Sinpro presta todo apoio aos professores da rede estadual do Amazonas
Jornalista: Luis Ricardo
A diretoria do Sinpro presta todo o apoio e solidariedade aos(às) trabalhadores(as) em educação do estado do Amazonas, e aos(às) trabalhadores(as) do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (SINTEAM). Apenas 20 dias após o retorno das aulas presenciais do ensino médio da rede estadual, o Amazonas registrou 342 professores(as) infectados(as) com a Covid-19.
Com base nos dados fornecidos pela Fundação de Vigilância de Saúde, o SINTEAM pediu a suspensão das aulas e a volta às atividades online, e vem travando uma grande luta contra a irresponsabilidade do governo estadual de Wilson Lima, que impôs a retomada das aulas presenciais na sua rede pública de educação. O resultado foi a contaminação de centenas de professores.
Diante da grave epidemia por qual passa o Estado e o país, a reabertura de escolas nesse momento é uma tragédia anunciada. Além do espaço escolar ser um local privilegiado para a contaminação do novo Coronavírus em decorrência da aglomeração, os(as) próprios(as) estudantes e educadores(as) podem levar a doença aos(às) familiares, fruto da aglomeração e contato com possíveis infectados. Como crianças e adolescentes são mais assintomáticos do que a média do restante da população, acaba repercutindo como um efeito cascata na contaminação para além dos muros escolares, envolvendo, em muitos casos, mais de 40% da população de uma cidade.
O Sinpro, desde a sua criação, sempre lutou por uma educação pública de qualidade inclusiva e plural para a comunidade. Neste momento tão grave que temos passado, com quase 130 mil mortes por COVID no Brasil, a volta das aulas presenciais é um atentado à vida, à saúde e ao futuro do país.
“Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso. Amo as gentes e amo o mundo. E é porque amo as pessoas e amo o mundo que eu brigo para que a justiça social se implante antes da caridade” (Paulo Freire).
A Lei n. 12.612, de 13 de abril de 2012, declara o educador Paulo Freire Patrono da Educação Brasileira. Paulo Reglus Neves Freire, nasceu no dia 19 de setembro de 1921, na cidade do Recife. Um dos pensadores mais notáveis da pedagogia mundial, defensor de uma prática dialética em busca da formação integral do ser humano. O seu livro “Pedagogia do Oprimido” é a terceira obra mais citada em trabalhos acadêmicos da área de humanas em todo o mundo. Recebeu 35 títulos de Doutor Honoris Causa de universidades da Europa e América e contribuiu com as reformas educacionais nos países da África que falam a língua portuguesa, com mais intensidade na Guiné-Bissau e em Moçambique.
No sábado (19 de setembro) celebraremos os 99 anos de nascimento do Educador Paulo Freire. Neste sentido, as entidades do movimento educacional brasileiro, reunidas no Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE), convocam todo o povo brasileiro a celebrar a Semana Freireana em Defesa da Vida e da Educação Pública, vamos juntos e juntas reivindicar, anunciar, denunciar, agitar, mobilizar e fortalecer as lutas por Justiça Social.
Dia 14 de setembro, vamos denunciar a incompetência do Ministério da Educação.
Dia 15 de setembro, vamos reivindicar a aplicação de medidas necessárias para salvar vidas e para garantir o direito a educação pública para todos e todas.
Dia 16 de setembro, vamos anunciar ao mundo os nossos preparativos para comemorar o Centenário de Nascimento do Paulo Freire.
Dia 17 de setembro, vamos agitar o Brasil em defesa do orçamento 2021 para a educação Pública.
Dia 18 de setembro, vamos anunciar e mobilizar pela realização da Conferência Nacional Popular de Educação (CONAPE-2022).
Dia 19 de setembro, vamos fortalecer as lutas em defesa da Justiça Social. “Me movo como educador, porque, primeiro, me movo como gente” (Freire) e “gente é muito bom, gente deve ser o bom, tem de se cuidar, de se respeitar o bom… gente viva, brilhando estrelas na noite, gente quer comer, gente que ser feliz, gente quer respirar ar pelo nariz, gente lavando roupa, amassando pão, gente pobre arrancando a vida com a mão, no coração da mata gente quer prosseguir, quer durar, quer crescer, gente quer luzir, GENTE É PRA BRILHAR, NÃO PRA MORRER DE FOME”(Caetano Veloso).
Prof. Heleno Araújo
Presidente da CNTE
Diretor do SINTEPE
CNTE assina manifesto em defesa da educação como direito público
Jornalista: Luis Ricardo
16 Frentes Parlamentares do Congresso Nacional e 39 entidades e movimentos ligados à Educação vêm a público manifestar preocupação com todas as iniciativas que visem a desestabilizar o funcionamento das instituições de ensino, sejam elas de cunho orçamentário, ou em formato de ofensas à legislação.
A perspectiva de corte de R$ 1.882 bilhão no orçamento das chamadas despesas discricionárias para a educação, que envolvem o custeio e os investimentos, chama a atenção, sobretudo em um momento como o atual. As duas agências de fomento da pesquisa no Brasil, CNPq e Capes, estão com seus orçamentos dependentes de créditos suplementares, o que pode comprometer o pagamento das bolsas em 2021. Além disso, não há espaço para a abertura de novas bolsas e os recursos de fomento, fundamentais para a estruturação das pesquisas, seguem em vertiginosa queda.
Da mesma maneira que a educação liberta, o investimento em pesquisa, em ciência e tecnologia salva vidas. Tanto a produção de álcool líquido ou em gel e de máscaras de proteção- muitas delas já produzidas em impressoras 3D- quanto de respiradores, dependem de um comprometimento estatal muito grande. Assim é com o monitoramento do vírus e com os estudos que envolvem a tão aguardada vacina, para ficarmos apenas nesses exemplos.
Para o pós-pandemia, é inimaginável abrir mão de recursos que servirão para a reconstrução do país e para atender as demandas dos estudantes brasileiros já tão prejudicadas por esse ano letivo atípico. A vitória recente da histórica aprovação do Novo Fundeb no Congresso Nacional não nos permite descuidos na defesa da educação. No ano de 2019, estudantes das universidades, dos institutos federais e secundaristas foram às ruas de todo o Brasil insatisfeitos com a notícia dos cortes e contingenciamentos. Eles encabeçaram a luta pela permanência do orçamento e essa luta deve servir de inspiração para toda a sociedade.
Além de um orçamento justo para a pasta da educação, defendemos a autonomia universitária e a dos institutos federais, com a nomeação dos reitores eleitos em processo democrático e dos concursados. Faz-se necessária a imediata instalação da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional para discutir os recursos para a Educação para 2021 e de uma Comissão-Geral no Parlamento brasileiro para tratar o tema.
É imperioso investir, de maneira incisiva, na educação brasileira e garantir a valorização das universidades e institutos federais, de professores e técnicos e dos programas de permanência e assistência estudantil. É preciso, inclusive, ampliar esses investimentos para garantir conhecimento, ensino e desenvolvimento em favor da vida dos brasileiros e das brasileiras. Esse investimento é mais do que necessário também para a saúde pública, pois nas universidades estão 45 hospitais universitários que também fazem parte do Sistema Único de Saúde (SUS). Muitos deles são considerados os maiores e os melhores hospitais do sistema, onde- além do atendimento à populaçãodesenvolvem, através das pesquisas, novos procedimentos, novas tecnologias e inovações.
Um país que não fomenta a pesquisa e o ensino universal, não investe em ciência e tecnologia e não valoriza os profissionais de educação, é um país que não pensa em seu futuro. Conclamamos a sociedade brasileira, as instituições, os entes federados e os poderes constitucionais para que firmem um pacto e tenham na educação, e no compromisso com a garantia de recursos justos para a área, um valor inegociável. Quem ganhará é o Brasil.
As seguintes frentes parlamentares e as seguintes entidades assinam este manifesto e convidam todas e todos a participarem do Ato Virtual em Defesa de um Orçamento Justo para a Educação no dia 17/09/2020, às 18h.
Frentes:
– Frente Parlamentar de Apoio aos Conselhos Profissionais;
– Frente Parlamentar de Apoio aos Profissionais de Classe;
– Frente Parlamentar de Incentivo à Leitura;
– Frente Parlamentar em Defesa da Escola Pública e em Respeito ao Profissional da Educação;
– Frente Parlamentar em Defesa do Plano Nacional de Educação;
– Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da População em Situação de Rua;
– Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos;
– Frente Parlamentar em Defesa dos Institutos Federais, Ciência e Tecnologia;
– Frente Parlamentar em Defesa dos Povos Tradicionais de Matriz Africana;
– Frente Parlamentar Mista da Agricultura Familiar;
– Frente Parlamentar Mista da Educação;
– Frente Parlamentar Mista de Promoção e Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente;
– Frente Parlamentar Mista em Apoio aos Objetivos de Desenvolvimentos Sustentável da ONU;
– Frente Parlamentar Mista em Defesa das Organizações da Sociedade Civil;
– Frente Parlamentar Mista para Ampliação dos Cursos de Medicina;
– Frente Parlamentar pela Valorização das Universidades Federais;
Entidades e movimentos:
-ABALF – Associação Brasileira de Alfabetização;
– ABdC – Associação Brasileira de Currículo;
– ABEM- Associação Brasileira de Educação Musical;
-ABRAPEE – Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional;
– ABRAPEC- Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências;
– ANDIFES- Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior;
-ANPAE – Associação Nacional de Política e Administração da Educação;
-ANPEd – Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Educação;
– ANPG – Associação Nacional dos Pós-Graduandos;
– APUBH- Sindicato de professores das universidades federais de Belo Horizonte, Montes Claros e Ouro Branco;
– ATENS-SN- Sindicato Nacional dos Técnicos de Nível Superior das IFES;
– Campanha Nacional pelo Direito à Educação;
-CEDES – Centro de Estudos, Educação e Sociedade;
– CNTE- Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação;
– CONTEE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino;
– CONEN – Coordenação Nacional de Entidades Negras;
-CONIF- Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica;
-FASUBRA- Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil;
– FDE – Fórum Distrital de Educação;
– FEERJ – Fórum Estadual de Educação do Rio de Janeiro;
-FENET – Federação Nacional dos Estudantes em Ensino Técnico;
– FEPE SC – Fórum Estadual Popular de Educação de Santa Catarina;
– FINEDUCA- Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação;
-FNPE – Fórum Nacional Popular de Educação;
– FORPIBID RP – Fórum de Coordenação do Pibid e Programa Residência Pedagógica;
– Fórum Estadual de Educação do Pará ;
-Fórum Nacional dos Coordenadores Institucionais do Parfor/Forparfor;
– MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens;
– MIEIB – Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil;
-Movimento Nacional em Defesa do Ensino Médio;
– Núcleo de Educação e Cultura do PT no Congresso Nacional;
-Observatório do Conhecimento;
-Proifes- Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e Ensino Básico Técnico e Tecnológico;
– SBEnBio – Associação Brasileira de Ensino de Biologia;
-SBEM- Sociedade Brasileira de Educação Matemática
-SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência;
– Sinasefe – Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica;
– UNE- União Nacional dos Estudantes;
– UBES – União Brasileira de Estudantes Secundaristas;
Deputadas e Deputados que assinam o Manifesto:
Afonso Florence (PT/BA)
Afonso Motta (PDT/CE)
Airton Faleiro (PT/PA)
Alencar Santana Braga (PT/SP)
Alessandro Molon (PSB/RJ)
Alexandre Padilha (PT/SP)
Alice Portugal (PCdoB/BA)
Arlindo Chinaglia (PT/SP)
Áurea Carolina (PSOL/MG)
André Figueiredo (PDT/CE)
Bacelar (PODEMOS/BA)
Benedita da Silva (PT/RJ)
Beto Faro (PT/PA)
Bira do Pindaré (PSB/MA)
Camilo Capiberibe (PSB/AP)
Carlos Veras (PT/PE)
Carlos Zarattini (PT/SP)
Célio Moura (PT/TO)
Danilo Cabral (PSB/PE)
David Miranda (PSOL/RJ)
Dionisio Marcon (PT/RS)
Edmilson Rodrigues (PSOL/PA)
Elias Vaz (PSB/GO)
Elvino Bohn Gass (PT/RS)
Enio Verri (PT/PR), líder do PT na Câmara dos Deputados;
Erika Kokay (PT-DF), coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos;
Fernanda Melchionna (PSOL/RS)- presidenta da Frente Parlamentar de Incentivo à Leitura;
Frei Anastácio (PT/PB)
Glauber Braga (PSOL/RJ)
Gleisi Hoffmann (PT/PR)
Helder Salomão (PT/ES)
Henrique Fontana (PT/RS)
Idilvan Alencar (PDT/CE)
Ivan Valente (PSOL /SP)
Jandira Feghali (PCdoB/RJ)
João Daniel (PT/SE)
João H. Campos (PSB/PE)
Jorge Solla (PT/ BA)
José Airton Cirilo (PT/CE)
José Guimarães (PT/ CE)
Joseildo Ramos (PT/BA)
José Ricardo (PT/AM)
Júlio Delgado (PSB/MG)
Leonardo Monteiro (PT/MG)
Luiza Erundina (PSOL/SP)
Luiziane Lins (PT/CE)
Marcelo Calero (Cidadania-RJ)
Marcelo Freixo (PSOL/RJ)
Márcio Jerry (PCdoB/MA)
Margarida Salomão (PT/MG)- coordenadora da Frente Parlamentar pela Valorização das Universidades
Federais;
Maria do Rosario (PT/ RS)- presidenta da Frente Parlamentar Mista de Promoção e Defesa dos Direitos da
Criança e Adolescente;
Marília Arraes (PT/PE)
Mauro Nazif (PSB/RO)
Merlong Solano (PT/PI)
Natália Bonavides (PT/RN)
Nilto Tatto (PT/SP)
Odair Cunha (PT/MG)
Padre João (PT/MG)
Patrus Ananias (PT/MG)
Paulão (PT/AL)
Paulo Guedes (PT/MG)
Paulo Pimenta (PT/RS)
Paulo Teixeira (PT/SP)
Pedro Cunha Lima (PSDB/PB)
Pedro Uczai (PT/SC), presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Plano Nacional de Educação;
Professora Rosa Neide (PT/MT), presidenta da Frente Parlamentar em Defesa da Escola Pública e em Respeito ao Profissional da Educação;
Professor Israel (PV/DF), secretário-geral da Frente Parlamentar Mista da Educação;
Reginaldo Lopes (PT/MG)- presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Institutos Federais;
Rejane Dias (PT/PI)
Rogério Correia (PT/MG), presidente da Frente Parlamentar de apoio aos Conselhos Profissionais;
Rubens Otoni (PT/GO)
Rui Falcão (PT/SP)
Sâmia Bonfim (PSOL/SP), líder do PSOL na Câmara dos Deputados;
Tabata Amaral (PDT/SP)
Taliria Petrone (PSOL/RJ)
Túlio Gadelha (PDT/PE)
Valmir Assunção (PT/BA)
Vander Loubet (PT/MS)
Vicentinho (PT/SP)
Waldenor Pereira (PT/BA)
Wolney Queiroz (PDT/PE), líder do PDT na Câmara;
Zeca Dirceu (PT/PR), presidente da Frente Parlamentar Mista para Ampliação dos Cursos de Medicina;
Zé Carlos (PT/MA)
Zé Neto (PT/BA)
Senadoras e Senadores que assinam o Manifesto:
Cid Gomes (PDT/CE)
Eliziane Gama (Cidadania/MA)
Flávio Arns (PODEMOS/PR)
Humberto Costa (PT/PE)
Jaques Wagner (PT/BA)
Jean Paul Prates (PT/RN)
Leila Barros (PSB/DF)
Paulo Paim (PT/RS)
Paulo Rocha (PT/PA)
Plínio Valério (PSDB/AM)
Randolfe Rodrigues (REDE/AP), líder da oposição no Senado Federal;
Rogério Carvalho (PT/SE), líder do PT no Senado Federal;
Zenaide Maia (PROS/RN)
ARTIGO | CERRADO: BERÇO DAS ÁGUAS, CELEIRO DA VIDA
Jornalista: Vanessa Galassi
O bioma Cerrado é riquíssimo e considerado a savana brasileira com a maior biodiversidade do planeta Terra. Centenas de espécies de aves, mamíferos, insetos; mais de 300 espécies de abelhas, répteis e outros animais da fauna cerratense. O Cerrado é o segundo maior bioma brasileiro. Ocupa 1\4 do território, atrás somente da Amazônia. Está presente em 11 estados brasileiros e no Distrito Federal, ocupando praticamente toda a Região Centro-Oeste, parte do Nordeste e do Sudeste, e conecta-se com quatro outros biomas: Caatinga, Amazônia, Mata Atlântica e o Pantanal.
Considerado o Berço das Águas, o Cerrado torna-se portanto o celeiro da vida. É nele que estão localizados os três mais importantes aquíferos brasileiros: Guarani, Urucuia e Bambuí, abrigando nascentes das principais bacias hidrográficas brasileiras. Em se tratando de água doce no planeta Terra, o Cerrado tem um papel fundamental na manutenção do abastecimento e da qualidade da água. As pesquisas sobre este importante bioma podem ser feitas no ECOmuseu do Cerrado e estão disponíveis em várias universidades brasileiras, bem como em excelentes materiais produzidos pela Campanha Nacional em Defesa do Cerrado e em outros movimentos socioambientais.
Devido à importância do Cerrado, torna-se urgente uma atenção especial e medidas preventivas para as ameaças de destruição que estão ocorrendo neste bioma. Mais de 50% da vegetação nativa já foi desmatada e substituída por monoculturas de soja e criação de gado. Em se tratando de agrotóxicos, mais de 600 milhões de litros de venenos estão sendo jogados a cada ano nas áreas do Cerrado. Pesquisas da Universidade Federal do Mato Grosso comprovam que os impactos sobre a saúde humana e a biodiversidade já são percebidos, inclusive devido à utilização de agrotóxicos proibidos no Brasil.
Evidencia-se, portanto, a necessidade de denunciar o desmatamento predatório e as queimadas criminosas. Todos os anos no Cerrado acontecem inúmeras queimadas neste período de seca. Na maior parte das vezes, pela ação destruidora do agronegócio. O objetivo é forçar os pequenos agricultores, comunidades tradicionais, povos originários, indígenas, quilombolas e ribeirinhos a deixarem suas terras para que estas sejam apropriadas, muitas vezes griladas, pelos latifundiários, que utilizarão os espaços para plantação de monocultura de soja, criação de gado e exploração da mineração.
Diante deste cenário, faz-se necessário que todos nós, principalmente por vivermos neste bioma, nos tornemos também membros desta luta, juntamente com os povos originários e os movimentos sociais existentes. Não basta admirar as belezas de um ipê amarelo, rosa, roxo ou branco; saborear o pequi, o picolé de frutos do cerrado. É preciso que tenhamos ações coletivas.
*Por Iolanda Rocha – ambientalista e professora da Educação do Campo na Rede de Pública do Distrito Federal
Projeto de professora da EC 06 de Taguatinga promove uma educação inclusiva e especial
Jornalista: Luis Ricardo
A pandemia do novo Coronavírus tem trazido uma série de mudanças no comportamento e no dia-a-dia da população mundial. Devido ao isolamento social, muitos têm se reinventado, adaptando o distanciamento às necessidades no trabalho, na rotina e no convívio social. A professora Maria José de Siqueira Campos, da Escola Classe 06 de Taguatinga, é um destes exemplos.
Trabalhando com estudantes especiais, a educadora promove a alfabetização de uma forma diferente: com Jogos Pedagógicos de materiais recicláveis. O projeto, existente há vários anos na rede pública de ensino do Distrito Federal, trabalha as especificidades das turmas de TGD/TEA (Autismo). De acordo com as dificuldades encontradas, constroem jogos trabalhando o alfabeto, o banco de palavras, o silabário e outros aspectos, tudo de forma totalmente sustentável.
Segundo Maria José, o material utilizado vai desde pneus a papel e plástico. “Atuo com ensino especial há 12 anos e vendo as necessidades e dificuldades dos estudantes, criei os jogos pedagógicos provenientes de materiais recicláveis. É sabido que o lúdico em sala de aula faz a diferença na educação de qualquer educando. Com esta oficina, consigo passar o conteúdo de uma forma mais fácil e agradável para cada um deles”, explica a professora.
O projeto tem sido fundamental nesse contexto do ensino remoto, e a iniciativa da professora está recebendo elogios de pais de estudantes e da comunidade escolar.
O projeto é finalizado com uma feira voltada para trabalhar a sustentabilidade.
Quase 90% dos paulistanos aprovam suspensão das aulas para conter pandemia de Covid
Jornalista: Leticia
Pesquisa Viver em São Paulo mostra que a maioria dos paulistanos avalia o fechamento das escolas como fundamental para se proteger contra a Covid-19. 81% são contra a volta às aulas
Quase 90% dos paulistanos aprovam a suspensão das aulas em São Paulo, iniciada em 23 de março e 81% são contra a volta às aulas presenciais esse ano. Além disso, um terço dos moradores da capital paulista considera que a decisão sobre retomada das atividades presenciais deve partir de um diálogo entre autoridades, especialistas da educação e da saúde, familiares dos alunos e comunidade escolar.
Os dados são da pesquisa Viver em São Paulo – Pandemia, realizada pela Rede Nossa São Paulo em parceria com o Ibope.
O motivo mais apontado pelos entrevistados que são contra a volta às aulas esse ano na cidade é o risco à saúde dos estudantes, professores e outros profissionais da educação.
Para 82% dos paulistanos, o risco de contaminação pelo novo coronavírus tende a aumentar com a volta às aulas. Outros 69% avaliam que o maior problema para os professores e outros trabalhadores da educação é o risco de contágio na comunidade escolar, devido às dificuldades de manter as medidas sanitárias e de distanciamento social.
Outro motivo que preocupa bastante aqueles que são contra a volta às aulas é a desconfiança das famílias de que as escolas vão conseguir manter o distanciamento social entre as crianças e de que os protocolos de higiene serão seguidos rigorosamente. No final de julho, a RBA revelou que documentos do Tribunal de Contas do Município (TCM) mostravam que as escolas municipais da capital já sofriam com falta de papel higiênico, sabonete líquido, papel toalha, entre outros itens de higiene, em 2019. E seria difícil garantir que isso não se repetiria na volta às aulas.
A auxiliar de enfermagem Daniela Andrade, mãe de uma aluna do ensino fundamental, confirma a preocupação detectada pela pesquisa. “Eu espero que a prefeitura não volte as aulas. Não vou mandar minha filha, morro de medo. A gente ouve que as crianças correm menos risco. Mas correm. Não são três meses de escola esse ano que vão mudar a vida de ninguém. Mas se algo acontecer com uma criança, vai destruir uma família”, afirmou.
Ela entende que o auxílio alimentação da prefeitura é insuficiente para muitas famílias, mas que isso não pode justificar a volta às aulas. “O poder público tinha de considerar um apoio maior para as famílias. Mas não pode ser uma chantagem de tem que voltar para poder comer. Precisa manter as escolas fechadas e garantir cesta básica, auxílio alimentação, alguma coisa para ninguém passar fome”, disse Daniela.
O prefeito da capital paulista, Bruno Covas (PSDB), se posicionou contra a volta às aulas em setembro, como queria o governador paulista, João Doria (PSDB). Inquéritos sorológicos feitos pela prefeitura mostram que as crianças são mais contaminadas pela covid-19 e também são mais assintomáticas. Esse é um complicador a mais para garantir o controle da contaminação nas escolas. No entanto, Covas mantém a indicação de 7 de outubro para iniciar um plano de retomadas das atividades escolares.
Dentre os 15% que avaliam que as aulas presenciais devem ser retomadas, a maioria avalia que como outros setores já retomaram as atividades, as escolas também deveriam retomar. Há também aqueles que acreditam é preciso reabrir as escolas para preservar a saúde mental das crianças. E que os pais dos estudantes precisam trabalhar e têm que ter onde deixar os filhos.
A pesquisa também avaliou as principais dificuldades em realizar as atividades escolares online. Para 48% dos pais de alunos, o maior problema foi manter os filhos concentrados e interessados durante as aulas. Outros 33% apontaram a falta de internet adequada ou com velocidade insuficiente para conseguir acessar e assistir as aulas. Também foi apontado a falta de equipamentos para que todas as crianças pudessem acompanhar aulas realizadas no mesmo horário.
NOTA DE FALECIMENTO | Professora Zildete Neves de Carvalho
Jornalista: Maria Carla
A diretoria colegiada do Sinpro-DF comunica, com pesar, o falecimento, nesta quinta-feira (10), da professora Zildete Neves de Carvalho. O velório será das 15:30 às 17:30, no Cemitério do Lunabel (Novo Gama).
Atualmente, ela era professora no Gesner Teixeira. Era professora de Atividades, estava com 51 anos e foi vencida pelo câncer. Trabalhou na EC 29 do Gama de 2011 até 2019. Fez remanejamento para o Gesner Teixeira, pois morava no DVO. Em janeiro, descobriu um câncer no útero, mamas e, quando iniciou o tratamento, descobriu uma metástase. Lutou até hoje pela vida, mas Deus a levou.
Zildete era delegada sindical, participava de todos os movimentos organizados pelo Sinpro-DF, seminários e greves. A EC 29 está de luto e todos muito abalados!
A diretoria colegiada também manifesta seus sentimentos de pensar e se solidaria com familiares, colegas e amigos.
Salário de professor de ensino médio no Brasil é metade da média de países ricos
Jornalista: Luis Ricardo
Foto: O professor Luiz Felipe Lins, 48, foi um dos vencedores do Prêmio Educador Nota 10, com um projeto que uniu matemática e construção civil. Crédito: Ricardo Borges/Folhapress
Apontado como o principal ator do processo educacional, o professor brasileiro tem uma média de remuneração que equivale a quase metade do recebem seus pares em países ricos —em geral com bons resultados educacionais. O abismo é um maior no ensino médio, segundo a OCDE.
Na média, os professores brasileiros de ensino médio recebem por ano o equivalente a U$S 25.966. O valor é quase metade da média praticada nos países da OCDE, de U$S 49.778.
A remuneração no Brasil é também inferior à do Chile, que paga nessa etapa o equivalente a U$$ 29.967. Dessa forma, a média brasileira é 13% inferior do que no país da América Latina.
Comportamento similar aparece nas outras etapas da educação básica. Na educação infantil, a média brasileira é de U$S 24.765 (contra U$S 38.677 na OCDE).
Nos anos iniciais do ensino fundamental, o ganho médio anual dos professores brasileiros é de U$S 25.005 e nos finais, de U$S 25.272. Na OCDE, esses valores são de U$S 43.942 e U$S 46.225, respectivamente.
Já no Chile, país recorrentemente comparado com o Brasil, o ganho dos professores nos anos iniciais do fundamental é de U$S 27.708 e, nos anos finais, de U$S 28.358. Valores sempre superiores aos do Brasil.
A baixa remuneração dos professores no Brasil é também inferior na realidade do próprio país. Professores recebem, na média, o equivalente a 71,7% da média de profissionais com o mesmo nível de formação, segundo dados de 2019 tabulados pelo Movimento Todos pela Educação.
Especialistas indicam que, sem elevar os salários, o país terá dificuldades de atrair bons estudantes da educação básica para a carreira docente. Está em vigência desde 2008 uma lei que impõe reajuste anual do piso salarial dos professores.
Neste ano, esse piso para professores da educação básica foi estipulado em R$ 2.886,24. Apesar de a legislação ter ampliado o pagamento mínimo dos docentes, oito estados do país não cumpriam a exigência em abril do ano passado, segundo levantamento da CNTE (Confederação Nacional de Trabalhadores em Educação).
Para chegar ao piso, a lei considera a evolução anual do valor mínimo pago por aluno pelo Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação).
O novo Fundeb, cuja emenda constitucional foi promulgada no mês passado, prevê a reserva de ao menos 70% dos recursos do fundo para o pagamento de salários dos profissionais da educação. O item foi questionado durante a tramitação no Congresso, sob o argumento de que os novos recursos seriam engessados com pessoal, mas acabou passando.
O pagamento de profissionais ativos já consome cerca de 80% dos recursos do fundo em estados e municípios, segundo estudo da organização D3E. Mas, como o novo Fundeb vai elevar o valor mínimo por aluno, já há debates no Congresso para uma atualização das regras da lei do piso.
Programa de Educação Ambiental Parque Nacional de Brasília
Jornalista: Luis Ricardo
Estão abertas as pré-inscrições para o Programa de Educação Ambiental Parque Nacional de Brasília (PNB). Em função do isolamento social provocado pela Covid-19, os(as) professores(as) que atuam no programa planejaram os atendimentos aos estudantes pelas plataformas virtuais disponíveis pela Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE) e material didático impresso, para estudantes(as) sem acesso aos recursos tecnológicos.
O programa, uma parceria entre a SEE e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), tem por objetivo a integração do trabalho pedagógico das UE’s com as Políticas de Educação Ambiental – Portaria nº 428 de 04 de outubro de 2017 – e com a Política de Educação Patrimonial – Portaria nº 265 de 16 de agosto de 2016 -, oportunizando aos estudantes da Rede Pública de Ensino atividades de valorização do patrimônio ambiental do Distrito Federal.
Para mais informações e realizar a pré-inscrição, clique aqui e confira a íntegra da circular.
NOTA 10| PROFESSOR DA REDE É CONSIDERADO ENTRE OS 10 MELHORES DO PAÍS
Jornalista: Leticia
Professor da rede pública desde do ano de 2015, André Luis Miranda de Barcellos Coelho de 31 anos, sempre apostou e acreditou em projetos investigativos no ambiente escolar,o que ainda é um desafio para muitos educadores. A força de vontade, persistência e garra dentro da escola, foi o suficiente para levar o professor de Física a ser um dos vencedores do Prêmio Educador Nota 10, um dos mais importantes do país. Além de ser o único representante do Centro-Oeste, André concorre ao título de Educador do Ano e na categoria de melhor projeto pelo voto popular.
Para o professor, o resultado da premiação é fruto de sua vivência dentro das salas de aula da rede pública, o que para ele é motivo de orgulho. “ Esta experiência tem tudo haver com minha vivência como professor da rede pública’”, afirma.
No ano de 2015, lecionou aula no Centro Educacional 07 e no Centro de Ensino Médio 10, ambos em Ceilândia. Além de ser licenciado em Física pela Universidade de Brasília- Unb, André é mestre em Ensino de Física e doutorando em Educação em Ciência, também na UNB.
O Projeto
O projeto Óptica com Ciência foi desenvolvido em 2019 com 220 alunos do 3º ano do Ensino Médio, entre eles, cinco intercambistas europeus, norte-americanos e indianos. Por ser professor de Física, André trabalhou com óptica geométrica (responsável pelo estudo do comportamento da luz).
Durante 16 aulas, foi construído um método de investigação composto por três momentos:
Investigar um fenômeno com a coleta de dados qualitativos e quantitativos;
Debater e analisar as informações;
Sistematizar os conhecimentos produzidos.