Nota de falecimento | Judá Iuquira Barbosa de Barros

A diretoria colegiada do Sinpro-DF se solidariza com familiares e colegas pelo falecimento da professora Judá Iuquira Barbosa de Barros, mais uma vítima da Covid-19 no Distrito Federal. A professora de Atividades, tinha 51 anos, 23 anos de Secretaria de Estado de Educação e, desde 2005, atuava no CED 06, do Gama. O sepultamento será no cemitério do Gama.

Suspensão das aulas presenciais resguarda vidas; Luta pelo aperfeiçoamento do ensino remoto continua

Após intensa mobilização da CUT, do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF) e de diversos setores da sociedade, o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), suspendeu por tempo indeterminado o retorno das aulas presenciais nas escolas públicas da capital federal. A previsão era de que os estudantes voltassem às salas de aula de forma gradual, em 31 de agosto. De acordo com o Sinpro, agora, a luta é para que o GDF viabilize condições dignas para que todos os estudantes consigam ter acesso às aulas remotas.

O anúncio da suspensão foi realizado em coletiva de imprensa, nesta quarta-feira (19). “Com a avaliação da curva da pandemia, a gente tomou a decisão escutando toda a comunidade escolar. Essa decisão é fruto de um grande debate com as escolas e, a cima de tudo, com observação cientifica da evolução da pandemia”, afirmou o secretário da Educação do DF, Leandro Cruz, durante a coletiva.

A suspensão ocorreu em um momento em que o DF registra números alarmantes de contaminação e mortes decorrentes da Covid-19. Até o fechamento desta matéria, a capital federal registrava 140.170 casos confirmados e 2.133 óbitos.

Um estudo realizado pelo Observatório de Predição e Acompanhamento da Epidemia Covid-19 (PrEpidemia) apontou que, em um dos cenários de evolução da pandemia, Brasília pode ultrapassar a marca de 3 mil mortes até dezembro. E, caso houvesse o retorno das aulas presenciais, o número poderia alcançar 3.842 mortes.

“Foi uma vitória da sensatez e da mobilização de toda a comunidade escolar, da CUT e do Sinpro, que realizou diversas plenárias regionalizadas, discutindo com vários setores da sociedade civil quais as consequências e os riscos de uma volta presencial das atividades escolares. Continuaremos mobilizados, debatendo e acompanhando os movimentos do governo. Por ora, a sensatez prevaleceu”, disse o presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues.

A luta deve continuar

A diretora do Sinpro, Rosilene Corrêa, destacou que as cobranças ao GDF devem continuar, já que as aulas remotas estão acontecendo há mais de um mês e não há comprometimento do governo para que todos os estudantes tenham acesso à plataforma.

“Temos uma parcela muito grande de alunos que não estão conseguindo acessar a plataforma e não conseguirão se o governo não assumir sua parte. Isso vai desde a aquisição de equipamentos, como tabletes, celulares ou computadores, até a viabilização do acesso à banda larga, que o governo se comprometeu e, até o momento, não aconteceu. É preciso que o GDF se empenhe mais”, apontou.

Outro ponto destacado pela dirigente que demanda comprometimento do governo é quanto à definição de regras para a realização das aulas remotas. “Hoje, a categoria está com uma carga horária maior do que de costume e há muitas incertezas em relação ao trabalho remoto, que é algo fora do que estava previsto para nossa atuação. É necessário que sejam definidas regras mais claras”, apontou.

De acordo com Rosilene, é fundamental também que inicie imediatamente o debate pedagógico. Para ela, não se pode pensar na educação em 2021 ─ com um possível controle da pandemia ─ sem levar em consideração os prejuízos da crise na vida dos estudantes.

“Precisamos repensar e reorganizar os nossos conteúdos para que tão logo seja possível o retorno presencial, a gente tenha uma proposta pedagógica que possa atender. Faz-se urgente uma readequação que curricular”, afirmou.

Reprodução: CUT Brasília

Músico e poeta do DF é semifinalista no Festival de Música da Rádio MEC

Marcos Morello é músico, poeta, compositor, oficineiro e educador ambiental. Entre os anos 80 e 90, atuou como arte-educador em uma breve passagem pela SEDF, onde contribuiu com projetos artísticos, uma marca que o acompanha em 30 anos de carreira como arte-educador.

Com tamanha dedicação, Morello foi um dos 16 semifinalistas na categoria infantil,  dentre mais de 300 inscritos no Festival de Música da Rádio MEC. A composição “ feito formiguinha” é para ele motivo de orgulho e alegria.

“A música Feito Formiguinha foi forjada dentro do ambiente de ensino e aprendizagem em educação ambiental, no período em que eu estava fazendo os módulos do Curso de Formação de Educadores Ambientais da Escola da Natureza”, afirma. 

Segundo o artista, o “efeito formiguinha” é um convite para o ativismo ambiental,   por um  olhar cuidadoso e amoroso para os ambientes, para os lugares e suas paisagens. “Um convite para o trabalho voluntário,colaborativo, com intuito de interatividade e proatividade entre as pessoas e as instituições públicas e privadas,  para que  possamos praticar, defender e propagar a ética do bem comum no nosso cotidiano, com espírito construtivo, empatia e solidariedade”, diz Morello.

As votações ocorrerão até o dia 25 de agosto, participe e vote no artista! Para  concluir o voto, basta acessar o link 

 

 

 

Prova de vida dos aposentados continua suspensa por tempo indeterminado

A diretoria do Sinpro informa aos(às) professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) que a prova de vida dos(as) servidores(as) públicos(as) aposentados(as) e pensionistas do Distrito Federal continua suspenso por tempo indeterminado. Estamos aguardando novas orientações do Iprev-DF e assim que tivermos alguma novidade informaremos a todos(as).

A suspensão foi definida para colaborar com o isolamento social e para evitar a propagação do novo coronavírus (COVID-19). A decisão foi publicada no dia 05 de maio de 2020, por meio da Portaria nº 23 do Diário Oficial.

A princípio, a medida havia sido determinada até o dia 3 de maio, mas diante da necessidade de intensificar o combate ao coronavírus  a iniciativa foi prolongada. Entretanto, a portaria ressalta que a medida não vale para os aposentados e pensionistas que não fizeram o recadastramento e a prova de vida em 2019.

Nesses casos, os servidores deverão procurar o Banco de Brasília (BRB) para realizar a prova de vida.

Leia mais no site: https://bit.ly/3bRIyqS

Sou mais DF debate o retorno das aulas presenciais

O Sinpro será um dos convidados do programa Sou mais DF dessa quarta-feira (19), às 19h. Uma das pautas mais recorrentes hoje no país, o retorno das aulas presenciais tem sido motivo de debates, pesquisas e intervenções por diversos órgãos, autoridades e segmentos ligados à saúde. O motivo é o fato da curva de contaminações e de mortes pela COVID-19 ainda estar em alta no Distrito Federal, e uma aglomeração de estudantes, professores(as) e orientadores(as) nas escolas ser uma ponte para a piora ainda maior deste quadro.

Diante disto e com o objetivo de mostrar os perigos e tudo que isto pode causar na vida da categoria e da sociedade de uma forma geral, o diretor do sindicato Alberto Ribeiro, o deputado distrital Reginaldo Veras e a conselheira tutelar Débora Araújo falam um pouco mais sobre o tema.   

O programa será transmitido pelo Facebook (Facebook.com/soumaisdf) e a participação é aberta a todos(as).

Senado reconhece a subvinculação dos precatórios do FUNDEF para o magistério, porém o alcance da medida ainda é limitado

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O Senado Federal aprovou na noite de ontem (18) o Projeto de Lei (PL) nº 1.581/20, que, entre outras coisas, destina no mínimo 60% dos precatórios do antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização dos Profissionais do Magistério (FUNDEF) – devidos pela União aos entes federados que ingressaram com ações judiciais – para pagamento aos professores ativos, inativos e pensionistas, na forma de abono e sem que haja incorporação à remuneração dos referidos servidores.
O projeto segue agora para a sanção presidencial e a primeira luta consiste em garantir a vigência da futura lei, sem vetos, especialmente em relação ao art. 8º que trada da subvinculação para o magistério.

Apesar de ser uma importante conquista em âmbito do Poder Legislativo, a subvinculação dos precatórios do FUNDEF para o magistério – superada a fase da sanção presidencial ou da derrubada de possível veto ao PL 1.581/20 – só será aplicada em caráter obrigatório nos casos de acordos realizados pelos entes credores com a União, até o momento da quitação dos precatórios.

Assim sendo, verifica-se que a futura Lei não obriga a subvinculação dos precatórios para títulos já pagos (quitados), tampouco para aqueles que não forem objeto de acordos entre a parte credora e a União. E isso, infelizmente, configura mais uma anomalia jurídico-legal que precisa ser superada definitivamente com o julgamento da ADPF 528, no STF, ou por meio de outra medida parlamentar que contemple a subvinculação dos precatórios do FUNDEF em caráter universal para o magistério e não apenas em situações específicas de acordos com a União.

Tal limitação da Lei, no entanto, não impede que o judiciário passe a decidir ou a homologar acordos com maior frequência contemplando a subvinculação mínima de 60% dos precatórios para o magistério e o restante da categoria dos trabalhadores em educação. Se há previsão legal para reconhecer a subvinculação em âmbito de acordos com a União, por que prescindir dessa orientação para o julgamento das ações ou para a homologação de acordos envolvendo gestores e trabalhadores sobre a mesma fonte de recursos? A limitação do PL 1.581/20 para avenças diretamente com a União, não impede, a nosso ver, que sejam realizados acordos sobre a mesma fonte de recursos, porém envolvendo gestores locais (detentores de 100% dos precatórios) e os trabalhadores em educação. E precisamos avançar nessa pauta junto a juízes e gestores estaduais e municipais.

Quanto à formalidade dos acordos previstos no PL 1.581/20, a União poderá estabelecer deságios de até 40% sobre o valor total de todos os precatórios objetos de conciliação, bem como dividir os pagamentos em 12 parcelas consecutivas para os processos em fase de julgamento (sem sentença judicial) ou em 8 parcelas para os processos em fase de execução (já decididos pelo Poder Judiciário). E enquanto perdurar a pandemia do coronavírus, os recursos provenientes dos deságios terão que ser usados obrigatoriamente em ações de combate à COVID-19 e posteriormente se destinarão ao pagamento da dívida pública.

A CNTE se manterá empenhada em garantir a sanção do PL 1.581/20, especialmente de seu art. 8º, e continuará estimulando novos acordos com as administrações públicas, mesmo fora do espectro do projeto de lei aprovado pelo Senado. Também nos manteremos atuantes nos processos judiciais e administrativos condizentes aos referidos precatórios, assim como no parlamento nacional, com vistas a assegurar a subvinculação mínima dos precatórios do FUNDEF à luz das previsões constitucionais e legais que deram origem ao FUNDEF.

Brasília, 19 de agosto de 2020
Diretoria da CNTE

 

Deputados do DF aprovam projeto que censura exposições artísticas

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou nesta terça-feira (18), em primeiro turno, o PL 1958/2018, do deputado Rafael Prudente (MDB), que proíbe exposições artísticas ou culturais de teor pornográfico ou que atentem contra símbolos religiosos nos espaços públicos do DF. O segundo turno de votação deverá ocorrer na quarta-feira (19). Depois, o projeto vai à sanção do governador Ibaneis Rocha (MDB).

No projeto (veja a íntegra), o autor coloca que entende-se como “pornográfico” expressões que contenham fotografias, textos, desenhos, pinturas, filmes e vídeos que exponham o ato sexual e a performance com atores e atrizes desnudos. Símbolos religiosos são elementos e objetos cultuados por matrizes religiosas que representam o sagrado e a fé de seus seguidores. O descumprimento da lei acarretará multa de R$ 5 mil, que poderá ser cobrada em dobro em casos de reincidência.

Rafael Prudente justifica que o objetivo da matéria é “a promoção do bem-estar e a preservação da família constitucionalmente protegida”. Segundo o distrital, algumas expressões artísticas atentam contra valores arraigados na sociedade brasileira. “Não resta dúvida que a arte deve exercer seu papel crítico, expressar uma corrente de pensamento político etc. Entretanto, os excessos devem ser coibidos”, alega.

Para o deputado Leandro Grass (Rede), o projeto é inconstitucional e autoritário. “Tempos sombrios”, escreveu ele no Twitter.

Bolsonaro sanciona lei que flexibiliza ano letivo em 2020, com vetos

O presidente Jair Bolsonaro sancionou a Medida Provisória (MP) 934/2020 que desobriga as escolas de educação básica e as universidades do cumprimento da quantidade mínima de dias letivos. A sanção dele ocorre quase 1 mês depois de a MP ter sido aprovada no Senado Federal, no dia 23 de julho, e está publicada na edição desta quarta-feira (19) do Diário Oficial da União (DOU).

A decisão ocorre também apenas 6 meses após o início da pandemia, com o Brasil eleito a segundo lugar no mundo em contaminação e mortes por Covid-19. Nesta quarta-feira (19/8), conta com 110.037 óbitos registrados e 3.413.392 diagnósticos de Covid-19, cujos números são de um consórcio de veículos de comunicação porque o Ministério da Saúde perdeu seu protagonismo neste governo justamente quando o Brasil mais precisa de investimento do dinheiro público em Saúde e em políticas de combate à pandemia.

Além de demorar para sancionar a MP, durante essa procrastinação, Bolsonaro exigiu dos governos estaduais e distrital a volta às aulas nas escolas públicas. Outra observação é que, quando ele resolve sancionar a MP, o faz com vários vetos a dispositivos importantes para a educação pública. Entre os vetos estão o que regulamenta o auxílio técnico e financeiro da União para que estados e municípios implantem as medidas e o que afirma que o governo federal terá de ouvir os sistemas educacionais das unidades da Federação para definir a data do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), principal forma de ingresso em universidades públicas.

Vale lembrar que não foi só Ministério da Saúde que perdeu protagonismo no governo Bolsonaro. O Ministério da Educação (MEC) também. Tanto é que deputados e senadores assumiram a pauta da Educação por conta própria por causa do vácuo deixado pelo MEC neste momento da pandemia do novo coronavírus e passaram decidir pelo MEC desde o início da crise sanitária.

Um exemplo foi a votação do adiamento do Enem 2020. À época, o Senado chegou a aprovar um projeto para adiar a aplicação da prova, com um único voto contrário, do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), e orientação favorável da liderança do governo. O mesmo ocorre com a flexibilização do ano letivo de 2020 por causa da pandemia do novo coronavírus.

Confira, a seguir, a matéria do Correio Braziliense sobre a lei que flexibiliza o ano letivo de 2020

Bolsonaro sanciona lei que flexibiliza ano letivo em 2020, com vetos

A norma dispensa escolas e universidades do cumprimento do mínimo de 200 dias letivos anuais por causa da pandemia do novo coronavírus

AE
Agência Estado
postado em 19/08/2020 09:43 / atualizado em 19/08/2020 09:43
  •  (foto: Isac Nobrega)
(foto: Isac Nobrega)
 
O presidente Jair Bolsonaro sancionou, com vetos, lei que estabelece normas educacionais excepcionais a serem adotadas em 2020. A norma dispensa escolas e universidades do cumprimento do mínimo de 200 dias letivos anuais previstos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação do Brasil neste ano por causa da pandemia do novo coronavírus. A nova lei está publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, dia 19.
 
Ao todo, seis dispositivos foram vetados. Dentre eles, os trechos que obrigavam a União a dar assistência técnica e financeira aos Estados e municípios para garantir o acesso dos profissionais da educação e dos alunos da educação básica pública às atividades pedagógicas não presenciais e o retorno às atividades escolares regulares, utilizando recursos previstos na Emenda Constitucional 106/2020, que criou o chamado “Orçamento de Guerra”.
 
Bolsonaro também barrou a determinação imposta ao Ministério da Educação sobre as datas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O dispositivo vetado estabelece que o MEC ouvirá os sistemas estaduais de ensino para definir o calendário da prova, e que as seleções para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Programa Universidade para Todos (Prouni) sejam compatibilizadas com a nova data do exame. “A propositura viola o pacto federativo, uma vez que é prerrogativa do governo federal tal definição, no entanto, essa prerrogativa não afasta a manutenção de diálogo entre os entes federados”, disse o governo na justificativa do veto, acrescentando que atrelar o Sisu ao Enem “poderá prejudicar os alunos que não o fizeram e muitos que não o farão em função da pandemia, bem como poderá inviabilizar que outros tantos alunos de baixa renda possam ingressar no Prouni”.
 
Também não entraram na lei os trechos que tratam da distribuição imediata de alimentos aos pais ou responsáveis dos estudantes de escolas públicas por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) durante a pandemia. Pelo artigo, os recursos para a compra dos alimentos devem ser repassados pela União aos Estados e municípios para esta finalidade. O governo alegou que o assunto já é regulamentado por outra lei. Além disso, completou, a operacionalização dos recursos repassados é complexa, “não se podendo assegurar que estes serão aplicados de fato na compra dos alimentos necessários aos estudantes, o que não favorece, ainda, a aquisição de gêneros da agricultura familiar”.
 
Em nota, a Secretaria-Geral da Presidência destacou que vetos presidenciais não representam ato de confronto do Poder Executivo ao Poder Legislativo. “Caso o presidente da República considere um projeto, no todo ou em parte, inconstitucional, deverá aplicar o veto jurídico para evitar uma possível acusação de crime de responsabilidade”, afirmou. “Por outro lado, caso o presidente da República considere a proposta, ou parte dela, contrária ao interesse público, poderá aplicar o veto político. Entretanto, a decisão final sobre esses vetos cabe ao Parlamento”.
 
Dias letivos
De acordo com a lei sancionada, as escolas de ensino fundamental e médio podem descumprir os 200 dias letivos, desde que cumpram a carga horária mínima anual exigida na lei, que são 800 horas de aula por ano.
 
No caso das universidades, na hipótese de adotarem uma quantidade menor do que os 200 dias letivos, elas poderão abreviar a duração dos cursos de Medicina, Farmácia, Enfermagem e Fisioterapia, mas, para isso, os alunos terão de cumprir, no mínimo, 75% da carga horária do internato, no caso de Medicina, e do estágio curricular obrigatório, no caso dos cursos de Enfermagem, Farmácia e Fisioterapia.
 
Para o cumprimento dos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento, a lei permite que a integralização da carga horária mínima do ano letivo de 2020 seja feita no ano subsequente, inclusive por meio da junção de duas séries ou anos escolares.
 
O texto também libera os sistemas de ensino a antecipar, em caráter excepcional, a conclusão dos cursos de educação profissional técnica de nível médio, “desde que diretamente relacionados ao combate à pandemia da covid-19, observadas as normas a serem editadas pelo respectivo sistema de ensino, caso o aluno cumpra, no mínimo, 75% da carga horária dos estágios curriculares obrigatórios”.
 

A lei ainda estabelece que “o retorno às atividades escolares regulares observará as diretrizes das autoridades sanitárias e as regras estabelecidas pelo respectivo sistema de ensino”.

Fonte: Correio Braziliense

Câmara Legislativa debate o retorno das aulas presenciais no DF

Audiência pública remota acontecerá, quinta-feira (20), e contará com a presença de parlamentares, representantes da sociedade civil, governo, MPT e pais e mães de estudantes

A Câmara Legislativa realizará, nesta quinta-feira (20), audiência pública remota para debater o retorno das aulas presenciais no Distrito Federal. O debate, promovido pela deputada distrital Arlete Sampaio (PT) e pelos deputados Chico Vigilante (PT), Fábio Felix (PSOL), Leandro Grass (Rede) e Reginaldo Veras (PDT), acontecerá, a partir das 19h, pela TV Web CLDF (no YouTube).

De acordo com o cronograma elaborado pela Secretaria de Estado de Educação do DF (SEEDF), as aulas presenciais serão retomadas, de forma gradual, a partir do dia 31 de agosto, para as turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e Educação Profissional. No dia 8 de setembro, seriam retomadas as aulas presenciais do Ensino Médio; no dia 14 de setembro, do Ensino Fundamental II; no dia 21 de setembro, do Ensino Fundamental I; e, no dia 28 de setembro, da Educação Infantil. Por fim, no dia 5 de outubro, aconteceria a volta presencial da Educação Precoce e Classes Especiais.

Para a deputada Arlete Sampaio, o DF atravessa um período em que a propagação do novo coronavírus está muito elevada e é preciso adiar a volta às aulas presenciais. “Nossa recomendação e nosso apelo é para que as aulas não sejam retomadas presencialmente neste mês de agosto. Precisamos garantir que as escolas só reabrirão quando houver segurança para garantir a vida das crianças, dos adolescentes, dos professores, dos trabalhadores e de toda a comunidade”

O deputado Chico Vigilante reforça que a retomada das aulas presenciais deve ser realizada apenas quando a segurança para todos for garantida. “Vamos lutar para que as redes pública e privada do Distrito Federal não tenham a reabertura enquanto estudantes, professores e servidores estiverem correndo risco”.

Ano letivo se recupera, vidas não 
Em diversos países, escolas precisaram fechar as portas, novamente, dias após a volta às aulas. Isso aconteceu nos Estados Unidos, na França e até mesmo na Coréia do Sul, país referência no combate à Covid-19. O deputado Fábio Felix destaca o alerta de especialistas sobre o risco das aulas presenciais neste momento. ”Os especialistas já alertaram para o grave risco que a retomada das aulas presenciais trará para toda a população, sobretudo quando o DF bate recordes diários de mortes. Ano letivo a gente recupera, vidas, não. Ibaneis devia ouvir os apelos da comunidade escolar”.

O deputado Leandro Grass questiona se é, realmente, seguro voltar às aulas neste momento. “Batemos recordes seguidos de mortes no DF por Covid-19. Em quanto a abertura de escolas ampliaria esse número? Sabemos também que muitas escolas públicas no DF não têm uma estrutura mínima, não teriam como manter o distanciamento. Colocaríamos estudantes, professores e familiares da comunidade escolar em risco. Precisamos agir com responsabilidade”, afirma o parlamentar. 

“Não é o momento de pensarmos no retorno presencial dos estudantes às escolas. Estamos no platô da pandemia, o número de mortes vem aumentando, não há leitos suficientes, as escolas não estão preparadas, o governo não está preparado. Agora é o momento de trabalharmos para conter o coronavírus no DF e, acima de tudo, defender a vida dos estudantes e dos profissionais da educação da capital”, afirma o deputado Prof. Reginaldo Veras.

Foram convidados a participar da audiência pública remota representantes das Secretarias de Estado de Educação e de Saúde, Sindicato dos Professores (Sinpro-DF), Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de Ensino (Sinproep-DF), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Ministério Público do Trabalho (MPT), Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente do DF (CDCA), além de representante de pais e mães de estudantes da rede pública de ensino.

EM LIVRO, PROFESSOR CONTA COMO LIDAR COM O BULLYING

O convívio diário com diferentes estudantes e a experiência em sala de aula, foi o pontapé inicial para  o professor Eldernan dos Santos Dias de 42, anos perceber que o comportamento dos estudantes e todo o cenário educacional, poderia contribuir para a construção da obra “lá vem o menino quebrado”, com o lançamento marcado de modo virtual- por meio do Instagram, no próximo sábado (22), a partir das 16h00.

Segundo o professor que atua na rede desde de 2009, o livro nasce de uma necessidade de  compartilhar conhecimentos e vivências educacionais, fundamentais  para educação e habilidades das  crianças. “Acredito que o livro,  tem o potencial de ajudar muita gente, tanto os estudantes, quanto  o núcleo familiar, pois a obra trata de maneira explicativa e didática, uma temática  extremamente complexa- o bullying”, afirma o professor. 

Além disso, o professor aposta que o seu livro tem como missão a cura e conexão dos laços ancestrais, segundo ele, proposta “ousada”, mas com um importante efeito.  Em seu livro, o professor conta a história de  uma criança com dificuldades na escola, nos relacionamentos e por isso se encontra quebrado, o livro trata de um caminho em busca da sua completude, um  desenvolvimento humano.

 

Acompanhe o lançamento no próximo sábado (22), a partir das 16h00, por meio do link

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