Trabalhadores e estudantes se mobilizam pela vida, educação pública e ‘Fora Bolsonaro’

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São Paulo – A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) deu início nesta segunda-feira (14) à Semana Freireana de Lutas pela Vida e pela Educação Pública. Uma iniciativa para promover o mês das jornadas latino-americanas em defesa do ensino gratuito, laico e emancipatório. E que também homenageia o patrono da educação brasileira, Paulo Freire, que completaria 100 anos em 2021.

O primeiro dia da agenda do evento foi marcado por uma intervenção artística em frente ao Ministério da Educação. Trabalhadores firmaram a letra “i” e levantaram placas com adjetivos ao MEC escritos com a inicial: incompetente, insensível, irresponsável e indiferente. Nas redes sociais, ocorreu, simultaneamente, tuítaço coma #MECincompetente.

A campanha levanta críticas à retomada das aulas presenciais no atual estágio da pandemia e sem qualquer articulação de um plano que prevenção ao contágio por parte do ministério. Assim como denuncia a redução dos investimentos na educação, apontando que a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em janeiro do ano que vem vai agravar ainda mais uma série de desigualdades na educação. A Semana Freiriana segue até sábado (19) com previsão de novas mobilizações e debates virtuais.

Dia Nacional de Mobilização pela Educação
Para hoje, às 18h, a CNTE realiza em suas redes sociais uma live sobre os “Pensamentos de Paulo Freire no enfrentamento educacional no contexto da pandemia”. Na quinta (17), às 18h, em ato virtual, os trabalhadores da educação se somam a frentes parlamentares e aos movimentos estudantis para lançar um manifesto conjunto em defesa de um orçamento justo para as universidades públicas e federais – muitas delas atualmente na linha de frente da pesquisa contra a covid-19.

Após a repercussão negativa de que o orçamento da Educação seria menor do que o da Defesa, o governo de Jair Bolsonaro recuou e agora prevê um repasse para 2021 de R$ 144,5 bilhões ao setor – R$ 2 bilhões a mais do que o orçamento deste ano. Mas, apesar do aumento, o MEC planeja cortar quase R$ 1 bilhão do total de recursos que seriam destinados às instituições de ensino superior.

“O que acreditamos ser o mais próximo do ideal para a educação, eles querem cortar. Mas também porque são anti-vacinas, anti-ciência, anti-pesquisa, por exemplo”, contesta a presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Rozana Barroso, em entrevista ao Seu Jornal, da TVT.

De acordo com o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Iago Montalvão, o ato nesta quinta marcará também a oposição aos interventores que o governo Bolsonaro está nomeando em universidades e institutos de educação federais.

A UNE e a Ubes articulam ainda, para a próxima quarta-feira (23), o Dia Nacional de Mobilização pela Educação. Em atos virtuais e presenciais, os estudantes irão ampliar o movimento “Fora Bolsonaro” e denunciar a destruição que o atual governo promove em diferentes setores do ensino. 

(Rede Brasil Atual, 15/09/2020)

Fonte: CNTE

Semana Freireana: Confira a programação da CNTE para essa quarta (16)

A CNTE promove, nessa quarta-feira (16), algumas atividades em prosseguimento à Semana Freireana de lutas pela vida e pela educação pública. Às 11h a Confederação realizará uma Live para falar sobre a Jornada Latino Americana rumo ao centenário de nascimento de Paulo Freire.

Já às 14h a Confederação realizará outra uma Live com a Internacional da Educação, com a participação da Secretária Geral da CNTE, Fátima Aparecida da Silva, e convidados.

Participe!

Live da CNTE aborda pensamentos de Paulo Freire no enfrentamento educacional ao contexto da pandemia

Em prosseguimento à Semana Freireana de lutas pela vida e pela educação pública, a CNTE promove, nesta terça-feira (15), uma Live às 18h. Trazendo como tema Pensamentos de Paulo Freire no enfrentamento educacional ao contexto da pandemia, os professores José Batista Neto (UFPE) e Lúcia Alvarez (UFMG) falam sobre a situação da educação brasileira, e como professores(as) e estudantes vêm lidando com o distanciamento educacional e todos os riscos de uma possível volta às aulas presenciais. A mediação ficará por conta da secretária geral da CNTE, Fátima Silva.

A transmissão será feita pelo FB.COM/CNTEBRASIL e pelo YOUTUBE.COM/CNTEBRASIL.

 

É tempo de salvar vidas

Essa terça-feira (15) também será marcada como Dia Nacional de Mobilizações da Educação em Defesa da Vida. Durante todo o dia a CNTE vai reivindicar a aplicação de medidas necessárias para salvar vidas e garantir o direito a educação pública para todos e todas. Em muitos municípios e estados, governos estão marcando retorno às aulas presenciais sem oferecer condições de segurança.

A CNTE reforça que aulas podem ser repostas, vidas não – e cobra responsabilidade estatal.

“A dor da gente” torna-se tema de audiência pública, desta quinta (17), na CLDF

A pesquisa “A dor da gente” – que mapeou dados sobre o sofrimento dos professores na relação deles com a gestão da escola e da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) e identificou motivos de afastamento e problemas de saúde dos profissionais da educação – será o tema da audiência pública remota, da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), nesta quinta-feira (17), às 10h, pela TV Web da CLDF, no YouTube.

A diretoria colegiada do Sinpro-DF convida a todos e todas a participarem. A audiência é aberta ao público, que pode participar pelos “Comentários” do YouTube durante a transmissão. A iniciativa é do deputado distrital Professor Reginaldo Veras. A apresentação da Cartilha A Dor da Gente, será realizada pela psicóloga do Sinpro-DF, Luciane Kozicz.

Lançada no fim de agosto, a cartilha “A dor da gente” reúne o resultado do levantamento realizado pelo Sinpro-DF, em parceria com o Laboratório de Psicodinâmica e Clínica do Trabalho da Universidade de Brasília (UnB), que investigou quatro dimensões que envolvem a relação trabalhador–organização e permitiu ao sindicato mapear os possíveis pontos de tensão que podem fazer com que a vivência do sofrimento seja, predominantemente, patológica, conduzindo ao adoecimento e, consequentemente, afastamento do trabalho ou até mesmo a necessidade de reabilitação profissional ou de aposentadoria precoce.

Foi realizada com 3.326 trabalhadores(as) da rede pública de ensino do Distrito Federal, entre 5 de maio e 30 de junho de 2020. Como resultado, foram mapeados impactos e riscos psicossociais que interferem na vida dos(as) servidores(as), provocando adoecimento.

Confira, a seguir, matéria sobre o lançamento da cartilha com o resultado da pesquisa:

Sinpro-DF divulga resultado de pesquisa realizada em parceria com a UnB

 

CNTE assina manifesto em defesa da educação como direito público

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16 Frentes Parlamentares do Congresso Nacional e 39 entidades e movimentos ligados à Educação vêm a público manifestar preocupação com todas as iniciativas que visem a desestabilizar o funcionamento das instituições de ensino, sejam elas de cunho orçamentário, ou em formato de ofensas à legislação.

>> Acesse o abaixo-assinado

A perspectiva de corte de R$ 1.882 bilhão no orçamento das chamadas despesas discricionárias para a educação, que envolvem o custeio e os investimentos, chama a atenção, sobretudo em um momento como o atual. As duas agências de fomento da pesquisa no Brasil, CNPq e Capes, estão com seus orçamentos dependentes de créditos suplementares, o que pode comprometer o pagamento das bolsas em 2021. Além disso, não há espaço para a abertura de novas bolsas e os recursos de fomento, fundamentais para a estruturação das pesquisas, seguem em vertiginosa queda.

Da mesma maneira que a educação liberta, o investimento em pesquisa, em ciência e tecnologia salva vidas. Tanto a produção de álcool líquido ou em gel e de máscaras de proteção- muitas delas já produzidas em impressoras 3D- quanto de respiradores, dependem de um comprometimento estatal muito grande. Assim é com o monitoramento do vírus e com os estudos que envolvem a tão aguardada vacina, para ficarmos apenas nesses exemplos.

Para o pós-pandemia, é inimaginável abrir mão de recursos que servirão para a reconstrução do país e para atender as demandas dos estudantes brasileiros já tão prejudicadas por esse ano letivo atípico. A vitória recente da histórica aprovação do Novo Fundeb no Congresso Nacional não nos permite descuidos na defesa da educação. No ano de 2019, estudantes das universidades, dos institutos federais e secundaristas foram às ruas de todo o Brasil insatisfeitos com a notícia dos cortes e contingenciamentos. Eles encabeçaram a luta pela permanência do orçamento e essa luta deve servir de inspiração para toda a sociedade.

Além de um orçamento justo para a pasta da educação, defendemos a autonomia universitária e a dos institutos federais, com a nomeação dos reitores eleitos em processo democrático e dos concursados. Faz-se necessária a imediata instalação da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional para discutir os recursos para a Educação para 2021 e de uma Comissão-Geral no Parlamento brasileiro para tratar o tema.

É imperioso investir, de maneira incisiva, na educação brasileira e garantir a valorização das universidades e institutos federais, de professores e técnicos e dos programas de permanência e assistência estudantil. É preciso, inclusive, ampliar esses investimentos para garantir conhecimento, ensino e desenvolvimento em favor da vida dos brasileiros e das brasileiras. Esse investimento é mais do que necessário também para a saúde pública, pois nas universidades estão 45 hospitais universitários que também fazem parte do Sistema Único de Saúde (SUS). Muitos deles são considerados os maiores e os melhores hospitais do sistema, onde- além do atendimento à populaçãodesenvolvem, através das pesquisas, novos procedimentos, novas tecnologias e inovações.

Um país que não fomenta a pesquisa e o ensino universal, não investe em ciência e tecnologia e não valoriza os profissionais de educação, é um país que não pensa em seu futuro. Conclamamos a sociedade brasileira, as instituições, os entes federados e os poderes constitucionais para que firmem um pacto e tenham na educação, e no compromisso com a garantia de recursos justos para a área, um valor inegociável. Quem ganhará é o Brasil.

As seguintes frentes parlamentares e as seguintes entidades assinam este manifesto e convidam todas e todos a participarem do Ato Virtual em Defesa de um Orçamento Justo para a Educação no dia 17/09/2020, às 18h.

Frentes:
– Frente Parlamentar de Apoio aos Conselhos Profissionais;
– Frente Parlamentar de Apoio aos Profissionais de Classe;
– Frente Parlamentar de Incentivo à Leitura;
– Frente Parlamentar em Defesa da Escola Pública e em Respeito ao Profissional da Educação;
– Frente Parlamentar em Defesa do Plano Nacional de Educação;
– Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da População em Situação de Rua;
– Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos;
– Frente Parlamentar em Defesa dos Institutos Federais, Ciência e Tecnologia;
– Frente Parlamentar em Defesa dos Povos Tradicionais de Matriz Africana;
– Frente Parlamentar Mista da Agricultura Familiar;
– Frente Parlamentar Mista da Educação;
– Frente Parlamentar Mista de Promoção e Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente;
– Frente Parlamentar Mista em Apoio aos Objetivos de Desenvolvimentos Sustentável da ONU;
– Frente Parlamentar Mista em Defesa das Organizações da Sociedade Civil;
– Frente Parlamentar Mista para Ampliação dos Cursos de Medicina;
– Frente Parlamentar pela Valorização das Universidades Federais;
Entidades e movimentos:
-ABALF – Associação Brasileira de Alfabetização;
– ABdC – Associação Brasileira de Currículo;
– ABEM- Associação Brasileira de Educação Musical;
-ABRAPEE – Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional;
– ABRAPEC- Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências;
– ANDIFES- Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior;
-ANPAE – Associação Nacional de Política e Administração da Educação;
-ANPEd – Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Educação;
– ANPG – Associação Nacional dos Pós-Graduandos;
– APUBH- Sindicato de professores das universidades federais de Belo Horizonte, Montes Claros e Ouro Branco;
– ATENS-SN- Sindicato Nacional dos Técnicos de Nível Superior das IFES;
– Campanha Nacional pelo Direito à Educação;
-CEDES – Centro de Estudos, Educação e Sociedade;
– CNTE- Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação;
– CONTEE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino;
– CONEN – Coordenação Nacional de Entidades Negras;
-CONIF- Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica;
-FASUBRA- Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil;
– FDE – Fórum Distrital de Educação;
– FEERJ – Fórum Estadual de Educação do Rio de Janeiro;
-FENET – Federação Nacional dos Estudantes em Ensino Técnico;
– FEPE SC – Fórum Estadual Popular de Educação de Santa Catarina;
– FINEDUCA- Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação;
-FNPE – Fórum Nacional Popular de Educação;
– FORPIBID RP – Fórum de Coordenação do Pibid e Programa Residência Pedagógica;
– Fórum Estadual de Educação do Pará ;
-Fórum Nacional dos Coordenadores Institucionais do Parfor/Forparfor;
– MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens;
– MIEIB – Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil;
-Movimento Nacional em Defesa do Ensino Médio;
– Núcleo de Educação e Cultura do PT no Congresso Nacional;
-Observatório do Conhecimento;
-Proifes- Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e Ensino Básico Técnico e Tecnológico;
– SBEnBio – Associação Brasileira de Ensino de Biologia;
-SBEM- Sociedade Brasileira de Educação Matemática
-SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência;
– Sinasefe – Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica;
– UNE- União Nacional dos Estudantes;
– UBES – União Brasileira de Estudantes Secundaristas;
Deputadas e Deputados que assinam o Manifesto:
Afonso Florence (PT/BA)
Afonso Motta (PDT/CE)
Airton Faleiro (PT/PA)
Alencar Santana Braga (PT/SP)
Alessandro Molon (PSB/RJ)
Alexandre Padilha (PT/SP)
Alice Portugal (PCdoB/BA)
Arlindo Chinaglia (PT/SP)
Áurea Carolina (PSOL/MG)
André Figueiredo (PDT/CE)
Bacelar (PODEMOS/BA)
Benedita da Silva (PT/RJ)
Beto Faro (PT/PA)
Bira do Pindaré (PSB/MA)
Camilo Capiberibe (PSB/AP)
Carlos Veras (PT/PE)
Carlos Zarattini (PT/SP)
Célio Moura (PT/TO)
Danilo Cabral (PSB/PE)
David Miranda (PSOL/RJ)
Dionisio Marcon (PT/RS)
Edmilson Rodrigues (PSOL/PA)
Elias Vaz (PSB/GO)
Elvino Bohn Gass (PT/RS)
Enio Verri (PT/PR), líder do PT na Câmara dos Deputados;
Erika Kokay (PT-DF), coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos;
Fernanda Melchionna (PSOL/RS)- presidenta da Frente Parlamentar de Incentivo à Leitura;
Frei Anastácio (PT/PB)
Glauber Braga (PSOL/RJ)
Gleisi Hoffmann (PT/PR)
Helder Salomão (PT/ES)
Henrique Fontana (PT/RS)
Idilvan Alencar (PDT/CE)
Ivan Valente (PSOL /SP)
Jandira Feghali (PCdoB/RJ)
João Daniel (PT/SE)
João H. Campos (PSB/PE)
Jorge Solla (PT/ BA)
José Airton Cirilo (PT/CE)
José Guimarães (PT/ CE)
Joseildo Ramos (PT/BA)
José Ricardo (PT/AM)
Júlio Delgado (PSB/MG)
Leonardo Monteiro (PT/MG)
Luiza Erundina (PSOL/SP)
Luiziane Lins (PT/CE)
Marcelo Calero (Cidadania-RJ)
Marcelo Freixo (PSOL/RJ)
Márcio Jerry (PCdoB/MA)
Margarida Salomão (PT/MG)- coordenadora da Frente Parlamentar pela Valorização das Universidades
Federais;
Maria do Rosario (PT/ RS)- presidenta da Frente Parlamentar Mista de Promoção e Defesa dos Direitos da
Criança e Adolescente;
Marília Arraes (PT/PE)
Mauro Nazif (PSB/RO)
Merlong Solano (PT/PI)
Natália Bonavides (PT/RN)
Nilto Tatto (PT/SP)
Odair Cunha (PT/MG)
Padre João (PT/MG)
Patrus Ananias (PT/MG)
Paulão (PT/AL)
Paulo Guedes (PT/MG)
Paulo Pimenta (PT/RS)
Paulo Teixeira (PT/SP)
Pedro Cunha Lima (PSDB/PB)
Pedro Uczai (PT/SC), presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Plano Nacional de Educação;
Professora Rosa Neide (PT/MT), presidenta da Frente Parlamentar em Defesa da Escola Pública e em Respeito ao Profissional da Educação;
Professor Israel (PV/DF), secretário-geral da Frente Parlamentar Mista da Educação;
Reginaldo Lopes (PT/MG)- presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Institutos Federais;
Rejane Dias (PT/PI)
Rogério Correia (PT/MG), presidente da Frente Parlamentar de apoio aos Conselhos Profissionais;
Rubens Otoni (PT/GO)
Rui Falcão (PT/SP)
Sâmia Bonfim (PSOL/SP), líder do PSOL na Câmara dos Deputados;
Tabata Amaral (PDT/SP)
Taliria Petrone (PSOL/RJ)
Túlio Gadelha (PDT/PE)
Valmir Assunção (PT/BA)
Vander Loubet (PT/MS)
Vicentinho (PT/SP)
Waldenor Pereira (PT/BA)
Wolney Queiroz (PDT/PE), líder do PDT na Câmara;
Zeca Dirceu (PT/PR), presidente da Frente Parlamentar Mista para Ampliação dos Cursos de Medicina;
Zé Carlos (PT/MA)
Zé Neto (PT/BA)

Senadoras e Senadores que assinam o Manifesto:
Cid Gomes (PDT/CE)
Eliziane Gama (Cidadania/MA)
Flávio Arns (PODEMOS/PR)
Humberto Costa (PT/PE)
Jaques Wagner (PT/BA)
Jean Paul Prates (PT/RN)
Leila Barros (PSB/DF)
Paulo Paim (PT/RS)
Paulo Rocha (PT/PA)
Plínio Valério (PSDB/AM)
Randolfe Rodrigues (REDE/AP), líder da oposição no Senado Federal;
Rogério Carvalho (PT/SE), líder do PT no Senado Federal;
Zenaide Maia (PROS/RN)

Fonte: CNTE

Governo Bolsonaro veta a subvinculação dos precatórios do FUNDEF para os profissionais da educação

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Foi publicada no Diário Oficial da União, desta segunda-feira (14), a Lei 14.057, que “disciplina o acordo com credores para pagamento com desconto de precatórios federais e o acordo terminativo de litígio contra a Fazenda Pública”, entre outras questões. O projeto de lei nº 1.581/20, que deu origem à mencionada Lei, continha dispositivo que vinculava 60% dos recursos oriundos de precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização dos Profissionais do Magistério (FUNDEF) para o pagamento aos profissionais do magistério ativos e aposentados, inclusive pensionistas, na forma de abono, sem que houvesse incorporação à remuneração dos referidos servidores. No entanto, o presidente Bolsonaro vetou essa parte da Lei.

Embora a Lei 14.057 não tivesse alcance sobre todos os precatórios do FUNDEF – pois se limitava aos acordos de Estados e Municípios com a União, não tendo efeito vinculante erga omnes –, sua aprovação sem vetos traria mais sustentação legal às decisões judiciais e aos acordos entre os entes públicos e os sindicatos que representam os trabalhadores em educação, a fim de que as destinações originais das verbas do FUNDEF, previstas na Emenda Constitucional nº 14/96 e na Lei 9.424/96, se mantivessem inalteradas.

No entanto, o veto presidencial se consubstancia no acórdão nº 2.866/18, do Tribunal de Contas da União, que tem sido questionado no Supremo Tribunal Federal através da ADPF 528. Trata-se de um diploma que a CNTE e suas afiliadas consideram inconstitucional, tanto pelo aspecto formal (pois não é competência do TCU fazer controle de constitucionalidade de leis) quanto material (uma vez que desconsidera a partilha conferida nos diplomas que instituíram o FUNDEF e o parágrafo único do art. 8º da Lei Complementar nº 101/2000, que mantém vinculados às suas finalidades específicas os recursos que ingressarem nas contas públicas, mesmo em períodos diversos da previsão original).

Outro agravante do veto presidencial refere-se ao fato de que os precatórios do FUNDEF poderão sofrer deságio de até 40% sobre o valor total em benefício da União, sem, contudo, destinar um centavo sequer para a valorização dos profissionais da educação. Trata-se de mais uma aberração legalizada que revela o descompromisso público com a categoria dos profissionais da educação e a total insegurança jurídica em tempos de incessantes ataques aos direitos da classe trabalhadora.

A CNTE denunciará amplamente mais essa agressão contra a destinação correta dos precatórios do FUNDEF e exigirá do Congresso Nacional a derrubada desse veto injusto e de grave afronta à valorização dos/as educadores/as das regiões Norte e Nordeste, contemplados pelos precatórios do FUNDEF, que tiveram suas remunerações rebaixadas durante toda a vigência do Fundo do Ensino Fundamental (1997-2006).

Brasília, 14 de setembro de 2020
Diretoria da CNTE

Estabilidade é uma proteção para a sociedade, não para os servidores públicos

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Num momento em que o número de mortos pelo Covid-19 no Brasil supera os 131 mil e a pandemia comprovou a necessidade social dos serviços públicos, particularmente do Sistema Único de Saúde (SUS), os trabalhadores que fazem esses serviços funcionarem são vítimas de uma nova campanha nacional de ataques, desta vez articulada pelo desgoverno do presidente de ultradireita Jair Bolsonaro.

Reverberando o discurso do ministro da Economia, Paulo Guedes, que reflete os interesses do capital nacional e internacional, os grandes veículos de comunicação apontam o tamanho da folha de pagamento dos servidores como responsável por um eventual “colapso” na prestação de serviços e no orçamento público.

Coberta de falácias, a narrativa da grande mídia pretende justificar o envio da PEC da Reforma Administrativa ao Congresso, no dia 3 de setembro. A primeira enganação do governo e da imprensa sobre a Proposta de Emenda à Constituição nº 32 de 2020 foi exposta por Graça Druck, professora de Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e dona de uma das falas mais contundentes do seminário virtual “Os mitos e as verdades sobre servidores e serviços públicos, empresas públicas, estatais e seus trabalhadores”, realizado no dia 10 de setembro.

Mudanças já atingem os atuais servidores

A primeira balela da Reforma Administrativa, segundo Graça Druck, é a versão oficial de que as mudanças não atingiriam os atuais servidores, estratégia encontrada pelo governo para tentar neutralizar a resistência dos trabalhadores do serviço público à tramitação da PEC na Câmara e no Senado. “A primeira falácia é quando diz que não atinge os atuais servidores públicos, que já foram e vêm sendo atingidos por um conjunto de mudanças, desde a Reforma da Previdência, que aumentou as contribuições previdenciárias, implicando redução salarial”, lembrou.

A professora de Sociologia citou a aprovação da Lei de ajuda aos estados e municípios, que condicionou o socorro do governo federal ao congelamento dos salários dos servidores, das carreiras e dos concursos públicos até o final de 2021. “Isso já está em vigor e já atingiu os servidores”, avaliou.

Ela mencionou o Plano Mais Brasil, um conjunto de três PECs (186, 187 e 188) cujo objetivo fundamental é a redução dos gastos sociais, o enxugamento do Estado e a redefinição dos Fundos Públicos. A professora lembrou que uma dessas PECs – a Emergencial -, propõe a redução de 25% dos salários e da jornada de trabalho dos funcionários públicos. Some-se a isso Emenda Constitucional 95, que congelou os gastos sociais por duas décadas.

“Na realidade, os servidores públicos já estão, de um lado com transformações em vigor, e de outro com um conjunto de medidas de reforma do Estado que estão para ser analisadas no Congresso Nacional e que, no seu texto, atingem diretamente os atuais servidores públicos também”, enfatizou.  

Número modesto de trabalhadores e gastos com pessoal estáveis

Entre argumentos irrefutáveis, a professora da UFBA destacou os dados do documento “Gestão de pessoas e folhas de pagamento no setor público”, diagnóstico encomendado pelo governo brasileiro ao Banco Mundial. O estudo reconhece que o número de servidores no Brasil não é grande, como quer fazer crer o discurso oficial.

“Comparativamente em termos internacionais, o número é modesto, não há um excesso de servidores”, assinalou Graça Druck. Ela destacou que o documento do Banco Mundial também reconhece que, entre 1997 e 2018, as despesas com pessoal do governo federal se mantiveram relativamente estáveis, em termos de proporção do PIB.

Nenhuma indicação de colapso financeiro e muitas contradições

“A composição de gastos com pessoal se manteve estável nos últimos anos, portanto não tem nenhuma indicação de qualquer colapso financeiro orçamentário por conta do serviço público e nem de descontrole dos gastos como, de forma propositalmente equivocada, tem sido colocado pelo governo para justificar as reformas”, analisou.

A professora de Sociologia também apontou contradições e incongruências na exposição de motivos da PEC 32. Assinado pelo ministro Paulo Guedes, o texto diz: “É importante registrar que a PEC ora apresentada não acarreta impacto orçamentário financeiro. No médio e no longo prazo, inclusive, poderá resultar na redução dos gastos obrigatórios, possibilitando o incremento nas taxas de investimento público no país”.

Despesas com pessoal sem impacto orçamentário

Na interpretação da professora da UFBA, o texto de apresentação da PEC coloca em xeque a própria justificativa da proposta, baseada numa suposta necessidade de redução de despesas com pessoal, sem a qual haveria um “duplo colapso” do serviço público. “Apesar de contar com uma força de trabalho profissional e altamente qualificada, a percepção do cidadão, corroborada por indicadores diversos, é de que o Estado ‘custa muito’, mas ‘entrega pouco’. É necessário evitar um ‘duplo colapso’ na prestação de serviços e no orçamento público”, diz a justificativa da PEC 32.

O registro da ausência do impacto orçamentário na exposição de motivos da PEC descredibiliza o discurso engendrado pelo governo e os meios de comunicação para legitimar as reformas. “Cai por terra o argumento que tem sido levantado do colapso das finanças por responsabilidade dos servidores públicos. Então, eu me pergunto: qual é o objetivo central das reformas e especialmente da Reforma Administrativa?”, questiona.

Fim da estabilidade é o eixo central

Respondendo à própria pergunta, a professora mostra que o eixo fundamental da Reforma Administrativa é o fim da estabilidade dos servidores. Ela assinala que esta não é a primeira vez que o direito à estabilidade é alvo de ataques midiáticos patrocinados por governos neoliberais. O último deles foi há 25 anos, durante a reforma do aparelho de Estado do governo do presidente tucano Fernando Henrique Cardoso (1995/2003).

“O fim da estabilidade dos servidores públicos não conseguiu efetivamente se implementar por uma série de razões, inclusive pela capacidade que os servidores públicos tiveram de resistir e lutar contra o fim da sua estabilidade”, recorda.

Cinco tipos de vínculos e a extinção dos estatutários

Graça explica que a PEC 32 propõe o fim do Regime Jurídico Único, a extinção dos servidores estatutários, a criação do chamado “Regime Jurídico de Pessoas” – com cinco tipos de vínculos, muitos deles precários -, e a redução dos concursos públicos.

“Nos dados do próprio documento do Banco Mundial e da exposição de motivos (da PEC 32) diz que há uma previsão de que 26% dos atuais servidores se aposentem até 2022. Ora, se não vai ter concurso, há uma perda desses servidores. A previsão até 2030 é que 40% dos servidores irão se aposentar. Então, aos poucos, há esse processo de extinção dos servidores públicos estatutários”, chama atenção.

Reforma cria os “sem concurso” 

A professora de Sociologia ressalta que a proposta do “Regime Jurídico de Pessoas” cria uma segunda categoria de trabalhadores: os “sem concurso”. “Na proposta desses cinco tipos de vínculos, tem os que mantêm o concurso – que são aqueles por prazo indeterminado, que chamam cargo típico Estado, com contrato de experiência -, e os sem concurso – que vão ser utilizados processos seletivos simplificados, que são os vínculos por prazo determinado, os cargos de liderança e assessoramento”, salienta.

Às duas anteriores, Graça acrescenta uma terceira categoria: os terceirizados – sem concurso e sem estabilidade. “A terceirização também tá lá dentro da Reforma com os chamados ‘instrumentos de cooperação’. É a contratação de parcerias, de instituições, que está espelhada na experiência das Organizações Sociais (OS) criadas com a reforma do Fernando Henrique e do Bresser Pereira”, sublinhou.

Graça acrescentou que a terceirização tem sido uma porta aberta para a corrupção no serviço público. “A Lei das OSs, de 1998, virou uma epidemia no serviço público, especialmente na área de saúde, na gestão de hospitais públicos, geridos hoje por OSs, que tem sido elemento de denúncia de corrupção, desvio de recursos, de não cumprimento inclusive da sua própria legislação”, denuncia.

A necessidade social da estabilidade   

A professora da UFBA foca na importância da estabilidade dos concursos públicos enquanto avanço promovido pela Constituição de 1988 na construção de um Estado democrático e social. “Os concursos são a forma mais democrática e moderna de ingresso na carreira pública. Eles comprovam qualificação, conhecimento e capacidade de forma impessoal. Rompem com o coronelismo, com a indicação de políticos”.

Para exemplificar, ela cita o caso do município do Rio de Janeiro, onde o prefeito Marcelo Crivella arregimentou um grupo de trogloditas travestidos de “servidores” para intimidar e agredir profissionais de imprensa e usuários dos serviços públicos municipais que criticassem o trabalho do chefe do Executivo.  

Milícias do Crivella comprovam: concurso é essencial

“O que acontece hoje no Rio de Janeiro com as milícias do prefeito, verdadeiros guarda costas para ‘defender’ a prefeitura, essa situação tende a virar uma regressão muito grande – inclusive na forma de constituição do Estado -, com a indicação de funcionários que melhor atendem a lógica do político, do prefeito, do Poder de plantão. Então, a estabilidade é uma necessidade imprescindível dos servidores públicos”, evidencia.

Graça Druck explica que os servidores concursados detentores de estabilidade não são empregados do governo, são servidores da sociedade e produtores de bens públicos. “Eles são agentes que executam as políticas públicas para a sociedade, são os produtores dos bens públicos, dos bens coletivos. São, portanto, servidores da sociedade e para cumprirem essa função e garantirem a sua isenção, enquanto agentes produtores desses serviços, precisam ser estáveis. É uma condição fundamental”, insiste.

Estabilidade no serviço público é proteção para a sociedade

A professora pontua que o direito protege os servidores da perseguição política dos gestores de plantão, que mudam a cada quatro anos, e da precarização das relações de trabalho, prática comum na contratação de não concursados. No entanto, Graça Druck enfatiza que a finalidade fundamental da estabilidade é proteger a sociedade.

“Os servidores não podem ficar à mercê das chefias, à mercê da perseguição política, e nem de contratos provisórios e precários de trabalho porque são esses contratos que ‘entregam pouco’ à sociedade. Condições precárias de trabalho não permitem que eles ‘entreguem mais’. Então, a estabilidade é uma proteção para a sociedade e não para a categoria dos servidores públicos. Essa é uma questão fundamental”, provoca, em resposta ao texto da justificativa da PEC 32.

Insubordinação ao capital

As falas do ministro-banqueiro Paulo Guedes em referência aos servidores – classificados como “parasitas”, “inimigos”, “mercenários”, “saqueadores”, entre outras definições indecorosas – revelam o sentimento nutrido e propagado pelo governo Bolsonaro em relação aos trabalhadores do serviço público.

Mais que assédio institucional como prática de governo, a postura de Guedes desnuda a estratégia contida na narrativa difundida pelo Executivo para tentar destruir a reputação daqueles que – contra a lógica do capital e dos capitalistas -, ainda mantêm o Estado brasileiro funcionando.

“Os servidores públicos, diferentemente dos trabalhadores da iniciativa privada, não estão subordinados no plano direto à acumulação capitalista, a esse processo de concorrência do capitalismo, onde o trabalho do trabalhador do setor privado tá lá para gerar lucro para o capitalista. O servidor público não! Ele não tem esse objetivo. Ele não vai gerar lucro pra ninguém porque ele produz bens coletivos, os bens comuns necessários à sociedade brasileira”, salienta Graça Druck.

Fundamentalismo alimenta o ódio  

O discurso do ministro da Economia de Bolsonaro prega claramente o ódio contra os servidores públicos e difunde na sociedade a ideia de que eles precisam ser destruídos. Nesta inversão de valores, os trabalhadores que cuidam da população são apontados pela narrativa do governo neofascista como “inimigos do povo” que devem ser execrados e exterminados.

“No Estado capitalista, de formato neoliberal, há um ódio aos servidores públicos que tem sido destilado por esse fundamentalismo neoliberal que existe neste país, agravado por um governo autoritário, de natureza neofascista, como é o governo Bolsonaro. É esse ódio que alimenta essa vontade de destruição”, protesta Graça Druck.

A professora atribui os ataques aos servidores ao fato de eles representarem um setor da sociedade que não pode ser apropriado pelo capital. “Os servidores públicos representam aquilo que é a contra tendência à exploração do trabalho e à acumulação de riqueza. Eles representam o segmento que o capital não pode se apropriar totalmente – mas é isso que quer -, porque o neoliberalismo faz isso: é uma tendência à mercantilização de tudo, da vida, da saúde, da educação, de absolutamente tudo”, pontua.

Ameaça ao Estado neoliberal e defesa do Estado social

O motivo central das investidas contra os servidores, explica Graça, é a ameaça que os trabalhadores do setor público do Brasil representam à instalação do projeto neoliberal de Bolsonaro no país. “Os servidores públicos, enquanto segmento, enquanto trabalhadores que produzem para a sociedade – não para o mercado -, representam uma ameaça ao Estado neoliberal e, portanto, eles precisam ser ‘destruídos’. Por isso são qualificados como ‘parasitas’, ‘inimigos’, eles precisam ser ‘destruídos’, essa é a perspectiva (do governo)”, denuncia.

A professora de Sociologia da UFBA afirma que a defesa do Estado social deve ser a resposta dos servidores públicos brasileiros às reformas neoliberais no país. “A defesa dos bens comuns, dos bens públicos produzidos pelos serviços públicos em condições estáveis para os servidores públicos é uma defesa do Estado social, é uma defesa da democracia e é uma defesa contra tudo o que o neoliberalismo tem feito de destruição e que provocou a tragédia que nós já estávamos vivendo antes da pandemia e que foi agravada pela pandemia”, atesta.

Resistência é crucial

Graça Druck enfatiza que a resistência dos trabalhadores e trabalhadoras do serviço público é crucial para derrotar as reformas de Bolsonaro, entre elas a Administrativa. “Eu acho crucial a resistência que temos que ter frente a esse desmantelamento. A nossa existência, a nossa resiliência, a nossa permanência é crucial para que esse neoliberalismo fundamentalista não se torne absoluto na sociedade, destruindo, inclusive, os bens comuns públicos e as políticas sociais”, conclui.

Jornada em Defesa dos Serviços Públicos

O seminário virtual “Os mitos e as verdades sobre servidores e serviços públicos, empresas públicas, estatais e seus trabalhadores” integra o programa de atividades da Jornada Unitária em Defesa dos Serviços Públicos. Realizado virtualmente uma semana após a chegada da PEC 32 na Câmara dos Deputados, a atividade alcançou mais doze mil visualizações até o fechamento da matéria. Além de Graça Druck, as discussões contaram com a participação de José Celso Cardoso Jr., presidente do Sindicato dos Servidores do IPEA (Anfipea), Fausto Augusto Jr., diretor técnico do Dieese, e Regina Camargos, doutora em Ciências Políticas pela UFMG.

O segundo seminário virtual da Jornada está marcado para o dia 24 e discutirá “As privatizações, a desnacionalização do patrimônio público e das riquezas nacionais”. O debate será transmitido ao vivo, das 18 às 20h, pela Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal – Confetam/CUT (facebook.com/confetam).

Ato Nacional no dia 30

No dia 30, trabalhadores do serviço público municipal, estadual e federal; do Executivo, Legislativo e Judiciário; das empresas públicas e estatais unem forças no Ato Nacional em Defesa dos Servidores e dos Serviços Públicos. A atividade virtual será um “esquenta” para o Dia Nacional do Servidor Público, celebrado em 28 de outubro.

Organizada por entidades representativas dos servidores das três esferas de governo e dos três Poderes da República, a Jornada Unitária em Defesa dos Serviços Públicos foi lançada, no dia da apresentação da PEC 32 à Câmara, com o objetivo de unir forças para enfrentar a Reforma Administrativa de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes.

Fonte: CUT

MULHERES NEGRAS MOVEM O BRASIL POR DIREITOS!

Nós mulheres Negras brasileiras convocamos a Suprema Corte a também se comprometer com o fim do racismo, da violência e pelo Bem Viver!

Para isso, vamos encaminhar ao novo Presidente do STF a nossa Carta, onde exigimos que tenhamos direito à vida, ao reconhecimento pleno de nossa igual humanidade, reconhecimento e valorização das diferenças, e o direito a ter direitos e um convite para que seja firmado pelo STF um pacto por justiça, equidade, solidariedade e bem-estar, que são valores inegociáveis, diante da pluralidade das vozes brasileiras.

Os direitos das mulheres negras precisam valer e ser protegido pelo STF e isso significa erradicar o racismo, parar com o genocídio da população negra, a violência sexual doméstica, a mortalidade materna, o feminicÍdio contra mulheres negras cis e trans por qualquer meio, seja por cidadãs/ãos ou pelas forças de segurança pública.

Nossa proposta é de um pacto pela real democracia, pelos valores republicanos e o respeito concreto à Constituição.

A Carta será entregue pessoalmente ao Ministro Fux, por uma comissão de mulheres Negras.

O prazo para assinar a Carta conosco é até terça-feira – dia 15 de setembro, ao meio dia!

Assine a Carta! Divulgue! Ela é nossa e somos nós em luta!

Confira a íntegra da Carta aqui: http://bit.ly/cartamnintegra

CNTE inicia Semana Freireana com tuitaço contra incompetência do MEC

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) dá início nessa segunda-feira (14) à Semana Freireana de lutas pela vida e pela educação pública (14 a 19 de setembro). E para iniciar as atividades em homenagem aos 99 anos de nascimento do educador Paulo Freire, com muita luta por justiça social, a Confederação realiza um tuitaço às 15h, para denunciar a incompetência do Ministério da Educação (MEC).

O MEC não investe recursos nas escolas e institutos, não coordena ações de enfrentamento à pandemia, não fala sobre a regulamentação do Fundeb. É um Ministério: ineficiente; insensível, indiferente, inapropriado, incapaz e incompetente.

Diante disto, participe do tuitaço hoje, às 15h, usando a hashtag #MecIncompetente e faça a sua denúncia!

Nota de falecimento – Rosenilda Santos Almeida

O movimento sindical perdeu, nessa sexta-feira (11), uma corajosa e determinada representante da luta pelos direitos da classe trabalhadora. Com grande pesar e tristeza a diretoria do Sinpro lamenta o falecimento da secretária geral do Sindicato dos Trabalhadores em Escolas Públicas no Distrito Federal, Rosenilda Santos Almeida.

Durante toda a carreira Rosenilda foi um verdadeiro exemplo de dedicação em prol da carreira assistência à educação no Distrito Federal, sempre presente na batalha em defesa dos(as) trabalhadores(as) da carreira.

O sindicato presta toda solidariedade à família, aos(às) amigos(as) e aos(às) companheiros(as) de luta neste momento de dor. Rosenilda deixa o exemplo de garra e de dedicação aos seus ideais, sempre em defesa do justo e do respeito à sua categoria e aos trabalhadores(as) de uma forma geral.

Descanse em paz, guerreira!

Companheira Rosenilda, PRESENTE!

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