida à categoria desde 2006”, afirmou a diretora. “Além disso, a secretaria já está com o banco de dados de contratação temporária. Então, não há justificativa para que esse professores não sejam convocados”, diz.
Operação
Com o início do ano letivo, o Batalhão Escolar também entra em ação com a Operação Volta às Aulas. De hoje até 14 de fevereiro, o 1º Batalhão de Policiamento Escolar fará a segunda fase da operação, com o objetivo de recepcionar os alunos na volta às escolas.
A operação também contará com o apoio de outras unidades da PMDF, como o Batalhão de Aviação Operacional, que fará patrulhamento aéreo, e do 1º Batalhão de Polícia de Trânsito, que disponibilizará integrantes para trabalhar na prevenção de infrações de trânsito e na educação de condutores e pedestres.

Cartão Material Escolar
Quem tem direito ao Cartão Material Escolar, concedido por um programa do GDF, começará a recebê-lo hoje, no mesmo dia em que têm início as aulas.  O Banco de Brasília (BRB) dará início à distribuição dos novos cartões às 10h, no Sesi de Ceilândia.
A partir de agora, os cartões serão pré-pagos e entregues aos beneficiários pelas vans itinerantes do BRB (Conveniências), que ficarão estacionadas em lugares estratégicos, previamente definidos. Os antigos cartões não terão mais validade.
O beneficiário deverá apresentar documento de identificação com foto e o CPF. Em seguida, receberá o cartão, a senha, e a relação das papelarias credenciadas.
Para desbloquear o cartão, é preciso ligar para o  telefone 3029-8440, das 8h às 20h, informar o número do cartão e do CPF.
O crédito, no valor de R$ 226, ficará disponível ao beneficiário até 16 de maio de 2014. Após essa data, o valor expirará.
(Do Jornal de Brasília)

Escolas públicas alegam dívidas por falta de repasse do PDAF

Mais da metade das escolas da rede pública de ensino deve começar o ano letivo com as finanças no vermelho. A conta é do Sindicato dos Professores, que sugere que pelo menos 370 unidades estejam enfrentando dificuldades financeiras pelo recebimento abaixo   do previsto do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira   (PDAF). Sem a verba esperada, as diretorias fizeram compras e realizaram   serviços nos prédios com a promessa de quitar a dívida assim que o dinheiro   caísse na conta ou simplesmente não se prepararam como acreditavam ser   necessário para a volta das aulas. O GDF prometeu a primeira parcela de 2014   para o dia 31 de janeiro. Nenhum dos entrevistados pelo Correio havia   recebido até o fechamento desta edição.
É o   caso da Escola Classe 50, de Ceilândia. A unidade atende mais de 700 alunos e   tem, neste momento, R$ 400 em caixa. “Estamos com muitas dívidas.   Fizemos gastos em cima do que foi publicado no Diário Oficial, o que, para   mim, tinha força de lei”, afirma a diretora Vilma Vale. Todas os cálculos   foram feitos na expectativa do recebimento de R$ 116 milhões, no total.   “Nossos credores estão confiando, assim como nós, que alguma coisa   sairia este ano. Mas, agora, eu só acredito quando vir o saldo   disponível”, enfatiza. Enquanto isso, a escola não tem verba nem para   trocar os cadeados. Nesta semana, o prédio foi invadido e o portão está   inutilizado. “A cantina está em situação calamitosa. Desse jeito, é   inimaginável pensar em fazer uma brinquedoteca”, lamenta Vilma.
Também   em Ceilândia, o Centro de Ensino Fundamental Maria do Rosário recebeu R$ 55   mil, dos R$ 132 mil esperados. “Estamos comprando fiado. Material   pedagógico, pequenos consertos que surgem no dia a dia da escola. Mas, se não   recebermos dinheiro, vamos ter de parar os projetos que temos”,   queixou-se o diretor James Mayner. O CEF 801, do Recanto das Emas, não tem   dívidas, mas o diretor do colégio, Afonso Wescley, não descarta fazê-las caso   o dinheiro não chegue.
Em   nota, a Secretaria de Educação afirma que, em janeiro, o governador Agnelo   Queiroz liberou R$ 30 milhões para PDAF, divididos em três parcelas de igual   valor, sendo a primeira disponibilizada até 31 de janeiro; a segunda até 14   deste mês; e a última até 28 deste mês. “Pela primeira vez, o GDF   liberou o PDAF em janeiro para que os gestores possam administrar melhor o   recurso e fazer o planejamento do ano de 2014. Cabe ressaltar que estes são   valores parciais da verba do programa”, explica o texto. Os valores   parciais tiveram como base de cálculo o número de estudantes matriculados,   conforme dados do Censo Escolar. Diretor do Sinpro, Washington Dourado,   pretende pedir um calendário oficial de repasses do PDAF para que as escolas   consigam se organizar sem sustos durante o ano letivo.
Fonte: Correio Braziliense

 
 

Paim diz que terá como 'obsessão' melhorar formação de professores

Novo ministro se comprometeu a aprovar Plano Nacional de Educação

Ao assumir o comando do Ministério da Educação nesta segunda-feira (3), o novo ministro José Henrique Paim disse que terá como “obsessão” trabalhar pela melhoria da formação de professores. Em seu discurso na transmissão de cargo, ele destacou várias ações da pasta – citando o piso nacional de salários, alfabetização de crianças e o ensino à distância – mas destacou a valorização e formação de professores.
“Todo esse esforço é importante, mas quero que a melhoria da formação de professores seja uma obsessão do MEC. Eu quero que o Ministério da Educação pense 24 horas na formação de professores, organize esse processo e que a gente consiga resultado para essa questão”, disse, sob aplausos.
Paim afirmou que o objetivo é garantir que todos os professores tenham garantia de formação. “Afinal, sabemos que a qualidade do processo educacional é determinada pela formação de professores”, completou.
Na cerimônia, Paim também reforçou compromisso com gestores públicos e com o setor privado pela melhoria da qualidade do ensino. Em outro momento, elencou como compromisso a aprovação no Congresso do Plano Nacional de Educação, que estabelece metas, além de destinar 10% do PIB para a área até 2020.
Antes de Paim, o ex-ministro Aloizio Mercadante também discursou por 15 minutos. Falou sobre sua gestão na pasta, destacando, em primeiro lugar, a alfebetização infantil e investimentos na pré-escola. “O combate às desigualdades tem de começar nas mais tenras idades”, disse.
Ele enalteceu a consolidação do Enem como meio de entrada nas universidades públicas, a lei que instituiu cota racial e social de 50% das vagas nas instituições federais, o papel do Pronatec, programa de bolsas para o ensino técnico, para prover mão de obra qualificada para a economia do país.
Também mencionou o Ciência sem Fronteiras, em que o governo concede bolsas de estudo para alunos no exterior; e a lei que obriga a destinação de royalties do petróleo para a educação.
Na solenidade de transmissão de cargo, vários outros ministros apareceram: Eleonora Menicucci (Mulheres), Thomas Traumann (Comunicação), Luiza Bairros (Igualdade), Marco Antonio Raupp (Ciência e Tecnologia), Tereza Campello (Desenvolvimento Social), Jorge Hage (Controladoria-Geral da União), Maria do Rosário (Direitos Humanos), Garibaldi Alves (Previdência). Senadores, deputados, secretários, reitores e autoridades também foram ao evento prestigiar o novo ministro.
 Fonte: Portal G1
 

Brasil terá de incluir 1 milhão de crianças na pré-escola até 2016

Hoje, atendimento chega a 82% da população de 4 e 5 anos, mas a desigualdade regional e a qualidade do ensino ainda são desafios a enfrentar
A maior parte das crianças brasileiras de 4 e 5 anos está matriculada na Pré-escola. A taxa é alta: o atendimento chega a 82,2%. O dado é de levantamento do Todos Pela Educação realizado para o Observatório do PNE (leia mais abaixo) com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) 2012.
Apesar de o número ser animador, o déficit de quase 18% representa cerca de 1 milhão de crianças nessa faixa etária que ainda estão fora da escola e que devem ser matriculadas até 2016, quando vence o prazo para o cumprimento da Emenda Constitucional n° 59, obrigatoriedade também incluída na meta 1 do Plano Nacional de Educação (PNE), em fase final de tramitação no Congresso Nacional (leia mais aqui).
O desafio de matricular 1 milhão de crianças é muito maior do que parece, porque as dificuldades variam de acordo com as regiões brasileiras (veja tabela abaixo). Enquanto a região Norte tem uma cobertura de apenas 70%, as regiões Sudeste e Nordeste superam a média nacional, com 85,6% e 87,5% respectivamente.
 

Porcentagem de crianças de 4 e 5   anos na escola

 

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2011

2012

Brasil

66,6

67,6

72,2

74,6

77

79

81,7

82,2

Norte

52,2

54,7

58,8

64,1

68,8

69,8

71,3

70

Nordeste

73,2

75,1

78,3

81,3

83,8

85,6

87,2

87,5

Sudeste

71,7

71,8

77,8

79,2

80,4

83,5

85,6

85,6

Sul

53,7

54,3

59,2

61,4

64,5

64,4

71,4

75,4

Centro-Oeste

54,3

56,6

61,3

61

66,5

69,4

71,8

73,9

 
As diferenças regionais, segundo os especialistas, revelam o desafio da qualidade. Ruben Klein, presidente Associação Brasileira de Avaliação Educacional (Abave) e consultor da Fundação Cesgranrio, aponta para o fato de que os percentuais de inclusão na Pré-escola do Nordeste são mais altos do que no Sul, mas os índices de desempenho nas avaliações nacionais são mais baixos nos estados nordestinos. “É preocupante, porque não adianta apenas incluir. O Nordeste inclui tanto quanto o Sudeste. Mas quando se observam os índices de avaliação dos anos iniciais do Ensino Fundamental, o abismo é grande. O acesso é fundamental, mas tem a questão da qualidade da Educação oferecida nessa escola. O viés do atendimento não pode ser mais assistencialista”, aponta o consultor.
Rural x urbana
Os dados refletem também desigualdades entre áreas urbanas e rurais do Brasil. A diferença é de 11 pontos percentuais na taxa de cobertura da Educação Infantil (veja na tabela abaixo). A região Centro-oeste é a que apresenta maior disparidade entre as taxas de atendimento das duas zonas. Quando observamos o Nordeste, vemos que a região tem menos de 6 pontos percentuais de diferença entre as duas áreas, sendo que, em 2004, essa distância era de 20 pontos, o que revela uma boa evolução.

Porcentagem de crianças de 4 e 5   anos na escola

Localidade / Rural e Urbana

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2011

2012

Brasil

Urbana

71,1

72,2

76,5

78

80,1

81,4

83,9

84,2

Rural

48,6

50,5

56

61

65

69,3

71,7

73,2

Norte

Urbana

58,3

62,2

66,3

68,8

73,4

72

76,7

75

Rural

39,5

39,2

42,3

53,5

57,6

64,9

58,8

58,3

Nordeste

Urbana

79,6

82,1

84,4

85,4

87,7

88,1

88,6

89,3

Rural

59,4

61,5

65,9

72,2

75,2

80,2

83,8

83,4

Sudeste

Urbana

74,4

74,6

79,8

81,8

82,4

85,5

87,2

86,7

Rural

45,1

45,7

56,5

55,1

63,2

61,2

66,4

71,9

Sul

Urbana

58,6

58,2

63,8

64,7

68,3

67,9

74

78

Rural

31,7

35,2

38,8

45,9

47,8

47,9

55,1

60,7

Centro-Oeste

Urbana

59,1

62,1

65,2

65,5

70,5

71,6

75,1

76,1

Rural

28,7

27,7

40,2

32,1

39,1

53

46

54,8

 
Klein lembra que as dificuldades de inclusão escolar das crianças na zona rural são grandes. “O transporte escolar, por exemplo, é um grande desafio, além da situação de pobreza que muitas dessas famílias enfrentam”, lembra.
Maria Malta Campos, pesquisadora da Fundação Carlos Chagas (FCC) e presidente da ONG Ação Educativa completa: “As regiões menos desenvolvidas possuem dificuldades não só de financiamento, mas de gestão e de recursos humanos; nas áreas rurais, conforme mostra o estudo de Fúlvia Rosemberg e Amélia Artes, há muitos problemas de logística. Por exemplo, o fato de porcentagem grande de matrículas ser em escolas urbanas, o que significa que essas crianças têm de usar transporte escolar, às vezes percorrendo grandes distâncias, além de problemas de precariedade nas escolas localizadas no campo, como falta de água filtrada, falta de saneamento básico e de tratamento do lixo, entre outros”.
Segregação
O atendimento da Pré-Escola também varia conforme a raça ou cor declarada, sendo que em todas as regiões, as taxas de atendimento à Educação Infantil entre aqueles declarados brancos são sempre maiores do que entre os pardos e pretos.
A maior diferença de atendimento nesse sentido é da Região Sul, onde apenas 57% das crianças de 4 e 5 anos declaradas pretas frequentam a escola, sendo o percentual das declaradas pardas e brancas acima de 70% (veja no quadro abaixo).

Porcentagem de crianças de 4 e 5   anos na escola

Por Raça/cor – 2012

 

Pardos

Pretos

Brancos

Brasil

80,9

81,3

83,9

Norte

69,1

71,1

74,5

Nordeste

86,3

85

90,9

Sudeste

84,1

83,5

86,9

Sul

73,2

57,1

76,7

Centro-Oeste

71,3

76,7

77,2

 
Maria Malta destaca que a questão é complexa porque envolve situação de vulnerabilidade social. “A inclusão das crianças mais pobres e negras na Pré-escola supõe uma busca ativa pelas prefeituras, ao lado da garantia de oferta nos bairros onde essas famílias mais pobres vivem, geralmente desprovidos de tudo”, lembra.
Os dados de acesso em relação à situação econômica revelam que o menor percentual de crianças de 4 e 5 anos frequentando escola está no quartil mais pobre do país. Essa faixa de renda representa mais de 60% do total de crianças ainda fora da escola. Das cinco regiões brasileiras, o Centro-oeste é onde se revela a maior distância entre taxas de atendimento das crianças de famílias mais pobres e as taxas de todas as demais faixas de renda, além de ser a região onde o quartil mais pobre apresenta o menor percentual de acesso.

Porcentagem de crianças de 4 e 5   anos na escola

Renda familiar per capita

 

25% mais pobres

25% a 50%

50% a 75%

25% mais ricos

Brasil

77,6

84

88,4

94,6

Norte

65,2

69,4

83,7

89,9

Nordeste

84,7

87,4

93,8

97,4

Sudeste

80,2

88,3

91,2

98,4

Sul

68,9

81,1

84,7

85,5

Centro-Oeste

62,5

77,5

85,2

96

 
Sobre o Observatório do PNE
O Observatório do PNE (www.observatoriodopne.org.br), iniciativa de vinte organizações ligadas à Educação, sob a coordenação do Todos Pela Educação, é uma plataforma online que tem como objetivo monitorar os indicadores referentes às metas propostas no Plano Nacional de Educação (PNE), em tramitação no Congresso Nacional, e de suas respectivas estratégias. O portal oferece também análises sobre as políticas públicas educacionais já existentes e que deverão ser implementadas ao longo dos dez anos de vigência do Plano.
Fonte: Todos Pela Educação

Ladrões saqueiam CEF 11 em Ceilândia

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Na madrugada de segunda-feira (3), dois homens invadiram a CEF 11, em Ceilândia (na EQNN 24/26) levando cerca de 30 computadores e R$ 500 em dinheiro.
As câmeras internas da escola registraram o momento em que os ladrões entraram no colégio com os rostos cobertos, dificultando seus reconhecimentos.
A diretora do CEF 11, professora Alzira Formiga lamenta o episódio. “É uma situação desagradável. Justo neste dia importante para nós professores. Mesmo assim, não vamos prejudicar o funcionamento da escola. Esperamos que os suspeitos sejam presos, pois não roubaram só o colégio. Roubaram toda a sociedade de Ceilândia”, afirmou.
“É um absurdo a escola não ter nenhum vigilante, permitindo que os ladrões levassem tudo o que pudessem” afirmou o diretor do Sinpro, Samuel Fernandes. Ele esteve na escola, se reunindo com a comunidade escolar, reforçando o compromisso do Sinpro com a comunidade escolar e se solidarizando neste momento delicado.
Apesar do episódio, a direção confirmou o início das aulas para a quarta-feira (5), assim como todas as escolas de rede pública.
(Com informações do Jornal de Brasília)
 

Começou a segunda etapa do Censo Escolar

Escolas de educação básica de todo o país devem informar a situação dos estudantes matriculados ao final do ano letivo de 2013. A coleta de dados faz parte da segunda etapa do Censo Escolar da educação básica. O prazo vai até dia 20 de março.
O preenchimento das informações é de responsabilidade dos diretores e também das secretarias de Educação que trabalham em cooperação com as escolas. Os dados (aprovação, reprovação, abandono escolar) devem ser enviados através do sistema Educacenso.

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