Professor lança CD no Cedec

O poeta e professor Ruiter Lima e o cantor Carlinhos Piauí lançam nesta sexta, 29, às 19h30, no Cedec da 912 sul o CD Sertão de Cabo a Rabo com um recital de poesia e muita música de raiz. Todos os professores estão convidados.

Nota de falecimento

O Sinpro comunica com pesar a morte do professor de Geografia, Ronaldo Luis de Souza ocorrido na noite da última quarta-feira em decorrência de complicações causadas por pneumonia. O corpo será trasladado para a cidade pernambucana de São José do Egito, onde vivem seus familiares.
O professor Ronaldo dava aulas no CEF 25 e na EC 53 da Ceilândia, era militante ativo e participou da última greve da categoria. À família e a seus amigos o Sinpro manifesta sua solidariedade neste momento de dor.

Retroativo será depositado no dia do pagamento

O GDF informa que o pagamento da primeira parcela dos valores retroativos aos meses de marco e abril referentes ao nosso acordo será feito na mesma data do pagamento dos salários, no quinto dia útil do mês. Segundo a Secretaria de Educação o valor não foi incluído no contracheque do pagamento, mas será expedido folha complementar constando o valor do retroativo.

ADIN: votação é suspensa. Acordo está mantido

Foi suspenso o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) impetrada pelo Ministério Público contra o artigo 32 do nosso plano de carreira. A suspensão foi determinada pelo desembargador que presidia a sessão na tarde desta terça-feira porque dois desembargadores justificaram sua ausência. Até a suspensão do julgamento, o placar era de oito votos a cinco pela inconstitucionalidade do referido artigo. Como o julgamento não terminou, esse placar poderá mudar, já que mesmo os que já votaram podem mudar seu voto.
Vale lembrar que, mesmo que seja declarada a inconstitucionalidade do artigo, isso não alterará em nada o acordo entre GDF e Sinpro e que levou a categoria a suspender a greve ao garantir os valores dos reajustes dos professores nos anos de 2009 e 2010.
Segundo os oito desembargadores que acataram o questionamento feito pelo Ministério Público, o artigo, ao vincular o reajuste dos anos 2009 e 2010 ao Fundo Constitucional do DF, contraria a Constituição Federal. Os cinco que votaram pela constitucionalidade, contudo, entendem que o FCDF serve apenas como referência e não estaria assim caracterizado o tipo de vinculação vedado pela Constituição.

CUT elege direção no DF

A partir desta segunda-feira (25) CUT-DF está sob coordenação de uma nova diretoria. Depois de três dias de Congresso, os 354 delegados aprovaram com apenas uma abstenção a eleição da única chapa inscrita. A presidência continuará sob responsabilidade de Rejane Pitanga que, pela segunda vez consecutiva assume a função. De acordo com a presidente, a CUT viveu, nos últimos três anos, momentos muito difíceis diante de um governo de direita e ainda terá muito trabalho a fazer.
Rejane ainda explicou que, durante este triênio, a “consolidação da CUT, o fortalecimento da Central e a defesa dos direitos dos trabalhadores” são os principais pontos a serem cumpridos. Para ampliar a luta, foram criadas quatro novas diretorias que atuarão na CUT-DF: juventude, racial, meio ambiente e saúde do trabalhador. A inovação da continuidade à política aplicada na direção anterior que visa uma “Central de inclusão para todos os trabalhadores”. Rejane Pitanga ainda avaliou como positiva a realização do Congresso.
“Este Congresso foi extremamente forte, com participação expressiva dos trabalhadores e que culminou com uma chapa unitária, que é resultado dos trabalhos feitos durante esses três anos”, disse.
Plano de lutas
Ainda no último dia do 11º CECUT-DF, foi aprovada a pauta do Plano de Lutas que será encaminhada durante os próximos três anos. Primeiro foi aprovada a pauta específica da luta das mulheres, que aponta, entre outras coisas, a implantação de creches e berçários nos locais de trabalho, a realização de uma campanha contra assédio moral e sexual, a garantia da participação das mulheres nas deliberações sindicais, o incentivo de debates de gênero e sexualidade, a luta pelo aumento da licença maternidade para homem e para a mulher e a criação de mecanismos de inclusão e proteção de travestis e transexuais nos locais de trabalho. Logo depois, os delegados presentes aprovaram por unanimidade os Planos de Ação nacional e local. Entre os pontos está a participação na Comissão pró-Conferência de Comunicação do DF; avançar na reforma agrária com a participação ativa da CUT-DF nos sindicatos rurais; lutar pela retirada das tropas brasileiras do Haiti; reestatizar empresas como a Vale e a Embraer, com a readmissão dos funcionários demitidos.
Também foram incluídos no Plano a organização de um ato em defesa da Petrobras e a questão dos palestinos refugiados no Brasil. O Congresso aprovou a intervenção nos órgãos de governo responsáveis pelos refugiados e a atuação da CUT junto aos sindicatos para promover ações de ajuda ao grupo.
Comunicação: estratégia sindical
A disputa pela hegemonia da comunicação é uma luta antiga das entidades sindicais e da CUT. Entretanto, para dar um passo a frente nesta luta, a CUT, os sindicatos filiados e os movimentos sociais fazem um grande esforço para mobilizar toda a sociedade a participar da Conferência Nacional de Comunicação, agendada para acontecer de 1 a 3 de dezembro.Sobre este tema, a secretária nacional de comunicação da CUT, Rosane Bertotti, palestrou neste sábado (23) pela manhã.
“O sistema de comunicação do Brasil tem lado e este lado não é o dos trabalhadores”, disse Rosane. Para ela, é importante mobilizar as pessoas e realizar um debate nas três esferas sobre a comunicação atual e garantir também que sejam realizadas as Conferências de Comunicação estaduais. Quem vai garantir que o Arruda, por exemplo, vai trazer este debate aqui para o DF?”, questionou.
Para a secretária, além de fortalecer os veículos de comunicação sindical, inclusive adaptando-o às novas tecnologias, é necessário reformular o sistema vigente, forçando os veículos da grande imprensa a cumprirem o que está garantido em lei, como o espaço de 25% para comerciais, a preservação e divulgação da cultura regional e a regulamentação dos artigos 220 e 223 da Constituição Federal. “A gente reconhece vários avanços no governo Lula, mas também reconhecemos que na comunicação não avançamos em quase nada”, afirmou.

Diretoria Executiva da CUT-DF

A nova direção da CUT-DF coordenará a Central até maio de 2012. A novidade é que, neste triênio, a CUT-DF conta com cinco novas secretarias: a de Raça, a de Juventude, a de Meio Ambiente, a de Saúde do Trabalhador e a de Relação do Trabalho. Veja lista completa das secretarias e de seus secretários.

Presidência
Rejane Pitanga
Sinpro-DF – Sindicato dos Professores do DF

Vice-presidência
Cleusa Maria Cassiano
Sindsep – Sindicato dos Servidores Público Federais no DF

Secretaria geral
Cícero Rola
Sindser – Sindicato dos Servidores e Empregados na Administração Direta, Autarquias, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista do DF

Tesouraria
Nasson Antônio de Oliveira
Sindclubes – Sindicato dos Trabalho Entidades Recreativas, Assistenciais, de Lazer e Desportos de Brasília

Secretaria de Organização e Políticas Sindicais
Roberto Miguel de Oliveira
Vigilantes – Sindicato Empregados nas Empresas de Segurança e Vigilância DF

Secretaria de Formação
José Eudes Oliveira Costa
SAE – Sindicato dos Auxiliares em Administração Escolar do DF

Secretaria de Saúde
Conceição de Maria Costa
Sindicato dos Bancários de Brasília

Secretaria de Imprensa
Cosmo José Balbino
Sintfub – Sindicato Serv. Técnicos Administrativos da Fundação Universidade de Brasília

Secretaria de Relação do Trabalho
Sheila Tinoco
Sindjus – Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União

Secretaria de Mulheres
Maria da Graça de Sousa
Sindjus – Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União

Secretaria do Meio Ambiente
João Luiz Batista
Sindsep – Sindicato dos Servidores Público Federais no DF

Secretaria de Raça
Jorge Luiz Prates
Sindiserviços – Sindicato Empregados em Empresas de Asseio e conservação, Trabalho Temporário, Prestação de Serviços e Serviços Tercerizáveis e Cabineiros

Secretaria de Políticas Sociais
Ismael José César
Sindsep – Sindicato dos Servidores Público Federais no DF

Secretaria de Juventude
André Luiz da Conceição
Sindser – Sindicato dos Servidores e Empregados na Administração Direta, Autarquias, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista do DF

Uma vida em construção

Professor Dejair Rodrigues de Oliveira
Cada vida inicia e evolui ao longo do tempo, recebendo e exercendo influências positivas, ou não, de outras vidas, de idéias, coisas lugares, crenças, ações, omissões e sonhos. Seja ela animal, vegetal ou até mesmo mineral, em uma forte relação tempo-espaço de infinitas possibilidades. Por isso a frase “toda cabeça é um mundo” tem tudo a ver. Nessa diversidade, entender que não se vive isoladamente, reconhecer e valorizar esta interdependência é uma grande virtude.
Filho de lavradores, nasci em Ituiutaba (MG) e vivi na zona rural até os 22 anos. Após retomar os estudos, concluir o primeiro grau, me formar no Magistério (2º grau), me formei em Matemática em Anápolis (GO), sempre trabalhando como professor. Depois de lecionar em Goiânia e Valparaizo, passei a lecionar em Brasília. Sempre fui militante, primeiro dirigente estudantil, depois filiado ao Sindicato. Participei da fundação da CUT e me filiei ao PT. Fui vereador de 88 a 92 em Luziânia. Sempre pratiquei esportes e sou adepto da alimentação natural, o que hoje me assegura uma razoável qualidade de vida. Os maus tratos aos animais e ao meio ambiente tem tirado a minha paz e praticamente toda a esperança de que o ser humano ainda evite a catástrofe a que se condenou: seu próprio fim no planeta Terra.
Jamais tive a pretensão de me considerar excepcional. No entanto me dirijo a categoria neste momento em que me aposento para agradecer a honra de conviver e ser beneficiado e me desculpar caso não tenha agradado. Conheço muita gente. A alguns, eu ajudei a crescer. Com todos, aprendi. Não gostei de algumas “ajudas” que recebi e de muitas “ajudas” que prestei. A intenção foi boa, mesmo em relação aos desafetos políticos.
Para quem não luta ou luta só pela metade lembre-se: todos temos dificuldades. Mas um dos maiores problemas que retardam nossas conquistas é a indiferença, a omissão em nosso meio. Não sofra calado, com a consciência o acusando de não lutar. Dizem que isso incomoda para sempre. E não consegue esconder. Jogue o orgulho no lixo e entre na luta. E sem essa de “eu votei nele, não critico ou faço greve, ou ela é minha amiga e pede para eu não lutar”.
Escrevo isso motivado por uma notícia que recebi no dia 28 de abril, após sair da assembléia que pôs fim à greve iniciada no dia 7. Soube que estava aposentado desde o dia 23/04 e com salário integral, graças à contribuição de combativos companheiros que sempre lutaram por isso. E ainda lutam. A todos um grande abraço e meu muito obrigado. Aos que ainda lutarão por dias melhores, meu respeito. Eu estarei sempre entre vocês.
Quando perguntam o que fazer com o resto da vida, após a aposentadoria, eu respondo: o resto passou e vou guardar na memória, vou curtir muito a fase que agora se inicia. O que não falta é o que fazer: batalhar para receber os vários “repags” que a Secretaria de Educação me deve, organizar um pouco as bagunças “deixadas para depois”, fazer uma modificações no imóvel para alugá-lo, montar um home car e morar por um mês em cada um dos paraísos famosos pelo Brasil afora (Pantanal, Amazonas, Cataratas do Iguaçu, Nordeste, …). Eu voltarei e, mesmo enquanto eu estiver por lá, estarei com vocês.
Vamos em frente, a vida não para! Aguarda-nos novos desafios…. abraços!
BSB, 06 de maio de 2009 – Professor Dejair Rodrigues de Oliveira.

Plenária discute mulheres nos espaços de poder

Como trazer mais mulheres para os espaços de poder? Essa foi a pergunta que ocupou a primeira metade da Plenária de Mulheres Trabalhadoras da CUT, ocorrida na última quinta-feira, no Teatro dos Bancários. Na mesa, as presenças ilustres de Patrícia Duarte Rangel, Assessora Parlamentar do CFEMEA, Rosane Silva, Secretária Nacional de Mulheres Trabalhadoras da CUT, a deputada distrital Erika Kokay, além da presidenta da CUT e diretora do SINPRO Rejane Pitanga.
Em pauta, a participação desigual das mulheres em espaços de poder. Mesmo compondo mais da metade da população, as mulheres são apenas 9% dos deputados federais, e 12% dos senadores, dados que colocam o Brasil na 146ª posição do ranking sobre a participação de mulheres no Parlamento organizado pela União Interparlamentar. No entanto, segundo Erika Kokay, a participação feminina em lideranças comunitárias é muito maior que a masculina. “São tetos invisíveis que determinam onde a participação feminina é ou não aceitável”, disse a deputada. Na própria CUT, apenas 3 dos 26 presidentes de CUTs regionais são mulheres, comentou Rosane Silva.
Para vencer esse teto, é preciso criar condições objetivas que permitam uma maior participação das mulheres, comentou Rejane Pitanga. O espaço sindical é um exemplo de espaço político onde o número de mulheres é historicamente reduzido. Recentemente, entretanto, foi aprovada uma resolução da CUT que estabelece um mínimo de 30% de mulheres em qualquer atividade sindical, e no 11° Congresso Estadual da CUT, atualmente em andamento, 42% dos delegados registrados são mulheres. Entretanto, para ampliar essa participação em outras atividades sindicais, é preciso criar condições objetivas para que as mulheres possam acompanhar as longas reuniões. A luta por creches, por exemplo, bandeira do movimento sindical, é frequentemente esquecida nas atividades internas.
Em um plano mais amplo, uma maior participação feminina na democracia nacional parece necessariamente passar por algum tipo de reforma política. No Congresso, uma das representantes desse desejo é Luiza Erundina, coordenadora da Frente Parlamentar pela Reforma Política com Participação Popular. A Frente Parlamentar, representada na Plenária por Kaká, da Articulação de Mulheres Brasileiras, defende uma maior participação de mulheres e outras minorias no Congresso, o fortalecimento dos partidos, o fortalecimento da democracia direta e uma maior transparência nos gastos eleitorais. A Frente deve encaminhar para votação seu projeto de reforma política já nas próximas semanas.

CPI da Petrobras: a direita com dor de cotovelo

Por Antônio Lisboa*
Política e oportunismo sempre andaram de mãos dadas. É uma prática que agride a democracia, utilizada costumeiramente por aqueles que pensam menos na ética e mais nos seus interesses. O grande problema é quando esse maldoso casamento é usado para prejudicar uma coletividade, um país. É o que se vê no caso da CPI da Petrobras. Parlamentares direitistas atropelam o bom senso e usam esse mecanismo com fins eleitoreiros e econômicos.

Por trás da criação da CPI da Petrobras há dois interesses claros. O primeiro é a tentativa da oposição de azedar o projeto do atual governo de emplacar a ministra da Casa Civil, Dilma Rouseff, como candidata natural do presidente Lula ao Palácio do Planalto. E exatamente num momento em que ela cresce nas pesquisas de intenção de voto. A estratégia é atacar um dos maiores símbolos do crescimento econômico do governo petista, a Petrobras, para tentar desgastar a imagem positiva deste – e indiretamente a da ministra – perante a opinião pública.

Ao querer minar um projeto político, preparando ao mesmo tempo o terreno político para a ascenção de seus candidatos à presidência, como José Serra e Aécio Neves, a oposição incorre num erro grosseiro e, o que é pior, irresponsável. Políticos que, se eleitos, provavelmente tentarão privatizar a Petrobras. Buscam debilitar, com fins eleitoreiros, uma empresa estatal forte num momento de crise econômica mundial onde o foralecimento é exatamente o caminho mais indicado. Essa é a hora dos países blindarem suas maiores empresas em nome da saúde financeira do país.

Para quem não sabe, a Petrobras foi considerada, em 2008, a terceira maior empresa das Américas em valor de mercado, algo em torno de R$ 473, 26 bilhões, segundo cálculos da época. Mais recentemente, pesquisa do prestigiado Reputation Institute, de Nova Iorque, feita em 32 países este ano, apontaram a empresa como a quarta mais respeitada em todo o mundo, ultrapassando a Microsoft e e General Eletric, entre outras. Proteger esse patrimônio é, assim, ajudar a fortalecer a economia do país.

A segunda motivação da oposição com a CPI da Petrobras é mais pesada e envolve interesses econômicos internacionais. A pretensão da direita é o retorno a uma velha e gasta idéia, a da privatização da empresa, rechaçada até hoje veementemente pela população brasileira. Em nome de um jogo político vergonhoso, querem trazer novamente ao debate a privatização da Petrobras. E qual conglomerado mundial não estaria interessado na maior empresa petrolífera da América do Sul, em processo de exploração de uma das maiores jazidas do mundo, a área marítima do pré-sal?

A intenção da direita de privatizar a Petrobras vem de longe. No fundo esses parlamentares não se curaram ainda da dor de cotovelo das várias tentativas frustradas de privatizar a estatal. Do governo Fernando Collor, que extinguiu duas das maiores subsidiárias da Petrobras, a Interbras e a Petromisa, ao governo do outro Fernando, o Henrique Cardoso, muitas ameaças de privatização pairaram sobre a empresa.

Foi FHC, por exemplo, quem quebrou o monopólio da Petrobras sobre a exploração e produção do petróleo em 1995, com a ajuda da compra de votos. Com a argumentação de que a empresa era internacional tentaram até mudar seu nome para Petrobrax. E ainda tentaram usar politicamente o terrível naufrágio da Plataforma P-36, que ocasionou a morte de dois trabalhadores.

Ou seja, a prática da oposição de querer desgastar a imagem da estatal é antiga. Por isso é importante que a sociedade se mobilize e se vacine contra esse plano espúrio de alguns grupos de enfraquecer a Petrobras, escondendo-se atrás de interesses econômicos e eleitoreiros que vão de encontro aos interesses do povo brasileiro. Não é assim que se faz uma oposição decente. A CPI da Petrobras é mais uma velhacaria. E contra isso só nos resta torcer o nariz e lutar pela instauração da verdade.

*Antônio Lisboa é diretor da Secretaria de Divulgação e Imprensa

Cecut e plenária de mulheres na quinta

Nos próximos três dias, cerca de 420 representantes dos sindicatos do Distrito Federal filiados à CUT se reunirão para eleger a nova direção da Central e discutir os eixos que farão parte da bandeira de luta da CUT até 2012. As ações serão realizadas durante o 11º Congresso Estadual da CUT local, o CECUT-DF, que tem como lema o “desenvolvimento com trabalho, renda e direitos”. O encontro acontece no Teatro dos Bancários.

A solenidade de abertura do CECUT-DF está agendado para às 19 horas de amanhã e contará com a participação da presidente da CUT-DF, Rejane Pitanga, do presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, Rodrigo Britto, do coordenador adjunto do 11º CECUT/10º CONCUT, Roberto Miguel, da secretária nacional de Comunicação da CUT, Rosane Bertotti, do militante do PT, José Dirceu, e da presidente da OAB, Estefânia Viveiros.

No dia seguinte, sexta-feira, serão feitas análises de conjuntura internacional, nacional e local, além de um balanço político organizativo da CUT. Estarão presentes o diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Agnelo Quiroz, o economista do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos), Tiago Oliveira, e a deputada distrital do PT, Érika Kokay.

O CECUT-DF será encerrado no sábado (23). O dia está reservado para a apresentação do projeto de comunicação nacional da CUT, o lançamento da Campanha Nacional por Igualdade de Oportunidades entre Homens e Mulheres na Vida, no Trabalho e no Movimento Sindical; planejamento das estratégias e plano de ação nacional e local e, às 17h30, a eleição da nova direção da CUT-DF para o triênio 2009/2012.

Avanço na luta
O balanço da CUT-DF nos últimos três anos é extremamente positivo. A afirmação é da presidente da Central, Rejane Pitanga, que destaca o trabalho de aproximação da CUT-DF aos sindicatos filiados, inclusive os rurais e os do entorno. A política rendeu bons resultados. Hoje, a Central conta com 62 sindicatos filiados (na gestão anterior eram 50), além dos que estão em processo de filiação, como o Sindicato dos Djs, dos servidores do Detran, dos Técnicos Penitenciários, entre outros.

Além disso, a CUT-DF esteve mais atuante na luta das mulheres, na criação de políticas contra a discriminação racial, de políticas para a juventude e envolvida nas demais lutas sociais. “A nossa luta não é apenas uma luta econômica, uma luta por condições de trabalho. Esta não é uma Central que pensa nos trabalhadores apenas como seres produtivos, mas como pessoas que estão inseridas em uma sociedade”, explica Rejane Pitanga.

A presidente ainda alertou que este é um momento de crise e que a CUT ainda passará por vários momentos difíceis nos próximos três anos. Entretanto, para a presidente, é necessário continuar combatendo as iniciativas que possam prejudicar os trabalhadores. “Essa crise não foi criada pelos trabalhadores, por isso não devemos pagar por ela. A CUT, desde o início, foi contra qualquer tipo de negociação para reduzir a jornada de trabalho com redução de salários. Nós queremos garantir a redução da jornada sem prejuízo do salário. A crise não se combate com redução de direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, se combate com propostas de desenvolvimento econômico, com geração de emprego, com políticas de redução da exclusão social”, afirmou.

PLENÁRIA DAS MULHERES

O Congresso será precedido pela Plenária de Mulheres Trabalhadoras da CUT, que começa às 9 horas desta quarta-feira. Neste ano, os temas tratados serão “As mulheres nos espaços de poder” e “Gênero e sexualidade – o hiato entre a identidade social e jurídica de travestis e transexuais”, com a participação da deputada distrital, Érika Kokay (PT), da deputada federal Luiza Erundina (PSB), que é coordenadora da Frente Parlamentar pela Reforma Política com Participação Popular, entre outras mulheres.

Por isso, todas as delegadas ao 11º CECUT estão convocadas a participar da nossa Plenária de Mulheres, que acontecerá de 9 às 17h desta quinta-feira, 21, no Sindicato dos Bancários (mesmo lugar do CECUT).

O credenciamento da Plenária de Mulheres e do CECUT será unificado e começará às 8h do dia 21, no local de realização das atividades. A Plenária segue as orientações do Congresso para observadoras e convidadas. Todas as demais companheiras do coletivo estão convidadas a participar dessa atividade. O acesso será livre, observando-se restrição de voz e voto às não delegadas.

P R O G R A M A Ç Ã O da PLENÁRIA DE MULHERES TRABALHADORAS DA CUT

Dia: 21 de maio

9h – “As Mulheres nos Espaços de Poder ”

Expositora: Patrícia Duarte Rangel – Assessora Parlamentar do CFEMEA

Debatedoras: Rosane Silva – Secretária Nacional de Mulheres Trabalhadoras CUT

Rejane Pitanga – Presidenta da CUT

Erika Kokay – Deputada Distrital PT

Luiza Erundina – Deputada Federal PSB, Coordenadora da Frente Parlamentar pela Reforma Política com Participação Popular

Coordenação: Maria da Graça Sousa – Secretária de Mulheres Trabalhadoras da CUT

10h30 – Intervalo

10h45 – “Gênero e sexualidade – O hiato entre a identidade social e jurídica de travestis e transexuais”.

Expositor: Jaques Jesus – Doutorando em Psicologia Social e do Trabalho pela UNB e Presidente da Federação LGBT do DF e Entorno

Debatedora: Sandra Michelli – Analista Ambiental e Bióloga formada pela USP

Coordenação: Maria da Graça Sousa – Secretária de Mulheres Trabalhadoras da CUT

12h30 – Almoço

14h – ”Políticas da CUT para as mulheres – Balanço da SEMT/DF e ações para o próximo período”.

Expositoras: Maria da Graça Sousa – Secretária de Mulheres Trabalhadoras da CUT – SEMT

Rosane Silva – Secretária Nacional de Mulheres Trabalhadoras da CUT – SNMT

Coordenação: Adriana da Luz Rodrigues de Sousa – Secretária de Formação da CUT

15h45 – Intervalo

16h – Debate e votação das resoluções.

Apresentação e mediação: Maria da Graça Sousa – Secretária de Mulheres Trabalhadoras da CUT

Rejane Pitanga – Presidenta da CUT

Debate sobre a educação básica da Espanha e Brasil

A editora Moderna lança na quinta-feira, dia 21 de maio, em Brasília, o livro “Sugestões para Melhorar a Educação Básica: estudo comparativo entre a Espanha e o Brasil”, título de Antonio Ibanéz Ruis, que integra a série Políticas Educacionais da editora. Ruis é professor doutor da UnB e Chefe da Assessoria dos Fundos Setoriais para o Desenvolvimento, Pesquisa e Inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

O lançamento acontecerá no Instituto Cervantes com a palestra que levará o mesmo nome do livro. Durante o evento, o autor da obra, acompanhado de Mozart Neves Ramos, ex-reitor da Universidade Federal de Pernambuco, atual presidente da Ong Todos pela Educação e conselheiro da Câmara da Educação Básica do Conselho Nacional; e João Carlos Teatini, prof. doutor da faculdade de tecnologia da UnB e diretor de Educação Básica e Presencial da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), debaterá sobre como estratégias adotadas pela política educacional da Espanha para o enfrentamento de delicados desafios socioeconômicos puderam (ou não) ser consideradas soluções para problemas da educação nacional. O caminho inverso também será avaliado.

A palestra será mediada pelo presidente do Grupo Santillana no Brasil, Andrés Cardó, pelo diretor do Instituto Cervantes, Manuel Lombato; e pelo diretor editorial da Moderna, Sérgio Quadros. O evento acontece das 19h às 20h, quando haverá o coquetel de lançamento.

As inscrições para o evento e para o coquetel podem ser feitas pelo telefone (11) 2790-1278.

Acessar o conteúdo