CEF GAN realiza evento sobre Afrofuturismo e violência contra as mulheres

A partir desta quarta-feira (18), o Centro de Ensino Fundamental GAN, na 603 Norte – Plano Piloto, realizará o AFROGAN: Afrofuturismo – da fantasia à realidade. O evento ainda abrange a Semana Temática Maria da Penha, de 23 a 27 de novembro. A atividade, que marca o Mês da Consciência Negra, será aberta ao público. Quem se interessar em participar deverá mandar nome e endereço de email para o WhatsApp 9453-9307. O link será enviado com 30 minutos de antecedência de cada atividade, e a transmissão será feita via Google Meet.

Estão na programação discussões e debates sobre temas como empoderamento através da música e suas raízes, as várias formas de violência contra as mulheres, a Lei Maria da Penha e perspectivas Afro-centradas. Os temas serão discutidos em palestras, rodas de conversas e atividades lúdicas.

“O que queremos é abordar o empoderamento das negras e dos negros não através de relatos históricos de sofrimento, mas de protagonismo. Queremos apresentar negras e negros como modificadores de uma realidade social”, explica a diretora do CEF GAN, Selma Cabral.

Ela ainda lembra que o combate à violência contra as mulheres, que atinge duplamente as mulheres negras, também é urgente, e que discussões sobre esse tema também é um papel da escola.

 

O que é Afrofuturismo

O afrofuturismo é um termo usado para definir a convergência da visão afrocêntrica com a ficção científica, inserindo a negritude em um contexto de tecnologia e projeções sobre o futuro. O conceito levanta possibilidades de vivência negra em mundos que não são marcados pelo racismo e pela opressão, funcionando como crítica à realidade atual.

O termo foi cunhado pelo crítico cultural e acadêmico americano branco Mark Dery em 1994. Dery usou o termo no ensaio “Black to the Future”, em que entrevista três intelectuais negros sobre o motivo de haver tão pouca ficção científica de autoria negra. Eles são o escritor Samuel Delany, o escritor e músico Greg Tate e a crítica cultural Tricia Rose.

Para Dery, causava perplexidade a falta de ficção científica negra nos EUA já que “afro-americanos (…) vivem em um pesadelo sci-fi em que campos de força de intolerância invisíveis e intransponíveis frustram seus movimentos [e] a tecnologia é frequentemente usada contra os corpos negros”.

No fim da década de 1990, a socióloga americana Alondra Nelson foi fundamental para a propagação da ideia de afrofuturismo. Em 1998, ela criou Afrofuturism, uma lista de discussão online pioneira sobre o tema, reunindo acadêmicos, artistas e pesquisadores para discutir as possibilidades e aplicações do conceito. “O termo foi escolhido como o melhor guarda-chuva para os interesses da lista [incluindo] imagens de ficção científica, temas futuristas e inovação tecnológica na diáspora africana”, explicou Nelson em um ensaio de 2002. (Fonte: Nexo Jornal https://www.nexojornal.com.br/expresso/2020/08/05/O-que-%C3%A9-afrofuturismo.-E-como-ele-aparece-na-cultura-pop)

 

Veja Programação

Nota de falecimento | Professora Telma Cristiane de Carvalho

A diretoria colegiada do Sinpro-DF lamenta e comunica, com muito pesar, mais um falecimento por Covid-19 na nossa categoria. A pandemia do novo coronavírus retirou, precocemente, de nosso convívio a professora Telma Cristiane de Carvalho. Ela faleceu no sábado (14/11), aos 49 anos, e foi sepultada no domingo (15), no Cemitério de Taguatinga.

Moradora da Ceilândia e professora do CIL Brazlândia, ela estava prestes a se aposentar. Nada substitui a presença da professora Telma, no entanto, como última despedida, a equipe do CIL Brazlândia dedicou um texto à professora tão dedicada e amiga.

A diretoria colegiada do Sinpro-DF se solidariza com familiares e amigos(as) e disponibiliza, a seguir, o texto-despedida que o CIL Brazlândia dedicou a ela.

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas” … Essa e tantas outrasfrases do livro “O pequeno Príncipe”, retratam tão bem a querida professora Telma Cristiane de Carvalho. Profissional extremamente apaixonada pela educação, sua docência foi muito além de dar aula. Telma tocava o coração dos alunos.

Dedicada, de retórica admirável, falava baixo, com uma autenticidade própria de quem veio a esse mundo para fazer o bem, para fazer a diferençacom seu jeito de envolver a todos que se aproximavam. Passou pela Casa Thomas Jefferson e pelo CIL Ceilândia, onde também foi aluna.

Moradora da Ceilândia, veio trabalhar no CIL Brazlândia e adotou a cidade como sua, onde construiu grandes laços afetivos. Aqui, permaneceu por 10 anos. Sempre ativa, fazia questão de participar de todos os projetos da escola e compartilhar com os alunos sua experiência como aluna da Rede Pública e universitária da UNB. Impossível falar da Telma sem pensar no seu prazer pela docência, pela música, pela cultura, pelas flores. Impossível falar da Telma sem falar de caridade.

Com a aposentadoria prevista para o ano de 2021, fazia planos de viagem, e já agradecia a Deus pelo tempo a mais que dedicaria ao serviço voluntário. Os planos são nossos, mas a vontade é de Deus. Telma partiu por complicações da COVID-19.

A Educação perdeu uma grande profissional, a família CILB perdeu uma professora e amiga.

Estamos de luto, e ao pensar na grandeza da nossa querida Telma, sentimos muito por saber o quanto o mundo precisa de pessoas nobres como ela. Certamente, ao entrarmos em cada sala dessa escola, sua presença marcante nos ajudará ainda maisna missão de educar e de amar ao próximo.

Nossa eterna gratidão por conviver com esse ser humano de luz, que foi para nós puro amor!

Encerram-se, nesta segunda (16), as inscrições para apresentação de trabalhos

A Associação Nacional de História – Seção Distrito Federal – encerra, nesta segunda-feira (16), o período de inscrições de trabalhos para o IX Encontro ANPUH-DF, a ser realizado nos dias 2,3 e 4 de dezembro de 2020. Clique no link, a seguir, e faça logo a sua inscrição.

Clique no link, a seguir, e faça logo a sua inscrição: https://anpuhdf.wordpress.com/2020/11/15/2-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-o-ix-encontro-anpuh-df/.

De acordo com o site da entidade, é a primeira vez que as pessoas podem participar do encontro regional da ANPUH-DF sem precisar gastar com passagem e estada, pois o evento será 100% on-line.

“Sabemos que a pandemia nos impôs vários desafios, mas se podemos tirar algo de bom dessa situação é a possibilidade de participar de eventos que antes demandariam um custo maior”.

A entidade informa também que “todos os inscritos e inscritas na modalidade apresentador ou apresentadora de trabalho estará concorrendo a uma passagem 100% paga para o próximo encontro ANPUH Nacional”.

O IX Encontro Anpuh-DF será nos dias 2,3 e 4 de dezembro de 2020.

 

CEF 04 de Planaltina realiza live no Mês da Consciência Negra

Com o objetivo de fazer uma reflexão sobre o povo e a cultura africana no Brasil, além de mostrar o cenário imposto às negras e aos negros, o Centro de Ensino Fundamental 04 de Planaltina realizará a live Consciência Negra CEF 04 2020. O evento está programado para esta quinta-feira (19), das 9h às 12h. A transmissão será pelo canal do Youtube Se Oriente Planaltina e na página do CEF 04 no Facebook.

Na Live do CEF 04 de Planaltina estão programados bate-papos com historiadores e alunos negros, dicas de livros, música, poema, entretenimento, performances, capoeira. Além disso, ainda será realizada oficina virtual de xadrez com o doutor e matemático Felipe Cardia, ação baseada no curta-metragem “O Xadrez das Cores”.

“A live é voltada para toda comunidade de Planaltina e também para aqueles que se interessarem. Isso porque enquanto a desigualdade perdurar em nossa sociedade teremos sim que reservar lives, meses, dias no ano para refletir sobre a questão racial no país e os avanços por mais inclusão e igualdade”, afirma a professora da rede pública de ensino do DF Adriana Barretos.

Sinpro realiza Assembleia de Prestação de Contas nesta terça (1º)

 A diretoria do Sinpro-DF convida os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais sindicalizados(as) para Assembleia Geral Ordinária de Prestação de Contas, que será realizada dia 1º de dezembro (terça-feira), às 18h30, no Auditório Paulo Freire (Setor de Indústrias Gráficas (SIG), Quadra 6 – Lote 2.260). A atividade é uma continuidade à Assembleia Ordinária para Apreciação dos Balanços Financeiro e Patrimonial do sindicato, que no dia 29 de junho decidiu, com aprovação do Conselho Fiscal e da Diretoria Colegiada, ser tornada de caráter Permanente, a fim de evitar os riscos de aglomeração e contaminação dos participantes por causa da pandemia da Covid-19.

A pauta será composta pela apreciação dos balanços financeiro e patrimonial do Sinpro do Exercício de 2019.

Para reduzir os riscos de contaminação pelo novo Coronavírus, deverá ser respeitada a distância mínima de dois metros entre os participantes. Também será exigida e obrigatória a utilização de máscara. No local, disponibilizaremos álcool gel e faremos aferição da temperatura. 

Clique aqui e confira o edital de convocação.

TV COMUNITÁRIA|| PROGRAMA VIDA & ÁGUA PARA ARIS ESTREIA NESTA SEGUNDA (16)

Nesta próxima segunda-feira (16), o Sinpro em parceria com a TV Comunitária, estreará o programa Vida & Água para ARIS. Lançado em março deste ano, o projeto é uma iniciativa conjunta da Universidade de Brasília-UnB e movimentos sociais e sindicais. 

Com importantes temáticas, o programa “Vida & Água para ARIS”, faz  referência ao projeto de pesquisa-ação homônimo da universidade de Brasília, como resposta à chamada para enfrentamento da COVID-19 no DF.

Em formato quinzenal, o programa acontecerá ao vivo, às segundas-feiras, a partir das 14h30, tratando de temas relativos ao referido projeto, como estratégia de comunicação e divulgação sobre a gravidade da EMERGÊNCIA SANITÁRIA no DF, que se intensificou ainda mais, neste momento de pandemia, atingindo dramaticamente as famílias mais vulneráveis em toda região. Para abertura, participam os(as) diretores do Sinpro Presilina Spindola e  Anderson de Oliveira Corrêa.

Acompanhe  ao vivo, pela página do Sinpro-DF no Facebook. O programa é disponibilizado também no Canal 12 da NET, no site e na page da TV Comunitária.

 

 

Governo estuda excluir categorias profissionais do regime MEI em 2021

Comitê Gestor do Simples Nacional estuda excluir 14 categorias. Especialistas alertam que exclusão aumenta custos e muitos vão deixar de contribuir com a Previdência Social

 

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Em meio ao aumento do desemprego, da informalidade e da dificuldade de trabalhadores e trabalhadoras em manter um mínimo de atividade profissional que lhes garanta alguma renda, o Comitê Gestor do Simples Nacional poderá fazer alterações no regime de Microempreendedor Individual (MEI), excluindo atividades aptas a fazerem parte do programa.

Se o governo realmente fizer as alterações que estão sendo analisadas, muitos MEIs, trabalhadores que abrem empresas para prestar serviços ou receber salários de valores médios, deixarão de contribuir para a Previdência Social e perderão direitos a benefícios como auxílio-doença e aposentadoria, alerta a técnica da subseção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), da CUT Nacional Adriana Marcolino.

“O valor da contribuição aumenta caso o trabalhador opte por ser contribuinte individual e muitos não vão conseguir pagar o INSS”, diz a técnica, que explica: “Começa a partir de 11% de um salário mínimo, ou seja, R$ 114,95”.

A tributação para os trabalhadores MEI é de 5% sobre o salário mínimo (R$ 52,25) a título de contribuição previdenciária + R$ 1,00 de ICMS para o estado e R$ 5,00 de ISS para o município, totalizando R$ 58,25.

O modelo ideal é uma relação de emprego com todas garantias trabalhistas e sociais, mas parte considerável dos atuais microempreendedores individuais estava na total informalidade e a MEI possibilitou que ao menos eles tivessem vinculação à previdência social, afirma Fernando José Hirsch do escritório LBS Advogados.

Por enquanto, o governo ainda não anunciou oficialmente as mudanças. O que se sabe é que estão em análise alterações na abertura da MEI e exclusão de 14 categorias que não se enquadrariam mais como MEI, grande parte está ligada a atividades culturais, setor tratado com desdém pelo presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL). (Veja relação no fim da matéria)

Na opinião de Fernando José Hirsch, a decisão, que por ora ainda não está definida, tem caráter mais político do que jurídico. Por isso, “é importante mobilização e pressão política para que não haja mudanças que prejudiquem estes trabalhadores”.

De acordo com o advogado, os microempreendedores individuais que podem ser excluídos do regime precisarão transformar sua MEI em outro modelo social para continuarem prestando serviços e, “provavelmente [outro modelo] trará maior onerosidade para sua manutenção”.

Neste momento, os trabalhadores e as trabalhadoras que prestam serviços usando o regime MEI precisam ficar atentos. Se a mudança se efetivar, é preciso avaliar se vale a pena alterar seu ramo de atividade ou se transformar em outro modelo social, dependendo do custo da mudança. Os trabalhadores, portanto, devem procurar um advogado, um contador, o Sebrae ou o sindicato da categoria, se houver, para avaliar a situação.

Leia Mais: Informalidade atinge 47,4% dos trabalhadores negros do Brasil, diz IBGE

Aumenta o número de microempreendedores individuais no Brasil

Após a reforma Trabalhista, que forçou trabalhadores a migrar para a informalidade, a cada ano, o país tem cerca de um milhão a mais de novas MEI´s. Em 2018 o total era de 8,1 milhões. Em 2019, o número subiu para 9,1 milhões e até abril deste ano já eram mais de 10 milhões.

O estado com o maior número é São Paulo, com 2,7 milhões de registros até o dia 25/04, seguido por Minas Gerais (1,17 milhão) e Rio de Janeiro (1,16 milhão). Do total de trabalhadores optantes pelo MEI, mais de 3,1 milhões têm entre 31 e 40 anos e 2,4 milhões estão na faixa etária de 41 a 50 anos.

Adriana Marcolino afirma que, com a reforma Trabalhista, o sistema MEI foi, de forma oportunista, usado por empresários para substituir os trabalhadores assalariados, com direitos, contratados com carteira assinada por trabalhadores ‘pessoa jurídica’ (PJ), para se livrarem de impostos.

“Aconteceu também no ambiente doméstico. Muitos patrões, para não pagar INSS, 13°, FGTS e férias contrataram trabalhadoras domésticas obrigando-as a abrir MEI”.

As mudanças

O Comitê Gestor do Simples Nacional já pretendia fazer as alterações para o ano de 2020, mas houve reação de integrantes do setor de cultura. Além disso a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) também contribuiu para que a decisão fosse postergada.

As alterações ainda dependem de aprovação pelo Congresso Nacional. Uma possível votação só deve ocorrer em 2021.

Atividades que podem ser extintas no estatuto de MEI:

1 – Profissionais que atuam como músicos e cantores independentes;

2 – DJ ou VJ;

3 – Humoristas e contadores de histórias;

4 – Instrutores de arte e cultura;

5 – Instrutor de artes cênicas;

6 – Instrutor de música

7 – Proprietário de bar e similares que possuem com entretenimento;

8 – Astrólogo;

9 – Esteticista;

10 – Instrutor de cursos gerenciais;

11 – Instrutor de cursos preparatórios;

12 – Instrutor de idiomas;

13 – Instrutor de informática;

14 – Professor particular.

O que é MEI

Microempreendedores Individual é um enquadramento do Simples Nacional, criado pelo governo Federal em 2008. O foco era a formalização dos negócios dos profissionais que exerciam seu trabalho por conta própria em caráter informal.

Para o profissional estar habilitado a ser um MEI, a atividade deve estar na lista de atividades permitidas e na Classificação Nacional de Atividades Econômicas da Receita Federal (Cnae).

Além disso, o faturamento da empresa deve ser de no máximo R$ 81 mil por ano e não pode possuir vínculo com nenhuma outra empresa, nem como sócio, nem como titular.

O MEI só pode contratar uma pessoa como funcionário da empresa.

A carga tributária federal para esse regime é reduzida, ficando isenta de Imposto de Renda, PIS, Confins, IPI e CSLL.

A tributação é simplificada e o pagamento da alíquota se dá através da DAS MEI – Documento de Arrecadação do Simples Nacional, em que incide ISS/ ICMS de acordo com a atividade que exerce, adicionado de 5% sobre o salário mínimo relativos à contribuição ao INSS.

A carga tributária federal reduzida a esta alíquota única, fica isenta de Imposto de Renda, PIS, Confins, IPI e CSLL.

O MEI assim como o profissional autônomo, não precisa emitir notas fiscais para seus clientes, sendo possível apenas um recibo produzido por eles mesmos ou modelos prontos vendidos em papelarias.

Por contribuir para a previdência o MEI tem assegurado o direito aos benefícios como aposentadoria por idade, licença maternidade, auxílio-doença, de acordo com a legislação.

Comitê Gestor

O Comitê Gestor do Simples Nacional é formado por quatro representantes da União, dois representantes de cada estado e do Distrito Federal e dois dos municípios e tem como função regulamentar matérias referentes ao Simples Nacional.

Simples Nacional

O Simples Nacional é um tipo de regime tributário com regras simplificadas para empresas que se enquadram na faixa de faturamento anual de até R$ 378 mil. As alíquotas de contribuição variam de 4% a 19% a depender do teto de faturamento por ano.

1ª faixa Até 180.000,00 4%
2ª faixa De 180.000,01 a 360.000,00 7,3%
3ª faixa De 360.000,01 a 720.000,00 9,5%
4ª faixa De 720.000,01 a 1.800.000,00 10,7%
5ª faixa De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 14,3%
6ª faixa De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 19%


*Edição: Marize Muniz
 

Reprodução: CUT

Servidores terão acesso a programas de descontos em produtos e serviços

O Clube de Descontos e o Programa DF Superior oferecerão descontos a partir de 10% para servidores públicos locais na compra de produtos e serviços. As iniciativas foram lançadas pelo GDF, nessa quarta-feira (11).

Os programas poderão abranger passagens, hospedagens, mensalidades em instituições de nível superior, eletromésticos e outros. Segundo o vice-governador, Paco Britto, os programas abrem possibilidade para desconto em folha.

Tanto o Clube de Descontos como o Programa DF Superior serão viabilizados por parcerias formadas com empresas privadas, que segundo o GDF não terão benefícios em licitações, contratos ou obrigações fiscais. O agente financeiro será o Banco de Brasília (BRB).

De onde virá a próxima pandemia?

 

 
A covid-19 já devastou muitas vidas e também a economia global, mas não é a primeira vez que um vírus ameaça o mundo. Grandes surtos de Sars, gripe suína, Mers e Ebola também ocorreram desde o início do século.

Centenas de vírus com potencial para infectar humanos já foram encontrados em animais e os cientistas estão observando de perto as novas cepas da gripe. Podemos ignorar essas ameaças? Assista abaixo.

 

                                                             

Negros ocupam apenas um décimo das cadeiras no Poder Legislativo do Brasil

Em entrevista ao Portal CUT, especialistas comentam que longo dos anos houve modificações, mas ressaltam que as mudanças não foram tão profundas

Embora o povo negro represente mais da metade da população, 56,1% dos brasileiros são pretos e pardos, segundo o Instituto Brasileiro Geografia e Estatística (IBGE), apenas um décimo ocupa cadeiras no Poder Legislativo, formado pelo Senado, Câmara dos Deputados, assembleias legislativas e câmaras de vereadores.

Em 2016, em 2.512 (45%) cidades não foram registradas candiduras de  negros, Na Bahia, onde 80% da população se declara preta ou parda, em 33 das 417 cidades, apenas candidatos brancos disputaram cargos de prefeito, de acordo com o IBGE.

 

Os dados, que mostram um contraste entre o total de candidatos negros a cargos no Poder Legislativo em relação ao total da população que se declara negra ou parda,  evidenciam o racismo estrutural persistente em todas as relações de poder no país, mantendo o longo processo de desigualdade entre brancos e negros.

A explicação é simples e cruel: o racismo estrutural é a maneira como as sociedades se organizam para privilegiar com suas práticas e normas um grupo social ou étnico, excluindo completamente outros grupos da participação em instituições sociais.

Carlos Machado, doutor em Ciência Política pela Universidade Federal de Minas Gertais (UFMG) e professor de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), fala sobre o crescimento de candidaturas negras nas Eleições Municipais de  2020, mas ressaltou que as disparidades ainda são enormes.

Ele afirma que ao longo dos anos houve modificações que explicam o aumento das candidaturas este ano existem, mas não foram tão profundas.

“Mesmo que os números de candidaturas [negras] tenham crescido em 2020, a distância entre candidaturas eleitas ainda permanece bastante ampla. Uma das explicações para essa questão está no fato de que partidos de maior porte apresentam maior quantidade de candidaturas brancas”, afirma o professor, em um seminário nesta quarta-feira (4) sobre Raça e Política.

Para o senador Paulo Paim (PT-RS), é urgente aumentar as candidaturas de negros. Ele diz que, para isso, os partidos precisam criar ferramentas e alternativas de inclusão que realmente funcionem.

 “Precisamos fomentar e fortalecer as candidaturas negras para todos os pleitos eleitorais, inclusive para cargos no executivo”, afirmou o senador, acrescentando que os partidos precisam promover a ampliação da presença das mulheres e negros nos espaços de poder de forma mais justa e igualitária.

“Vamos impulsionar essas ferramentas e alternativas para a inclusão das diversas maiorias em todos os espaços. Acredito no verbo ‘esperançar’, que Oxalá norteie a nossa sociedade, para a plena inclusão do povo negro em todos os espaços de poder no Brasil”, disse Paim.

Partidos excluem candidatos negros do repasse de verbas do fundo eleitoral

Mesmo com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que em outubro deste ano obrigou os partidos a destinar a candidatos autodeclarados negros valores equivalentes à sua participação no total de candidaturas nas eleições municipais, candidatos pretos e pardos em todo o país ainda não receberam de seus partidos qualquer quantia do fundo eleitoral.

Dados compilados pelo jornal Folha de S. Paulo com base na prestação de contas parcial dos candidatos entregue à Justiça Eleitoral, mostra que apesar de pretos e pardos somarem 50% do total de candidatos, a eles foram destinatários de cerca de 40% da verba dos fundos Eleitoral e Partidário. Os autodeclarados brancos reúnem 60% do dinheiro, apesar de representarem 48% dos candidatos.

Apesar de a legislação determinar, desde 2018, a distribuição dos recursos às mulheres na proporção das candidaturas lançadas (neste ano, 33,5%), a maior parte das siglas não cumpriu essa regra. Na média, homens foram beneficiários de 73% do dinheiro.

Para Rosana Fernandes, secretária-Adjunta de Combate ao Racismo da CUT, o fato de os partidos descumprirem a regra de repasse de verba eleitoral para negros explicita a dívidas históricas da escravidão no Brasil que ainda não foram reparadas.

”A resistência das legendas em observar a determinação do STF tem relação com o racismo estrutural no Brasil”, diz a dirigente.

O alijamento da política é reflexo de como a elite se apropria do espaço de poder. Ela impera no espaço econômico, isso vem da herança escravista, que não acabou com a abolição formal.

– Rosana Fernandes

A situação fez o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso, promover uma reunião com dirigentes partidários para discutir as eleições no dia 27 de outubro. O encontro, que foi virtual por conta da pandemia do novo coronavírus, foi pautado mais uma vez pelas reclamações das siglas sobre as cotas de gênero e racial. A principal crítica do encontro é a de que a Justiça adotou a regra em cima da hora, não possibilitando aos partidos se prepararem.

Sobre o projeto

A decisão do STF atendeu uma ação movida pela deputada federal, Benedita da Silva (PT-RJ), pelo Senador Paulo Paim (PT), pelo PSOL e pela ONG Educafro, que pediam a aplicação em 2020 da regra aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A deputada Benedita da Silva, inclusive, apresentou o Projeto de Lei 4041/20202 propondo que os partidos políticos reservem cota mínima para candidaturas de afro-brasileiros nas eleições para o Poder Legislativo, incluindo os pleitos para a Câmara dos Deputados, a Câmara Legislativa, as Assembleias Legislativas e as Câmaras Municipais.⠀

O TSE aprovou a destinação proporcional aos candidatos negros dos recursos do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral recebidos pelos partidos, mas estabeleceu que a regra só valeria a partir da eleição de 2022.

Paim comenta que temia o que está ocorrendo e ressalta que os partidos precisam se responsabilizar diante da distribuição “isonômica dessas caras conquistas para o Brasil”.

“Acredito que seria importante a implantação de uma forma de fiscalização efetiva pelo TSE, para os partidos que não cumprirem essas determinações, responderem pelos seus atos”, finaliza o senador.

*Edição: Marize Muniz

 

Reprodução: CUT

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