Arruda consegue maioria em comissões que analisarão impeachment

O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), conseguiu emplacar nesta segunda-feira, 11, ampla maioria nas duas comissões que serão responsáveis por analisar os pedidos de impeachment contra ele e também para a CPI que vai investigar o esquema de corrupção no governo local. No início da tarde os deputados distritais elegeram o deputado Geraldo Naves (DEM) presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e Dr. Charles para a vice-presidência. A comissão é a primeira instância a analisar os pedidos de afastamento contra o governador. O presidente da CCJ será o responsável por indicar o relator dos processos.
Na CCJ, o deputado Chico Leite (PT) –que lançou candidatura para presidir os trabalhos, mas acabou derrotado– será o único representante da oposição. Também fazem parte os distritais Batista das Cooperativas (PRP) e Eurides Britto (PMDB). A deputada foi flagrada recebendo dinheiro do ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, delator do esquema, colocando em dinheiro na bolsa.
Se um dos três processos de impeachment for aprovado na CCJ, será avaliado por uma Comissão Especial, ainda a ser criada. Pela composição acertada, Arruda terá maioria novamente. Ficou definido que farão parte da comissão: Cristiano Araújo (PTB), Alírio Neto (PPS), Batista das Cooperativas (PRP), Geraldo Naves (DEM), que são da base aliada, além de Chico Leite (PT). A comissão especial tem prazo de 10 dias para decidir se as denúncias devem ser aceitas e votadas em plenário. Se for aprovado, abre-se um prazo de 20 dias para o governador apresentar a defesa e um novo parecer precisa ser elaborado e votado em plenário. Em caso de aprovação, o governador é afastado por 120 dias e com isso começa o processo de cassação que será analisado por um tribunal composto por cinco desembargadores do TJ-DF (Tribunal de Justiça do Distrito Federal) e cinco deputados distritais
Investigação – Na CPI, os aliados do governador confirmaram que o controle das investigações estará nas mãos de ex-secretários do governo Arruda. A CPI da Corrupção, como está sendo chamada a investigação, será formada por Alírio Neto (PPS), Batista das Cooperativas (PRP), Paulo Tadeu (PT), Eliana Pedrosa (DEM) e o corregedor Raimundo Ribeiro (PSDB).

Alírio Neto, Eliana Pedrosa e Raimundo Ribeiro já ocuparam um cargo no primeiro escalão de Arruda. Alírio e Ribeiro foram secretários de Justiça e Cidadania, enquanto Eliana Pedrosa ocupou, até o início da crise, a secretaria de Desenvolvimento Social. Além disso, o deputado Batista das Cooperativas também é considerado da base. O deputado Paulo Tadeu (PT) representa a oposição.
A CPI deve se reunir no fim da tarde de hoje para eleger o comando. A expectativa é de que Alírio seja o presidente e Ribeiro, relator da comissão. A ideia dos aliados do governador é usar a CPI para protelar a análise dos três processos de impeachment acolhidos pela Casa contra ele. Os governistas pretendem adiar a votação dos processos de afastamento até que a comissão tenha avançado nas investigações.
A avaliação dos deputados alinhados com Arruda é que, como o requerimento é amplo –estabelecendo análise de contratos do GDF de 1991 até novembro de 2009–, atingindo três governos passados, o governador pode ganhar sobrevida. Na tentativa de tirar Arruda do foco, o pedido estabelece que a investigação deve envolver três gestões do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) e uma do ex-governador e atual senador Cristovam Buarque (PDT).
Texto de Márcio Falcão, da Folha Online

PT pede afastamento de distritais envolvidos

A líder da bancada do PT, deputada Erika Kokay, esteve na tarde desta terça-feira (12) com o ministro Luiz Navarro, interino da Controladoria Geral da União. A petista entregou ao ministro o pedido para que as empresas citadas nas denúncias da Operação Caixa de Pandora sejam consideradas inidôneas e não possam mais firmar contratos com o GDF. A resposta da CGU foi otimista. Apesar de o processo precisar passar por análise técnica no órgão, haveria possibilidades de que isso pudesse mesmo ser feito.
Na Câmara Legislativa, a bancada petista também tomou uma nova providência: protocolou na Casa um requerimento pedindo que qualquer distrital envolvido nas denúncias da Caixa de Pandora seja impedido de discutir ou votar em processos que tratem das denúncias. O pedido é um recado direto para a líder do governo, deputada Eurides Brito (PMDB). Alvo de um mandado de busca e apreensão da Polícia Federal, a peemedebista também foi filmada por Durval Barbosa recebendo dinheiro vivo em 2006. Apesar disso, integra hoje a Comissão de Constituição e Justiça da Casa, que está analisando os pedidos de impeachment contra o governador José Roberto Arruda. (do blog da Paola Lima)

Movimento contra a corrupção realizou plenária nesta quarta, 13

A manobra realizada pela base governista na Câmara Legislativa na última segunda-feira (11) reforça o que já se previa: eles tentarão evitar a todo custo qualquer investigação séria a respeito das falcatruas reveladas pela operação Caixa de Pandora. Diante desse quadro preocupante, as entidades integrantes do Movimento contra a Corrupção realizaram uma plenária nesta quarta-feira, 13, às 19h, no Teatro dos Bancários, para discutir os próximos passos da mobilização por uma Brasília livre dessa camarilha que tomou de assalto o poder em nossa cidade.
“Cada um de nós tem a sua parcela de responsabilidade neste momento. Precisamos mostrar que não aceitaremos mais ridículos pedidos de perdão, que não aceitaremos o cinismo e a cara de pau dessa turma da direita que se julga imune e promove essa barbárie que envergonha e indigna a população e que ainda organiza uma claque de “defensores” pagos com o dinheiro público para se contrapor ao movimento dos professores, estudantes e trabalhadores que exigem Justiça e punição para todos os envolvidos”, afirma a diretora do Sinpro, Augusta Ribeiro.
Ela reitera que todos os professores que estiverem na cidade devem participar das programações organizadas. “Cumpram mais esse papel na história, em nome do futuro de nossas crianças e de nossa tão jovem cidade. Apresentem sugestões, dêem ideias para a luta, pois só o povo organizado pode vencer o poder do dinheiro que comanda a nossa capital ”, afirma ela. Na quarta, dia 13, às 19h, foi realizada uma plenária para discutir os rumos do Movimento contra a Corrupção no DF, no Teatro dos Bancários, na 314/15 Sul.

Crianças especiais são impedidas de continuarem em escola

Este texto é de total responsabilidade dos professores Cleoman da Silva Porto e Gilberto Antonio dos Anjos – Crianças especiais do Centro de Educação Infantil 04 de Taguatinga (CEI 04) são impedidas de permanecerem na escola, por conta de medidas discriminatórias e arbitrárias da gerente da Diretoria de Educação Especial (DEE), Giselda B. Jordão de Carvalho e da coordenadora do ensino especial de Taguatinga, Ivany Couto* que contrariam a decisão do conselho escolar do CEI 04, e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).
No momento em que o Brasil e o Distrito Federal se deparam com uma oportunidade ímpar de reduzir as disparidades discriminatórias e ampliar as oportunidades às pessoas com deficiência, tanto com medidas de inclusão, quanto pelas crescentes exigências da sociedade, a Diretoria de Educação Especial (DEE) da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE-DF), através de sua gerente, Giselda B. Jordão de Carvalho, e a coordenadora do ensino especial de Taguatinga, Ivany Couto, desrespeitam os direitos de duas crianças especiais (Síndrome de Down e Microcefalia). Desconsiderando votação unânime do Conselho Escolar, que aprovou a manutenção dessas crianças na escola, elas, utilizando apenas o critério da faixa etária, determinaram a transferência das crianças para uma escola que não tem condições de recebê-las. No nosso entendimento, elas infringem a LDB, que estabelece que a promoção das crianças para o ensino fundamental deve considerar, além da faixa etária, os aspectos físico, psicológico, intelectual e social do aluno.
As duas crianças de nomes Ádamo de Morais Porto, 06 (seis) anos, com síndrome de Down, e Maríllia Machado dos Anjos, 06 (seis) anos com microcefalia, são colegas do 2o período da Educação Infantil do CEI 04 de Taguatinga em 2009.
Como pais, o que nós reivindicamos é que essas crianças permaneçam na escola por mais um ano, pois não apresentam condições intelecto-cognitivas, pedagógicas e lingüísticas para promoção automática; e que não sejam remanejadas para outras escolas. O conselho escolar, em reunião do dia vinte e nove de outubro de 2009, votou por unanimidade pela permanência dessas duas crianças na escola, frente à argumentação dada pelos pais. A senhora Ivany Couto, inclusive, esteve presente a essa reunião. Os profissionais de saúde que acompanham essas duas crianças deram parecer favorável à permanência delas na escola.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB/96), estabelece em seu artigo 29o:
“A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade”.
A argumentação da diretora da DEE, sra. Giselda B. Jordão de Carvalho e da coordenadora do ensino especial de Taguatinga, Ivany Couto, é baseada única e exclusivamente na faixa etária de seis anos, desconsiderando os aspectos intelecto-cognitivos, pedagógico, lingüístico, contidos na LDB e a opinião dos pais e, acima de tudo, o aspecto humano-afetivo e desenvolvimentista que ensinam as diversas teorias de aprendizagem infantil. A inclusão não pressupõe o repasse automático da criança para as séries seguintes, pressupõe considerar o desenvolvimento da criança de forma integral e mais abrangente. É isso que está contemplado na Lei Maior da Educação, a LDB, em seu artigo 29o. É na consideração dos aspectos intelecto-cognitivo, pedagógico, físico, social, para o desenvolvimento infantil a razão de ser de teorias como Vygotsky, Piaget e tantos outros, e não somente a idade cronológica.
No CEI 04, essas duas crianças têm conquistado progressos, e a convivência afetiva com outras crianças com desenvolvimento cognitivo similar, tem propiciado uma convivência social saudável. No entanto, a possibilidade do remanejamento para outra escola, considerando exclusivamente a faixa etária, poderá ocasionar um retrocesso no desenvolvimento e na convivência dessas crianças, além do que, as estruturas físicas das escolas das quais querem “depositar” nossas crianças (escolas estas que visitamos), não oferece as condições adequadas de segurança. O espaço físico de uma dessas escolas (EC 39), é semelhante a um centro educacional, com matagais dentro da própria escola, e crianças com idade cronológica e porte físico bem desenvolvidos. A outra escola que oferecem como “depósito” é a EC 19. Tal escola encontra-se em reforma, e segundo o mestre de obras, será inaugurada provavelmente em junho de 2010. Até lá, as crianças para lá remanejadas, deverão ir em um ônibus escolar fretado para a EC 21. Segundo relato do mestre de obras da EC 19, estão sendo construídas 15 salas de aulas no 1o andar daquele prédio, ou seja, crianças ditas normais e crianças ditas especiais estudarão no 1o andar, pressupondo que não haverá nenhum risco para as mesmas, pois todas raciocinam como adultos e como tal, não sofrerão nenhum acidente.
É nesse cenário que a senhora diretora da DEE, profa. Giselda Jordão e a coordenadora do ensino especial de Taguatinga, Ivany Couto querem se livrar de nossas crianças. Esquecendo quase totalmente que crianças são consideradas especiais porque ainda não desenvolveram determinadas aptidões para serem mais independentes, e que, para isso, dependem da compreensão, do ensino, do estímulo e da sensibilidade de alguns “humanos” para darem o passo na direção que não venha a prejudicá-las. Esqueceram essas senhoras que o atraso educacional poderá ser preenchido pelo afeto, pela compreensão, pela tolerância e pela sensibilidade que se venha a ter com essas crianças.
O Regimento Escolar das Instituições Educacionais da Rede Pública do DF/2009 composto por 315 artigos, estabelece em seu artigo 165, Da
Educação Especial:
“Em se tratando de alunos com necessidades educacionais especiais incluídos na classe comum, o processo de avaliação deve considerar a utilização de critérios de avaliação e de promoção diferenciados, compatíveis com as adaptações realizadas”.
Portanto, pela promoção diferenciada, significa que os alunos especiais incluídos não podem ter o mesmo tratamento que os não especiais e, por extensão, sua promoção ou não, pode ser objeto de reavaliação, ou seja, sua promoção passa a considerar todo o desenvolvimento integral como o cognitivo, pedagógico, psicopedagógico e motor, entre outros, para a sua promoção e não apenas a faixa etária. Isto coaduna com o artigo 139 do mesmo Regimento, que afirma:
“Na Educação Infantil e do Ensino Fundamental – Séries e Anos iniciais, a avaliação é realizada por meio de observação e do acompanhamento contínuo das atividades individuais e coletivas, com o objetivo de se constatar os avanços obtidos pelo aluno e o (re)planejamento docente, considerando as dificuldades enfrentadas no processo de ensino e aprendizagem, bem como a busca de soluções.
Nesse contexto, diante da falta de sensibilidade, da falta de compreensão, do descaso, do desinteresse e do desrespeito pelas nossas crianças, por parte da diretora da DEE, profa. Giselda Jordão e da coordenadora do ensino especial de Taguatinga, Ivany Couto, que deram o seu parecer para remanejar essas duas crianças, face a recusa em não compreender que seres humanos “especiais” deveriam merecer igualmente tratamento “especial” , pois estão em desigualdade de condições com os demais, estamos denunciando o fato ao Sinpro e à imprensa para que toda a sociedade possa tomar consciência de como estão sendo tratados os direitos das crianças especiais pela Secretaria de Educação do DF.
Taguatinga, dezembro de 2009.
Pai da criança especial ÁDAMO DE MORAIS PORTO (Síndrome de Down): Cleoman da Silva Porto.
Pai da criança especial MARÍLLIA MACHADO DOS ANJOS (Microcefalia): Gilberto Antonio dos A
njos.

Investigação liga vice de Arruda a rombo de R$ 27 mi

Em meio ao escândalo do “mensalão do DEM”, o grupo empresarial do vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), é acusado de provocar um rombo de R$ 27 milhões aos cofres da Caixa Econômica Federal. O Ministério Público Federal entrou, há três semanas, com cinco denúncias na Justiça Federal contra as construtoras do vice-governador. O procurador da República Carlos Henrique Martins Lima cobra, entre outras coisas, a devolução do dinheiro à Caixa.
Paulo Octávio é a aposta do DEM para suceder o governador José Roberto Arruda, que deixou o partido após as denúncias de corrupção no governo. O Estado teve acesso à íntegra dessas novas ações judiciais que complicam ainda mais a vida do vice-governador, citado no inquérito sobre as fraudes no governo. No centro das investigações está o Brasília Shopping, um dos mais luxuosos da cidade, situado em área nobre da capital federal.
O Ministério Público aponta uma série de irregularidades na construção feita em parceria entre o Grupo Paulo Octávio e o Funcef, fundo de pensão dos funcionários da Caixa. Essa sociedade dura até hoje na administração do shopping. O fundo tem 105 mil associados e um patrimônio de R$ 32 bilhões. O procurador lembra que o rombo prejudica “interesses das dezenas de milhares de pessoas” que participam do Funcef. Dos R$ 27 milhões de prejuízo, R$ 14 milhões referem-se a apenas uma das cinco denúncias.
Há vários indícios, segundo a investigação, de que ex-diretores do Funcef autorizaram repasses às empresas do vice governador “como estratagema para subtrair indevidamente recursos”. “É uma afronta à legalidade e à moralidade pública”, afirma o Ministério Público. As apurações mostram que o Grupo Paulo Octávio e ex-diretores do fundo teriam atuado em conjunto para transferir recursos, supostamente ilícitos, do fundo para a obra do shopping, inaugurado em 1997. Pelo contrato, cada parte teria 50% de participação no negócio. No entanto, em 19 de novembro de 2009, após quatro anos de cobrança do Ministério Público, o Grupo Paulo Octávio admitiu que o Funcef repassou mais dinheiro do que deveria. “Tais pagamentos se configuram indevidos”, diz a ação civil, que contou com a ajuda de auditores da própria Caixa.
A investigação aponta o sumiço de relatórios mensais da obra e aditivos contratuais, além de uma falha importante: a conta bancária da construção do shopping foi gerenciada apenas pelas empresas do vice-governador, e não em conjunto com o fundo da Caixa, como exigia o contrato. Cerca de R$ 8, 2 milhões, relata o Ministério Público, saíram dos cofres do Funcef para obras realizadas antes da parceria com Paulo Octávio. Não haveria “amparo legal” para tanto. O gestor do Funcef não cumpriu com as “boas práticas de gestão”, diz o Ministério Público, “devendo a ele e à Paulo Octávio Investimentos Imobiliários ser imputada a responsabilidade pelos prejuízos”. Pagamentos indevidos também teriam sido feitos por meio do condomínio, do stand de vendas e do marketing.
ALIANÇA DURADOURA – Paulo Octávio é um dos homens mais ricos de Brasília. Declarou um patrimônio de R$ 320 milhões à Justiça Eleitoral em 2006. É dono de um império da construção civil que envolve prédios residenciais, shoppings e hotéis. Em cima desse patrimônio, ganhou prestígio e força política que o levaram a ser deputado, depois senador e hoje vice-governador.
Não é a primeira vez que sua parceria com o Funcef é posta sob suspeita. Essa aliança, aliás, é considerada fundamental para o crescimento financeiro de Paulo Octávio em Brasília. O Ministério Público já apontou irregularidades em outros empreendimentos, entre eles a construção de 11 edifícios numa quadra residencial. Desde 2005, duas ações contra o vice-governador sobre o assunto aguardam decisão do ministro Cezar Peluso, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na época, Paulo Octávio era senador.
Novas denúncias devem ser protocoladas na Justiça até março contra o Grupo Paulo Octávio. Como essas recentes ações citam a empresa, não há foro privilegiado, o que pode acelerar a tramitação dos processos. Estima-se que os prejuízos aos cofres públicos ultrapassem os R$ 200 milhões.
O nome de Paulo Octávio aparece na Operação Caixa de Pandora – deflagrada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público no dia 27 de novembro -, que investiga o esquema de corrupção no governo de José Roberto Arruda. Delator do esquema, Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais de Arruda, afirma que Paulo Octávio recebeu propina oriunda de empresas contratadas pelo governo. Em vídeo gravado por Barbosa, Marcelo Carvalho – que dirige o Grupo Paulo Octávio – discute partilha de dinheiro que seria do esquema. Em depoimento ao Ministério Público, Barbosa diz que entregou pessoalmente R$ 200 mil ao próprio vice-governador. O escândalo fez o DEM pressionar Arruda a deixar o partido em dezembro. Deu resultado. Mas o comando da legenda tem poupado Paulo Octávio.
Texto de Leandro Colon, do Jornal Estado de São Paulo

Movimento Fora Arruda volta a se manifestar para pedir justiça

O movimento Fora Arruda voltou a se reunir nesta manhã, 11 de janeiro, em frente à Câmara Legislativa, que retornou hoje aos trabalhos. Cerca de 500 pessoas se envolveram na manifestação, disputando voz com manifestantes pró-Arruda liderados por cabos eleitorais pagos para defender o governador.
A Polícia Militar separou os dois grupos por meio de um cordão duplo de isolamento, mas agressões e provocações eram a regra para qualquer manifestante contrário à corrupção que se separasse dos demais.
A Câmara retorna aos trabalhos, mas há o temor de que os governistas impeçam o início da CPI da Corrupção. Dos 24 parlamentares da casa, pelo menos 10 estão sendo acusados de envolvimento no esquema. Dos 5 deputados titulares da CPI, 3 foram secretários do governo de Arruda.
Segundo os estudantes universitários acampados na Câmara desde o dia anterior, os manifestantes pró-Arruda chegaram cedo em ônibus fretados, e fizeram um buzinaço para intimidar os estudantes, que foram retirados à força do gramado em frente à Câmara. O grupo de Arruda também quebrou um caixão, que simbolizava a morte da democracia no DF.
O carro de som do movimento Fora Arruda, cedido pelo Sinpro, deu voz aos pedidos de justiça da população. “Não vamos parar até limpar Brasília desses corruptos”, garantiu Augusta Ribeiro, diretora do sindicato. “Brasília é maior que Arruda, e a Câmara, que foi uma conquista do povo brasiliense, não merece ser manchada por essas pessoas”, completou Cleber Soares, da diretoria de Finanças.
No fim da manhã, um grupo de manifestantes pró-Arruda deu a volta no cordão de isolamento e agrediu alguns estudantes. Enquanto o carro de som do Sinpro pedia calma e que “não revidassem as provocações”, o carro de Arruda dizia que “eles querem é apanhar mesmo, pra sair na TV depois”.
As manifestações continuam no período da tarde.

Nesta segunda, 11, vigília por uma Brasília sem corrupção

O Movimento contra a Corrupção no DF reinicia neste sábado o processo de mobilização popular Fora Arruda, PO e pela punição de todos os envolvidos no esquema de corrupção montado no GDF. Todos estão convocados para fazer uma panfletagem na Praça Central da Ceilândia, às 11h, e logo após na Praça do Relógio em Taguatinga a partir das 14h. A idéia é convocar a população para integrar uma vigília na Câmara Legislativa na próxima segunda, dia 11, a partir das 9h, para se posicionarem contra a permanência de Leonardo Prudente a frente da presidência daquela casa.
A diretoria do Sinpro convoca todos os professores a partciparem dessa mobilização, Não podemos permitir que as graves deníncias e imagens sejam esquecidas. A direita está se organizando para tentar evitar as investigações e para colocar panos quentes. Temos que dizer não à tentativa do governador Arruda de vir com a mesma lenga-lenga de pedir perdão, numa demomstração de total desrespeito ao discernimento dos brasilienses. Todos estão convocados a dizer que não perdoam tanta desfaçatez. Compareçam!

Manifestação contra a volta de Prudente

O Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) conclama todos os professores, movimentos sindicais e a sociedade para dar prosseguimento ao movimento Fora Arruda. O protesto será realizado segunda-feira, 11, na Câmara Legislativa do DF. Além de reivindicar a punição do governador José Roberto Arruda, do vice Paulo Octávio e dos parlamentares, envolvidos em um escândalo de corrupção que assolou a Capital Federal, estará na pauta o protesto pela volta do deputado distrital Leonardo Prudente à presidência da CLDF. Prudente foi flagrado recebendo dinheiro de Durval Barbosa e colocando nos bolsos e nas meias. O horário da manifestação será divulgado no nosso site. Fique atento.

Mais uma vez GDF atrasa abono de férias dos professores

Mais uma vez o Governo do Distrito Federal (GDF) age com descaso e desrespeito em relação ao pagamento do abono das férias dos professores. Na ocasião da discussão do calendário escolar de 2010, a comissão de negociação do Sinpro-DF apresentou como proposta o início das férias coletivas no dia 07 de janeiro, o que teria evitado o ocorrido. Mostrando mais uma vez intransigência a Secretaria de Educação do DF manteve a data para o dia 04 e com isto os professores e professoras, que já se encontravam no gozo de suas férias, ficaram no prejuízo.
O Sinpro dará entrada nesta sexta-feira, 08, na Justiça para garantir que o início das férias seja considerado a partir do recebimento do abono de férias. Entendemos que esse problema denota a falta de planejamento e organização da Secretaria, com prejuízos e aborrecimentos para os professores que só querem poder usufruir de suas férias sem sobressaltos.

Liminar impede posse de direção de escola em Vicente Pires

Justiça impede a posse da direção da Escola Classe 02 de Vicente Pires até o julgamento do mérito de ação na Justiça impetrada pelos professores Luciano Marim Bogalho e Erica Nanini Lopes. Respectivamente diretor e vice da equipe que venceu as eleições na referida escola, mas que não tiveram a eleição reconhecida por serem marido e mulher, os dois educadores foram aprovados na prova necessária para concorrer e tiveram os títulos apresentados aceitos. Na ocasião, fizeram uma consulta à comissão regional de Taguatinga para saberem se havia algum impedimento na lei para que eles não participassem do processo eleitoral. Receberam uma resposta vaga: não era “recomendável”.
Como nenhum dos dois indicou ou nomeou o outro, ou seja, eles foram eleitos após passarem por um concurso público (a prova), os professores entendem que não se enquadram nas vedações existentes na lei 8112. Cabe ao secretário de Educação nomeá-los portanto não se enquadram na situação de nepotismo.” buscamos nossos direitos, pois agimos dentro da lei, e fomos democraticamente eleitos” afirmou o professor Luciano.
Está marcada para esta quinta, dia 7, às 10h no Buritinga, a posse de todos os diretores de escola eleitos ou reconduzidos e suas equipes. Parte da comunidade da escola pretende se manifestar na frente da sede do governo pelo respeito ao resultado da eleição.

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