Estão abertas as inscrições para o curso “Athos e Brasília – Princípios estéticos do artista e da cidade”

A Fundação Athos Bulcão em parceria com a Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação – EAPE estão com as inscrições abertas para o curso “Athos e Brasília: Princípios Estéticos do artista da Cidade”. O curso, que é gratuito e terá início no dia 6 de setembro, é destinado aos profissionais da carreira de magistério e de assistência da rede pública de ensino do Distrito Federal. As aulas serão ministradas por Marília Panitz e Carlos Silva.
O objetivo do curso é subsidiar o estudo sobre a vida e a obra deste artista plástico que, em 2009, foi inserido como conteúdo obrigatório da disciplina de artes conforme as Orientações Curriculares da Secretaria de Estado de Educação do DF para o Ensino Fundamental. A proposta do curso é também de auxiliar os professores no desenvolvimento de um programa experimental para suas turmas, com a inclusão contextualizada da obra de Athos Bulcão em seu conteúdo.
Ao todo serão 60 horas distribuídas em 13 encontros a serem realizados todas as quintas-feiras, de 8h a 11h, no período de 6 de setembro até 6 de dezembro. O material visual utilizado nas aulas será transformado em CD para ser distribuído aos integrantes do projeto. As inscrições podem ser feitas diretamente na EAPE (NUDINSC SGAS 907 | Área Especial) ou pelo site: www.eape.se.df.gov.br.
O curso também conta com a parceria da Secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal, por meio de convênio com o Ministério da Cultura, a partir do Programa Mais Cultura. Mais informações pelos telefones: 3901.3215 / 3901.2383 e 3901.3187 (NUDINSC) e/ou 3322.7801 (Fundathos).

1º Passeio Ciclístico do CEM Stella dos Cherubins

Acontece neste sábado, dia 25, o 1º Passeio Ciclístico do Centro de Ensino Médio Stella dos Cherubins, de Planaltina. O passeio  faz parte do conteúdo prático desenvolvido pelos professores sobre a preservação ambiental. A concentração será às 7h15, na própria escola, com saída para o Parque Águas Emendadas programada para as 8 horas.  Mais informações pelos telefones 3901-2516 e 9261-9574, com Conceição Almeida. Participe!

Para ver o convite, clique aqui

Estão abertas as inscrições para o Curso de Formação de Educadores Populares

O Curso de Formação de Educadores Populares (CFEP), oferecido pelo Centro Cultural de Brasília (CCB), em parceria com o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento (IBRADES) e Universidade Católica de Brasília (UCB) está com inscrições abertas até o dia 7 de setembro. O curso, que tem duração de 180 horas e certificação de curso de extensão universitária, é gratuito e são ofertadas 50 vagas.
O CFEP é destinado a lideranças das comunidades, pastorais e movimentos sociais que tenham como prioridade, o compromisso com as questões políticas, sociais, culturais e ambientais do país. São objetivos do curso: aprofundar a própria prática em vista da transformação de processos sociais; orientar para a sistematização e planejamento das práticas; contribuir para uma visão holística do mundo; e, partilhar experiências buscando interação entre os bairros.
Para mais informações acesse o site do CCB (www.ccbnet.org.br) ou entre em contato pelo telefone: 3426-0413.
 

UnB oferece curso Gênero e Diversidade na Escola

A Faculdade de Educação da UnB está com inscrições abertas para o curso Gênero e Diversidade na Escola. O curso se insere na modalidade de formação continuada de profissionais da educação, tratando das temáticas de gênero, raça/etnia e orientação sexual, possibilitando aos professores/as condições de observar e introduzir nas suas reflexões e práticas pedagógicas as reflexões de gênero, bem como a construção de uma educação inclusiva e não sexista.

O curso terá duração de 200 horas, sendo 40 horas diretas e 160 horas na modalidade à distância. O período de inscrição vai do dia 22 de agosto ao dia 5 de setembro deste ano e serão oferecidas 150 vagas. O início do curso está previsto para a segunda quinzena de setembro. A ficha de inscrição e outras informações encontram-se no site da Faculdade de Educação: www.fe.unb.br ou no endereço eletrônico: gde2012.unb.inscricoes@gmail.com.

Trabalhadores do campo ocupam Brasília para unificar luta por reforma agrária

Nesta segunda (20), terça (21) e quarta-feiras (22), Brasília será tomada por trabalhadores do campo, das águas e das florestas, que voltam a reunir-se para organizar mobilizações conjuntas na luta pela terra.
Após 51 anos do primeiro congresso nacional camponês, mais de cinco mil representantes dos movimentos sociais irão acampar com mais de cinco mil pessoas no Parque da Cidade, região central da capital federal, onde promoverão seminários e oficinas.
As atividades terminarão com uma grande marcha, na quarta, que partirá rumo à Esplanada e deve reunir mais de 10 mil pessoas.
Para o Secretário de Meio Ambiente da CUT, Jasseir Fernandes, as manifestações devem mostrar que a agricultura familiar representa um modelo de desenvolvimento sustentável não apenas internamente, mas também externamente.
“Mais de 70% dos alimentos na mesa do brasileiro são produzidos pelos agricultores familiares, mas também boa parte do que é exportado. Não perdemos divisa porque  a pequena propriedade gera alimentos, não é o latifúndio quem faz isso e precisamos expor essa realidade.”
Além da pauta imediata
“O Brasil avançou nos últimos anos por meio de medidas como a ampliação dos recursos para o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), do PAA (Programa Nacional de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar), mas são medidas pontuais. O trabalhador rural não tem sido tratado como prioridade para o governo. Queremos construir uma agenda positiva para trabalhar ações macro de todo o movimento”, acrescenta Fernandes.
Secretário de Política Agrícola da Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), William Clementino, aponta que o combate à miséria, bandeira principal do governo da presidenta Dilma Rousseff, é inviável se não olhar para o trabalhador rural.
“A conferência é estratégica para resgatar o papel da reforma agrária no desenvolvimento rural do Brasil com sustentabilidade e buscando superar a pobreza. Hoje, essa discussão é uma pauta enfraquecida na sociedade e no governo que tem dificuldade para despreender da macroproposta do agronegócio”, destaca.
Coordenadora da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf), Elisângela Araújo, aponta também a necessidade de a gestão Dilma definir de qual lado está.
Investimento para desenvolvimento sustentável – “Não dá para continuar produzindo alimentos saudáveis sem investimentos em um formato baseado na agroecologia. E, para isso, é necessária a reestruturação política do acesso ao crédito, à tecnologia e à pesquisa para poder organizar a ampliação da produção e da comercialização. Não basta apenas avanços que chegam no Plano Safra, focadas no crédito, sem a reestruturação”, defende.
 
 
Fernandes acrescenta que definir prioridades significa também cobrar de órgãos governamentais o apoio, na prática, à estruturação das propriedades familiares.
“A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) faz pesquisas sobre venenos para multinacionais, mas, muitas pessoas que estão lá boicotam a agricultura familiar, não tratam com a mesma prioridade. Temos que ter a ousadia de discutir o limite da propriedade da terra, a estrangeirização de nossas propriedades, que cada vez mais são vendidas para multinacionais.”
Demanda por terra continua
Ainda para Clementino, a ideia defendida por setores do governo de que não é mais preciso distribuir terra e bastar restringir a política agrícola à oferta de crédito está equivocada.
“Metade dos 16 milhões de pessoas pobres no Brasil está no campo e precisamos desenvolver as áreas onde os assentamentos funcionam, com oferta de estradas, habitação, comercialização, assistência técnica, crédito. Mas, como vamos oferecer tudo isso para quem não tem nem a terra? Não dá para fazer assistência técnica para o trabalhador ser carpinteiro.”
Segundo dados da Contag, há cerca de 200 mil famílias acampadas aguardando por um espaço onde possa produzir. Porém, a demanda social certamente é muito maior que essa, já que nem todos que necessitam estão obrigatoriamente assentadas.
Já Elisângela comenta a importância de a unidade entre os movimentos não ser apenas momentânea.
“A expectativa é mantermos a mobilização conjunta para além do seminário e continuarmos juntos nas negociações do próximo ano. Só assim conseguiremos avançar de fato, o que não aconteceu em 2012, nos deixando fragilizados”, avalia.
Lobby do agronegócio – De acordo com o secretário de Meio Ambiente da CUT, a reforma agrária ainda emperra em um Congresso refém do latifúndio.
“A agricultura familiar tem a responsabilidade com o país de garantir a produção sustentável e a segurança alimentar, mas  muitas vezes isso não é compreendido como fundamental dentro do governo, porque não há uma análise mais profunda. Do outro lado, temos um Congresso refém do latifúndio, que usa a terra apenas como reserva de valor, interessa o que gerar valor”, explica Fernandes.
Maior poder de lobby no Congresso, a bancada dos ruralistas conta com 120 deputados federais e 13 senadores, segundo a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).
Repolitizar os agricultores
Em 1961, em um Brasil comandado por João Goulart, que assumiu após a renúncia de Jânio Quadros, os trabalhadores rurais realizavam o primeiro congresso nacional camponês, em Belo Horizonte (MG). Recentemente reeleito presidente da CUT-RN, José Rodrigues Sobrinho era um dos presentes e lembra que os movimentos do campo tinham como pauta principal o fim da divisão de sua produção com os latifundiários e o acesso à Previdência. Clique aqui para ler  a declaração daquele Congresso.
“À época, nós ocupávamos as terras para não “pagar meia”, porque produzíamos, mas tínhamos sempre que dar metade para o proprietário. E também para ter o instituto de aposentadoria e previdência na agricultura. Havia também outros mecanismos que combatíamos, como o cambão, em que os agricultores trabalhavam três dias de graça em troca de peixes, por exemplo. Se não fizéssemos isso, seríamos mandados embora”, comenta.
Com a pressão dos camponeses e a ascensão de Goulart, destaca o presidente da CUT-RN, o cambão acabou e começou um processo de desocupação da terra. Interrompido apenas pelo golpe militar.
O dirigente CUTista que estará também no encontro de 2012 acredita que o grande avanço deve ser retomar o poder político do trabalhador do campo.
“Há uma despolitização dos trabalhadores diante das políticas compensatórias. Hoje estamos rediscutindo a repolitização e a reorganização dos trabalhadores rurais. Para isso, precisamos de rejuvenescimento dos quadros de nossos sindicatos.” Escrito por: Luiz Carvalho, do site da CUT Nacional.

Caub I: Encontro da Juventude alertará para agressões ambientais

Neste sábado, 18 de agosto, a partir das 8h, cerca de mil jovens moradores do Combinado Agrourbano de Brasília (Caub I) e das regiões da Ponte Alta, Granja do Ipê, Recanto das Emas, Park Way, CAUB II e Riacho Fundo II estarão realizando o Encontro Nacional da Juventude. O evento tem como objetivo chamar a atenção da sociedade para a necessidade de preservação ambiental de toda a área, ameaçada pela ação de grileiros e por mudanças de destinações que comprometem todo o ecossistema da região.
O evento começa na Zona Central do Caub I, ao lado do Centro de Ensino Fundamental Agrourbano (Cefagro), mas os estudantes pretendem percorrer os sítios arqueológicos,  histórico-culturais e ambientais existentes na faixa de domínio territorial do CAUB I e, portanto, do Riacho Fundo II,   que tem em seu quadrante geográfico uma vasta área de preservação ambiental com mais de 2000 hectares.
Grande parte desta área está sob domínio da Embrapa, é a Fazenda Sucupira. Outra parte sob domínio da Arie ( Área de Relevante Interesse Ecológico ) do Ipê. Esta gleba tem mais de 1300 hectares e conta com um acervo ambiental de grande valia para a saúde hídrica do DF, na medida em que é uma região de mananciais; fauna e flora exuberantes onde se destacam diversos ecossistemas do bioma Cerrado.
Ainda nesta região está situada a Mesa JK, local de bucólicos despachos do presidente Juscelino Kubistchek à época da construção da capital e, finalmente, um sítio arqueológico pré-cabraliano pouco conhecido, senão por especialistas como o professor Paulo Bertran ( História do Homem do Planalto ).
Estas riquezas patrimoniais correm o risco de desaparecer devido à avidez de grileiros que enxergam na expansão desenfreada de Brasília fonte de enriquecimento fácil, com o comprometimento da qualidade de vida em nossa capital.
O encontro reunirá a juventude cristã de todas as orientações religiosas e pretende, entre outras ações:
– Promover condições propícias para a participação da população do CAUB I nas decisões políticas que afetam a vida desta comunidade,
– Integrar as comunidades jovens do CAUB I, CAUB II e todo Riacho Fundo II em projetos escolares de educação ambiental e qualidade de vida,
– Tombar a Mesa JK como patrimônio Histórico de Brasília,
– Estabelecer um calendário periódico de ações ecológicas visando a preservação dos ecossistemas da ARIE do Ipê,
– Consolidar uma política pública de vigilância constante contra agressões aos patrimônios aludidos,
– Encaminhar ao governo decisões populares a serem consideradas em suas tomadas de decisão política.
– Criar um conselho gestor para a administração dos patrimônios Histórico-cultural, Arqueológico e Ambiental da Arie do Ipê,
– Transformar a ARIE do Ipê em Estação Ecológica para Pesquisa científica da UnB e demais faculdades e Universidades do DF.
– Reforçar junto ao governo a demanda das comunidades do Riacho Fundo II em promover a regularização fundiária de suas áreas de ocupação a fim de que as riquezas naturais desta região sejam preservadas.
Esse trabalho tem o apoio da Administração do Riacho Fundo e da direção do Cefagro, que desde 2010 ingressou no Projeto Ensino Médio Inovador do Ministério da Educação e Cultura se aprofundando na temática ambiental, com o projeto “ Quem Somos, de Onde Viemos, para Onde Vamos?” .  Neste ano conquistou o título de melhor projeto político-pedagógico voltado para as questões ambientais em todo o DF. Como prêmio recebeu do MEC bolsas para alunos, professores e comunidade na área de Especialização em Gestão Ambiental em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

Lançamento de novo livro de Venício Lima será hoje(16)

Sociólogo, jornalista e professor titular aposentado de Ciência Política e Comunicação da Universidade de Brasília – entre muitos outros títulos –, Venício Lima lança nesta quinta-feira, 16, o livro Política de Comunicações: Um Balanço dos Governos Lula [2003-2010], sua mais recente obra. O lançamento ocorrerá a partir de 19h, no restaurante Carpe Diem da 104 Sul. O livro é uma coletânea de 91 artigos (depois transformados em 89) publicados pelo Observatório da Imprensa e pelo portal Carta Maior entre os anos de 2004 e 2010. Reunidos, os textos aludem a uma pergunta central: os dois mandatos do presidente Lula – marcado por grande aprovação popular – representam de fato um avanço para a democratização das Comunicações no Brasil? Para o autor, a resposta é “não”, ainda que o governo Lula tenha sido bem-sucedido em algumas outras áreas de atuação.
“O balanço geral – e os anuais – revelam que praticamente não se avançou em relação às politicas de Comunicação no Brasil durante aquele período”, afirma Lima. A título de exceção, o autor cita a criação da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e a redistribuição – “descentralizadora, que ajudou mais vozes a aparecerem num espaço público” – de verbas oficiais de publicidade.
Política de Comunicações: Um Balanço dos Governos Lula é, portanto, fruto da atividade profissional de Venício Lima no período 2003-2010. “Em certo sentido, ao escrever sobre elas, acompanhei o cotidiano da formulação de políticas públicas de Comunicações durante o governo Lula”, diz. Para compor a obra, o autor reuniu os artigos sob grandes capítulos dedicados ao “Marco Regulatório”, a “Recuos” e a “Avanços”.
No livro, os artigos de Lima acabam por evidenciar “históricas e poderosas resistências ao avanço nas Comunicações” no Brasil – entre elas o fato de o modelo cultural hegemônico não permitir alternativas que levem ao seu questionamento. Como resultado, segundo o professor, “no Brasil poucos falam e muitos ouvem”: “Aqui temos um problema histórico, a rigor secular: o que acontece na área das políticas de Comunicações é que a imensa maioria da população brasileira continua excluída do debate público”.
Lima lembra que o mês de agosto, cinquentenário do Código Brasileiro de Telecomunicações, oferece um exemplo contundente de mais este atraso brasileiro: no dia 27 de agosto de 1962, o presidente João Goulart assinou a lei que até hoje regula o rádio e a televisão no país. “E como isso é possível para um campo de tamanhas mudanças tecnológicas?”, pergunta o professor.
LIBERDADE DE EXPRESSÃO – Espécie de complemento teórico a Política de Comunicações, a também coletânea de artigos Liberdade de expressão x Liberdade de imprensa será relançada paralelamente na noite desta quinta-feira, 16. A segunda edição, revista e ampliada, foi acrescida de 16 artigos, e introduz novas discussões – que surgiram após a 1ª Conferência Nacional de Comunicação, em 2009 – acerca do tema. O autor destaca a extensa introdução do livro, que apresenta a temática historicamente; os anexos, com uma cronologia de fatos e uma listagem de principais documentos legais sobre o tema; e o prefácio – “do qual muito me orgulhei” – do jurista Fábio Konder Comparato.
SERVIÇO
Publicados pela Editora Publisher Brasil, os livros poderão ser adquiridos pelo site www.publisherbrasil.com.br ou pelo telefone (61) 3328.8036

III Fórum do Serviço Especializado de Apoio à Apredizagem

Acontece nesta quinta-feira (16) o III Fórum do Serviço Especializado de Apoio à Apredizagem, no auditório da EAPE. Este ano o Fórum contará com quatro regionais participantes (Gama, Santa Maria, Recanto das Emas e Samambaia) e traz a oportunidade de dar visibilidade aos trabalhos e a possibilidade de oferecer um espaço de fala e escuta sensível com todos aqueles que estão envolvidos direta e indiretamente com a busca pelas melhorias do Serviço Especializado de Apoio à Aprendizagem. O SEAA luta diariamente por um sonho possível: escola de qualidade, igualitária, justa e para todos.

Este ano já estão certas as presenças de membros das equipes gestoras; pedagogos e psicólogos das equipes especializadas de apoio à aprendizagem; orientadores educacionais; e professores das salas de recursos. O Sinpro fará parte da mesa redonda nas discussões do Fórum, assim como membros da Subsecretaria de Educação Básica da SEDF (SUBEB); Subsecretaria de Gestão de Pessoas da SEDF (SUGEPE); Núcleo das Equipes Especializadas de Apoio á Aprendizagem da SEDF (NUEEAA); Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais de Educação da SEDF (EAPE); Universidade de Brasília (UnB), Laboratório de Psicologia da UNB; e Conselho Regional de Psicologia do DF (CRP).
Outras informações com Daiana Sátiro (3901-8093); Tatiana Ferreira (3901-4915); Raquel Molina (3901-7944); e Viviane Calce (3901- 6593).

Sinpro e CUT-DF comemoram seis anos da Lei Maria da Penha

A Secretaria de Mulheres Trabalhadoras da CUT-DF e o Sinpro-DF comemoraram, na manhã desta terça-feira (14), os Seis Anos da Promulgação e Sanção da Lei Maria da Penha com um grande evento na Praça do Relógio, em Taguatinga. Durante toda a manhã foram distribuídas cartilhas da Lei Maria da Penha, a última edição do Sinpro Mulher e o informativo sobre os seis anos da Lei. Os participantes também puderam tirar dúvidas com o Departamento Jurídico do Sinpro e aproveitar o atendimento médico realizado no local. “O Sinpro mais uma vez mostra que a luta sindical vai além da questão salarial, mas também por direitos e dignidade”, analisa a diretora Neliane Cunha.

O evento contou com a participação de vários sindicatos filiados e da população.

TV Cidade Livre completa 15 anos

A TV comunitária Cidade Livre de Brasília completou na última segunda, 13 de agosto, 15 anos de existência, com sessão solene e festa  na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Nesta década e meia, a emissora se firmou como espaço de resistência cultural e de mídia, abriu espaço para produção independente e regional de todo o país, criou projetos educacionais ligados à comunicação, mas também sofreu com as dificuldades financeiras e de estrutura, a falta de comprometimento de organizações parceiras e as ameaças de fechamento. A sessão foi proposta pelo deputado distrital Joe Valle, que garantiu que
Foi com um tom visivelmente emocionado que o presidente da TV, Beto Almeida, relembrou as dificuldades enfrentadas pelo grupo que acreditou na possibilidade de criar uma emissora que unisse movimentos sociais, sindicais, comunitários  e acadêmicos de maneira democrática e cidadã.  A diretora do Sinpro, Rosilene Correa, participou da mesa da sessão solene e salientou a importância da TV como parceira do movimento sindical e popular. “Os trabalhadores precisam se apropriar desse debate e entender que o acesso à comunicação é estratégico para a construção de um país mais livre e democrático”, afirmou ela.
A emissora é transmitida pela operadora de TV a cabo NET (canal 8) e dá enfase à cobertura do movimento cultural, estudantil, sindical e às lutas populares, como as marchas do MST, e é retransmissora do canal latino-americano Telesur e do Jornal do Trabalhador, da TVT.
O canal costuma abrir espaço para discussão das questões relativas à democratização da comunicação no país, como a Conferência Nacional de Comunicação. No seu acervo há documentários de todo o Brasil e material audiovisual da Fundação Itaú Cultural e dos movimentos sociais, universitário e sindical.
De acordo com o diretor administrativo da TV Cidade Livre, Paulo Miranda, as emissoras comunitárias devem cumprir uma função social de valorização da cultura local, contribuindo para a democratização das comunicações e é nisso que se foca o trabalho. “As mídias comunitárias devem realizar um trabalho libertador, atuando no desenvolvimento regional da cultura, do jornalismo e da educação, contribuindo com a formação da população”, diz. Para Miranda, mais do que comemorar os quinze anos de existência, a cerimônia deve ser um ato político, na luta por um plano nacional de radiodifusão comunitária.
No último dia 7 de agosto, a TV Cidade Livre e o Coletivo de Comunicação da CUT no Distrito Federal lançaram uma carta de reivindicações na qual cobram a criação da política nacional e de um  fundo de apoio e desenvolvimento das rádios e TVs comunitárias. “Não existe nenhuma ação governamental em prol das redes comunitárias, nenhuma publicidade, nenhum apoio”, denuncia o diretor da Cidade Livre.
Ele afirma que hoje o governo federal distribui mais de R$ 5 bilhões em verbas publicitárias e nada é destinado às TVs comunitárias. Localmente a situação não é melhor. O governo do Distrito Federal (GDF) destina R$ 460 milhões ao ano para publicidade. Desse valor apenas R$ 15 mil teria sido destinado no último ano para a Cidade Livre.
No ano passado a TV desenvolveu um projeto de educação e comunicação para jovens, apoiado pelo programa de Pontos de Cultura do Ministério da Cultura, que formou, em dezembro último, 100 alunos. Miranda afirma que, embora tenham feito a prestação de contas e esta tenha sido aprovada, com a mudança no comando do ministério no início do governo Dilma não receberam mais nenhuma parcela para seguir com o projeto. A TV já teria feito diversas solicitações de liberação da verba, sem sucesso.
Apesar das dificuldades, Miranda entende que a luta pela democratização nas comunicações deu passos importantes e a Cidade Livre é parte dessa luta e vai prosseguir. “Parodiando o MST, vamos seguir ocupando, resistindo e produzindo, defendendo nosso espaço e trabalhando por uma comunicação de qualidade”, diz. Além disso, as rádios e TVs comunitárias já existentes no Brasil, se tivessem apoio e condições financeiras, poderiam criar emprego e renda para comunicadores profissionais e populares. “E continuaremos na luta para colocar nossa música, nossos filmes, a nossa cara brasileira na nossa televisão e no mundo”, conclui.

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