Alterada documentação para ação da Garc

Atenção, professoras e professores aposentadas(os) antes de março de 2008 e que exerceram cargos de diretor (a), vice-diretor (a) e/ou supervisor (a) pedagógico (a): foi alterada a documentação para a ação de incorporação da Garc.
Além dos documentos já informados serão necessários todos os contracheques a partir de 2008. Então, agora, para entrar com a ação é necessário comparecer ao Sinpro nos horários de atendimento dos advogados trabalhistas munido da seguinte documentação: RG, CPF, comprovante de endereço, publicação de todas as nomeações e exonerações dos cargos comissionados ou declaração da SEE/DF contendo essas datas, publicação da aposentadoria, todos os contracheques de 2008 em diante.

Guia para se defender de abusos dos bancos

 
O Sindicato dos Bancários de Brasília lança nesta terça-feira, 19, o guia “Os bancos e você – Como se defender dos abusos dos bancos”. “Trata-se de uma contribuição do Sindicato para a defesa dos direitos do consumidor dos serviços e produtos bancários”, afirmou Rodrigo Brito, presidente da entidade.
Segundo dados divulgados pelo Banco Central e pelo Procon, os bancos figuram no topo da lista das instituições com maior número de reclamações dos consumidores, em especial em relação à qualidade do atendimento e cobrança abusiva de tarifas.
O guia traz orientações sobre como escolher o banco e cuidados na abertura e encerramento de contas, esclarecimentos sobre serviços com movimentações, pagamentos, cheques, cartões e tarifas, além de informações sobre aplicações financeiras.
O lançamento será na sede do Sindicato dos Bancários na Entrequadra 314/315 Sul, a partir das 19h. Todo o conteúdo do guia estará disponível também no site do Sindicato (www.bancariosdf.com.br)

Ato de lançamento da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão

Nesta terça-feira (19) acontecerá o ato de lançamento da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular. O evento ocorrerá no Auditório Nereu Ramos, Câmara dos Deputados, a partir das 14h. O ato contará com a presença de parlamentares e representantes de organizações da sociedade civil que discutem o tema. A secretária de comunicação da CUT, Rosane Bertotti, também estará presente.
A Frente é uma iniciativa de membros da Câmara dos Deputados, em parceria com entidades da sociedade civil, que visa promover, acompanhar e defender iniciativas que ampliem o exercício do direito humano à liberdade de expressão e do direito à comunicação. Para a deputada Luiza Erundina, propositora da Frente, a criação deste espaço de articulação, que agrega parlamentares e organizações da sociedade civil, é de suma importância para que a liberdade de expressão e a própria democracia se consolidem no Brasil.
As organizações da sociedade civil envolvidas no processo de construção da Frente lançaram várias convocatórias, chamando outras entidades para participarem do ato e para aderirem à Frente. Em uma das convocatórias, as entidades argumentam que o ano de 2011 será decisivo para a democratização das comunicações no país, por conta da proposta de novo marco regulatório das comunicações que deve ser encaminhado ao Congresso pelo Ministério das Comunicações e por conta dos debates sobre o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que pretende massificar o acesso a internet.
“Precisamos somar forças no parlamento, onde será necessário muita mobilização e pressão para aprovar as alterações nas leis da comunicação a nosso favor. Assim, convocamos as entidades e as cidadãs e cidadãos à somarem esforços com os/as parlamentares que defendem a democracia nas comunicações para o lançamento da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e Direito à Comunicação com Participação Popular no dia 19 de abril”, convocam as entidades que estão se mobilizando para o ato.
No ato, além da aprovação do manifesto e do estatuto da Frente, deverá também ser escolhida a coordenação, que será formada por deputados/as e representantes de organizações da sociedade civil que compõem a Frente.
Com informações da CUT

Dia 13 de abril de 2011: um fato curioso



“Um dia você aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel” – William Shakespeare
Shakespeare é inspirador e provocante, na melhor acepção da palavra “provocação”. Inspira à descoberta de que a vida é um eterno aprendizado no e com o mundo. Ter o direito de estar com raiva sem ser cruel tem a mesma proporção de exigir espaço de poder sem agredir o outro física, moral e psicologicamente. Posto essa consideração preliminar, pode-se perguntar: qual fato curioso ocorreu no dia 13 de abril de 2011?
Silêncio! Um minuto de silêncio em memória das vítimas do massacre do Realengo-RJ! No final da Assembleia, um paradoxo, releia-se como puder…
Não havia polícia montada, nem cassetetes, nem bomba de gás de efeito moral, nem escudo, mas os militares que estão dentro de nós saíram dos esconderijos…
Trata-se do desdobramento final da assembleia dos professores (as) nesse mesmo dia. Nada de inusitado, nem de inesperado, mas questionável e que requer uma reflexão sobre alguns pontos. Reflexão da ação não é apenas uma percepção marxista, mas essencialmente necessária e urgente dentro das relações humanas. Neste sentido, quem age apenas enquanto relação animal-animal acaba vivenciando o que Thomas Hobbes chama de homem “lobo do próprio homem”. A dimensão do lobo, em sua ferocidade, atinge dimensões sem fronteiras e ultrapassa o nível de gênero, etnia/raça, classe social e escolhas de qualquer ordem. Torna-se lobo na experiência histórica: convivências, produção da cultura, no seguimento fanático a este ou aquele partido político, religião ou ideia. O sectarismo tem feito muitas vítimas no mundo, não obedecendo a uma temporalidade específica. Passa-se o tempo e as mazelas desse modo de ver o mundo continua impregnado na vida de muitas pessoas, ora consciente, ora inconscientemente.
Gostaria de compartilhar três pontos que considero importantes diante do ocorrido no dia 13 de abril de 2011: 1. O SINPRO-DF. 2. A Organização Sindical. 3 A disputa de espaço no poder.
No que se refere ao primeiro aspecto, vejo o Sindicato dos Professores (as) como imprescindível aliado dos educadores (as)  na mediação/intervenção a respeito de processos pedagógicos e administrativos no ambiente escolar e em ações coletivas que visem a melhoria da qualidade social, pedagógica, política, econômica e cultural não apenas da comunidade escolar, mas de toda a sociedade. Nesta mesma direção, penso que ser diretor (a) sindical não se confunde com “cabide de emprego”, fato que exprime bem essa percepção é que os diretores (as) sindicais são eleitos (as) e não “entrados pela janela”. Não se traduz também em “espaço para fugir da sala de aula”, mesmo porque os diretores (as) sindicais continuam em sala de aula e ao mesmo tempo dirigem o Sindicato.
A história do sindicalismo no Brasil tem revelado que um sindicato autêntico deve ser combativo, ponderado, reflexivo e estar ao lado da categoria. Já vivi em momentos de grandes tensões e até agressões verbais e físicas entre as décadas de 80 e 90 em Goiás, quando ainda se acreditava que o movimento social e os partidos políticos podiam ocupar espaço no poder por meio da força física.
Hoje, ao contrário,  tudo leva a crer que o fenômeno do “militonto” e do “porra loca” não tem mais lugar em um tempo em que as mudanças  na terra  ocorrem em um piscar de olho. Ou alguns movimentos sociais mudam o discurso ou tornam-se obsoletos e com a casca de avançados.
Sob a perspectiva integral do ser humano, tão propalada por pessoas que fazem uma crítica significativa à fragmentação, o Sindicato dos professores (as) é também partidário e mais do que isso, político. Ser diretor (a) sindical não invalida a sua atuação em um determinado partido político, nem uma adesão explícita a uma religiosidade, nem tão pouco,  a uma a vida comum: ir a uma festa, beber um vinho, dançar, ir ao cinema, jogar um futebol, viajar, enfim, tem uma condição de vida que permita agir com saúde e entusiasmo na defesa da categoria. O que tudo isso tem a ver com a assembléia do dia 13 de abril? Muito.  Falar sobre o sindicato: importância, significado e indispensabilidade requer que se pense nele com suas implicações organizacionais, éticas e políticas.
Em primeiro lugar, não é fácil dirigir a categoria dos professores (as). É desafio constante, por se tratar de um segmento que pensa, questiona e propõe. Não que outras categorias profissionais não pensem, mas pelo fato de que, nas palavras de Antônio Gramsci, ao evidenciar uma ideologia dominante, o educador (a) também faz crítica dessa ideologia e propõe uma contra-ideologia. É verdade também que o discurso contra-hegemônico se dá em outros espaços, inclusive dentro do sindicato. Dito de outro modo, não é apenas prerrogativa do professor (a) e do sindicato a reflexão crítica e autocrítica do que foi e continua sendo estabelecido como a única verdade capaz de revolucionar ou estagnar as coisas, as ideias e as pessoas.
Organização sindical objetiva-se, no meu entendimento, a construção de laços entre a direção sindical, os movimentos sociais, a comunidade escolar, as lideranças políticas e a sociedade em geral para encontrar soluções diante dos grandes problemas. Ao quebrar uma das relações, desequilibra todo o conjunto. Daí porque não haver um divórcio entre sindicato e os diversos segmentos que interagem, educam e buscam emancipação de acordo com suas demandas.  O que pode fazer a diferença? Penso ser o processo de construção coletiva da emancipação, o que depende de uma ecologia humana pensada sob a lógica da sensibilidade, da escuta sensível, da reflexão da prática e do encontro não apenas como animal. A espécie humana estabelece uma relação animal-animal, instintiva, mas carece de outra relação que faça a diferença: a pessoa – pessoa – cuidado – respeito.
Parece-me oportuno dizer que nenhuma organização sindical, seja em sua estrutura, seja em seu estado de mobilização da categoria consegue levar a cabo uma solução para problemas da categoria sem o esforço coletivo que compreende o respeito da direção sindical como representante legítimo, escolhido por meio do voto, “co-construção” do projeto de emancipação e participação efetiva da categoria nas decisões. Respeito sim, subserviência, não.
A organização sindical do ponto de vista da mobilização tem maior êxito na medida em que há respeitabilidade de todos os sujeitos, o que implica em dois aspectos importantes: oratória e escutatória.  A primeira é uma contribuição da Grécia antiga, mas não é propriedade exclusiva de nenhuma cultura, nação e país. A segunda é utilizada por Rubem Alves em uma crônica com o mesmo título. Ambos ajudam no entendimento de que escutar assim como falar são inerentes à humanidade. No entanto, em sociedades contemporâneas, fala-se mais do que se escuta. Gilles Deleuze em seu Abecedário chega a dizer “que não gosta dos intelectuais que falam demais”. O ser humano gosta de falar, faz parte do mundo simbólico, cuja linguagem é das mais diversificadas.  Este desejo tão presente no ser humano de falar coloca uma questão fundamental: o que, como e onde se quer atingir com o que se fala? Vejo duas dimensões inseparáveis na oratória: o rigor técnico (forma) e amor-respeito (política).
Rigorosidade técnica, associada a uma visão política são aspectos que ajudam na luta organizada, mas sem o respeito mútuo e “amorosidade” na perspectiva de Paulo Freire, a técnica e a visão desabam, uma vez que o amor/respeito é alicerce das relações. Se não apostar nesta base, qualquer discurso se torna vazio e passa a  se crer que os ideais estão acima da humanidade e, paradoxalmente, busca-se a humanidade por meio do discurso. A violência, neste contexto, torna-se uma prática “normal” e “natural”, justificada por ideologias explícitas ou latentes.  Adoto aqui a ideologia do ponto de vista de Karl Marx “ideologia como instrumento de dominação de uma classe sobre a outra”, mas acredito também em uma ideologia explicitada e criticada, em uma contra-ideologia capaz de desarticular a dominação na perspectiva de Gramsci.
Organização sindical com todo o seu dinamismo tem uma implicação amplamente Política. A palavra Política, entretanto, tem desgastado o seu sentido devido à politicalha. As experiências de corrupção nas relações de poder transformaram a política em politicalha. Não confundamos essas duas palavras. Elas dizem muito, mas quando bem percebidas dentro de um contexto muito específico. Pode-se dizer também que Política tem a ver com o Poder, melhor dizer Relação de Poder.
Compreender o sindicato, especificamente o dos Professores (as) do Distrito Federal com sua feição política e politizada, remete ao que considero disputa de espaço no poder. Pisamos em uma areia movediça. Não há consenso no que diz respeito ao poder. Penso que toda pessoa almeja o poder e busca atingi-lo de diferentes maneiras. Um pouco mais de sentido: as pessoas não apenas desejam o poder, mas chegam a agredir, caluniar, excluir, discriminar e  matar em função do poder. O poder é um grande monstro estarrecedor e ao mesmo tempo fascinante.
Vejo que o sindicato dos professores (as) é campo de disputa do poder, resta saber qual o objetivo de quem  entra no jogo, ou melhor, qual jogo pretende jogar e quais interesses pretendem defender. Uns perdem, mas quem ganha recebe de presente a disputa contínua, pois o jogo não acaba quando se ganha. Costumo  pensar que uma eleição nunca é um dado do presente, porque quem vence hoje, já pensa no amanhã e da mesma forma, quem perde entra no jogo antes da futura eleição.
Considero que ao fazer o discurso negando quem assume o poder, deseja-se estar no lugar do outro, ou pelo menos, ao seu lado. Por isso, ao dizer “Fora diretores sindicais” subjaz um  “quero estar em seu lugar” ainda que não seja hoje, mas quem sabe, em outro momento. Não há ingenuidade na relação de poder, nem nos discursos, pois quem fala, fala de algum lugar e com algum desejo. Isso é bom, porque revela o sujeito falante, mas quem escuta carece de abrir os olhos, na melhor das hipóteses, considerar o desafio da esfinge “Decifra-me, ou devoro-te”.
Fato curioso que ocorre em muitas situações de embate de partidos políticos e sindicatos: ambos pensam no que e como disputar o agora e o depois, mas é preciso estar atentos: de fato não se ganha uma eleição no grito, nem com ausência de projetos, mas com historicidade: formação, engajamento, compromisso e defesa dos interesses da categoria e da nação em geral. É fato também que o olhar de uma direção sindical é mais aguçado, mas é também perceptível a necessidade de se escutar a base, pois esta tem suas contribuições imensuráveis.
Dizia no início dessa reflexão que escutar não é algo fácil. Mas de alguma maneira falamos, seja com protesto, seja com um olhar ou mesmo com uma raiva, mas Shakespeare identificou muito bem que temos o direito de ter raiva, mas isso não dá o direito de ser cruel.  Atacar, portanto, um diretor sindical, em uma assembleia, da maneira como se deu no dia 13 de abril de 2011, no Mané Garrincha, revelou, em sua sutileza, uma disputa pelo poder, aquele que está no presente em sua subjetividade, mas que se desponta no porvir como condição real, possível, em que se inverte a ordem do discurso, mas não se sabe ao certo qual será a prática. Neste sentido, o poder é também mágico, um feitiço, porque encanta, amarra, faz ser dominado e ser dominador. O poder é campo de batalha e sendo a pessoa humana um ser da práxis, almeja e batalha, muitas vezes em um campo minado, cheio de bifurcações, mas apesar disso, todas as pessoas almejam o poder.
Desejar é parte integrante do ser humano. Pode-se desejar tudo, até a morte. Deseja-se a vida eterna, entrar no céu e encontrar com Deus, mas teme-se a morte. Muita gente não deseja morrer e faz tudo para que isso não ocorra, mas com o poder que tem nas mãos, mata a fala, a escuta, a criatividade, o amor e a si mesmo, porque incapaz de instrumentalizar o poder em benefício da humanidade e da humanização.
Falei também que o sectarismo é prejudicial, por sinal à saúde integral do ser humano, mas gostaria de deixar o entendimento de que os pensadores aqui tratados não são sacralizados, nem seguidos. Eles trazem contribuições para pensarmos, não para paralisarmos. Lembro-me da fala de uma mulher queimada pelo marido e com o corpo deformado, quando dava um depoimento no documentário “Lei Maria da Penha”. Ela dizia: “quando se está no fundo do poço, não há mais para onde descer. Agora é só subir”. Veja a densidade dessa fala e de onde parte. Qual lição se pode tirar da situação e da fala dessa mulher.
Descer ao abismo dentro do abismo parece improvável, e a realidade do Sindicato dos Professores (as) do Distrito Federal é prova cabal dessa realidade: nos últimos oito anos de governo (Roriz e Arruda) a política perdeu o lugar para a politicalha e o SINPRO-DF não perdeu a sua atuação e enfrentamento. No atual contexto do Governo do Distrito Federal não houve polícia na Assembleia dos Professores (as), como foi de praxe nos governos acima citados, mas é preciso discutir com seriedade quem são nossos verdadeiros companheiros (as), a fim de não cairmos na vala comum do desespero e da arrogância, a tal ponto de agredir e desrespeitar quem está na luta em favor da categoria dos professores (as). Diga-se de passagem, que a extrema direita raivosa e segmentos da esquerda nunca se contentaram com o PT no espaço de poder, o que me interpela a dizer que certa coligação acaba sendo a morte do sujeito crítico, emancipado e livre.
Gostaria de concluir parafraseando a senhora queimada pelo marido, que quem estava no fundo do poço nos governos Arruda e Roriz não tinham mais para onde descer, mas com o voto de confiança em Agnelo e Dilma, algo de novo ainda pode acontecer. Parafraseando também Shakespeare, todo professor (a) tem o direito de não gostar e nem apostar na atual Direção do SINPRO-DF, mas não tem o direto de agredir física e moralmente. Cabe também uma autocrítica da categoria e da Direção Sindical.
Cristino C. Rocha – Delegado Sindical do CEF Myriam Ervilha – Samambaia – DF. 14 de abril de 2011.
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Programa Alternativo discute a cultura africana

O Centro de Educação de Jovens e Adultos da Asa Sul (Cesas) é a escola participante do Programa Alternativo deste sábado (16). O projeto “Escrever com prazer e sem medo o caminho em busca da cidadania adotando práticas anti-racistas em sala de aula” será o tema abordado e segundo a professora Denise Maria Soares, o objetivo é trazer à luz a Lei 10.639/2003, que institui a obrigatoriedade de estabelecimentos públicos e particulares de ensino, conteúdos da cultura africana em sala de aula. “É importante passar aos alunos toda riqueza do povo africano e toda sua cultura”, comenta a professora.
O Programa, apresentado pelo SBT, será transmitido aos sábados, às 13h15, e mostra entrevistas e matérias referentes à realidade da educação no Distrito Federal. Um dos objetivos é oferecer a oportunidade para que escolas e professores participem da discussão e enviem sugestões para os próximos programas. As pautas podem ser mandadas para o e-mail faleconoscoimprensa@sinprodf.org.br.

Novo Plano Nacional de Educação prioriza salário e formação de professores

 
O ministro da Educação, Fernando Haddad, considera como principais metas do novo Plano Nacional de Educação aquelas que estão relacionadas à formação e à remuneração de professores. “Se fosse apontar as metas que mais dialogam com os principais problemas da educação brasileira, diria que são as metas relacionadas ao magistério, no que diz respeito à formação e à remuneração”, afirmou na quarta-feira (13), após participar de audiência pública sobre o Plano Nacional de Educação (PNE), na Assembleia Legislativa de São Paulo.
O Plano Nacional de Educação, cujos objetivos deverão ser alcançados até 2020, traz duas metas relacionadas à formação de professores: garantia, em regime de colaboração entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios, de que todos os professores da educação básica passem a ter formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam; e a diplomação de 50% dos professores da educação básica em nível de pós-graduação lato e stricto sensu e a garantia a todos de formação continuada em sua área de atuação.
Em relação à remuneração, o plano prevê a valorização do professor da educação básica, a fim de aproximar o rendimento médio do profissional do magistério com mais de 11 anos de escolaridade do rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente; e a garantia, no prazo de dois anos, da existência de planos de carreira para os profissionais em todos os sistemas de ensino.
“Sabemos que o magistério brasileiro tem uma remuneração que é 60% da média das demais profissões com nível superior. Se quisermos valorizar a educação, não há como dissociar a modernização da educação da valorização daqueles que são responsáveis pela educação”, disse o ministro. “Temos uma meta específica que também conta com estratégicas específicas de equalizar a remuneração média do professor vis-à-vis a remuneração média com nível superior.”
Haddad disse estar otimista com a mobilização da sociedade para acompanhar a tramitação do plano no Congresso Nacional. No entanto, afirmou que para o plano nacional obter sucesso será preciso que estados e municípios também comecem a debater os planos locais de educação.
“Se os estados e municípios começarem um debate sobre os seus próprios planos, não vai acontecer o que ocorreu com o plano anterior, que foi aprovado, mas não houve uma mobilização para aprovação dos planos estaduais e municipais. E a educação básica é estadual e municipal. Ela não é federal”, afirmou o ministro.
Fonte: Agência Brasil
 

Seminário de gestão democrática será neste sábado

O Sinpro realizará o Seminário sobre Gestão Democrática do Ensino Público do DF no dia 16 de abril, próximo sábado, das 9h às 18h, na sede do Sindicato, no Setor Gráfico. As inscrições podem ser feitas nas sedes, subsedes, no link abaixo ou no dia do evento.
A Gestão Democrática é uma das principais reivindicações da categoria e é muito importante a participação de todas e todos nesse debate. O resultado das discussões serão sistematizadas e levadas como documento-guia dos educadores e educadoras para a Conferência sobre gestão que será realizada pelo GDF no dia 20 de abril.
Para fazer as incrições, clique aqui

Ex-ministro de educação da Argentina faz palestra na UnB

Uma promoção conjunta da Associação dos Docentes da UnB (ADUNB) e a Associação Nacional de Política e Administração da Educação (ANPAE) traz a Brasília o ex-ministro da Educação da Argentina, Juan Carlos Tedesco. A palestra ocorrerá às 9h do dia 26 de abril, no Auditório Dois Candangos da UnB, e tem como objetivo problematizar o papel da universidade na formação dos professores da educação básica. Recentemente, com base nos dados do Censo Escolar de 2009 e do Censo da Educação Superior, apurou-se que 381.214 professores da educação básica estão matriculados na educação superior, sendo que 206.610 fazem cursos presenciais e 174.604 educação a distância. Mais de 50% dos educadores estão em cursos de pedagogia – 192.965, seguido de letras (44.754), matemática (19.361) e história (14.478).
A Debatedora será a professora Helena Costa Lopes de Freitas, coordenadora da Coordenação Geral de Programas de Apoio à Formação e Capacitação Docente da Educação Básica. Maiores informações no link
http://www.adunb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2049:adunb-vai-receber-ex-ministro-da-argentina-&catid=99:urp&Itemid=848

Lançamento do Projeto Cine mais Cultura 2011

Dando continuidade ao projeto iniciado em 2005, será lançada a segunda coletânea de filmes de curta-metragem brasilienses, Curta Brasília – Volume 2, e a coletânea de animações da OZI, Anima Brasília. O DVD Curta Brasília – Volume 2 é uma coletânea com cinco premiados filmes de talentosos diretores de Brasília: O Último Raio de Sol, de Bruno Torres; Sequestramos Augusto César, de Guilherme Campos; Sob o Encanto da Luz, de Dirceu Lustosa; Bem Vigiado, de Santiago Dellape e Oficina Perdiz, de Marcelo Diaz.
O DVD Anima Brasília conta com cinco curtas de animação, produzidos pela OZI e assinados pelo diretor Alê Camargo. Os filmes Calango!, Rua das Tulipas, A Ilha, Knossos e Aziz já participaram de mais de 100 festivais e, juntos, conquistaram mais de 50 prêmios em festivais no Brasil e em outros países.
CINECLUBE BANCÁRIOS
Dia: 11/04/11 (segunda)
Hora: 20h00
Local: Teatro dos Bancários – EQS 314/15, Asa Sul
Cidade: Brasília/DF
Entrada franca
Estão convidados todos além dos diretores dos filmes; professores e representantes das escolas da rede pública de Ensino Médio do DF; coordenação do Programa Cine Mais Cultura/ MinC (RJ) – Frederico Cardoso e Rodrigo Boullet; e representante da Secretaria de Educação do GDF.
A DISTRIBUIÇÃO GRATUITA DOS DVDS PARA AS ESCOLAS SERÁ FEITA APENAS NO EVENTO!
O lançamento oficial dos DVDS aconteceu no 43º Festival de Brasília no dia 27 de novembro de 2010, contando com a presença dos diretores. Logo na sequência, houve a distribuição nacional e internacional durante a 28º Jornada Nacional de Cineclubes e a 3ª Conferência Mundial de Cineclubismo em Pernambuco, para cerca de 100 cineclubes de todos os Estados do Brasil e representantes de cerca de 15 países.
Em 2011, os DVDs marcam o início do Circuito Centro-Oeste de Cineclubes, com exibições integradas nos estados de GO, MS, MT e DF. O objetivo é incentivar um circuito colaborativo que fomente a rede de cineclubes no centro-oeste a partir da exibição de curtas-metragens realizados na região. A escolha dos DVDS para inauguração do projeto deve-se ao fato do aniversário de Brasília ser no dia 21 de abril, tendo o período de um mês de exibições simultâneas para diversos públicos da região Centro-Oeste.

Inundação no Centro de Ensino Myrian Ervilha

No dia cinco de abril o Centro de Ensino Fundamental Myrian Ervilha, da Diretoria Regional de Ensino de Samambaia foi inundado pela quarta vez este ano. As fortes chuvas aliada a existência de problema ambientais antigos, a existência de um condomínio no local e a falta de infra estrutura básica na região, tem gerado além do problema que se agrava, a falta de segurança dentro e fora da escola. O excesso de chuvas compromete a unidade escolar que este ano completa 49 anos de fundação e corre o risco de desabar. Além da força da enxurrada, o esgoto corre a céu aberto permanentemente na porta da escola.
Em reunião na quarta-feira(6/4) uma comissão de professores da escola e os diretores do Sinpro, Cláudio Antunes e Elaine Amâncio foram recebidos pelo assessor da secretária de Educação, Professor Clerton Evaristo. Ele se comprometeu em dar uma posição oficial até terça-feira(12), sobre a liberação do muro e da contenção das águas pluviais do local. Projeto que já foi licitado pelo governo anterior, segundo o assessor mas, ainda precisa da confirmação da empresa que finaliza a avaliação dos valores para sua execução. Leia abaixo o resumo da reunião com a comunidade:

CEF Myriam Ervilha: problemas antigos continuam sem solução
O Centro de Ensino Fundamental Myriam Ervilha, pertencente à Diretoria Regional de Ensino de Samambaia aproxima-se de 49 anos de existência, marcados por grandes problemas, também antigos, que nunca são solucionados. Entre eles, a insegurança dentro e fora da escola, com o risco de desabamento por causa das constantes inundações de água, esgoto e lama e a ausência total de policiamento, que deixa a comunidade escolar vulnerável a todo tipo de ataque. Não confundimos segurança com força policial, mas sem a polícia, o cenário fica favorável ao assalto, venda, consumo de drogas e assassinato.
Outro problema que faz aniversário com a escola é a ausência de muro. Sem muro, entra quem quer, confia quem tem juízo. É um sonho e um desejo que todas as escolas não precisassem de muro, mas a violência generalizada diz o contrário. Portanto, para se discutir sobre a violência na escola, deve-se inevitavelmente refletir sobre a violência fora da escola e a violência institucional, que ultraja o trabalhador (a). O olhar para fora da escola é condição para uma compreensão mais ampla da situação de violência.
Essa escola já teve uma incursão de várias representações (Sindicato dos Professores, associação de moradores, batalhão escolar, administração de Samambaia, Direção da DRE/Samambaia, Secretaria de Estado de Educação do DF, Deputada Rejane Pitanga..) para discutir sobre nossa pauta de reivindicação. De acordo com informação, a Secretária de Educação Regina Vinhaes recebeu nossa pauta por meio da Deputada Rejane Pitanga e há uma morosidade diante do que pleiteamos.
Diga-se de passagem: não mendigamos esmolas, mas direitos. E direitos são inalienáveis, nunca dádivas. Consideramos também que os bens públicos, inclusive as verbas, não são propriedades de nenhuma liderança política, por essa e outras razões não se dá cidadania, nem esmolas, mas reconhecem-se direitos. Por outro lado, respeitamos o processo de discussão e não invalidamos o que vem sendo feito pela intermediação (Rejane Pitanga e outras lideranças), mas exigimos maior urgência para soluções de problemas que completarão 49 anos.
Há uma mobilização de docentes da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal visando a melhoria da qualidade educacional, promovida pelo SINPRO-DF. Esse movimento tem a compreensão de que a melhoria salarial da categoria é uma das questões importantes dentro de um conjunto de reivindicações como Gestão Democrática da escola pública e demais instâncias pedagógicas e administrativas, incluindo uma Gestão Democrática sistema educacional como um todo, melhoria das condições de trabalho, plano de saúde decente, plano de moradia, recursos destinados à educação para que haja de fato investimento, escola para todos os alunos (as) com qualidade, segurança na escola, enfim, respeito aos profissionais da educação.
Com essa percepção, o delegado sindical da escola fez a discussão com os professores (as), direção e auxiliares da educação no sentido de se discutir com alunos (as) sobre a mobilização de docentes com a seguinte questão Por que precisamos apoiar a mobilização dos professores (as)? Essa questão-chave seria discutida com todos os alunos (as) nos três turnos, no primeiro horário, sendo apresentados pontos que consideramos atrativos para aglutinar forças: A qualidade da educação passa pela mobilização de toda a comunidade escolar para buscar melhorias que compreendem: escola murada, escola com segurança, nova escola, quadro branco, verba para educação/escola, condições de trabalho de docentes e auxiliares da educação e direção escolar e valorização de docentes e de todas as categorias profissionais da educação. Estava também já acordado que faríamos o bilhete aos pais convidando para refletir sobre esses problemas acima citados a partir da pergunta-chave e com o vídeo: Profissão Professor, além de Jornal Sinpro Cidadão com mensagens sobre a mobilização geral dos professores (as).
Fato curioso, providencial, foi a chuva torrencial que ocorreu na terça-feira dia 5 de abril de 2011, trazendo para dentro da escola lama, esgoto e água suja com todo tipo de doença possível. Diante do quadro renitente e vergonhoso, o delegado sindica da escola fez a seguinte proposta ao grupo de professores (as), auxiliares da educação e direção: cruzar os braços e chamar a comunidade escolar para o debate. Aceito por unanimidade, agimos da seguinte maneira: convidamos um senhor que faz trabalho de som para passar na região Água Quente convidando a comunidade para a discussão sobre os problemas gerais da escola e mobilização de docentes. Feito isso, começamos a reunião às 15: 30 do dia 06 de abril de 2011, no pequeno pátio da escola com a presença de mais ou menos 160 pessoas envolvendo pais, mães, alunos (as), professores (as), direção, orientadora educacional, apoio da secretaria escolar, coordenação pedagógica, Terezinha(Diretora da DRE/Samambaia), Selassier (Assistente de Direção da DER/Samambaia), Rita e Josefa (Diretoras do SAE), Raimundo Nonato ( Prefeito Comunitário e aluno da EJA), Cláudio Antunes e Elaine Amancio (Diretores do SINPRO-DF), José Roberto de Lima Bueno(Assessor Especial de Comunicação da SEEDF) e outras lideranças comunitárias. A TV Globo – DF TV fez a cobertura jornalística.
A reunião foi coordenada pelo delegado sindical do CEF Myriam Ervilha, que apresentou a pauta de discussão: qualidade da educação, mobilização sobre as condições da escola, espaço para a comunidade falar e o que fazer (encaminhamentos). O diálogo se deu com a fala de Raimundo Nonato (prefeito comunitário e aluno da EJA), Ronaldo (aluno da EJA),Terezinha – Diretora da DRE/Samambaia, Cláudio Antunes – Sinpro-DF, Rita e Josefa(SAE), José Roberto – Assessor Especial de Comunicação SEEDF, Mateus Machado – Assistente Pedagógico da Escola, Ruberval Valcan – Coordenador Pedagógico, Tatiana – professora e algumas mães.
Após as reflexões, fez-se o encaminhamento, passando o que contemplou as propostas de Cláudio Antunes (Sinpro-DF) e Josefa (SAE): 1. Criar uma comissão de discussão e encaminhamento permanente com vários segmentos da comunidade escolar. 2. Caso não haja um retorno positivo e que contemple as necessidades da escola, o SINPRO-DF disponibilizará ônibus para levar uma grande quantidade da comunidade escolar até o Palácio do Buriti para sensibilizar o governador. 3. A equipe acertou de se reunir na Sede do Sindicato dos Professores no dia 07/04/2011, às 10h, com o advogado, para formular e protocolar uma representação encaminhada ao Ministério Público, Secretaria de Educação e Governador do Distrito Federal explicitando a demanda da comunidade escolar do CEF Myriam Ervilha. Ademais, o que ficou enfático na reunião foi a NECESSIDADE DE UMA NOVA ESCOLA NA REGIÃO ÁGUA QUENTE E DEMOLIÇÃO DO CEF MYRIAM ERVILHA O MAIS URGENTE POSSÍVEL. Cabe ao poder executivo fazer valer a Constituição Federal, LDB 9394/1996 e a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Para refletirmos, cabe o pensamento de Thiago de Melo que diz “Não há nada de novo, o que há de novo é o jeito de andar”, mas qual o jeito de andar da Secretaria de Educação e do Governo do Distrito Federal?
CRISTINO CESÁRIO ROCHA – DELEGADO SINDICAL
Samambaia – DF, 07 de abril de 2011.
No dia cinco de abril o Centro de Ensino Fundamental Myrian Ervilha, da Diretoria Regional de Ensino de Samambaia foi inundado pela quarta vez este ano. As fortes chuvas aliada a existência de problema ambientais antigos, a existência de um condomínio no local e a falta de infra estrutura básica na região, tem gerado além do problema que se agrava, a falta de segurança dentro e fora da escola. O excesso de chuvas compromete a unidade escolar que este ano completa 49 anos de fundação e corre o risco de desabar. Além da força da enxurrada, o esgoto corre a céu aberto permanentemente na porta da escola.
Em reunião na quarta-feira(6/4) uma comissão de professores da escola e os diretores do Sinpro, Cláudio Antunes e Elaine Amâncio foram recebidos pelo assessor da secretária de Educação, Professor Clerton Evaristo. Ele se comprometeu em dar uma posição oficial até terça-feira(12), sobre a liberação do muro e da contenção das águas pluviais do local. Projeto que já foi licitado pelo governo anterior, segundo o assessor mas, ainda precisa da confirmação da empresa que finaliza a avaliação dos valores para sua execução. Leia abaixo o resumo da reunião com a comunidade:
CEF Myriam Ervilha: problemas antigos continuam sem solução
O Centro de Ensino Fundamental Myriam Ervilha, pertencente à Diretoria Regional de Ensino de Samambaia aproxima-se de 49 anos de existência, marcados por grandes problemas, também antigos, que nunca são solucionados. Entre eles, a insegurança dentro e fora da escola, com o risco de desabamento por causa das constantes inundações de água, esgoto e lama e a ausência total de policiamento, que deixa a comunidade escolar vulnerável a todo tipo de ataque. Não confundimos segurança com força policial, mas sem a polícia, o cenário fica favorável ao assalto, venda, consumo de drogas e assassinato.
Outro problema que faz aniversário com a escola é a ausência de muro. Sem muro, entra quem quer, confia quem tem juízo. É um sonho e um desejo que todas as escolas não precisassem de muro, mas a violência generalizada diz o contrário. Portanto, para se discutir sobre a violência na escola, deve-se inevitavelmente refletir sobre a violência fora da escola e a violência institucional, que ultraja o trabalhador (a). O olhar para fora da escola é condição para uma compreensão mais ampla da situação de violência.
Essa escola já teve uma incursão de várias representações (Sindicato dos Professores, associação de moradores, batalhão escolar, administração de Samambaia, Direção da DRE/Samambaia, Secretaria de Estado de Educação do DF, Deputada Rejane Pitanga..) para discutir sobre nossa pauta de reivindicação. De acordo com informação, a Secretária de Educação Regina Vinhaes recebeu nossa pauta por meio da Deputada Rejane Pitanga e há uma morosidade diante do que pleiteamos.
Diga-se de passagem: não mendigamos esmolas, mas direitos. E direitos são inalienáveis, nunca dádivas. Consideramos também que os bens públicos, inclusive as verbas, não são propriedades de nenhuma liderança política, por essa e outras razões não se dá cidadania, nem esmolas, mas reconhecem-se direitos. Por outro lado, respeitamos o processo de discussão e não invalidamos o que vem sendo feito pela intermediação (Rejane Pitanga e outras lideranças), mas exigimos maior urgência para soluções de problemas que completarão 49 anos.
Há uma mobilização de docentes da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal visando a melhoria da qualidade educacional, promovida pelo SINPRO-DF. Esse movimento tem a compreensão de que a melhoria salarial da categoria é uma das questões importantes dentro de um conjunto de reivindicações como Gestão Democrática da escola pública e demais instâncias pedagógicas e administrativas, incluindo uma Gestão Democrática sistema educacional como um todo, melhoria das condições de trabalho, plano de saúde decente, plano de moradia, recursos destinados à educação para que haja de fato investimento, escola para todos os alunos (as) com qualidade, segurança na escola, enfim, respeito aos profissionais da educação.
Com essa percepção, o delegado sindical da escola fez a discussão com os professores (as), direção e auxiliares da educação no sentido de se discutir com alunos (as) sobre a mobilização de docentes com a seguinte questão Por que precisamos apoiar a mobilização dos professores (as)? Essa questão-chave seria discutida com todos os alunos (as) nos três turnos, no primeiro horário, sendo apresentados pontos que consideramos atrativos para aglutinar forças: A qualidade da educação passa pela mobilização de toda a comunidade escolar para buscar melhorias que compreendem: escola murada, escola com segurança, nova escola, quadro branco, verba para educação/escola, condições de trabalho de docentes e auxiliares da educação e direção escolar e valorização de docentes e de todas as categorias profissionais da educação. Estava também já acordado que faríamos o bilhete aos pais convidando para refletir sobre esses problemas acima citados a partir da pergunta-chave e com o vídeo: Profissão Professor, além de Jornal Sinpro Cidadão com mensagens sobre a mobilização geral dos professores (as).
Fato curioso, providencial, foi a chuva torrencial que ocorreu na terça-feira dia 5 de abril de 2011, trazendo para dentro da escola lama, esgoto e água suja com todo tipo de doença possível. Diante do quadro renitente e vergonhoso, o delegado sindica da escola fez a seguinte proposta ao grupo de professores (as), auxiliares da educação e direção: cruzar os braços e chamar a comunidade escolar para o debate. Aceito por unanimidade, agimos da seguinte maneira: convidamos um senhor que faz trabalho de som para passar na região Água Quente convidando a comunidade para a discussão sobre os problemas gerais da escola e mobilização de docentes. Feito isso, começamos a reunião às 15: 30 do dia 06 de abril de 2011, no pequeno pátio da escola com a presença de mais ou menos 160 pessoas envolvendo pais, mães, alunos (as), professores (as), direção, orientadora educacional, apoio da secretaria escolar, coordenação pedagógica, Terezinha(Diretora da DRE/Samambaia), Selassier (Assistente de Direção da DER/Samambaia), Rita e Josefa (Diretoras do SAE), Raimundo Nonato ( Prefeito Comunitário e aluno da EJA), Cláudio Antunes e Elaine Amancio (Diretores do SINPRO-DF), José Roberto de Lima Bueno(Assessor Especial de Comunicação da SEEDF) e outras lideranças comunitárias. A TV Globo – DF TV fez a cobertura jornalística.
A reunião foi coordenada pelo delegado sindical do CEF Myriam Ervilha, que apresentou a pauta de discussão: qualidade da educação, mobilização sobre as condições da escola, espaço para a comunidade falar e o que fazer (encaminhamentos). O diálogo se deu com a fala de Raimundo Nonato (prefeito comunitário e aluno da EJA), Ronaldo (aluno da EJA),Terezinha – Diretora da DRE/Samambaia, Cláudio Antunes – Sinpro-DF, Rita e Josefa(SAE), José Roberto – Assessor Especial de Comunicação SEEDF, Mateus Machado – Assistente Pedagógico da Escola, Ruberval Valcan – Coordenador Pedagógico, Tatiana – professora e algumas mães.
Após as reflexões, fez-se o encaminhamento, passando o que contemplou as propostas de Cláudio Antunes (Sinpro-DF) e Josefa (SAE): 1. Criar uma comissão de discussão e encaminhamento permanente com vários segmentos da comunidade escolar. 2. Caso não haja um retorno positivo e que contemple as necessidades da escola, o SINPRO-DF disponibilizará ônibus para levar uma grande quantidade da comunidade escolar até o Palácio do Buriti para sensibilizar o governador. 3. A equipe acertou de se reunir na Sede do Sindicato dos Professores no dia 07/04/2011, às 10h, com o advogado, para formular e protocolar uma representação encaminhada ao Ministério Público, Secretaria de Educação e Governador do Distrito Federal explicitando a demanda da comunidade escolar do CEF Myriam Ervilha. Ademais, o que ficou enfático na reunião foi a NECESSIDADE DE UMA NOVA ESCOLA NA REGIÃO ÁGUA QUENTE E DEMOLIÇÃO DO CEF MYRIAM ERVILHA O MAIS URGENTE POSSÍVEL. Cabe ao poder executivo fazer valer a Constituição Federal, LDB 9394/1996 e a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Para refletirmos, cabe o pensamento de Thiago de Melo que diz “Não há nada de novo, o que há de novo é o jeito de andar”, mas qual o jeito de andar da Secretaria de Educação e do Governo do Distrito Federal?
CRISTINO CESÁRIO ROCHA – DELEGADO SINDICAL
Samambaia – DF, 07 de abril de 2011.

Acessar o conteúdo