Alta contaminação e salas vazias marcam volta às aulas presenciais no país

2020 11 25 site agencia brasil educacao cut

O Brasil volta a registrar alta na média diária de mortes e de novos casos confirmados de Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, e entre as vítimas tem cada vez mais trabalhadoras e trabalhadores na educação e alunos das escolas públicas onde as atividades escolares foram reabertas – total ou parcialmente – em plena pandemia.

É o que está acontecendo em estados como Rio de Janeiro e São Paulo e no Distrito Federal, que estão entre os mais afetados pela pandemia desde março e mesmo assim determinaram a volta às aulas presenciais. Logo passaram a registrar aumento no número de casos de pessoas da comunidade escolar contaminadas pelo novo coronavírus.

Em muitas escolas, as salas de aulas estão vazias porque os pais e familiares não estão se sentindo seguros para voltar ao ambiente escolar. E não faltam razões para temer a contaminação em um país onde o presidente nega os riscos da doença e zomba das pessoas que se protegem chamando-as de ‘maricas’, como fez Jair Bolsonaro (ex-PSL) e nada fez para conter a disseminação do vírus.

Pesquisadores de diversas universidades federais afirmam que a falta de testagem sistemática com rastreamento de casos, de uma política nacional coordenada, clara e eficaz de enfrentamento da situação, e o afrouxamento das medidas de isolamento sem evidências empíricas, sem uma análise cuidadosa por uma painel de especialistas, têm contribuído para a segunda onda da pandemia do novo coronavírus no Brasil.

De acordo com o professor da Universidade Federal do ABC (UFABC) e membro do Rede Escola Pública e Universidade (Repu) Fernando Cássio, na Alemanha as escolas foram reabertas com segurança porque o governo testa muito e rastreia os contatos. Diferente do Brasil, que não testa e ainda não tem políticas públicas de melhorias nas estruturas das escolas.

A comunidade escolar em isolamento, afirma o professor, significa que quase 30% da população estarão protegidas. A pressão pela volta as aulas, segundo ele, é na verdade pelo retorno da economia. O professor ressalta que a população está abandonada pelo Estado.

“O Estado não produziu condições para o retorno seguro e passou para as. pessoas a responsabilidade. As escolas não estão preparadas para o retorno escolas. Não tem saída para lidar com a pandemia sem investimento público massivo. Um país que deixa apodrecer quase 7 milhões de testes, que daria para testar toda a população do Rio de Janeiro, mostra o descaso com a vida da população”, completa o professor.

Em São Paulo, o aumento das contaminações na comunidade escolar é um fato comprovado. Segundo o Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep), o número de internações por Covid na rede municipal da capital aumentou 26% na última semana.

Uma trabalhadora de um Centro Educacional Unificado (CEU) em São Paulo, que não quis se identificar e nem dizer em qual unidade trabalha por medo de represálias, disse que uma semana após a instrução do prefeito Bruno Covas (PSDB) de retomada de atividades extracurriculares, ela e seus colegas têm visto a doença chegar cada vez mais perto.

“Estou esperando sair o resultado do teste que fiz para saber se estou com a Covid-19 porque uma colega que estava indo participar das reuniões que discutiam as ações de retorno das atividades presenciais na escola testou positivo e grande parte dos trabalhadores deste CEU teve contato com ela, ou para marcar ponto ou nos ambientes que fomos nos alimentar. Outras unidades também estão passando por este problema e esta segunda onda está deixando a gente mais preocupada”, afirma a trabalhadora no CEU.

Depois da confirmação de casos de Covid-19 na Escola Municipal de Ensino Fundamental e Médio Osvaldo Aranha Bandeira de Mello, bairro de Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo, o Sindsep solicitou a imediata suspensão das atividades. O sindicato reivindicou na solicitação “a testagem de todos trabalhadores e trabalhadoras da Unidade” e que se retome o isolamento social pela vida da categoria.

Em Brasília, um aluno do 3º ano do ensino médio voltou para escola com vários cuidados, mas um colega de sala pegou Covid e a direção da suspendeu as aulas por 15 dias.

No Rio de Janeiro, além dos professores estarem em greve desde julho contra o retorno das atividades presenciais, mais de 100 escolas da rede municipal já foram fechadas por conta da alta na contaminação.

“Com essa greve que estamos construindo já conseguimos salvar muitas vidas, atrasar a volta das aulas e ir dialogando com os responsáveis. Nós não interrompemos as atividades remotas e menos de 5% dos estudantes estão indo de fato para o ensino presencial”, explicou a professora da rede municipal e vice-presidenta da CUT Rio de Janeiro, Duda Quiroga.

Em Santa Catarina, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (SINTE-SC) havia conseguido uma medida liminar impedindo a decisão do Governo de Estado de volta às aulas presenciais na rede pública estadual nas regiões de risco grave de contaminação. Porém, nessa terça-feira (24), a Justiça revogou a decisão do sindicato.

O coordenador estadual do Sinte-SC, Luiz Carlos Vieira, explicou que o sindicato vai recorrer da decisão “A nossa ação judicial tem por objetivo preservar a vida e está baseada em estudos científicos da Fundação Oswaldo Cruz que indicam o risco de contágio em massa no caso de retorno de aulas presenciais e, também, nos próprios Boletins Epidemiológicos da Secretaria de Estado da Saúde, que mostram que o estado está atingindo o segundo de pico da pandemia. Preservar vidas é mais importantes que os processos econômicos e pedagógicos”.

Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), Heleno Araújo, todos os dados divulgados nos últimos dias por pesquisadores e a imprensa mostram que o vírus não está sendo controlado e são indicadores de que não podemos ainda retornar as atividades presenciais das escolas públicas do país. Segundo ele, a direção da CNTE acha precipitada qualquer decisão de retorno ao ambiente escolar neste momento.

“As escolas não estão preparadas para garantir segurança sanitária para todo o conjunto da comunidade escolar e este clima de normalidade pode piorar ainda mais a situação” – Heleno Araújo

Pesquisas já mostravam em agosto que pais eram contra volta as aulas presenciais

Em agosto, uma pesquisa do Datafolha indicou que 79% dos brasileiros acreditavam que a reabertura das escolas iria agravar a pandemia. Um mês depois, o Ibope levantou que 72% dos brasileiros das classes A, B e C não eram apenas contra a reabertura naquele momento, mas defendiam que ela só ocorresse quando disponibilizada vacina contra o coronavírus. No final de setembro, depois de dois meses de uma pauta intensamente favorável à reabertura na grande imprensa, o Datafolha mostrou que 75% dos eleitores na cidade de São Paulo ainda preferem que as escolas permaneçam fechadas.

Segunda onda da doença e impacto nas escolas

Pesquisadores do grupo interdisciplinar Ação Covid-19 e da Rede Escola Pública e Universidade (Repu), em estudo divulgado em agosto, simularam diversos cenários e concluíram que, mesmo que protocolos de higiene e de distanciamento sejam seguidos pela maioria das pessoas, e mesmo com um retorno de baixa densidade, será possível observar alguma dinâmica de infecção nos espaços escolares.

Segundo uma simulação sobre a dispersão do novo coronavírus, entre 11% e 46% dos alunos e professores de uma escola podem ser infectados 60 dias após a retomada das aulas presenciais.

simulador público foi disponibilizado às escolas para que avaliem a situação de acordo com as condições e tamanho de cada unidade.

(CUT Brasil, Érica Aragão com edição de Marize Muniz, 25/11/2020)

 

Fonte: CNTE
 
 

 

 

Ronaldo Caiado, governador de Goiás, ataca a Educação novamente

notice
Presidenta do Sintego, Bia de Lima conversa com deputados para barrar o PL

Desde o final de 2019, o governo de Ronaldo Caiado (DEM) vem retirando direitos dos servidores públicos goianos. Começou com o fim do quinquênio, da licença-prêmio e com a incidência de desconto de 14,25% sobre o salário dos aposentados.

Há cerca de uma semana o governador goiano avançou novamente sobre os direitos dos servidores ao enviar para a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) o Projeto de Lei (PL) 4868/20.

Conforme o texto do PL, “a partir de 1° de janeiro de 2020 será dado reajuste de 12,84% nos vencimentos dos cargos de professor P-I e P-II do Quadro Permanente e de professor assistente (PAA, PAB, PAC e PAD, do Quadro Transitório)”, deixando de fora a maioria dos/as professores, nível P-III e P-IV.

Na prática, apenas 17,97% dos professores da rede estadual de ensino (9.836 profissionais) terão direito ao reajuste determinado pelo Ministério da Educação (MEC), contra 44.891, ou seja 82,03% dos educadores que ficariam sem o reajuste. Só quem recebe abaixo de R$ 2.886,24 (piso salarial de professores da educação básica para 2020) iria recebê-lo.

Defesa dos trabalhadores

Após movimentação rápida e eficaz do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), a segunda votação do PL 4868/20 foi retirada da pauta e adiada. A falta de transparência do projeto, sua inconstitucionalidade e o fim da isonomia para a categoria da Educação chamou a atenção até da base aliada do governo.

Além de prever a aplicação do índice de reajuste do Piso Salarial de 2020 (12,84%) apenas para os cargos que ainda não chegam ao valor do piso, o PL também congela os salários até 2022, quando finda o mandato de Caiado. Ou seja, o Governo de Goiás, mais uma vez, achata a carreira do Magistério Público Estadual de forma inescrupulosa.

Na tarde de terça-feira (24), professores/as, administrativos/as e aposentados/as da Educação, de Goiânia e do interior do Estado, participaram de uma carreata com buzinaço na capital, para chamar a atenção da população e dos/as deputados/as.

A presidenta do Sintego, professora Bia de Lima – que também é presidente da Central Única dos Trabalhadores no Estado de Goiás (CUT Goiás), desde a última quinta-feira (19), data da primeira votação, tem conversado com os parlamentares, esclarecendo sobre os prejuízos do achatamento da carreira do Magistério.

“Essa foi a forma de deixarmos bem claro para o governo que não aceitaremos o congelamento dos nossos salários. Não queremos a destruição do nosso plano de carreira. Queremos que o Caiado cumpra o que prometeu: a valorização profissional! Mas, infelizmente, já são dois anos sem absolutamente nada. Ele taxou os/as aposentados/as em 14,25%, um absurdo, não paga o Piso como deveria, muito menos a Data-Base, muitas pessoas esperam apenas as progressões para a aposentadoria e recebem só calote do Governo do Estado”, afirma Bia.

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, se posicionou ao lado do Sintego e dos trabalhadores e afirmou que o PL 4868/20 atropela leis estaduais e federais, como a Lei do Magistério e a Lei do Piso, esta última criada para equiparar o salário dos professores aos demais profissionais como o mesmo nível de escolaridade. “É preciso denunciar e repudiar essa atitude”, afirmou.

Fonte: CUT

Live da CNTE especial – Consciência Negra, Educadores (as) em Movimento

2020 11 25 print live cnte consciencia negra

Nesta terça-feira (24), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) realizou o debate ao vivo “Consciência Negra, educadores/as em movimento”, com a participação da professora doutora Petronilha Gonçalves (UFSCar); da professora emérita da UFPA, Zélia Amador de Deus, e do doutor em memória social pela UFRJ, Luís Claudio de Oliveira; e mediação da secretária de combate ao racismo da CNTE, Iêda Leal. O evento foi transmitido pelas redes sociais da CNTE (Facebook e Youtube) e também teve a presença da cantora Thainá Janaina e de representantes de sindicatos convidados.

A professora Petronilha Gonçalves fez um resgate histórico destacando a força das pessoas que foram escravizadas no continente africano e levadas ao Brasil: “Essas pessoas trouxeram consigo essa força. Os escravizados quando foram embarcados, imagina-se o sofrimento deveriam ter, eles não sabiam que iriam criar um novo povo (…). Quando se diz povo é pessoas que traziam consigo seus conhecimentos, suas lembranças e suas capacidades de criar, de superar dificuldades, de interpretar a natureza, de interpretar as relações que se estabeleciam com eles e interpretar para a partir delas recriar uma nova visão de pessoa, uma nova maneira de ser africano no Brasil, de ser afrobrasileiro”.

Na avaliação da professora Petronilha, o assassinato do João Alberto Silveira Freitas na véspera do dia da Consciência Negra deixou muito pouco espaço para celebrar. Entretanto, ela relata que hoje “felizmente os meios de comunicação permitem que se espalhe pelo país esse sentimento de pertencer a um povo que sobreviveu a maldades, à desumanização e que foi capaz de provar que os africanos trouxeram uma nova cultura, um modo de ser, de pensar, de organizar a vida, de criar, ensinar, que vem das nossas raízes”.

Consciência negra nas escolas

A professora Zélia Amador reforçou: “Este racismo é cruel e mata, portanto a importância dos professores na sala de aula cada vez mais aumenta. Porque os professores têm uma função que é a de formar novas mentalidades, a de trazer para a cena as nossas histórias, as nossas memórias e conseguir formar pessoas conscientes que possam junto com todos nós, de construir uma sociedade justa”. Ela também falou sobre a necessidade de envolver as pessoas brancas no debate: “Enquanto houver racismo não haverá democracia. Sonho que um dia todos os brasileiros e brasileiras lutem contra o racismo independente da cor. Sonho com o dia em que o mês de novembro tenham debates para que pessoas brancas discutam o antirracismo porque até agora o que tem acontecido somos nós falando de racismo. Nós não somos em absoluto especialistas em racismo. Especialistas de racismo ao longo do tempo têm sido as pessoas brancas. Por isso ser antirracismo significa entrar na cena e falar de racismo”.

Para o professor Luís Claudio de Oliveira, a escola é um território de disputa de narrativas e de poder: “É a partir do currículo que construimos os dogmas na formação daqueles que vão formar que vão ser os professores nas escolas”. No debate ele registrou que participou da construção do fascículo “Educação para as relações étnicos raciais” como uma ferramenta que tem servido para que trabalhadores e trabalhadoras em educação possam ter um material a mais para conduzir ações pedagógicas no espaço da escola. “Nós tínhamos em mente que era preciso enfatizar a trajetória do movimento negro, o que faz a reação de homens e mulheres pretas e pretos para construir uma alternativa de organização da sociedade que se expressa em várias experiências quilombolas para construir a organização do estado no país”.

Veja a seguir a gravação completa da LIVE exibidade no dia 24 de novembro de 2020.

 

 
Fonte: CNTE
 

 

 

16 dias de ativismo: a educação não tolera a violência contra a mulher

2020 11 25 campanha fim violencia mulheres site

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) lança nesta quarta-feira (25) a campanha que dá início aos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres – movimento internacional que ocorre anualmente de 25 de novembro a 10 de dezembro. Neste dia 25 é celebrado o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, e a CNTE reforça em suas peças de divulgação a mensagem: “A educação não tolera a violência contra a mulher”. 

campanha fim violencia mulheres capa face 2020
Capa Facebook

A Organização das Nações Unidas alerta que neste ano de 2020, com as restrições mundiais impostas pela pandemia do novo coronavírus, nenhum país fica à margem da explosão colateral de agressões machistas e o fenômeno da violência contra a mulher se agravou em todo o mundo. No Brasil, desde que a pandemia de coronavírus começou, 497 mulheres perderam suas vidas. O dado faz parte do projeto Um Vírus e Duas Guerras, realizado por parceria entre sete veículos de jornalismo independente. De acordo com esse levantamento, o país registrou um feminicídio a cada nove horas entre março e agosto, com uma média de três mortes por dia. São Paulo, com 79 casos, Minas Gerais, com 64, e Bahia, com 49, foram os estados que registraram maior número absoluto de casos no período. No total, os estados que fazem parte do levantamento registraram redução de 6% no número de casos em comparação com o mesmo período do ano passado. O projeto Um Vírus e Duas Guerras também aponta subnotificação pois confinadas com companheiros, mulheres não conseguem denunciar agressões

Diante deste quadro, a educação tem um papel fundamental no combate ao feminicídio na formação de cidadãos e cidadãs dentro das escolas. A CNTE promove um trabalho permanente em defesa da vida das mulheres em todos os espaços em que atua. Entre as iniciativas adotadas, a CNTE mantém o site Saber Amar é saber respeitar, com conteúdos voltados para professores/as que querem trabalhar questões de gênero na sala de aula, e publica ações nas redes sociais estimulando o debate sobre a erradicação da violência contra a mulher.

>> Acesse os materiais da campanha deste ano.

campanha fim violencia mulheres feed quadrado 2020
Card para feed/linha do tempo do Facebook/Instagram/Whats App – Quadrado 

campanha fim violencia mulheres post feed vertical
Card para feed/linha do tempo do Facebook/Instagram/Whats App – Retangular/Vertical

campanha fim violencia mulheres capa tt 2020
Card para capa de Twitter 

campanha fim violencia mulheres capa face 2020
Card para capa de Facebook

campanha fim violencia mulheres post tt 2020
Card para feed/linha do tempo do Twitter

campanha fim violencia mulheres post feed vertical
Card para Stories do Facebook/Instagram/Whats App

 

Fonte: CNTE

Alta contaminação e salas vazias marcam volta às aulas presenciais no país

notice

O Brasil volta a registrar alta na média diária de mortes e de novos casos confirmados de Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, e entre as vítimas tem cada vez mais trabalhadoras e trabalhadores na educação e alunos das escolas públicas onde as atividades escolares foram reabertas – total ou parcialmente – em plena pandemia.

É o que está acontecendo em estados como Rio de Janeiro e São Paulo e no Distrito Federal, que estão entre os mais afetados pela pandemia desde março e mesmo assim determinaram a volta às aulas presenciais. Logo passaram a registrar aumento no número de casos de pessoas da comunidade escolar contaminadas pelo novo coronavírus.

Em muitas escolas, as salas de aulas estão vazias porque os pais e familiares  não estão se sentindo seguros para voltar ao ambiente escolar. E não faltam razões para temer a contaminação em um país onde o presidente nega os riscos da doença e zomba das pessoas que se protegem chamando-as de ‘maricas’, como fez Jair Bolsonaro (ex-PSL) e nada fez para conter a disseminação do vírus.   

Pesquisadores de diversas universidades federais afirmam que a falta de testagem sistemática com rastreamento de casos, de uma política nacional coordenada, clara e eficaz de enfrentamento da situação, e o afrouxamento das medidas de isolamento sem evidências empíricas, sem uma análise cuidadosa por uma painel de especialistas, têm contribuído para a segunda onda da pandemia do novo coronavírus no Brasil.

De acordo com o professor da Universidade Federal do ABC (UFABC) e membro do Rede Escola Pública e Universidade (Repu) Fernando Cássio, na Alemanha as escolas foram reabertas com segurança porque o governo testa muito e rastreia os contatos. Diferente do Brasil, que não testa e ainda não tem políticas públicas de melhorias nas estruturas das escolas.

A comunidade escolar em isolamento, afirma o professor, significa que quase 30% da população estarão protegidas. A pressão pela volta as aulas, segundo ele, é na verdade pelo retorno da economia. O professor ressalta que a população está abandonada pelo Estado.

“O Estado não produziu condições para o retorno seguro e passou para as. pessoas a responsabilidade. As escolas não estão preparadas para o retorno escolas. Não tem saída para lidar com a pandemia sem investimento público massivo Um país que deixa apodrecer quase 7 milhões de testes, que daria para testar toda a população do Rio de Janeiro, mostra o descaso com a vida da população”, completa o professor.

Em São Paulo, o aumento das contaminações na comunidade escolar é um fato comprovado. Segundo o Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep), o número de internações por Covid na rede municipal da capital aumentou 26% na última semana.

Uma trabalhadora de um Centro Educacional Unificado (CEU) em São Paulo, que não quis se identificar e nem dizer em qual unidade trabalha por medo de represálias, disse que uma semana após a instrução do prefeito Bruno Covas (PSDB) de retomada de atividades extracurriculares, ela e seus colegas têm visto a doença chegar cada vez mais perto.

 “Estou esperando sair o resultado do teste que fiz para saber se estou com a Covid-19 porque uma colega que estava indo participar das reuniões que discutiam as ações de retorno das atividades presenciais na escola testou positivo e grande parte dos trabalhadores deste CEU teve contato com ela, ou para marcar ponto ou nos ambientes que fomos nos alimentar. Outras unidades também estão passando por este problema e esta segunda onda está deixando a gente mais preocupada”, afirma a trabalhadora no CEU.

Depois da confirmação de casos de Covid-19 na Escola Municipal de Ensino Fundamental e Médio Osvaldo Aranha Bandeira de Mello, bairro de Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo, o Sindsep solicitou a imediata suspensão das atividades. O sindicato reivindicou na solicitação “a testagem de todos trabalhadores e trabalhadoras da Unidade” e que se retome o isolamento social pela vida da categoria.

Em Brasília, um aluno do 3º ano do ensino médio voltou para escola com vários cuidados, mas um colega de sala pegou Covid e a direção da suspendeu as aulas por 15 dias.

No Rio de Janeiro, além dos professores estarem em greve desde julho contra o retorno das atividades presenciais, mais de 100 escolas da rede municipal já foram fechadas por conta da alta na contaminação.

“Com essa greve que estamos construindo já conseguimos salvar muitas vidas, atrasar a volta das aulas e ir dialogando com os responsáveis. Nós não interrompemos as atividades remotas e menos de 5% dos estudantes estão indo de fato para o ensino presencial”, explicou a professora da rede municipal e vice-presidenta da CUT Rio de Janeiro, Duda Quiroga.

Em Santa Catarina, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (SINTE-SC) havia conseguido uma medida liminar impedindo a decisão do Governo de Estado de volta às aulas presenciais na rede pública estadual nas regiões de risco grave de contaminação. Porém, nessa terça-feira (24), a Justiça revogou a decisão do sindicato.

O coordenador estadual do Sinte-SC, Luiz Carlos Vieira, explicou que o sindicato vai recorrer da decisão “A nossa ação judicial tem por objetivo preservar a vida e está baseada em estudos científicos da Fundação Oswaldo Cruz que indicam o risco de contágio em massa no caso de retorno de aulas presenciais e, também, nos próprios Boletins Epidemiológicos da Secretaria de Estado da Saúde, que mostram que o estado está atingindo o segundo de pico da pandemia. Preservar vidas é mais importantes que os processos econômicos e pedagógicos”.

Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), Heleno Araújo, todos os dados divulgados nos últimos dias por pesquisadores e a imprensa mostram que o vírus não está sendo controlado e são indicadores de que não podemos ainda retornar as atividades presenciais das escolas públicas do país. Segundo ele, a direção da CNTE acha precipitada qualquer decisão de retorno ao ambiente escolar neste momento.

As escolas não estão preparadas para garantir segurança sanitária para todo o conjunto da comunidade escolar e este clima de normalidade pode piorar ainda mais a situação

– Heleno Araújo

Pesquisas já mostravam em agosto que pais eram contra volta as aulas presenciais

Em agosto, uma pesquisa do Datafolha indicou que 79% dos brasileiros acreditavam que a reabertura das escolas iria agravar a pandemia. Um mês depois, o Ibope levantou que 72% dos brasileiros das classes A, B e C não eram apenas contra a reabertura naquele momento, mas defendiam que ela só ocorresse quando disponibilizada vacina contra o coronavírus. No final de setembro, depois de dois meses de uma pauta intensamente favorável à reabertura na grande imprensa, o Datafolha mostrou que 75% dos eleitores na cidade de São Paulo ainda preferem que as escolas permaneçam fechadas.

Segunda onda da doença e impacto nas escolas

Pesquisadores do grupo interdisciplinar Ação Covid-19 e da Rede Escola Pública e Universidade (Repu), em estudo divulgado em agosto, simularam diversos cenários e concluíram que, mesmo que protocolos de higiene e de distanciamento sejam seguidos pela maioria das pessoas, e mesmo com um retorno de baixa densidade, será possível observar alguma dinâmica de infecção nos espaços escolares.

Segundo uma simulação sobre a dispersão do novo coronavírus, entre 11% e 46% dos alunos e professores de uma escola podem ser infectados 60 dias após a retomada das aulas presenciais.

O simulador público foi disponibilizado às escolas para que avaliem a situação de acordo com as condições e tamanho de cada unidade.

*Edição: Marize Muniz

Fonte: CUT

Educadores de todo o Brasil exigem severa punição a policiais militares que agrediram com espancamento mulher grávida em Bonito/MS

banner site cnte 2019 banners mocao de repudio

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, entidade representativa dos profissionais da educação básica do setor público brasileiro, expressa o seu repúdio veemente à ação policial que resultou em cenas de forte agressão proferida contra mulher em delegacia de Bonito, cidade e centro do ecoturismo de Mato Grosso do Sul.

Moradora de Corumbá/MS, a vítima estava a passeio na cidade de Bonito com seus três filhos a fim de comemorar seu aniversário quando, em uma discussão trivial em um restaurante da cidade, a Polícia Militar foi acionada pela proprietária do restaurante a fim de “resolver” a contenda. Obedecendo as ordens da proprietária do restaurante, os policiais militares foram até o hotel onde a vítima e seus três filhos estavam hospedados para impor suas ações “corretivas”, que foram as de levar a vítima a uma delegacia da cidade. Lá ocorreram as cenas degradantes que viralizaram pela internet: o policial militar André Luiz Leonel, 2° Tenente da PM do Mato Grosso do Sul, desferindo socos e chutes contra uma mulher sentada e imobilizada, contando com a ajuda de outro policial.

Para além da violência policial e do envolvimento recorrente do tenente da PM do Mato Grosso do Sul em casos de violência e exorbitância de suas funções, o caso chama a atenção por outro detalhe que não pode passar despercebido e que justifica o pronto atendimento da PM em atender às ordens da dona do restaurante: em uma situação típica de nossa cultura, mas absolutamente reprovável e condenável, uma fala da proprietária do restaurante, reproduzida por órgãos locais de imprensa, dão conta que o “pronto atendimento” da PM à sua solicitação se deu porque os policiais costumam, em troca de uma suposta segurança, almoçar e jantar de forma gratuita no seu estabelecimento. Esse péssimo hábito ali verificado, que se vê em muitas cidades brasileiras, até em regiões onde o tráfico e a milícia se impõem a partir desses mecanismos de proteção das propriedades dos comerciantes, deve ser rigorosamente coibido, sob pena de perdermos a função social e republicana de nossas polícias militares.

Os/as educadores/as de todo o Brasil exigem a apuração urgente dessa agressão desmedida contra uma cidadã! A abertura de procedimento investigatório da ação violenta desses agentes da Polícia Militar já foi feita, mas estamos acompanhando os seus desdobramentos e exigimos a rigorosa punição dos envolvidos, bem como a investigação dessa relação promíscua entre comerciantes e agentes da lei.

Brasília, 23 de novembro de 2020

Direção Executiva da CNTE

CNTE apoia greve de fome para barrar a destruição da educação pública no Paraná

2020 11 22 greve app sindicato

Neste sábado (21), a secretária de formação da CNTE, Marta Vanelli, esteve na ALEP (Assembleia Legislativa do Paraná) para manifestar presencialmente solidariedade ao movimento da APP-Sindicato que decidiu por iniciar uma greve de fome contra a opressão e pela vida. O movimento educacional brasileiro exige o afastamento imediato do secretário de educação do Paraná, Renato Feder, que não honra o cargo que ocupa; exige também a revogação do absurdo edital 47 que, em plena pandemia, e jogando os cidadãos paranaenses ao calabouço da morte, pretende fazer um certame público que colocará 90 mil candidatos sob o iminente risco de contaminação; exige a imediata abertura de um diálogo concreto com a categoria que, por meio da APP-Sindicato, sempre se colocou disponível ao diálogo. Leia a nota da CNTE na íntegra.

Veja a seguir o vídeo gravada pela secretária de formação da CNTE, Marta Vanelli.

>> Leia a  mensagem do Professor Hermes Silva Leão, presidente da APP-SINDICATO:

GREVE DE FOME – Sábado, 21 de novembro de 2020, 4h50

Nunca imaginei que aos meus 55 anos de vida pudesse enfrentar uma situação extrema como uma GREVE DE FOME.
Sempre concordei que esse método de resistência fosse empregado nas ditaduras do mundo, JAMAIS, num estado democrático e de DIREITO.

Então, o que nos trouxe a esse extremo de colocar nossas vidas (começamos com 47 pessoas, estamos em 28), no Paraná onde a constituição determina o estado democrático?

Ocorre que a governança de Ratinho Jr (PSD), tem sido exercida sob o signo do autoritarismo, da mentira, do ódio aos servidores públicos e sobretudo à educação. Trouxe Renato Feder, empresário inescrupuloso que na busca do lucro descumpre leis e a ética. Ratinho entregou a história de mais de 80 anos de existência da SEED à sanha do livre mercado.
É um governo que só no primeiro ano favoreceu empresários com mais de R$ 11 bilhões de isenções e benefícios fiscais.

Procuramos ajuda da Assembleia legislativa, do Ministério Público Estadual, do Tribunal de Justiça… todos acovardados e muitíssimo bem servidos do dinheiro público.
A pandemia agravou o quadro.

O governo Ratinho Jr e seu negacionismo abriu a porteira e a maioria dos deputados apoiou a passagem da boiada!

O lixo da história os acolherá!

Seguimos resistindo e pedindo ajuda para evitar o desemprego de 29 mil professoras/es e funcionárias/os PSS e barrar a destruição da educação pública do Paraná.

Fonte: CNTE

Educadores de todo o Brasil se indignam com o assassinato por racismo de João Alberto Silveira Freitas

2020 11 23 destaque notapublica2

O Brasil inteiro se estarreceu com o assassinato de João Alberto, homem negro de 40 anos, por seguranças de um supermercado da rede varejista Carrefour na cidade de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul. Não bastasse o trágico de esse fato ter ocorrido às vésperas do dia 20 de novembro, quando se comemora o Dia Nacional da Consciência Negra, a delegada responsável pelo inquérito policial que negou motivações racistas no caso conseguiu contrariar até mesmo os grandes executivos da rede varejista francesa. Mobilizado em torno da comoção mundial que o fato projetou, o maior executivo global do grupo veio a público se manifestar sobre a tragédia e anunciou mudanças na política de treinamento de seus funcionários.

Esse anúncio, é claro, deu-se logo após as campanhas de boicote à marca tomarem as redes sociais que, juntamente com as manifestações populares às portas de vários supermercados Carrefour ao redor do Brasil, criou uma enorme rejeição a uma prática corriqueira e recorrente do grupo. Desde 2007, ao menos, a rede Carrefour sofre processos judiciais por todo o país sobre eventos de violência, racismo e homofobia em suas unidades, com casos até de sodomia, execução, violência infantil e violência contra animais. Isso tudo, é importante deixar claro, sob a o olhar condescendente da gestão corporativa do grupo francês, que também controla no Brasil a rede varejista Atacadão.

Em consonância com as práticas mundiais de ativismo do consumo consciente, professores/as e funcionários/as da educação de todo o Brasil se somam a essa iniciativa e exigem a imediata reparação à família da vítima, bem como a mudança radical da política corporativa do grupo Carrefour. Em repúdio ao racismo estrutural que também permeia nossas organizações empresariais, não seremos cúmplices de mais esse crime que, ao que tudo indica, parece não ter incomodado a gestão do grupo francês no Brasil até então!

Brasília, 23 de novembro de 2020

Direção Executiva da CNTE

Interseccionalizar a luta para avançar contra o capitalismo

O machismo e o racismo são mecanismos do capitalismo para sustentar um sistema de produção que depende da exploração e da opressão. Neste sentido, a interseccionalidade da luta da classe trabalhadora, levando em consideração marcadores de gênero e raça, são determinantes para romper com o sistema imposto e construir um mundo equânime. A avaliação foi feita no webnário “Violências e desafios impostos às mulheres negras pelos governos neoliberais”, realizado pela CUT-DF, nessa sexta-feira (20).

“A gente, enquanto organização coletiva, por mais que estejamos nos nossos sindicatos discutindo questões de uma categoria específica, temos que entender que não existe possibilidade de viver uma sociedade que seja menos violenta, menos opressora e mais justa se a população negra continuar sendo oprimida da forma que é. Querer uma sociedade diferente, com emprego pleno, uma vida feliz, significa embarcar na batalha junto com as mulheres, junto com o movimento negro”, avalia a secretária de Mulheres da Central, Thaísa Magalhães.

Segundo ela, o racismo e o patriarcalismo são apropriados pelo capitalismo para “explorar e gerar lucro”. “O racismo e o machismo só irão acabar quando a gente romper com esse sistema que utiliza dessas práticas para empurrar grande parcela da população para uma categoria de trabalho com salários distintos e desvalorizados, onde o preferencial é o desemprego, onde a violência é utilizada como mecanismo de dominação e manutenção do poder”, disse a dirigente sindical.

Integrante da Frente de Mulheres Negras do DF e Entorno, Cecília Luli justifica a necessidade de interseccionalizar a luta a partir do entendimento de que “o capitalismo vai sempre buscar saída no racismo, racializando sua opressão sobre os povos”. “A questão é de classe, mas nessas classes existem grupos, e a gente precisa detectar quem são esses grupos: eles têm raça, gênero e outras características”, lembra.

Durante o debate, Luli fez uma leitura dos diversos governos brasileiros e destacou que “o receituário neoliberal sempre foi destacado nas conduções de políticas públicas do governo federal”. Segundo ela, embora os governos Lula e Dilma também estivessem inseridos, mesmo que sem ser por opção, em uma conjuntura neoliberal, este foi o único período no país em que se criaram políticas de compensação e políticas afirmativas para a população negra.

Sobre o atual governo, de Bolsonaro-Guedes, a integrante da Frente de Mulheres Negras do DF e Entorno destacou a emenda constitucional 95, que congelou por 20 anos o investimento em áreas sociais, sacrificando, sobretudo, as mulheres negras. Além disso, ela destacou que a “política ultraliberal, perversa, genocida de extermínio da juventude negra de Guedes é a que tem de pior nesses tempos”.

Na avaliação da secretária de Combate ao Racismo da CUT-DF, Samantha Sousa, além da interseccionalidade da luta, o fim do machismo e do racismo – e consequentemente o rompimento com o capitalismo – pode ser pressionado a partir da implementação de políticas reivindicadas pelos próprios sindicatos. No debate realizado nessa sexta (20), ela citou o Plano de Lutas da Secretaria de Combate ao Racismo da CUT-DF, que orienta inserção de cláusulas que objetivam a equidade racial e de gênero nos acordos coletivos de trabalho, além do incentivo da denúncia de casos de racismo no ambiente de trabalho.

Samantha Sousa ainda lembrou que o racismo está enraizado no ambiente de trabalho, e para isso utilizou estatísticas levantadas pelo Dieese que apontam desemprego e subutilização da força de trabalho da população negra. “A base da pirâmide capitalista é a dominação de uma classe sobre a outra. Enquanto mulheres brancas reivindicavam direito ao voto, mulheres negras reivindicavam condições mínimas de dignidade”, disse a sindicalista, indicando a necessidade de se reconhecer os diversos mecanismos de opressão dentro da classe trabalhadora e a necessidade de interseccionalizar a luta.

Também debatedora do webnário realizado pela CUT-DF, a presidenta do Sindicato das/os Odontologistas, Jeovânia Rodrigues, citou a fala de Ângela Davis: “Numa sociedade racista, não basta não ser racista é preciso ser antirracista”. Com o pensamento da professora e filósofa socialista estadunidense, Jeovânia lembrou que negras e negros são invizibilizados em todos os espaços sociais, inclusive no serviço público. “No próprio serviço público federal, no período de 1995 a 2015, a população negra variava ente 5,5% e 9%, e ainda assim temos que ser taxados como possíveis privilegiados em virtude da política de cotas”, ressaltou ao concordar que a luta da classe trabalhadora deve ter como eixos o combate ao machismo e ao racismo. Para ela, a juventude de hoje tem, mais que nunca, potencial de mudar o cenário de exclusão e preconceito. “Com a força da juventude podemos e devemos retomar o que nos foi tirado ao longo da nossa história”, acredita.

Realizada não por coincidência no Dia da Consciência Negra, o webnário “Violências e desafios impostos às mulheres negras pelos governos neoliberais” faz parte da campanha 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, que também começa no dia 20 de novembro, para marcar a dupla discriminação sofrida pelas mulheres negras. A campanha vai até o dia 10 de dezembro, quando se comemora o Dia dos Direitos Humanos.

Como parte das ações da campanha pelo vim da violência contra as mulheres, a CUT-DF ainda realizará outros dois webnários: “Assédio moral e sexual nos locais de trabalho: Convenção 190 da OIT”, no dia 30 de novembro, e “Busca por equidade de direitos: desafio das Mulheres dos Direitos Humanos”, no dia 10 de dezembro. A transmissão será pelas páginas da CUT-DF no Facebook e no Youtube. Veja a programação completa abaixo.

Fonte: CUT-DF

Nota de falecimento – Raquel Morbach

É com grande tristeza e pesar que a diretoria do Sinpro comunica o falecimento da professora Raquel Morbach. Apaixonada pelo magistério, a educadora estava afastada da Secretaria de Educação do DF cursando doutorado na Universidade Federal do Pará e faleceu nesse sábado (21) vítima de COVID-19.

Raquel chegou no Distrito Federal em 2004 e nos últimos sete anos trabalhou no Centro de Ensino Fundamental 102 Norte. Dedicada e apaixonada por Matemática, a professora é mais uma vítima do novo Coronavírus, pandemia que tem levado milhares de pessoas ao redor do mundo.

A diretoria do sindicato ainda não sabe se o sepultamento será na capital federal. Assim que tivermos mais informações colocaremos na nossa página.

O Sindicato dos Professores presta toda sua solidariedade à família e aos amigos neste momento de dor.

Acessar o conteúdo