Servidores das três esferas se unem contra PEC 32

Nos dias 29 e 30 de julho será realizado o Encontro Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Setor Público Municipal, Estadual e Federal, que vai discutir estratégias e organizar uma mobilização nacional para derrotar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 32, da reforma Administrativa. Já estão sendo realizados encontros municipais e estaduais para debater o tema. (Veja agenda no final da matéria).

A proposta tem enorme impacto nas três esferas dos poderes executivos, legislativos e judiciário, com prejuízo para os servidores e também para a população que precisa de serviço público e de qualidade.

Segundo o Dieese, se a proposta for aprovada, os concursos públicos não serão mais priorizados como instrumento de seleção de pessoal, a estabilidade dos servidores civis estatutários não será mais garantida, os salários serão mais baixos e atividades poderão ser transferidas para a iniciativa privada.

A PEC também afrouxa a regra para ocupação de cargos de confiança, eliminando restrições constitucionais existentes e, com isso, abre margem para indicações políticas de pelo menos mais 207 mil pessoas do que atualmente. Isso significa que os políticos poderão indicar um milhão de amigos e parentes para cargos de confiança e assessoria se a PEC 32 for aprovada.

Dois servidores públicos, concursados e com estabilidade, denunciaram corrupção no governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL), que encaminhou a PEC 32 para o Congresso Nacional. Um deles, o servidor público do Ministério da Saúde, Luís Ricardo de Miranda, denunciou irregularidades na compra da vacina indiana Covaxin. O outro foi o delegado da Polícia Federal Alexandre Saraiva, que enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma notícia-crime contra o então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Eles podem perder cargos, como o delegado que perdeu o cargo de superintendente da PF no Amazonas, mas não podem ser demitidos porque cumpriram com suas obrigações. Este é um dos benefícios da estabilidade.

E é em defesa do serviço público e dos trabalhadores que os representantes dos servidores e servidoras vão construir, no encontro que será realizado no fim do mês, a luta contra a PEC 32 com foco nas três esferas.

“Vamos ampliar o debate e discutir estratégias contra a aprovação da PEC 32 e para isso contamos com mais de 12 milhões de trabalhadores. Se conseguirmos mobilizar 30% da base vamos potencializar a luta em todos os rincões do país”, explica Pedro Armengol, secretário de Finanças da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) e diretor executivo da CUT.

De acordo com o dirigente, para derrotar a PEC é preciso ter ressonância no Congresso Nacional e isso só será possível com unidade das categorias e pressão nas cidades onde vivem os parlamentares.

“A categoria é fragmentada, mas com enorme capilaridade para pressionar os deputados e senadores em suas bases, onde eles têm voto, que é onde eles sentem o peso dos votos contra os trabalhadores e contra a população que dão no Congresso”, afirma Armengol.

“Quem votou neles tem de saber que eles estão votando contra o Brasil e os brasileiros”, completa o dirigente.

Dos 12 milhões de servidores do país, 68% são municipais, 20% estaduais e 10% federais, diz Pedro Armengol reforçando a importância do encontro que deve trazer os servidores das cidades para a discussão nacional e, consequentemente, para a luta contra a PEC 32.

De acordo com o secretário de Finanças da Condsef, o encontro vai discutir também a realização de um ato nacional no mês de agosto, junto com ato que está sendo organizado pela CUT e demais centrais com pauta mais ampla – pelos R$ 600 até o fim da pandemia, em defesa do SUS, contra as privatizações e pela geração de emprego.

Confira a programação:

Fonte: CUT Brasil

Mulheres realizam ato contra o feminicídio nesta sexta (16)

O assassinato de mulheres pelo simples fato de serem mulheres cresce todos os dias no Brasil. Em protesto, organizações da sociedade civil realizam o ato “Luto público contra o feminicídio”, nesta sexta-feira (16), às 16h, na Praça do Reggae, em São Sebastião.

Para a diretora do Sinpro-DF Vilamara do Carmo, “os assassinatos de mulheres pelo fato de serem mulheres são, majoritariamente, resultado de um Estado omisso, estruturado no machismo, no sexismo, no racismo”. “A pandemia tornou ainda mais cruel a realidade das mulheres, que, muitas vezes, se encontram aprisionadas em seus lares com seus próprios algozes. Isso porque o Estado, submetido a um governo declaradamente contrário ao direito das mulheres, nega políticas públicas e reforça as ações machistas, misóginas e racistas em discursos proferidos pelo próprio presidente da República. Só em 2020, foram 1.388 mulheres assassinas no Brasil. E o enfrentamento a esse cenário caótico é dever de todas e de todos nós”, avalia.

O ato “Luto público contra o feminicídio” integra a campanha nacional “Nem Pense em Me Matar – Quem Mata uma Mulher Mata a Humanidade!”, realizada pelo Levante Feminista Contra o Feminicídio para denunciar a omissão do Estado e exigir medidas efetivas de proteção à vida das mulheres.

Acesse o manifesto PELA VIDA DAS MULHERES – ESTAMOS DE LUTO E NA LUTA aqui

Cultura brasileira na educação infantil é tema de painel

O respeito à infância e a presença da cultura brasileira na rotina escolar é a abordagem do projeto Conversa de Professor com o diretor, ator, músico e compositor Filipe Edmo. A atividade será realizada nesta quinta-feira (15), às 19h, no canal do Youtube da Fundação Ecarta. Para assistir, acesse https://youtu.be/CSDeJfG9Ivk.

“É um convite a brincar, refletir e debater a importância do brincar”, adianta o pesquisador que utiliza a arte como ferramenta. A partir de reflexões e provocações, o artista e educador convida a pensar a infância e como inserimos o brincar e a cultura popular no dia a dia.

As brincadeiras são consideradas essenciais para o desenvolvimento integral das crianças por ser a linguagem que estimula tanto a função motora, como a afetiva, cognitiva e social. Brincar é direito garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), preconizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), e tem até um dia para lembrar da sua importância: o Dia Internacional do Brincar, celebrado em 28 de maio.

“Nosso Projeto pretende enfatizar a importância do atendimento às crianças nos primeiros anos de vida. Nesta etapa há extrema receptividade aos conhecimentos e atitudes trabalhados pelos professores e pais, que serão determinantes na vida futura dessas crianças”, complementa a coordenadora do projeto Conversa de Professor, Cecília Farias

Conversa de Professor

O diálogo desta quinta-feira (15) é o terceiro de um total de seis ao longo de 2021 da série Conversa de Professor. O primeiro tratou da relação das crianças com a natureza (6 de maio), com a professora Luciane Varisco; o segundo foi com a jornalista, educadora e escritora, Januária Cristina Alves, sobre a abordagem das fake news desde a educação infantil.

Lançado em 2005, o Conversa de Professor propõe a discussão de temas específicos de diferentes áreas do conhecimento. Os encontros contam com especialistas de diferentes áreas de conhecimento e focadas na educação infantil e anos iniciais.

O projeto busca aprofundamento teórico, ampliação de conhecimentos, debate sobre metodologias de trabalho em sala de aula e relatos de experiência, propondo interação, diálogo e socialização.

A Fundação Ecarta leva o programa Conversa de Professor às cidades do interior por meio de parceria com secretarias de Educação e agentes locais. Interessados podem entrar em contato com a produção do projeto pelo e-mail conversadoprofessor@fundacaoecarta.org.br

Fonte: Ecarta , com edição do Sinpro-DF

Professora Léa Maria, presente!

É com enorme pesar que o Sinpro-DF informa o falecimento da professora aposentada Léa Maria de Oliveira Guerra. Com 69 anos, Léa foi mais uma vítima da covid-19. Sua partida deixa uma dor imensurável no coração dos amigos e familiares. Mas deixa também a lição da coragem e da doação de ser educadora.

Mãe de dois filhos, professora Léa Maria trabalhou nas escolas da 102, 106 e 304 da Asa Norte. Ela se aposentou em 1995, mas não deixou de frequentar o ambiente escolar e contribuir com as atividades, sempre com uma história para contar.

Ao partir, professora Léa foi homenageada por colegas de trabalho. “Mais um amor que partiu!”, diz trecho do texto intitulado “Carta de Amor à Léa”.

Toda solidariedade aos familiares e amigos da professora Léa Maria de Oliveira Guerra. Seus ensinamentos, sua história e seu companheirismo a manterão eternamente presente.

 

Carta de Amor à Léa
Fez-se um enorme silêncio, nesta tarde de domingo, 11 de julho.
Sentimos um nó na garganta, uma dor no peito e a lágrima escorreu. Foi o sentimento de cada uma de nós ao receber a notícia da morte da colega Léa, vítima de COVID. Partiu, sem tempo de despedir da gente ou da família.

Léa Maria de Oliveira Guerra, era assim que uma colega a chamava quando a encontrava nos Bailes dos aposentados. E ela discreta, elegante e gentil perguntava: precisa todo mundo saber meu nome?

Trabalhamos juntas na EC 304 Norte, mas Léa logo se aposentou, contudo não nos deixou! Manteve-se unida a nós, colaborando.

Passou a frequentar a Escola, assiduamente, nos intervalos, trazendo novidades, pois tinha o espírito jovem. Era comunicativa, cheia de vida e luz. Sempre tinha uma história para contar.

Tirava da gente o peso da responsabilidade do trabalho escolar e nos dizia:
“Parem um pouco! Vocês não são máquinas! Podemos conversar, tomar cafezinho e rir um pouco.”

Admirável, querida, tranquila, dinâmica, bondosa.

Também contribuía nas festas escolares porque participava ativamente.

Quem é educadora não esquece a sua missão.

Ajudava a escola pública comprando suas fichas para as barracas e os bazares. Os produtos que adquiria doava para pessoas carentes de sua cidade natal. Exemplo de generosidade.

Era uma mulher corajosa que sabia prender a atenção de todos quando contava algo. Expressava-se muito bem, com clareza e tinha uma tonalidade de voz que encantava quem a escutava!

Leá conduziu a vida com maestria, grande companheira de trabalho, de encontros e, para algumas, de viagens também.

Essa é a lembrança que temos dela. Quebrava as tensões da rotina escolar nos trazendo leveza, serenidade e alegria.

Mais um amor que partiu! Que esteja junto aos anjos do céu, num lugar lindo, cantando hinos de louvor.

Coletivo Poesia nas Quebradas lança projeto Territórios Culturais

O Coletivo Planaltinense Poesia nas Quebradas lança a segunda etapa do projeto Territórios Culturais, em parceria com a Associação Artística Mapati – AAMA. Com apoio do Instituto Macondo e fomento da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, o projeto busca criar e fortalecer laços entre 14 territórios culturais mapeados pelo projeto no DF no ano de 2020.
    
O ciclo de formações foi batizado como Diálogos Periféricos, e as inscrições on-line vão do dia 10/07 ao 10/08. Para se inscrever, clique AQUI. Ao todo, serão  cinco oficinas com temáticas que variam desde comunicação até a elaboração de projetos culturais, todos com recorte a partir dos elementos do Hip Hop.

As formações acontecem pela plataforma Zoom de forma  gratuita, sempre das 19h às 21h, mediante inscrição prévia. O público esperado são artistas periféricos, pequenos produtores culturais, estudantes e pessoas interessadas pela cultura Hip Hop em geral. 

A primeira oficina  será nesta quinta-feira, 15, sobre Comunicação Popular, sob o comando da jornalista trans e periférica, Carolina Ribeiro. Nos dias 21 e 22, a formação será sobre Literatura Marginal, e apresentação será  de Tales Zigone. Já no dia 28 e 29, o bate-papo será sobre Educação Popular e Cultura Hip Hop, com Markão Aborígene. Karina Pascollato comanda a oficina de Elaboração de Projetos Culturais nos dias 04 e 05 de agosto. E, para fechar o ciclo, oficina de Iniciação em Produção de Projetos com Adriana Gomes e Sandro Soares nos dias 11 e 12 de agosto.

O coletivo de literatura marginal Poesia nas Quebradas foi idealizado pela professora e poeta, Ravena Carmo, em 2014 nas “quebradas” de Planaltina. Ao todo, o coletivo já implementou mais de quinze projetos, e uma de suas iniciativas é levar literatura aos alunos do regime socioeducativo, sempre com objetivo de construir um mundo mais generoso. Para mais informações, o telefone de contato é o (61) 99598-7779. Você também pode seguir o coletivo no instagram: @poesianasquebradas.

PARTICIPE DO TUITAÇO POR UM ORÇAMENTO PARTICIPATIVO

#OrçamentoSemPovoNuncaMais
Ignorando a tragédia brasileira de mais de meio milhão de mortes, o governo federal enviou ao Congresso uma proposta que não considera o enfrentamento à pandemia como prioridade e protege gastos militares.

Piorando ainda mais o cenário, o Congresso quer debater a proposta de forma apressada e sem abrir espaço de escuta à sociedade civil.

A quem interessa um orçamento sem povo?

Participe do tuitaço por um orçamento com escuta e proteção da população nesta quarta-feira (14/07) às 11h

Banco de tuítes: https://bit.ly/BancoLDO

Conheça as propostas da Coalizão Direitos Valem Mais: https://bit.ly/NotaLDOemRisco

TUITAÇO CONTRA A REFORMA ADMINISTRATIVA NESTA QUARTA-FEIRA, 14, ÀS 9H

 ESTABILIDADE SIM, CORRUPÇÃO NÃO!

 Participe do tuitaço #EstabilidadeSimCorrupçãoNão nesta quarta, 14/07, às 9h, e denuncie a política de desmonte do serviço público!

 A estabilidade no serviço público permitiu que a corrupção das vacinas no governo Bolsonaro fosse denunciada!

 Já imaginou um serviço público formado somente por indicação política? “Rachadinhas” e outras formas de abuso seriam muito mais frequentes!

A proposta de Reforma Administrativa do governo Jair Bolsonaro (PEC 32) promove o fim da estabilidade de servidores abrindo brechas para a corrupção e ainda promove a privatização de serviços públicos essenciais, como saúde e educação!

➡️ Sugestões de tuites: http://bit.ly/TwittaçoReformaAdm
➡️ Cards: https://bit.ly/cards_twittaço
➡️ Vídeos: https://bit.ly/videos_ref_admin

 

Lançamento: e-book “Café com Agroecologia: Roda de Conversa”, da UFV

A obra, com 451 páginas, traz temas abordados no projeto de extensão “Café com Agroecologia: Roda de Conversa” da Universidade Federal de Viçosa (UFV). São 30 capítulos com temáticas debatidas nos encontros, realizados ao longo dos anos de 2015 a 2018.

Segundo os organizadores, a obra “é resultante do exercício pleno da Agroecologia, trazendo diálogos transdisciplinares numa roda de conversa composta por agricultores, estudantes, mestres, doutores e pessoas interessadas na interação e no ‘cafezinho’”.

Para baixar a publicação, acesse: https://www.cafecomagroecologia.ufv.br/ebook/.

Síndrome de Burnout: professores e a pandemia do esgotamento

É praticamente impossível encontrar alguma profissão que não tenha sido afetada pela pandemia da Covid-19, que já dura mais de um ano e três meses. Mudanças na rotina, home-office e necessidade de novos aprendizados digitais se tornaram comuns para a maioria dos grupos de trabalhadores.

Os professores, contudo, são alguns dos profissionais que mais sentiram o impacto de todas as mudanças. Durante muito tempo, quem olhava de fora poderia imaginar que o trabalho dos docentes estava mais fácil. Estando todos em casa, menos esforço necessário para aplicar tarefas e colocar ordem na turma. Certo? Não mesmo!

De acordo com a psicóloga Luciane Kozicz Araujo, o número de profissionais da educação que buscaram atendimento e foram diagnosticados com a síndrome de Burnout aumentou perceptivelmente durante o período de pandemia.

“Essa síndrome é o afeto convertido em dor física, então o aumento das dores no corpo tem sido uma queixa constante nos pacientes que procuram a terapia. Esperavam que a pandemia fosse uma corrida de 100 metros e virou uma maratona. Isso tem gerado tensão, medo, fobias, tristeza e solidão. Esse afeto tem aparecido no corpo: dores nas articulações, esgotamento físico e insônia são os principais sintomas”, explica Luciane.

Os motivos para esse esgotamento são muitos, a maioria ligada a um maior número de horas trabalhadas por dia. A impotência diante das precárias condições de trabalho a que estão submetidos, a ausência de muitos alunos no ensino remoto, o fato de não possuírem equipamentos ou mesmo acesso à internet são exemplos do aumento da jornada de trabalho, de acordo com a psicóloga. “Além de inovarem no ensino remoto, precisam preparar material impresso, orientar alunos e pais, ligar para os ausentes, corrigir e verificar se o material está sendo eficiente para o aprendizado”.

A professora Érica* leciona em uma Escola Classe de São Sebastião, no DF, e experimenta sintomas do Burnout há meses, por conta da educação a distância (EAD).

“Eu sinto muita dor de cabeça, no corpo, nas juntas. Tenho a sensação de que fui atropelada. Tanto tempo na frente de um computador, do celular, sentada, sem me movimentar. Tive que procurar ajuda psiquiátrica e psicológica para aliviar as dores, aliviar a tensão, além de precisar me afastar de sala de aula”, relembra.

Para Érica, o desgaste que sente é causado pela necessidade de se desdobrar para atender todos os alunos. A profissional conta que continua em contato direto com as crianças durante todo o horário de almoço e após o encerramento da sua jornada de trabalho, já que o único meio que muitos estudantes têm de acessar a internet é através dos celulares dos pais, que passam o dia inteiro fora de casa a trabalho.

“A gente pensa no aluno, mas esquece de nós mesmos. Nos sentimos um pouquinho pai e um pouquinho mãe dessas crianças”, afirma com emoção. A professora dá como exemplo uma aluna de sua escola que é atendida poucas vezes ao mês, pois os créditos de celular se esgotam rapidamente. Ao dar aula por mensagens de WhatsApp – o único caminho viável em frente a essa dificuldade – a internet acaba em poucos dias, e o contato só é restabelecido na recarga seguinte, ao virar o mês.

As escolas públicas do DF foram fechadas no dia 16 de março de 2020 | Foto Dobrislava/Creative Commons

 

E é dessa maneira que professores brasileiros têm vivido e trabalhado durante a pandemia. Afinal, a vida e o trabalho se tornam uma coisa só. Ansiedade, esgotamento e, como consequência, o Burnout, atacam a mente e o corpo dos profissionais ao longo do último ano.

Contudo, Érica é otimista ao enxergar, no futuro, a volta às aulas presenciais. “O retorno vai ser bem favorável, vai amenizar um pouco esse nosso estresse. Vamos poder ter o contato com o aluno, o contato visual, falar de perto, identificar melhor as dificuldades. O ensino a distância não proporciona esses momentos”, finaliza.

* Nome fictício a pedido da entrevistada

Fonte: Matéria publicada originalmente no https://gpslifetime.com.br/, por Pedro Ângelo Catanhede | Foto capa: Elisa Ventur/UNSPLASH

UnB é referência em produção de pesquisa e projetos de combate à Covid-19

Mesmo com os ataques que vêm sofrendo por parte do Governo Federal, com o atropelo da autonomia universitária e os cortes orçamentários, as universidades públicas brasileiras vêm dando uma contribuição decisiva no combate à Covid-19 no país. Os projetos desenvolvidos pela Universidade de Brasília (UnB), por exemplo, tornaram-se referência no tema.

Desde o início da crise sanitária no Brasil, há um ano e quatro meses, diversas pesquisas têm sido realizadas, desde a coleta de dados científicos até o desenvolvimento de equipamentos de proteção, passando pelo sequenciamento genético de genomas para identificar as cepas do vírus em circulação na capital federal. Todas essas ações são mecanismos fundamentais de superação da crise e proteção à população.

A Sala de Situação de Saúde da UnB, fundada em 2017, adequou seu trabalho à pandemia do novo coronavírus. Nesse período, produz, semanalmente, análises de risco de acordo com a capacidade de vigilância, estrutura dos hospitais, disponibilidade de unidades de terapias intensivas (UTIs) e o número de casos e mortes da covid-19.

Os pesquisadores alertam para a importância de valorizar a produção científica, fortalecendo as estruturas dos núcleos e institutos e seus profissionais, para que eles estejam preparados para atuar em situações de emergência como a atual. “Nos últimos anos, a gente assistiu a falta de investimento em pesquisa no Brasil, e isso fragilizou o processo de resposta que tivemos agora (na pandemia)”, afirma o epidemiologista e professor da Faculdade de Ciências da Saúde, Jonas Brant, coordenador da Sala de Situação de Saúde. “Vale lembrar que outros vírus podem surgir, ou até mesmo o Sars-CoV-2 desenvolver novas mutações, e por isso o investimento em ciência é o que possibilita um preparo para que a gente enfrente futuras emergências de saúde pública dessa magnitude”, conclui o professor.

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