Projeto insere música e poesia na escola

A Escola Classe 06 do Cruzeiro desenvolve, desde o dia 28 de abril, o projeto ‘A Música e a Poesia na sala de aula’ com mais de 580 alunos. Segundo o professor Régis Révan, assistente administrativo da escola e um dos responsáveis pelo projeto, o objetivo é inserir música e poesia na sala de aula, favorecendo assim a aproximação dos estudantes com a linguagem poética, para que eles tenham prazer em cantar, ler e ouvir poemas. Agora, o que anteriormente era a inclusão de música e poesia no currículo como projeto pedagógico vai se transformar em um CD.
Segundo o professor Régis, aproximadamente 10 músicas compostas por ele e pelos alunos serão lançadas em um CD. As canções foram produzidas a partir de poemas feitos pelos próprios estudantes e musicados pelo educador. “Selecionei algumas poesias, musiquei e joguei no CD. A intenção é fazer uma música de MPB infantil”, comentou. Outra inovação é a promoção de um campeonato de desenhos, junto a alunos da 1ª série, para ilustrar algumas músicas.
Os desenhos escolhidos serão anexados no encarte do CD, que ainda não tem data para ser lançado. “O que pretendemos com isto é estimular o raciocínio lógico e o crescimento do aluno, afinal de contas a música é uma ferramenta fundamental para que o aluno se desenvolva pedagogicamente”, salientou o professor Régis Révan.

Sinpro quer providências sobre contrato do GDF com Correio

O Procurador-Geral de Justiça do Distrito Federal e Territórios, Leonardo Azeredo Bandarra, recebeu, na quinta-feira, 02, representação do Sindicato dos Professores no DF (Sinpro-DF). O Diretor do Sindicato, Antônio Lisboa, pediu providências sobre contratos celebrados pelo Governo local com a Revista Veja e com o Jornal Correio Braziliense. Conforme o documento, 191 escolas públicas estão recebendo exemplares dos veículos de comunicação que são utilizados como material de apoio pedagógico.
Segundo o Sinpro, os profissionais de educação não foram consultados a respeito do assunto. Além disso, não foi realizada licitação e os recursos utilizados para o convênio são do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb), que devem ser destinados 60% ao pagamento de pessoal e 40% a manutenção das escolas.
A representação do Sinpro será encaminhada para as Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Público (Prodep) e Defesa da Educação (Proeduc). Os dois contratos estão avaliados, de acordo com o Sindicato, em cerca de R$ 3, 5 milhões.
Com informações do site da CNTE

Sinpro convoca para plenária final

O Sindicato dos Professores no Distrito Federal realizará, dias 19 e 20 de agosto, na sede do Sinpro, a plenária final do II Seminário Educando para a Liberdade, evento ocorrido nos dias 26 e 28 de março, cuja preocupação foi a abordagem do tema: Desafios e perspectivas para a educação de pessoas em situação de vulnerabilidade pessoal e social, medidas socioeducativas e restrição de liberdade. Dando prosseguimento ao seminário, às 19h do dia 19 de agosto os inscritos participarão de uma palestra que falará sobre a Função social da escola, ministrada pelo professor Erasto Fortes Mendonça, coordenador geral de educação em direitos humanos da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República.
Já no dia 20-08, às 8h, os participantes compartilharão de um café da manhã, seguido de palestra com a coordenadora geral do Centro de Referência, Estudos e Ações sobre Crianças e Adolescentes (Cecria), Neide Castanho, às 9h. A plenária será seguida de um debate (10h), almoço (11h30), grupos de trabalho (13h30), plenária de deliberação (15h), com encerramento às 18h. Segundo a coordenadora da Secretaria de Política Educacional do Sinpro, professora Valesca Leão, a plenária será a culminância do II Seminário Educando para a Liberdade.
“É fundamental que o Sinpro tenha um plano de lutas que atendam os desejos e perspectivas dos profissionais que trabalham com a educação para pessoas em situação de vulnerabilidade pessoal e social, medidas socioeducativas e restrição de liberdade. Por isto convocamos todos os participantes do Seminário, realizado em março, lembrando que é a conclusão de um processo cujas inscrições foram feitas no início do ano”, concluiu.

CNTE inicia Seminário sobre diretrizes nacionais de carreira

A diretoria da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e convidados da área de educação iniciaram, na manhã de quarta-feira, 01, o Seminário sobre as novas Diretrizes Nacionais para os Planos de Carreira e Remuneração do Magistério. Célio da Cunha, professor e assessor especial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil, e Luiz Dourado, professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), foram os primeiros expositores.
Segundo o secretário geral da CNTE, Denílson da Costa, os dois convidados levantaram questões importantes para a evolução do processo educacional no Brasil. “Ambos concordaram com a necessidade de criar uma lei para fiscalizar a atuação de governantes, de forma a garantir a aplicação da legislação existente”, diz. Ainda na quarta-feira, foi confirmada a participação da presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Azevedo Noronha, e do deputado federal Carlos Augusto Abicalil (PT/MT).
Com informações do site da CNTE

Observatório da Imprensa divulga relação suspeita entre GDF e Correio

Num domingo, 8 de março de 2009, o Correio Braziliense, principal jornal do Distrito Federal, dedicou duas páginas (uma delas a capa) do seu caderno “Cidades” a ampla matéria na qual encampava publicamente a posição de porta-voz do Governo do Distrito Federal (GDF) contrária à anunciada greve dos professores da rede pública de ensino. Os professores reivindicavam o cumprimento de um acordo salarial.
O título principal da matéria era “Greve sem causa” e uma coluna encimada pela retranca “Visão do Correio”, intitulada “Crime de lesa-futuro” fazia, dentre outras, as seguintes afirmações: que a ameaça de greve era descabida; que o reajuste salarial ultrapassava os limites do bom senso; que não se apelava ao idealismo dos professores, mas ao profissionalismo e concluía:
“Há muito o GDF deixou para trás a idéia ultrapassada de que o magistério é sinônimo de sacrifício. Não é. Trata-se de atividade essencial para formar cidadãos, preparar mão de obra qualificada e dotar o país de elite indispensável para a construção do futuro. A responsabilidade da função impõe direitos e deveres. São os deveres — exigidos de qualquer trabalhador — que os professores querem ignorar. É crime de lesa-futuro.”
O leitor atento certamente terá notado, à época, que contrariamente às regras elementares e básicas do jornalismo, a longa matéria opinativa do Correio Braziliense, além de defender um dos lados, isto é, não ser isenta, omitia inteiramente o “outro lado” envolvido na disputa: os professores não foram ouvidos, simplesmente não aparecem na matéria para explicar ou defender sua posição.

Notícias em sala de aula
Menos de quatro meses depois, no dia 22 de junho, o mesmo Correio Braziliense anuncia também em seu caderno “Cidades”, página 23, sob a retranca “Educação” e o título “Notícias em sala de aula” (a matéria foi reproduzida no sítio do próprio GDF sob o título “SEDF e Correio lançam projeto para incentivar leitura e escrita na rede pública” ), que 7.562 exemplares do jornal serão distribuídos todos os dias, “até o fim de 2009”, a professores e alunos de 199 escolas urbanas e rurais da rede pública de ensino do DF.
Em sugestiva resposta a pergunta feita pelo jornal, o secretario de Educação do GDF informa:
Se o senhor fosse professor, o que faria com o jornal em sala de aula?
Eu olharia o caderno de `Cidades´ e tentaria identificar nas notícias o que tem a ver com a cidade do aluno e o que dali é possível demandar. Seguramente, esse é o primeiro ponto, por causa da proximidade. Estou tratando de uma coisa que está muito próxima de mim. E depois de pegar o cotidiano de todo o DF, podemos analisar o do Brasil e do mundo.”
A matéria – seria possível chamá-la de “notícia”? – no entanto, omite informações fundamentais. Por exemplo: não se sabe se teria sido realizada uma licitação; qual o valor do acordo (contrato?); e se os professores e/ou os alunos da rede pública foram ouvidos. E mais: se houve alguma discussão sobre a conveniência pedagógica de acordo (ou contrato?) desse tipo.
Os professores da rede pública do GDF, por outro lado, por meio de seu sindicato, reagiram à assinatura do convênio e perguntam no seu site: “Como podemos confiar na opinião do mesmo jornal que, no dia 8 de março deste ano, na abertura do mesmo caderno `Cidades´, publicou como visão do Correio um minieditorial com o indignante título de `crime de lesa-futuro´. Crime esse que nós, professores, cometeríamos se tomássemos a atitude `descabida´ (sic) de entrar em greve para fazer valer nossos direitos?”.

Interdependência histórica
As relações históricas de interdependência entre o Estado e a mídia no Brasil são por demais conhecidas. Elas se materializam através de subsídios, empréstimos bancários, financiamentos oficiais, isenções fiscais, publicidade legal obrigatória ou publicidade oficial. Uma manifestação mais recente dessa interdependência é exatamente a compra volumosa – e sem licitação – de material considerado didático.
Compras desse tipo, agora em ano pré-eleitoral, já foram detectadas nos estados de São Paulo e Goiás e na prefeitura do município de São Paulo (ver “Globo e Abril agradecem”, na Revista do Brasil nº 34, de abril de 2009; e, neste Observatório, “A privatização subjetiva da educação pública”). Há, inclusive, uma representação feita junto ao Ministério Público questionando os contratos firmados entre o estado de São Paulo e o Grupo Abril.
O acordo (contrato?) agora anunciado entre o GDF e o Correio Braziliense significa que cerca de 16% da tiragem média do jornal em dias úteis estão vendidas “até o fim de 2009” (cf. números do Instituto Verificador de Circulação de março de 2009). Não se conhece o valor total envolvido no acordo (contrato?). O site do Sinpro-DF informa que…
“Ainda não conseguimos ter acesso ao valor total do convênio (…) mas somente do Fundeb serão gastos mais de R$ 2, 9 milhões para pagar ao CB, conforme pode se ver pela nota de empenho do Governo do Distrito Federal. Também descobrimos que há outra nota de empenho do Fundeb em favor da revista Veja, no valor de R$ 442.462, 50.”
Os recursos do Fundeb, como se sabe, são destinados ao financiamento da educação básica (creche, pré-escola, ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos) e sua aplicação é fiscalizada por um Conselho de Acompanhamento e Controle Social que tem como função principal acompanhar e controlar sua distribuição, transferência e aplicação no âmbito das esferas municipal, estadual e federal.

Notícias, dinheiro público e transparência
Em tempos de crise da mídia impressa (salvo dos jornais populares e gratuitos), colocando em risco a própria sobrevivência no mercado de alguns jornalões, mais ainda do que em época de normalidade, não seria ético e salutar que jornais como o Correio Braziliense – além de zelar pela credibilidade fazendo jornalismo de notícias e não de matérias opinativas – praticassem, para si mesmos, aquilo que corretamente têm exigido de outras esferas de poder (exceto, aparentemente, do GDF)?
Ou o critério da transparência na destinação do dinheiro público não se aplica quando beneficia a própria grande mídia?

Por Venício A. de Lima em 30/6/2009

Novo edital para curso de especialização em EJA

Já está disponível no site na Universidade de Brasília (UNB) a relação dos candidatos aprovados no curso de especialização em Educação na Diversidade e Cidadania, com Ênfase na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Devido ao fato de algumas vagas não terem sido ocupadas, um novo edital foi lançado para o preenchimento das vagas remanescentes dos Pólos de Santa Maria e Ceilândia, já que um grande número de inscrições foram invalidadas pela universidade.
A anulação ocorreu pelo fato de muitos candidatos cumprirem apenas a primeira etapa da inscrição (fase on line), deixando de enviar a documentação pelo correio. Maiores informações a respeito do novo edital poderão ser obtidas pelo site www.fe.unb.br, clicando no link ‘Resultado da seleção para o Curso de Especialização em EJA’. O novo prazo vai de terça-feira, 30, ao dia 6 de julho.
O curso, realizado em parceria com o MEC/SECAD-UAB, destina-se aos professores e profissionais em Educação de Jovens e Adultos em exercício na rede pública de ensino do Distrito Federal e de Goiás, nas instâncias municipal, estadual, distrital e federal. Os interessados terão uma carga horária de 360 horas no período de 01 de agosto de 2009 a 24 de maio de 2010.

Nova diretoria da CUT-DF enfatiza luta

Durante a posse da nova diretoria da Central Única dos Trabalhadores do Distrito Federal (CUT-DF), realizada na sexta-feira, 26, na sede do Sindicato dos Professores (Sinpro-DF), a chapa que dirigirá a Central no próximo triênio 2009/2012, coordenada por Rejane Pitanga, afirmou que o pensamento é em reavivar ainda mais a luta em defesa de todos os trabalhadores, inclusive os do meio rural. Além da confirmação das bases da CUT, pautadas na luta pelos direitos dos trabalhadores, uma das novidades para o triênio é a inclusão de cinco novas secretarias: Saúde do Trabalhador, Relação do Trabalho, Meio Ambiente, Igualdade Racial e Juventude.
Ciente do trabalho que está por vir, Rejane revelou que o resultado das últimas eleições foi uma vitória para a própria Central, já que pela segunda vez desde sua fundação, a escolha de uma diretoria foi feita por unanimidade. “Isto tem uma simbologia muito grande, porque mostra união”, enfatizou. Dentre as prioridades enumeradas por ela está a formação política, a presença constante da CUT junto às bases filiadas, políticas de fortalecimento das centrais e a atenção aos servidores municipais do Entorno do DF. Outra tônica está na sustentabilidade do setor privado, sem esquecer do fortalecimento em relação ao setor público.
Eleita pela segunda vez consecutiva, Rejane Pitanga disse que o momento é de trabalho. Segundo ela, a CUT viveu, nos últimos três anos, momentos difíceis e ainda há muito o que trabalhar e fazer.

Nova diretoria da CUT-DF toma posse

A partir de sexta, 26, a Central Única dos Trabalhadores do Distrito Federal (CUT-DF) estará sob a coordenação de uma nova diretoria. A chapa que dirigirá a Central no próximo triênio 2009/2010, escolhida em maio durante o 11º CECUT-DF, ficará sob a responsabilidade de Rejane Pitanga, que assume a função pela segunda vez consecutiva. A solenidade de posse dos novos coordenadores será realizado na sede do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF).
Uma das novidades é a inclusão de cinco novas secretarias: Saúde do Trabalhador, Relação do Trabalho, Meio Ambiente, Igualdade Racial e Juventude. De acordo com a presidente, a CUT viveu, nos últimos três anos, momentos muito difíceis diante de um governo de direita e ainda terá muito trabalho a fazer. Rejane ainda explicou que, durante este triênio, a “consolidação da CUT, o fortalecimento da Central e a defesa dos direitos dos trabalhadores” são os principais pontos a serem cumpridos.
A chapa foi eleita com apenas uma abstenção entre os 354 delegados presentes no CECUT.
Com informações do site da Central Única dos Trabalhadores

Câmara aprova passe livre para estudantes

Com voto favorável de 21 dos deputados distritais presentes à sessão extraordinária desta terça, 23, a Câmara Legislativa aprovou, com emendas, o projeto de lei 1.245/09, do Governo do Distrito Federal, que aumenta o benefício do passe escolar para estudantes do DF. Dentre as mudanças aprovadas e que alteram o projeto original estão, por exemplo, a extensão do passe livre para alunos de todos os níveis – estágios, pós-graduação e pré-vestibulares – além da inclusão dos sistemas de metrô e micro-ônibus. O projeto agora segue para a sanção do governador José Roberto Arruda para entrar em vigência.
Outra novidade são 16 passes extras que serão concedidos para serem usados livremente pelos estudantes, mesmo em dias não-úteis. O benefício também possibilitará a seus usuários o direito de ter acesso à meia-entrada em salas de espetáculos. Como foi ampliado, o passe livre contará com uma fiscalização de uso mais efetiva. Em caso de uso indeterminado do benefício, o infrator será sujeito à perda do passe e também a processo administrativo.
“Foi o mais importante projeto aprovado na Câmara Legislativa neste ano e um dos mais relevantes de toda a sua história, por atender a uma luta histórica do movimento estudantil”, destacou o deputado Paulo Tadeu (PT), um dos principais defensores da proposta.
De acordo com o projeto, o passe gratuito valerá para todos os alunos de escolas públicas e privadas, que moram ou trabalham a mais de 1km da unidade de ensino onde estão matriculados. Estima-se que o investimento para garantir o benefício será de R$ 3 milhões mensais. Com informações do site do deputado Paulo Tadeu.

Como vamos usar o jornal que nos chama de criminosos?

O Correio Braziliense divulgou na segunda-feira, 22, com destaque no caderno de Cidades, que 199 escolas do DF receberão exemplares do jornal para incentivar o hábito da leitura entre os alunos.
Não conseguimos saber quanto custou esse convênio assinado entre a Secretaria de Educação e a direção do Correio. Nem no site da Secretaria de Educação nem na matéria do jornal somos informados sobre esse “detalhe” sem importância (por aí se vê o compromisso do referido informativo com a transparência e correção da notícia). Também não sabemos qual o critério utilizado para a escolha do Correio Braziliense, se houve uma licitação da qual outros jornais participaram, se professores e pedagogos foram ouvidos sobre as implicações pedagógicas desse instrumento, se há um projeto efetivo para uso em sala de aula. Todas essas informações, relativas ao uso de recursos públicos, foram solenemente sonegadas. Ao não ser que o Correio esteja disponibilizando os jornais por caridade, mas será que neste caso o jornal não divulgaria o fato?
Sabemos apenas que a Secretaria de Educação irá distribuir 7.562 jornais diariamente à rede de ensino, como parte do projeto Leio e Escrevo meu Futuro. Esse número representa 15, 78% da tiragem diária do jornal, se levarmos em consideração o último dado divulgado pelo IVC (Instituto Verificador de Circulação) sobre a circulação diária do CB, em março de 2009 (47.901 exemplares nos dias úteis e 94.930 aos domingos). Ou seja, em plena era da internet, quando toda a grande imprensa registra queda de vendas, em grande medida pela forma como manipulam a notícia, essa ajudazinha ao Correio vem em boa hora, vocês não acham?
Não podemos achar positivo quando o secretário diz que o Correio é formador de opinião. Acreditamos que essa não é a função de um jornal. “Se o jornal for bem utilizado o aluno vai ter outra visão da realidade, e, cá entre nós, o professor também”, disse o secretário. Como podemos confiar na opinião do mesmo jornal que, no dia 8 de março deste ano, na abertura do mesmo caderno Cidades, publicou como visão do Correio um minieditorial com o indignante título de “crime de lesa-futuro”. Crime esse que nós, professores, cometeríamos se tomássemos a atitude “descabida” (sic) de entrar em greve para fazer valer nossos direitos. Fizeram uma matéria de duas páginas sem publicar nem sequer uma aspa do sindicato. O repúdio à manipulação foi tão forte que eles se obrigaram a dar uma entrevista depois, com meia página para o secretário e meia página para o Sinpro, isso depois de centenas de professores protestarem e cancelarem assinaturas. Ou seja, não podemos usar como “arma” de conhecimento o mesmo jornal que nos chama de criminosos. Temos informação de que convênio semelhante será firmado com a Revista Veja, a mesma que nos chamou de preguiçosos em 2007.
Como escreveu Paulo Freire, “Não basta saber ler, é preciso saber ler o mundo”. Poderíamos parafraseá-lo: Não basta ter opinião, é preciso saber a quem serve essa opinião.

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