Professor Hélvio, presente!

O Caic Santa Maria está em luto. Nessa terça (26), o professor Hélvio Carneiro Gonçalves faleceu após uma parada cardíaca, aos 59 anos.

Profissional dedicado, responsável e atencioso, Hélvio sempre foi um exemplo para seus colegas de trabalho e alunos. Admitido em 2007 na Secretaria de Educação do DF, o professor de Atividades desempenhou seu trabalho por 14 anos. 

Lamentamos imensamente a perda do professor e nos solidarizamos com a família. Os ensinamentos de Hélvio Carneiro se mantêm vivos.

 

Hélvio Carneiro, presente!

AJUDE O PROFESSOR MAURÍCIO VOCÊ TAMBÉM

O professor Maurício Meira de Sousa, precisa da nossa ajuda. Internado em Minas Gerais desde dezembro de 2020, a família do docente segue em uma corrida contra o tempo para salvar a vida do professor que descobriu uma grave infecção generalizada.

Lotado nas salas de recursos do CEF 03 de Brasília, o professor  desenvolve um belíssimo trabalho que é motivo de orgulho. 

Devido à gravidade da situação, Mauricio precisa agora retornar ao DF o mais rápido possível para dar continuidade ao tratamento. De acordo com fontes ligadas ao professor, o custo total do transporte é alto, e neste difícil momento, familiares contam com o apoio de todos(as). 

Para ajudar, os interessados(as)  poderão depositar qualquer valor na conta bancária abaixo, ou entrar em contato pelo número (34) 9921/3341.

  BRB

Agência: 134  Conta corrente: 1340084500

 Chave PIX: Telefone – 61999020932

Manter auxílio emergencial é fundamental para salvar vidas e recuperar economia

Cidades onde o número de beneficiários foi maior, também foi maior a geração de emprego formal. Pesquisador da Unicamp explica por que programas de distribuição de renda são fundamentais para o povo e economia

 
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O cenário de agravamento da pandemia do novo coranavírus no Brasil acende um alerta para a importância de programas sociais de distribuição e garantia de renda para os brasileiros que ficaram, estão ou ficarão sem emprego nos próximos meses. Encerrado em dezembro de 2020 pelo governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL), o auxílio emergencial, inicialmente de R$ 600,00 e posteriormente rebaixado pelo próprio governo para R$ 300,00, ainda que de valor pequeno, foi a garantia de sobrevivência de 67,9 milhões de pessoas e uma tábua de salvação na geração de emprego formais em municípios.

É o que mostra um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografa e Estatística (IBGE) com base em dados dos ministérios da Economia e da Cidadania. Em cidades onde o número de beneficiários foi maior, também foi maior a geração de emprego formal.

Em 357 dos 500 municípios com maior geração e vagas no mercado formal, o número dos beneficiários do auxílio emergencial estava acima da média nacional. O número representa 71,4% dos municípios que ficaram no topo do ranking do emprego na pandemia. O saldo positivo de vagas formais nesse período foi de 105 mil. Nas localidades em que o pagamento do benefício foi menor do que no total do país, houve um resultado negativo de 217 mil postos, o que demonstra que programas de distribuição de renda, como o Bolsa-Família e o auxílio emergencial, por exemplo, são essenciais para a manutenção da economia brasileira.

De acordo com o pesquisador do Centro de Estudos Sociais e Economia do Trabalho (Cesit/Unicamp), Dari Krein, é responsabilidade do Estado proteger os mais vulneráveis, e tanto o auxílio quanto os benefícios emergenciais durante a pandemia se mostraram essenciais para garantir que grande parte das pessoas pudessem sobreviver durante nesse período crítico.

Não dá pensar o futuro próximo sem alguma forma de proteção para as pessoas que estão mais vulneráveis na sociedade nesse contexto em que vivemos – Dari Krein

“Sem o auxílio emergencial, talvez o caos social teria sido grande nesse tempo. Agora, vemos que o auxílio acabou e as pessoas estão indo para as ruas para fazerem qualquer coisa para terem renda, porque a situação de miserabilidade é forte”, diz Dari Krein.

Ele explica que a dependência do auxílio por parte da população é grande e o programa mostrou ter sido muito importante para garantir uma condição de as pessoas poderem sobreviver à pandemia.

“É fundamental a luta pela continuidade do programa, porque tudo indica que não teremos uma retomada da economia, pelo contrário, a pandemia se agrava e as atividades econômicas terão mais dificuldades de continuar”, ele alerta.

nível do desemprego (14,6%), que hoje já atinge mais de 14,1 milhões de brasileiros, de acordo com Dari, deve continuar aumentando. Sem emprego, sem auxílio emergencial, sem renda milhões de brasileiros estarão jogados à sorte.

“Podemos ter um caos social. Por enquanto a sociedade ainda está ‘anestesiada’ em todos os sentidos, ou seja, sobre política, sobre a pandemia, mas a fome vai chegar a mais pessoas”, diz o pesquisador.

É fundamental e não é uma questão ideológica. É humanitária. Acabar com o auxílio emergencial nesse momento é algo desumano, falta de empatia com o conjunto da sociedade– Dari Krein

 

Responsabilidade do Estado

Inerte desde o início da pandemia no enfrentamento à Covid-19, o Governo Federal continua afirmando que o país não tem condições de manter o auxílio emergencial. O Ministro da Economia, o banqueiro, Paulo Guedes, chegou a admitir a hipótese de manter o programa caso houvesse uma segunda onda do coronavírus.

De acordo com reportagem do Reconta Aí, Guedes, em reunião com investidores do Banco Credit Suisse, descartou que haja uma segunda onda, mesmo com todas as evidências, incluindo o caos no sistema de saúde de Manaus, em que pacientes morreram asfixiados por falta de oxigênio.

Guedes, Bolsonaro e o presidente da Caixa Federal, Pedro Guimarães, declaram na reunião que “eixo do governo para o enfrentamento dos efeitos da pandemia é o setor privado”.

 

E o povo…

Ainda que Bolsonaro continue ‘mirando proteção’ no setor privado, a restrição de acesso a recursos pelas pessoas mais vulneráveis provoca um efeito negativo na economia. Basta rever os dados do IBGE. Se houve geração de emprego nos municípios em que mais trabalhadores receberam auxílio emergencial, a história agora será outra. Sem renda, ninguém compra. Se empresa não vende, demite trabalhadores. E o bolo aumenta.

O agravamento da pandemia, que o ministro Paulo Guedes preferiu não ver, de acordo com Dari Krein, aponta um cenário ainda mais crítico do que o ano de 2020. “Continuar com o auxílio é fundamental”, ele reforça.

O pesquisador cita ainda uma realidade escancarada na maior parte dos municípios, em especial nas grandes cidades. “É só olhar as ruas cheias de pessoas vendendo qualquer coisa e gente dormindo ao relento”. É possível manter o auxílio emergencial e será um ‘alavancador ‘ da economia”, diz.

Dari também critica a política de ajuste fiscal adotada pelo governo – de manter o teto dos gastos públicos. E aponta que o caminho tem sido equivocado.

“Um dos problemas do Brasil na crise de 2016 foi que não houve um programa de distribuição de renda, pelo contrário, contribuiu para concentrar renda e com a política de controle dos gastos, dificultou o acesso a benefícios como seguro-desemprego, auxílio-doença, bolsa família e até mesmo a aposentadoria. Isso explica porque a economia tem enfrentado dificuldade de se recuperar”, diz Dari Krein.

A reforma trabalhista, aprovada em 2017 pelo governo Michel Temer e que flexibilizou as leis trabalhistas e retirou direitos, ele lembra, também reduziu a renda de quem trabalha. Os mais pobres foram os mais prejudicados e assim “se criou mais um ‘dificultador’ para a recuperação da economia”, além de aumentar a desigualdade social.

A excessiva concentração de renda é um grande problema e o aumento da desigualdade, em especial durante a pandemia, ele diz, é “intolerável”.

Relatório da Oxfam, divulgado nesta segunda-feira, mostra que os mil maiores bilionários do planeta recuperaram perdas em apenas nove meses, enquanto os mais pobres levarão 14 anos para se recuperarem.

Ainda de acordo com a Oxfam, os dez homens mais ricos do mundo, todos brancos, acumularam cerca de US$ 500 bilhões desde que a pandemia começou, valor que é mais do que suficiente para bancar a vacina contra a covid-19 para todo o mundo.

CUT, Centrais e Frentes defendem união de todos os setores por Fora Bolsonaro

2021 01 27 site cut fora bolsonaro

 

As entidades que participaram da Plenária Nacional de Organização das Lutas promovida pelas Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, com apoio da CUT, demais centrais, deliberaram nesta terça-feira (26), a união de forças de todos os segmentos civis e políticos que estão lutando pelo impeachment de Jair Bolsonaro (ex-PSL).

Numa reunião virtual com quase 500 pessoas presentes, a plenária deliberou três eixos de luta: 1) Fora Bolsonaro; 2) Vacina Já e para todos e 3) o retorno do auxílio emergencial. Também foi deliberado um calendário de lutas (veja abaixo) culminando com uma nova carreata para o dia 21 de fevereiro, nos moldes da última realizada no sábado (23); e orientações para organização de defesa dos três principais eixos.

Presente à reunião, o vice-presidente da CUT, Vagner Freitas, explicou que a diferença da conjuntura dos últimos meses é que setores conservadores também começam a reivindicar o “Fora Bolsonaro”, a vacinação e o pagamento do auxílio emergencial, cada um motivado por suas particularidades, mas devido à urgente necessidade de tirar Bolsonaro do poder, para que o país retome o seu crescimento, é preciso que segmentos como OAB, CNBB e demais entidades de diversas orientações políticas se unam em torno do mesmo objetivo.

“Defender o Fora Bolsonaro é defender a vida, o emprego. Ele é o grande empecilho para que o país saia da crise econômica. Seu negacionismo da doença e seu desempenho frente à pandemia da Covid-19 impedem que a vacina chegue a todos, e sem vacina haverá uma paralisia na economia e o aumento do desemprego”, afirma Vagner Freitas.

O dirigente reforça que o engajamento da classe trabalhadora é fundamental, pois sem vacina quem vai morrer é o trabalhador, o menos favorecido pelas condições econômicas para procurar um tratamento e fazer o distanciamento social.

“Defender o Fora Bolsonaro é defender a vacina, o pagamento do auxílio emergencial, é lutar pelo emprego, pela sua vida, pela segurança de nossas famílias. Bolsonaro no poder é o entrave para a solução da pandemia e do fim da crise econômica e social do país”- Vagner Freitas

A decisão de unir todas as frentes sociais e políticas pelo “Fora Bolsonaro” se tornou ainda mais necessária com o agravamento da crise em 2021, e que vem sendo arrastada ao longo do ano passado. Por isso, que a Plenária Nacional de Organização das Lutas, acredita que só com mobilização popular é possível pressionar o Congresso Nacional para a abertura do impeachment.

Organização e Luta

Para esse processo é indispensável o esforço de unidade de todos os setores populares, com uma articulação nacional de convocação dos segmentos que possam se somar nesta iniciativa, realizando plenárias estaduais com amplo espectro político, construir um calendário de mobilização nos municípios, criar Comitês Populares de Saúde nos bairros para enfrentar a pandemia; fortalecer a comunicação contra o discurso bolsonarista nas redes sociais; denunciar internacionalmente Bolsonaro junto às entidades de direitos humanos, a partidos e na Comissão de Direitos Humanos na ONU; apoiar a instalação imediata da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ‘Pazzuelo/Bolsonaro’; fortalecer a adesão e divulgação do “Manifesto das Igrejas ao Povo Brasileiro”; realizar atos ecumênicos comunitários em memória e denunciar as mortes causadas pelo Covid-19 e, por fim, realizar o Dia da Solidariedade e pela Renda Emergencial.

Confira o calendário de lutas

2021 01 27 calendario lutas fora bolsonaro

(CUT Brasil, Rosely Rocha, 27/01/2021)

 

Reprodução: CNTE

Bolsonaro condena trabalhador doméstico a ficar sem aposentadoria

Número de trabalhadores e trabalhadoras domésticas com carteira de trabalho assinada já diminuiu 14,8%, caindo de 2,016 milhões em 2015 para 1,756 milhão em 2019

 
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A pandemia do novo coronavírus (covid-19) mostrou uma faceta ainda mais cruel do abismo e da desigualdade social do Brasil. Enquanto os ricos têm aumento de renda e os índices de inflação são menores para a classe mais alta da população, os pobres estão cada vez mais pobres, sem direitos e vendo cada vez mais longe a possibilidade de melhorar de vida, seja com a ajuda de políticas públicas, seja pela melhora da economia do país como um todo.

Uma das categorias mais prejudicadas com o descaso do atual governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) é dos trabalhadores e trabalhadoras domésticos. A gravidade da situação dessa categoria é abordada em artigo escrito pelo ex-ministro da Previdência Social, Carlos Gabas e pelo Diretor da Previ, do Sindicato dos Bancários de SP e presidente da Associação Nacional dos Participantes de Previdência Complementar e de Autogestão em Saúde – Brasília-DF, Anapar,  José Ricardo Sasseron, para a Rede Brasil Atual. Confira a íntegra:

Comparada por alguns a uma segunda abolição da escravatura no Brasil, a PEC das Domésticas vem sendo desmontada na prática pela dupla  Bolsonaro/Guedes. A ação do governo contra o trabalhador doméstico se traduz no aumento da informalidade no trabalho e redução do número de contribuintes ao INSS, o que pode deixar milhões de brasileiras e brasileiros sem nenhuma proteção social, em especial as aposentadorias e pensões.

A PEC das Domésticas estendeu a este segmento de mais de 6 milhões de trabalhadoras e trabalhadores direitos previstos na Constituição Federal e que não eram garantidos anteriormente, tais como jornada de trabalho de 44 horas semanais, FGTS, salário-família e seguro contra acidente de trabalho.

A PEC foi aprovada pelo Congresso Nacional em 2012, por proposta do governo Dilma, passou a valer em 2013 e foi regulamentada em 2015. Mesmo antes desta lei estender às trabalhadoras e trabalhadores domésticos os mesmos direitos dos demais trabalhadores, desde 2006, ainda no governo do presidente Lula (Lei 11.324/2006), os empregadores podiam deduzir do Imposto de Renda as contribuições patronais recolhidas ao INSS, referentes aos trabalhadores por eles empregados, o que funcionou como um incentivo à formalização de centenas de milhares de trabalhadoras e trabalhadores, em sua grande maioria, mulheres.

Os dados do Boletim Estatístico da Previdência Social, divulgados mensalmente pelo Ministério da Economia, mostram que desde 2015 o número de trabalhadores domésticos contribuintes para o INSS aumentou 77,5%, subindo de 1,07 milhão para 1,9 milhão em 2018, último dado disponível. Mas em pouco tempo de políticas restritivas e que retiraram direitos trabalhistas, o número de domésticos com carteira de trabalho assinada já diminuiu 14,8%, caindo de 2,016 milhões em 2015 para 1,756 milhão em 2019, enquanto aqueles sem carteira assinada aumentaram de 4,29 milhões para 4,47 milhões.

INSS

 

Foi o incentivo dado aos patrões, de deduzir do Imposto de Renda as contribuições previdenciárias que provocou esse aumento expressivo no número de contribuintes trabalhadores domésticos observado até 2015. Além disso, claro, nesse período o Brasil vivia um dos seus melhores momentos econômicos, com crescimento da renda dos trabalhadores e uma situação de quase pleno emprego.

A dedução das cotas patronais do INSS no Imposto de Renda valeu até 2019 e deveria ter sido renovada por novo projeto de Lei, mas a dupla Bolsonaro/Guedes decidiu acabar com o incentivo. Este é mais um episódio que mostra a opção deste governo pelos ricos e pela destruição de benefícios sociais e ataques aos direitos trabalhistas e previdenciários e deixa claro que, se por um lado os governos do presidente Lula e da presidenta Dilma cuidaram de estender os direitos trabalhistas e aperfeiçoar o Sistema de Seguridade Social, facilitando o acesso da sociedade aos direitos previdenciários e assistenciais, por outro lado, os governos que se seguiram ao Golpe de 2016, Temer e Bolsonaro, trabalharam intensamente para destruir esses avanços trabalhistas e previdenciários, aumentando a precarização das relações de trabalho e dificultando o acesso à aposentadoria.

O resultado foi desastroso e imediato: aumento acentuado do desemprego e da informalidade, o que gradativamente vai reverter o progresso conseguido nos anos anteriores, de crescimento econômico com incorporação de direitos sociais e proteção previdenciária.

Bolsonaro aprofunda a rota em direção ao caos social. O compromisso deste governo incompetente com o neoliberalismo econômico deixa cada dia mais evidente o desprezo pelos trabalhadores e trabalhadoras, em especial pelos mais pobres.

Carlos Gabas foi Ministro da Previdência Social

José Ricardo Sasseron foi Diretor da Previ, do Sindicato dos Bancários de SP e presidente da Anapar

Reprodução: CUT

 

 

 

 

Compras do governo federal têm R$ 37 milhões para iogurte e leite condensado

Enquanto Bolsonaro diz que não tem dinheiro para o auxílio emergencial, governo gastou R$ 1,8 bilhão em compras em 2020

 
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O governo federal de Jair Bolsonaro gastou nas tradicionais “compras de mercado” mais de R$ 1,8 bilhão em alimentos, em 2020 – um aumento de 20% em relação a 2019. O levantamento feito pelo portal Metrópoles mostra valores elevados em diversos itens, como R$ 21,4 milhões gastos em iogurte natural e outros R$ 15,5 milhões, em leite condensado.

Os valores são referentes a 2020, ou seja, quando iniciou a período da pandemia de covid-19. O governo federal, que alega não ter dinheiro para pagar o auxílio emergencial para a população, desembolsou R$ 31 milhões de reais em refrigerante e outros R$ 2,2 milhões em chicletes.

O “cardápio” do governo de Bolsonaro vai além do tradicional arroz, feijão, carne e salada. As compras de mercado do governo federal ainda incluem geleia de mocotó, picolé, pão de queijo, pizza, vinho, bombom, chantilly e sagu. Só em biscoito foram gastos R$ 50 milhões.

Na parte das carnes, o governo federal deixou seu carrinho de mercado pesado: foram gastos de R$ 89,6 milhões em carne bovina; R$ 51,5 milhões em carne de ave; R$ 30,9 milhões em peixes in natura; além de outros R$ 11 milhões em peixes em conserva.

As compras de molho shoyo, molho inglês e molho de pimenta somam mais de R$ 14 milhões aos cofres públicos. Só em rapadura foram gastos R$ 1.554.167,98 e mais R$ 6.589.839,54 em pó de pudim. Além disso, outros R$ 4.075.954,66 foram destinados para a compra de farinha para quibe.

Nesta segunda-feira (25), Jair Bolsonaro negou que o auxílio emergencial será prorrogado em 2021. Segundo ele, apesar de milhões de pessoas dependerem do benefício para sobreviver, o “benefício não é uma aposentadoria” e o “Brasil está endividado”.

Reprodução: CUT

APLICAÇÃO DO ENEM E A PANDEMIA DA COVID-19

A chegada da pandemia causada pelo novo coronavírus no Brasil, acendeu em todos um sinal de alerta. No ambiente educacional, a preocupação com as mudanças propostas pelo novo “normal” assusta e coloca enormes desafios a professores(as), estudantes, e comunidade escolar. 

No ano de 2020,  salas de aulas foram substituídas pelo ambiente virtual, aulas presenciais já não são mais uma realidade para o futuro. Junto com a pandemia, como se não bastasse os lamentáveis casos diários de óbitos e mortes, o desafio de migrar para o espaço digital oferece uma realidade longe para estudantes e professores (as) em todo o país. O acesso remoto e uso da tecnologia diante do caos, passou a ser uma forte variante no ensino remoto. Atividades diárias, avaliações, material extracurricular e o monitoramento dos estudantes, foi assim para milhares de profissionais da educação. 

Diante de tamanhas incertezas e com o crescimento acelerado da pandemia, o adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio -ENEM, era cogitado e solicitado por estudantes, professores(as) e sociedade civil. Após incansáveis pressões feitas por movimentos sindicais, movimentos estudantis e parlamentares, em julho de 2020, o MEC anunciou o adiamento das provas para janeiro e fevereiro de 2021, definida após quatro meses depois da suspensão das aulas presenciais e fechamento das escolas em todo o Brasil devido a disseminação do coronavírus.  Previsto para ser aplicado em novembro de 2021, com a suspensão das aulas e o avanço desenfreado da pandemia, o adiamento só aconteceu após questionamentos judiciais que chegaram ao Congresso e aprovado pelo Senado Federal um projeto que adiava o ENEM 2020.

 

REALIZAÇÃO DOS EXAMES E A INSISTÊNCIA EM APLICAR A PROVA

 

No último final de semana,  milhares de pessoas  saíram de suas casas para a realização do exame que garante o ingresso ao ensino superior através da ENEM. Ao todo, cerca de 5,8 milhões de estudantes  foram inscritos para fazer as provas. Mas somente 2.680.697 candidatos fizeram a prova – 48,5% dos inscritos.

 Por conta da pandemia da Covid-19,o  Inep, órgão organizador do exame, divulgou um protocolo sobre a Covid-19 que reduziria a capacidade das salas para manter um distanciamento mínimo entre os candidatos. Mas na prática, o que muitos candidatos presenciaram, foi a falta de respeito e o não cumprimento do básico, anunciado pelo Inep. Em diversos posts nas redes sociais, é possível ver candidatos em todo o país insatisfeitos com o tratamento  dado diante de um momento caótico que o país vem enfrentando. Veículos de comunicação por todo Brasil, acompanhava em tempo real os estudantes reclamando que na prática não havia isolamento entre um candidato e outro, levando até mesmo muitos estudantes a não realizar o exame, o que é um verdadeiro absurdo. 

 De acordo com dados divulgados pelo INEP, o índice  de abstenção em todo o país foi de 51,5%, o maior de  abstenção em toda a história do Enem. O maior índice havia sido registrado em 2009, com 37,7%. Em 2019, o índice do primeiro dia ficou próximo a 23%,  de acordo com o ministro da educação, Milton Ribeiro. 

 Em cidades pelo Brasil, vários estudantes foram barrados e não conseguiram realizar o exame devido a lotação das salas de aula. Em Curitiba, por exemplo, estudantes realizaram um boletim de ocorrência. Leia aqui os depoimentos e casos por todo o Brasil. 

Analisando o cenário enfrentado pelos (as) candidatos do exame, o diretor do Sinpro-DF Raimundo Kamir, ver que a irresponsabilidade é o mínimo que pode dizer da realização da prova do Enem. “Estudantes sem aulas presenciais e com enormes dificuldades de conexão para estudar  nas aulas virtuais. Além da dificuldade em se preparar para esta edição do exame, ainda foram forçados a se submeter aos riscos de contágio da pandemia, seja na aglomeração do ambiente das provas, seja na locomoção em ônibus, trens e metrôs. A enorme abstenção demonstrou  que o Governo Federal deve ser responsabilizado pelos prejuízos causados aos estudantes e população e aos  cofres públicos”, afirma o diretor.  

Para se ter uma ideia, a abstenção de 2,84 milhões de candidatos do Enem 2020, número que representa pouco mais da metade (51,5%) dos inscritos, gera um desperdício de R$ 332,5 milhões aos cofres públicos. Isso porque o custo da prova, neste ano, foi  de R$ 117 por aluno.

Esse valor desperdiçado é quase o dobro de tudo o que foi gasto em 2020 com a Bolsa Permanência, programa de auxílio a alunos de baixa renda em universidades públicas. No ano inteiro, foram empenhados R$ 180 milhões neste subsídio.

O cálculo é o mesmo utilizado pelo Ministério da Educação nos últimos anos para divulgar o desperdício de verba causado por alunos que se inscreveram, mas não compareceram à prova. Ele pega o total gasto na prova (neste ano, R$ 682 milhões) e divide pelo número de candidatos (5,783 milhões de inscritos). Assim, o custo por aluno da prova por aluno em 2020 é de R$ 117. Esse valor vezes o número dos que não foram ao exame (2.842.332) dá o total do desperdício: R$ 332,5 milhões. 

Com informações : O Globo

 

MATÉRIA EM LIBRAS

Live aborda impactos da pandemia na educação: caminhos e possibilidades

Um time de três professoras e um professor realizará debate virtual nesta quarta-feira (27) e pautará os impactos da pandemia na educação, apontando caminhos e possibilidades. A atividade será às 19h, com transmissão no canal do Youtube e página do Facebook do Museu da Educação do DF (Mude), que realiza a ação.

O debate conta com a participação do professor da Secretaria de Educação do DF Tiago Cortinaz; da professora do IEB/USP Diana Gonçalves Vidal; da professora da FE/UnB Kátia Curado; e da professora Maria do Pilar Lacerda. A medicação será feita pela professora Ariane Abrunhosa.

MUDE

O Museu da Educação do Distrito Federal é um espaço cultural e educativo que reconta a proposta de educação revolucionária de Anísio Teixeira, que defendia a criação de uma rede de ensino que fosse da educação infantil à universidade, e atendesse a todas e todos. Em diálogo com a educação aplicada hoje, o Museu traz exposições interativas, fotografias, filmes, vídeos, livros, mobiliário e objetos educacionais dos primórdios de Brasília, com ênfase em ações educativas, desenvolvidas por meio de cursos, oficinas, debates, pesquisas e atividades lúdicas.

O Museu Educação ainda não dispõe de sede própria. Atualmente, a equipe do Mude realiza seus trabalhos na Universidade de Brasília (UnB), Campus Darcy Ribeiro, Centro de Estudos Avançados Multidisciplinar (CEAM), prédio Multiuso 1, Bloco B, sala BT 36/6. Saiba mais sobre o Museu em http://www.museudaeducacao.com.br/

Com informações do Mude 

PARTICIPE|| CONSULTA PÚBLICA AOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO

O Sinpro-DF, chama atenção para a participação dos professores(as) e orientadores(as) educacionais, na consulta pública realizada pela Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal- SEEDF, que visa implementar diretrizes de educação no ambiente de avaliação do Distrito Federal.

A sua participação, contribuirá para um debate crítico e cuidadoso com o instrumento usado pela SEEDF, para avaliar o empenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática do 2° ano do ensino fundamental à 3ª série do Ensino Médio, totalizando ao todo, 11 cadernos de provas.

Acesse aqui e dê sua opinião. A consulta estará aberta até o próximo dia 24/01.

 

Brasil vai pagar o dobro por vacinas que devem chegar da Índia nesta sexta (22)

País deve receber 2 milhões de doses da vacina provenientes da Índia. Quantidade de imunizantes ainda é insuficiente para a imunização dos grupos prioritários. Brasil vai pagar o dobro do preço cobrado à UE

 
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Depois das trapalhadas do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL), a Índia autorizou as exportações das vacinas de Oxford produzidasno Instituto Serum, e o Brasil deve receber 2 milhões de doses na tarde desta sexta-feira (22). No entanto, a quantidade de imunizantes vindos daquele país ainda é insuficiente para a vacinação do grupo prioritário.

De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável pela produção da vacina de Oxford no Brasil, os imunizantes estarão prontos para uso no sábado (23) à tarde, após checagem de qualidade e segurança, rotulagem e etiquetagem. Os insumos da vacina da China, que será produzida pelo Instituto Butantan, ainda não têm previsão de chegar ao país.

O  governo Bolsonaro vinha enfrentando dificuldades para liberação das 2 milhões da Índia. Na quarta (20), o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Ernesto Araújo, disse que não havia prazo para receber o carregamento, mas negou que problemas políticos e diplomáticos com a Índia tenham atrasado a entrega.

Na semana passada, após expectativa de que as vacinas fossem enviadas para o Brasil já no último fim de semana, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Índia, Anurag Srivastava, afirmou que era muito cedo para dar respostas sobre exportações das vacinas produzidas no país, já que a campanha nacional de imunização ainda estava só começando.

Nesta sexta-feira (22), o presidente brasileiro voltou a mentir a respeito da suposta falta de comprovação científica da eficácia de imunizantes contra a Covid-19, aprovados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para uso emergencial.

Bolsonaro manifestou incômodo ao ser perguntado sobre a quantidade de brasileiros que querem a vacinação. Ele interrompeu a pergunta e mentiu sobre a falta de eficácia das vacinas, que já foram atestadas pela Anvisa e por várias agências reguladoras internacionais.

A previsão do Ministério da Saúde quanto ao recebimento das doses da AstraZeneca é por volta 18h desta sexta-feira. O lote chegará pelo aeroporto internacional de Guarulhos (SP).

 

Brasil vai pagar mais caro pelas vacinas

Devido a falha na logística e negociações com a Índia, o Brasil vai pagar um valor duas vezes superior ao que os países ricos da UE (União Europeia) destinaram para garantir as vacinas da AstraZeneca, segundo o blog do Jamil, no UOL.

Em comunicado do início de janeiro, a Fiocruz confirmou a negociação e indicou que o “instituto oferecerá as vacinas prontas ao mercado pelo valor de US$ 5,25 cada”.

Nas últimas semanas, um suposto erro da ministra belga do Orçamento permitiu que os preços das diferentes doses de vacinas fossem revelados ao público europeu. De acordo com uma mensagem em suas redes sociais, Eva De Bleeker indicou que a UE teria negociado um preço de US$ 2,16 por dose da vacina da AstraZeneca. Questionado, o bloco se recusou a comentar, alegando que os acordos eram confidenciais.

O governo indiano havia suspendido a exportação de doses até iniciar seu próprio programa doméstico de imunização, no fim de semana passado. No início desta semana, enviou carregamentos gratuitos para países vizinhos, incluindo Butão, Maldivas, Bangladesh e Nepal.

Reprodução: CUT

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