Projeto entrega 50 galões de água potável para comunidade carente
Jornalista: Luis Ricardo
O projeto Vida & Água para ARIS, aprovado pelo edital do COPEI, faz a entrega nesta quarta-feira (18) da primeira remessa de cinquenta galões com água potável da Serrinha do Paranoá para 50 famílias cadastradas pelo projeto na Cidade da Estrutural. A região administrativa é uma Área de Regularização de Interesse Social (ARIS) e o Sinpro participou da ação.
O projeto identificou, no ano passado, 200 mil pessoas no Distrito Federal que não estão tendo acesso a água potável da CAESB nas 39 ARIS do DF. Como estratégia de pesquisa-ação do projeto, foi inaugurada a primeira Casa Vida & Água da Estrutural em 12 de outubro de 2020, durante uma Live que congregou dezenas de parcerias de entidades da sociedade civil organizada.
Depois de muito trabalho remoto de articulação de redes e de acesso a localização de 50 famílias com crianças matriculadas no CF 02 da Estrutural, a Universidade de Brasília (UnB), em parceria com o Instituto Oca do SOL da Serrinha do Paranoá, fará a entrega dos primeiros 50 galões com água potável certificada pela Adasa.
Para ampliar e atingir a totalidade das famílias sem-água potável em casa, o desejo da UnB é selar a parceria com a CAESB, mas até o momento a Empresa não se dispôs a oficialmente traçar uma estratégia de entrega de mais galões para essas comunidades.
Nota de Falecimento | Professor Marco Paulo da Silva
Jornalista: Maria Carla
A diretoria colegiada do Sinpro-DF se solidariza com colegas, familiares, amigos(as) e estudantes e informa, com pesar, que Marco Paulo da Silva, 46 anos, professor de matemática readaptado no CED 08 do Gama, é mais uma vítima da Covid-19.
Depois de lutar 2 meses com muito sofrimento contra a doença, ele faleceu, nesse sábado (13), por volta das 22h. O velório ocorrerá neste domingo (14), a partir das 13h, na Capela 4, e o sepultamento será às 15h, no Cemitério do Gama. Por ele ter ficado 2 meses na UTI, foi autorizado o velório. Contudo, o Sinpro-DF alerta sobre a importância de se evitar aglomeração durante a última homenagem ao professor.
Além da própria família, os(as) colegas e a nossa categoria perde um grande companheiro de luta. Ele era parceiro em todas as ocasiões e presente em todas as ações de defesa da categoria e da educação pública. Na nossa memória afetiva, ele deixa seu exemplo, sua participação alegre e sua força nos movimentos da categoria. Nas greves, ele era piqueteiro e estava sempre ativo nas lutas da categoria.
Restrospectiva 2020 | Assista à série de vídeos com a luta do Sinpro no ano da pandemia
Jornalista: Maria Carla
“Chegamos ao início de 2021 conscientes de que os desafios ainda são imensos e nos manteremos determinados na defesa da vida, de nossos direitos e da democracia. Isso só poderá ser feito mediante duas ações imprescindíveis: pelas escolhas que faremos por meio do voto e por intermédio de nossa unidade enquanto classe trabalhadora organizada”, essa é a avaliação da diretoria colegiada do Sinpro-DF ao analisar a luta de 2020.
Apresentamos, a seguir, o vídeo, na íntegra, da retrospectiva da luta do Sinpro-DF em 2020: o ano que deixou como principal lição a necessidade de consciência na hora do voto. Assista. Participe. Mande sua opinião. #2020: o ano das lutas virtuais.
Um momento da humanidade em que a pandemia do novo coronavírus devastou milhões de vidas e, em vez de amenizar a situação, o presidente da República, Jair Bolsonaro, tentou transformar centenas de milhares de mortes em meros números de um obituário. Entramos em 2021 juntamente com o início da segunda onda da pandemia da Covid-19, que cresce em velocidade de genocídio.
Enquanto o número de óbitos aumenta a cada hora e transforma o Brasil em exemplo de tragédia humana, descaso e fracasso da política econômica neoliberal, de retirar o Estado das suas atividades naturais, que é a de garantir saúde, educação, emprego, renda, ciência, dignidade ao povo e soberania para a Nação, entre outras, os números mostram que a fortuna dos mais ricos saltou 31% na pandemia.
Os bilionários brasileiros dobraram suas fortunas. Nos EUA, os bilionários norte-americanos ficaram US$ 1,1 trilhão mais ricos durante a crise sanitária mundial. A cada uma de suas ondas, a pandemia enriquece o seletíssimo grupo de bilionários do mundo e joga milhões de pessoas na pobreza. No Brasil, o governo federal aproveitou a pandemia para impor mais pobreza, mais sacrifício e mais mortes aos brasileiros.
Sem nenhuma política pública de combate à pandemia, a crise sanitária chegou descontrolada em território nacional, devastando esperanças e arrasando as famílias. A pandemia é utilizada como instrumento de distração para envolver o povo em um clima de terror, e, ao mesmo tempo, esconder uma das mais agressivas crises econômicas já fabricadas por banqueiros, empresários e políticos neoliberais desde o golpe de Estado de 2016.
A soma do fracassado neoliberalismo com uma pandemia altamente letal levou o movimento sindical a uma situação nunca vivida em que teve de se reinventar diariamente. Nos últimos 12 meses, o Sinpro-DF aprendeu, recomeçou e se esforçou para lutar em defesa da categoria. Nunca pensou em abandonar a luta. Ao contrário, recriou suas formas de luta e, durante os períodos mais duros do isolamento social, para impedir a usurpação dos direitos trabalhista da categoria e da educação pública, se manteve firme, na frente e na liderança da luta de classe.
Se, de um lado, a pandemia da Covid-19 matou centenas de milhares de pessoas, dizimou famílias inteiras e imprimiu marcas indeléveis na vida dos brasileiros, de outro, a gestão neoliberal e a economia do Estado mínimo geraram o maior nível de desemprego e pobreza da história do País.
A política econômica do governo Jair Bolsonaro/Paulo Guedes de desvio do dinheiro público para interesses privados, de desindustrialização e de desemprego aprofundou a fome e espalhou o medo e Bolsonaro aproveitou, cruelmente, a pior doença do século para pôr em curso projetos que cortam a classe trabalhadora em sua carne, de outro, a classe trabalhadora cumpriu sua tarefa de lutar. O Sinpro-DF esteve, mais uma vez, e historicamente, na frente do combate contra os ataques neoliberais. Confira, a seguir, o vídeo Retrospectiva 2020 na íntegra.
Volta às aulas com Covid é o tema da próxima LIVE da CNTE
Jornalista: Luis Ricardo
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) voltará a transmitir o ciclo de debates online “LIVE da CNTE”, na página da Confederação no Facebooke no Youtube, sempre às terças-feiras. O horário mudou: a partir deste ano, as transmissões vão começar às 19h.
A próxima LIVE da CNTE está marcada para o dia 16 de fevereiro, terá como tema “Volta às aulas com Covid”, e vai trazer os convidados: Geovana Lunardi, doutora em Educação e presidenta da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Educação (ANPEd); e o médico Naomar de Almeida Filho, mestre em Saúde Comunitária e professor titular de Epidemiologia no Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA). A apresentação será feita pelo presidente da CNTE, Heleno Araújo, e pela vice-presidente da CNTE, Marlei Fernandes.
Em nova etapa de campanha de vacinação, Sinpro afirma: Quero voltar, vacina já!
Jornalista: Luis Ricardo
O Sinpro-DF convoca a categoria para participar da nova etapa da campanha Sem vacina não dá pra voltar! A ideia é a de que todos(as) os(as) professores(as), orientadores(as) educacionais e estudantes tirem fotos com uma plaquinha na qual esteja escrito uma das seguintes frases: PARA VOLTAR, QUEREMOS VACINA!; PARA PODERMOS VOLTAR, VACINA JÁ! e QUEREMOS VACINA PARA VOLTAR! Para fortalecer a campanha você também pode mudar seu avatar no Facebook e compartilhar com seus colegas.
A diretoria colegiada do sindicato afirma que a volta às aulas presenciais na pandemia da Covid-19 é um atendado à vida. “Queremos voltar, mas, somente com toda a segurança oferecida pela vacinação de todos os trabalhadores em educação”, afirma. Contudo, entende que, para além da necessidade de a categoria estar no grupo das prioridades para tomar a vacina, avalia que o que realmente é necessário e que vai trazer tranquilidade é quando toda a população estiver vacinada. “Queremos um retorno presencial com segurança”, completa. Todos os dias há dados de escolas que iniciaram o ano com aulas presenciais ou híbridas, mas tiveram de fechar e retomar as aulas remotas por causa do índice de contaminação.
Nesta semana, por exemplo, várias escolas públicas e privadas do Estado de São Paulo fecharam retornaram ao trabalho remoto por causa da rapidez com que o novo coronavírus infestou professores(as), estudantes e técnicos-administrativos(as). Lá, várias escolas privadas, que iniciaram as aulas em 25/1, já tiveram de retornar a atividades remotas. No dia 3/2, ao menos três escolas privadas de Campinas retomaram as atividades remotas. A situação mais grave ocorreu no Colégio Jaime Kratz, que registrou 42 casos de contaminação, sendo 37 funcionários e cinco estudantes infectados e mais cinco apresentaram sintomas. Uma professora foi internada. Essa escola estava com aulas presenciais desde 25/1. Campinas é a terceira cidade do estado em mortes por Covid-19.
A experiência de abertura de aulas presencias tem sido uma catástrofe em todo o Brasil e no mundo. Há denúncias de omissão de dados, sobretudo por parte das escolas privadas. Em São Paulo, onde o governo João Dória (PSDB) decidiu retomar as aulas presenciais na rede pública de ensino a partir de janeiro/2021, justamente no início da segunda onda da pandemia, já contabilizou, até quarta-feira (8/2), 209 caos de Covid-19 entre professores e outros trabalhadores da educação estadual.
“O Governo do Distrito Federal (GDF) não deve colocar em risco de morte mais de meio milhão de pessoas. Não há como voltar sem vacina. Precisamos mostrar para o governador Ibaneis, do MDB, que estamos dispostos a voltar, mas com toda a segurança”, afirma a diretoria colegiada do Sinpro-DF. Importante lembrar que, em quase todos os países em que as escolas abriram para aulas presenciais tiveram de fechar e retornar ao trabalho remoto.
“Venha conosco na defesa da vida! Faça sua placa com a frase da campanha, tire a foto com ela e poste mencionando o @sinprodf para que possa ser divulgado no Facebook e Instagram do sindicato”, convoca a diretoria.
Participe da nova campanha do Sinpro-DF sobre o retorno presencial com segurança.
Tire uma foto com um cartaz ou plaquinha de papel com as frases PARA VOLTAR, QUEREMOS VACINA!; PARA PODERMOS VOLTAR, VACINA JÁ! e QUEREMOS VACINA PARA VOLTAR!
e poste nas redes sociais mencionando o @sinprodf.
Campanha pelo retorno presencial das aulas somente com vacina.
Em dezembro, o Sinpro intensificou a luta em defesa da categoria
Jornalista: Maria Carla
Em dezembro, reforçamos lutas de 2020, como a necessidade de tributação dos super-ricos; a defesa do Fundeb exclusivo e somente para a educação pública; a importância da gestão democrática; a luta contra a privatização da CEB e da Eletrobrás, entre outras. É importante frisar que defender a CEB pública e a soberania do Brasil na energia elétrica é uma luta intransigente em defesa da categoria docente.
O Sinpro-DF reforçou a denúncia e o alerta sobre os prejuízos da reforma da previdência e entrou na Justiça contra o reajuste da alíquota previdenciária, mesmo depois de ela ter sido aprovada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).
Na CLDF, dois projetos do interesse da categoria foram apreciados: um sobre o homeschooling e, outro, sobre a prorrogação do atual banco de professores(as) substitutos(as). Vitória na luta dos(as) professores(as) substitutos(as), contudo, derrota preocupante com a aprovação da educação domiciliar. Sem baixar a guarda, o Sinpro-DF entrou na Justiça contra a proposta, que é inconstitucional e traz sérios danos ao conjunto da sociedade brasileira.
Foi realizada a live político-cultural em comemoração ao Dia do Orientador(a) Educacional e lançado o concurso, exclusivo para professores(as) aposentados(as) sindicalizados(as), “Poetizando e desenhando com Paulo Freire”, como uma das atividades de comemoração do centenário de nascimento do Patrono da Educação Brasileira. Após garantir o GDF Saúde, o sindicato apresentou um vídeo com explicações ponto a ponto do plano de saúde.
Para construir um calendário escolar que contemplasse a leitura da categoria de como deveria ser o ano letivo e suas necessidades, principalmente, em um ano tão atípico, foi feita a tradicional enquete sobre o calendário. Foram apontadas três opções para a construção do Calendário Escolar 2021. Mais de 66% da categoria optou por não utilizar os sábados como dias letivos.
Contudo, ainda assim, com base em uma enquete paralela, a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) desconsiderou a tradicional construção democrática do calendário entre governo e sindicato (categoria), e incluiu 11 sábados, com início das aulas em 8 de março e, fim, em 22 de dezembro. Continuamos na luta para que a categoria seja ouvida.
Em dezembro, a participação do Sinpro-DF na campanha “Vacina para todos – para toda a humanidade”, deu o tom do início do 2021 em defesa da vida. A iniciativa representa a voz de brasileiros(as) e outros povos que anseiam pelo fim do medo de perder as pessoas que amam ou mesmo a própria vida por causa de uma pandemia que está sem controle por falta de gestão pública e de financiamento de dinheiro público para o combate eficiente.
Os vídeos mostram que as dificuldades enfrentadas em 2020 não abalaram a força de luta e a unidade da classe trabalhadora. “Nós, professoras e professores, orientadores e orientadoras educacionais, fizemos do substantivo resiliência uma ação. E, diante da necessidade de superar obstáculos e de se adaptar a mudanças, nos reconstruímos e mostramos que, juntas e juntos, temos mais chances de derrotar o fascismo que se instalou sem pedir licença”, afirma a diretoria colegiada do sindicato. Confira o vídeo retrospectiva de dezembro de 2020. Confira:
Professores em SP se unem contra retorno presencial das aulas sem estrutura e vacina
Jornalista: Luis Ricardo
Os professores e as professoras da rede estadual de ensino em São Paulo, que estão com as atividades presenciais paralisadas há 3 dias em defesa da vida e contra o retorno das aulas presenciais na pandemia, ganharam um reforço dos companheiros e companheiras da rede municipal, que entraram em greve nesta quarta-feira (10).
Em todo o país, os professores lutam por segurança e condições adequadas de trabalho durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), com vacina para a comunidade escolar antes da reabertura das escolas. No Rio Grande do Norte e na Paraíba, várias prefeituras voltaram atrás depois da pressão dos professores. No Piauí, a categoria também está em greve.
A orientação é não voltar para as aulas presenciais antes da imunização e a categoria tem resistido em diversos municípios, afirma a presidenta da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam), Vilani Oliveira.
Esse é o caso de São Paulo, onde a paralisação é contra o retorno presencial das aulas sem estrutura e sem vacina. A categoria reivindica condições seguras para a volta às aulas presenciais e a mantém o ensino remoto enquanto não houver efetivo controle da pandemia.
Os professores da rede pública de SP também querem mais empenho dos governos para ampliação da produção e aplicação das vacinas contra o novo coronavírus e reestruturação das escolas para as necessidades de segurança sanitária em meio à pandemia. A retomada das aulas presenciais na capital paulista está marcada para dia 15 e a estadual começou na segunda-feira (8).
Para o secretário de Comunicação do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Roberto Guido, a união das duas redes com a mesma bandeira pela vida é muito importante para combater os governos irresponsáveis do PSDB no estado, o governador João Dória, e no município, o prefeito Bruno Covas, que acabam atuando do mesmo jeito que o presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL), de forma genocida.
A greve dos professores da rede municipal fortalece nossa luta porque muitos colegas trabalham nas duas redes. Os professores vão resistir às aulas presenciais com esta pandemia crescente, enquanto as escolas não tiverem preparadas para receberem com segurança toda a comunidade escolar e até que todos e todas estejam vacinados. A nossa luta é pela vida de milhares de pessoas e, juntos, somos muito mais fortes
Já o presidente do Sindicato dos Profissionais de Educação no Ensino Municipal (Sinpeem), Claudio Fonseca, destacou em entrevista à Rede Brasil Atual que muitas escolas ainda não tiveram as reformas concluídas e o número de profissionais de apoio é insuficiente para realizar o trabalho em meio à pandemia. Além disso, apesar de anunciada pelo governo do prefeito, a estrutura de apoio ao ensino também não foi concluída.
“A secretaria assegurou que entregaria tablets para todos os estudantes e professores. Não entregou. Também disse que os equipamentos das chamadas salas digitais estariam todos instalados. Não estão. Isso impede a realização do ensino presencial em alguns dias e remoto, nos outros. Houve redução dos profissionais de limpeza, num momento em que precisamos justamente garantir a ampliação e um contínuo processo de higienização nas escolas. Faltam também profissionais técnicos de educação, que o governo se comprometeu a contratar, mas ainda não concluiu o processo”, explicou Fonseca.
APEOESPMobilização da categoria contra o retorno presencial das aulas em SP
Greve expressiva no Estado
O dirigente sindical na Apeoesp, Roberto Guido disse que a greve dos professores e professoras de São Paulo teve de 15 a 20% de adesão, mas também ressaltou a diferença desta paralisação com uma grande parcela da categoria em casa com aulas remotas emergenciais, como a categoria chama o formato as aulas que estão sendo defendidas para este momento de pandemia.
Porém, segundo ele, é uma greve expressiva porque o governo já voltou atrás e flexibilizou a presença dos alunos nas escolas, mas isso ainda não é o que a categoria quer de fato para combater a proliferação da Covid-19 nas escolas.
“Para nós tem sido um grande desafio construir esta greve no meio de uma pandemia e trabalho remoto, mas neste processo a gente tem percebido que a sociedade e a categoria estão com a gente porque estão entendendo a nossa luta. O nosso diálogo é claro, não podemos permitir que os governos e a justiça não considerem laudos de especialistas que confirmam que não estamos preparados para o retorno presencial. A greve tem cumprido com seu papel”, ressaltou Guido.
A Apeoesp tem mantido carros de som por todo o Estado, campanha de esclarecimento nas redes sociais, rádios e TV, carreata, manifestações regionais. Além disso, representantes da Apeoesp têm ido às câmaras municipais, conversaremos com prefeitos e realizaremos encontro com professores, pais, mães, estudantes e funcionários, entre outras ações.
Retorno aulas é um fiasco
Segundo levantamento realizado pela Apeoesp, apenas 5% dos alunos da rede pública estadual de SP retornaram às aulas presenciais. Para a presidenta do sindicato e deputada estadual pelo PT de São Paulo, Professora Bebel, isso indica uma forte adesão das famílias à greve sanitária decretada pelos professores.
O comparecimento dos alunos foi baixíssimo, isso porque as famílias sabem dos riscos que existem nas escolas da rede estadual. Ninguém quer mandar o seu filho para um local onde há álcool gel vencido, ambientes sem ventilação, banheiros quebrados. Mesmo com um número pequeno de alunos, houve aglomeração nas portas das escolas, o que mostra o despreparo para esse retorno
A presidenta do sindicato ainda destaca o forte apoio que a categoria vem recebendo nas redes sociais. “Nosso monitoramento mostra que mais de 40% dos usuários se manifestaram em defesa dos professores, relatando as condições precárias de diversas unidades escolares e, muitas vezes, com o mote ´prefiro que meu filho perca um ano de escola do que a vida´”.
A categoria não vê a hora do retorno presencial porque de forma remota os professores e as professoras têm trabalhado muito mais, afirma Guido. De acordo com o dirigente, o que os professores resistirem e lutarem para manter as aulas remotas é a luta contra a Covid-19 e a certeza de que não há condições para o retorno presencial neste momento.
“A gente tem visitado escolas na periferia e no centro e o que estamos vendo fortalece nossa decisão. Tem diversas escolas sem água, sem luz e sem funcionários para dar conta das medidas de segurança, porque mesmo só com 35% da capacidade a escola é um espaço de aglomeração e a gente já está vendo que isso não dá certo. Só a Apeoesp, de maneira pontual, já contabilizou mais de 200 escolas com casos de infecção e que tiveram que ser fechadas. Não estamos preparados para ir para às escolas”, disse Guido.
Escolas municipais também não estão preparadas
A situação não é muito diferente nas escolas municipais, não só de São Paulo, mas em diversas regiões do país. Os pais de Ângelo Silva, de 8 anos, que não querem se identificar, não deixaram seu filho ir para escola desde o primeiro dia do retorno presencial da aula, na última segunda-feira (8), e disseram que em menos de dois dias a escola já foi fechada.
Eles receberam um comunicado informando que as aulas passaram só para a forma remota devido a casos de contaminação da Covid-19 entre os professores. “Eu já não ia mandar meu filho para escola antes da vacina, agora então. A escola espera, a vida não. Eu apoio total a greve dos professores da rede municipal pelos meus familiares e pelos dos nossos professores”, disse o pai do Ângelo.
Mobilização é nacional
Enquanto não tiver vacina, vamos continuar na pressão para o não retorno das aulas presenciais porque essa decisão de alguns prefeitos irresponsáveis é brincar com a vida dos alunos, professores e das famílias também, afirma Vilani Oliveira.
De acordo com a presidenta da Confetam, em primeiro lugar é preciso defender vidas. “E é por isso que a gente vai se unir com os professores da rede estadual onde for preciso. Estamos juntos nesta”.
Protestos e resultados
As mobilizações da categoria têm surgido efeito em outras regiões do país. No Rio Grande do Norte, em diversos municípios recuaram o retorno presencial depois que a categoria no estado resolveu ameaçar uma greve.
Em vários municípios da Paraíba os prefeitos também voltaram atrás sobre o retorno presencial das aulas marcado para dia 15 de fevereiro e adiado para 1º de março devido as mobilizações e luta da categoria.
Foi criado também uma comissão com dirigentes da CONFETAM, CUT e CNTE para construir estratégias de enfrentamento e outdoors foram colocas em diversos municípios em defesa da vida e contra o retorno das aulas presenciais.
A luta também é por vacina para todos e todas
No Piauí, os trabalhadores e as trabalhadoras da educação básica estadual estão em Estado de greve contra a volta presencial das aulas. O Sindicato dos Trabalhadores da Educação no Estado (Sinte-PI) tem visitado escolas e disse não encontrar nem o mínimo de condições para voltar às escolas sem prejuízos para professores, escolas, funcionários e estudantes. A categoria também luta pela vacinação dos trabalhadores e trabalhadoras no estado.
“Além de sermos contra o modelo presencial, dado a situação que o país encontra, estamos conversando com governos locais também para que os profissionais de educação entrem na lista de prioridades para serem vacinados”, explicou a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Piauí (Sinte Piauí), Paulina Almeida.
Audiência pública debate o retorno responsável na rede pública de ensino
Jornalista: Luis Ricardo
O deputado distrital Leandro Grass promove nesta quinta-feira (11), às 15h, audiência pública sobre o Retorno responsável na rede pública de ensino. A diretora Rosilene Corrêa representará o Sinpro na audiência e abordará os riscos e perigos da volta às aulas presenciais em meio à segunda onda da Covid-19.
É de extrema irresponsabilidade marcar uma data de volta às aulas sem o devido planejamento e, principalmente, a vacinação tanto para professores(as), orientadores(as) educacionais e servidores(as) das escolas, quanto para estudantes. É preciso um plano de retorno seguro e cuidado com a vida da comunidade escolar e da categoria.
RETROSPECTIVA 2020 | No mês da consciência negra, Sinpro realiza debates virtuais e mantém a luta
Jornalista: Maria Carla
Em novembro, mês da consciência negra, o Sinpro-DF promoveu uma série de debates virtuais para valorizar as culturas de matrizes africanas e promover reflexões sobre a realidade imposta à população negra. Mostrou como a política econômica em curso e a pandemia sacrificaram e continuam massacrando a maior parte da população brasileira: o povo negro.
Além disso, o mês foi marcado por pressão pela derrubada do veto do governador Ibaneis Rocha (MDB), que antecipava a aplicação das alíquotas previdenciárias reajustadas para os(as) aposentados(as).
“Para isso, lançamos a plataforma ‘Educação faz pressão’. Com ela, a categoria e demais servidores(as) públicos(as) distritais puderam, com poucos cliques, pressionar parlamentares a dizerem não ao ataque aos salários do funcionalismo”, recorda a diretoria colegiada do Sinpro-DF. Confira o vídeo.
Nota de falecimento | Professor Vagner Cavalcante Costa
Jornalista: Maria Carla
A diretoria colegiada do Sinpro-DF se solidariza com colegas, estudantes, familiares e amigos(as) do professor Vagner Cavalcante Costa e comunica seu falecimento, aos 51 anos, vítima de um câncer. Ele foi cremado no domingo (7/2).
Vagner era professor efetivo da Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEEDF) desde 1991 e filiado ao Sinpro-DF desde 1992. Ele ficou conhecido pelo Centro de Iniciação Esportiva (CID) P Norte, Ceilândia, em que foi professor de handbol.
Ele foi jogador de handebol seis vezes campeão brasileiro pela Aruc e pelo clube Cota Mil. Pai de quatro filhos, atualmente, trabalhava no Centro de Ensino Fundamental (CEF) 02, da Cidade Estrutural, na Educação de Jovens e Adultos (EJA) Noturno.