Aumenta busca por profissionais com MBA no Brasil

As oportunidades de trabalho para quem investiu em um programa de MBA continuam a crescer. De acordo com o relatório anual da QS, provedora global de pesquisas para ensino superior e escolas de negócios, a demanda no Brasil por profissionais com esse tipo de pós-graduação no currículo aumentou 16% entre 2012 e 2013.
O aumento foi menor do que o registrado no ano passado, quando chegou a 22%, acompanhando uma tendência mundial de desaceleração. Na média global, houve aumento de 14% no número de vagas abertas para profissionais com MBA em 2013 em relação a 2012, ano em que o incremento havia sido de 15%.
Na América Latina, o aumento foi de 6% na comparação com 2012 – ano em que esse número atingiu 14%. A Ásia lidera no aumento das oportunidades com incremento de 20%, enquanto na América do Norte e Europa o aumento na demanda não passou de 2%.
O estudo teve mais de 4.300 participantes de empresas de cerca de 40 países. O Brasil é o 8º país em volume de vagas para esses profissionais, mesma posição de 2012. O ranking é liderado pela Índia, onde a demanda aumentou 29% no último ano, seguida dos Estados Unidos, onde o incremento foi de apenas 2%, e da China, onde houve crescimento de 35% no número de oportunidades.
Segundo o relatório deste ano, é uma tendência maior das empresas recrutarem alunos de MBA globalmente, em especial na América do Norte, região onde 32% buscaram profissionais estrangeiros em 2013. No ano passado, esse número era de 23%. Na Europa, além de aumento no número de companhias que recrutam em todo continente europeu, cerca de um quarto das empresas também está buscando ativamente profissionais de outras regiões, entre elas a América Latina.
Com informações do G1

Novo prazo para organização das Comissões Eleitorais Locais

Em razão de algumas escolas ainda não terem constituído suas Comissões Eleitorais Locais, foi aberto um novo prazo para que as unidades escolares e seus conselhos organizem suas comissões. O prazo vai de 9 a 11 de outubro.

Tecnologia a favor da educação nas escolas

Nem mesmo o apelo à arte ou até mesmo ao humor, durante solo em frente ao quadro branco, torna a competição com os gadgets (dispositivos eletrônicos portáteis) menos desonesta. Dinamizar a aula é com certeza um dos grandes desafios do professor. Contudo, algumas ferramentas têm ajudado o docente a prender a atenção dos adolescentes, naqueles “tortuosos” – para alguns – minutos dedicados à disciplina com menor afinidade.
A possibilidade de inovar as aulas foi o que fez a bióloga Paula Romenya não abandonar a docência, que abraçou desde 2006. “Dou aula desde que saí da faculdade. Se não fosse toda tecnologia que vem avançando, já teria desistido, porque não gosto do quadro branco. Na escola tentava levar sempre um complemento, o meu notebook, datashow, fazia esforço, porque sabia que como aluna não iria gostar de assistir a todo tempo uma aula em que professor passa 40 minutos escrevendo e 10 explicando”, disse.
Adotar ferramentas que facilitem o aprendizado e de quebra, ainda prendam atenção do aluno faz, para a bióloga, diferença no resultado. Uma dessas tecnologias que vêm sendo exploradas por professores e por cerca de 35 mil alunos em todo o Estado do Amazonas são os livros aplicativos com recursos 3D, da editora digital Evobooks, que foi adotado pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc). “A tecnologia vem para ajudar na interação social, na educação e nossos alunos estão on-line 24 horas no Facebook, Whatsapp e temos que andar junto com eles seguindo a tecnologia. Se não, ficamos para trás”, apontou.
A ferramenta foi testada pelo Centro de Mídias da secretaria em maio e passou a ser usada em larga escala a partir de junho nas disciplinas biologia, física, química e geografia. Há também planos de estender a tecnologia para as aulas das demais disciplinas das ciências exatas.
A ferramenta confeccionada pela Evobook é um software de aprendizagem em que o aluno pode acompanhar tudo em 3D, a mesma tecnologia usada nos games. “A finalidade dele é dar mais dinamismo à aula, porque tem vários recursos visuais. As imagens são em 3D e o professor tem manipulação total do objeto. Quem ganha são os alunos, e a aula fica bem enriquecida”, afirmou o gerente de soluções tecnológicas da Seduc, Reinier Alex de Oliveira.
De acordo com o gerente, até o fim do ano, os alunos terão oportunidade de assistir as aulas por meio de tablets. “A Seduc vai entregar tablets aos professore e 50 mil pra os alunos do 3º ano. Os tablets virão com vários recursos, inclusive o Evobook”, apontou.
Com informações do site Em Tempo

Sinpro cobra melhorias na Escola Classe 121 de Samambaia

20131007_150318A diretoria do Sinpro, representada pelos diretores Cláudio Antunes Correia e Washington Dourado, visitou a Escola Classe 121 de Samambaia durante a tarde desta segunda-feira (07) e cobrou providências da Secretaria de Educação do DF e da Administração de Samambaia. Na última sexta-feira (04) parte do muro da escola, que funciona improvisada em um galpão cedido pela Administração há mais de um ano, caiu em decorrência das fortes chuvas.

A reconstrução do muro começou a ser feita na manhã de hoje, mas o Sinpro exige medidas que garantam a segurança dos alunos e funcionários da EC 121. O administrador de Samambaia se comprometeu em colocar um vigia no local onde o muro caiu e a Regional de Ensino deve visitar a escola nesta terça-feira (08) para analisar as dependências do colégio. “Já tivemos notícia de alunos que fugiram por buracos existentes na escola, furtos de materiais do colégio e o que exigimos é uma ação imediata do governo para garantir a segurança de alunos e funcionários”, diz o diretor Cláudio.

Esclarecimento: atraso na entrega do Quadro Negro

O Sinpro/DF informa que o atraso na entrega da edição de setembro do jornal Quadro Negro é devido à greve dos Correios que ocorre desde início do mês de setembro desse ano.
 
Caso, não tenha recebido a correspondência em sua casa é possível acessar o jornal na versão on line no site do sindicato.  As mesmas já foram reenviadas para as residências da categoria e deve ter a sua entrega normalizada após a finalização da greve.

CEE 02 de Brasília comemora 40 anos

O Centro de Ensino Especial 02 de Brasília convida todos e todas para a festa em comemoração aos 40 anos do CEE, que ocorrerá neste sábado (05), às 9h, na própria escola (SGAS 612, Módulo D, Asa Sul). Sua presença é muito importante.
Outras informações pelo telefone 3901-7608.

Para enriquecer a aprendizagem

Um dos principais objetivos dos professores sempre foi o progresso de seus alunos, algo que nem sempre é possível por meio das pedagogias tradicionais. Ao notar que a aprendizagem dos estudantes de Física ficava bem aquém do desejado, o professor e pesquisador de Harvard, Eric Mazur, começou a elaborar, em meados dos anos de 1990, o método de educação por pares (peer instruction, em inglês). “A educação por pares engaja os estudantes durante a aula por meio de atividades que requerem que cada um estude os conceitos principais que estão sendo apresentados e depois explique esses conceitos para seus colegas. Em vez da prática comum de fazer questões informais durante uma apresentação, o que tipicamente envolve alguns poucos alunos altamente motivados, o processo mais estruturado de estudos da educação por pares envolve todos os estudantes da turma”, descreve Mazur, em artigo publicado em 2001.
Essa metodologia demanda uma série de alterações na rotina de sala de aula e no papel do professor. Em primeiro lugar, as pesquisas devem ser realizadas antes da aula, de modo que os estudantes já cheguem na sala com conhecimentos (e dúvidas) pré-adquiridos. De acordo com Julie Schell, pesquisadora sênior da Universidade de Harvard, associada ao Grupo Mazur (grupo de estudos liderado pelo pesquisador), os debates dentro de sala de aula são auxiliados por pequenos testes conceituais, que são desenvolvidos para dar aos estudantes plenas oportunidades de usar os conhecimentos adquiridos. Após os alunos responderem aos testes, eles trocam seus conhecimentos por meio de uma discussão que envolve a sala toda. “Os professores revisam as respostas e passam a aula, obtendo, confrontando e resolvendo as dificuldades e as concepções erradas dos estudantes dentro daquele assunto. O ciclo se completa com uma atividade final sobre o conceito estudado através da discussão em sala”, explica Julie.
Para motivar os alunos a participar, a pesquisadora afirma que o melhor jeito é agrupar jovens que tenham opiniões diferentes. “Isso leva os estudantes a um estado de raciocínio, onde eles discutem o porquê de terem respondido do jeito que responderam, e isso os ajuda a resolver quaisquer dissonâncias”, afirma a norte-americana, que destaca também a eficácia do método: “vinte anos de pesquisa nos sugerem que os estudantes desenvolvem tanto um entendimento conceitual mais profundo como maiores habilidades para resolver problemas nas matérias ensinadas por meio da educação por pares”.
Experiências no Brasil
Apesar de o conceito da educação por pares ter surgido nos Estados Unidos, já existem algumas experiências no Brasil com o uso dessa metodologia. Uma delas é a série de fascículos Adolescentes e jovens para a educação entre pares, lançado em 2010, como parte do projeto Saúde e Prevenção na Escola, do Ministério da Saúde. A iniciativa faz uso da educação por pares para conscientizar os estudantes do ensino médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) sobre os riscos das doenças sexualmente transmissíveis (DST) e do uso de drogas lícitas e ilícitas. O material produzido para o projeto pode ser acessado e baixado gratuitamente no endereçowww.aids.gov.br/publicacao/adolescentes-e-jovens-para-educacao-entre-pares-spe.
A educação por pares pode ser utilizada também para o ensino de conteúdos didáticos, conforme experiência do professor Sandro Prass, que leciona Física para turmas da 8ª série e do ensino médio dos colégios Murialdo, de Caxias do Sul; Medianeira, de Bento Gonçalves; e Regina Coeli, de Veranópolis, todos no Rio Grande do Sul. Após ter contato com as pesquisas de Mazur, Prass resolveu adaptar o peer instruction para suas aulas. “O que mais nos atraía na proposta era a ideia de ter em aula alunos que pudessem discutir os conteúdos, falar sobre eles, dar exemplos, conceitos, propor experimentos e, no geral, construir a própria aula junto comigo, que antes era totalmente orientada por mim”, afirma o educador gaúcho.
O trabalho de Prass com o método foi gradual, começando com uma solicitação de pesquisa em casa sobre as Leis de Newton. “Um total de 120 alunos deveriam pesquisar na internet e em livros os assuntos propostos, fazer anotações do que achassem mais interessante, exemplos, citações, fórmulas e figuras, e trazer para a próxima aula para discussão. Na aula seguinte, fizemos a abertura dos trabalhos com uma pequena introdução, coisa de um ou dois minutos apenas, daí demos a palavra aos alunos. O que se viu foi uma imensa disposição por expor a compreensão que eles tinham sobre os assuntos pesquisados, eles iam complementando uns aos outros nas suas explanações”, relata o professor, que se mostra muito satisfeito com os resultados obtidos. “O maior ganho que tivemos com o uso dessa técnica foi que alguns alunos que participavam muito pouco das aulas expositivas me surpreenderam com as suas colocações durante as discussões. Cheguei até a testar se eram apenas citações decoradas e tive como resposta argumentações muito bem elaboradas. Quantitativamente, tivemos uma melhora de mais de 23% no número de notas acima da média em todas as avaliações que sucederam a aplicação da técnica”, revela Prass, que acredita também na utilização da educação por pares em outras disciplinas. “A técnica tem potencial de mobilização dos estudantes para ser utilizada até mesmo em Matemática, que é uma disciplina que supostamente não dá muita abertura para uma discussão teórica, mas é possível. Utilizamos a técnica do peer instruction em uma aula sobre polígonos e o resultado foi excelente”, conclui o professor.
Com informações do site Gestão Educacional

Estudantes do CEF 32 de Ceilândia participam de exposição no Sesc

Alunos do Centro de Ensino Fundamental 32 de Ceilândia participam de uma exposição de artes no Foyer Newton Rossi, no SESC Ceilândia. A mostra estará aberta à visitação até o dia 29 de outubro, com a apresentação de obras feitas pelos próprios estudantes. Serão expostas obras feitas a óleo e acrílico sobre tela, desenhos a grafite, desenhos de moda e arte abstrata. Mais informações pelo site www.turmagenial.blogspot.com.br.

CED 310 de Santa Maria promove Sarau “Passeio Cultural”

O Centro Educacional 310 de Santa Maria realiza, das 13h às 16h30 desta sexta-feira (04), no próprio CED, o 1º Sarau Passeio Cultural. Durante o evento haverá apresentações de dança, artes plásticas, teatro e muita música. Outras informações pelo telefone 3901-3369. Participem!

Clique aqui e veja o convite do Sarau.

Viúva espera que pedagogia de Paulo Freire seja incorporada à política educacional

A professora e viúva do patrono da educação brasileira Paulo Freire, Nita Freire, enfatizou nesta terça-feira na Câmara que a pedagogia da alfabetização que ele ensinou deve ser incorporada à política educacional brasileira. Nita Freire participou de audiência pública promovida pelas comissões de Educação e de Cultura em homenagem ao professor Paulo Freire, pelos 50 anos de trabalho pioneiro de alfabetização de jovens e adultos.
A professora enfatizou que o trabalho com o conhecimento popular é a riqueza do método de Paulo Freire. “Ele criou o método porque as pessoas não podiam votar, ler um bilhete ou pegar um ônibus. Deixar homens e mulheres sem escrever é roubar-lhes a condição humana.”
Para a secretária de educação continuada do Ministério da Educação, Macaé Santos, a vida e a obra de Paulo Freire não podem se perder na história e devem servir de referência para todos os educadores.
Ela destacou que muito já foi feito para garantir educação para todos os brasileiros, mas ainda há populações que estão à margem dessa integração. “Diferentes sujeitos para terem garantidos seu direito à educação pedem do governo pedagogias diferenciadas, metodologias diferenciadas para a gente alcançar parcelas da população brasileira que durante anos não tiveram a possibilidade de ter acesso à educação.”
Modelo subversivo
A autora do pedido para a realização da audiência, deputada Fátima Bezerra (PT-RN), ressaltou a importância de se resgatar uma experiência bem sucedida que foi suspensa por ter sido considerada subversiva pelo governo militar, após 1964. “As pessoas de fato aprenderam a ler não só o livro pelo livro, mas aprenderam a ler também o mundo e a compreender o mundo e se verem como cidadãos e cidadãs. Mas infelizmente a experiência exitosa foi interditada. Ela ía ser estendida para todo o Rio Grande do Norte e para todo o País.”
Nascido em Recife, Freire morreu em 1997, aos 76 anos. O educador e filósofo influenciou o movimento chamado pedagogia crítica. Sua prática didática fundamentava-se na crença de que o estudante assimilaria o objeto de análise fazendo ele próprio o caminho, e não seguindo um já previamente construído.
Em abril de 2012, Paulo Freire foi declarado, por Lei Federal (12.612/12), patrono da educação pela presidente Dilma Rousseff.
Considerado um dos principais pensadores da história da pedagogia mundial, Paulo Freire foi educador e filósofo e influenciou o movimento chamado pedagogia crítica.“Mundialmente reconhecido pela significativa contribuição à educação, Paulo Freire é um dos pensadores brasileiros mais respeitados, confirmado pelo olhar novo que construiu sobre o processo educativo”, ressaltou Fátima Bezerra.
O educador foi preso em 1964, exilou-se depois no Chile e percorreu diversos países, sempre levando seu modelo de alfabetização, antes de retornar ao Brasil em 1979, após a publicação da Lei da Anistia.
Aluna do projeto
A educadora Maria Eneide de Araújo Melo, que foi aluna pelo método Paulo Freire em Angicos, no Rio Grande do Norte (RN), participou da audiência pública. Ela contou que aos seis anos de idade decidiu que seria professora. Seu exemplo foi uma voluntária, a professora Valquíria, que participou do projeto de alfabetização em 40 horas proposto pelo educador Paulo Freire e ministrado durante dois meses na cidade de Angicos.
“Mas não foram só 40 horas de escrita e de leitura não, foram também 40 horas de amor porque aquela professora ela era muito dedicada.” O ano era 1963 e até hoje Maria Eneide se dedica à educação de jovens e crianças.
O coordenador do curso que durou dois meses e alfabetizou 300 pessoas na cidade de Angicos, professor Marcos Guerra, destacou que o método se baseava em palavras do cotidiano para que, a partir dessa experiência, os alunos aprendessem a ler e a escrever. “Quando fomos para Angicos fizemos um levantamento casa por casa de quem era analfabeto e convidamos, quem queria, para ser alfabetizado. Essa experiência comprovou a possibilidade de uma alfabetização em muito pouco tempo, 40 horas, uma hora por noite.”
Com informações da Câmara dos Deputados

Acessar o conteúdo