Discurso de Bolsonaro estimula criação de sites neonazistas no Brasil

Segundo a organização da sociedade civil Safernet, que fez o levantamento, há uma relação de causalidade entre o que diz e faz o presidente da República e esta radicalização nas redes

 
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Em apenas um mês, maio de 2020, foram criadas 204 novas páginas de conteúdo neonazista, contra  42 no mesmo mês de 2019 e 28 em maio de 2018.

A informação, da  Safernet, organização da sociedade civil que promove os direitos humanos na rede e monitora sites radicais, foi publicada no El País.

Segundo a organização, há uma relação de causalidade entre o que diz e faz o presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL) e esta radicalização nas redes. É “inegável que as reiteradas manifestações de ódio contra minorias por membros do Governo Bolsonaro têm empoderado as células neonazistas no Brasil”, disse em nota a entidade.

No caso de Bolsonaro, a popularidade do presidente entre a ultradireita ficou evidente em outubro de 2018, quando ele disputou e venceu o segundo turno das eleições.

Naquele mês, as novas páginas neonazistas em redes sociais e sites no Brasil chegaram a 441 – em setembro eram 89.  Segundo a ONG Safernet, foi um pico histórico.

A vitória de Bolsonaro foi comemorada em várias discussões no fórum de ódio conhecido como StormFront. O site, que usa o bordão ‘White Pride World Wide’ (Orgulho Branco em Todo o Mundo), foi fundado por Don Black, ex-integrante da Ku Klux Klan — grupo racista surgido no final do século 19, mas ativo até hoje, e responsável pelo assassinato de dezenas de negros nos Estados Unidos.

Reportagem do Observatório do Terceiro Setor cita também  levantamento feito pela antropóloga Adriana Dias, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que aponta a existência de pelo menos 334 células neonazistas ativas no Brasil, no ano passado – a maioria dos grupos se concentra nas regiões Sul e Sudeste.

Os dados indicam que São Paulo é o estado com maior presença desses grupos, concentrando 99 deles. Santa Catarina vem em segundo lugar, com 69 células, seguida por Paraná (66) e Rio Grande do Sul (47).

A reportagem diz que os grupos dividem-se em diversos movimentos, como hitleristas, supremacistas, separatistas, negadores do Holocausto e até mesmo seções locais da Ku Klux Klan.

E termina lembrando que o holocausto foi o genocídio de cerca de seis milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial e que o maior genocídio do século XX foi resultado de um programa sistemático de extermínio étnico patrocinado pelo Estado nazista, liderado por Adolf Hitler e pelo Partido Nazista, que percorreu a Alemanha e territórios ocupados pelos alemães durante a guerra.

Dos nove milhões de judeus que residiam na Europa antes do Holocausto, cerca de dois terços foram mortos; mais de um milhão de crianças, dois milhões de mulheres e três milhões de homens judeus. Pela lei brasileira, apologia ao nazismo é crime, conclui a reportagem.

Com informações do Observatório do Terceiro Setor e do El País.

Reprodução: CUT

China libera matéria-prima para mais 8,7 milhões de doses da CoronaVac

Os insumos devem ser entregues até o dia 10 de fevereiro

 
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O governo da China liberou a exportação de mais 5,6 mil litros de insumos para a produção da vacina CoronaVac. A matéria-prima, que deve ser entregue até dia 10 de fevereiro, é suficiente para produzir 8,7 milhões de doses do imunizante, de acordo com o governador de São Paulo, João Doria.

O estado também aguarda a chegada de outros 5,4 mil litros de insumos na noite de quarta-feira (3). Segundo a gestão estadual, a chegada do lote está prevista para as 23h30, no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas.

O Instituto Butantan disse que, com essa matéria-prima, produzirá, em 20 dias, cerca de 8,6 milhões de doses do imunizante.

A CoronaVac é uma vacina contra Covid-19 feita com o vírus inativado e desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Butantan.

O estado já vacinou mais de 448 mil pessoas desde o início da imunização.

Reprodução: CUT

Privatização de estatal no governo Temer prejudica distribuição de vacinas

Servidores reclamam de problemas com a empresa do grupo Voetur, que comprou a Central Nacional de Armazenagem e Distribuição de Imunobiológicos, estatal que cuidava da distribuição de insumos

 
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Servidores encarregados de receber as remessas as vacinas contra a Covid-19 e os insumos necessários para sua fabricação nos estados têm reclamado de problemas na logística, como itens errados, atrasos nas entregas e desorganização na comunicação. A informação foi publicada na Folha de S. Paulo deste domingo (31).

A má-gestão da armazenagem, controle e distribuição de todas as vacinas, soros, medicamentos, praguicidas, kits para diagnóstico laboratorial e outros insumos do Ministério da Saúde, incluindo os da Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, é uma das consequências nefastas da privatização.

Todo esse trabalho, fundamental para a área da saúde, em especial em plena pandemia do novo coronavírus que já matou mais de 225 mil brasileiros, foi entregue a uma empresa privada durante o governo do golpista Michel Temer. A decisão formal foi do então ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR), atual líder do governo Bolsonaro na Câmara e cotado para substituir o general Eduardo Pazuello na pasta.

Barros fechou a Central Nacional de Armazenagem e Distribuição de Imunobiológicos (Cenadi), diretamente subordinada ao governo e responsável por essa logística há mais de duas décadas, para contratar a VTCLog, do grupo Voetur. Desde 2019, a companhia controla o estoque e agora também monitora a entrada de imunobiológicos adquiridos pelo país no exterior, como as vacinas contra a Covid-19 e os insumos necessários para sua fabricação.

A empresa não respondeu à reportagem da Folha, que lembrou as sucessivas alterações dos horários dos voos com os primeiros lotes da CoronaVac, há dez dias, quando o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, adiantou às pressas o cronograma da vacinação.

“Depois que trocou, o que sentimos na ponta é que eles são novos e inexperientes, como se estivessem perdidos. E não é uma coisa pontual daqui, é todo mundo reclamando”, disse uma servidora identificada como “Carla“ pela reportagem da Folha.

Segundo a fonte, as críticas ao serviço são constantes em um grupo de WhatsApp de representantes dos estados e do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

“Em abril vai juntar as campanhas de influenza e Covid, com certeza vai dar problema”, comentou.

João Leonel Estery, coordenador da central de 1996 a 2016, contou que 200 colaboradores terceirizados foram demitidos após a medida de Barros.

“Para nós foi um balde de gelo seco. Tínhamos a estratégia toda pronta, tecnologia de ponta e criamos um transporte com perda de vacinas quase zero. Botaram para fora técnicos altamente qualificados, todos com o curso de especialização em rede de frios que criamos com a Fiocruz”, afirma

“Fomos totalmente contra a decisão. Acredito que a logística de imunobiológicos teve uma perda substancial, a estrutura da Cenadi funcionava muito bem”, declarou Ricardo Gadelha, que foi gerente da gestão de insumos do PNI até 2018.

A reportagem informa que valor do contrato com a VTCLog é de R$ 97 milhões anuais e vai de 2019 até 2023. O Ministério da Saúde não respondeu quanto era gasto com a Cenadi. A antiga direção da central informou à ‘Folha’ que os custos anuais da central somaram R$ 120 milhões em 2018.

Bolsonaro tentou privatizar UBS

Em outubro do ano passado, uma forte reação de deputados da oposição e lideranças políticas obrigou o desgoverno Bolsonaro a revogar um decreto que privatizava as Unidades Básicas de Saúde (UBS), dois dias após sua publicação no Diário Oficial da União. O decreto nº 10.530 foi assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele determinava à equipe econômica que criasse um modelo de privatização por meio do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) criado em 2016 por Temer.

As UBS foram criadas para atender até 80% dos problemas de saúde da população, sem que haja a necessidade de encaminhamento para outros serviços como emergências e hospitais públicos. Ou seja, são a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS).

Imediatamente, os deputados federais Alexandre Padilha (PT-SP), Rogério Correia (PT-MG) e Maria do Rosário (PT-RS) assinaram e protocolaram, juntamente com outros deputados do PCdoB, um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) – instrumento que tem o poder de suspender imediatamente os efeitos de um decreto presidencial.

“Estamos denunciando mais um absurdo de Bolsonaro que agora quer privatizar o SUS. Só podia ser um presidente obscurantista, negacionista, autoritário e ultra neoliberal para assinar um decreto para privatizar Unidades Básicas de Saúde, por meio de parcerias público-privadas “, disse Correia na ocasião.

A ex-presidenta da República Dilma Rousseff também se opôs à medida. “Bolsonaro e Guedes cometem um atentado contra a população e contra a Constituição que diz que ‘saúde é direito de todos e dever do Estado’. O Congresso não pode aceitar esta violação constitucional e ameaça a vida de milhões de brasileiras e brasileiros”, afirmou Dilma à Agência PT.

Após a mobilização, uma “falha” no decreto foi atribuída à ausência de alinhamento entre os ministérios da Economia e da Saúde. Bolsonaro confirmou a revogação do decreto no Facebook, mas defendeu a proposta.

No último dia 20, o PT protocolou uma nova manifestação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a reabertura da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), que pertence à Petrobras e que poderia estar produzindo oxigênio para atender às necessidades do país, mas segue fechada desde janeiro de 2020.

Na nova manifestação, o PT pediu que o Supremo volte a intimar a Presidência da República para que informe as causas da falha no abastecimento de oxigênio em Manaus e que tome, de fato, todas as providências possíveis para garantir o abastecimento de oxigênio aos hospitais de todo o país, entre elas, a reabertura da Fafen-PR.

Com apoio da redação da Agência PT.

Reprodução: CUT

Vacina russa Sputnik V tem eficácia de 91,6% contra a Covid-19

Eficácia da vacina Sputnik V para Covid-19 é de 91,6%, apontam resultados publicados na ‘The Lancet. Análise foi feita com quase 20 mil participantes. Desenvolvido na Rússia, imunizante foi o quarto a ter resultados de fase 3 publicados em uma revista científica

A vacina russa contra o novo coronavírus, desenvolvida pelo instituto russo de pesquisa Gamaleya, apresentou 91,6% de eficácia em um teste de fase três publicado nesta terça-feira, 2, na revista científica The LancetA eficácia contra casos moderados e graves da doença foi de 100%.

Os resultados ainda são preliminares e dizem respeito a um teste duplo-cego (quando nem o médico e nem o voluntário sabem qual medicação está sendo administrada) e randomizado, feito com 21.977 pacientes acima dos 18 anos e que não tomaram nenhum tipo de vacina 30 dias antes do começo do ensaio.

 

O ensaio está em andamento e tem o objetivo de incluir um total de 40 mil participantes – o monitoramento de segurança e eficácia continua.

A vacina foi administrada em duas doses. Após 21 dias da primeira dose da vacina – que coincidiu com o dia da segunda dose –, 16 dos 14.964 pacientes no grupo que recebeu o imunizante e 62 dos 4902 que estavam no grupo de placebo contraíram a covid-19.

Com essa informação, os cientistas constataram que a vacina era 91,6% eficaz. Pacientes no grupo de placebo sofreram efeitos adversos que não tinham relação com a vacina.

A vacina também funcionou em idosos: uma subanálise de 2 mil adultos com mais de 60 anos mostrou eficácia de 91,8% neste grupo. Ela também foi bem tolerada nessa faixa etária.

 

Quatro mortes foram reportadas durante o estudo, três no grupo vacinado e uma no grupo de placebo – nenhuma das mortes, segundo os pesquisadores, teve relação com a vacina.

A Sputnik V foi a primeira vacina a ser registrada no mundo e é baseada no adenovírus humano fundido com a espícula de proteína em formato de coroa que dá nome ao coronavírus. É por meio dessa espícula de proteína que o vírus se prende às células humanas e injeta seu material genético para se replicar até causar a apoptose, a morte celular, e, então, partir para a próxima vítima. A tecnologia é a mesma utilizada em outras vacinas, como é o caso da de Oxford em parceria com a AstraZeneca.

Esta vacina é a quarta a ter resultados publicados em uma revista, depois de Pfizer/BioNTech, Oxford/AstraZeneca e Moderna. Quando isso acontece, significa que os dados foram revisados e validados por outros cientistas.

As fases para a aprovação de uma vacina

Para uma vacina ser aprovada, ela precisa passar por diversas fases de testes clínicos prévios e em humanos. Primeiro, ela passa por fases pré-clínicos, que incluem testes em animais como ratos ou macacos para identificar se a proteção produz resposta imunológica.

A fase 1 é a inicial, quando os laboratórios tentam comprovar a segurança de seus medicamentos em seres humanos; a fase 2 tenta estabelecer de a vacina ou o remédio produz imunidade contra um vírus. Já a fase 3 é a última do estudo e procura demonstrar a eficácia da imunização.

Uma vacina é finalmente disponibilizada para a população quando a fase 3 é finalizada e a proteção recebe um registro sanitário.

Fonte: Pragmatismo Político

RETROSPECTIVA 2020 | Série rememora a luta do Sinpro em fevereiro

A série de vídeos “Retrospectiva 2020” rememora a luta do Sinpro-DF em fevereiro de 2020: um mês marcado pela denúncia. O ano letivo começou com cinco escolas de educação infantil fechadas e mais de uma centena precisando de grandes reformas e até mesmo de reconstrução. Resultado: cerca de 4 mil estudantes no prejuízo. Colocamos em debate a precarização da nossa profissão e das relações de trabalho durante o Encontro Pedagógico para Professores e Professoras em Contrato Temporário.

 

Continuamos nossa luta em defesa dos direitos dos(as) professores(as) substitutos(as). Cobramos da Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEEDF) o pagamento, em março, dos contratos assinados até o dia 10 de fevereiro. A luta da categoria foi o tema do carnaval 2020. O Bloco da Balbúrdia foi para as ruas com a pauta da educação e denunciou os ataques sofridos por toda classe trabalhadora.

 

Realizamos as assembleias regionais preparatórias para a assembleia geral da categoria, com destaque para a defesa do Fundeb Permanente e o cumprimento da Meta 17 do Plano Distrital de Educação (PDE), meta que equipara o rendimento de professores(as) à média da remuneração das demais carreiras de servidores públicos do DF com nível de escolaridade equivalente. Pautamos o combate à reforma da Previdência no DF, às Organizações Sociais na gestão escolar e à militarização das escolas públicas.

 

O mês mais curto do ano foi também um dos mais longos em histórico de luta contra a privatização e a terceirização da merenda escolar na capital do País. Conquistamos a atualização do cálculo do salário de professores(as) substitutos(as). Finalmente, foi alcançado o valor do piso da carreira magistério como referência no cálculo da hora-aula. Os vídeos com a retrospectiva, mês a mês, estão disponíveis nas redes sociais do Sinpro-DF: YouTube, Twitter, Instagram e Facebook: https://fb.watch/3oWSEc5omH/

 

Cidades brasileiras cancelam feriado de Carnaval. Entenda como ficam seus direitos

Dezenas de estados e capitais cancelaram o ponto facultativo dos dias 15 e 16 de fevereiro, datas do Carnaval, por causa da pandemia. Entenda como ficam as folgas nesses dias

 
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O Carnaval, a maior festa popular do mundo, está sendo cancelado em diversas cidades do país em função da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), para evitar aglomerações e manter o necessário distanciamento social e  conter a disseminação da doença. Veja abaixo lista de cidades em que o Carnaval  e os pontos facultativos foram cancelados.

Neste ano, a terça-feira de Carnaval seria no próximo dia 16 deste mês. Mas, o  brasileiro, acostumado a iniciar a festa no sábado emendando  a segunda –feira com a terça, já que os governos locais decretavam ponto facultativo com a adesão da maioria das empresas privadas, neste ano não poderá ir a blocos, sambódromos e nem viajar sem perder os dias de trabalho, se assim o patrão definir.

É que a legislação prevê que o Carnaval não é feriado nacional. Os dias da festa de Momo são feriados apenas nas localidades em que a lei estadual ou municipal assim estabelece. No Brasil há apenas dois tipos de feriados: os civis e os religiosos. Os civis são aqueles constantes em lei federal, estadual e municipal. Os religiosos são formados por dias de guarda previstos em lei municipal, e em número não superior a quatro, incluída a Sexta-Feira da Paixão.

Portanto, nas cidades em que o Carnaval foi cancelado pelas autoridades municipais ou estaduais, os trabalhadores não terão direito a folgas ou ao pagamento de horas extras. Tudo vai depender da decisão do patrão, que pode dar as folgas se quiser.

Caso as autoridades municipais e estaduais decidam uma nova data para as festas de Momo, também caberá ao patrão decidir se dá folga ou não. O empregador pode exigir que se trabalhe nesses dias, ou ainda conceder as folgas e pedir compensação das horas não trabalhadas posteriormente ou até mesmo pedir a compensação das horas antecipadamente. Todas as medidas poderão ser tomadas mediante a preservação da legislação bem como os acordos individuais e coletivos de trabalho.

Pontos facultativos para os servidores públicos federais

O governo federal decretou que os dias 15 e 16 de fevereiro e até às 14 horas da quarta-feira de Cinzas ( 17) serão ponto facultativo para os órgãos públicos federais, e cada estado e prefeitura tem autonomia pra decidir se libera ou não seus funcionários públicos.

Alguns estados cancelaram as festa de Carnaval e os pontos facultativos. De acordo com levantamento feito pelo Fórum de Governadores, os seguintes estados tomaram esta decisão: Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo, Santa Catarina e Sergipe.

Brasília (DF) vai decretar pontos facultativos na segunda (15) e terça (16), mas não haverá festas nesses dias.

Veja os que os demais estados decidiram até a data desta segunda (1°)

Alagoas: Embora o estado tenha cancelado o ponto facultativo de segunda e terça, ainda não foi decidido se a festa do Carnaval será cancelada.

Amapá: A capital, Macapá, decidiu que não haverá feriado. E embora o governo estadual não tenha definido se haverá ponto facultativo em todo o estado, as escolas de samba e os blocos carnavalescos decidiram fazer apresentações virtuais durante os dias de carnaval.

Espírito Santo: O governo do estado decidiu manter os pontos facultativos, mas cancelou a festa de carnaval.

Maranhão: O governo estadual e mais 15 cidades do estado confirmaram o cancelamento das prévias e das festas  e dos pontos facultativos nos dias 15 e 16/02.  

Mato Grosso: A capital Cuiabá cancelou o ponto facultativo, mas o governo do estado ainda não anunciou sua decisão.

Mato Grosso do Sul: O governo do estado ainda não definiu o cancelamento dos pontos facultativos.

Paraná: A capital Curitiba e outras cidades cancelaram os pontos facultativos e a festa, mas o governo do estado manteve os pontos facultativos nos dias 15 e 16.

Roraima: A capital Boa Vista cancelou a festa de carnaval. Não há informações sobre a decisão do governo do estado.

Tocantins: A capital, Palmas, cancelou o ponto facultativo e as festas.  O governo do estado ainda não tomou sua decisão.

Reprodução: CUT

Servidores fazem carreatas nesta segunda em defesa da Vacina Já e do serviço público

Manifestações serão realizadas por todo o país em defesa da vacinação imediata para todos e em defesa do serviço público. Carreata e ato principal acontecem em Brasília, no Congresso Nacional

 
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Trabalhadores e trabalhadoras do serviço público farão manifestações e carreatas, nesta segunda-feira (1°), em várias cidades brasileiras, em defesa do setor público e para exigir do governo federal ações que garantam a vacinação para todos os brasileiros. O ato principal está marcado para começar às 12h, com concentração na Praça do Buriti, em Brasília, carreata pela Esplanada dos Ministérios e ato em frente à Câmara dos Deputados.

A mobilização é organizada pelo Fórum Nacional das Entidades de Servidores Públicos Federais (Fonasefe), da qual a Condsef (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal) e a CUT fazem parte.

Os atos acontecem no mesmo dia em que tem início a eleição dos novos presidentes da Câmara e do Senado. O secretário-geral da Condsef, Sérgio Ronaldo da Silva, explica que a escolha da data não é coincidência e tem como objetivo protestar contra as manobras de Jair Bolsonaro para eleger seus ‘apadrinhados’ – Arthur Lira (PP-AL) para a Câmara e Rodrigo Pacheco (DEM-MG) para o Senado.

O papel do Congresso, ele diz, é fiscalizar o executivo e não ficar aliado a ele, especialmente em uma gestão genocida como é a do governo Bolsonaro, que debocha da pandemia do novo coronavírus, que já matou mais de 220 mil brasileiros, orienta a prescrição de medicamentos que não têm eficácia comprovada, ignora as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para conter o avanço da pandemia, como o uso de máscaras e tratou com descaso a compra de vacinas contra a Covid-19.

“Se Arthur Lira for eleito, ele vai dar andamento a todo o projeto de destruição que vem sendo colocado em prática desde janeiro de 2019, quando Bolsonaro assumiu a presidência”, diz Sérgio Ronaldo, que reforça: “As mobilizações também dão destaque à luta pela ‘Vacina Já’”.

“Bolsonaro pega bilhões de reais do país para gastar com compra de votos, com liberação de emendas, concessão de ministérios, esse balcão de negócios para eleger seus apoiados na Câmara e no Senado e continuar destruindo o Brasil. Nós exigimos que recursos sejam destinados para resolver de vez os problemas que estamos enfrentando com a vacinação”, diz Sérgio Ronaldo.

 

Alerta contra a reforma Administrativa

Sérgio Ronaldo alerta que o projeto de destruição do setor público andará a passos largos, caso o Bolsonaro emplaque seus candidatos no Congresso. “O pensamento privatista, de tirar direitos, reduzir salários, atacar o funcionalismo é o mesmo de Bolsonaro e de Artur Lira na Câmara, então não dá para esperar outra coisa a não ser o projeto ser pautado”, diz Sérgio.

O dirigente afirma que, além da defesa do serviço público e da Vacina Já, o #ForaBolsonaro também é bandeira de luta neste dia. “Este dia é para isso: defender a vacina e exigir o impeachment de Bolsonaro – fora Bolsonaro e Mourão”, conclui Sérgio Ronado.

 

Governo do DF tenta impedir manifestação

Se acordo com a Condsef, a polícia do GDF anunciou que fechará o trânsito na Esplanada dos Ministérios nesta segunda, em uma tentativa de impedir que a carreata aconteça na Esplanada dos Ministérios.

“Nós vamos manter nosso protesto. Se não for pela avenida principal, vamos pelas laterais, mas de qualquer forma chegaremos para o ato das 14h no Congresso”, afirma Sérgio Ronaldo.

Durante este ato, será entregue um documento aos candidatos à presidência das casas, contendo a pauta de reivindicações da categoria.

Reprodução: CUT

Retrospectiva | A luta do Sinpro em janeiro de 2020

Em janeiro de 2020, antes da chegada do novo coronavírus ao Brasil, o sindicato atuou no fortalecimento da denúncia do sucateamento da educação pública.

Em conjunto com outros setores, somamos nossa disposição à luta nacional contra os prejuízos da reforma da Previdência.

Paralelamente, pressionamos pela implantação do plano de saúde para os(as) servidores(as) públicos(as) distritais, uma luta histórica da nossa categoria.

Confira no vídeo.

Nota de falecimento | Professor Maurício Meira de Sousa

 

A diretoria colegiada do Sinpro-DF informa, com imensa tristeza e pesar, que o professor Maurício Meira de Sousa, que adoeceu e foi hospitalizado em Patos de Minas, MG, com um tumor no cérebro, e precisou do auxílio financeiro da categoria para retornar a Brasília e continuar o tratamento, não resistiu e faleceu na madrugada desta segunda-feira (1º/2).

 

A família agradece a todos e todas e informa que ele não aguentou duas paradas cardíacas e faleceu à 1h15 desta segunda. O professor Maurício atuava no CEF 03 de Brasília e, desde dezembro, corria contra o tempo para realizar uma cirurgia local e salvar a própria vida. O Sinpro-DF chegou a fazer uma campanha na categoria com dois pedidos de ajuda.

 

Ele foi velado, na manhã desta segunda, entre 9h e 10h, na Capela 01, do Cemitério Jardim Metropolitano, em Valparaiso de Goiás.

 

O SINPRO-DF DESEJA AOS PROFESSORES(AS) E OREINTADORES(AS) EDUCACIONAIS UM MERECIDO DESCANSO

Foram dias intensos. No meio de tamanhas surpresas decorrente da pandemia, vieram os desafios e diferentes maneiras de se adaptar ao novo. Um ano letivo atípico com mais dúvidas do que certezas. 

 Como de costume, um ano com lutas, que desta vez, ultrapassou os muros das escolas.  Mostramos que as adversidades e mudanças necessitam de adaptações, e diante dos problemas impostos durante o ano de 2020, vimos que se reinventar é necessário. Um ano que exigiu de todos(as) a extensão entre os estudantes e sonhos. 

A jornada é longa e contínua. Hoje (29), encerramos um ciclo jamais esquecido por nós. Um ano letivo de respiros e suspiros que será marcado pelas grandes transformações que conseguimos realizar enquanto rede. 

A diretoria colegiada do Sinpro-DF, parabeniza todos os professores(as), orientadores(as) educacionais, pelo empenho diário durante o ano letivo de 2020, desejando um bom e merecido descanso a todos e todas. 

Professor(a), orientador(a) educacional, o seu trabalho sempre será fundamental para o desenvolvimento de um país melhor.

 

 

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