Um em cada 5 brasileiros está na rede pública de ensino
Jornalista: sindicato
O resultado preliminar do Censo Escolar de 2013 mostra que, em todo o país, 40.366.076 estudantes estão matriculados na educação básica das redes pública estadual e municipal de ensino. A informação foi publicada na edição de segunda-feira (23) do Diário Oficial da União.
As matrículas referem-se a creche, pré-escola, ensinos fundamental e médio, educação de jovens e adultos e educação especial. Abrangem ainda as áreas urbanas e rurais e a educação em tempo parcial e integral.
No resultado preliminar, com mais de 600 páginas, estão detalhadas as matrículas de cada município do país. O número de estudantes matriculados na educação especial é 653.378, e os demais estudantes, 39.712.698.
Com a publicação dos dados preliminares, os estados e municípios têm 30 dias para retificar números que possam estar incorretos, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Após o prazo, o Inep vai divulgar o censo escolar final. Os dados não contabilizam as matrículas das redes federal e privada de ensino. Com informações da Agência Brasil
Considerada um dos direitos básicos do cidadão, a educação tem custado caro para os brasilienses. Para ter acesso a um ensino de qualidade, muitos pais sacrificam o orçamento familiar para tirar os filhos da rede pública e matriculá-los na particular. Os números comprovam o acentuado processo de migração. De acordo com o Censo Escolar, divulgado pelo Ministério da Educação, a rede pública perdeu 10,5 mil alunos em 2013. Em contrapartida, as escolas particulares ganharam aproximadamente 17 mil estudantes.
Os dados preliminares, ainda não confirmados pela Secretaria de Educação, mostram que o número de matriculados caiu de 456,9 mil em 2012 para 446,3 mil em 2013. A queda foi mais acentuada nos ensinos Fundamental e Médio e na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Já as matrículas nas escolas particulares apresentaram aumento considerável: em 2010 foram 165 mil; em 2011, 176,2 mil; e em 2012, 181,6 mil. CAUSAS
O diretor de imprensa do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF), Claudio Antunes Correia, confirma a queda: “A gente vem percebendo uma diminuição e uma relativa estagnação. Isso aconteceu em função de muitos fatores, entre eles o fato de as famílias estarem tendo menos filhos e o acesso mais fácil à rede particular”, afirma. Mesmo diante do expressivo índice de queda, a redução
não assusta a categoria. Entretanto, Claudio Antunes destaca que falta plane jamento voltado para a educação. “Poucas escolas têm recebido reformas e existe pouco investimento. Por isso, quando os pais ganham um pouco melhor, resolvem matricular os filhos em
escolas particulares”, constata o representante do Sinpro. DF segue na contramão do resto do País
Segundo a presidente do Sindicato das Estabelecimentos Particulares de Ensino do DF (Sinepe-DF), Fátima de Mello Franco, a migração da rede pública para a privada está acontecendo, principalmente, devido ao aumento do poder aquisitivo da classe C e D.
O presidente da Associação de Pais e Alunos das Instituições de Ensino do DF, Luis Claudio Megiorin, destaca que o DF é a unidade da
Federação com o maior número de escolas públicas. Por outro lado, segue na contramão do resto do País no quesito matrículas. “O último censo do IBGE mostra que no Brasil 85% dos alunos estão matriculados nas escolas públicas e 15% nas privadas. Já o DF conta com 71% dos alunos matriculados na rede pública e 28% na privada”, diz. Um incentivo à mudança
Apesar do empenho dos docentes da rede pública, muitos assumem a falta de estrutura que garanta o suporte necessário ao aluno.
Esse é o caso dos professores de Luã Machado dos Santos, do Guará. “Eles vieram me falar que o Luã é aluno para a UnB e que eu deveria tentar uma bolsa em escola particular, porque ele tem muito potencial. O ensino público não exige tanto como uma escola particular”, admite a mãe do estudante, Gicelda Correa Machado, 49 anos. Luã sempre foi considerado um bom aluno. Apesar da ansiedade para trocar de escola, ele diz estar preparado para um novo desafio. “Ah, essa escola não me merece”, desabafou, certa vez, para a mãe.
A baixa qualidade do ensino foi um dos motivos que fizeram o fisioterapeuta Martín Sotero, 30 anos, enxugar os gastos da família
para mudar o filho de escola. Entretanto, a transferência para o colégio particular não foi fácil. O estudante ficou incomodado com o excesso de conteúdo e dificuldade das matérias. Porém, hoje, Martín percebe que o filho está mais feliz e trabalha todo o seu potencial. “Ele mudou muito. Está adorando a escola”. Com informações do Jornal de Brasília
Professores de 34 mil escolas farão cursos de formação
Jornalista: sindicato
Municípios dos 26 estados e o Distrito Federal informaram ao Ministério da Educação que professores de 34.588 escolas multisseriadas situadas no campo ou quilombolas precisam de formação continuada. Esse conjunto de educadores está distribuído em escolas de 2.587 municípios. A adesão à Escola da Terra, que é uma ação do MEC dirigida aos professores da área rural e quilombolas, foi encerrada na quinta-feira, 19.
Concluído o prazo de adesão, a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC vai agora consolidar os dados e encaminhá-los para as universidades. Cabe às instituições planejar a formação e definir o calendário das atividades.
Entre os estados da Federação, cinco se destacam pelo número de municípios que aderiram à Escola da Terra. A Bahia aparece com 306 municípios e 5.868 escolas, Minas Gerais, com 306 municípios e 1.858 escolas, o Maranhão tem 175 municípios e 4.550 escolas, a Paraíba, 171 municípios e 1.840 escolas, e o Rio Grande do Sul tem 166 municípios e 609 escolas.
A meta do MEC é oferecer, até o final de 2014, 15 mil vagas para formação continuada desses professores. O curso de aperfeiçoamento, que é gratuito, tem duração de 180 horas e é semipresencial. As responsabilidades de qualificar e certificar os educadores são de sete universidades federais que aderiram à Escola da Terra.
Cada turma terá 7,5 mil vagas. Os cursos serão ministrados pelas universidades federais do Amazonas (UFAM), com 1.500 vagas, da Bahia (UFBA), do Pará (UFPA), de Pernambuco (UFPE), do Rio Grande do Sul (UFRGS), de Minas Gerais (UFMG) e do Maranhão (UFMA), com 1 mil vagas cada. A Escola – A Escola da Terra compreende a formação continuada e acompanhada de professores que trabalham com estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental em escolas multisseriadas no campo, e em escolas quilombolas, e dos assessores pedagógicos que terão a função de tutores; distribuição de materiais didáticos e pedagógicos; monitoramento e avaliação; gestão, controle e mobilização social.
Educadores e tutores terão curso de aperfeiçoamento com carga horária mínima de 180 horas. A formação compreende dois períodos – um de frequência no curso e outro para as atividades realizadas em serviço, com acompanhamento de tutores. A produção dos materiais didáticos e pedagógicos e o pagamento de bolsas ao coordenador estadual e ao tutor, que vão acompanhar e orientar os educadores durante o curso, são de responsabilidade do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Com informações do MEC
4 práticas que levam alunos a aprender com alegria
Jornalista: sindicato
O modelo de sala de aula tradicional já não funciona bem. Vivemos em um período de transição, onde muitos professores sentem dificuldade em atender às necessidades da nova geração. De forma mais clara, estamos mudando de um modelo centralizador para um modelo colaborativo de ensino. Os erros passam a ser um caminho para o acerto, e não o determinante entre o sucesso e o fracasso. A padronização do ensino é derrubada para dar espaço à personalização. Valorizaremos competências novas nos alunos, como o pensamento crítico, a empatia, a comunicação, a liderança, a ética, entre outras que são mundialmente conhecidas como competências do século 21.
O computador com um bom sistema educacional é uma ótima ferramenta para transformar a sala de aula em um verdadeiro antro da aprendizagem. Porém, existem outros meios de inovar e que podem ser feitos sem o uso do computador. Usando a gamificação, podemos implementar essas grandes mudanças na educação que tanto queremos ao mesmo tempo que motivamos os alunos.
Gamificação é um termo que começou a ganhar popularidade em 2010, mas que já é usado de diversas formas há vários anos. Trata-se da utilização de elementos e técnicas de jogos em contextos que não são jogos, com a finalidade de aumentar a motivação das pessoas envolvidas e resolver os problemas desse contexto. Evitem confundir jogos educacionais com gamificação. Introduções feitas, vamos ao que interessa. Dica 1: Transforme as notas em conquistas
Notas são escalas que não dizem por si só se um aluno é ou não proficiente no assunto. Pode-se argumentar que uma média 7 delimita a aprovação e a caracterização da proficiência. Mas isso abre portas à interpretação de que a nota 6,5 é uma “quase proficiência”. Não queremos que os nossos alunos busquem uma nota, queremos que eles busquem a proficiência em si. A conquista dessa proficiência pode ser representada por uma medalha, carimbo ou estrela. O professor determina as conquistas a serem alcançadas e fornece instruções sobre como fazê-las, o que pode chamar de missões. Cada conquista deve ser atingível com atividades curtas.
Por exemplo, fazer uma lista de exercícios sobre o Tiradentes na aula de história pode ser a missão que tem como recompensa a medalha “Inconfidência Mineira”. Para conquistar a medalha “Movimentos Emancipacionistas”, o aluno deve conseguir um conjunto de medalhas, como a já falada da “Inconfidência Mineira”, ou da “Revolução Pernambucana”, entre outras. O professor seria o juiz que entrega os prêmios, mas pode até delegar a responsabilidade a alunos que conquistarem o direito. As conquistas, na verdade, devem coexistir com as notas tradicionais, mas são apresentadas no lugar das notas como uma forma mais motivadora de estudar. Dica 2: Abra espaço para colaboração
O momento em que estamos fazendo uma prova é de pura concentração. É comum observar os estudantes comentando e compartilhando as respostas ao final da prova. Lamentamos cada erro cometido e desejamos voltar no tempo para corrigir – é, também fomos estudantes um dia.
Acontece que aprender com os erros é uma excelente prática. Não desperdicem este momento, professores. Façam o seguinte: cada aluno assina sua prova com um código que só ele e o professor conhecem. Realizada a avaliação, o professor corrige, mas marca nas provas apenas o número de erros e de acertos. Em outro momento, devolve as provas aos seus alunos, mas não para o dono. Nessa hora, cada um tem a chance de aumentar a nota de algum colega, identificando e corrigindo os erros. As regras sobre o peso da correção, a forma de correção, são determinadas pelo professor. Uma terceira chance da mesma atividade pode ser realizada, caso o professor queira. Imaginem só a alegria dos alunos em conseguir notas melhores ao mesmo tempo em que aprendem melhor sobre o assunto estudado! Dica 3: Valorize competências e conhecimento no lugar de informação
Estudantes precisam muito mais de conhecimento do que de informação. A informação está disponível gratuitamente para qualquer pessoa com acesso à Internet. Assim, evitem passar para os alunos trabalhos que podem ser feitos com uma simples busca no Google. Para isso, tente envolver alguma das competências do século 21. A lista completa dessas competências pode ser encontrada em matéria do Porvir.
Por exemplo, em uma aula de geometria, o professor pode pedir aos alunos que construam, em grupo, alguma peça em madeira que use os conceitos aprendidos em classe. Ou que os alunos de história montem grupos e desafiem outros grupos com perguntas sobre o assunto estudado. Uma simples tarefa de pesquisa tem muito mais valor quando se limita o tamanho dos textos a serem entregues, obrigando o aluno a ler e entender sobre o assunto, para então conseguir resumi-lo. Dica 4: Iintroduza o elemento surpresa na aula
É certo pensar que as regras para aprovação em uma sala de aula devem ser claras e iguais a todos. Porém, o professor, como educador, pode modelar o sistema com o objetivo de melhorar a motivação e o aprendizado dos seus alunos, desde que não prejudique ninguém com essas surpresas. O sentimento de que, a qualquer momento, dependendo da sorte, podemos ser recompensados de alguma forma, faz qualquer ser humano ficar mais atento no seu ambiente. Esse elemento de surpresa e sorte pode parecer completamente aleatório para o estudante, mas não precisa ser tão aleatório na perspectiva do professor. Ninguém precisa saber que o professor deu uma mãozinha ao aluno que ele acha que precisa de mais motivação, não é verdade? Vejam alguns exemplos:
Chocolate surpresa: Fim de aula, o professor sorteia um aluno. Esse aluno ganha um papel com uma pergunta escrita. Caso responda a essa pergunta na hora, ele ganhará dois chocolates. Se levar para casa e devolver respondida, ganha apenas um chocolate.
Convidado Especial: Levar um convidado especial para ajudar na aula. Pode ser um engenheiro civil falando sobre como a matemática é usada no seu trabalho diário. Ou levando um cachorro de estimação para ilustrar a aula de biologia dos mamíferos.
Obviamente, não há respostas fáceis ou simples para os desafios que a educação enfrenta. A única certeza, porém, é que precisamos enfrentá-los de mente aberta, sempre prontos a tentar algo novo e aprender rapidamente. Essas dicas vão nesse sentido. Com informações do Porvir
O Centro Educacional Gisno convida a comunidade escolar a participar da Feira de Ciências, Arte e Cultura que começará na quarta-feira (25) e segue até a sexta (27), no período das 9 às 12 horas.
A feira apresentará os trabalhos e pesquisas dos estudantes sobre os temas: Nações; Artes e Profissões. Segundo a diretora do Centro Educacional, Fani Abreu, o objetivo é fomentar o conhecimento artístico, científico e cultural entre a comunidade estudantil.
O evento é aberto a toda comunidade. O Gisno fica na 907 Norte, atrás do Ceub.
Comissão aprova merenda especial para alunos com restrições alimentares
Jornalista: sindicato
A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou proposta que estabelece merenda especial para alunos com restrições alimentares nas escolas públicas brasileiras. O texto aprovado foi um substitutivo do Senado ao PL 6483/06, do ex-deputado Celso Russomanno.
A proposta original foi aprovada na Câmara em 2009, definindo merenda especial para alunos diabéticos, hipertensos ou com anemia. Mas, ao ser analisada pelo Senado, foi definido que essa determinação aplica-se a todos os tipos de restrições alimentares.
Conforme o texto agora aprovado, o cardápio deverá ser realizado com indicação médica e acompanhamento de nutricionista, seguindo as características alimentares regionais como prevê o Programa Nacional de Alimentação Escolar. O relator na comissão, deputado Dr. Jorge Silva (PDT-ES), explicou que existem alunos com alergias e intolerâncias alimentares que também serão beneficiados pela medida.
Jorge Silva lembrou ainda que a obesidade infantil é cada vez mais comum no País e a adoção de uma merenda diferenciada pode ajudar crianças e adolescentes a adotarem hábitos alimentares melhores. “A obesidade que é um grande problema que o País e precisar ser enfrentado. Criança obesa é sinal de adulto obeso”. Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Com informações da Câmara
Experiências de secretarias e escolas podem valer prêmios
Jornalista: sindicato
O Prêmio Experiências Educacionais Inclusivas – A escola aprendendo com as diferenças recebe inscrições até 12de outubro, pela internet. O foco da terceira edição é a educação infantil. As secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal devem apresentar trabalhos sobre a gestão, a organização e oferta em suas redes e as escolas públicas, experiências sobre a construção do projeto político pedagógico e do desenvolvimento de práticas inclusivas.
Martinha Clarete Dutra dos Santos, diretora de políticas de educação especial da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), explica que o ministério vai estudar cada experiência desenvolvida pelas redes e escolas para premiar e depois compartilhar com o país todo. O prêmio é uma oportunidade para que as redes e as escolas mostrem e como estão fazendo a educação inclusiva, diz a diretora.
Na terceira edição, o Prêmio Experiência Educacionais Inclusivas vai selecionar seis trabalhos, sendo três de secretarias de educação e três de escolas. Dará menção honrosa para um curso de formação inicial ou continuada de professores que se destaque pela abordagem da educação infantil inclusiva. Prêmios – Para experiências em gestão, organização e oferta de educação infantil inclusiva nas suas redes, as secretarias de educação concorrem a três prêmios. Para o primeiro colocado, visita de intercâmbio para conhecer uma experiência internacional na área. O destino deve ser a Itália ou a Espanha. Os prêmios são passagem, alimentação e hospedagem durante sete dias para dois representantes da secretaria, além de troféu e diploma, e publicação do trabalho pelo Ministério da Educação e Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI).
O segundo e o terceiro lugares farão visitas de intercâmbio para conhecer experiências brasileiras. Receberão passagens e terão custeadas a hospedagem e alimentação durante quatro dias para dois representantes da secretaria de educação. Troféu, diploma e divulgação do relato pelo MEC e OEI também fazem parte do prêmio.
Para as escolas, tem prêmio em dinheiro, visita de intercâmbio para conhecer uma experiência nacional na categoria, troféu e diploma. O primeiro lugar receberá R$ 10 mil; o segundo, R$ 8 mil, e o terceiro, R$ 6 mil. O curso melhor avaliado pela comissão julgadora receberá menção honrosa, troféu, diploma e terá a divulgação de artigo sobre o curso de formação feita pelo MEC e OEI. Com informações do MEC
Livros didáticos seguirão matrizes curriculares do Enem a partir de 2015
Jornalista: sindicato
A reforma do ensino médio nos moldes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já começou antes mesmo da reestruturação do currículo. A partir de 2015, os livros didáticos das redes públicas serão interligados dentro das quatro áreas de conhecimento propostas pela prova. “Não significa o fim do livro didático por disciplina, mas cada matéria terá de dialogar com outras”, explica o secretário de educação básica do Ministério da Educação (MEC), Romeu Caputo.
O edital dos livros didáticos para 2015 exige que as disciplinas de Química, Física e Biologia, por exemplo, estejam interligadas e atendam a requisitos mínimos comuns das Ciências da Natureza. Pela primeira vez, o documento prevê que as editoras apresentem obras com complementos digitais – e-books, jogos e aplicativos. Os próximos editais devem seguir esse mesmo formato, segundo o MEC.
Uma comissão de avaliadores em 12 universidades federais analisa se os livros apresentados em agosto por editoras de todo o País atendem a esses critérios. Até junho de 2014, um guia de obras recomendadas pelo governo federal deve ser enviado às escolas públicas.
Essa mudança faz parte do projeto do MEC para redefinir todo o currículo do ensino básico – fundamental e médio – em um formato interdisciplinar semelhante ao Enem. “A mudança faz parte do que chamamos de Base Nacional Comum do Currículo. Converge avaliação, formação dos professores e produção de material”, diz Caputo.
O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Luiz Cláudio Costa, diz que o modelo curricular do Brasil é historicamente determinado pelos vestibulares. “Antes, poucas escolas tinham acesso a essas informações. Com o Enem e suas áreas definidas, todo mundo está conhecendo as matrizes de habilidades e competências, especialmente as escolas públicas.”
Especialistas, porém, temem a adoção de obras nesse modelo sem a preparação dos professores. “Uma coisa é produzir o material, outra é ser usado com qualidade”, diz Paula Louzano, doutora em Educação pela Universidade de Harvard. Para João Roberto Moreira Alves, presidente do Instituto de Pesquisas e Administração da Educação, a formação dos professores, se iniciada hoje, só alcançaria maturidade em 4 anos.
Para alunos e pais das redes públicas, os novos livros só representarão uma mudança no formato do ensino médio quando o material didático for efetivamente usado na sala de aula. “Hoje o livro é pouco usado porque os professores levam os materiais deles e os alunos não querem carregar tanto peso à toa”, afirma Daniela Machado, de 17 anos, que cursa o 2.º ano do ensino médio na Escola Estadual Ibrahim Nobre, na zona sul de São Paulo. Com informações do Estado de S. Paulo
Educadores latino-americanos homenageiam o mestre Paulo Freire
Jornalista: sindicato
Escolhido como símbolo do Movimento Pedagógico Latino-Americano, o educador pernambucano Paulo Freire foi imortalizado numa escultura em bronze de tamanho real feita pelo artista Abelardo da Hora. A homenagem aconteceu nesta quinta-feira, 19 de setembro, dia do nascimento de Freire.
Cerca de 500 educadores de todo o mundo participaram da cerimônia. A festa contou com shows de frevo, maracatu e do grupo Quinteto Violado. Freire é, reconhecidamente, patrono da educação brasileira, oficializado pela Lei nº 12.612 de 2012.
O presidente da CNTE, Roberto Leão, lembrou que 2013 marca os 50 anos da experiência de Paulo Freire em Angicos, no Rio Grande do Norte, quando o professor alfabetizou 300 trabalhadores em 40 horas, considerada como marco do método Paulo Freire, uma alfabetização que, sobretudo, ajudava o aluno a pensar o mundo.
“Ele pôs em prática uma maneira de alfabetizar que fazia com que as pessoas que viviam marginalizadas tivessem acesso a uma forma bastante simples, mas não mecânica, que conscientizava as pessoas, se libertassem, deixassem de serem adestradas para serem pessoas capazes de serem protagonistas do seu destino”, disse Leão.
Em seu depoimento, o artista responsável pela obra, Abelardo da Hora, amigo pessoal de Paulo Freire, falou emocionado sobre como é gratificante para ele poder prestar esta homenagem ao educador. “Ele sempre falava para mim ‘Abelardo a educação dá vida para o povo e para o trabalho’ e Freire era, sim, um pensador, um amigo que tinha certeza que o ensino de qualidade era o caminho para mudar mundo. O momento é de muita emoção e a única coisa que eu espero é ter conseguido retratar fielmente os traços desta figura ímpar que sempre será motivo de orgulho e exemplo para todos nós”, disse.
A homenagem faz parte da programação do VIII Colóquio Internacional Paulo Freire, ação promovida pelo Centro Paulo Freire Estudos e Pesquisas, com o apoio das universidades federais, sediadas em Recife, entidades acadêmicas, dos movimentos sociais e populares e agências de fomento. Além da estátua principal, os educadores presentes receberam uma miniatura da estátua de Freire.
CEF Gesner Teixeira do Gama convive com acúmulo de lixo
Jornalista: sindicato
A comunidade escolar do Centro de Ensino Fundamental Gesner Teixeira sofre com o acúmulo de lixo nas dependências da escola. Professores e alunos convivem com precárias condições de higiene, principalmente pelo número insuficiente de servidores de limpeza no local, fato que tem gerado acúmulo de lixo em salas, corredores, banheiros e outras dependências do CEF. A situação obrigou as aulas a serem suspensa em setembro. Esta situação acaba refletindo na frequência dos alunos, no aproveitamento escolar e nas condições de saúde de uma forma geral.
Mais uma vez a Regional de Ensino esteve presente no local e se comprometeu em encontrar uma solução para o problema.