Essencial é a vida! Senadores, digam não ao PL 5595-2020

2021 04 22 credito governo estado sp

Na noite de 20 de abril de 2021, em meio ao descontrole da pandemia de COVID-19 que assola o Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o PL 5595/2020, que torna aula presencial, na educação básica e superior, “serviço essencial”. Sob alegações de que crianças, adolescentes e jovens estão sendo penalizados, uma maioria de deputados e deputadas, alinhados ao discurso negacionista do governo federal, apregoaram a volta às aulas presenciais mediante observância de determinados protocolos sanitários. Ora, essas pessoas não ignoram que mais de 80% da matrícula na educação básica no país está na rede pública, em que significativo número de escolas, por conta do descaso dos governantes, se encontra com notória ausência de condições materiais adequadas para cumprir os aventados protocolos, sem contar as condições em que se realiza o trabalho de nossos profissionais da educação, muitos deles atuando em diversas escolas e se deslocando de uma para outra usando transporte público, ou ainda, que as famílias desses estudantes são aquelas que têm menor possibilidade de teletrabalho, ampliando riscos de transmissão entre colegas e profissionais das escolas.

É preciso enfatizar que, ao contrário do que disseram os apoiadores desse projeto de lei, professores e professoras não pararam de trabalhar ao longo deste tempo pandêmico. Em todas as pontas da educação, esses profissionais têm se dedicado de modo árduo a novas rotinas. Na educação básica, um trabalho por vezes triplicado, sem recursos em muitos casos para atender de modo eficiente aos preceitos de uma educação de qualidade que assegure o aprendizado. Na educação superior, para além do ensino, a pesquisa e extensão não paralisaram em momento algum: são esses educadores cientistas que fomentam descobertas novas e divulgação diante de um negacionismo presente no cotidiano brasileiro.

Se o ensino de forma remota não tem, lamentavelmente, alcançado a toda a população em idade escolar, isso se deve mais ao descaso histórico – do atual governo, inclusive – com relação à educação e outros direitos sociais, do que aos professores e professoras, que não têm medido esforços para atender seus estudantes.

O projeto de lei aprovado na Câmara dos Deputados traz, no entanto, consequências para além da pandemia. Ao definir aulas presenciais como “serviço essencial”, estará, na prática, criminalizando o direito à livre expressão e o direito de greve (assegurado nos artigos 9º e 37 da Constituição Federal). Não por acaso, quem defendeu essa proposição foram deputados e deputadas que apoiam programas que agridem e ofendem e docência, como o famigerado “Escola sem Partido”. O PL 5595/2020 contém, ainda, mais duas impropriedades: fere a gestão democrática da educação e a autonomia universitária, princípios consagrados na Constituição Federal e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação.

Em vista dessa aprovação, as entidades abaixo relacionadas fazem um apelo aos senhores senadores e às senhoras senadoras: rejeitem o PL 5595/2020, em defesa do direito à vida e às liberdades democráticas.

Aulas presenciais, somente mediante condições sanitárias seguras e vacinação de nossos profissionais da educação!

Assinam esta nota:

Associação Brasileira de Saúde Coletiva – ABRASCO
Associação Brasileira de Alfabetização – ABAlf
Associação Brasileira de Currículo – ABdC
Associação Brasileira de Ensino de Biologia – SBEnBio
Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências – ABRAPEC
Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Educação – ANPEd
Associação Nacional de Política e Administração da Educação – ANPAE
Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação – ANFOPE
Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação – Fineduca
Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia – ANPOF
Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação – ANFOPE
Central Única dos Trabalhadores – CUT
Centro de Estudos Educação e Sociedade – CEDES
Confederação dos(as) trabalhadores(as) no serviço público municipal – CONFETAM/CUT
Federação de Sindicatos de Professores e professoras das Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico – PROIFES
Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil – FASUBRA
Fórum Distrital de Educação/ FDE
Fórum Estadual de Educação – CE
Fórum Estadual de Educação da Paraíba – FEEP
Fórum Estadual de Educação – MS
Fórum Estadual Popular de Educação – ES
Fórum Estadual Popular de Educação – PR
Fórum Nacional de Diretores de Faculdades/Centros/Departamentos de Educação ou Equivalentes das Universidades Públicas Brasileiras – FORUNDIR
Fórum Nacional de Coordenadores Institucionais do Pibid e Residência Pedagógica – Forpibid-rp
Fórum Nacional dos Coordenadores Institucionais do Parfor – Forparfor
Movimento Nacional em Defesa do Ensino Médio
Sociedade Brasileira de Ensino de Química – SBEnQ
Sociedade Brasileira de Educação Matemática – SBEM

(Abrasco, Foto: Governo do Estado de São Paulo, 22/04/2021)

Fonte: CNTE

TV SINPRO DESTA SEXTA-FEIRA (23), ABRE ESPAÇO PARA A CULTURA GEEK E GAMER NA REDE PÚBLICA DO DF. PARTICIPE!

Nesta sexta-feira (23), a partir das 16h30, o programa  TV SINPRO receberá o professor da rede pública do Distrito Federal, David Leonardo, para falar sobre cultura geek, games e esportes eletrônicos na rede de ensino do Distrito Federal. 

A ideia nasceu em 2016, quando o professor criou um projeto de cultura geek, nerd e gamer para trabalhar com os estudantes do Centro de Ensino Fundamental 34 da Ceilândia. Anos depois, em 2018, criou o projeto intitulado “ Centro Interdisciplinar de Esportes Eletrônicos”-(CIEEL), que foi aprovado pela Secretaria de Educação do Distrito Federal- (SEEDF) em 2019, ganhando notoriedade por ser o primeiro projeto de esportes eletrônicos para a rede pública do DF, sendo o primeiro do segmento no Brasil. 

O professor que ingressou na rede em 2013, atualmente, está na Diretoria de Educação Física e Desporto Escolar, coordenando a pasta de jogos e esportes eletrônicos. Por lá, o docente, que é apaixonado por games, elabora e organiza campeonatos de esportes eletrônicos para toda a rede de ensino do DF, pública e privada, trabalha, ainda, na elaboração de um curso de formação continuada para os docentes com o intuito de atender todos os estudantes e ensiná-los quanto a esse novo universo dos esportes eletrônicos. Segundo o professor, há muitos projetos para o futuro, e para ele, estes projetos são imprescindíveis para atender os estudantes e auxiliá-los a alcançar suas metas e sonhos. “A gente segue pensando e planejando projetos voltados para a cultura geek, nerd, pop e também os games e esportes eletrônicos, isso sempre pensando no nosso futuro e nos nossos estudantes”, conta. 

Para conhecer mais sobre o trabalho do professor, basta acessar os canais  https://www.twitch.tv/geekfitbrhttps://www.instagram.com/geekfitbr

O programa TV SINPRO  vai ao ar, nesta sexta-feira (23), ao vivo, a partir das 16:30h, pelo canal 12 da NET e também, pelas redes sociais do Sinpro-DF e da TV Comunitária.

Participe conosco e venha conhecer o projeto do professor David Leonardo.

 

NOTA DE PESAR | CLEDILSON LISBOA

Com muita tristeza, a diretoria do Sinpro informa o falecimento do de Cledilson Lisboa, diretor da Escola Classe 15, do Gama, nesta quinta-feira, 22 de abril.

Cledilson tinha 51 anos, era da carreira assistência e foi mais uma vítima da Covid-19 no DF. Hoje é um dia triste para a Educação, que perde um grande profissional que deixa uma contribuição valiosa.

Um cortejo homenageará o diretor nesta sexta-feira, 23, partindo às 8h30min da sede da Regional do Gama. O velório será de 9h30min a 11h, e o sepultamento está marcado para as 11h30min no Cemitério do Gama.

Câmara coloca na pauta de hoje (20) PL sobre a privatização dos Correios

O presidente da Câmara dos Deputados, deputado Arthur Lira, colocou na pauta dessa terça-feira (20) um requerimento para votação de urgência do Projeto de Lei 591/2021, que trata da privatização dos Correios. A base do governo quer acelerar a votação desse projeto que, na prática, entrega o patrimônio público e o serviço postal brasileiro para o capital privado, com as consequências que todos os brasileiros conhecem bem: um serviço público privatizado mais caro e com péssima qualidade, exemplo visto na privatização do setor de energia.

Para impedir mais este retrocesso no serviço público brasileiro e barrar mais esse ataque é preciso que a população e a categoria de uma forma geral se mobilizem nas redes sociais. Mande mensagem para os parlamentares do Distrito Federal e peça o voto contrário à privatização dos Correios.

Vote na enquete colocando discordo totalmente:

https://forms.camara.leg.br/ex/enquetes/2278141

 

Consequências da privatização

O primeiro impacto a ser sentido, caso a estatal seja privatizada, é na qualidade do atendimento, principalmente nas cidades interioranas. O motivo é o fim do subsídio cruzado que permite que as cidades maiores, com maior movimento nas agências dos Correios, mantenham abertas as agências das cidades pequenas. Essas pequenas agências podem ser fechadas se a empresa for privatizada.

Aniversário do CEM Elefante Branco nesta quinta, 22

Nesta quinta-feira, 22, o Centro de Ensino Médio Elefante Branco completa 60 anos. A abertura das comemorações acontecerá em sessão solene a ser transmitida ao vivo pelo youtube no mesmo dia, às 19h. A transmissão será pelo canal Supervisão CEMEB.

O evento virtual apresentará vídeos feitos especialmente para a ocasião. A direção da escola está programando uma série de eventos celebrativos ao longo do ano, com rodas de conversa, produção de documentário, livro de fotos.

A diretoria do Sinpro saúda a iniciativa, que além de marcar o aniversário do Elefante Branco, certamente também contribui para o registro das memórias da escola e do próprio Distrito Federal.

PL que considera atividades educacionais em formato presencial essenciais durante pandemia é risco à vida dos profissionais da educação, estudantes e da população em geral

Está em tramitação na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 5595/2020, que dispõe sobre o reconhecimento da Educação Básica e de Ensino Superior, em formato presencial, como serviços e atividades essenciais. Pela proposta em análise, as atividades educacionais serão consideradas atividades essenciais, inclusive durante enfrentamento de pandemia, de emergência e de calamidade pública.

O texto afirma que as aulas presenciais só poderão ser suspensas em situações excepcionais cujas restrições sejam fundamentadas em critérios técnicos e científicos devidamente comprovados. Além de ser um total disparate, uma vez que o número de mortes e infectados pela Covid-19 já são, por si só, uma prova mais que suficiente, é um atentado à vida de professores(as), orientadores(as) educacionais, estudantes e da comunidade escolar como um todo.

Apesar da votação da urgência da matéria estar prevista para o dia 14 de abril, o presidente da Câmara, Arthur Lira, antecipou a votação em um dia na tentativa do mérito ser apreciado sem a intervenção da categoria e dos movimentos sindicais. A manobra não surtiu efeito, pois um movimento articulado pelo Sinpro, pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Internacional da Educação, Fórum Nacional Popular da Educação (FNPE) e o movimento Educação Pública Eu Apoio realizaram manifestações virtuais que não só tomaram as redes sociais, como bombardearam por e-mail e WhatsApps os(as) deputados(as).

Segundo os organizadores do movimento de pressão sobre o parlamento, o texto da relatora da PL 5595, Joice Hasselmann (PSL-SP), gera mais dúvidas do que certezas. Dentre os pontos estranhos estão questões como se após a pandemia as escolas deverão continuar abertas mesmo frente a outras calamidades e se será reduzido o direito de greve dos(as) trabalhadores(as).

O Sinpro e a categoria como um todo aguardam o momento de voltar às salas de aula, mas, neste momento, a prioridade deve ser a vida. Forçar a volta às aulas presenciais em um momento com tantas mortes e infectados é colocar o(a) professor(a), orientador(a) educacional, os(as) estudantes e a população em geral em risco iminente de morte.

É importante que a categoria continue mobilizada para impedir que este PL seja aprovado.

Clique aqui e vote contra este PL. O link leva para uma votação no site da Câmara.

Reunião do Coletivo de Professoras(es) em Contrato Temporário nesta quinta, 22

Nesta quinta-feira, 22, a partir de 19h, acontece a segunda reunião do Coletivo de Professores e Professoras em Contrato Temporário. O encontro acontece de forma remota pela plataforma zoom. Os dados de acesso à sala virtual estão no final da matéria.

Na pauta da reunião, estão:

1) Cálculo salarial;
2) Reforma administrativa.

Para mais informações, contate: (61) 99951-6410.

COLETIVO DE PROFESSORES E PROFESSORAS EM CONTRATO TEMPORÁRIO
Quinta-feira, 22 de abril, 19h
Plataforma Zoom
ID: 817 6954 0417
senha: 313939
Link: https://us02web.zoom.us/j/81769540417?pwd=Szd1Nk5JMktMeC9DTERZR1l5NGt3Zz09

Participe do twittaço contra a reforma administrativa

O Sinpro convoca os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais para um twittaço nessa segunda-feira (19), às 19h, contra a Proposta de Emenda à Constituição nº 32. A PEC contém o texto da reforma Administrativa do governo de Jair Bolsonaro e traz uma série de ataques aos(às) servidores(as) públicos(as), especialmente os(as) que ganham menos e estão na linha de frente da Covid-19, prejudicando ainda mais a população que necessita um serviço público de qualidade.

Além do ataque direto ao funcionalismo público, ditando uma série de retrocessos ao setor, a reforma administrativa traz vários prejuízos à saúde pública com os ataques ao Sistema Único de Saúde (SUS) e aos bancos públicos. Para se ter uma ideia da importância destes dois setores, o SUS foi responsável por 93% dos exames de Covid-19 realizados em 2020, enquanto os planos privados de saúde realizaram apenas 7%. Já os bancos públicos foram responsáveis pelo repasse do auxílio emergencial e pela oferta de crédito aos pequenos empresários.

É preciso lutar contra esta PEC. Com a reforma, o Brasil terá menos educação, segurança, saúde pública, investimento em geração de emprego e renda, saneamento básico, luz, água e esgoto, direito à moradia, enfim, menos todos os direitos fundamentais, que serão mercantilizados, privatizados e reduzidos ao mínimo, como ocorreu no Chile e em outros países que tiveram de reestatizar suas empresas, como EUA, Inglaterra e outros.

Assine a petição contra a PEC de liquidação dos serviços públicos:

chng.it/DbmM6wVM

 

🔥 Clique aqui e faça pressão

 

📰 👉🏿 Leia matéria completa e acesse o link Na Pressão no site: https://sinpro25.sinprodf.org.br/napresS

Mobilização pode garantir tablet e internet para alunos e professores da rede pública

Em mais uma demonstração de total desrespeito e falta de comprometimento com a questão social e com a educação, o presidente Jair Bolsonaro vetou o Projeto de Lei 3.477/2020, que garante tablet e internet para alunos(as) e professores(as) do ensino público. Mesmo com o governo federal virando as costas para um ponto tão importante e necessário, o Congresso Nacional poderá derrubar esse veto durante a tarde dessa segunda-feira (19).

O Sinpro pede para que cada professor(a) e orientador(a) educacional envie mensagens aos(às) parlamentares(as) pedindo a derrubada do veto ao PL 3.477/20, garantindo assim o direito à educação na pandemia.

Aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, a proposta atenderia cerca de 18 milhões de estudantes e 1,6 milhão de professores(as), mas foi integralmente vetada por Bolsonaro. É importante salientar que no Brasil existe uma profunda desigualdade no acesso às ferramentas de tecnologia na educação, discrepância mostrada em dados do Censo da Educação Básica. Os dados apontam que 38% das escolas do ensino fundamental não têm internet. No Ensino Médio, mais de 90% das escolas têm acesso à internet, no entanto, 35% não têm ferramentas de ensino e aprendizagem.

Pelo projeto, estados, municípios e o Distrito Federal poderiam definir como será ofertada a conectividade para os(as) estudantes(as), podendo ser um pacote de internet para celular ou um modem. Podem ser beneficiados os estudantes com famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e os matriculados em escolas indígenas e quilombolas, com prioridade para aqueles que estão no ensino médio.

📲 Entre em contato com parlamentares do seu estado por e-mail e redes sociais e peça para derrubarem esse veto!
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➡Contatos dos senadores:
http://bit.ly/senadores_contatos

➡Contatos dos deputados:
http://bit.ly/deputados_contatos

➡Assine a petição:
http://bit.ly/peticao_internet_tablet_escolas

NOTA DE PESAR | PROFESSOR JOSÉ CARLOS DOS SANTOS

Com profunda tristeza e consternação, a diretoria colegiada do Sinpro-DF comunica o falecimento por Covid-19 de nosso colega José Carlos dos Santos. Professor de Atividades, atualmente, trabalhava na biblioteca da Escola Classe 38 (EC 38) de Ceilândia. Ele era chamado, carinhosamente pela categoria, de professor Carlinhos. O sepultamento será nesta segunda-feira (19), às 15h30, no Cemitério de Taguatinga.

Ele faleceu no domingo (18/4), no Hospital de Campanha de Ceilândia, após uma luta incansável por um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Distrito Federal. Revoltada com as condições da morte do professor Carlinhos, a diretoria colegiada se solidariza com a dor dos(as) familiares, amigos(as) e colegas e lamenta mais um falecimento por Covid-19.

Sem nenhuma comorbidade e com um histórico de vida saudável, Carlinhos faleceu por falta de atendimento em UTI. Há 20 dias, ele deu entrada na Emergência do Hospital de Ceilândia em estado avançado de Covid-19. Ficou internado mais de duas semanas. Mas, como essa doença é imprevisível e não se importa se o corpo é saudável ou não, o estado dele se agravou. Ele precisou da UTI, mas não conseguiu a tempo. O professor era o último de uma lista de 400 pessoas com Covid-19 à espera de terapia intensiva.

 

Um sobrinho dele teve de entrar com uma liminar na Justiça para que fosse disponibilizado um leito de UTI. Carlinhos foi, então, transferido para o Hospital de Campanha da Ceilândia, mas já era tarde: as complicações provocadas pela Covid-19 se agravaram e ele faleceu, nesse domingo (18/4), às 21h.

 

A falta de UTI e as mortes evitáveis

“De acordo com informações do hospital, a equipe médica teve muita dificuldade para colocá-lo na posição promada pelo fato de ele estar muito agitado. Teve agravamento do quadro infeccioso e também foi contaminado por uma bactéria no hospital”, informam os colegas e Luciene, esposa dele, também professora da rede pública de ensino, atuante no CED 16 de Ceilândia.

 

O caso do professor Carlinhos é típico do que está acontecendo, hoje, no Brasil, e digno de processo contra os governos Ibaneis Rocha (MDB) e Jair Bolsonaro (ex-PSL) por falta de uma política local e nacional de combate à pandemia, que envolva vacinação pública em massa, lockdown total para diminuir contaminações e investimento do dinheiro público na saúde e na economia para evitar aglomerações nas ruas e filas de pacientes adoecidos por Covid-19 nas portas das UTI, com milhares de pessoas estão morrendo todos os dias com ou sem atendimento. Isso sem contar a falta do chamado “kit intubação”, que são os sedativos para pacientes intubados.

 

No DF não é diferente. Falta kit intubação nas UTI e, falta UTI. A pandemia avança gravemente por falta de lockdown, de capacidade hospitalar e de vacinação. Ou seja, falta gestão pública na cidade e no País. A diretoria colegiada aproveita esta oportunidade para alertar a categoria dos perigos da Covid-19, uma doença com letalidade imprevisível e totalmente descontrolada no País por falta de política nacional de combate à pandemia do novo coronavírus.

 

Sem lockdown e sem vacinação pública em massa, vai piorar

A situação continua grave e vai piorar. Cientistas têm denunciado que, se não houver lockdown urgente, em 1º/7/2021, haverá 600 mil mortes por Covid-19 no País e 5 mil mortes diárias. Os brasileiros já estão sendo impedidos de entrar em outros países e o Brasil já é denunciado, internacionalmente, como uma ameaça ao planeta por causa das variantes, cada vez mais resistentes, que estão surgindo em território nacional em razão da falta de combate e de controle.

 

É importante esclarecer que o falecimento do professor Carlinhos era evitável e é consequência da má gestão pública da crise sanitária e do dinheiro público. Isso ocorre porque os políticos, eleitos em 2018, não têm nenhum compromisso com a classe trabalhadora e nenhum interesse em investir o dinheiro público na saúde pública e, muito menos, em programas públicos de vacinação em massa. Menos ainda em investir esse recurso na adoção de medidas de distanciamento e isolamento sociais para controle da pandemia.

Diante da completa falta do Estado nacional no controle e combate à peste, a diretoria orienta a categoria a, ela mesma, seguir, com rigidez e disciplina, as recomendações científicas e comprovadas de distanciamento e isolamento sociais, uso de máscara e lavar as mãos, os punhos, o rosto com sabão durante, no mínimo, 20 segundos. Quando não puder usar a água e o sabão, aplicar o álcool em gel 70% nas mãos e punhos.

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