Especialistas opinam sobre a qualidade da educação brasileira

Cinco nomes envolvidos com Educação opinam sobre o que é uma Educação de qualidade
No ano repleto de novidades para o Brasil, uma antiga questão ainda parece longe de ser equacionada: como garantir uma educação de qualidade a todos os brasileiros e brasileiras?
Há alguns anos, principalmente após a universalização do ensino básico no país, esse tópico tem ocupado a maioria dos debates entre aqueles que se dedicam a construir e transformar a educação brasileira. Nessas ocasiões, não raros são os momentos em que a palavra “qualidade” assume significados diferentes, por vezes, opostos – indicando múltiplas formas de defini-la e, consecutivamente, alcançá-la.
Durante o 2º Congresso Todos Pela Educação, realizado em setembro de 2013, em Brasília, uma afirmação do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão, define bem esse cenário: “Qualidade é um conceito em disputa, não é um consenso e isso é algo que a sociedade tem que resolver”.
Instigado pela provocação, o Portal Aprendiz reuniu cinco nomes envolvidos com educação para saber, na opinião deles, o que é uma educação de qualidade. São pessoas que, por meio de diferentes formatos e propostas, desenvolvem trabalhos que visam o aprimoramento dos processos de ensino-aprendizagem Brasil afora. Confira as respostas!
Cultura: Minom Pinho – produtora cultural e pesquisadora
Para falar sobre qualidade da educação, me interessa entender que padrões medem a qualidade, quem define estes padrões e a que estruturas de poder os padrões atendem. O assunto desgastou-se. Talvez porque tenhamos falado muito sobre ele e avançado pouco.
A educação pública brasileira está estruturada de forma vertical. As novas tecnologias e as redes consolidaram o modelo horizontal de aprendizado para o bem e para o mal. Tudo fica anacrônico. São jovens vivendo na horizontalidade do conhecimento em rede e educadores aprisionados nas inviabilidades de um modelo vertical. Não é por acaso que os movimentos relacionados ao conceito de desescolarização ganham cada vez mais adeptos.
Qualidade da educação ocorre quando o sentido que move o aluno a aprender (curiosidade, necessidade, projeto de vida, prazer) é compreendido e facilitado pelos educadores a sua volta.
Universidade: Joana Borges de Gusmão – mestre da Faculdade de Educação da USP
Há uma tendência de alguns atores reduzirem a noção de qualidade da educação a um aspecto instrumental, que identifica o desempenho dos estudantes nas provas em larga escala como o principal significado de qualidade. Esse é um aspecto importante, mas não o único.
Muitos atores têm tomado parte no que podemos considerar uma disputa em relação ao tema. Podemos destacar o Ministério da Educação (com o Ideb – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – influenciando a formulação e implementação de políticas por estados e municípios), o Unicef (junto de outros atores, tem trazido a importância do foco na aprendizagem dos estudantes), o Todos pela Educação (tem pautado muito a mídia) e a Campanha Nacional pelo Direito à Educação (com o custo-aluno qualidade).
A qualidade é uma noção múltipla e social e historicamente referenciada. Para mim, uma educação de qualidade deve garantir condições de ensino que promovam uma formação ampla e aprendizagens significativas aos estudantes e ser pautada pela redução das desigualdades sociais e efetivação dos direitos humanos.
Sociedade civil: Anna Helena Altenfelder – Superintendente do Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária)
Para o Cenpec, a qualidade da educação tem como premissa o direito de todos e de todas as crianças, adolescentes e jovens à aprendizagem, garantindo o acesso, permanência, conclusão na idade adequada e o desenvolvimento integral de modo a responder os desafios da sociedade contemporânea. É função da educação o desenvolvimento de pessoas autônomas que possam construir seus projetos de vida e participar ativamente da consolidação de uma sociedade mais justa. Não há qualidade na educação sem a promoção da equidade.
Educação Indígena: Poty Porã – educadora da Aldeia Tenondé Porã
Eu concordo que esse termo ainda não está definido, mas acho bom que seja assim, pois se a gente definir o que é educação de qualidade, vamos parar de ouvir as comunidades, as lideranças e os entornos da região. Como estamos sempre em evolução, estamos sempre em mudança, e a educação de qualidade é aquela que acompanha as mudanças da sociedade e da comunidade.
Para nós é importante que se ouçam as lideranças, o cacique, o pajé, os jovens. Na minha opinião, a escola tem mais qualidade quando ela anda junto com a comunidade. No caso da aldeia, a gente acredita que a escola hoje tem que valorizar a cultura indígena guarani sem perder o contato com o que acontece no resto do mundo indígena. Então a gente precisa encontrar esse equilíbrio entre cultura, tradição e evolução. E isso a gente só consegue conversando com a comunidade. Claro que a nossa escola não é perfeita, está longe disso, mas o diálogo com a comunidade é importantíssimo.
Movimento social: Marisa de Fatima da Luz – direção do MST/SP
Para os educadores do MST uma educação de qualidade primeiramente precisa ser assegurada com um direito público de todos e todas aqueles e aquelas que, por direito, devem acessar os conhecimentos produzidos e sistematizados pela humanidade.
No caso dos Movimentos Sociais do Campo e, especificamente, o MST, a busca pela educação de qualidade se efetiva na luta pela conquista desse direito, historicamente negado pelas elites brasileiras. Desta maneira, estamos frequentemente realizando ações de luta e enfrentamento para que o cenário de descaso com a educação do campo possa se reverter em possibilidades de mudança na qualidade da educação, sobretudo no meio rural.
Uma das inciativas que temos dialogado com a sociedade é a Campanha Nacional Contra o Fechamento das Escolas do Campo, pois vivenciamos uma situação de negação do direito à escola e a educação na zona rural.
Diante disso, temos avançado no diálogo com a sociedade, no sentido de buscarmos alternativas para que a realidade da educação do campo não seja descaracterizada da luta por educação e permanência dos povos do campo em seus territórios.
Por isso, acreditamos que a qualidade da educação deve estar engajada nas lutas sociais por melhores condições de vida de toda a classe trabalhadora.
 
Portal Aprendiz
 

Rede pública de ensino do DF realiza matrículas das vagas remanescentes

A partir desta terça-feira (14), a rede pública de ensino do Distrito Federal inicia o período para matrículas das vagas remanescentes. Estas vagas são as que não foram preenchidas até a última quarta-feira (8), quando os pais ou responsáveis foram até os colégios confirmarem presencialmente as matrículas feitas por telefone, em outubro.
As vagas remanescentes são para a educação infantil, fundamental e médio. Os pais ou responsáveis devem procurar as secretarias das escolas de interesse até a sexta-feira (17), entre 8h e 12h e de 14h às 18h.
Veja os documentos necessários para confirmar a matrícula
Educação infantil
1- Original e cópia da certidão de nascimento.
2- Duas fotos 3×4.
3- Comprovante de residência.
4- Cópia do cartão de vacina do estudante atualizado, tipagem sanguínea e fator RH.
5- Registro Nacional de Estrangeiros, quando for o caso.
6- Os pais ou responsável legal deverão apresentar, no ato da matrícula do estudante, identidade (RG) e CPF.
Ensino fundamental e ensino médio
1- Original e cópia da certidão de nascimento, identidade (RG) e CPF.
2- Duas fotos 3×4.
3- Comprovante de residência.
4- Tipagem sanguínea e fator RH.
5- Registro Nacional de Estrangeiros, quando for o caso, título de eleitor, se necessário; Declaração Provisória de Matrícula (DEPROV) ou histórico escolar.
6- Os pais ou responsável legal deverão apresentar, no ato da matrícula do estudante menor de idade, identidade (RG) e CPF.
 
(Com informações do G1)

Estudantes e 25 professores de escolas públicas do DF farão intercâmbio nos EUA

Professores de inglês de escolas públicas embarcam nesta sexta-feira (10/1) e sábado (11/1) aos Estados Unidos para terem aulas em universidade americanas. Também na sexta-feira (10/1), 37 estudantes de ensino médio de escolas públicas, dentre eles dois brasilienses, viajam para Washington, a capital americana, por meio do programa Jovens Embaixadores. Os alunos selecionados vão aprender sobre técnicas de voluntariado para aplicar em projetos sociais dos quais já participam. Ambos os grupos são mantidos pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil.

Jovens engajados

Este é o 12º ano de vigência do programa Jovens Embaixadores. A iniciativa da embaixada americana seleciona estudantes de ensino médio de escolas públicas que tenham bom domínio de inglês, que sejam bons alunos, que nunca tenham viajado para os Estados Unidos e que trabalhem como voluntários em algum projeto. Os 37 jovens selecionados, com idades entre 15 e 18 anos, vão passar três semanas no exterior, ficar hospedados em casas de família, frequentar escolas americanas e participar de projetos sociais estadunidenses.
“Os selecionados são jovens que fazem a diferença na comunidade. Eles vão atuar como voluntários, visitar ONGs e aprender bastante sobre voluntariado para aplicar este conhecimento no Brasil quando retornarem”, explica a coordenadora do programa Jovens Embaixadores, Márcia Mizuno, 49. Depois de passar uma semana em Washington, os estudantes vão ser divididos em quatro grupos e vão passar outras duas semanas em outras cidades norte-americanas: Seattle, Charlotte, Tulsa e Bozeman. Confira a lista dos 37 estudantes selecionados.
Moradora de Santa Maria e aluna do Centro de Ensino Médio Setor Oeste, Paloma Pinheiro, 16, é uma das participantes do programa e sente orgulho da conquista. “Para esta seleção, não basta falar inglês. É preciso ser uma pessoa de valores, engajada com projetos sociais”, explica. Erivelton Soares, 17, mora no Recanto das Emas e dá aulas de inglês numa creche. “Adoro estudar inglês e sei que esta viagem vai abrir meus olhos para o mundo. O que eu aprender sobre voluntariado lá vou aplicar na creche em que já atuo”, conta.
Intercâmbio de professores
Os 536 educadores viajam pelo Programa de Desenvolvimento para Professores de Inglês (PDPI), promovido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação (MEC) em parceria com a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Na manhã desta quinta-feira (9/1), um grupo de 130 professores intercambistas estiveram na sede da Capes, para palestras e orientações sobre a viagem. O mesmo evento foi realizado no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Recife.
O encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Todd Chapman, esteve na mesa de abertura do evento e felicita o grupo que viaja nesta sexta-feira. Segundo ele, a experiência do intercâmbio é também um incentivo para os estudantes “O esforço de aprender a língua inglesa é um passaporte para os alunos e vocês estão trazendo um mundo novo para eles”, diz. O intercâmbio dura seis semanas e vai até 22/2. Os professores serão divididos em grupos e enviados a 16 universidades americanas. Lá, eles terão cursos sobre metodologias de ensino e avaliação, recursos on-line, planos de aula e outras ferramentas de formação continuada de professores.
Alessandra Pontes, 42, é uma das 25 selecionadas do Distrito Federal e leciona para alunos de 2ª e 3ª série do Centro de Ensino Médio 12 do P Norte. Ela acredita que as experiências que os professores vão adquirir com o programa podem beneficiar os alunos. “É um desafio, uma experiência ímpar, uma imersão total em outra cultura. Muitos dos estudantes, quando souberem dessa bagagem que a gente traz, vão se sentir incentivados a aprender uma nova língua.”
Confira a lista dos aprovados por ordem alfabética.
(Do Correio Braziliense)

Professora aposentada apresenta seus quadros na exposição "Linhas e Cores"

Professora aposentada e pedagoga, Nilda Soares também é artista. Até dia 31 de janeiro, ela apresenta 18 quadros que pintou na exposição “Linhas e Cores”, que ocorre no Espaço Chatô, na sede do jornal Correio Braziliense (SIG, Quadra 2) até o dia 31 de janeiro, das 10h às 18h (sempre entre a segunda e sexta-feira). A entrada é franca. Informações no 3214-1350.

Educação cria tensão política

A tensão entre o governo, os estados e os municípios está prestes a ganhar um novo capítulo. Desta vez, a pressão começou a ser feita pelos professores. Insatisfeita com o reajuste de 8,32% diante dos 15% esperados, e com o fato de apenas cinco unidades da federação cumprirem a Lei Nacional do Piso integralmente (Acre, Ceará, Distrito Federal, Pernambuco e Tocantins), a categoria planeja para o fim do mês uma mobilização com pelo menos 2 mil pessoas em Brasília, o que pode desencadear uma greve.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) alega que o Ministério da Educação “maquiou” o valor do indexador para fazer com que o reajuste fosse baixo e causasse pouco impacto no orçamento dos estados. Com isso, o atrito seria menor. A relação entre as esferas de poder está desgastada desde as discussões sobre o projeto de renegociação da dívida de estados e municípios, prevista no Projeto de Lei Complementar nº 238/13.
Ontem, o presidente da CNTE, Roberto Franklin Leão, participou de uma audiência com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante para discutir a aplicação da lei, que além do salário, estabelece a composição da jornada de trabalho. De acordo com Leão, pelos dados que foram publicados ao longo do ano passado, a categoria projetou um reajuste que giraria em torno de 15%. Segundo ele, o governo destinou, em 2013, aos estados, pelo fundo de manutenção e desenvolvimento da educação básica e valorização dos profissionais da educação (Fundeb) – que é o indexador da atualização da remuneração – , cerca de R$ 117 bilhões, superando as expectativas de R$ 116 bilhões. Entretanto, Leão afirma que o reajuste foi feito com base no repasse de R$ 111 bilhões, o que resultou em um piso de R$ 1697. “Isso vai contra a lei, contra o princípio da valorização. É uma manobra contábil. Foi feita uma maquiagem dos dados e nós não concordamos”, argumenta. No ano passado, foi feita uma greve nacional de três dias e o cenário para este ano, de acordo com a CNTE, também pode terminar em paralisação.
Punição
A entidade também reclama da falta de uma punição para quem não cumpre a legislação. Para o presidente de CNTE, desde a elaboração da lei, é discutida uma forma de exigir que os estados cumpram a norma na íntegra. “Mas o artigo que trata sobre isso foi vetado sob o argumento de que já existia uma lei que enquadra esse tipo de crime, a da improbidade administrativa. O problema é que, na prática, ninguém é punido. Fazer essa responsabilização acontecer é uma das coisas mais difíceis”, justifica. Leão acrescenta que o tema voltou à pauta nas discussões do Plano Nacional de Educação (PNE). “O texto chegou a ser alterado, mas o artigo foi novamente vetado”, completa. A esperança da categoria, de acordo com ele, é a Lei de Responsabilidade Educacional, que está em discussão no Congresso Nacional.
O Ministério da Educação  nega que tenha manipulado os dados. De acordo com a pasta, os cálculos são feitos pelo Tesouro Nacional, e o papel do MEC é apenas anunciar o valor do reajuste. No ano passado, a pasta junto com a CNTE, com o conselho nacional dos secretários de educação (Consed) e a união nacional dos dirigentes municipais de educação (Undime), formou um grupo de trabalho para rever a lei, sob o objetivo de encontrar um indexador de consenso. O Consed apresentou uma proposta que vinculava o salário dos docentes à variação do INPC mais 50% da variação real do Fundeb. O texto foi rejeitado pelos professores. A pasta enfatiza que não abre mão do ganho real, mas ressalta que entende a dificuldade de alguns municípios es estados.
(Do Correio Braziliense)

ProUni abre inscrições na segunda-feira (13)

As inscrições para a primeira edição em 2014 do Programa Universidade para Todos (ProUni) serão abertas na segunda-feira (13). Os estudantes poderão se inscrever até o dia 17 de janeiro. O processo terá uma única etapa, pela internet.
Para a inscrição, o candidato deve ter participado do Enem e obtido no mínimo 450 pontos na média das notas, além de nota acima de zero na redação. No ato da inscrição, o estudante deve informar número de inscrição e senha do Enem de 2013, além do número do CPF.
Criada pelo governo federal em 2004, o programa oferece bolsas de estudo integrais e parciais a estudantes brasileiros de baixa renda, em instituições particulares de ensino superior. Para concorrer à bolsa integral, o candidato deve comprovar renda familiar por pessoa de até um salário mínimo e meio. Para bolsas parciais, a renda deve ser de até três salários mínimos por pessoa.
(Com informações do MEC)

Prazo para confirmação de matrícula na rede pública do DF se encerra na quarta (8)

Termina na quarta-feira (8) o período de confirmação da matrícula na rede pública de ensino do DF. Os alunos que não fizerem o registro no prazo ficarão sem vagas, de acordo com a Secretaria de Educação.
A confirmação da matrícula deve ser feita na secretaria da escola em que o estudante foi contemplado com a vaga, nos ensinos infantil, fundamental e médio.
O horário de atendimento é de 8h às 18h e os pais (ou responsáveis) devem levar os seguintes documentos:
Educação infantil
1- Original e cópia da certidão de nascimento.
2- Duas fotos 3×4.
3- Comprovante de residência.
4- Cópia do cartão de vacina do estudante atualizado, tipagem sanguínea e fator RH.
5- Registro Nacional de Estrangeiros, quando for o caso.
6- Os pais ou responsável legal deverão apresentar, no ato da matrícula do estudante, identidade (RG) e CPF.
Ensino fundamental e ensino médio
1- Original e cópia da certidão de nascimento, identidade (RG) e CPF.
2- Duas fotos 3×4.
3- Comprovante de residência.
4- Tipagem sanguínea e fator RH.
5- Registro Nacional de Estrangeiros, quando for o caso, título de eleitor, se necessário; Declaração Provisória de Matrícula (DEPROV) ou histórico escolar.
6- Os pais ou responsável legal deverão apresentar, no ato da matrícula do estudante menor de idade, identidade (RG) e CPF.
 
(Com informações do G1)

Estudante do CEF 4 de Brasília vence etapa regional de concurso de redação sobre a Copa

Desde o início de 2013, a estudante Giovana Feitosa Felisberto, 13 anos, anota os livros que lê em um caderninho. São cinco páginas de títulos e autores, registrados com uma letra caprichada. “A lista está desatualizada, preciso colocar, aí, os últimos que eu li”, comenta a estudante do 8º ano do ensino fundamental. A paixão pela leitura — a menina encara livros de mais de mil páginas, como “As Crônicas de Nárnia”, de C. S. Lewis, sem qualquer cerimônia — reflete nas redações que entrega na escola. Os primeiros passos como escritora começam a ser dados agora que ela venceu a etapa regional de um concurso nacional de redação. “Gosto muito de escrever, acho que, quando a pessoa está brava, a melhor coisa a fazer é escrever um texto”, afirma.
Em setembro passado, a professora de português do Centro de Ensino Fundamental 4 de Brasília, que conhece bem a aluna que tem, sugeriu que ela participasse da competição. A seleção foi promovida pela Secretaria de Educação (SEDF), em parceria com a Organização dos Estados Íbero-Americanos (OEI). A ideia era fazer textos com a temática “Copa do Mundo, o mundo em sua escola”, para a ocasião do torneio mundial que acontecerá no país em junho. Giovana decidiu fazer alguns versos, e entregou uma poesia leve, que começa com a descrição de um jogo de futebol e passa por questões como diferenças raciais e de realidades entre países. No último dia 12, ela descobriu, em uma cerimônia com outros nove representantes do DF, que foi a selecionada.
A próxima etapa é nacional. Participam da competição representantes das 12 cidades que vão sediar os jogos da Copa do Mundo. As três melhores redações serão premiadas com uma viagem de uma semana ao Rio de Janeiro, onde os autores vão participar de atividades culturais e esportivas. Quando questionada, Giovana titubeia ao explicar o prêmio. “É uma viagem ao Rio, não sei direito quando. Muitos amigos meus quiseram se inscrever por causa disso, mas eu participei para ter um texto meu no concurso. O que vale é competir, sei que o vencedor terá um texto ótimo”, garante.
Fã de livros de terror, de histórias românticas e das obras de Pedro Bandeira, a garota trata com naturalidade a mudança de temas realizada de forma tão suave em alguns versos. “Acho que um texto tem que abordar vários assuntos. Tem muito texto por aí que você começa a ler e ele fala tanto da mesma coisa que fica chato”, critica. Como toda adolescente, ela adora grandes romances com os quais possa se identificar, mas também busca livros que deem a ela senso crítico. Depois de ler “Infância Roubada”, de Telma Guimarães e Júlio Emílio Braz, Giovana fez um texto sobre a temática da obra: a exploração do trabalho infantil.
Giovana mal esperava vencer a competição no DF, e acredita que ficar entre as três melhores redações deve ser um desafio e tanto. “A etapa nacional é diferente, com textos de escolas fortes do Rio de Janeiro e de São Paulo. Se eu ler os outros textos, acho que até daria para saber. Mas estou satisfeita com o meu resultado, porque consegui abordar temas como diferenças raciais e de realidades como se fosse em um jogo de futebol”, orgulha-se a menina. Para a mãe, a pedagoga Elisandra Feitosa, ver a filha se saindo tão bem na habilidade da escrita é uma grande vitória. “Sempre peguei no pé, porque eu não tive muitas oportunidades, estudei depois de ter meus filhos. Aqui em casa, elas até deixam as coisas meio bagunçadas, mas estudo eu não perdoo, tem que estudar mesmo”, afirma.
Dos brindes que ganhou na premiação – entre eles uma bola oficial dos jogos da Copa e um mascote em miniatura da competição -, o que mais a interessou foram os três livros que levou para casa. Giovana, que não dispensa um bom livro, participa de rodadas de leitura na escola, sempre procura concursos de redação e quer ser nutricionista. Mas faz uma ressalva em relação à ocupação do futuro: “ainda quero escrever muitos livros”.
(Do Correio Braziliense)

Câmara estuda mudança na prestação de contas sobre verba da educação

A Câmara dos Deputados analisa a proposta de emenda à Constituição (PEC 280/13) do deputado Severino Ninho (PSB/PE), que obriga União, estados, Distrito Federal e municípios a divulgarem a cada quatro meses um relatório sobre a aplicação de receitas na educação.
De acordo com o autor do projeto, atualmente a prestação de contas dos recursos aplicados ocorre apenas ao final do exercício, quando não é mais possível reverter o quando apresentado.
No texto, tais relatórios periódicos serão fiscalizados pelos Tribunais de Contas.
A PEC ainda será analisada pela comissão de Cidadania e também pela comissão de Constituição e Justiça. Se aprovada, vai a plenário para apreciação.
(Com informações da Agência Câmara)

Remuneração das férias e salário do mês de janeiro foram depositados

O pagamento das férias de todos as(os) companheiras(os), assim como o salário relativo a janeiro/2014 já foram depositados pelo GDF.

Acessar o conteúdo