Diálogos Contemporâneos traz ao DF escritores famosos

Brasília sedia, a partir desta terça-feira 5 de outubro, a quarta edição dos Diálogos Contemporâneos, uma série de conferências com 8 escritores brasileiros de renome que estarão em Taguatinga e Sobradinho durante todo o mês.

O evento ocorre de modo presencial com público reduzido devido à pandemia. Os oito encontros também serão transmitidos ao vivo no Canal dos Diálogos Contemporâneos no Youtube e no canal da Associação dos Amigos do Cinema e da Cultura no Youtube.

Quem abre o evento é a poetisa Elisa Lucinda, no Centro Cultural TaguaParque. A Entrada é franca.

Os debates ocorrem no Centro Cultural TaguaParque, no primeiro dia, e no Ginásio de Esportes de Sobradinho, no segundo dia, sempre às 19h30. 

O evento conta com a curadoria de José Rezende Jr e da professora Lucília Garcez, morta no dia 23 de setembro. Além de Elisa Lucinda, os debates contarão com a presença de Mario Prata, Sérgio Vaz, Fabrício Carpinejar, Ignácio de Loyola Brandão, Renato Janine Ribeiro, Xico Sá e Fernando Morais, que encerra o ciclo de debates. Todos os encontros serão mediados por intelectuais, escritores e jornalistas de Brasília.

Programação

 Debate 1

A democracia, os direitos e a liberdade de expressão em tempos de fake news, negacionismo e pós-verdade. Com Elisa Lucinda. Dias 5 e 6 de outubro.

Debate 2

Literaturas, pestes, pandemias e distopias — Ficção e realidade. Com Ignácio de Loyola Brandão. Dias 7 e 8 de outubro.

Debate 3

Cenários para um mundo pós-pandemia — O fim do século 20 e o futuro

que nos espera. Com Xico Sá. Dias 12 e 13 de outubro

Debate 4

A literatura que vem da periferia. Com Sérgio Vaz. Dias 14 e 15 de outubro.

Debate 5

O envelhecimento e o espaço social dos que não são mais jovens. Com Mario Prata. Dias 19 e 20 de outubro.

Debate 6

Liberdade, neuroses e depressão em um mundo em mutação. Com Fabricio Carpinejar. Dias 21 e 22 de outubro.

Debate 7

Sustentabilidade ambiental e o Brasil no centro do debate mundial. Com Renato Janine  Ribeiro. Dias 26 e 27 de outubro

Debate 8

Guerra cultural e a arquitetura da destruição — O projeto de demolição da democracia. Com Fernando Morais. Dias 28 e 29 de outubro.

 

Lançado o livro “Vozes e vidas de jovens escolares LGBTQIA+”

Ampliar o debate sobre a importância da educação em sexualidade, direitos humanos e promoção na saúde em escolas foi o objetivo de Sandra Freitas, Ximena Bermudez e Edgar Merchann ao produzirem o livro “Vozes e vidas de jovens escolares LGBTQIA+”.

 

O lançamento foi nesse domingo (3/10), por meio de uma live transmitida pel canal do YouTube  da ONG EducVida e contou com a presença da mediadora Bárbara  Gripp, presidente da ONG, e de Sandra Carvalho  Cavalcante  Freitas e Ximena Pamela Bermudez, autora e coautora. Clique no link, a seguir, e confira a live de lançamento: https://youtu.be/fhYApakZyiU.

 

“Durante a apresentação virtual, foram abordadas questões sobre a temática da obra, sua importância, sobre o processo da escrita e participação interativa do público com perguntas para as autoras do livro”, informa Sandra Freitas.

 

A obra, que é resultado de 1 ano de escrita e mais um tempo de pesquisas, conta também com um terceiro autor, o professor Edgar Merchann, doutor em saúde pública pela Escola Nacional de Saúde Pública e professor associado da Universidade de Brasília (UnB).

 

Sandra Carvalho Cavalcante Freitas é mestra em saúde coletiva  pela UnB,  especialista  em educação em sexualidade, especialista  em dança  e consciência  corporal, especialista em fisiologia humana aplicada a saúde  e graduada em Biologia e professora aposentada da rede pública de ensino do DF.

 

A outra autor, Ximena Pamela Bermudez, é doutora em antropologia pela UnB e professora do Departamento  de Pós-Graduação em saúde coletiva da UnB. A compra do livro pode ser feita pelo site da editora EducVida com o voucher de desconto que segue no final deste texto.

 

Utilize o card, a seguir, como voucher de desconto. No site da editora, digite o código de desconto que está na imagem para garantir o desconto.

 

 

Nota de pesar | Cilma da Cruz Galvão

A diretoria colegiada do Sinpro-DF comunica, com revolta e pesar, o assassinato brutal da sindicalista Cilma da Cruz Galvão, na madrugada desse domingo (3/10), dentro da própria casa no Setor Total Ville, em Santa Maria.

 

Com 51 anos, Cilma era diretora de Políticas para as Mulheres e Combate ao Racismo do Sindicato de Serviços Terceirizáveis (Sindiserviços-DF). O principal suspeito é o namorado, identificado como Evanildo das Neves da Hora, 37.

 

A diretoria do Sinpro-DF lamenta e repudia todo tipo de violência, sobretudo, essa tentativa dos governos autoritários de tornar normal a violência contra a mulher no Brasil. Não é mais possível conviver com a proliferação de feminicídios. O Atlas da Violência, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram que a violência doméstica cresceu na pandemia e, em junho de 2021, já atingia 17 milhões de brasileiras.

 

Segundo o FBSP, o Brasil registra um feminicídio a cada 6 horas e meia. O Sinpro-DF destaca que as mulheres negras são as maiores vítimas dessa violência no País. O Atlas da Violência, divulgado este ano, indica que 66% das vítimas de feminicídio no Brasil são mulheres negras. A diretoria observa, ainda, que, no governo Bolsonaro houve um aumento da violência doméstica também por causa do desmonte das políticas públicas de combate à violência contra a mulher.

 

Enquanto nos governos democrático-populares (2003-2015) foi criado o Disque 180, Casas da Mulher Brasileira e delegacias especializadas, além de campanhas incisivas para promover a conscientização e redução desse tipo de crime, o governo Bolsonaro desmontou as políticas de combate e repassou apenas 5,4% da verba para proteção a mulheres e direitos humanos.

 

Um levantamento do Instituto Datafolha, divulgado em junho deste ano, indica que o Brasil registrou, até aquele mês, 1.338 mortes de mulheres por violência na pandemia do novo coronavírus com 2% no número de casos de feminicídio. “Uma em cada quatro mulheres foi vítima de algum tipo de violência durante a pandemia da covid-19 no Brasil”, informa o instituto.

 

O Sinpro-DF lamenta a morte da companheira Cilma, se solidariza com a família, os(as) amigos(as) e os(as) companheiros(as) de luta!

 

Cilma Galvão, presente!

NOTA DE PESAR – Cleudiliz da Cruz Rodrigues de Oliveira

Com muito pesar, o Sinpro-DF informa o falecimento de Cleudiliz da Cruz Rodrigues de Oliveira, professora de Atividades, readaptada, que atuava na sala de leitura da Escola Classe 18 de Ceilândia.

Com apenas 47 anos, Cleudiliz partiu em consequência da Covid-19 e do descaso das autoridades, que fingem não ver as histórias perdidas por consequência de seu desprezo pela vida do povo. Ela adoeceu após o retorno presencial, mesmo depois de ter sido imunizada com a dose única da vacina Janssen. Infelizmente, nem todos os que a cercavam estavam imunizados, e ela acabou sendo vitimizada por essa terrível doença.

Mesmo com as restrições causadas pelos prejuízos na voz, Cleudiliz se dedicava de corpo e alma à escola por acreditar que poderia fazer a diferença através da Educação. Ela de fato fez. Participava de assembleias e piquetes, e lutava com amor por um mundo melhor.

Cleudiliz deixa esposo e uma filha de apenas 6 anos. Deixa também muitos amigos, colegas e familiares inconsoláveis. A diretoria colegiada do Sinpro lamenta profundamente sua precoce partida, e se compromete a honrar sua memória e sua luta.

Professora Cleudiliz: presente!

Sebrae-DF oferece curso de pós-graduação em educação empreendedora

O Sinpro-DF informa que o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Distrito Federal (Sebrae-DF) oferece um curso de pós-graduação lato sensu em Tecnologias Digitais para Uma Educação Empreendedora. Para se inscrever, clique aqui: https://sinpro25.sinprodf.org.br/sebraeinscricao

 

O curso, segundo o Sebrae,  é cem por cento custeado pela própria entidade. O Sebrae é uma entidade privada de apoio às micro e pequenas empresas e, com essa pós-graduação, promete uma formação personalizada aos(às) professores(as), com “estratégia pedagógica ampla e inteligente, capaz de promover formação continuada”.

 

A entidade também informa que a proposta consiste na implantação de um programa de formação aos professores no Distrito Federal por meio desse curso que terá 420h/a e 18 meses de duração, com certificação pela faculdade também privada FAMAQUI (Faculdade Mário Quintana), da mantenedora denominada Consultoria Educacional e Empresarial Mário Quintana Ltda, de Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

Solidariedade à enfermeira agredida e repúdio à violência contra servidores

A política de violência representada em projetos e inflada por discursos de Jair Bolsonaro e apoiadores vem se alastrando. Além dos grupos historicamente atingidos, como o povo negro, indígenas, LGBTQIA+ e mulheres, são cada vez mais vítimas potenciais da barbárie os servidores públicos.

No último dia 29 de setembro, uma enfermeira levou um soco no rosto de um homem que exigia prioridade na fila de atendimento por ser dono do imóvel onde funciona a Unidade Básica de Saúde nº 1 de Vicente Pires.

Segundo o Sindicato dos Enfermeiros do Distrito Federal (SindEnfermeiro-DF), esse é o segundo caso do tipo registrado em menos de dez dias. A entidade sindical ainda afirma que essa é “uma realidade que passa longe de ser atípica, pois são diários os relatos e denúncias de profissionais sofrendo com assédio e o risco iminente de agressão durante o exercício das suas funções”.

A agressão a servidores públicos, infelizmente, não é uma exclusividade do setor da saúde. Na educação também são vários os casos de professores(as) e orientadores(as) educacionais que são hostilizados verbal e fisicamente dentro do ambiente escolar.

Esse revoltante cenário tende a se espraiar com a PEC 32, da reforma administrativa, que banaliza a função e a essencialidade dos serviços e dos servidores públicos, incitando a população a acreditar na mentira de que o funcionalismo é formado por “parasitas”.

O Sinpro-DF se solidariza com a enfermeira vítima de agressão na UBS de Vicente Pires e com todas as servidoras e servidores que se tornaram alvo de uma política avessa a qualquer direito, inclusive os humanos. Ao mesmo tempo, exigimos que os serviços públicos e seus servidores sejam respeitados e valorizados, condição indispensável para que grande parte da população possa garantir ao menos o mínimo de dignidade e para que a democracia possa se consolidar.

Diretoria colegiada do Sinpro-DF

A luta contra o governo racista de Bolsonaro

Por Iêda Leal e José Adão Oliveira*

“Estamos cansados de saber que nem na escola, nem nos livros onde mandam a gente estudar, não se fala da efetiva contribuição das classes populares, da mulher, do negro, do índio na nossa formação histórica e cultural. Na verdade, o que se faz é folclorizar todos eles. E o que é que fica? A impressão de que só homens, os homens brancos, social e economicamente privilegiados, foram os únicos a construir este país. A essa mentira tripla dá-se o nome de sexismo, racismo e elitismo”. Lélia Gonzalez

Somos milhares de vozes contra um governo racista e genocida que, desde o dia que assumiu o país em 2019, tem-se revelado uma ameaça para a maioria da população, acumulando vários crimes que violam direitos do povo negro.

No (des)governo de Jair Bolsonaro – governo de homens brancos, ricos, heterossexuais, de direita – não existe nenhum projeto de políticas públicas para a superação das violências raciais, pelo contrário, todas as iniciativas que apontavam mesmo que minimamente para essa perspectiva foram abandonadas. O governo é um contumaz praticante da supremacia racial branca. É crime. É Brasil.

A escolha pela entrega das nossas riquezas ao capital estrangeiro, a relação umbilical com a ideia do armamento da população para resolver conflitos, o desrespeito à população negra e às mulheres, o ataque aos direitos constitucionais da população indígena e quilombolas: essas são as defesas e compromissos desse governo Bolsonaro que está acabando com Brasil.

O Bolsonaro quer nos matar.

O presidente Jair Bolsonaro “fragilizou as possibilidades de vencermos a pandemia. Do alto da sua irresponsabilidade civil, subestimou o processo de transmissão, desqualificou a ciência e desvalorizou as informações. Demonstrou que está pronto para colocar na linha de frente da letalidade física, social e econômica do coronavírus os cidadãos e cidadãs brasileiros(as) e, certamente, a parte mais vulnerável da população. Está propondo uma eliminação em massa do povo no país? Mirando negros, negras e indígenas”.

Esse trecho é do documento do Movimento Negro Unificado (MNU) publicado no dia 25 de março de 2020, denunciando o presidente Jair Bolsonaro que, diante do agravamento do estado pandêmico mundial e, em especial, no Brasil, decidiu não adotar nenhuma medida para reduzir os impactos da pandemia do coronavírus e salvar vidas.

O presidente Bolsonaro pode nos matar. Denúncia do MNU.

E ele cumpriu a ameaça.  Sob nossos constantes protestos nas ruas e na justiça, ele é o responsável pelo país das fake news, patrocinadas com verbas públicas, passando pelo ataque à Ciências, ao SUS, pela montagem de esquema fraudulento de tratamento precoce contra a Covid-19 e pelo envolvimento em denúncias de irregularidades na compra de vacinas.

O presidente Bolsonaro quer nos matar.  Nós continuamos na luta contra esse governo genocida.

Nós do MNU denunciamos o governo pelo crime de abandono e por não garantir direitos fundamentais para a garantia da vida. Esse presidente é genocida. Romper com os protocolos de prevenção é crime. Do alto de sua decisão pessoal, o dirigente propõe um genocídio ao desconsiderar a contaminação comunitária.

O MNU, junto com a maioria das pessoas, está na luta, em estado permanente de reação contra iniciativas racistas desse (des)governo que empurra a população para a morte, pois não assume a tarefa de gerir o Estado e cuidar da população em tempos de pandemia. Nesse momento de crise mundial, quando vários países adotam medidas de prevenção e tratamento, aqui as ações são para nos matar. Gritamos e exigimos respeito dos governos estaduais e municipais, mas mesmo assim o boicote do governo federal à proteção à vida é avassalador.

São mais de 126 pedidos de impeachment contra esse presidente racista.

Esse governo dedica-se diuturnamente a atacar a maior parcela (56,2%) da população do país, composta de negros e negras. Além de verbalizar o seu racismo publicamente, incitando o ódio ao povo negro, indígenas, mulheres e à comunidade LGBTQI+, Bolsonaro ataca a Constituição, retirando direitos conquistados. Seu governo está à frente de reformas que apontam para a destruição dos direitos sociais, como aposentadoria, forçando os estados a aderirem ao projeto de reforma administrativa que reduz salários e dizer não à realização de concursos, aumentando o desemprego, além de fazer cortes nos orçamentos das políticas públicas destinadas às famílias mais vulneráveis: população negra, favelada, periférica, pobre.

Somos herdeiros e herdeiras de Dandara e Zumbi! Inspirados na batalha que travaram pela vida, estamos em luta!

*Iêda Leal é coordenadora nacional do Movimento Negro Unificado (MNU). Pedagoga e especialista em Métodos e Técnicas de Ensino, é também coordenadora do Centro de Referência Negra Lélia Gonzáles, secretária de Combate ao Racismo da CNTE, secretária de Comunicação da CUT-GO, conselheira do Conselho Estadual de Educação de Goiás/CEE-GO.

*José Adão é co-fundador do Movimento Negro Unificado (MNU). Escritor, educador social e ativista, especialista em Migrações Africanas, é co-organizador do livro “Movimento Negro Unificado: a resistência nas ruas”, publicado pelas editoras FPA e SESC (2020) e foi colaborador na edição do livro “Cadernos Negros 43″(2021), pelo grupo/editora Quilombhoje. Contato: jose.oliveira.adao@gmail.com

** O artigo foi publicado originalmente na Le Monde Diplomatique nesta sexta-feira (1º/10)

Escola do Riacho Fundo rumo ao lixo zero

Parceria entre o SLU e agência japonesa visa estimular a educação ambiental nas escolas do GDF; CED Agrourbano Ipê, no Riacho Fundo II, é o pioneiro

 

Junte 220 Kg de lixo que sua escola descartou ao longo de duas semanas. Separe tudo semanalmente, entre orgânicos, papel, plástico, metal, vidro e o que, de fato, é dejeto. Calcule o peso de cada tipo de descarte, obtenha o percentual de cada tipo de descarte em seu lixo e compare com os resultados da outra semana.

A este processo dá-se o nome de gravimetria. Isso foi realizado pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU) do GDF entre os dias 13 e 24 de setembro no Centro Educacional (CED) Agrourbano Ipê, no Riacho Fundo II. A gravimetria do lixo do CED Agrourbano Ipê faz parte do projeto piloto de educação ambiental do SLU desenvolvido em parceria com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA).

O projeto começou em 2019, com o treinamento de servidores do SLU no Japão, em curso sobre gestão de lixos sólidos, para aplicação em terras candangas.

O CED Agrourbano Ipê foi escolhido por já ser pioneiro em trabalhos com educação ambiental e sustentabilidade. Começou a ser implementado em 2020, mas foi paralisado por conta da pandemia e da suspensão das aulas presenciais. Com o retorno destas, o projeto foi retomado, e em setembro iniciou-se a gravimetria.

O professor  da SEEDF Leonardo Teruyuki Hatano, que leciona ciências nas turmas finais do EFII e biologia no ensino médio, é a definição de empolgação com os resultados desse trabalho: “O projeto Lixo Zero será uma ferramenta pedagógica incrível para nossa escola. Eu que sou da Biologia, posso trabalhar muitos conteúdos, e outros professores de outras disciplinas também, matemática, geografia, história, química…”

Hatano explica que a JICA forneceu todo o equipamento para a implementação do projeto e irá financiar todo o projeto. “A meta é processar todo o resíduo orgânico na escola, transformando em adubo para nossas plantas – e temos muitas, pois temos agrofloresta, horta agroecológica, plantas medicinais, plantas alimentícias não-convencionais (PANCS), etc.”

Pelo projeto, os resíduos recicláveis serão separados e armazenados na nossa estação de recicláveis e, após uma boa quantidade reunida, será destinado a uma cooperativa de reciclagem. Outro objetivo do projeto é realizar atividades de sensibilização da comunidade escolar. “No final, a meta é reduzir para no máximo 10% de material a ser descartado como rejeito.” Esse índice está em 16,1%, pelos cálculos da gravimetria.

O projeto irá ocorrer durante todo esse ano e até pelo menos a metade do próximo ano. A ideia é que seja ampliado para outras escolas do GDF.

Ciranda faz esquenta de ato pelo Fora Bolsonaro, dia 2

Parte da cultura popular brasileira, a ciranda está presente desde atividades da educação infantil até manifestação de movimentos sociais. Neste círculo, que expressa também movimento, renovação, coletividade e horizontalidade, muitas mudanças cantadas e dançadas. Com este intuito, o Sinpro-DF realizará o “Cirandar com Paulo Freire no Fora Bolsonaro”, neste sábado (2/10), às 15h, no Museu da República. A ação se soma à manifestação pelo impeachment de Jair Bolsonaro, agendada para 15h30, no mesmo local e data da ciranda.

“Depois da grande ciranda, vamos seguir a multidão, rumo ao Congresso, para deixar bem claro para o Brasil e para o mundo: Fora Bolsonaro!”, afirma a dirigente do Sinpro-DF Eliceuda França. Ela lembra que Paulo Freire é um dos principais alvos da extrema-direita que apoia Bolsonaro porque instiga as pessoas a pensarem criticamente, a questionarem o sistema em que vivem e a desconstruírem estruturas que oprimem, tornando o mundo mais justo e igualitário.

https://youtu.be/5aykKrWa9Xw

“Essa ciranda é um ato lúdico necessário para mostrar que a educação que emancipa, que cria cidadãos e cidadãs pensantes, conscientes, como sempre defendeu Paulo Freire, é capaz de mudar os rumos do Brasil”, dialoga Eliceuda França.

O compositor e violeiro Chico Nogueira, atração confirmada no “Cirandar com Paulo Freire no Fora Bolsonaro”, convida a população do DF a “cantar e dançar uma grande ciranda com todos os cuidados necessários para a segurança sanitária”.

>> Leia também: DIA 2: EDUCAÇÃO VAI ÀS RUAS POR FORA BOLSONARO

Levantamento da Agência Pública mostra que Jair Bolsonaro é recordista em pedidos de impeachment. “Ao todo, mais de 1550 pessoas e mais de 550 organizações assinaram pedidos de impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Foram enviados 136 documentos ao presidente da Câmara dos Deputados, sendo 82 pedidos originais, 7 aditamentos e 47 pedidos duplicados. Até agora, apenas 6 pedidos foram arquivados ou desconsiderados. Os outros 130 aguardam análise”, aponta.

 

10º ciclo de debate: Os caminhos e desafios para a justiça tributária

O ciclo de debates formativos Desenvolvimento, novas desigualdades e Justiça Fiscal no Brasil apresenta a 10ª aula sobre: Os caminhos e desafios para a justiça tributária. O ciclo é organizado pelo Instituto Lula, em parceria com o Instituto Justiça Fiscal e as entidades coordenadoras da campanha “Tributar os Super-Ricos”.

Convidados:

Dão Real Pereira dos Santos
Auditor fiscal, vice-presidente do Instituto Justiça Fiscal (IJF), integrante da coordenação da Campanha Tributar os Super-Ricos. Marina Marinho Professora de Direito Tributário e Financeiro, integra a Advogacia-Geral de Minas Gerais e a Comissão de Direito Tributário da OAB/MG.

A transmissão será nesta terça feira (28) ás 19h30. Acompanhe ao vivo pelo YouTube ou pelo Facebook do Instituto Lula, do Instituto Justiça Fiscal e da Campanha Tributar os Super-Ricos. 

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