Nota de falecimento – Edileuza Félix

É com grande tristeza e pesar que a diretoria do Sinpro comunica o falecimento da professora Edileuza Félix de Carvalho. Aposentada da Escola Classe 08 do Cruzeiro, Edileuza trabalhava como contrato temporário na Escola Classe 302 Norte.

Aos 55 anos de idade, a educadora é mais uma vítima da COVID-19. O Sindicato dos Professores presta toda sua solidariedade à família e aos amigos neste momento de dor.

Educadores brasileiros repudiam Portaria do Ministério da Saúde que dificulta o acesso das vítimas ao aborto legal

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, entidade representativa dos profissionais da educação básica do setor público brasileiro, expressa o seu repúdio veemente a Portaria n° 2.282, de 27 de agosto de 2020, do Ministério da Saúde. Trata-se de um instrumento normativo sobre o procedimento de autorização para a realização do aborto previsto em lei, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), quando a mulher for vítima de violência sexual (estupro).

A intenção desse normativo, revestido de explícita moral religiosa em temas que deveriam ser afetos tão somente às melhores práticas clínicas de acolhimento nos ambientes hospitalares, é dificultar o acesso a um direito inscrito na legislação brasileira desde 1940. O advento do Governo Bolsonaro, marcado por uma política de cunho fascista, autoritário e neoliberal, traz também outro aspecto não menos importante na configuração dos atuais ocupantes do poder em Brasília: o fundamentalismo neopentecostal respalda o discurso político dos atuais governantes e escancara no Brasil de hoje algo já visto a mais de 2 mil anos atrás, quando o próprio Cristo denunciou a hipocrisia religiosa dos falsos fariseus. Como as vastas notícias recentes no país dão conta, esse fenômeno nunca tomou tanta projeção como no Brasil dos tempos de Bolsonaro.

O direito ao aborto legal é assegurado no país em casos de mulheres vítimas de violência sexual, no caso em que a gestação põe em risco a vida da mulher ou em situação de gestação de bebês anencefálicos. O que a malfadada Portaria do Ministério da Saúde pretende é dificultar o acesso a esse direito por parte das mulheres, no caso em que elas são vitimadas pelo nefasto crime de estupro, impondo a elas muitos constrangimentos e empecilhos à sua garantia. A esdrúxula Portaria impõe às mulheres o fardo da investigação criminal que caberia à polícia, além de impor aos médicos a denúncia da vítima às autoridades. É surreal o que se pretende com esse novo normativo. Uma inversão completa da ordem dos fatos, vitimizando quem sofreu a violência.

A sociedade brasileira já está a reagir contra esse absurdo, e um grupo de deputadas federais já estão se mobilizando para que, por meio de um Projeto de Decreto Legislativo da Câmara Federal, isso possa ser revertido. Trata-se de uma legislação infraconstitucional que, claramente, vai contra o direito maior. Se a inciativa das mulheres parlamentares não surtirem efeito, certamente restará recorrer ao Supremo Tribunal Federal – STF, o que não está descartado. A vida das mulheres importa, e por nossos direitos lutaremos!

Brasília, 31 de agosto de 2020

Direção Executiva da CNTE

NOTA DE FALECIMENTO || Valderes Rodrigues de Sousa

É com tristeza que a diretoria colegiada do Sinpro-DF comunica o falecimento, nesta terça-feira (1º/9), do professor de educação física Valderes Rodrigues de Sousa, 51 anos. Ele faleceu de parada cardiorrespiratória em decorrência da Covid-19. 

Ele era professor da Educação Precoce no CAIC da Regional de Ensino de São Sebastião. O corpo será velado na Capela 07 do Campo da Esperança, na Asa Sul, a partir das 13h30 e o sepultamento será às 16h.

NOTA DE FALECIMENTO || Andreza de Fátima Fonseca

A diretoria colegiada do Sinpro-DF comunica, com pesar, o falecimento da professora aposentada Andreza de Fátima Fonseca, 66 anos, sepultada na segunda-feira (31/8) no Campo da Esperança no Plano Piloto. O Sinpro-DF manifesta condolências à família e aos colegas. Andreza era da Coordenação Regional do Núcleo Bandeirante e professora de educação artística .

 

Crianças sem sintomas podem carregar coronavírus por semanas

À medida que escolas em várias partes do mundo estão reabrindo, um estudo americano sobre o potencial de transmissão do coronavírus Sars-Cov-2 entre crianças apresenta resultados preocupantes, capazes de influenciar o debate sobre a volta às aulas.

Segundo as pesquisadoras do Hospital Nacional Infantil de Washington, crianças infectadas podem transmitir a doença durante semanas, mesmo que não apresentem sintomas.

O resultado corrobora o que já havia sido apontado em um estudo anterior, em que pesquisadores em Boston mostraram que crianças e jovens tinham cargas virais surpreendentemente altas.

O novo estudo, publicado em 28 de agosto no site da revista médica Jama Pediatrics, foi conduzido por Roberta L. DeBiasi e Meghan Delaney. Elas analisaram dados de 91 crianças em 22 hospitais da Coreia do Sul.

 

“Ao contrário do sistema de saúde dos EUA, quem testa positivo para Covid-19 na Coreia do Sul permanece no hospital até ter se recuperado completamente da infecção”, explica DeBiasi.

 

De acordo com o estudo, 22% das crianças não desenvolveram sintomas durante toda a infecção; 20% começaram assintomáticas, mas mais tarde desenvolveram sintomas; e 58% tiveram sintomas desde o primeiro teste positivo.

O estudo também mostrou grandes diferenças no período de tempo em que as crianças permaneceram sintomáticas, variando de três dias a três semanas. Um quinto dos pacientes assintomáticos e aproximadamente metade dos pacientes sintomáticos ainda estava transmitindo o vírus três semanas após a infecção inicial. Isso não reflete diretamente, porém, seu nível de contagiosidade.

Alta carga viral

 

Menina usando máscara protetora contra a Covid-19 brinca perto da cerca na fronteira entre Estados Unidos e México, do lado mexicano, nesta quarta-feira (5). — Foto: Guillermo Arias / AFP

Menina usando máscara protetora contra a Covid-19 brinca perto da cerca na fronteira entre Estados Unidos e México, do lado mexicano, nesta quarta-feira (5). — Foto: Guillermo Arias / AFP

Os pesquisadores em Boston, por sua vez, encontraram cargas virais surpreendentemente altas entre os pacientes mais jovens. Para o estudo, eles colheram amostras de secreção do nariz e da garganta de 49 pacientes com menos de 21 anos de idade. O estudo encontrou muito mais presença do vírus entre eles do que entre adultos sendo tratados em unidades de terapia intensiva para Covid-19.

Ainda de acordo com o estudo de Boston, publicado em 1º de agosto no periódico científico The Journal of Pediatrics, os cientistas encontraram muito menos receptores ECA-2 entre as crianças menores do que entre os jovens e adultos. Acredita-se que esses receptores sejam a porta de entrada para a Covid-19 nas células do corpo.

O papel das crianças e dos jovens na propagação do coronavírus tem sido muito debatido desde que as primeiras infecções foram registradas.

Uma coisa é certa: crianças e jovens podem infectar outras pessoas. Também é certo que as crianças e os jovens infectados muitas vezes mostram poucos ou nenhuns sinais de estarem doentes. E também está claro – embora a maioria das pessoas prefira não falar sobre isso – que crianças e jovens também podem morrer ou sofrer com sequelas duradouras resultantes de uma infecção por Covid-19.

Os últimos meses também mostraram que os jovens são tão propensos quanto os adultos a ignorar o distanciamento social e as regras de higiene se não forem obrigados a fazer o contrário.

 

Jovens como propagadores

Na Alemanha, por exemplo, onde a epidemia é considerada sob controle, turistas voltando de férias de verão, além de festas e eventos lotados, levaram os índices de infecção aos níveis mais altos desde abril. Grande parte dos que testaram positivo recentemente são jovens – a idade média de infectados é a mais baixa no país desde o início da pandemia.

Apesar das altas cargas virais e da capacidade de transmitir o vírus durante semanas – mesmo que uma criança seja assintomática – especialistas dizem que os jovens ainda podem agir decisivamente para deter a propagação da infecção.

 

No final das férias de verão europeias, as infecções aumentaram em toda a Alemanha e em muitos outros países. Entretanto, os jardins de infância, escolas e outras instituições de ensino estão abrindo suas portas, não apenas para dar alívio aos pais, mas também em prol do bem-estar das crianças.

Máscaras obrigatórias, distanciamento físico, regras de higiene e grupos de estudo fixos podem reduzir o risco de propagação. Esse é o consenso, mas a forma de lidar com tais questões, assim como a frequência com que as aulas devem ser realizadas on-line ou presencialmente, permanece aberta à interpretação em muitos países.

A fim de detectar potenciais grupos de infecção e evitar o fechamento de escolas em larga escala, as infecções entre crianças e jovens assintomáticos devem ser detectadas precocemente, e a criança isolada, segundo especialistas.

Estes últimos estudos americanos sem dúvida levarão a uma reavaliação da necessidade de testar regularmente os professores, mas também da questão de saber se os testes devem ser realizados apenas nos alunos que apresentam infecções respiratórias agudas ou em uma porcentagem mais ampla de crianças.

Fonte: G1

Audiência pública aborda os desafios e perspectivas do patrimônio cultural do DF

A deputada distrital Arlete Sampaio promove, nessa segunda-feira (31), audiência pública sobre a valorização do nosso patrimônio cultural como parte indissociável do direito coletivo à memória e à história. Trazendo como tema Desafios e Perspectivas do Patrimônio Cultural do DF, o objetivo da audiência é debater e homenagear personagens e instituições que marcaram os 60 anos de Brasília.

Devido à pandemia da COVID-19 a audiência pública será transmitida às 19h pelo Youtube.com/TVWEBCLDF e pelo página do Facebook da deputada (Facebook.com/ARLETESAMPAIODF).

Jornadas do Patrimônio no contexto dos 60 anos de Brasília

A Subsecretaria de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (EAPE) realiza, nesta terça-feira, 1º de setembro, a Jornada do Patrimônio – O Distrito Federal no contexto dos 60 anos de Brasília. A transmissão será realizada pelo canal da EAPE – Youtube, das 19h às 21h. A declaração de participação será emitida para os(as) 200 primeiros(as) inscritos(as) na atividade formativa.

Dentre os convidados estão José Carlos Córdova Coutinho, professor emérito da UnB; Eva Waisros Pereira, coordenadora do Museu da Educação (MUDE); Carlos Alberto Júnior, secretário-executivo da SECEC-DF; e da deputada federal Arlete Sampaio. Os(as) interessados(as) participarão do lançamento da Edição N 20 da Revista Com Censo – Brasília 60 anos: Educação e Patrimônio, e de duas rodas de ideias.

Participe!

Professoras buscam formas de tornar o ensino remoto mais acessível e atrativo

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Driblando as dificuldades causadas pela falta de acesso à internet no Brasil, professoras e professores têm investido em conteúdos mais dinâmicos nas aulas online durante a pandemia do novo coronavírus. Esta é a última reportagem de uma série sobre as desafios do ensino remoto no Brasil. 

Desde o dia 16 de março Paula Capriglione, professora das redes públicas municipal e estadual de São Paulo atua de forma remota atendendo os alunos do 4º ano do ensino fundamental da rede estadual.

Para que as aulas fiquem mais dinâmicas, tem procurado exposições virtuais, trabalhado com arte, filmes e música para dar autonomia aos estudantes.

Inspirada por outras escolas, ela propôs para sua classe gravar um vídeo com todos cantando a música Gente, de Caetano Veloso. A turma adaptou a letra e trocou os nomes da canção original pelos nomes das alunas e dos alunos da sala de aula.

A professora explica que a turma ficou muito empolgada com a construção do vídeo, embora alguns alunos tivessem um pouco de dificuldade com a gravação. Ela conta que a atividade aproximou os alunos e o resultado foi aprovado por todos da turma. 

Miriam Mançano, professora da rede municipal de São Paulo, explica que uma das atividades mais significativas do período de pandemia é elaboração de releituras de obras de arte e destaca que muitos trabalhos revelaram habilidades antes desconhecidas dos estudantes. 

Quando se trata de trabalhar a arte online, professoras e professores aderiram ao uso de vídeos, músicas, desenhos, mas sempre com a preocupação de quem conseguiria ter acesso a esse material, explica Mançano. Com 24 anos de atuação como professora, ela também desempenha o papel de coordenadora pedagógica do ensino fundamental I.  

“Essa releitura de arte é fantástica, as crianças em casa montando as obras, todos os vídeos que são colocados, as músicas. É tomado um cuidado danado para não se colocar muito, porque cada vez que você sai da plataforma, você passa a usar dados de internet. E nas escolas públicas, como a gente sabe, a maioria não tem acesso à internet, então é tudo cercado de muito cuidado, cada uma das coisas que a professora vai fazer”, explica.

A pesquisa TIC Domicíliosrealizada pelo Cetic.br, mostrou que em 2019 apenas 41% das pessoas disseram ter realizado atividade ou pesquisa escolar na internet. Quando falamos de estudo por conta própria, 4 a cada 10 pessoas disseram utilizar a internet para este meio.

Na classe A, 60% das pessoas disseram ter estudado na internet por conta própria, já nas classes D e E, apenas 27%. Realidade que escancara as grandes diferenças entre classes sociais. 

Segundo Mançano, na escola onde trabalha apenas 20% dos estudantes conseguem ter acesso regular ao conteúdo. Para ela é imprescindível cobrar do governo que seja garantido o acesso à internet para os estudantes que não estão conseguindo participar das aulas. 

“A maioria dos estudantes acessa pelo celular e, vamos pensar em uma família que tem três crianças em uma escola ou em escola diferentes, então a mãe que nesse momento já está trabalhando chega em casa à noite e ela tem que entrar na plataforma, ver as atividades de uma das crianças. Ela sai, entra e vê a da outra, tudo com logins diferentes, porque para você ter acesso a sua sala de aula você tem um e-mail pessoal. Então é uma coisa muito complicada” explica Mançano. 

Na cidade de São Paulo (SP), além da plataforma digital, um caderno de atividades também foi enviado para as famílias. E, ainda assim, a falta de estrutura técnica prejudica muitos deles. Algumas crianças conseguem realizar as atividades e manter um diálogo com as professoras. Outras tentam fazer uma intervenção pela plataforma ou tiram fotos das atividades feitas e as professoras, por sua vez, corrigem e devolvem.

Mas o  governo ainda não encontrou uma alternativa para os alunos que não conseguem fazer essa devolutiva. Quando não falta o aparelho celular ou o acesso à conexão de internet, as câmeras dos celulares não conseguem captar as respostas do caderno. 

“Está sendo horroroso trabalhar desta maneira porque desvincula tudo aquilo que é considerado a educação, que é um vínculo que você tem, atenção às necessidades de cada uma das crianças – lembrando que a gente tem, só no período que eu trabalho, 21 crianças com deficiência. Então a gente tem que ver a necessidade dessas crianças e de todas as outras porque ninguém aprende no mesmo ritmo ou só lendo um texto”, explica a coordenadora pedagógica

Joana Monteleone é editora, historiadora e mãe de um menino de 14 anos, Francisco Monteleone Sereza, que está no 9º ano da EMEF (Tenente José Maria Pinto Duarte), em São Paulo. Ela conta que o filho é gosta muito do ambiente escolar, tiras notas altas e participou da construção do primeiro grêmio escolar da instituição de ensino. 

A historiadora considera que a forma como o estudo remoto está se dando não é proveitosa. Ela conta que tem dado “aulas” disfarçadas para o filho.

“Assinamos um jornal, discutimos as notícias, vemos como são montados gráficos, discutimos curvas epidêmicas, como são feitas as vacinas. Discutimos os jogos do computador, toda noite assistimos uma série vista em inglês sobre saúde pública na Inglaterra. Ele leu ‘O Mundo de Sofia’ e conversamos sobre. Também analisamos filmes da segunda guerra e falamos sobre guerra e guerra fria.  Vemos mapas, assistimos jornais, falamos da omissão do governo”, conta.

Para Joana o filho não ‘ficará para trás na escola’ por conta dessas medidas adotadas, mas diz ter consciência que vivem uma realidade privilegiada em relação aos demais estudantes. 

Edição: Leandro Melito

Fonte: CUT

Governo contratou militares da reserva até para escolas que ainda não existem

Mesmo sem ter uma previsão para início das aulas, o governo federal já contratou ao menos 141 militares da reserva para atuar nas novas escolas cívico-militares, promessa de campanha do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Esses profissionais já recebem remuneração pela prestação de serviço, alguns desde o mês de abril, de acordo com a data de contratação, mas parte das unidades ainda não estão funcionando no novo formato. Há casos em que os militares estão cuidando da infraestrutura de prédios. Também há escolas que sequer foram inauguradas e até um município em que o termo para início das atividades no novo modelo ainda não foi assinado pelo governo local, segundo gestores.

CNN coletou informações das contratações publicadas no Diário Oficial da União (DOU) e por  por meio da Lei de Acesso à Informação para obter o nome dos militares escolhidos, as unidades em que estarão lotados e as datas das contratações. O processo de contratação ainda está em andamento. Segundo as regras do programa, as funções que podem ser exercidas por esses militares são as de oficial de gestão escolar, oficial de gestão educacional e monitor escolar. Os monitores tiveram suas contratações confirmadas em julho e os gestores, em março, abril e maio. A reportagem pediu informações a todos os governos, estaduais e municipais, responsáveis por 25 colégios em que houve ao menos uma contratação de militar até o momento, segundo dados disponibilizados pelo MEC e disponíveis no DOU e houve resposta sobre 19 unidades. 

O Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim) tem como objetivo implementar 216 colégios nesse formato em todo o país, até o ano de 2023, com foco em criar um “modelo de excelência’, reduzir índices de violência na escola e melhorar os indicadores educacionais. Para este ano, a previsão é de implementação em 54 escolas. Há duas modalidades possíveis do Pecim: na primeira, o Ministério da Educação (MEC) transfere os recursos e o Ministério da Defesa contrata militares da reserva para trabalhar nas escolas, com remuneração extra de 30%. Como essa remuneração não é divulgada, não é possível saber ao certo quanto os militares do programa já receberam até o momento. No segundo modelo, em cidades em que não houver efetivo da Defesa, serão contratados policiais e bombeiros, mas com recursos do governo local. Neste caso, os recursos do MEC serão repassados com a contrapartida de investimento nas unidades, com materiais escolares, uniformes e pequenas reformas.

Para a Escola Municipal Embaixador Martim Francisco, em Barbacena (MG), foram contratados ao menos sete praças em julho. Todos os contratos têm prazo de 12 meses. A diretora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação da cidade, Helen Castro, afirmou à CNN que ainda não houve assinatura de um termo de adesão ao programa por causa da pandemia. “Eu ainda não sei como a gente vai fazer. A partir do momento que a gente assina o termo, nos comprometemos à questão financeira de arcar com uniforme e reforma, que não são baratos. Não sabemos ainda o que será decidido.” Segundo a gestora, não há militares atuando com a rede até o momento. A reportagem conseguiu contato por telefone com um dos militares contratados em julho, que confirmou que ainda não começou a atuar com o colégio cívico-militar, mas não quis dar outras informações e desligou o telefone.

No Estado do Amazonas, ao menos três escolas estaduais serão inseridas no programa, mas a Secretaria Estadual de Educação informou que o projeto não foi finalizado. Em uma das escolas as aulas presenciais voltaram em 10 de agosto, mas somente na modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA), sem a presença de militares. O governo diz que os militares ainda não estão atuando com as escolas e que nenhuma atividade relacionada ao programa está acontecendo. Segundo os dados do governo federal, já houve um oficial contratado para atuar em uma das escolas, em abril, e outros oito monitores foram contratados em julho.

Em Roraima, um capitão da reserva remunerada foi contratado para atuar na gestão da Escola Estadual Fagundes Varela, em Boa Vista a partir de 1º de abril. Como o período de implementação do programa coincidiu com a chegada da pandemia, o governo disse que “algumas ações, como capacitação de servidores, tiveram de ser adiadas. O governo disse, em nota, que nenhum militar começou a trabalhar até o momento com a unidade.

No Distrito Federal houve a contratação de ao menos quatro militares oficiais em abril, um mês depois da suspensão das aulas presenciais por causa da pandemia. A Secretaria Estadual de Educação informou, por meio de nota, que o ano letivo foi retomado, com ensino remoto, em 29 de junho. Segundo a pasta, as atividades estão ocorrendo remotamente nas duas escolas escolhidas para serem cívico-militares, o Centro de Ensino Fundamental 05 do Gama e o Centro Educacional 416 de Santa Maria, mas o apoio disciplinar dos militares ainda não está acontecendo. “As ações poderão ser iniciadas assim que as atividades presenciais puderem ser retomadas. Enquanto isso, os militares têm se reunido com as equipes gestoras das escolas em questão, para tratativas necessárias ao retorno dos estudantes, quando for possível” diz. A pasta não especificou que funções os militares têm exercido neste momento.

Capacitação

Se em algumas unidades os militares ainda não começaram a trabalhar diretamente com as redes, em outras existem tarefas das mais diversas, como atividades administrativas ligadas à infraestrutura do prédio e organização do espaço para aulas no futuro (Rio de Janeiro-RJ e Jaboatão dos Guararapes-PE, por exemplo), atividades de formação (Natal-RN), suporte nas atividades à distância (Cuiabá-MT), capacitação (João Pessoa-PB e Feira de Santana-BA). Nessas unidades há militares oficiais contratados pelo menos desde abril. Já os monitores começaram em julho.

Por parte do governo federal, houve três capacitações até o momento, mas somente uma, virtual, foi voltada aos militares contratados, no período de 26 a 29 de maio deste ano. As outras duas aconteceram antes das contratações, uma para diretores, coordenadores pedagógicos e técnicos das secretarias estaduais e municipais de educação, feita no ano passado, e outra em fevereiro deste ano, com foco em bombeiros, policiais militares e representantes das secretarias estaduais e municipais de educação.

Procurados, Marinha, Exército e a Aeronáutica disseram que os questionamentos deveriam ser feitos ao Ministério da Defesa, que por sua vez afirmou que a gestão do programa é de responsabilidade do Ministério da Educação. Em nota, o MEC afirmou que os militares estão exercendo as funções para as quais foram contratados “conforme o caso” e que cada escola tem calendário de atividades para o período da pandemia, conforme orientação de sua respectiva secretaria de Educação.

Fonte: CNN Brasil 

Semana de debates virtuais com ex-presidentes da CUT-DF

A partir da próxima segunda-feira, 31/8, a CUT-DF realizará uma série de debates virtuais com todos os ex-presidentes e ex-presidentas da Central no DF. A atividade, que marca os 37 anos de existência da maior central sindical do Brasil – comemorados no dia 28 de agosto –, abordará temas que sempre fizeram parte da pauta de lutas da CUT, mas que agora, diante de um governo antipovo e fascista, se tornaram ainda mais urgentes e difíceis de serem alcançadas. Os debates, que seguem até sexta-feira (4/9), serão transmitidos pela página da CUT-DF no Facebook , sempre às 17h.

“Os debates terão um formato mais curto, de cerca de 30 minutos. O objetivo é, com a experiência de todos os presidentes e todas as presidentas que passaram pela CUT-DF, pensar formas de a Central organizar a classe trabalhadora para garantir direitos e avançar na democracia, na igualdade e na justiça social”, explica o presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, que mediará todos os debates.

Veja abaixo a programação

31/08 – SEGUNDA-FEIRA
Tema: A classe trabalhadora e o direito à cidade
Debatedores:
Chico Vigilante, deputado distrital (PT); dirigente do Sindesv-DF
João Osório da Silva, dirigente do Sindicato dos Rodoviários de Brasília

1º/09 – TERÇA-FEIRA
Tema: Privatização das empresas públicas e os impactos para a classe trabalhadora
Debatedores:
Jacy Afonso de Melo, bancário; presidente do PT-DF; dirigente da FETEC-CN
Rodrigo Britto, bancário; secretário de Formação Sindical da CUT-DF e dirigente do Sindicato dos Bancários de Brasília

2/09 – QUARTA-FEIRA
Tema: Precarização dos serviços públicos: o que a classe trabalhadora tem a ver com isso?
Debatedores:
João Torquato dos Santos, servidor público; dirigente do Sindprev-DF
José Eudes Oliveira Costa, servidor público; dirigente do SAE-DF

3/09 – QUINTA-FEIRA
Tema: A uberização do trabalho e o ataque aos direitos dos trabalhadores
Debatedores:
José Zunga Alves da Silva, trabalhador do setor de telecomunicações; Diretor de Articulação Institucional da empresa Oi/Telemar
Elzira Maria do Espírito Santo, enfermeira aposentada; advogada

4/09 – SEXTA-FEIRA
Tema: Direitos humanos como pauta da classe trabalhadora
Debatedoras:
Erika Kokay, bancária; deputada federal (PT-DF)
Rejane Pitanga, professora; assessora política

Fonte: CUT-DF

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