Unifesp defende quebra de patente para fabricação de vacinas no Brasil

Além de defender a quebra de patente, reitora da Unifesp, Soraya Smaili, pede investimentos em laboratórios públicos, como Butantan e da Fiocruz

 

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 A quebra de patente dos insumos da Índia e da China para laboratórios brasileiros fabricarem vacinas contra a covid-19 foi defendida hoje (21) pela reitora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Soraya Smaili. “Se for necessário, sim (deve ser quebrada a patente). Se for de interesse nacional e da indústria, a gente tem de pensar em todas as possibilidades”, disse, em entrevista ao UOL.

Mas frisou que a ciência garante soberania, autonomia, a um país. E que sem dinheiro e política voltada à ciência, o Brasil vai continuar dependente da importação de insumos apesar de institutos públicos, como o Butantan, terem condições de criarem suas próprias vacinas.

“Eles têm condições de criar. Tem muita experiência, profissionais muito bem formados. Hoje o Brasil desenvolve pelo menos cinco vacinas próprias, uma delas na Unifesp. Mas volto a dizer: falta investimento. Precisaria investir muito mais, milhões de reais em cada uma. Sem investimento sério e consistente, uma vacina brasileira pode até sair, porque as pessoas são muito dedicadas, mas vai demorar muito.”

Patente de vacinas

A quebra de patente de vacinas, testes diagnósticos e medicamentos de eficácia comprovada contra a covid-19 durante a pandemia tem sido defendida por governos, parlamentares, cientistas, médicos, especialistas e ativistas. O monopólio de uma empresa na venda de determinados medicamentos ou tecnologias impede a concorrência de preços e colocam em risco as ações de combate à doença que só no Brasil já matou 214 mil pessoas.

Em outubro passado, a Índia e a África do Sul apresentaram proposta de licenciamento compulsório à Organização Mundial do Comércio (OMC). O governo brasileiro se posicionou contrário, ficando ao lado dos grandes laboratórios e dos países ricos, acabou suspensa na organização. Esta é uma das razões das dificuldades que o governo de Jair Bolsonaro vem enfrentando para importar as vacinas fabricadas na China e na Índia para serem envasadas e distribuídas no país.

Na ocasião, mais de 1,2 mil personalidades e especialistas em saúde pública assinaram carta de apoio à suspensão de patentes e exigindo o compromisso do Brasil com a proposta. Mas a OMC acabou suspendendo a discussão da proposta.

Vacinas para todos

Em maio, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), a Oxfam Internacional e mais 19 organizações já haviam lançado carta aberta a pedindo que a vacina, ainda em desenvolvimento na época), medicamentos e testes contra a covid-19 tivessem o licenciamento compulsório para serem produzidos em massa, disponibilizados a todos os países e distribuídos de forma justa e igualitária entre as população – e não apenas para aqueles que podem pagar. A carta foi assinada por ex-chefes e ministros de estado, ganhadores do Prêmio Nobel e cientistas de diversos campos.

A quebra de patente temporária é objeto do Projeto de Lei (PL) 1.462/2020, apresentado em 2 de abril, logo após a decretação do estado de emergência no Brasil. O PL altera o artigo 71 da Lei 9.279, de 14 de maio de 1996, para instituir a possibilidade de licença compulsória em casos de emergência nacional decorrentes de declaração de emergência de saúde pública de importância nacional ou de importância internacional.

Até agora, o PL não foi distribuído para nenhuma comissão. É de autoria dos deputados  Alexandre Padilha (PT-SP), Alexandre Serfiotis (PSD-RJ), Carmem Zanotto (Cidadania-SC), Dr. Zacharias Calil (DEM-GO), Dr. Luiz Antonio Junior (PP-RJ), Dra. Soraya Manato (PSL-ES), Hiran Gonçalves (PP-RR), Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Jorge Solla (PT-BA), Mariana Carvalho (PSDB-RO) e Pedro Westphalen (PP-RS).

Barreiras planetárias

O projeto tem amplo apoio de diversos setores, entre eles o Conselho Nacional de Saúde (CNS). Para o colegiado, é preciso quebrar as “barreiras patentárias” para atender a necessidade das pessoas nesse contexto. “Passamos por uma grave crise sanitária no nosso país. Não podemos ficar reféns do monopólio de empresas. Precisamos garantir acesso à população brasileira diante da pandemia do Coronavírus para barrar o avanço da doença e garantir a vida das pessoas”, diz trecho de moção de apoio.

Até hoje, o Brasil quebrou apenas uma patente, a do medicamento da Merck Efavirenz, usado no tratamento do HIV-Aids. O licenciamento compulsório foi decretado em 2007 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro da Saúde era o pesquisador da Fiocruz José Gomes Temporão.

Em 2001, o então ministro de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o também tucano José Serra, havia ameaçado a quebra de patente do Efavirenz e do Nelfinavir, com a mesma indicação de uso, patenteado pela Roche. Um acordo do governo FHC com os dois laboratório, porém, levou a uma redução no preço e a ameaça não foi cumprida.

Reprodução: CUT

Profissionais da educação temem pela vida e rechaçam volta às aulas em São Paulo

Trabalhadores das redes municipal e estadual consideram que agravamento da pandemia impossibilita uma volta às aulas segura em São Paulo

 
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Profissionais da educação municipal e estadual de São Paulo não aceitam a proposta de volta às aulas dos governos de João Doria e Bruno Covas, ambos do PSDB. Em reunião realizada na tarde de ontem (20), os cinco sindicatos que representam os trabalhadores em educação da capital paulista apresentaram uma contraproposta à prefeitura, sugerindo que só se discuta retomada de atividades presenciais em março, se houver melhora da situação em fevereiro. Já o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) vai realizar manifestação amanhã (22) em frente à Secretaria da Educação, contra a proposta de retomada das aulas presenciais. Ambas os grupos não descartam entrar em greve.

“Nosso posicionamento é contrário que, nesse momento de aguda crise sanitária, com crescimento da contaminação pelo covid-19, haja retomada das aulas presenciais. Esse calendário apresentado pela Secretaria Municipal de Educação, de retomada com as atividades de planejamento a partir do dia 1º de fevereiro e já das aulas presenciais a partir do dia 15 é muito precipitado e requer extremo cuidado. Nós não podemos aceitar”, disse o presidente do Sindicato dos Profissionais de Educação no Ensino Municipal (Sinpeem), Claudio Fonseca.

Os sindicatos temem pela saúde dos professores, que teriam de ficar em salas com pouca ventilação, com muitos contatos pessoais diários, utilizando transporte coletivo diariamente. A pandemia de covid-19 em São Paulo está se agravando desde novembro. A inação do governo Doria, que não aumentou o rigor da quarentena tão logo a situação começou a piorar, levou o estado a bater recorde de número de novos casos nas últimas semanas. A ocupação de UTI chegou a 70% em todo o estado, com algumas cidades batendo 100% de ocupação. As mortes também cresceram, com média diária de 236 óbitos nos últimos dias.

As entidades defendem a revogação da proposta de volta às aulas em São Paulo no dia 1º de fevereiro, que o recesso escolar de julho seja antecipado para o período entre 1 e 12 de fevereiro e usar o período de 18 de fevereiro a 3 de março para o planejamento da retomada das atividades, de forma não-presencial. Também alegam que a prefeitura ainda não iniciou a contratação dos profissionais de educação necessários para garantir a retomada das atividades, conforme prometido. Então, esse tempo também serviria para adequar o quadro de profissionais.

Em entrevista à revista Crescer, a secretária Municipal de Educação Adjunta, Minéa Paschoaleto Fratelli, defendeu a volta às aulas em São Paulo e disse que a partir de 26 de janeiro a prefeitura vai levantar quais famílias pretendem mandar as crianças para a escola. As salas vão funcionar com até 35% da capacidade. Nos ensinos fundamental e médio, haverá rodízio de estudantes. Nas creches e pré-escolas, um grupo fixo vai frequentar todos os dias e será definido por critérios de vulnerabilidade social.

Ainda segundo Minéa, todos os professores vão receber máscaras e face shield e os alunos também receberão kit com caneca e sabonete líquido. Haverá álcool em gel e sabonete líquido disponíveis nos ambientes. Com os bebês, os profissionais usarão luvas.

Volta às aulas na rede estadual

O temor dos professores é justificável. Relatório de fiscalização do Tribunal de Contas do Município (TCM) revela que, em 2019, quase 26% das escolas municipais não tinham papel higiênico nos banheiros dos estudantes. Somente 25% das unidades escolares tinham sabonete líquido e 30% tinham papel toalha disponível para uso dos alunos.

Para a presidenta da Apeoesp e deputada estadual, Professora Bebel (PT), a volta às aulas em São Paulo é precipitada e pode ter consequências gravíssimas. “Não faz o menor sentido confinar professores e estudantes em ambientes fechados e mal ventilados, em locais sem a estrutura adequada para a efetivação dos protocolos sanitários, como são as escolas”, afirmou.

Ela destacou o diagnóstico realizado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em agosto do ano passado, que concluiu que 82% das escolas não têm mais de dois sanitários para uso dos estudantes; 13% não têm quadra ou ginásio; e 11% não têm pátio para atividades ao ar livre.

Na semana passada, o professor titular do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Saldiva, elaborou um parecer, a pedido da Apeoesp, em que afirma que “em ambientes fechados, como as salas de aula, a transmissão da covid-19 é facilitada pela baixa dispersão do aerossol”. “É importante ressaltar que o papel da transmissão da covid-19 em ambientes fechados foi objeto de uma publicação assinada por 239 pesquisadores de todo mundo que assim concluiu a análise”, disse Saldiva.

Butantan: É preciso repensar

O diretor-presidente do Instituto Butantan, Dimas Tadeu Covas, também considera que é preciso repensar a volta às aulas em São Paulo. A principal questão é que, embora os dados mostrem que as crianças e adolescentes são menos suscetíveis à doença e que estudos apontem que eles também transmitem menos o coronavírus, ao retomar as atividades presenciais milhões de pessoas voltam a circular diariamente para garantir esse processo: pais, professores, outros profissionais. Além de ampliar a circulação nas ruas e nos transportes coletivos.

“O problema da escola no meio de uma pandemia, não é a escola. É o que a escola acarreta em termos de mobilidade social. A ausência de aulas nesse momento representa 15% da população do estado de São Paulo que está em casa. Se voltam as aulas essas pessoas vão voltar a circular. Consequentemente vão levar o vírus a circular. Esse é um aspecto que precisa ser compatibilizado. É importante a escola, a presença dos alunos em sala de aula, mas nós temos que pensar. Nós estamos em um momento de enfrentamento do vírus que precisamos reduzir a mobilidade social de todos os segmentos.

Bebel cobrou ainda que os professores sejam incluídos nos grupos prioritários da vacinação. “O governo age de forma totalmente contraditória. Considera o trabalho dos professores como uma atividade essencial, mas não nos considera essenciais no plano de vacinação. Antes de se pensar em reabrir as escolas, a primeira providência deve ser a vacinação de todos os profissionais da educação na primeira fase, juntamente com os profissionais da saúde, idosos e indígenas”.

Reprodução: CUT

CUT participa do Fórum Social Mundial. Veja como se inscrever no evento virtual

CUT debate no Fórum Social Mundial como sair da crise, a luta pela paz na América Latina, a transição climática e um novo contrato social pós pandemia

 
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Ao completar 20 anos, o Fórum Social Mundial muda seu formato e será realizado virtualmente, de 23 a 31 de janeiro, por causa da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Nos nove dias de debates, a programação, que contará com a presença do ex-presidente Lula e da ativista antirracista norte-americana Angela Davis, terá uma forte participação da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

A grave crise econômica e social por que passa o Brasil e o mundo, as transformações tecnológicas , as mudanças no mundo do trabalho e a luta pela paz a partir da democracia são alguns dos temas que serão debatidos por dirigentes da Central Única dos Trabalhadores.

Na “Tenda Mundial Sindical “, que tem início no domingo (24), a CUT debate, a partir das 13 horas,  a Luta Sindical pela Paz na América Latina, em que serão discutidas o acordo de paz na Colômbia; os processos de democratização na região e o   processo constituinte no Chile.

Na terça-feira (26), das 11 da manhã à uma da tarde, o debate é sobre o “ Novo contrato Social” (pós pandemia), que o movimento sindical global defende para garantir a recuperação, em acordo com a Declaração do Centenário da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Na quinta-feira (28), num debate aberto, das 9h às 11h , sindicatos de vários continentes discutem “Como sair da crise”. Eles vão compartilhar as prioridades e as propostas para proteger e estender direitos trabalhistas a toda classe trabalhadora, sem distinção de gênero, raça e cidadania .

O Fora Bolsonaro não poderia ficar de fora de um Fórum que tem como objetivo debater e construir uma sociedade mais justa no Brasil e no mundo.

Organizado pelas Frentes Brasil Popular (FBP) e Povo Sem Medo, o secretário-adjunto de Relações Internacionais, da CUT, Quintino Marques Severo, representará a FBP . No evento, os movimentos sociais discutem, ainda na quinta-feira (28) das 15 h às 18 h, o alcance nacional e internacional dos impactos destrutivos das ações do governo de Jair Bolsonaro  (ex-PSL); as formas de mobilizar a sociedade civil para acelerar sua saída e o fim de suas políticas e acordos.

O meio ambiente e as mudanças climáticas são temas da sexta-feira (29), das 10h às 11:30h. Os sindicatos de todo o mundo defendem um processo de “Transição Justa”, ou seja, a inclusão de justiça social no debate climático.  Embora conste do Acordo de Paris e muitos países tenham prometido implementar medidas e políticas, mas os resultados têm sido insuficientes. 

As emissões de gases poluentes ainda estão aumentando, grandes grupos da sociedade nas regiões Sul e Norte globais estão vivendo o impacto da emergência climática. Enquanto empresas e governos falam sobre mudanças climáticas, a verdade é que não fazendo o suficiente. 

Nesta mesa, o movimento sindical debate como lidar com a desigualdade e a injustiça social; e quais as diferentes ferramentas e estratégias que o movimento sindical pode utilizar em defesa do clima e do meio ambiente.

Confira a programação e os links de como participar das aividades da CUT e do Fora Bolsonaro no FSM.

24 de janeiro ( domingo) – 13h às 15h

Luta Sindical pela paz na América Latina

* Acordo de paz na Colômbia

* Processos de democratização na América Latina

* Processo constituinte no Chile

26 de janeiro (terça-feira) – 11h às 13h

Um Novo Contrato Social

28 de janeiro (quinta-feira) – das 9h às 11h

Como Sair da Crise

28 de janeiro (quinta-feira) – 15h às 18h

“Fora genocida: ação internacional em defesa da vida”

29 de janeiro (sexta-feira) – 10h às 11h30

Transição justa por justiça social e climática

Veja como participar do Fórum Social Mundial Virtual 2021:

Para entrar no FSM crie o seu login:

Inscreva-se como participante individual

Outro acesso ao FSM Virtual 2021 é pela página da CUT-Brasil

Abaixo da caixa de login têm vários acessos às demais atividades, aos dias, aos espaços temáticos e às temáticas transversais.

Para somente assistir a uma atividade, entre por meio do link que receber desta atividade

Reprodução: CUT

Diretora do Sinpro-DF fala sobre tributação dos super-ricos para TV 247, nesta sexta (22)

O cartunista Renato Aroeira entrevista pela TV 247 a diretora do Sinpro-DF Rosilene Corrêa e o integrante do Instituto Justiça Fiscal e Auditores pela Democracia Paulo Gil nesta sexta-feira (22/01). Ela e ele são coordenadores da campanha Tributar os Super-Ricos e falarão sobre a proposta a partir das 13h. A entrevista será retransmitida no Facebook e no Youtube do Sinpro-DF.

A campanha Tributar os Super-Ricos foi lançada em outubro do ano passado e conta com a adesão de mais de 60 organizações nacionais da sociedade civil. A ação traz  propostas para enfrentar a crise econômica do Brasil de forma justa, preservando empregos e a renda da população.

Entre os pontos apresentados na campanha estão a correção das distorções do imposto de renda da pessoa física; imposto sobre grandes fortunas (acima de R$ 10 milhões); criação da Contribuição sobre Altas Rendas das Pessoas Físicas (acima de R$ 720 mil); e regras para disciplinar a concessão de benefícios fiscais e coibir a sonegação.

Segundo a Revista Forbes, o Brasil tem 42 pessoas com fortunas superiores a 1 bilhão de dólares, sendo o sétimo país do mundo com maior número de biolionários. Frente à pandemia, esses super-ricos aumentaram seu patrimônio em US$ 34 bilhões (mais de R$ 180 bilhões), segundo o relatório Poder, Lucros e Pandemia, produzido pela organização Oxfam, em setembro. Entretanto, o Brasil registra 14 milhões de desempregados e um número geométrico de trabalhadores informais e/ou trabalhando sem qualquer tipo de direitos trabalhistas, em condições subumanas.

Acesse:
Cartilha_Tributar_Super-Ricos_

Links das redes sociais da campanha:

Instagram: https://www.instagram.com/tributar.os.super.ricos/

Facebook: https://www.facebook.com/tributar.os.super.ricos

Twitter: https://twitter.com/OsTributar

MATÉRIA EM LIBRAS

População considera Bolsonaro o maior culpado pelo atraso das vacinas, segundo Paraná Pesquisa

A pesquisa revela ainda que ampla maioria dos brasileiros se preocupa mais com a saúde do que com a situação financeira da família

 

 

Jair Bolsonaro (Sem partido) é o maior responsável pelo atraso das vacinsa contra a Covid-19. Esse é o resultado do estudo divulgado nesta quinta-feira (21) pelo Paraná Pesquisas, que revela que 35,1% dos pesquisados apontam o presidente como principal responsável pelo atraso na imunização do coronavírus.

Atrás de Bolsonaro, 29,9% culpam “os laboratórios”, 19,9% dizem que “nenhum desses”, 7,6% acreditam que “todos”, e 5,2% culpam o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

O estudo mostra inda que 78,7% da população se preocupa mais com a própria saúde e com a saúde da família neste momento da pandemia, sendo que apenas 17,2% dizem ter maior preocupação com a situação financeira – 4,1% não opinaram.

 
Reprodução: Revista Forum 

Veja como funciona o atendimento do setor jurídico do Sinpro-DF

Devido à pandemia da Covid-19, o setor jurídico do Sinpro-DF manterá o atendimento de forma remota. Os advogados atenderão as/os filiadas/os via chamada de vídeo e ligação telefônica, das 8h às 12h e das 13h15 às 18h. É necessário agendamento prévio.

Para a área trabalhista e de saúde, o atendimento com advogado em regime de plantão será feito via chamada de vídeo ou ligação telefônica, com horário marcado. O agendamento poderá ser feito pelo telefone (61) 98251-0407. Para processos já em andamento, o atendimento será por telefone, pelo número (61) 3031-4400. Para informações processuais, é possível realizar envio de mensagem pelo WhatsApp (61) 98275-2679.

O atendimento no escritório cível poderá ser agendado pelo telefone (61) 99133-5224.

Os demais setores do Sinpro-DF voltaram às atividades presenciais, de forma parcial, no dia 11 de janeiro. O retorno foi realizado de forma experimental, em horário reduzido — das 9h às 16h — e exige agendamento pelo telefone (61) 99167-2846. As subsedes continuam fechadas para atendimento presencial, bem como a Chácara do Professor.

De qualquer forma, o Sindicato alerta que o atendimento presencial deve ser procurado em casos extremamente indispensáveis. Os demais casos poderão ser resolvidos de forma virtual ou por telefone. Isso porque ainda estamos em um momento crítico, com aumento de casos de contaminação e morte pela Covid-19, e precisamos ter cuidado com a vida de todas e de todos.

O Sinpro-DF deseja que a normalidade retorne para as vidas de todas e de todos o quanto antes, com a garantia da vacinação contra a Covi-19 universalizada. Somente dessa forma poderemos realizar o atendimento pleno da categoria do Magistério Público e, principalmente, termos a tranquilidade de sairmos da nossa casa sem colocarmos a própria vida e a vida dos outros em risco.

 

Sábado (23) é dia de luta pela vacina e pelo Fora Bolsonaro. Veja locais dos atos

Movimentos organizam carreatas e manifestações a favor da vacinação contra a covid-19 e para pedir Fora Bolsonaro”. Para as entidades e a CUT , presidente é responsável pelas mortes e explosão da doença

 
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As Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo com apoio da Central Única dos Trabalhadores estão organizando carreatas , atos simbólicos e ações nas redes sociais, no próximo sábado (23) em defesa da vacinação de toda a população brasileira contra a covid-19 e do impeachment do presidente da República ,Jair Bolsonaro (ex-PSL). Confira os locais e horários dos atos abaixo.

Para as frentes, levantar essas bandeiras é fundamental diante do atual cenário e diz que ‘desde o ano passado, têm denunciado Jair Bolsonaro como  um empecilho para o país sair da crise sanitária, política e econômica’.

“Mesmo com mais de 210 mil mortos, Bolsonaro segue negando a gravidade da pandemia e se colocado até contra a vacina, agindo para tirar recursos do SUS, atuando para não aprovar a Coronavac. Em meio a crise da falta de oxigênio de Manaus, não fez absolutamente nada”, afirmam.

As Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo ainda ressaltam que o  fechamento da Ford simboliza o descaso com as trabalhadoras e trabalhadores.

“Como se não bastasse a alta do nível de desemprego, o presidente extinguiu os Programas de Proteção ao Emprego e o auxílio emergencial, única fonte de renda para milhares de trabalhadoras e trabalhadores”.

Outra crítica dos movimentos em relação a Bolsonaro e seu governo, foi a promoção das provas do Enem mais esvaziadas da história. Metade dos estudantes não compareceu ao exame. Seja por medida de precaução, por não ter tido a oportunidade de estudar durante a pandemia ou mesmo por estarem doentes.

“Ele quer tirar até a capacidade de um jovem sonhar com o ingresso na universidade e melhorar de vida”, acreditam as Frentes.

O Brasil é maior que o Bolsonaro. Os brasileiros são melhores que o Bolsonaro. E nossa esperança vem das ações de solidariedade de Manaus, das iniciativas que ocorrem desde o início da pandemia. Vem também da nossa luta por igualdade racial e justiça social.

#VacinaJá – Mais recursos para o SUS:

#VoltaAuxílioEmergencial

#ForaBolsonaro

Cidades em que haverá carreatas pelo #ForaBolsonaro

As carreatas e manifestações estão marcadas tanto para sábado (23) Até agora estão confirmadas atividades nas capitais: Florianópolis (SC), Belo Horizonte (MG), Goiânia (GO); João Pessoa (PB), Palmas (TO), Rio de Janeiro (RJ); São Paulo (SP); Campo Grande (MS) e Rio Branco (AC).

Confira os locais e horários de manifestações e passeatas. 

Sábado (23/01/2021)

Teresina (PI) – 8h

Concentração: Centro Administrativo. Os organizadores do ato reforçam a obrigatoriedade do uso de máscaras 

 

Reprodução

 

Brasília – 9h 

Estacionamento da Torre de TV/ Funarte


Reprodução

 

Recife (PE) -9h

Avenida Agamenon Magalhães, em frente à fábrica Tacaruna/Classic Hall


Reprodução

Rio de Janeiro – 10h

Endereço: Avenida Presidente Vargas, Centro, Rio de Janeiro – Monumento Zumbi dos Palmares

REPRODUÇÃOReprodução

Campo Grande (MS) – 10h

Concentração na Cidade do Natal

João Pessoa – 14h

Concentração na Praça da Independência, término no Largo da Gameleira

Fortaleza – 15h

Dragão do Mar, na Praia de Iracema

Rio Branco (AC) -15 H

Concentração na Uninorte

Florianópolis ( SC) -16h 

Beira Mar Norte (Koxixos Bar )

Reprodução

Curitiba  (PR) – 15h30

Praça Nossa Senhora Salete, no Centro Cívico

 

Reprodução

São Paulo  – 16h

Concentração na Assembleia Legislativa do Estado (Alesp)

Av. Sargento Mário Kozel Filho

Reprodução

Campinas (SP) -11h

A cidade do interior do estado programou a concentração da carreata, no Largo do Pará

Reprodução

Belo Horizonte (MG) – 16h

Concentração no Mineirão

 

Reprodução

Goiânia (GO) – 16h

Concentração na Praça Universitária

Saída às 17h até a Praça Cívica

Porto Alegre (RS) – 16h

Largo Zumbi dos Palmares, no bairro Cidade Baixa.

Palmas (TO) – 17h

Concentração no Eixão Norte

Reprodução: CUT 

Partidos de oposição se unem pelo impeachment de Bolsonaro, por vacina e auxílio

Em nota, os partidos da Minoria e da Oposição no Congresso Nacional defende a unidade da Oposição para derrotar Bolsonaro e salvar vidas. Reunião nesta quarta (20) foi coordenada por José Guimarães (PT-CE)

 
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                                                                              Dep. José Guimarães (PT-CE) , coordenou a reunião das Minorias e da Oposição do Congresso Nacional
 

A Liderança da Minoria, da Oposição, lideranças partidárias na Câmara (PT, PSB, PDT, PSOL, PCdoB, e Rede) e os presidentes nacionais desses partidos, em reunião realizada na tarde desta quarta-feira (20),definiram a linha de ação frente ao agravamento da crise no Brasil, marcada pela incapacidade do governo Bolsonaro em conter a pandemia, a falta de um plano de vacinação e a crise econômica e social que está sendo agravada pelo fim do auxílio emergencial.

Veja as principais propostas:

  • Fortaleceremos a Plenária Nacional de Organização de Lutas Populares, com três pontos principais: vacina para todos, renda emergencial e imediata abertura do impeachment de Bolsonaro, organizada pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.
  • Protocolaremos um novo pedido de impeachment motivado pela questão sanitária, na omissão e na responsabilidade do governo Bolsonaro com na pandemia, que ficou mais evidente com as mortes e a falta de oxigênio em Manaus e outras cidades.
  • Realizaremos na próxima terça-feira (26), às 14h, um ato no Salão Verde pedindo a volta imediata dos trabalhos no Congresso Nacional. O Congresso não pode parar frente ao agravamento da crise no país.
  • Reforçamos o pedido de CPMI para investigar o fiasco da gestão de Eduardo Pazuello à frente do Ministério da Saúde, que se omitiu no período mais crítico da saúde brasileira.
  • Na próxima quarta-feira (27), realizaremos uma reunião com sindicatos que participam da mobilização sobre a grave decisão de saída da Ford do Brasil, que atingiu fortemente os estados da Bahia, Ceará e São Paulo.
  • Frente à lamentável gestão diplomática do governo Bolsonaro, enviaremos uma carta à embaixada da China solicitando uma reunião com o embaixador na próxima semana. O objetivo é viabilizar os insumos necessários para o enfrentamento à pandemia.

“Para enfrentar a grave crise vivida pelo nosso país, a oposição precisa estar unida, construindo a resistência e a mobilização pelo impeachment já”, afirma José Guimarães (PT-CE), líder da Minoria, que coordenou a reunião.

Brasília, 20 de Janeiro de 2021.

José Guimarães
Líder da Minoria na Câmara dos Deputados
André Figueiredo
Líder da Oposição na Câmara dos Deputados
Carlos Zarattini
Líder da Minoria no Congresso Nacional
Enio Verri
Líder da Bancada do PT na Câmara dos Deputados
Alessandro Molon
Líder da Bancada do PSB na Câmara dos Deputados
Wolney Queiroz
Líder da Bancada do PDT na Câmara dos Deputados
Sâmia Bomfim
Líder da Bancada do PSOL na Câmara dos Deputados
Perpetua Almeida
Líder da Bancada do PCdoB na Câmara dos Deputados
Joênia Wapichana
Representante da REDE na Câmara dos Deputados
Gleisi Hoffman
Presidente do Partido dos Trabalhadores (PT)
Carlos Siqueira
Presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB)
Carlos Lupi
Presidente do Partido Democrático Trabalhista (PDT)
Juliano Medeiros
Presidente do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)
Luciana Santos
Presidente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB)
Pedro Ivo
Presidente da Rede Sustentabilidade (REDE)

Reprodução: CUT

Brasil é um dos cinco países que registram explosão de casos de Covid-19, diz OMS

Somente na última semana o número de infectados no Brasil cresceu 21%. País é o segundo com o maior número de infectados, 8,5 milhões de casos e 211 mil vidas perdidas

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A situação do Brasil com o maior aumento de novos casos de Covid-19 deixou o país entre os cinco mais atingidos pela doença no mundo. De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (19) pela Organização Mundial da Saúde (OMS), houve um crescimento de 21% infectados no Brasil na última semana, o que mostra que a pandemia está em expansão.

No mundo, houve uma queda de 6%, tendência registrada por conta das medidas de confinamento adotadas em diferentes países, principalmente da Europa. Entre os dias 10 e 17 de janeiro, o mundo registrou 4,7 milhões de novos casos. Se o número de infecção é menor que na semana anterior, as mortes atingiram um pico inédito de 93 mil óbitos em sete dias. O que representa um aumento de 9% em relação à semana anterior.

Ao todo, no mundo, existem 93 milhões de casos e mais de 2 milhões de vidas perdidas pela doença desde o início da pandemia. Os EUA é o país mais atingido pela pandemia de Covid-19 no mundo, com mais de 24 milhões de novos casos e 401 mil mortes. Já o Brasil é o segundo país com o maior número de infectados, 8,5 milhões de casos e 211 mil vidas perdidas.

A situação levou o Brasil a superar uma vez mais o Reino Unido, que conseguiu registrar uma queda de 19% em seus novos casos na semana, diante de um lockdown estabelecido pelo governo.

O aumento de mortes no Brasil foi ainda de 12% em comparação à semana anterior, com 6,7 mil novos óbitos. A taxa de expansão é similar ao que foi registrado nos EUA, que somam 23 mil novas mortes na semana.

Brasil

Nas últimas 24 horas, o país registrou 1.183 mortes pela, chegando ao total de 211.511 óbitos desde o começo da pandemia. A média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 969. A variação foi de +33% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de crescimento nos óbitos pela doença.

Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 8.575.742 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 63.504 desses confirmados de segunda-feira (18) para terça-feira (19). A média móvel nos últimos 7 dias foi de 54.321 novos diagnósticos por dia.

SP chega a 50 mil mortes

A situação da pandemia no estado de São Paulo só piora cada vez mais. O estado chegou nesta terça-feira (19) a mais de 50 mil mortos em decorrência do novo coronavírus desde o início da pandemia.

São 50.318 mortes em todo o estado de São Paulo. No total, 1.644.225 pessoas já foram infectadas pela Covid. A taxa de ocupação das UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) no estado é de 69,7%. Na região metropolitana, 70, %.

O governo do estado deve anunciar nesta sexta-feira (22) mais restrições para o estado, que não tem nenhuma região com índices bons que justifiquem uma flexibilização.

Oxigênio da Venezuela chega a Manaus

Na noite desta terça-feira (19), cinco caminhões com oxigênio doado pela Venezuela chegaram em Manaus (AM). A cidade enfrenta a falta de oxigênio o e insumos hospitalares em meio a explosão de casos da Covid-19.

Os caminhões, que carregam de oxigênio, percorreram mais de 1.500 quilômetros de estrada entre o estado venezuelano de Bolívar e a capital amazonense.

Profissionais da saúde tem relatado cenas de pavor em alas de hospitais lotados e medo dos pacientes em morrer longe da família. A situação está fazendo os doentes infectados com Covid-19 fugirem dos hospitais e unidades de saúde de Manaus e até pedem para “morrer em casa”.

Na semana passada, faltou oxigênio hospitalar em unidades de saúde e houve relatos de mortes de pacientes por asfixia. O pânico fez com que centenas de pessoas se aglomerassem nas portas de empresas que produzem oxigênio hospitalar de Manaus em busca de um cilindro do produto para os seus familiares.

O Amazonas vive o pior momento desde o início da epidemia de Covid-19, no ano passado.

 

Estados

Nove estados estão em estabilidade: Amapá, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia, Espírito Santo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Estão com queda na média de mortes o Distrito Federal e quatro estados: Acre, Paraíba, Mato Grosso do Sul e Paraná.

As maiores quedas foram no Acre (43%) e no Paraná (28%). O Acre tem média de duas mortes por dia. No Paraná, apesar da queda, a média é de 36 vidas perdidas por dia.

Reprodução: CUT

Itamaraty mediou compra de cloroquina da Índia por empresa de apoiador de Bolsonaro

Conversas entre o Ministério das Relações Exteriores e empresa indiana revelam que embaixador do Brasil na Índia intercedeu para favorecer a compra da substância por empresa chefiada por apoiador de Bolsonaro

 
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O Ministério das Relações Exteriores intermediou a compra de cloroquina da Índia pela empresa Apsen Farmacêutica. O presidente da Apsen é Renato Spallicci, um fervoroso apoiador do presidente Jair Bolsonaro. As informações foram obtidas pela agência de dados Fiquem Sabendo, especializada em Lei de Acesso à Informação (LAI).

A troca de mensagens obtida pela agência revela um pedido de 100 quilos de sulfato de hidroxicloroquina por US$ 155 mil (cerca de R$ 821.500), matéria prima para a produção do medicamento Reuquinol. Nas mensagens entre autoridades indianas e o embaixador brasileiro em Nova Deli, Elias Luna Santos, aparece claramente como compradora e beneficiada da transação a Apsen Farmacêutica, do bolsonarista Spallicci.

Querendo mais

Luna ainda fala sobre pedidos maiores chegando a 1.330 quilos do composto. Ele cita diretamente o relacionamento da Apsen com o laboratório indiano IPCA Laboratories e busca exceções para o pedido, já que naquele momento, haviam barreiras para a exportação da cloroquina pelo país asiático. Por fim, o embaixador pede celeridade no processo.

“Seguindo nossa conversa por telefone, o governo do Brasil pede para o governo da Índia para que garanta ao nosso país uma exceção à proibição corrente na exportação de hidroxicloroquina da Índia. Existe a possibilidade de mudança nas regras que permitam uma exceção. Estamos cientes de que vocês têm uma importante relação de negócios com a empresa brasileira Apsen, que busca concluir o envio dos grandes pedidos negociados com a IPCA Laboratories e continuar a importar a substância de vocês. Entendemos que existia um pedido de 1,330 quilos que estava pronta para embarque além de outros pedidos totalizando 25,355 quilos”.

Reprodução: CUT

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