Comissão especial buscará novas fontes de financiamento para a educação

A busca por mais recursos para a educação ganhou força no Senado na tarde desta terça-feira (1º), com a instalação da comissão especial criada para propor soluções ao financiamento da educação no Brasil. Autor da iniciativa, o presidente Renan Calheiros, sublinhou perspectiva de mais recursos para o setor. Com a destinação de 75% da parte dos royalties do petróleo que cabe ao governo federal para a educação e 25% para a saúde, o valor dos recursos para os dois setores pode crescer mais de R$ 100 bilhões nos próximos dez anos.
Renan Calheiros lembrou a baixa classificação do Brasil em rankings mundiais que avaliam a qualidade da educação e lamentou o fato de a taxa de analfabetismo ter registrado aumento no ano passado, depois de 15 anos de queda. O presidente admitiu que a educação do país vem melhorando nos últimos anos. Ele deu como exemplo a contribuição dos programas sociais, como o Bolsa Família, e o fato de a frequência escolar entre crianças ser maior que 98%.
No entanto, apontou o presidente, a baixa qualidade da educação compromete o avanço do índice de desenvolvimento humano (IDH) do país. Assim, o Brasil precisa de forma urgente melhorar a educação e estudar como aumentar recursos para seu financiamento. Para Renan Calheiros, o trabalho da comissão especial está entre os mais importantes do Senado. Ele acrescentou que é preciso planejamento e indicações claras de recursos para o avanço da educação nacional.
“É impossível pensar em desenvolvimento econômico e social sem as garantias de uma educação universal e de qualidade”, disse.
Funcionamento
A comissão tem 90 dias para buscar meios de viabilizar a alocação de mais recursos para o sistema educacional brasileiro. A senadora Ângela Portela (PT-RR) será a presidente da comissão, que terá o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) como relator. Ângela Portela não pode estar presente na solenidade, por conta de compromissos na comissão que analisa a medida provisória do programa Mais Médicos (MP 621/2013).
Além da presidente e do relator, a comissão tem mais oito integrantes: Cyro Miranda (PSDB-GO), Ana Amélia (PP-RS), Ciro Nogueira (PP-PI), Vital do Rêgo (PMDB-PB), Eduardo Amorim (PSC-SE), Paulo Paim (PT-RS), Acir Gurgacz (PDT-RO) e Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP).
Agência Senado

Professora lança livro que faz uma declaração de amor à Brasília

A professora Regina Célia Melo lança, às 10h deste sábado (5), na Paulinas Livraria (SCS, Q. 05, Bloco C), o livro O menino que descobriu Brasília. A obra conta a história de um menino que vem do interior de Minas Gerais para a capital federal. Diante da arquitetura moderna, de traços únicos, sua imaginação voa, cria personagens e formas que vão desvendando Brasília, tornando-a real, acolhedora e humana.

O livro não tem a pretensão de ser um guia turístico, mas propõe a revelação da cidade sob o olhar de uma criança, numa forma de declaração de amor à Brasília.

Cronogramas e Carências para a 2ª Etapa

 
 

CRE

Cronograma de
Atendimento

Carências   

Brazlândia

Cronograma

Urbano

Rural

Ceilândia

Cronograma

Urbano

Rural

Gama

Cronograma

Urbano

Rural

Guará

Cronograma

Urbano

Núcleo Bandeirante

Cronograma

Urbano

Rural

Paranoá

Cronograma

Urbano

Rural

Planaltina

Cronograma

Urbano

Rural

Plano Piloto / Cruzeiro

Cronograma

Urbano

Recanto das Emas

Cronograma

Urbano

Samambaia

Cronograma

Urbano

Santa Maria

Cronograma

Urbano

São Sebastião

Cronograma

Urbano

Rural

Sobradinho

Cronograma

Urbano

Rural

Taguatinga

Cronograma

Urbano

O maior problema da educação do Brasil

Não é sempre que apenas uma estatística basta para dar um bom panorama da realidade. O mais comum é que seja preciso esmiuçar diversos números e informações para realmente compreender o que está em jogo. Quem se debruça sobre o ensino médio brasileiro, porém, se depara com uma única estatística que parece sintetizar, de forma clara, a desastrosa situação desta etapa da educação: a taxa de evasão escolar. Uma nova pesquisa da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), com base em informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE, revela que apenas metade dos jovens com idade entre 15 anos e 17 anos está matriculada no ensino médio. Pior: entre 1999 e 2011, a taxa de evasão nesta faixa mais que dobrou, saltando de 7,2% para 16,2%. Ainda que o número absoluto de alunos venha aumentando, segundo o Ministério da Educação, dados de evasão como esses criam um senso de urgência que se sobrepõe a tudo. “Chama a atenção a dificuldade de enfrentamento da crise do ensino médio”, resume o estudo. “A despeito das reformas, os resultados das avaliações nacionais continuam surpreendendo negativamente os responsáveis pela condução da política educacional brasileira”, conclui.
A evasão, nesse contexto, é menos causa que consequência dessa crise. Ela é a parte visível de um conjunto de problemas conhecidos há décadas, mas sobre os quais nenhum governo tem feito o suficiente. “A crise é inquestionável e não podemos mais adiar o enfrentamento de um problema tão grave”, diz Maria de Salete Silva, coordenadora do programa de educação do Fundo das Nações Unidas para a Infância, no Brasil (Unicef). “O ensino médio é o maior desafio da educação do País.” Currículo inchado, com disciplinas demais para tempo de menos, ausência de um programa de ensino técnico integrado a essa etapa escolar, baixa remuneração dos professores e, fundamentalmente, inadequação do ensino médio à vida, às expectativas e às necessidades dos jovens compõem o retrato das dificuldades. “Esperar cinco anos para agir é condenar uma geração que hoje tem entre 15 e 17 anos a não ter perspectivas de futuro”, resume Maria Salete.
O paulistano Mateus Oliveira, hoje com 19 anos, sabe bem quanto abrir mão da educação nessa fase crucial limita as perspectivas de futuro. Quando tinha 17 anos e cursava pela segunda vez o primeiro ano do ensino médio, ele resolveu largar a escola para tentar a carreira de jogador de futebol. “Era um sonho que já tinha me custado a sétima série, que também repeti”, diz. Confiante no talento com a bola, ele insistiu, mas menos de um ano depois percebeu que o caminho não renderia frutos. Com 18 anos e sem o ensino médio concluído, matriculou-se no programa de educação de jovens e adultos, onde um ano de ensino pode ser cumprido em seis meses, e rumou para a carreira militar. Atrasado, finalmente conseguiu concluir o ensino médio esse ano, mas viu e ainda vê oportunidades lhe escaparem por causa da formação atrasada. “Já era para eu ter concluído o curso técnico que acabei de começar, em informática”, diz. Com a capacitação, ele poderia estar ganhando mais no Exército – onde ainda recebe um salário de base, além de não ter segurança de carreira – ou trabalhando como técnico em informática em uma empresa da área. “Me arrependo das decisões que tomei”, diz.
Tratar o caso de Oliveira como o de um garoto perdido que simplesmente preferia jogar bola a estudar é, além de reforçar preconceitos, desperdiçar uma grande oportunidade de entender de onde vem o gigantesco desinteresse do jovem pela escola. Afinal, Oliveira não deixou o estudo só porque o futebol o atraía, mas também porque o colégio não parecia relevante o suficiente para ele. E não são poucas as razões que fazem da escola algo sem importância aos alunos, como mostra a pesquisa do Seade.
O currículo é um dos maiores problemas. Reformado em 1998 e 2012, mas ainda inchado por 13 disciplinas obrigatórias, além de cinco complementares a serem ministradas em conjunto com as demais, ele tem sido considerado excessivamente extenso para os três anos de ensino médio. Recentemente, ganhou força a ideia de dividir as disciplinas em grandes áreas de interesse. Trata-se de uma contribuição vinda do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que surgiu com a única função de avaliar essa etapa educacional, mas que hoje acumula a tarefa de selecionar alunos para universidades federais do País. A proposta é reunir, como acontece no Enem, biologia, física e química sob o guarda-chuva das ciências da natureza; história, geografia, filosofia e sociologia, sob ciências humanas, e assim por diante. “Mas o projeto é de difícil implantação, exige forte interdisciplinariedade, o que não se faz de uma hora para outra”, diz Luis Márcio Barbosa, diretor-geral do Colégio Equipe, em São Paulo.
Além das questões práticas, como o volume de disciplinas e o tempo disponível para cumpri-las, uma preocupação mais subjetiva com o currículo, mas não menos importante, tem ganhado cada vez mais espaço. Trata-se da distância abissal entre o conteúdo das disciplinas apresentado aos jovens e a realidade da vida que eles levam. “A escola continua muito tradicional, engessada diante da vida mutante do adolescente contemporâneo”, afirma o educador Barbosa. A chamada “integração do currículo às tecnologias educacionais”, meta no relatório do Seade, é um dos maiores gargalos. Hoje, segundo pesquisa do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), 84,4% dos brasileiros com idade entre 15 e 19 anos usam a internet para estudar. Outros 25,9% recorrem a tablets e celulares. ­Enquanto isso, poucas escolas no País fazem uma integração real de conteúdo e tecnologia, embora 73,8% delas já contem com computador e internet. Este descompasso entre expectativas dos alunos e entrega da escola é forte gerador de desinteresse, mas não é o único.
A ausência de uma articulação mais eficiente entre ensino profissional e ensino médio também é tida como uma das razões para a evasão nesta fase. Reconhecer que nem todos, ao completar 18 anos, vão rumar para a universidade e oferecer a alternativa do aprendizado técnico durante o ensino médio pode ser um caminho para manter alunos na escola. Se essa opção estivesse disponível para o paulistano Hudson Laton da Silva, hoje com 21 anos, ele provavelmente teria terminado a educação básica. Morador da Brasilândia, na zona norte de São Paulo, Silva saiu do colégio para se dedicar integralmente ao trabalho quando cursava o primeiro ano do ensino médio. “Tinha que ajudar em casa”, conta. Ele trabalha como mecânico e, se um curso técnico nessa área tivesse sido oferecido na escola onde ele estudava, o jovem teria uma razão a mais para continuar frequentando a instituição. Hoje ele corre atrás do prejuízo. Mesmo empregado – ele é funcionário de uma grande concessionária na capital paulista –, Silva pretende fazer um supletivo e finalmente terminar o ensino médio. “Vou ser sincero: vontade de voltar a estudar eu não tenho, mas sei que é importante, então quero fazer o supletivo”, diz.
Boa parte dos que deixam de estudar pensa como ele e fala em retornar. Segundo dados da pesquisa do Cebrap, 61,8% dos jovens que abandonaram a escola nessa fase querem voltar para concluir o ensino médio, independentemente da razão que motivou a evasão. “Algumas decisões são tomadas de maneira impulsiva porque o adolescente já tem alguma autonomia, mas tem dificuldade para pensar a longo prazo”, diz Maria Cristina Figueiredo, coordenadora do Colégio Brasil Canadá, para quem, na adolescência, tudo é mais interessante que estudar. “Mas eles pensam no que fazem, refletem e costumam se arrepender quando veem que fizeram besteira.” Cabe à escola e aos pais dar subsídios ao aluno para que ele consiga administrar os impulsos da idade. Nem sempre, porém, é possível. A paranaense Andreia Tawlak, hoje com 21 anos, conhece, como poucos, as consequências da entrega às paixões adolescentes.
Dona de um histórico escolar conturbado – ela havia repetido a sétima série e cursava pela segunda vez o primeiro ano do ensino médio –, Andreia surpreendeu a todos quando, aos 17 anos, anunciou que estava de mudança para Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Apaixonada pelo primeiro namorado, de 23 anos, ela diz ter sido convencida por ele a largar tudo e acompanhá-lo. “Foi coisa de idiota”, admite, hoje. O relacionamento durou um ano e meio, Andreia teve de retornar para Foz do Iguaçu, onde morava, e hoje está às voltas com um supletivo que não consegue terminar enquanto sonha com cursos de design e um emprego na área. “Os amigos do tempo de escola que continuaram estudando estão todos trabalhando. E eu? O que estou fazendo?”, questiona.
Embora muitos especialistas defendam que, mesmo em casos como o de Andreia, a escola tem responsabilidade por não ter mostrado à aluna a importância de permanecer em sala de aula, há visões contrárias a esta tese. A diretora do Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro-SP), Silvia Barbara, afirma que “jovens adultos” com seus 16, 17 anos devem assumir suas obrigações. “Nas análises dos problemas na educação, a escola e os professores são sempre os mais criticados e pouca ou nenhuma responsabilidade é legada ao adolescente e à família”, diz. Silvia diz ainda que a cruzada em favor de uma escola que privilegie ser agradável aos alunos antes de se preocupar em passar a eles o conhecimento acumulado da humanidade pode ter efeitos nocivos. “Vivemos em uma sociedade que valoriza demais o prazer e criminaliza demais o trabalho. E estudar sempre dará trabalho”, afirma.
Quando um jovem abandona a escola, perdem todos. A exclusão pela educação cria um abismo social e inibe o surgimento de um cidadão com uma participação social mais efetiva. Perde também o Brasil. “O País deixa de ter um profissional de nível médio com formação geral e um potencial profissional de nível técnico pós-médio ou de nível superior, com formação específica”, alerta Priscilla Tavares, professora e pesquisadora da Escola de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV) em São Paulo. “As consequências do abandono no ensino são severas para o crescimento econômico.” Já passou da hora de enfrentarmos esse desafio.
Com informações da Isto É

PNE: texto do Senado reduz investimento em educação pública

A sutileza da mudança está na ordem das palavras. Em vez de obrigar o governo federal a investir em educação pública, o texto do PNE (Plano Nacional da Educação) aprovado no Senado exige investimento público em educação.  De um modo geral, a troca de alguns trechos fez com que o Estado pudesse incluir no orçamento da educação verbas de programas que incluem parcerias com entidades privadas. O texto ainda precisa passar por um longo caminho, mas especialistas temem que a nova redação tire dinheiro das escolas e instituições públicas de ensino.
“Na verdade, o que se tentou no Senado foi reduzir a participação da União no financiamento da educação”, afirma o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que é o relator do projeto na CE (Comissão de Educação), próxima etapa do texto antes de ser submetido ao plenário.
O PNE é um projeto que estabelece uma série de obrigações até 2020, entre elas a erradicação do analfabetismo, o oferecimento de educação em tempo integral e o aumento das vagas no ensino técnico e na educação superior. Em teoria, deveria ter entrado em vigor em 2011.

Investimento público em educação

Um dos trechos alterados no Senado é o que destina 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para a educação. Na versão da Câmara, a Meta 20 define que é preciso “ampliar o investimento público em educação pública“. Já no texto dos senadores, “educação pública” é substituída apenas por “educação“.
Com a nova redação, podem entrar na conta do governo ações como o Prouni (Programa Universidade Para Todos), que dá bolsas em universidades privadas, além do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) e de parcerias com instituições conveniadas.
“Somos favoráveis a programas como o Prouni, mas precisamos garantir que os recursos sejam utilizados preferencialmente pela educação pública”, diz Cleuza Rodrigues Repulho, presidente da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação). Na visão da entidade, é preciso aumentar a participação da União nos gastos que são responsabilidade dos municípios.
Com informações do UOL

Já estão abertas as inscrições para a 2ª Feira Brasiliense de Tecnologia e Ciências

Acontece nos dias 6 e 7 de novembro, no Campus de Tecnologia do Gama (Universidade de Brasília), a 2ª Feira Brasiliense de Tecnologia e Ciências (Febratec). As inscrições podem ser feitas até o dia 15 de outubro pelo site www.febratec.org.br. A Feira tem como objetivo disseminar tecnologias educacionais e promover a integração com os setores produtivos, além de ser um estímulo ao jovem cientista. O foco da 2ª Febratec é o pesquisador, ou seja, sua organização, capacidade em utilizar conceitos e selecionar materiais, ferramentas e componentes que possibilitem descobrir novos enfoques e novas aplicações.

A Febratec assume um importante papel social incentivando a criatividade e a reflexão em estudantes da educação básica, através do desenvolvimento de projetos com fundamento científico, nas diferentes áreas das ciências e tecnologia. Participe!
Clique aqui e veja o banner do evento.

Alunos da EC 25 de Ceilândia criam cadeira de rodas impulsionada por movimentos do rosto

Os alunos da Escola Classe 25 de Ceilândia estão fazendo bonito. Um grupo de estudantes do 5º ano desenvolveu uma cadeira de rodas movida pelo estímulo cerebral e por movimentos do rosto. O projeto aumentou a autoestima, ajudou na melhora das notas e na participação dos alunos. Segundo o professor Marcelo Almeida, responsável pelo projeto, a experiência foi positiva. “O critério de escolha para desenvolver a cadeira foi dado pelos alunos com melhor rendimento e também os que tinham alguma dificuldade, como forma de incentivo. Acredito que tenha dado certo, porque vi que aqueles com maior facilidade ajudavam os demais. Foi uma troca de experiências muito positiva. Eu acabei trazendo um pouco desse meu conhecimento para a escola. Apresentei o conteúdo teórico, e eles adoraram”, resumiu.

Alunos do CEI 01 de Brazlândia visitam Cine Brasília

Alunos do Centro de Educação Infantil 01 de Brazlândia participaram do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Após conhecerem o novo Cine Brasília, todos assistiram a um filme. “Eles gostaram muito, até mesmo porque para alguns foi a primeira vez em um cinema. Foi uma experiência mágica que pretendemos manter, já que é muito importante para o crescimento cultural do aluno”, comentou a vice-diretora do CEI, Rosana de Lima Silva.

Professores estaduais rejeitam aumento proposto por Governo e anunciam paralisação

Os professores da rede estadual de educação rejeitaram a proposta de reajuste salarial oferecida pelo Governo, de 5% a partir de outubro, e anunciaram paralisação de 24 horas. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (26) durante assembleia realizada em frente ao Palácio das Mangabeiras, residência oficial do governador Antonio Anastasia.
De acordo com o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), mil professores participaram da reunião e foram unânimes em relação à proposta de reajuste. “É insuficiente. Queremos uma proposta de piso salarial, e não reajuste. O governador sabe das nossas reivindicações e não há possibilidade de voltarmos atrás”, disse Beatriz Cerqueira, presidente do sindicato.
Ela explicou que a categoria exige piso salarial de R$ 940 para uma carga horária de 24 horas. No entanto, conforme Cerqueira, o Estado paga apenas subsídio. No próximo dia 4, representantes do Sind-UTE irão se reunir, às 14h30, com a secretária de Educação e Planejamento, Ana Lúcia Gazzola, para novas negociações. Já no dia 8 de outubro, os professores voltam a fazer uma nova assembleia e pararam suas atividades.Por causa do impasse, os docentes estão acampados em frente ao Palácio das Mangabeiras desde o dia 30 de agosto.
De acordo com estimativa oficial feita pela Polícia Militar de Minas Gerais, no máximo 300 pessoas compareceram ao ato. Das 340 cadeiras colocadas no local, várias estavam vazias.
Aumento varia de 5% a 7,62%
Na segunda-feira (23), o Governo de Minas se reuniu com os servidores da rede estadual de ensino, quando anunciou o reajuste que varia de 5% a 7,62% nos vencimentos de profissionais de Educação do Estado. Já a partir de outubro, os salários de todos os professores e demais profissionais de educação básica do Estado serão reajustados em 5%, beneficiando 417 mil cargos de profissionais da educação básica, entre ativos e aposentados.
O Governo do Estado anunciou também que, atendendo a reivindicação das entidades, antecipará para janeiro de 2014 a progressão na carreira de profissionais da educação básica, antes prevista para janeiro de 2016. Os servidores com direito a esse benefício, que premia o tempo de serviço, terão um reajuste adicional de 2,5% sobre a remuneração. Com isso, terão seus vencimentos reajustados em 7,62%.
 
Além desses reajustes que estão sendo concedidos em função da política remuneratória e da progressão na carreira, profissionais da educação básica do Estado também terão seus salários aumentados em função de pagamentos referentes ao reposicionamento na carreira, que considera todo o tempo na carreira e beneficia servidores ativos e inativos.
 
Em 2013 e 2014, a folha de salários da Educação será acrescida em aproximadamente R$ 890 milhões referentes a duas parcelas da Vantagem Temporária de Antecipação do Posicionamento (VTAP).
Aumento médio total chega a 19,9%
Somando os valores decorrentes do reajuste geral da política remuneratória àqueles da antecipação da progressão na carreira e da 3ª parcela do reposicionamento na carreira, os professores da educação básica de Minas chegarão em janeiro de 2014 com um aumento médio total de 19,9% em seus salários em relação a novembro de 2012. Aproximadamente 91 mil cargos serão reajustados de 15% a 30% e outros 39 mil, entre 10% e 15%.
A progressão da carreira, que foi antecipada pelo Governo do Estado de janeiro de 2016 para janeiro de 2014, contempla aproximadamente 175 mil cargos, o equivalente a 42% do total da folha da Educação. Ela será concedida aos servidores com dois anos de efetivo exercício no mesmo grau a partir de janeiro de 2012 e duas avaliações de desempenho individual concluídas após aquela data, como previsto na Lei nº 15.293.
Fonte: Hoje em Dia

Escola Classe 111 Sul promove Feira Cultural nesta sexta

Escola Classe 111 Sul
A Escola Classe 111 Sul promove nesta sexta-feira (27) sua já tradicional Feira Cultural Humanizando o Mundo. O evento mostrará trabalhos de alunos da 1ª à 5ª séries e de classes especiais.
Trata-se de um projeto político-pedagógico com o tema: Educação Humanitária. Segundo a diretora da escola, Jerciane Melo Cipriano, o objetivo da Feira Cultural é apresentar os trabalhos dos alunos elaborados durante o decorrer do ano, com abordagens sobre cidadania, inclusão social, sustentabilidade e respeito ao meio ambiente.
“Nossa missão é oferecer um ensino de qualidade, promovendo uma educação voltada para a formação afetiva, social, ética, emocional, intelectual, preparando o aluno para agir como cidadão crítico e participativo”, diz a diretora.
Jerciane acrescenta que a escola é voltada para a valorização das diferenças, da diversidade e tem como função social a formação do cidadão, buscando a autonomia intelectual, o pensamento crítico, princípios éticos, que levam o aluno a: “aprender a aprender; aprender a fazer; aprender a conviver e aprender a ser”.
O evento é aberto a toda comunidade. Além disso, o bazar estará funcionando, com venda de picolés com sabores do cerrado, bolos e pastéis.
Confira abaixo o conteúdo da Feira Cultural.
Mostra dos projetos desenvolvidos ao longo do ano letivo:
1º ano A e C – Pequeno Cidadão do mundo;
1º ano B – Eu e o mundo: Respeito às diferenças;
2º ano A – Procuram-se! Animais em extinção;
3º ano A e B – Meu velhinho Predileto;
4º ano A – Ecos do Cerrado;
5º ano A – Diversidade Cultural;
Projeto DUDA – Respeito a todas as formas de vida.
Haverá exposição e explicação dos trabalhos, além de apresentação dos alunos.
Programação:
10h às 11h30 – Visitação aos estandes com mostra dos trabalhos;
11:30  às 12:30 – Apresentação dos alunos.
Compareçam e prestigiem o trabalho dos alunos!

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