PNE terá semana decisiva na CCJ do Senado

novo relatório sobre o Plano Nacional de Educação (PNE), apresentado na última quarta-feira (18), deverá superar o impasse em torno da Meta 4 do plano, que visa garantir o acesso à educação básica para os alunos com deficiência de 4 a 17 anos. Atendendo às demandas das entidades que se dedicam a essas crianças e adolescentes, como a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), o relatório altera a redação que havia sido dada anteriormente pelo senador José Pimentel (PT-CE).
Por se tratar de uma semana decisiva para o avanço do PNE no Senado, a CNTE volta a mobilizar seu acampamento em frente ao Congresso na próxima terça-feira (24). Além de representantes da Confederação e do Sinpro-DF, estarão participando da mobilização os representantes de sindicatos da região Nordeste: Bahia; Sergipe; Rio Grande do Norte e Pernanbuco.
O presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) foi o autor do novo texto, que deverá ser votado e aprovado pela CCJ na próxima semana.
Na redação que Pimentel deu à Meta 4, quando a matéria ainda tramitava na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE), os repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) às instituições que oferecem ensino especial, como é o caso das Apaes, seriam encerrados em 2016 – o que gerou diversos protestos. Vital retirou essa previsão, conforme já havia anunciado na segunda-feira (16) Macaé Maria Evaristo dos Santos, representante do Ministério da Educação, durante audiência pública no Senado.

Preferencial

Outra mudança se refere à inclusão do termo “preferencialmente” no texto que abre a Meta 4. Essa palavra aparecia na redação aprovada na Câmara dos Deputados, mas foi retirada por José Pimentel. Para os que criticavam a decisão, a supressão desse termo abria uma brecha para que as escolas deixassem de oferecer um acompanhamento diferenciado para os alunos com deficiência. Vital do Rêgo reinseriu a palavra – em outra medida antecipada pela representante do Ministério da Educação.
A redação proposta por Vital é a seguinte: “Meta 4: universalizar, para a população de 4 (quatro) a 17 (dezessete) anos, com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, o acesso à educação básica, assegurando-lhes o atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino (…)”.
Entre as opções de acompanhamento diferenciado estão as classes especiais (oferecidas pelas próprias escolas, paralelamente às classes regulares), os centros de ensino especial (que se dedicam exclusivamente a esses alunos) e as Apaes.

Inclusão

Ao comentar as mudanças que fez, Vital lembrou que “a Meta 4 e suas respectivas estratégias suscitaram grande polêmica no Senado”. Também disse que o novo texto da Meta 4 foi resultado da colaboração com diversos interlocutores, incluindo o Ministério da Educação.
O objetivo, ressaltou, foi chegar a uma redação que, sem perder de vista a inclusão dos alunos com deficiência na educação básica regular, também “reconhecesse o papel imprescindível desempenhado pelas instituições especializadas no atendimento educacional dessa população”.
O projeto de lei do Plano Nacional de Educação (PLC 103/2012) estava na pauta da CCJ da última, mas não foi votado porque houve pedido de vista. A matéria deve entrar novamente na pauta da comissão na próxima semana.
 

Vantagens e desvantagens de estudar em grupo

Estudar junto com os colegas ou sozinho? A psicóloga Laísa Moreno Barros, que atua há três anos com jovens do ensino médio de um colégio particular do Recife, garante que os dois jeitos podem ser proveitosos na preparação para o vestibular. De acordo com a especialista, repassar os assunto em grupo pode ser uma boa oportunidade para aquele aluno que conhece mais sobre determinado assunto ajudar o colega que não vai muito vem na matéria, e também ser ajudado em outra disciplina.
A psicóloga alerta que o estudo em grupo pode ser perigoso para o estudante se o grupo não tiver o mesmo objetivo. “Pode ser quem tenham situações que dispersem, como entram em outro assunto, dificuldade em concentrar o grupo todo”, alerta Laísa Moreno. “Estudar sozinho pode ser um bom momento para resolução de exercícios em que o fera precisa se concentrar mais”, ressalta a especialista.
A estudante Maria Julia Moreira, de 17 anos, estuda no 3º ano de um colégio particular da Zona Sul do Recife e vai tentar uma vaga no curso de publicidade na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Segundo a adolescente, estudar sozinha só funciona quando é um assunto que ela domina. “Eu prefiro estudar em grupo quando eu não sei muito bem o assunto, aí minhas amigas me ajudam”, exemplificou a vestibulanda.
Para garantir que vai estudar mais e melhor, Maria Julia tomou algumas decisões este ano. A jovem preferiu aposentar seu smartphone, para evitar ficar conectada o tempo todo, e agora usa um celular apenas com a funções básicas. Outra mudança foi escolher a casa de estudos do colégio como seu ambiente de estudos. “Se eu for pra casa, saio desse ambiente de pressão para o vestibular, acabo relaxando e não estudando. Quando vou ver, estou assistindo televisão”, admitiu a estudante.
Com informações do UOL
 

Com Alice, alunos têm aula de trânsito no País das Maravilhas

Do alto, Alice desce por um tecido. Mas, no País das Maravilhas da Grande São Paulo, logo é envolta numa imensa confusão no trânsito. Triste, pede ajuda a amigos e crianças de 5 a 11 anos de escolas públicas da região. A apresentação teatral abre uma aula de trânsito para os pequenos. Na tarde de ontem, 40 alunos da escola municipal Abrão Salomão Domingues, em Suzano, deixaram a sala de aula a 55 km dali para ir à minipista de 200 metros na rodovia Imigrantes.
Mesmo sob a ameaça de ter a cabeça cortada pela vilã Rainha de Copas, Alice ensina a garotada sobre placas, conversões e preferências para evitar acidentes e melhorar a circulação. Para a professora Fabiana Araújo dos Santos, o projeto é um complemento do ensino escolar. “É fundamental para aumentar a segurança deles [alunos] nas ruas e para que eles também aprendam a respeitar o espaço do próximo.”
Diego, 7, aluno 2º ano do ensino fundamental, 7, lembra de um acidente causado pela falta de atenção no trânsito. “Um motociclista entrou sem olhar para os lados. O carro do meu pai bateu na moto e jogou o homem longe. Ele ficou com a perna toda ralada, mas assumiu o erro.”
Para reforçar o pacto com Alice, todas as crianças recebem um bloco para “multar” parentes e quem quer que cometa infrações no trânsito. As “punições”: balas para as infrações leves, chicletes para as médias e chocolates para as mais graves. Evellyn, 9, diz que não vai permitir novas barbeiragens. “Da próxima vez que alguém passar no sinal vermelho, aviso os meus pais e ainda aplico uma multa.”
Criada pela Ecovias, que administra o sistema Anchieta-Imigrantes, a pista foi inaugurada em setembro de 2011, mas ficou parada três meses para reformas.
Escolas que quiserem participar do projeto devem contatar a concessionária pelo emai lleandro.almeida@ecovias.com.br. A Ecovias busca, de ônibus, os estudantes na escola. No fim, tem pipoca, algodão doce e suco para repor as energias.
Com informações da Folha de S. Paulo

Surdos pedem alterações em meta do PNE sobre educação especial

Entidade nacional que representa os surdos pede mudanças na Meta 4 do PNE (Plano Nacional de Educação). A preocupação é que, com a atual redação, os surdos deixem de receber uma educação voltada para eles e sejam prejudicados. Apesar das mudanças propostas ontem (19) pelo senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), os surdos não se sentem contemplados. O PNE estabelece metas para o setor para os próximos dez anos. A Meta 4 trata do acesso de alunos com deficiência à educação básica e tem sido alvo de polêmica desde o mês passado.
A Feneis (Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos) pede que sejam feitas alterações no item 4.6 da meta. Eles pedem que a redação aprovada na Câmara dos Deputados seja retomada. O texto dizia que a oferta de educação bilíngue em Libras (Língua Brasileira de Sinais) deveria ser garantida aos alunos surdos e com deficiência auditiva com até 17 anos, em escolas e classes bilíngues e em escolas inclusivas.
No Senado, as escolas inclusivas foram retiradas do texto. “O que os surdos querem é garantir a diversidade de opções e que os familiares consigam e tenham o direito de escolherem onde os filhos estudam”, diz a doutora em linguística e assessora da diretoria de Políticas Educacionais da Fenesis, Sandra Patrícia de Faria do Nascimento.
Sandra explica que, nas escolas inclusivas, um intérprete traduz a aula dada em português para os alunos surdos. Já na escola bilíngue, a aula é dada em Libras. Segundo a especialista, a maior parte dos surdos prefere a escola bilíngue por ter Libras como a primeira língua. Com a ausência de “escolas inclusivas” no PNE, a entidade teme que as escolas bilíngues e inclusivas sejam consideradas iguais e que as inclusivas predominem, prejudicando o aprendizado dos alunos.
No Brasil, são quase 10 milhões de surdos e pessoas com deficiência auditiva. Do total, cerca de 800 mil tem até 17 anos, segundo o Censo de 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
No Distrito Federal, a Escola Bilíngue, Libras e Português Escrito de Taguatinga foi uma conquista da comunidade surda da cidade. Segundo a diretora da escola, Marciley Ferreira Côrtes, foram 20 anos de luta até que o centro de ensino fosse criado em julho deste ano. A escola funcionava como escola inclusiva. Agora como bilíngue, continua oferecendo classes regulares, além das classes voltadas para os surdos.
“Vimos que em uma escola inclusiva acabávamos perdendo muito. O vocabulário do surdo é limitado em relação ao do ouvinte”, diz Marciley. A escola atende a 120 estudantes surdos e filhos de surdos em classes bilíngues e 350 alunos em classes regulares.
O funcionário público Orlando Ilorca é pai de Fernanda, de 14 anos. Ela tem distúrbio do processamento auditivo, “um primo do surdo”, explica. Apesar de a filha não estudar em classe bilíngue, pela distância do local onde mora, o pai defende o tipo de escola. “Vejo que em um ensino inclusivo, não há inclusão. Pode ir em uma escola onde haja surdos e ouvintes. Um fica de um lado e o outro do outro”, diz ele.
“Quando o professor entende os gestos dos alunos e não há mediador, a motivação de estudar é diferente”, explica, defendendo o ensino bilíngue. Sobre a possibilidade de o texto do PNE atrapalhar o surgimento das escolas em detrimento das inclusivas, Ilorca lamenta: “Agora que as escolas bilíngues estão surgindo. Abriram um caminho para os surdos que muitas outras pessoas com deficiência não conseguiram”.
O novo texto deve ser votado na CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado Federal na próxima semana. Em audiência no Senado Federal, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, ressaltou a importância de que as crianças estudem em escolas públicas comuns como forma de estimular o respeito e a convivência com pessoas diferentes. “Por exemplo, uma criança surda precisa estar em um momento do desenvolvimento dela na escola especial para aprender Libras [Língua Brasileira de Sinais], aprender a conversar na linguagem dos surdos. Mas ela precisa ir para a escola pública para aprender a conviver com os outros e para os outros aprenderem a conviver com a diferença”.
Para Orlando, a convivência pode ser estimulada em uma escola bilíngue. “A escola não exclui o ouvinte. A inclusão é inversa, o colégio de surdo absorve o ouvinte”.
Com informações do UOL Educação

23% dos alunos acham que educação integral evita violência, diz pesquisa

Pesquisa da Fundação Itaú Social realizada pelo Instituto Datafolha aponta que 23% dos alunos com 16 anos ou mais acham que a educação integral é uma forma de evitar criminalidade, violência e o uso de drogas. A pesquisa ouviu 2.060 estudantes, sendo 85% da rede pública, de 132 municípios brasileiros. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (19) pelo Itaú Social.
O objetivo do estudo foi o de avaliar o conhecimento da população brasileira sobre o tema educação integral, além de investigar os vários conceitos existentes e a percepção sobre diferentes práticas já adotadas por redes de ensino no país.
Os resultados mostram que 63% dos estudantes com 16 anos ou mais já ouviram falar nessa prática, sendo que 40% a associam ao aumento da carga horária na escola e 22% a atividades extracurriculares. O aumento da jornada escolar é a percepção mais comum entre quem estuda ou estudou na rede particular (50%).
A pesquisa ainda revela que 90% dos entrevistados acham que a educação integral é necessária para o futuro das novas gerações. Outros 50% acreditam que traz melhora no nível da educação, 30% responderam que é necessária porque ocupa o tempo livre de crianças e adolescentes. Há também 12% que apontam a prática como um investimento no futuro, pois prepara o jovem para o mercado de trabalho e ainda 12% que percebem que os pais podem trabalhar mais despreocupados.
Em uma etapa final do estudo foram mostrados três exemplos ilustrativos de práticas já adotadas no país por uma escola, por uma ONG e por clubes, igrejas, empresas e espaços públcios. Entre os principais resultados estão: 29% não confiam no trabalho das ONGs e acha que estão relacionadas a casos de corrupção e desvio de verbas, e 27% não gostam do envolvimento da religião com educação.
Com informações do G1

EC 218 de Santa Maria comemora Dia de Luta da Pessoa com Deficiência

IMG_6283 (1)Evento com solenidade, apresentações artísticas e brincadeiras na Escola Classe 218 de Santa Maria marcou, nesta quinta-feira (19), o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, que é comemorado no dia 21 de setembro.
Sob a coordenação da professora Cristina Cerqueira, que há mais de 10 anos trabalha com a inclusão de alunos com deficiência, o evento, que ocorre há seis anos na escola, é mais um fator importante de integração entre os alunos especiais e os demais colegas.
A EC 218 tem atualmente, segundo a professora, 13 alunos com deficiências, sendo elas portadoras de deficiência intelectual (DI), deficiência física (DF), mais de um tipo de deficiência (DMU) e transtorno global de desenvolvimento (TGD).
O trabalho de inclusão, conforme explica Cristina Cerqueira, é desenvolvido com atenção especial às crianças com deficiências, que recebem apoio orientador em horários especiais e participam de oficinas. Mas, os demais alunos também são sensibilizados para uma convivência harmoniosa, sem preconceitos.

Brasil supera média da OCDE de ingresso de estudantes

Na graduação brasileira, a proporção de ingressantes para cada dez mil habitantes, na maioria das áreas do conhecimento, é superior à média dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). É o que revelam dados do Censo da Educação Superior divulgado nesta terça-feira, 17, pelo Ministério da Educação.
De acordo com o Censo, um dos destaques de 2012 foi o número de ingressantes em cursos ligados às áreas de engenharia, produção e construção. No Brasil, havia 18,8 ingressantes para cada dez mil habitantes nesses cursos. Na média de 2010, para os países da OCDE, foram registrados 15,3.
Na área de educação, o número de ingressantes para cada dez mil brasileiros chegou a 24,5, quase três vezes a média da OCDE, que em 2010 registrou 8,7.
Outras áreas, como saúde e bem-estar social (16,2 ingressos), ciências, matemática e computação (nove ingressos), também superaram a média em relação aos países da OCDE, com 13,4 e 8,4, respectivamente.
Matrículas — Cursos nas áreas de ciências sociais, negócios e direito lideraram em número de matrículas (2.896.863), ingressos (1.175.716) e concluintes (455.662) na educação superior em 2012.
A área de educação veio logo em seguida, com 1.362.235 matrículas, 488.979 ingressantes e 223.392 concluintes. A de saúde e bem-estar foi a terceira em número de matrículas (961.323) e concluintes (161.575). Em quantidade de ingressantes, os cursos das áreas de engenharia, produção e construção, com 373.665 estudantes, foram a terceira maior opção dos brasileiros em 2012.
O curso de administração teve a maior quantidade de matrículas (833.042), de ingressantes (316.641) e de concluintes (134.027) em 2012. Em seguida, vieram direito, com relação a matrículas (737.271) e ingressos (227.770). Pedagogia registrou o segundo maior número de concluintes (112.137).
As sinopses estatísticas, os microdados e o resumo técnico do Censo da Educação Superior de 2012 serão publicados em outubro, na página do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) na internet. Mais informações pelo telefone: (61) 2022-3660 e no endereço eletrônico imprensa@inep.gov.br.
Com informações do MEC

País precisa de professores, mas matrículas em licenciaturas não crescem

Em números absolutos, a quantidade de estudantes matriculada em cursos para a formação de professores – as licenciaturas – é maior a cada ano. No entanto, esse crescimento não acompanha a evolução de matrículas em outros cursos de graduação. O percentual de alunos das licenciaturas está estagnado e, em 2012, foi o menor dos últimos 11 anos: 19,41%.
Os dados do Censo da Educação Superior 2012, divulgados nesta terça-feira pelo Ministério da Educação, mostram que 1.366.559 brasileiros estavam matriculados em licenciaturas. Ao todo, 7.037.688 cursavam alguma graduação. Em 2011, o número de universitários em cursos que formam professores era 1.356.329. Em 2010, 1.354.989.
Apesar de não ter se afastado dos 20% nos últimos anos, a proporção de universitários em licenciaturas já foi maior. Em 2003, 22,48% dos estudantes cursavam esse tipo de graduação, o percentual mais alto desde 2001. Em 2008, caiu para 19,96%, chegou a 21,24% em 2010 e voltou a diminuir em 2011, passando para 20,12%.
Pouco mais de um terço (33%) dos estudantes brasileiros de cursos de licenciaturas não estão próximos às salas de aulas físicas das instituições do país. Há 449.966 alunos de educação a distância no Brasil.
Preocupado com o cenário nada animador diante do déficit de professores na educação básica – que chega a 170 mil na rede pública, segundo o ministro Aloizio Mercadante – o Ministério da Educação vai lançar, nesta quarta-feira, um programa para estimular jovens de ensino médio a procurarem os cursos da área de exatas, especialmente os que formam docentes.
Nomeado de “Quero ser cientista, quero ser professor”, o programa atenderá 30 mil alunos, que desenvolverão pesquisas em universidades federais e ganharão bolsas de estudo de R$ 150. “A área tecnológica é que mais cresceu nos últimos anos, que é importante para o desenvolvimento do país. Mas precisamos estimular as licenciaturas”, afirmou o ministro.
Sem garantias
Mas estimular os jovens a escolherem as licenciaturas – no caso do programa, especialmente os da área de exatas, Física, Química, Biologia e Matemática – não será suficiente para garantir a formação de professores. Convencê-los a ingressar nessas graduações e fazê-los se formar será outro desafio que o governo terá de enfrentar.
De acordo com o censo, o número de ingressantes nas licenciaturas aumentou em termos absolutos e diminuiu em percentual. Em 2006, 22,2% dos 1.043.308 ingressantes no ensino superior optaram por cursos de licenciatura. Em 2012, caiu para 17,87% (491 mil de 2,7 milhões de alunos).
A situação não é diferente entre os que estão se formando. Em 2001, 106 mil universitários concluíram uma licenciatura. Eles representavam 26,97% dos 396 mil concluintes daquele ano. Em 2006, caiu para 24,77% do total de concluintes (188 mil de 762 mil) e, em 2012, chegou a 21,31% (223.892 alunos do universo de 1.050.413 concluintes).
Com informações do IG

Videogame pode se tornar aliado no tratamento do TDAH

Especialistas que tratam jovens com transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) poderão, em breve, ganhar um aliado inusitado: o videogame.
Pesquisadores do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com o departamento de Medicina Molecular da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e com a Duke University, dos Estados Unidos, estão desenvolvendo um jogo cujo objetivo principal é treinar, nos jogadores, o controle inibitório – habilidade cerebral responsável por frear respostas inadequadas a estímulos ambientais, que normalmente é falha nos portadores da doença.
“Quando o controle inibitório não está bem desenvolvido, muitos problemas podem acontecer, como abuso de substâncias, sexo sem proteção, brigas e acidentes”, explicou o neuropsicólogo Thiago Strahler Rivero, autor de pesquisa de doutorado apoiada pela FAPESP e orientada por Orlando Francisco Amodeo Bueno, docente do Departamento de Psicobiologia da Unifesp.
Segundo Rivero, o treino do controle inibitório é importante principalmente na adolescência, fase em que a impulsividade está naturalmente exacerbada e em que as estatísticas de envolvimento em situações de risco ligadas ao TDAH são mais alarmantes.
“Fazer um adolescente aderir ao tratamento e mantê-lo motivado é uma de nossas maiores dificuldades na clínica. Por isso optamos pelo videogame”, contou Rivero.
O jogo, batizado de Project Neumann, está dividido em quatro partes. Cada uma delas representa um reino diferente e está diretamente relacionada aos diversos sintomas presentes na falta de controle do impulso. Heróis auxiliam o jogador na luta contra o inimigo principal: o próprio TDAH.
“Os quatro heróis coadjuvantes representam algumas das características mais prevalentes do transtorno: dificuldade de focar a atenção, dificuldade de controlar impulsos motores, dificuldade para ignorar distrações e dificuldade no controle do planejamento, que é a incapacidade de moldar as ações do presente pensando nas consequências futuras”, explicou o pesquisador.
Treinar essas capacidades nos jogadores, porém, é apenas um dos objetivos do Project Neumann, contou Rivero. “Também queremos testar se o jogo pode ser uma ferramenta de avaliação dessas habilidades e, para isso, estamos comparando com as escalas de avaliação consideradas padrão-ouro na literatura. Essas escalas ajudam no diagnóstico e no acompanhamento do tratamento”, explicou.
Uma terceira meta dos pesquisadores é a psicoeducação. A ideia é que, ao jogar, os portadores de TDAH aprendam sobre a doença, adquiram consciência de suas próprias dificuldades e conheçam estratégias para superá-las.
“Estudos mostram que o treino cerebral feito de forma isolada traz poucos resultados. A psicoterapia, isoladamente, colabora na construção de uma compreensão dos sintomas e de seu impactos, mas estudos demonstram que, no longo prazo, a eficácia não é tão grande. Tratar apenas com medicação até tem uma boa eficácia, mas não possibilita o aprendizado de habilidades importantes para a vida adulta. Por essas razões, o consenso é de que o tratamento do TDAH deve ser multimodal”, afirmou Rivero.
O desenvolvimento dos personagens e do enredo foi, de acordo com Rivero, baseado em teorias da Psicologia, da Neuropsicologia e da Neurociência.
“Com nossos parceiros do Laboratório de Investigações Neuropsicológicas da UFMG, que são especialistas no estudo da impulsividade no Brasil, em especial meu co-orientador Leandro Maloy-Diniz, delimitamos regiões do cérebro que, de acordo com a literatura, precisam ser estimuladas para melhorar o controle inibitório”, afirmou o pesquisador. “Então criamos tarefas a serem cumpridas pelos jogadores baseadas nessas teorias”, disse.
Um sistema que permite gerar gráficos e relatórios de desempenho no fim de cada fase foi desenvolvido para ajudar a monitorar a evolução dos jogadores. No momento, o jogo está na fase de refinamento do game e de validação.
“Já fizemos três rodadas de testes com voluntários. Inicialmente, eles apenas ajudaram a avaliar características como diversão, capacidade de fazer o jogador se envolver com a história e jogabilidade. Na última rodada já coletamos alguns dados e agora estamos comparando com as escalas de avaliação padrão ouro para ver se há correlação e fazer a validação estatística”, contou Rivero.
Parcerias internacionais
Outra forma de avaliar se, de fato, cada parte do jogo está estimulando a habilidade proposta é por meio da ressonância magnética funcional. “Pretendemos colocar os voluntários para jogar dentro do equipamento para ver se as regiões do cérebro que são estimuladas no exame são as que queremos estimular. Para isso, estamos firmando uma parceria com a University of Southern California, dos Estados Unidos”, contou. A equipe também envolve colaboradores da área de design e desenvolvimento de games.
Os resultados preliminares foram apresentados por Rivero durante o World Congress on Brain, Behavior and Emotions, realizado no fim de junho em São Paulo. O trabalho também foi apresentado na E3, principal feira de games do mundo, após o grupo ficar em terceiro lugar na competição de jogos independentes Indies Crash, em que concorreram 677 jogos de todo o mundo.
“Embora o jogo seja focado no tratamento do TDAH, nossa ideia é criar um método que depois possa ser aplicado para autismo, transtorno bipolar e outros problemas psiquiátricos”, afirmou Rivero.
Com informações da Agência FAPESP

23% dos alunos acham que educação integral evita violência, diz pesquisa

Pesquisa da Fundação Itaú Social realizada pelo Instituto Datafolha aponta que 23% dos alunos com 16 anos ou mais acham que a educação integral é uma forma de evitar criminalidade, violência e o uso de drogas. A pesquisa ouviu 2.060 estudantes, sendo 85% da rede pública, de 132 municípios brasileiros. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (19) pelo Itaú Social.
O objetivo do estudo foi o de avaliar o conhecimento da população brasileira sobre o tema educação integral, além de investigar os vários conceitos existentes e a percepção sobre diferentes práticas já adotadas por redes de ensino no país.
Os resultados mostram que 63% dos estudantes com 16 anos ou mais já ouviram falar nessa prática, sendo que 40% a associam ao aumento da carga horária na escola e 22% a atividades extracurriculares. O aumento da jornada escolar é a percepção mais comum entre quem estuda ou estudou na rede particular (50%).
A pesquisa ainda revela que 90% dos entrevistados acham que a educação integral é necessária para o futuro das novas gerações. Outros 50% acreditam que traz melhora no nível da educação, 30% responderam que é necessária porque ocupa o tempo livre de crianças e adolescentes. Há também 12% que apontam a prática como um investimento no futuro, pois prepara o jovem para o mercado de trabalho e ainda 12% que percebem que os pais podem trabalhar mais despreocupados.
Em uma etapa final do estudo foram mostrados três exemplos ilustrativos de práticas já adotadas no país por uma escola, por uma ONG e por clubes, igrejas, empresas e espaços públios. Entre os principais resultados estão: 29% não confiam no trabalho das ONGs e acha que estão relacionadas a casos de corrupção e desvio de verbas, e 27% não gostam do envolvimento da religião com educação.
Com informações do G1

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