Atenção aposentados: votação da VPNI deve ser nesta quinta-feira (12)

A votação do Projeto de Lei que cria a VPNI (Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada) para os trabalhadores que se aposentaram proporcionalmente ou por problemas de saúde foi adiada para esta quinta-feira (12), a partir das 14h, na Câmara Legislativa.
É fundamental que os companheiros(as) aposentados (as) estejam presentes para pressionar os parlamentares, garantindo a votação desta importante matéria para toda a categoria.

Votação sobre funcionamento dos Centros de Ensino Especial será na quinta-feira (12)

Uma reivindicação antiga da nossa categoria está para ser concretizada. Nesta quinta-feira (12), a partir das 14h, será votado na Câmara Distrital o Projeto de Lei 1320/2012, de autoria do deputado Chico Leite (PT), a respeito da educação especial e o atendimento e acompanhamento integral aos estudantes que apresentem necessidades especiais em diferentes níveis, etapas e modalidades de educação.
É importantíssimo que o projeto seja logo apreciado e aprovado, para garantir a permanência dos Centros de Ensino Especial, com a devida regulação das atividades.
O Sinpro alerta a categoria para a importância do projeto e pede a presença de todos e todas.
 

Sinpro convoca categoria para plenária na quarta-feira (11)

Os professores de educação física Samir A. Santos(CRE PP/C) e Pedro Osmar Flores de Noronha Figueiredo (CRE Paranoá), assinaram uma carta convocando todos os companheiros(as) para a plenária que ocorrerá nesta quarta-feira (11) às 19h, na sede do Sinpro, para que a categoria se fortaleça e o governo garanta o direito ao exercício da docência em educação física.

“Uma investida hostil está sendo realizada contra as professoras e professores de educação física da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEDF). O sistema CONFEF/CREF, representados no Distrito Federal pelo CREF 07, através de Ofício Circular n° 046/2013 endereçado aos diretores de estabelecimentos de ensino públicos e particulares, recomenda de forma arbitrária e invasiva que seja facilitado ‘o acesso dos agentes de fiscalização do CREF7/DF aos profissionais de educação física atuantes nos estabelecimentos de ensino, em atividades curriculares ou extracurriculares’.Também amparados pela Ação Civil pública n° 50758-46.2013.4.01.3400  compelem o Distrito Federal a “exigir o registro profissional no sistema CONFEF/CREFs dos professores de Educação Física aprovados em concurso público (…) para fins de nomeação/admissão, fazendo constar tal exigência em editais”. Tal medida encontra-se em caráter liminar.À categoria é chegado o momento de empenhar nossos esforços coletivos no sentido de deter essa ofensiva jurídica, tomando como ponto de partida alguns elementos que, ao que parece, são ignorados por essa instituição. Inicialmente, há diversos pareceres do Conselho Federal de Educação e de alguns Conselhos Estaduais de Educação referendando a atuação dos docentes de educação física na educação básica e superior sob a regência do sistema de leis, diretrizes e bases para a educação nacional, indistintamente se a instituição é pública ou privada. Portanto, não se confundem, segundo essas jurisdições, o exercício profissional do credenciado da atividade docente. Importante observar que essa ação liminar engendrada pelo CREF7 também não é iniciativa isolada, pois diversos CREFs (ou seja, com atuação em nível estadual) já obtiveram derrotas ao tomarem tal iniciativa.
Desta forma, na face jurídica, é preciso demonstrar o tom de nossa indignação e força para afrontar o aparato institucional dessa entidade, cujo projeto histórico aponta convergir para fragilização da profissionalização do professor/professora de educação física. O surgimento do sistema CREF/CONFEF, aos fins da década de 1990, se deu no contexto de uma severa crise do capitalismo, onde o reordenamento das relações produtivas e trabalhistas necessitavam reorganizar-se de maneira à proteger o lucro e a manutenção do próprio sistema social.
Ao tempo de sua institucionalização através da lei 9.696 de 1998, regulamentando a profissão de educação física e criando seus conselhos reguladores (CONFEF/CREFs) passávamos em nosso país um imenso descrédito da profissão docente, um achatamento econômico dos trabalhadores em geral, e uma crise de desemprego e desesperança para aqueles que estavam por ingressar no mercado de trabalho. Logo, essa foi a saída corporativista que grupos oportunistas encontraram naquele momento para preservar seu nicho de mercado e garantir dessa forma não somente um emprego (ainda que precário) aos trabalhadores em educação física, mas principalmente a institucionalização de relações de trabalho submetidas ao controle de gestores autárquicos que, sabemos, são vinculados ao poder econômico de nossa área: academias, clubes, federações, confederações e outras entidades patronais. Seus interesses não representavam e ainda não representam os nossos: os da classe trabalhadora!
Não obstante, é preciso que tenhamos claro que nosso vínculo institucional, no caso dos professores e professoras da SEDF, é com o povo do Distrito Federal, que através de seus mecanismos democráticos regulam, controlam e avaliam o exercício de nosso trabalho. Essa instituição privada não demonstra o interesse de conhecer nossa história de lutas, desde a Associação dos Professor de Educação Física (APEF/DF) democrática na década de 1980 (contrária ao apoio golpista de outras APEFs à regulamentação da profissão), aos momentos de luta, greves, encontros, seminários e processo de formação permanente. Nossa trajetória nos conduziu a um momento histórico de grande protagonismo na formação crítica da comunidade escolar e luta pela consolidação e ampliação de nossos direitos. Hoje temos assento nas discussões dos Projeto Político-Pedagógico (PPPs) escolares e institucionais, dos Conselhos Escolares, na Gestão Democrática. Não podemos permitir que essa história seja relegada a interesses privatistas, corporativistas e sectaristas daqueles que não compreendem a real dimensão de nossa prática social, querendo submetê-la e subjulgá-la ao interesse do grande capital (que aliás, eles representam).
Destarte, o controle jurídico-normativo almejado pelo CREF sobre nosso trabalho jamais vislumbrou aquilo que nos é mais precioso: a formação de seres humanos que consigam realizar uma leitura crítica do mundo e intervir nele. Nós sabemos qual o respaldo social de nossa intervenção educativa diante de toda a comunidade escolar, principalmente de nossos alunos. É necessário, agora mais do que nunca, bradar a esses distintos cidadãos que o controle social sobre nosso trabalho é exercido pela Secretaria de Educação do Distrito Federal, pelo Ministério da Educação, mas principalmente por eles, comunidade, pelo povo e não por fiscais do CREF7 que, segundo consta no referido ofício circular, desempenham ‘atividade tipicamente pública, inclusive com poder de polícia, podendo tributar e punir no que concerne ao exercício das atividades profissionais’ (grifos nossos). Ao recrutarem os ‘capitães do mato’ da educação física, essa instituição também põe em cheque, a reboque de seus interesses expansionistas, a própria dignidade de nossa essa classe, ao suscitar a dicotomização entre credenciados e descredenciados, ou trocando em miúdos, ‘legalizados’ e ‘ilegais’ em relação aos que trabalham na educação física escolar. Essa ofensiva jurídica só pode encontrar justificativa, portanto, no viés econômico.
É chegada a hora de nos unirmos e dar a resposta que eles necessitam! A presença de todos e todas na nossa plenária do próximo dia 11/12 às 19h na sede do SINPRO-DF ecoará à proporção de nossa mobilização e indignação. Precisamos nos situar historicamente, fortalecer nossos instrumentos de luta pressionando o Estado para que garanta nosso direito ao exercício da docência em educação física, fortalecer nossa instituição representativa (SINPRO-DF) na luta por esses direitos e estabelecer parcerias com instituições progressistas da educação física que endossem nossa luta, tendo como compreensão que nosso direito ao exercício do trabalho culmina na transformação desta em uma sociedade mais justa e humana. AVANTE!”

Samir A. Santos – prof. de educação física – CRE PP/C
Pedro Osmar Flores de Noronha Figueiredo – prof. de educação física – CRE Paranoá

 

 

Comissão da Educação aprova alfabetização em braile nas escolas

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (9) o Projeto de Lei 444/11, que assegura a alfabetização de alunos, nas escolas públicas e privadas, pelo sistema de leitura em braile. A proposta altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB 9394/96), dando esta garantia aos alunos (as) que apresentarem deficiência visual.
A proposta segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça da mesma Casa.
 
(Com informações da Agência Câmara)

Diferença do pagamento do 13º salário será pago até dia 20/12

A Secretaria de Educação do Distrito Federal informou que a diferença do pagamento do 13º salário será depositada até o final da próxima semana (dia 20 de dezembro), como ocorreu nos anos anteriores.

Sem consenso entre os senadores, PNE terá votação demorada

A análise do Plano Nacional de Educação (PNE) pelo Plenário nesta quarta-feira (11) promete ser polêmica. De acordo com o relator do PLC 103/2012, senador Alvaro Dias (PSDB-PR), não há acordo sobre as alterações feitas por ele ao texto do PNE. O governo aposta na aprovação do substitutivo apresentado pelo senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) e terá que enfrentar uma votação demorada, com o exame de item por item.
“Vamos apresentar requerimentos de destaque para deliberar sobre questões essenciais. O governo acolheu 48 das 101 alterações que fizemos, mas não consideramos suficientes”, afirmou.
Os requerimentos de destaque são pedidos para votação em separado de partes do texto principal do PNE. O senador Alvaro Dias disse ainda que a intenção do presidente do Senado, Renan Calheiros, é começar a ordem do dia desta quarta-feira às 14h para que os senadores possam ter tempo suficiente de debater e votar o PNE. Normalmente, a ordem do dia inicia-se às 16h. É essa a fase da sessão destinada às votações de projetos.
Outro relatório
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) apresentou também um substitutivo à proposta aprovada na Comissão de Educação. Para ele, o atual sistema educacional do país é “carcomido e antiquado”. Ele disse que a diferença entre o seu substitutivo e o apresentado pelo senador Alvaro Dias (PSDB-PR) é a mesma “entre a lei do ventre livre e a lei da abolição”.
“O substitutivo do senador Alvaro Dias é uma avanço, sem dúvida alguma. Mas eu quero mudar, criar um sistema novo que aos poucos vai substituindo o sistema velho”, apontou Cristovam.
O senador explicou que seu texto prevê a federalização da educação, com uma carreira de valorização para o professor e horário integral para os alunos. Também prevê o amplo uso de recursos tecnológicos no ensino das disciplinas.
– Uma aula no quadro negro é como uma viagem de carruagem. Não tem mais nada a ver com o que o jovem de hoje está acostumado, como televisão e computador – declarou.
Cristovam disse que não dá mais para adiar a reforma na educação de que o país tanto precisa. Ele acrescentou que vai apoiar a proposta de Alvaro Dias, se seu substitutivo não for aprovado. Cristovam ainda disse não acreditar que a morte de Nelson Mandela (1918-2013), que trabalhou em favor da educação na África do Sul, sensibilize seus colegas em favor de sua proposta. No entanto, apontou o que chamou de coincidência.
“Mandela acabou com o apartheid e a minha proposta acaba com a apartação. Ele garantiu que a escola do branco fosse a mesma escola do negro. A nossa proposta garante que a escola do rico seja a mesma do pobre”, concluiu.
Agência Senado
 
 
 

Educação aprova ensino médio obrigatório em todos os presídios

A Comissão de Educação aprovou, na quarta-feira (4), proposta que torna obrigatória a oferta do ensino médio em todas as penitenciárias do País. O texto altera a Lei de Execução Penal (7.210/84), que atualmente prevê apenas a obrigatoriedade do ensino de 1º grau em estabelecimentos prisionais.
Pela proposta, o ensino médio de presos e presas passará a integrar os sistemas estadual e municipal de educação e será mantido, com o apoio da União, não só com recursos destinados à educação, mas também com aportes da Justiça estadual e da administração penitenciária. Serão ainda ofertados a presos e presas cursos supletivos de educação para jovens e adultos.
O texto aprovado é o substitutivo da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado para o Projeto de Lei 25/99, do ex-deputado Paulo Rocha. Relatora na comissão de Educação, a deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO) defendeu a linha adotada pelo substitutivo, que aproveita partes do projeto original, algumas das modificações feitas pelo Senado e boa parte do substitutivo aprovado anteriormente pela Câmara.
Recursos da União
A relatora manteve, por exemplo, a redação da Câmara em relação à responsabilização pelos custos, uma vez que o Senado pretendia fazer com que a parcela de contribuição da União ficasse restrita aos cursos ministrados aos jovens, especialmente a distância.
“A pouca disponibilidade de recursos municipais e estaduais para a educação por meio de orçamentos minguados precisa ser reforçada com o apoio da União que, constitucionalmente, apresenta uma arrecadação privilegiada se comparada aos outros entes federados”, disse.
Educação profissional
O texto aprovado também determina que será obrigatória a oferta aos presos de cursos e programas de educação profissional, integrados ao sistema federal ou estadual de ensino, que conduzam à qualificação para o trabalho ou a alguma habilitação técnica, de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/96).
Censo penitenciário
Por fim, outra alteração na Lei de Execução Penal determina que a realização do censo penitenciário disponha de dados sobre a escolaridade da população carcerária de maneira a melhor dimensionar os custos decorrentes da oferta de ensino médio nos presídios.
Tramitação
A proposta ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (inclusive quanto ao mérito). Depois, segue para o Plenário.
 

Seminário debate controle de gasto de royalties do petróleo em educação

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados promove na quinta-feira (12), no Plenário 8, um seminário para discutir mecanismos de controle e acompanhamento da aplicação dos royalties da exploração do petróleo na camada pré-sal em educação e saúde.
De acordo com a Lei 12.858/13, sancionada em setembro, a educação pública do País deve receber 75% dos royalties e a saúde 25%. Esses percentuais da exploração petrolífera não poderão ser contabilizados para compor o mínimo legal de aplicação prevista pela Constituição Federal para esses setores.
O deputado Sarney Filho (PV-MA), um dos autores do pedido do debate, considera que superada a fase de aprovação da lei, finalizada na Câmara em agosto, “os parlamentares devem discutir mecanismos de acompanhamento e monitoramento da aplicação da lei”.
Sarney Filho lembra que, “conforme divulgado pela mídia, pela sistemática anterior de distribuição dos royalties, alguns estados e municípios não fizeram a aplicação correta desses recursos em benefício da sociedade. Nossa preocupação agora é com a aplicação efetiva dos recursos na busca de melhoria dos índices de desenvolvimento humano, que correspondem a renda, saúde e educação”.
Programação
9h30

Abertura:
– o presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, deputado Penna (PV-SP);
– o primeiro-vice-presidente da comissão e coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, Sarney Filho;
– o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes;
– o ministro chefe da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage Sobrinho;
– o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Furtado; e
– o presidente interino da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Fichel David.
10 horas
Painel 1 – Mecanismos de aplicação de recursos públicos:
– a deputada Rosane Ferreira (PV-PR);
– o ministro-chefe da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage Sobrinho;
– presidente interino da ABI, Fichel David;
– a consultora de orçamento e fiscalização financeira da Câmara, Maria Emília Miranda; e
– o diretor-executivo da ONG Transparência Brasil, Cláudio Weber Abramo.
14 horas
Painel 2 – Mecanismos de controle da aplicação de recursos públicos:
– o deputado Sarney Filho;
– a subprocuradora-geral da República, Denise Vinci Tulio;
– o presidente do TCU, Augusto Nardes;
– o presidente da OAB, Marcus Vinicius Furtado;
– a presidente da Associação Nacional dos Auditores de Controle Externo dos Tribunais de Contas do Brasil, Lucieni Pereira da Silva; e
– o secretário-geral da Associação Contas Abertas, Francisco Gil Castello Branco.
Agência Câmara

Alunos de escola técnica do DF expõem criações em feira de ciências

No último sábado (7), ocorreu a 27ª Mostra de Tecnologia e Arte, do Centro de Educação Profissional, Escola Técnica de Brasília (CEP-ETB), em Taguatinga. A feira expôs cerca de 120 projetos desenvolvidos por alunos e alunas dos cursos de informática, eletrônica, eletrotécnica e telecomunicações da unidade pública de ensino.
Um patinete que se move com autoequilíbrio do condutor é vendido na internet por entre R$ 6 mil e R$ 10 mil. Na feira, foi apresentada uma réplica que sai por menos de R$ 500, munida de um motor de limpador de para-brisas, duas baterias de motocicletas, uma prancha de madeira, barras de ferro e peças de computadores usados, criação do grupo liderado Kennedy de Freitas, de 17 anos, que se animou com o resultado.
“Essa invenção é barata e pode ajudar muita gente com dificuldade de se locomover nas cidades”, relata
Apesar de o DF contar com poucas indústrias, o mercado para os formandos das escolas técnicas está aquecido. “Podemos trabalhar em assistências técnicas autorizadas, oficinas especializadas e empresas de informática. A área eletrônica é grande e dá para trabalhar nos mais diversos lugares. Basta ter qualificação”, diz o aluno Alander Praxedes, 17 anos.
 
(Com informações da Agência Brasil)

Alunos produzem as próprias roupas para Festa da Cigarra em Escola Parque

A Escola Parque 313/314 Sul tinha o hábito de celebrar a estação da primavera, homenageando as cigarras que apareciam na escola. Este ano, alunos do 5º ano confeccionaram roupas inspiradas nas cores da cigarra e desfilaram com os modelos criados. A comemoração foi durante a última semana de aulas e finalizou no último sábado (7), com apresentação do balé e repetição do desfile.
“Cada professor orienta a turma a fazer algo relacionado à cigarra”, explica a professora Marciana de Souza. A professora de arte conta que a turma insistiu em trabalhar com roupas. Maria Vitória Duarte, 11 anos , conta que escolheu a cigarra marrom. “ É mais a minha cara”, diz.
As crianças desenharam croquis e seis modelos fora escolhidos para a confecção. Ela explica que as roupas foram costuradas pela mãe de um aluna e tingidas pelos próprios alunos, com materiais como tinta para tecido, pincel, algodão e borrifador. “É uma forma de ensinar o que são cores primárias, secundárias, frias e quentes, além de começar a ideia de estética”, esclarece a professora.
Para exibir a produção, alguns alunos desfilaram os modelos criados durante o evento de fim de ano da escola. Foram seis vestidos com diferentes estampas. Os meninos também participaram das atividades, desenhando modelos de uniformes para jogadores de futebol. Mas não confeccionaram os croquis, nem desfilaram na festa.
Estilo próprio
Além de levar o conhecimento da cores, o trabalho com as roupas estimula os alunos a desenvolverem um estilo próprio de vestir, que responda à personalidade de cada um. Amanda Cristina Lima dos Santos, 10, usou como base o modelo sugerido pela professora, mas criou outra coisa: “Eu queria que minha roupa tivesse mais cores e detalhes. Tem mais a ver comigo”.
Lucas Vinícius França, 11, conta que costumiza suas roupas em casa: “ Já rasguei, joguei tinta, água sanitária, dobrei”. Tudo para se sentir mais à vontade. Flávio Azevedo Campos,10, já pintou a calça de preto e fez alguns rasgos. “É por causa do meu estilo, gosto do jeito mais roqueiro”.
Festa da Cigarra
A diretora Regina D’Arc Guedes, 50 anos, conta que o evento foi criado porque uma cigarra diferente costumava pousar nos jardins do colégio nesta época do ano. “Entre setembro e dezembro, aparecem umas cigarras pequenas, de corpo e asas coloridas”, revela. O aparecimento do inseto não tem sido mais frequente. Apenas duas aparecerem neste ano. Mesmo assim, a tradição é mantida há mais de vinte anos na Escola Parque. “Os alunos realizam atividades culturais para finalizar o ano”, diz Regina.
O desfile foi repetido no último sábado (7 ). Os alunos também apresentarão um espetáculo de balé, ensaiado na própria escola.
(do Correio Braziliense)

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