Apontamentos acerca da ampliação do Novo Ensino Médio no DF em tempos de pandemia

É lamentável o momento em que o mundo, o Brasil e o Distrito Federal estão vivendo de uma pandemia com proporções inimagináveis em que quadro epidemiológico divulgado não traduz a realidade. No Brasil, as medidas adotadas desde o início da pandemia não refletiram uma política adequada de testagem e rastreio do vírus, com práticas genocidas, Presidente e governos naturalizam incontáveis vidas perdidas e famílias afetadas. O vírus, que chegou pelos condomínios de luxo e se alastrou, rapidamente, nas periferias, potencializa, um território de injustiça e desigualdade social quanto ao direito de SOBREVIVER à pandemia. Direito negado tanto sob o ponto de vista humanitário quanto educacional. Basta ver a quantidade de estudantes que ainda está fora da realidade do ensino remoto por falta de condições de obter um aparelho ou Internet que o possibilite participar das atividades a distância.

Um país que atinge a triste marca de mais de 130 mil mortes em que especialistas afirmam que o número de infectados pode, seguramente, ser multiplicado por seis não pode pensar a Educação como um território que se trilha de forma adjacente à pandemia. Ampliar a política do Novo Ensino Médio, juntamente com as medidas em curso ligadas à reforma do Ensino  Médio, remete-nos a testemunhar uma agenda de aplicação progressiva de uma nova política pública, desconsiderando o momento que o mundo, o Brasil e o Distrito Federal estão vivendo! Nossas escolas da rede pública são as mais afetadas neste momento de caos social, econômico e educacional. As aulas remotas, que, para o momento, são a única alternativa para evitar as aulas presenciais, revelam uma elevada desigualdade social também do ponto de vista de acesso aos recursos tecnológicos necessários à continuidade do processo educativo, levando milhares de estudantes a serem excluídos das aulas remotas na modalidade virtual.

Diante desse panorama, é assustadora a tentativa da Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SEEDF) em dar continuidade ao debate para implantação progressiva de uma política pública nova na educação, quando deveríamos todos juntos nos empenhar em pensar a educação pós-pandemia numa perspectiva de proteção social e educacional; em como lidaremos com os impactos físicos, emocionais, financeiros e de aprendizagens para os estudantes, tanto para os que estão inseridos de modo eficaz nas aulas remotas, mas precisarão aprofundar componentes curriculares mais relevantes, quanto para os que mais precisarão de propostas pedagógicas voltadas para dificuldades de aprendizagem e mais ainda para estudantes que se evadiram por diferentes razões, quer sejam elas econômicos, sociais e/ ou educacionais.

A prioridade deveria estar centrada em como trataremos os efeitos colaterais pedagógicos do ponto de vista de criar políticas públicas para a educação no pós-pandemia. Debater sobre os desafios da educação pública no Distrito Federal em tempos de pandemia. Que projetos interventivos teremos condições de executar para recuperar aprendizagens negadas tanto pela pandemia quanto pelo próprio processo de exclusão dos estudantes em vulnerabilidade social aos recursos adotados nas aulas remotas, vulnerabilidades essas reveladas, potencialmente, pela pandemia?

Diante do exposto, considero inexequível a continuidade da aplicabilidade dessa proposta. Nesse momento, é preciso unir esforços para a construção de um projeto humanizado para a educação, que tenha relevância social, econômica e, acima de tudo, capaz de resgatar os grandes ensinamentos do educador e nosso patrono da Educação brasileira, Paulo Freire, que nos deixou como legado o respeito ao processo educativo refletindo o ser humano, pois, nele, reside o fundamento da educação. E por ser a educação uma prática construtora do humano, no homem e na mulher, educar para Freire é humanizar, é constituir um fazer social, político, antropológico e ético.

Artigo de Luciana Custódio, diretora do Sinpro-DF

NOTA DE FALECIMENTO | Professora Dina N. Bezerra Leite

A diretoria colegiada do Sinpro-DF comunica, com pesar, e se solidariza com familiares, colegas e amigos da professora Dina Niculau Bezerra Leite. Dina era aposentada e trabalhou na Escola Classe 16, de Ceilândia. O sepultamento foi, no sábado, 5/9, às 16h30.

A diretoria comunica também que a missa de sétimo dia será nesta quinta-feira (10/9), na Paróquia Senhor Bom Jesus, à QNO 11/13 Ceilândia Setor O, às 19hs.

Ela faleceu aos 61 anos em decorrência de complicações da Covid-19. A professora Dina é mais uma vítima da Covid-19. O Sinpro-DF presta toda sua solidariedade à família e aos amigos neste momento de dor.

Projeto de estudantes é sucesso nas redes sociais

Com a chegada do isolamento social, diferentes setores tiveram que se reinventar, utilizando-se do acesso remoto como um recurso complementar para se fazer o novo. No cenário educacional, os desafios e dificuldades enfrentadas pelos profissionais e estudantes da rede pública são grandes, porém  os meios digitais, tornou-se aliado e possibilitou inúmeros movimentos. 

Pensando nisso, a professora de Artes Giselle Ziviani,deu início ao projeto intitulado “Arte Isolada 2020″, uma página  no Instagram com objetivo de abrir espaço para estudantes do CEF 104 Norte divulgar obras de artes e a criatividade como um todo e também, compartilhar positividade diante do momento em que o mundo vive.

De acordo com ela, a iniciativa é um bem comum para que todos possam levar conhecimento e compartilhar trabalhos, além de explorar o mundo da arte.. “ O projeto desperta o desejo de compartilhar uns com os outros, o desejo de mostrar a arte, sendo um espaço colaborativo e construtivo”, afirma. 

Ao todo, são 144 publicações na página, o que mostra o engajamento e participação de todos. Você pode conferir, acessando aqui.

Considerados barnabés, professores e profissionais da saúde devem ser os maiores prejudicados pela reforma administrativa

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Os futuros professores e profissionais de saúde que vierem a ingressar no governo terão estabilidade limitada e poderão ter cortes de salários e de jornadas se a proposta de reforma administrativa, encaminhada nesta quinta-feira (03/09) pelo governo ao Congresso, for aprovada. Eles estão fora do que o Ministério da Economia classifica como carreiras típicas de Estado.

Não por acaso, esses dois grupos, considerados fundamentais dentro do serviços público, prometem fazer barulho no Congresso para tentar garantir o mesmo tratamento dado, por exemplo, a auditores fiscais e a policiais federais. Também querem obter apoio da opinião pública. Vale lembrar que juízes, desembargadores, membros do Ministério Público, militares e parlamentares sequer foram pegos pela proposta de reforma.

Pelo acordo fechado entre o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, professores e profissionais de saúde entram no grupo chamado de barnabés, o grosso do funcionalismo público. Esse grupo também é conhecido como carreirão, que agrega cerca de 80% dos servidores que fazem parte da folha de pagamento da União.

Barnabés tiveram reajuste menor de salário

Os barnabés foram tratados de forma diferenciada na última negociação salarial feita pelo governo. Tiveram 10,8% de aumento, dividido em duas parcelas, em 2016 e 2017. Já a elite do funcionalismo, os “sangue azul“, receberam, na média, 29% de reajuste, índice parcelado em quatro vezes.

Esse tipo de tratamento agravou ainda mais a disparidade salarial na Esplanada dos Ministérios. No carreirão, o grosso dos servidores ganha em torno de R$ 5 mil por mês. Na elite do funcionalismo, a média chega a R$ 20 mil.

Professores e profissionais de saúde acreditam que podem conquistar mais garantias durante a discussão da reforma administrativa no Congresso. O governo ainda não informou quais carreiras estarão blindadas de cortes de salários e de jornada e com a estabilidade preservada. Isso deve ocorrer à medida que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) for avançando.

(Correio Braziliense, Blogo do Vicente Nunes, 3/09/2020) 

Para CNTE, Reforma Administrativa ataca servidores e atendimento à população

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Para a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que trata da Reforma Administrativa, apresentada nesta quinta-feira (3) pelo governo ao Congresso Nacional, ataca as carreiras de servidores e o atendimento público à população.

A entidade, que se pronunciou em nota, ressaltou ainda que a proposta segue a pauta entreguista colocada em prática na Amazônia, no Pré-sal, nas empresas estatais e em outros setores públicos.

“A reforma administrativa de Bolsonaro/Guedes foca na privatização dos serviços essenciais e na precarização das formas de contratação no serviço público, similar ao que fizera Temer e o próprio Bolsonaro com a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas)”, diz trecho documento.

Leia a nota na íntegra

A minuta de Reforma Administrativa que o governo de Jair Bolsonaro encaminhou à Câmara dos Deputados se pauta no projeto ultraliberal que tem promovido ampla injustiça social no Brasil. Nele, o Estado Mínimo é a regra e os serviços públicos ofertados à população não são prioridades!

O mantra neoliberal adotado na década de 1990 por Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso, ressuscitado após o golpe parlamentar, jurídico e midiático de 2016, e potencializado na atual e desastrosa gestão Bolsonaro/Guedes, no qual “a Constituição Cidadã de 1988 não cabe no orçamento do país”, constitui o norte da reforma administrativa e de outras que estão por vir e que tendem a condenar milhões de brasileiros ao abandono.

Em momento algum se vê o banqueiro Guedes e o presidente da República falarem em taxar as grandes fortunas e os lucros e dividendos de pessoas físicas e jurídicas, estabelecer progressividade justa aos impostos (sobretudo os patrimoniais), aumentar a alíquota sobre os lucros bancários desmedidos em nosso país, ou simplesmente atacar a sonegação fiscal e cobrar as dívidas bilionárias das grandes empresas. Pelo contrário: o que se vê é mais aberração fiscal em benefício dos ricos e arrocho sobre a classe trabalhadora e os pobres.

Não bastassem as injustiças tributárias que aprofundam as desigualdades sociais, bem como a sanha do governo Bolsonaro em atacar as liberdades, a laicidade do Estado, o pluralismo sociocultural e a segurança física e sanitária da população, o projeto inconsequente de reforma administrativa vai além. Pretende, de forma calculista, assim como “se coloca uma granada no bolso dos servidores”, desmontar o colchão social que ainda resta aos brasileiros, traduzido, sobretudo, nas políticas públicas de acesso à educação e à saúde pública. E, para além dos cortes orçamentários nessas duas áreas altamente sensíveis da sociedade, projeta-se, agora, um Estado fracionado e entregue aos interesses privados.

Seguindo a pauta entreguista colocada em prática na Amazônia, no Pré-sal, nas empresas estatais e em outros setores públicos, a reforma administrativa de Bolsonaro/Guedes foca na privatização dos serviços essenciais e na precarização das formas de contratação no serviço público, similar ao que fizera Temer e o próprio Bolsonaro com a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas).

A prioridade do novo art. 37-A, que se pretende inserir na Constituição Federal, concede à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios a possibilidade de firmarem “instrumentos de cooperação com órgãos e entidades, públicos e privados, para a execução de serviços públicos, inclusive com o compartilhamento de estrutura física e a utilização de recursos humanos de particulares, com ou sem contrapartida financeira”. E essa última parte do trecho da minuta da PEC configura verdadeiro deboche, pois quem imagina que o setor privado ofertará algum serviço às redes públicas de forma gratuita! Querem, sim, vouchers e outros meios de acesso ao orçamento público com a mínima contrapartida. Pior: querem controlar as pessoas que serão contratadas para executar os serviços públicos, retornando o Brasil aos tempos do empreguismo (berço do histórico e malfadado patrimonialismo) sem critérios idôneos e transparentes.

Para os servidores públicos, particularmente, os ataques da reforma administrativa são muitos. Abre espaço para esvaziar os contratos de trabalho nas administrações públicas ao longo do tempo, seja por meio de contratos por tempo determinado (sem vínculo permanente), seja através de parcerias com o setor privado (utilizando mão de obra das empresas, até mesmo “uberizadas”); cria novos e subjetivos critérios para acabar com a estabilidade no serviço público; suprime a promoção por tempo de serviço nas carreiras de servidores; estende o acúmulo de cargos para quase todos os servidores civis, e, em contrapartida, autoriza reduzir a remuneração e as jornadas de trabalho nas esferas públicas (afrontando recente decisão do STF). O curioso é que estão de fora das novas regras membros do Judiciário, do Legislativo e das Forças Armadas, que poderão realizar (ou não) suas próprias reformas.

O governo diz que as novas regras valerão apenas para os que ingressarem no serviço público após a aprovação da emenda constitucional, mas isso ainda não está claro. E, mesmo que assim seja, os prejuízos para o Estado brasileiro e para os servidores públicos serão gigantescos.

Hoje teve início no STF o julgamento da ADI 2.135, que trata da quebra do regime jurídico único no setor público. Trata-se de um julgamento muito importante para avaliarmos a extensão e a profundidade da proposta inconsequente de Bolsonaro e Guedes para a administração pública do país.

A CNTE acompanhará a tramitação da PEC e do julgamento da ADI 2.135, mantendo sua categoria informada sobre o conteúdo e o calendário de mobilização que certamente teremos que desenvolver para enfrentar mais esse ataque desmedido do governo Bolsonaro.

 

Brasília, 3 de setembro de 2020

Diretoria da CNTE

Reforma Administrativa acena ao mercado e penaliza população, diz Condsef

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A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Reforma Administrativa enviada pelo governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) ao Congresso Nacional, nesta quinta-feira (3), tem inverdades, maquia números e cria fake news para a sociedade, acena ao mercado e penaliza toda a população.

Essa foi a avaliação do Secretário-Geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Sérgio Ronaldo da Silva, após assistir pela internet, por quase três horas, a apresentação da PEC feita numa entrevista coletiva no Congresso.

Segundo ele, a proposta quer dividir a categoria com mentiras, dizendo que só os novos serão atingidos, mas na verdade no final quem vai pagar a conta é o trabalhador e a população e quem vai ganhar são os bancos e as mercado financeiro, assim como foi a reforma da Previdência. Um verdadeiro balcão de negócios, ressalta. “Enquanto os de cima fazem churrascos e tomam vinho, a população deixa de ter acesso aos serviços públicos básicos”.

“Além disso, os números apresentados na proposta de Reforma Administrativa por economistas incompetentes mostram dados que serão desmentidos com estudos. A coletiva foi um show midiático para a imprensa ajudar a tentar dividir a categoria em nome de modernidade, tentar confundir o povo com a ideia de que o que é público não é bom e vender todas nossas riquezas”, disse.

Não vão modernizar, vão sucatear

A proposta de reforma Administrativa, que em tese pretende racionalizar o serviço público e reduzir gastos com pessoal, proíbe progressões automáticas de carreira, como as gratificações por tempo de serviço, abre caminho para o fim da estabilidade e aparentemente impõe mais rigidez nas avaliações de desempenho, além de propor a redução do número de carreiras.

Tudo isso, dizem os técnicos do governo, só atingirá os futuros servidores dos três Poderes na União, estados e municípios. Apesar de falar em três Poderes, a reforma não atinge juízes, procuradores, promotores, deputados e senadores, os mais altos salários do país.

Além disso, no caso de carreiras típicas de estado, como diplomatas, militares e auditores fiscais, a regra será semelhante a atual, ou seja, garante mais segurança no cargo. A lista de todas as carreiras típicas de estado, no entanto, dependerá de regulamentação futura.

Estabilidade e qualidade dos serviços públicos

Para o restante dos servidores concursados, haverá um contrato de trabalho por tempo indeterminado, com estabilidade mais flexível. Se a PEC for aprovada, o governo poderá fazer desligamentos por conta de restrições fiscais, por exemplo, e também remanejar para outras áreas quando considerar que há mais necessidade.

A PEC prevê ainda que haverá servidores sem estabilidade, ou seja, o governo poderá contratar por prazo determinado.

O fim da estabilidade coloca em risco a atuação dos servidores, que ficariam mais vulneráveis a pressões políticas, em especial o pessoal que atua em fiscalização, e a qualidade dos serviços prestados a população, afirmam sindicalistas.

“Imagine se de quatro em quatro anos, quando mudar o governo, todo mundo for dispensado. O novo governo traz a sua tropa e não finaliza as políticas em andamento e coloca gente despreparada para atender o público. Isso ficaria à mercê de cada governo de plantão e prejudicaria o atendimento à população”, diz a coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas e representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa, Rita Serrano.

De acordo com a dirigente, a estabilidade é justamente para não permitir os desmandos políticos. 

A equipe econômica do governo, no entanto, fala até em alterar as possibilidades de demissão no serviço público e sugere desligar o servidor antes da sentença judicial, após uma primeira decisão colegiada. Além disso querem regulamentar outras possibilidades de demissão, como o desligamento por insuficiência, inclusive para os servidores que estão hoje na ativa.

Reação dos trabalhadores

Sérgio disse que a reação dos trabalhadores e trabalhadoras dos serviços públicos, sindicatos, movimentos sociais e parlamentares contra os ataques aos direitos já começou com o lançamento da Jornada de Defesa dos Serviços Públicos com uma série de ações para dialogar com a população e desmistificar todo este discurso do governo.

O dirigente disse que é preciso fazer uma ofensiva organizada porque a unidade neste momento é mais importante do que nunca, porque  a “armadilha está bem preparada”.

 “Vamos ter que conversar com o povo na feirinha, na rua, nas praças, redes sociais e em todos os cantos deste país. Vamos ter que furar bolha e sair do quadrado para conseguir conquistar corações e mentes com a nossa luta. Porque a população precisa saber que o ataque é contra todos nós e vir com a gente lutar e é este o caminho que vamos fazer”, finalizou.

Confira o que muda se a reforma Administrativa for aprovada:

Entrada no serviço público

Como é hoje:

  • Todos servidores têm direito a estabilidade no cargo
  • Para isso, passam por um estágio probatório de três anos
  • Apenas 0,4% dos servidores são desligados durante esse estágio
  • Em média, servidor permanece 28 anos no serviço, tem 20 anos de aposentadoria, mais de 11 anos de pensão
  • Há a possibilidade de contratações temporárias, mas são restritas

Como pode ficar:

  • Proposta cria diferentes tipos de vínculo
  • Estabilidade ficará restrita a um deles: cargo típico de Estado
  • As carreiras com direito ainda serão definidas. Precisa de concurso e não podem ter redução de remuneração nem de jornada  
  • É criada a possibilidade de cargo por tempo indeterminado, sem estabilidade e dependente de concurso
  • Ideia é deixar funções estratégicas com estabilidade e atividades operacionais sem esse direito 
  • Governo quer avaliar o servidor antes de assumir o cargo público efetivo
  • Aprovado em concurso passará por dois anos de experiência, sem garantia de contratação. Terá ainda um ano de estágio probatório antes de ser efetivamente nomeado.
  • Proposta impede demissões por questões partidárias
  • Sem concurso, há a previsão de duas possibilidades: cargo com prazo determinado e cargo de liderança e assessoramento (nos moldes do atual DAS, conhecidos como cargos de confiança)

Vantagens e benefícios

Como é hoje:

  • Não há regras uniformes
  • Direito a licença-prêmio: período de 3 meses de afastamento a cada 5 anos de serviço
  • Férias superiores a 30 dias no ano; progressão baseada apenas no tempo de serviço, sem avaliação criteriosa; aumentos retroativos, etc.

Como pode ficar:

  • Constituição passa a vedar esses benefícios, considerados distorcivos pelo governo Poder do presidente

Como é hoje:

  • Mudanças na estrutura administrativa precisam ser aprovadas no Congresso

Como pode ficar:

  • Presidente poderá ter mais poder em casos que não há aumento de gasto
  • Pode reorganizar autarquias e fundações, reorganizar atribuições de cargos do Poder Executivo e extinguir órgãos

Atuais servidores

Servidores públicos em atividade no momento da aprovação das medidas não serão impactados. Eles manterão a estabilidade, os níveis salariais e os benefícios adquiridos antes da nova regra. Apenas a demissão por insuficiência, que ainda deve ser regulamentada pelo governo, atingiria esses profissionais.

*Com informações do Ministério da Economia e do UOL

CNTE participa da jornada unitária em defesa dos serviços públicos

2020 09 03 jornada unitaria servico publico

Nesta quinta (3), a partir das 18h, será lançada a “Jornada unitária em Defesa dos Serviços Públicos”, que contará com lideranças e entidades representativas de servidores e empregados públicos, incluindo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). O evento de lançamento será retransmitido ao vivo na página da CNTE no Facebook.

“A saúde, a educação, a segurança e outras políticas públicas precisam de muito investimento e um quadro de servidores públicos concursados e valorizados para atender a demanda social da nossa população”, explica o presidente da CNTE, Heleno Araújo. A secretária de organização da CNTE, Marilda de Abreu Araújo, ressalta: “Todas as medidas restritivas que o governo está anunciando para o servidor público vão interferir no magistério: congelamento de salários, piso do magistério, carreiras, tudo isso será afetado”. Marilda acrescenta: “A falta de investimentos nas carreiras públicas interfere também na qualidade da educação pública e de outros serviços públicos importantes para a população como a saúde, a assistência social, dentre outros serviços que precisam ser melhorados”.

O objetivo desta jornada é enfatizar a relevância dos serviços públicos oferecidos aos cidadãos por prefeituras, governos estaduais e federal, empresas públicas e estatais, destacando a necessidade social do trabalho do servidor, imprescindível ao pleno funcionamento do Estado e à garantia de serviços essenciais prestados gratuitamente à população, como saúde, educação, assistência social e segurança. A iniciativa é promovida pelo núcleo do trabalho do PT na Câmara, que tem como coordenador o deputado Rogério Correia (MG).

 Programação

3/09 – Ato de lançamento, com pronunciamento de todas as entidades e lideranças participantes
10/09 – Seminário para abordar mitos e verdades sobre empresas e serviços públicos e seus trabalhadores
17/09 – Seminário que vai debater privatizações, patrimônio e riquezas nacionais e o papel do Estado no projeto de desenvolvimento do Brasil

Fonte: CNTE

Enquanto Bolsonaro ataca, servidores lançam jornada para defender serviço público

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Nesta quinta-feira (3), mesmo dia em que o governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) encaminha ao Congresso Nacional sua proposta de reforma Administrativa, na verdade mais um ataque ao serviço e aos servidores públicos do Brasil, milhares de trabalhadores dos serviços públicos federal, estaduais e municipais, representantes de sindicatos, da CUT e demais centrais, e movimentos sociais lançam a Jornada de Defesa dos Serviços Públicos. Uma campanha que visa dialogar com o conjunto da população para mostrar a importância do Estado e dos servidores públicos para o bem estar social, para a saúde, a educação e garantia de direitos, como os previdenciários.

O ato de lançamento da mobilização unificada será virtual, a partir das 18 horas, pelas páginas do Facebook da CUT e das Confederações dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) e dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam), que estão à frente da campanha. As outras diversas entidades envolvidas com a jornada também reproduzirão a Live.A Jornada de Defesa dos Serviços Públicos também tem uma programação de mobilização digital [mais informações abaixo].

Reforma Administrativa

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC), apelidada de reforma Administrativa, que altera disposições sobre servidores, empregados públicos e organização administrativa, como diz despacho publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira, deve ser encaminhada ao Congresso até o final do dia.

Seguindo seu estilo de manipular e distorcer as informações, Bolsonaro informou que a reforma não deve afetar atuais servidores, mas a PEC propõe redução de salários em até 25%, critica Sérgio Ronaldo da Silva, Secretário-Geral da Condsef/Fenadsef.

“Com o argumento falho de uma suposta necessidade de economia do Estado em tempos de pandemia, o governo quer encerrar serviços públicos para dar espaço para a iniciativa privada. É um ataque inconstitucional, que atropelará a população se ela não se mobilizar para proteger o que é seu por direito”, alertou o dirigente em nota publicada no site da entidade.

Jornada de Luta

Este novo ataca reforça mais ainda a Jornada de Lutas, promovida pelo Núcleo do Trabalho do PT na Câmara, que tem como coordenador o deputado Rogério Correia (PT-MG).  Na programação estão previstos dois seminários temáticos que acontecerão nas próximas quintas-feiras de setembro, até o dia 24, sempre no mesmo horário e nos mesmos canais digitais. No dia 10 a atividade abordará mitos e verdades sobre empresas e serviços públicos e seus trabalhadores e no último dia serão debatidas privatizações, patrimônio e riquezas nacionais e o papel do Estado no projeto de desenvolvimento do Brasil. Um Ato Nacional em Defesa dos Servidores e Serviços Públicos acontecerá no dia 30. 

“É preciso dialogar com toda a população sobre a importância dos serviços e dos servidores públicos para o bem estar social de todos e todas e desmistificar que servidores só representam um custo, explicar que o serviço público só não é melhor porque não tem investismeno”, pontua a presidenta da Confetam, Vilani Oliveira.

A dirigente afirma que as entidades vão fazer uma campanha unitária e ampla para falar do descaso de Bolsonaro com o povo, porque ao sucatear os serviços públicos e atacar servidores públicos quem perde é a população que não terá mais acesso aos serviços públicos.

“Neste momento de pandemia a gente viu a importância do SUS [Sistema Único de saúde] e dos trabalhadores da saúde que estão na linha de frente no combate à Covid-19. Mas ao invés de fortalecer o papel do Estado e valorizar os profissionais, o governo Bolsonaro continua atacando políticas públicas e os direitos dos trabalhadores dos serviços básicos e essenciais, que estão arriscando suas vidas para salvar outras”, afirma   Vilani Oliveira.  

Para a dirigente esta campanha precisa adentrar os municípios, os bairros, as ruas, nas casas das pessoas, os locais de trabalho e em cada canto deste país. Vilani explica que a ideia é falar sobre o sucateamento nos serviços e o descaso com os servidores públicos, ambos vitimas da falta de investimentos e descaso do governo. Ela também ressalta a importância da unidade da CUT, demais centrais, movimentos sociais para o fortalecimento da luta.

“A CUT foi fundamental neste processo. Foi a partir da nossa Central que fomos provocados a ampliar a unidade da mobilização. Hoje temos uma ampla participação de entidades para lutar contra a redução do Estado e junto com a Condsef conseguimos construir isso. É um momento histórico para gente, porque esta luta não tem dono e pertence à todos nós, que resistimos e não podemos ficar calados diante da destruição do bem estar social. A nossa luta é pelo povo e pelo desenvolvimento do país”.

Mobilização Digital: como aderir à nossa Luta:

  1. Marque na agenda a data de lançamento: 3 de setembro, quinta-feira, às 18 horas Pelas páginas do Facebook da: CUTCondesef e Confetam. E pelo Youtube da Condsef.
  2. Convoque as bases e convide a população em geral, especialmente pessoas próximas;
  3. Dialogue com as pessoas sobre a importância dos serviços públicos e a necessidade de proteção dos trabalhadores da administração pública;
  4. Grave vídeos e compartilhe nas redes sociais, alertando para o desmonte do Estado e convidando todos/as para aderir à Jornada;
  5. Acompanhe as divulgações da Confetam sobre as ações da Jornada e compartilhe sempre.

Entidades Nacionais participam da Jornada:

CUT – Central Única dos Trabalhadores

CTB – Central de Trabalhadores e Trabalhadores do Brasil

Intersindical

Força Sindical

PUBLICA

Nova Central Sindical de Trabalhadores

CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros

CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Brasil

UGT – União Geral dos Trabalhadores

Condsef – Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público

Confetam – Confederação dos (as) Trabalhadores (as) no Serviço Público Municipal

CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação

CSPB – Confederação dos Servidores Públicos do Brasil

CNTSS – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social

CNTS – Confederação Nacional dos Trabalhadores da Saúde

CONACATE – Confederação Nacional das Carreiras Típicas de Estado

Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares

FENASEPE – Federação Nacional dos Servidores Públicos Estaduais e do Distrito Federal

FUP – Federação Única dos Petroleiros

FENAE – Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal

FNU – Federação Nacional dos Urbanitários

PROIFES – Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico

FENASPS – Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social

FENAFISCO – Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital

FENAJUFE – Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário e MPU

FASUBRA – Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil

ANAMATRA – Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho

ABI – Associação Brasileira de Imprensa

ANFIP – Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil

ABRAT – Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas

UnaReg – Associação dos Servidores das Agências Reguladoras Federais

SINASEFE – Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica

Sindicato Nacional dos Moedeiros

SINAIT – Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho

Sindilegis – Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União

ATENS SN – Sind. Nac. dos Técnicos de Nível Superior das Instituições Federais

Unacon Sindical – Auditores Federais de Finanças e Controle da Controladoria Geral da União e da Secretaria do Tesouro Nacional

Entidades Internacionais

Internacional de Serviços Públicos

IEAL – Internacional da Educação para a América Latina

Internacional de Trabalhadores da Construção e da Madeira.

*Matéria editada por Marize Muniz

Fonte: CUT

EXPOSIÇÃO INFANTO-JUVENIL DO CERRADO, PARTICIPE!

Com o tema “As belezas do Cerrado“, a primeira edição da Exposição Infanto-Juvenil do Cerrado, convida todos(a) para participar do concurso que além de promover a criatividade entre os estudantes, abre espaço também, para o debate e olhar para temas importantes como o nosso Cerrado brasileiro, que sofre diariamente com inúmeras queimadas.  As inscrições e envio das obras deverão ser feitas até o dia 07/09/2020, pelo site oficial da SEDF. 

Os critérios de avaliação e informações sobre premiações, você pode conferir acessando o documento abaixo. Para se inscrever, basta acessar clicar aqui. Participe!    

 

I Exposição do Cerrado_Regulamento_link

 

O informativo já se encontra nas Unidades Escolares do DF, via SEI (processo – 00080-00151875/2020-32)   SEI_GDF – 45489949 – Informativo I Exposição do Cerrado_Regulamento_link

342 professores do Amazonas testaram positivo para Covid-19 após volta às aulas

Categoria decidiu paralisar as atividades presenciais e manter as aulas remotas em protesto contra decisão do governador do estado que insiste em manter as aulas presenciais, apesar da falta de segurança

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Apenas 20 dias após o retorno das aulas presenciais do ensino médio da rede estadual, o Amazonas registra 342 professores infectados com Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, que já matou mais de 121 mil brasileiros.  

O maior número de registros ocorreu, até o momento, ocorreu na Escola Estadual José Bernardino Lindoso, com 28 casos positivos. Outras duas escolas, a Severiano Nunes e a Samuel Benchimol, têm dez casos cada..

Este cenário trágico é a razão da greve que a categoria iniciou nesta terça-feira (1º).  No primeiro dia da paralisação, 50% das 123 das escolas aderiram ao movimento, apesar das ameaças do governo do estado, comandado por Wilson Miranda Lima (PSC), que insiste em manter as aulas presenciais, apesar da pandemia não estar controlada no estado nem as escolas terem condições de segurança para este retorno. Se o governador não voltar atrás, professores vão paralisar tudo, aulas remotas e presenciais na luta pela vida. 

Rumo à greve: Em Manaus, trabalhadores da educação protestam contra aula presencial

A informação sobre o total de professores contaminados por Covid-19 no Amazonas é da Fundação de Vigilância de Saúde. De acordo com o órgão, em dez dias de testagem em massa, 619 profissionais de educação do estado  testaram positivo para a doença. Todos foram afastados para período de isolamento de 14 dias – 476 estavam fora do período de transmissão e 153 com infecção recente. O governo anunciou os testes após o retorno das aulas presenciais na rede estadual, que ocorrem desde o dia 10 de agosto.

Ainda de acordo com a Fundação, foram realizados 2.051 testes rápidos entre os dias 18 e 28 de agosto.

A FVS informou que ampliou a equipe de realização de testes rápidos para diagnóstico de Covid-19, que passará a contar com mais 20 técnicos do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam). Por meio dessa medida, espera-se chegar aos 600 atendimentos diários no Centro de Convenções de Manaus (Sambódromo), local onde está concentrada a realização dos testes voltados aos profissionais da educação da rede estadual.

Manaus foi a primeira capital que retornou às escolas, mesmo o estado tendo batido recordes de contaminação por Covid-19 há cerca de três meses. Em maio, o Amazonas chegou a ultrapassar as regiões Sul e Centro-Oeste juntas em número de pessoas infectadas, o sistema de saúde colapsou e muitos morreram por falta de assistência.

*Com informações do G1 e do UOL

Reprodução: CUT

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