Pesquisa revela que para 79% dos brasileiros a reabertura precoce de escolas agravará a pandemia

Pesquisa Datafolha publicada no final da noite desta segunda-feira (17) no site do jornal “Folha de S.Paulo” apontou os seguintes percentuais para a volta ou não às aulas e a reabertura ou não das escolas no Brasil ainda em meio à pandemia do novo coronavírus.

O instituto perguntou ao entrevistado se o retorno das aulas nas escolas vai agravar ou não a pandemia?

 

  • Vai agravar: 79% (59% disseram que vai agravar muito, e 20% que vai agravar pouco)
  • Não vai agravar: 18%
  • Não sabe: 3%

 

As mulheres são mais preocupadas com o tema, pois 80% delas responderam que a voltas às aulas vai piorar a pandemia – 17% disseram que não irá agravar e 3% não souberam responder. Entre os homens, 77% responderam que vai agravar; 19% disseram que não vai piorar e 3% não responderam.

A pesquisa também perguntou ao entrevistado se as escolas devem ou não reabrir nos próximos dois meses.

 

  • Deveriam continuar fechadas: 79%
  • Deveriam ser reabertas: 19%
  • Não sabe: 1%

 

Responderam que as escolas devem continuar fechadas 82% das mulheres; 80% dos que ganham até 5 salários mínimos; 85% das donas de casa; 85% dos que estão totalmente isolados; 81% dos que pretendem se vacinar; 82% dos que não usam máscara; e 89% dos que reprovam o governo de Jair Bolsonaro.

Responderam que as escolas devem reabrir 22% dos homens; 23% dos quem ganham mais de 10 salários mínimos; 32% dos assalariados sem registro; 38% dos que não estão em isolamento e vivem normalmente; 30% dos que não pretendem se vacinar; 37% dos que usam máscara só de vez em quando; e 29% dos que aprovam o governo de Jair Bolsonaro.

A pesquisa Datafolha foi realizada em 11 e 12 de agosto, com 2.065 brasileiros adultos que possuem telefone celular em todas as regiões e estados do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Fonte: G1 

Cresce pressão para senadores aprovarem o Novo Fundeb

notice

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 26/2020, que renova e  torna permanente o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Novo Fundeb) e amplia a participação da União para 23% vai ser debatida e votada em dois turnos no Senado Federal a partir da próxima quinta-feira (20), um mês depois da proposta ter sido aprova em dois turnos na Câmara dos Deputados.

E a pressão para os senadores aprovarem na íntegra o texto da deputada e professora Dorinha Seabra (DEM-TO) cresceu nas redes sociais e no corpo a corpo que os sindicalistas estão fazendo no Congresso Nacional.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), a CUT, seus sindicatos e federações em todo o país, o Fórum Nacional Popular da Educação (FNPE), a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, estudantes, movimentos sociais e diversas entidades que lutam em defesa de uma educação pública e de qualidade aumentaram a pressão nos senadores nos estados para aprovar o texto que veio da Câmara na íntegra. 

O texto da deputada e professora Dorinha Seabra (DEM-TO), referente a PEC 15/2015, foi renomeado no Senado para PEC 26/2020 e o relator é o senador Flávio Arns (REDE/PR), que não pretende alterar mais nada além do número da proposta, como defende a CNTE e a CUT.

“A aprovação da PEC 15 na Câmara representou uma grande vitória para a educação no país e a mobilização dos movimentos sindical e social foi fundamental para esta vitória, que foi parcial”, disse o professor e secretário Nacional de Cultura da CUT, José Celestino (Tino).

“Agora, precisamos pressionar cada senador e senadora em seus estados para aprovar a PEC 26 na íntegra. A gente sabe que a professora Dorinha sofreu muita pressão de Bolsonaro para tirar vários pontos importantes do texto e ela resistiu. Mas a gente sabe que o governo pode repetir a pressão”, alerta Tino, que também é um dos coordenadores do FNPE.

Em nota, a direção executiva nacional da CUT alertou que a votação da proposta como veio da Câmara é fundamental porque qualquer modificação, por menor que seja, faz com que a PEC volte para a apreciação dos deputados.

“E se isso ocorrer, em função do calendário das eleições municipais do país, o Novo FUNDEB corre o sério risco de não ser votado ainda este ano, comprometendo de forma trágica a educação básica pública brasileira para o próximo ano”, diz trecho da nota se referindo ao fato de que o atual Fundeb vence dia 31 de dezembro.

Segundo Tino, a CUT já está mobilizando os sindicatos, federações e confederações para ampliar a pressão nos senadores nos próximos dias e exigir que os parlamentares não cedam a base de apoio do governo, que está se rearticulando para excluir o Custo Aluno Qualidade (CAQ) do texto aprovado do Novo FUNDEB, que representará um enorme revés ao próprio direito educacional brasileiro.

“E por isso estamos nos mobilizando e atentos a qualquer movimento privatista tem relação ao Novo Fundeb. Nós não iremos permitir qualquer retrocesso”, ressaltou Tino.

O presidente da CNTE, Heleno Araújo, disse que o senador Flávio Arns apresentou o texto na íntegra e que até agora, formalmente, não teve nenhum destaque ou emenda.

O dirigente ainda ressaltou que a atenção e a vigilância também devem ser permanentes porque a alteração pode ser pedida até duas horas antes da votação.

Segundo ele, tem um movimento de parlamentares privatistas no Congresso Nacional para tirar o CAQ, que quer 70% do Fundeb para a folha de pagamento dos profissionais da educação e que defende um voucher destes recursos para as escolas privadas. E que para isso não acontecer, ressalta Heleno, a pressão no senado e nas redes será fundamental.

“Nós estamos preparando emendas e destaques para combater qualquer ameaça a educação pública e de qualidade e como a PEC vai começar a ser discutida dia 18 e votada em primeiro e segundo turno nos dias 19 e 20 a nossa pressão precisa crescer também nas redes sociais e a CNTE não tem descansado nesta luta”, afirmou Heleno.

Saiba como ajudar NA PRESSÃO pela aprovação do Fundeb no Senado

A entidade tem feito grandes mobilizações nas redes sociais e no dia da aprovação do texto da Câmara conseguiu mobilização mais de 160 mil ações no site napressão, onde é possível enviar mensagens diretas para os parlamentares.

A CNTE está chamando um tuitaço #AprovaFundeb, para o dia 19 de agosto, a partir das 10h. E paralelamente, a entidade pediu que os senadores e senadoras enviem vídeos mostrando o compromisso do parlamentar com a educação pública. Os vídeos começarão a ser publicados nas redes da entidade a partir de segunda.

A Campanha Nacional pelo Direito à Educação (CNDE) também está contribuindo e pressionando os senadores pelas mídias digitais e estão chamando um tuitaço no dia 18 com a hashtag #FundebPraValer e #FundebComCaq.

Segundo a coordenadora-geral do CNDE, Andressa Pellanda, o Custo Aluno Qualidade (CAQ) é fundamental para garantir uma boa educação pública para os estudantes brasileiros, porque traz garantias de qualidade, melhoria da gestão, controle social e uma gestão democrática de cada recurso do fundo.

“O CAQ tem sido alvo do movimento empresarial e do próprio governo porque este tipo de gestão fortalece e dá mais responsabilidade para o Estado e ainda vai garantir uma boa estrutura nas escolas públicas e condições para os profissionais de educação”, afirmou.

O senador Flávio Arns também falou com o Portal CUT. O parlamentar paranaense confirmou a data do dia 18 como início dos debates sobre o novo Fundeb, disse que o Senado vem acompanhando todo o processo de discussão do tema no Congresso Nacional e que tem um grande consenso para aprovação. Segundo ele, os senadores sabem da importância de aprovar o texto como veio da Câmara e o clima a favor da educação pública e de qualidade na casa é bem positivo.

“O atual fundo acaba no fim do ano e este novo Fundeb deve estar em vigor no dia 1º de janeiro e o Ministério da Educação já nos comunicou que vem trabalhando possíveis cenários de operacionalização nas prefeituras e secretarias estaduais. Os movimentos sociais e a sociedade esperam ansiosos por estes Fundeb permanente e com aporte maior da União, que vai de R$ 15 bilhões para R$ 35 bilhões até 2026, com critério mais justo de distribuição.

O que as entidades que defendem o Novo Fundeb alertam é que para o fundo ser executado de fato precisa também ser construído um Projeto de Lei (PL) que regulamente o fundo e que precisará da sansão de Jair Bolsonaro (ex-PSL), que já demonstrou que é contra. E por isso Tino ressalta:
“A mobilização pelo novo Fundeb só pode parar quando todo o processo acontecer e o resultado for favorável à educação brasileira. O novo Fundeb vai beneficiar 17 milhões de estudantes nos próximos seis anos e é por isso que estamos na luta”.

Mobilização nos estados

Os dirigentes do Centro dos Professores Primários do Estado do Rio Grande do Sul (CPPERS) vêm lutando arduamente contra o retorno das aulas no estado durante a pandemia, mas também não têm medido esforços para lutar em defesa do novo Fundeb.

“A categoria está de olho no trâmite do novo Fundeb e cada professor e professora está pressionando os três senadores no Estado para aprovar o texto que veio da Câmara na íntegra.
O único que já afirmou que é a favor da educação pública e de qualidade foi o Paulo Paim (PT). O Luis Carlos Heinze (PP) e Lasier Martins (Podemos) ainda não falaram sobre o tema”, afirmou a presidenta da CPPERS, Helenir Aguiar Schürer.

A presidenta do Sindicato Unificado dos Profissionais em Educação no Município de Maracanaú no Ceará (Suprema), Joana Ferreira, disse que a luta e mobilização continuam para que a aprovação do texto, no senado, também seja na íntegra mas sem descuidar da artimanhas de Rodrigo Maia.

“A câmara aprovou a PEC do novo Fundeb e depois quis dar um golpe nos professores atrelando o reajuste anual do piso do Magistério apenas ao INPC. Isso é anadmissível! O Fundeb é a valorização profissional dos trabalhadores da Educação e precisa ser aprovado maior, melhor e permanente para que nossos governantes não nos retirem-nos este direito histórico”, afirmou a dirigente.

A Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce) também está na mobilização em defesa do novo Fundeb.

A Federação está neste processo da aprovação do Fundeb , fortalecendo as ações do Fórum estadual de educação, realizando a disputa nas redes sociais e nos debates dos comitês municipais. A pressão nos parlamentares por meios virtuais foi essencial para vencermos no congresso nacional e agora continuamos firmes no senado. Estamos na luta. #AprovaFundeb”, finalizou a presidenta da Fetamce, Carmen Santiago.

*Matéria colaborativa com assessorias das CUTs nos estados e editada por Marize Muniz

Fonte: CUT

Para Conselho dos Direitos Humanos do DF, aulas presenciais só em 2021

O Conselho Distrital de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (CDPDDH) engrossou o coro pelo isolamento social e recomendou, à Secretaria de Educação do Distrito Federal, a retomada das aulas presenciais somente em 2021. A recomendação foi feita no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) dessa segunda-feira (17), e ainda sugeriu que as aulas prossigam com a plataforma virtual de aulas mesmo após o retorno.

A exemplo da opinião de vários órgãos, entidades e especialistas da área da saúde, o motivo para o cancelamento das aulas presenciais este ano é a pandemia gerada pela Covid-19, onde a curva de mortos e contaminados está em alta na capital federal. Outro motivo é o fato da rede de ensino do DF não estar preparada para atender a demanda de acessibilidade das pessoas com deficiência no modelo presencial e ensino remoto, entre outros pontos.

Clique aqui e confira na íntegra a Resolução n 15/2020.

Com inscrições abertas, curso MPT na Escola oferece 600 vagas para professores

Estão abertas as inscrições para a segunda turma do curso de Educação a Distância EaD, do Ministério Público do Trabalho (MPT) “MPT na Escola”, intitulado “Capacitação para o Enfrentamento ao Trabalho Infantil pelas Redes Pública e Privada de Ensino”. No âmbito do projeto, serão trabalhados aspectos como: o conceito, marcos normativos, piores formas de trabalho infantil, causas e consequências, além das verdades e mitos.

O MPT na Escola disponibiliza 600 vagas para todo o Brasil. O formulário de inscrição deve ser preenchido até o dia 26 de agosto, no link bit.ly/2PNfg3C (ou https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSd6X0nfVgfhAkomglgNRBuwOuiQ649NMSaoUxrerycFZkal1g/viewform)

O curso será realizado de 31 de agosto a 25 de setembro (duração de 20 horas), na plataforma EaD do MPT (ead.mpt.mp.br), com live nacional inédita que acontece no dia 1º de setembro, às 17h, pelo canal TVMPT no Youtube. O Projeto MPT na Escola tem por objetivo informar, esclarecer e conscientizar a sociedade, por meio da comunidade escolar, sobre os males do trabalho infantil, bem como acerca dos direitos da criança e do adolescente.

Maria Villa Real, procuradora do Trabalho no Distrito e coordenadora Regional de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente explica que é importante a participação dos(as) educadores(as), principalmente, porque esse é um espaço de capacitação e, sobretudo, um momento de informação.

“As escolas são as unidades de maior capilaridade no País, então, a ideia é levar o debate para a sociedade por intermédio da comunidade escolar, deixando os(as) educadores(as) informados(as), conscientizados(as) e sensibilizados(as) sobre o tema e que eles(as) possam, na capacitação, obter informações sobre conceito de trabalho infantil, marcos normativos, causas e consequências, as piores formas de trabalho infantil, mitos e realidades que circundam o tema e, a partir isso, apropriados do tema, consigam levar, trabalhar, respeitada a sua liberdade pedagógica, consigam trabalhar a temática em sala de aula com seus(as) estudantes, informando-os(as) e conscientizando-os(as) e, empoderando-os(as), porque, afinal de contas, falar do trabalho infantil é falar sobre direitos fundamentais de crianças e adolescentes”, afirma Ana Maria. ⠀

Para mais informações, entre em contato com pgt.ead@mpt.mp.br.

#ChegaDeTrabalhoInfantil
#MPTnaEscola
#Infância
#Criança
#AdolescenteAna

 

 

Crônica | A morte e a esperança

Tempos difíceis que estamos passando neste momento. Uma pandemia que se alastrou por todo o mundo nos fazendo voltar à história da peste negra (bubônica), na Europa, na Baixa Idade Média, entre os anos de 1347 e 1351, que causou a morte de milhões de vidas. Bem tratada com antibióticos, pode-se afirmar que está controlada.

Mas o foco deste ensaio é a morte. O fim de todo tipo de vida. A certeza da morte, por doenças, acidentes, guerras, assassinatos etc.: a única verdade que temos. Todos pereceremos, cessaremos nossa história. É o fim de quaisquer atividades biológicas. Óbito, falecimento, desencarne, um processo irreversível para a manutenção da vida na Terra.

Logo em seguida, temos a decomposição de todo o sistema vivo. No Egito antigo, a mumificação foi a tentativa de dar prosseguimento à vida. Temos também a ressureição ou a reencarnação. E as várias interpretações sobre a vida após a morte.

Único a derrotar a morte e voltar à vida e, depois, ir ao encontro de seu pai, Deus, foi Jesus Cristo. Como sabemos e determinado em profecias, sua passagem pela vida entre os seres humanos já estava planejada e, ao final, morreu para salvar os seres humanos dos seus pecados e lhes dar uma nova chance. Lembrado todos os dias nas Missas com o ritual da Última Ceia. O pão e o vinho se tornaram a lembrança trágica de seu martírio.

Estamos sempre tentando esquecer da morte, talvez por estarmos tão apegados a nossos projetos de vida, na esperança de uma vida sem fim, na ilusão de aparecer uma tecnologia que nos façam imortais ou pelo menos estenda nossas vidas ao máximo.

Mas não adianta, a morte está sempre à espreita, a todo instante e bem do nosso lado. Sempre tem algo morrendo a nossa volta a todo momento e nem percebemos, como animais, vegetais, micro-organismos, pessoas.  “É assim mesmo, não tem saída por enquanto”, diriam algumas pessoas. A morte, a grande companheira de todas as horas e sinalizadora de que tudo tem início, meio e fim.

O ano de 2020, provavelmente, será lembrado como o ano da morte neste início do século XXI. Um ano amargo e desconfortante para todos, ricos ou pobres. Um ano que desnuda todas as mentiras construídas ao longo de nossas vidas, de um mundo de consumo sem limites, de indústrias a todo vapor, de classes abastadas achando que são diferentes e que estão livres de todas as privações e de todas as doenças. Com a busca incessante do lucro e do dinheiro fácil sem respeito às classes trabalhadoras, ao meio ambiente ou a qualquer limite moral e ético.

Mas a ilusão caiu por terra quando os hospitais e cemitérios ficaram abarrotados. Pessoas morrendo em grandes quantidades e sem direito a velório. Tudo por causa da pandemia da covid-19, que pegou o mundo despreparado, por irresponsabilidade de governantes e países que não deram importância a uma boa estrutura de saúde, não aplicaram as verbas dos impostos na construção de infraestrutura básica nas cidades ou deixaram a saúde para a inciativa privada, transformando em um grande negócio.

Tudo pela afirmação política de que o mundo precisa de um Estado mínimo e que a iniciativa privada consegue atender melhor. O lucro geraria prosperidade a todos. Constatamos exatamente o contrário: os ricos e seus negócios sendo atendidos em primeiro lugar e, o povo, em último. Continua triste a história das classes sociais e privilégios dos ricos.

Sob a ganância das classes abastadas, o mundo vai se reconstruindo, os principais conflitos que estavam arrefecidos aparecem com mais força, a luta contra o racismo, contra a violência policial, contra a diminuição dos direitos humanos, contra o neofascismo.

A morte, a grande protagonista do ano, traz dentro de si a esperança de uma vida diferente daqui para a frente. De uma vida com respeito aos direitos do cidadão, ao meio ambiente, à construção de um Estado que proteja seus povos com justiça e igualdade e que afirma em alto e bom som que a Vida é e sempre será mais importante do que o lucro.

Autor: Antonio Villarreal (*)
Professor de história aposentado da Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal

 

 

 

 

 

 

 

 

Educação brasileira sofre novos baques com perspectiva de mais desistências nas escolas e a perda de R$ 4 bilhões no orçamento

A pandemia do novo coronavírus provocou dois fortes impactos na educação brasileira: a prolongada interrupção das aulas, ainda sem muitas certezas sobre a retomada, e uma crise econômica que pode representar um corte de mais de R$ 4 bilhões no caixa educacional em 2021. Quais são os efeitos dos eventos recentes no projeto de universalizar a educação no país e melhorar a estrutura das escolas públicas?

Hoje há mais de 10 milhões de brasileiros analfabetos acima de 15 anos. Mais da metade (52%) da população acima de 25 anos não terminou o ensino médio. Os números, altos, já foram piores. Mas os avanços a passos lentos correm o risco de serem perdidos com a força da pandemia.

“Os jovens ficarão praticamente um ano parados. Alguns vão sair da escola e não vão voltar porque perderam contato com colegas ou com as escolas”, diz Naercio Menezes Filho, pesquisador do Centro de Gestão e Políticas Públicas (CGPP) do Insper.

“Crianças pequenas podem ter problemas de desenvolvimento infantil, às vezes submetidas a um ambiente estressado, com pais possivelmente desempregados ou com renda menor.”

Enquanto isso, pouco ou quase nada se sabe sobre o acompanhamento dos estudantes em atividades remotas ou aulas a distância.

Um levantamento do G1 mostrou que somente 60% dos estados tinham dados de monitoramento dos alunos, e os índices demonstraram baixa adesão na aprendizagem. Já o MEC admitiu que não sabe quantos alunos estão com aulas remotas.

“Nós temos altos índices de crianças e jovens fora da escola, que já sentirão agora a falta de investimentos. A médio prazo, a falta de verba vai dar continuidade a uma política de desvalorização do magistério – virar professor fica menos atrativo, menos pessoas qualificadas vão buscar a carreira”, diz Gregório Grisa, doutor em educação e professor do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS).

Ele concorda que “investir nessa área” multiplica benefícios que “estarão na economia, que contará com profissionais mais qualificados. Também na sociedade, que se tornará mais inovadora e criativa, e na ciência e na tecnologia”.

Poderiam servir de estímulo pensar na educação como um caminho para preparar o Brasil para problemas futuros. O investimento no setor garantiria ao país maior diversidade na solução dos problemas, com desenvolvimento de pesquisa e tecnologia, afirma Flavia Calé, presidente da Associação Nacional dos Pós-graduandos (ANPG).

A ciência deveria ser vista como o futebol. O Brasil é o país do futebol porque em qualquer lugar – bairros ricos e pobres, grandes centros urbanos ou área rural –, todo mundo joga bola. Por isso o Brasil produz muitos talentos, porque na quantidade, você extrai qualidade. O mesmo deve servir para a ciência. O Brasil tem escala, tem diversidade, tem riquezas naturais que poderiam ser exploradas”, declara Calé.

Silvio Almeida, presidente do Instituto Luiz Gama e autor do livro “Racismo estrutural”, diz que sem educação “não é viável, por exemplo, criar vacinas, não é factível que o país encontre soluções para seus problemas sem ficar dependente de países estrangeiros. A educação é parte essencial de todo e qualquer projeto de um país soberano, que não se conforme em ficar rendido, ajoelhado e dependente”, analisa.

Mas não há uma boa perspectiva para investimentos na educação brasileira. O governo declara que, com a crise econômica, o objetivo é cortar R$ 4,2 bilhões do Ministério da Educação em um ano de aumento de gastos em escolas públicas para organizar a volta às aulas presenciais, suspensas desde março.

As más notícias não são apenas em nível federal. A queda na arrecadação de impostos, que são repassados para a educação, poderá tirar R$ 31 bilhões das escolas municipais e R$ 28 bilhões das estaduais. Mais de 80% dos alunos do ensino fundamental e médio estudam na rede pública.

Nas universidades, os contingenciamentos dos últimos anos já precarizam as atividades de pesquisa. “A verba de custeio acaba se destinando para o pagamento de terceirizados, não sobra para bancar projetos. Até nesses serviços básicos, houve redução: o número de funcionários limpando os campi é muito menor que de 4 anos atrás”, conta Grisa.

Além da perspectiva de menos dinheiro, o Ministério da Educação vive tempos turbulentos. Em um ano e meio de mandato do presidente Jair Bolsonaro, já foram quatro os ministros. Milton Ribeiro completa apenas um mês no cargo neste domingo (16). Antes dele, passaram:

“O mais grave é que o Brasil hoje não consegue enxergar a importância estrutural da educação, principalmente a área econômica”, afirma Dorinha Seabra, deputada federal pelo DEM-TO e presidente do Instituto Educatores, que reúne ex-secretários estaduais de educação.

“A minha maior dificuldade na tramitação do Fundeb foi uma total ignorância até do debate“. Seabra se refere à votação, considerada histórica, do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica, que estabelece o percentual mínimo que deve ser investido por aluno no Brasil.

“É um fundo de financiamento que responde, na média nacional, por 66% do total do financiamento da educação. Mas, em alguns municípios, é mais de 80% do dinheiro de manutenção da educação”, afirma a parlamentar, relatora na Câmara dos Deputados da proposta de emenda à constituição (PEC) que altera o Fundeb. A PEC foi aprovada na Câmara e deve ser votada no Senado na próxima semana.

O senador Flavio Arns (Rede-PR), relator do Fundeb na Casa, diz que é “importante pensarmos, enquanto sociedade, sobre o que uma escola precisa ter. E hoje, 12% das escolas não têm banheiro. Falta água potável. Você vai gastar mais com saúde se não tiver água potável na escola”.

Educação menos inclusiva

Claudia Werneck, ativista em direitos humanos, escritora, defensora da sociedade inclusiva e criadora do projeto “Escola da Gente”, analisa que “a pandemia significa a maior tragédia e a maior exclusão de pessoas com deficiência em toda a história. É inadmissível que, depois disso, o movimento não seja o de aumentar os investimentos em educação inclusiva”, afirma.

“O ensino remoto que está sendo ofertado não é acessível. As aulas à distância não costumam ter adaptações para os alunos com deficiência. Ninguém pensa que os pais da criança, que vão ajudá-la na alfabetização, podem ser cegos ou surdos. E o pior: não houve nenhuma oferta de atendimento educacional especializado (AEE) durante a pandemia”, diz ela.

 
Fonte: G1

Começa, nesta segunda (17), edição 2020 das Jornadas do Patrimônio DF

O evento começa nesta segunda-feira (17/8), das 17h às 19h, com o seguinte tema “A Escola como Patrimônio Cultural no Distrito Federal e o dia do Patrimônio Cultural”. Confira a programação no final deste texto. As Jornadas do Patrimônio DF são um conjunto de atividades que têm como meta a construção e o fortalecimento da Educação e do Patrimônio Cultural, por meio da Educação Patrimonial.

Para a edição de 2020, dado o contexto de enfrentamento da pandemia da Covid-19, as Jornadas do Patrimônio no Distrito Federal foram planejadas em formato que faz uso de tecnologias digitais e de redes sociais.

Todos os eventos serão transmitidos pelas redes sociais da Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal (SSEEDF), especialmente, pelo canal da EAPE no You Tube, exceto a Audiência Pública Remota da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), que será transmitida pela TV Web CLDF e por canais próprios da CLDF.

A transmissão do evento será aberta a professores(as), estudantes, técnicos(as), especialistas e outros(as) interessados(as). Haverá emissão de declaração de participação para os primeiros 200 inscritos em cada atividade. O link para inscrição será divulgado apenas durante a atividade e fechado ao término da transmissão ou assim que as 200 vagas forem preenchidas.

Ajudem-nos a divulgar essas importantes atividades nos seus círculos profissionais e de amizades. Confira o convite com a programação geral e do dia 17/08 a seguir.

Convite – Jornadas do Patrimônio DF 2020
À mídia, às instituições públicas, aos artistas, aos estudantes, aos profissionais do conhecimento, aos movimentos culturais, às instituições de direito privado e aos moradores do Distrito Federal

Tema:  participação e divulgação das Jornadas do Patrimônio DF 2020

Em agosto, começam as Jornadas do Patrimônio do Distrito Federal. Promovidas por diversas instituições e realizadas, anualmente, desde 2013, a edição deste ano será diferente. No percurso dos próximos meses, diversas atividades ocorrerão remotamente com transmissão ao vivo no YouTube. Mais do que nunca, entendemos ser necessário criar formas alternativas de discussão e comunicação seguras neste período de pandemia.  

As Jornadas do Patrimônio foram instituídas, conjuntamente com o dia do Patrimônio Cultural no calendário escolar e de eventos oficiais, pela Lei Distrital Nº 5.080, de 11 de março de 2013. O objetivo das Jornadas é permitir que especialistas e profissionais da educação e do patrimônio cultural compartilhem seus conhecimentos e aprendizados com um propósito em comum: a valorização da diversidade cultural do Distrito Federal. Seminários, mesas-redondas, palestras, apresentações de textos e artigos científicos compõem as  principais atividades científicas e culturais do evento.

Na realização das Jornadas do Patrimônio de 2020, estão presentes as Secretarias de Educação (SEEDF),  de Cultura e Economia Criativa (SECEC) e de Turismo (SETUR) do Distrito Federal, a Revista Com Censo (SEEDF), a Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no DF (IPHAN-DF), a Universidade de Brasília (UnB), o Instituto BRB, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) o Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) e demais parceiros da sociedade civil que desenvolvem trabalhos sobre educação patrimonial e patrimônio cultural. 

Para a organização do evento, a participação de numerosas instituições, pertencentes a diferentes esferas de atuação, deixa evidente que o poder público e a sociedade civil são capazes de ampliar e qualificar, coletivamente, o debate sobre a educação e o patrimônio cultural, mesmo em tempos tão desafiadores. Diante desse contexto, lançamos nossos esforços e perspectivas para entendermos como o patrimônio cultural, especialmente, a sua dimensão afetiva,  pode contribuir para a formulação de perguntas e respostas sobre esse novo contexto social que se estabelece com a pandemia.

Assim, realizamos esse convite:

  • À mídia – sabemos que uma boa comunicação e o acesso a informações de qualidade são direitos humanos essenciais para a melhoria da consciência pública, da nossa vivência democrática e de nossa atuação cidadã. O objetivo das Jornadas é fortalecer a comunicação da população do Distrito Federal com a dimensão da cultura por meio da socialização de conhecimentos e trocas de experiências em patrimônio cultural e educação patrimonial. A apropriação de Brasília como Patrimônio Cultural da Humanidade é um desafio que se coloca a todos moradores do Distrito Federal e a mídia pode colaborar muito nessa missão.
  • Às Instituições públicas – é dever do poder público zelar, cuidar, proteger, preservar, resguardar, fomentar e promover os bens materiais e imateriais que dão subsídio à manutenção de nossa sobrevivência, história, identidade e memória, além de proporcionar os meios necessários para que todos sejam conhecedores e detentores do patrimônio cultural brasileiro. Essas questões são transversais a qualquer finalidade e atividade específica do serviço público. Sendo assim, convidamos o setor público distrital e federal para colaborar nesse compromisso. 
  • Aos Artistas – os consideramos como essenciais para o processo de transformação positiva de nossa sociedade pautado na cultura e na educação. A sensibilidade de um artista pode contribuir muito para a o processo de reconhecimento e ampliação da nossa consciência a respeito do patrimônio cultural local, distrital, nacional e mundial. Se apropriem desse movimento e que juntos possamos dar continuidade às Jornadas do Patrimônio DF.
  • Aos profissionais do conhecimento – respeitamos muito todos as profissões que têm como base e são mediadas pelo conhecimento científico e possuem compromisso com a transformação social por meio deles. Assim, a participação de professores da Educação Básica e do Ensino Superior, pesquisadores, arquitetos, urbanistas, geógrafos, historiadores, museólogos, turismólogos, guias de turismo e os demais profissionais compromissados com a educação e a cultura é fundamental para a defesa das Jornadas do Patrimônio que queremos fortalecer no Distrito Federal. 
  • Aos Movimentos culturais – a maioria das manifestações culturais populares toma corpo e chega aos diversos sujeitos da nação por meio dos movimentos culturais. Esses movimentos captam, dão continuidade e são capazes de propor novos rumos para a nossa sociedade. Queremos que as mais variadas formas de organizações culturais do Distrito Federal se apropriem e tornem parte desse importante evento cultural e científico distrital.
  • Às Instituições de direito privado – os objetivos previstos na constituição das Jornadas do Patrimônio DF somente se concretizam em sua plenitude se tivermos a participação efetiva  da sociedade civil organizada, instituições filantrópicas, comunitárias, Organizações Não-Governamentais (ONGs) e outras instituições de direito privado que versam sobre a educação e o patrimônio cultural. 
  • Aos moradores do Distrito Federal – a efetivação prática de Brasília como Patrimônio Cultural da Humanidade e o reconhecimento dos diversos bens materiais e imateriais do Distrito Federal somente pode ser possível a medida que a população se apropria e amplia a sua consciência a respeito do patrimônio cultural local e o que o conecta com o patrimônio brasileiro e mundial. As Jornadas também são da população do Distrito Federal a ela prestamos toda a reverência.
  • Aos demais interessados em cultura e educação, especialmente, em educação patrimonial e patrimônio cultural reforçamos a nossa abertura ao diálogo, socialização e troca de experiências com todos os sujeitos atraídos pela relevância social e temas abordados por esse evento cultural e científico. 

A programação do evento contemplará temáticas que abrangem as muitas facetas do patrimônio cultural:

  • 17/08 – 17h  às 19h: A Escola como Patrimônio Cultural no Distrito Federal;
  • 25/08 – 19h às 21h: Reflexões Sobre o Turismo Pedagógico em Brasília;
  • 31/08 – 19h: Audiência Pública Remota da Câmara Legislativa do Distrito Federal – CLDF com a finalidade de debater os rumos e perspectivas de nosso Patrimônio Cultural Material, Imaterial, Humano e Natural e de render homenagem a personagens e instituições da História, da Cultura e da Educação do Distrito Federal, à luz dos 60 anos de existência da Capital do Brasil;
  • 01/09 – 19h às 21h: O Distrito Federal no Contexto dos 60 anos de Brasília;
  • 17/09 – 10h às 12h: Patrimônio Imaterial e Cultura Popular – Lançamento do Catálogo de Mamulengos do Distrito Federal;
  • 08/10 – 19h às 21h: A Educação Patrimonial e Museal no Distrito Federal. Dia do Patrono da Educação – Paulo Freire;
  • 22-23/10: Retransmissão do Conferência Internacional Educação Patrimonial em Ação – Horário conforme programação do Evento e horário Oficial de Portugal;
  • 27/10 – 19h às 21h: Gestão do Patrimônio do Distrito Federal;
  • 05/11 – 19h às 21h: Patrimônio Cultural e a Educação Patrimonial na Nova Normalidade. Dia da Cultura e aniversário de Aloísio Magalhães;
  • 19/11 – 19h às 21h: Quem faz patrimônio Cultural no Distrito Federal? Lançamento do livro “Ceilândia, minha quebrada é maior que o mundo”;
  • 26/11 – 19h às 21h: Patrimônio e Educação em Perspectivas.

Todos os eventos serão transmitidos pelas redes sociais da SEEDF, especialmente,  pelo canal da EAPE no YouTube, exceto a Audiência Pública Remota da Câmara Legislativa do Distrito Federal que será transmitida pela TV Web CLDF e canais próprios da CLDF. Haverá emissão de declaração de participação para os primeiros 200 inscritos em cada atividade. O link para inscrição será divulgado apenas durante a atividade e fechado ao término da transmissão ou assim que as 200 vagas forem preenchidas.

Por essa razão, reforçamos a importância desse evento cultural para a Educação Patrimonial, para o patrimônio cultural e para a valorização da história do Distrito Federal e convidamos os mencionados neste convite para participarem e divulgarem, gratuito e solidariamente, essas atividades públicas e coletivas. 

Como suporte à veiculação de informações adequadas, sólidas e precisas a respeito das Jornadas do Patrimônio DF 2020 disponibilizamos o acesso à pasta compartilhada do Google Drive “Jornadas do Patrimônio DF 2020 – Divulgação” e especialmente aos seguinte documentos: “Convite à mídia, ao setor público, privado e à sociedade civil do Distrito Federal”; “Conheça a organização e as Instituições Parceiras”; Programação – síntese”; “Programação – eventos específicos”; “Informes de suporte à mídia”; “Chamada das Jornadas”. Convidamos para que acompanhem em tempo real a “Publicações na mídia e em meios oficiais” e os “registros dos eventos (em andamento)”. 

Desde já agradecemos, cordialmente, a leitura deste convite. Para contato disponibilizamos o e-mail jornadasdopatrimoniodf@gmail.com. Redes sociais: Página no Facebook e Perfil no Instagram.

Organização Geral do evento

  • Rodrigo Capelle Suess (SEEDF)
  • Vanessa Nascimento Freitas (SEEDF)
  • Luís Fernando Celestino da Costa (SEEDF)
  • Ana Carolina Lessa Dantas (Iphan-DF)
  • Vinicius Prado Januzzi (Iphan-DF)
  • Luísa Helena Figueiredo Villa-Verde (CLDF)
  • Ivanna Sant’Ana Torres (CLDF)
  • Eloisa Nascimento Silva Pilati (UnB)
  • Daniela Zambam Rodolfo (SECEC)
  • Beatriz Coroa do Couto (SECEC)
  • Alessandra Lucena Bittencourt (SECEC)

 

Sinpro repudia ação do governador Romeu Zema contra sem-terra em MG

A diretoria do Sinpro repudia a ação do governo de Romeu Zema, que nesta sexta-feira (14), de forma covarde e totalmente truculenta, despejou 450 famílias sem-terra do Assentamento Quilombo Campo Grande, em Campo do Meio, região sul de Minas Gerais. Há mais de 20 anos no local, as famílias transformaram a Fazenda Ariadnopolis de uma massa falida em um dos assentamentos mais produtivos do Estado, trazendo esperança, justiça, soberania alimentar e produtiva, além de transformar a realidade da região com vida e agroecologia.

Em resposta ao avanço e melhorias produzidos por estas famílias, o governo mineiro enviou policiais do batalhão de choque para expulsar estes(as) trabalhadores(as), que, às pressas, ainda salvavam livros, carteiras e quadros-negros da escola. Além de toda destruição e representação de crueldade produzidos por Zema, um trator destruiu a escola Eduardo Galeano, única do acampamento onde vivem as 450 famílias.

Esta não é a primeira vez que Romeu Zema toma atitudes contra a classe trabalhadora. O despejo, realizado em meio à pandemia do novo Coronavírus, coloca milhares de homens, mulheres e crianças sem qualquer perspectiva, com o agravante de cooperar para o adoecimento e possibilidade de morte de muitos pelo contágio da COVID-19.

O Sinpro se solidariza com a luta e toda a resistência do povo sem-terra do Quilombo Campo Grande e de todos os outros assentamentos, e reafirma a necessidade de continuar resistindo a todos os ataques às populações camponesas, sem-terra, quilombolas, indígenas, pescadores e aqueles(as) atingidos(as) pelas barragens e pela mineração.

Confira abaixo o vídeo onde mostra toda esta ação cobarde produzida pelo governo de Romeu Zema.

https://www.facebook.com/363259117036517/posts/3624960494199680/?sfnsn=wiwspwa&extid=kLH5pvLHqMl3ETLx&d=w&vh=e

Nota de falecimento | professor Francisco Honório

Com muita tristeza que a diretoria colegiada do Sinpro-DF informa o falecimento do professor Francisco Honório , mais conhecido como Chicão, professor de Língua Portuguesa do CED 05 de Taguatinga.

O professor Francisco teve um problema cardíaco, foi internado no HRT e, lá, contraiu Covid-19, o que acabou lhe custando a vida.

Não dá para calcular a dor da família, pois sua mãe faleceu há pouco mais de um mês também em razão da Covid-19. O Sinpro-DF se solidariza com a família, colegas e amigos. 

 

Educadores de todo o Brasil se solidarizam com a luta travada pelos professores e funcionários de escola do Amazonas

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, entidade representativa dos profissionais da educação básica do setor público brasileiro, expressa a sua mais veemente solidariedade aos/às educadores/as amazonenses e ao seu Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (SINTEAM). Diante da grave epidemia por qual passa o Estado e o país, a educação e os/as educadores/as do Estado ainda têm que lidar com a irresponsabilidade do governo estadual de Wilson Lima de impor a retomada das aulas presenciais na sua rede pública de educação.

É estarrecedor que o Estado do Amazonas seja o primeiro, e por enquanto único Estado da Federação brasileira, a retomar as aulas presenciais em suas escolas. Projetado nacionalmente durante esse período de pandemia pela abertura de valas comuns para enterrar os mortos dessa terrível doença, o Amazonas também passou um longo período de exposição nacional por ter sua rede de saúde superlotada. Um governo com absoluta falta de empatia com o seu povo não percebe o grave momento por qual passa não somente o nosso país, mas bem como todo o mundo. Definitivamente, não é o momento de retomada das aulas presenciais nas escolas brasileiras.

Se já estamos a viver com esse patamar elevadíssimo de mortes e contágio no Brasil, não podemos sequer imaginar como estariam esses números se as escolas estivessem abertas. É de conhecimento público que o espaço escolar e a própria atividade da educação guarda suas peculiaridades porque, em primeiro lugar, trata-se de espaço que naturalmente é local privilegiado para aglomerações, sendo, portanto, um espaço propício para se constituir em um local de forte vetor de contaminação. E em segundo lugar, o que termina agravando essa primeira situação, é que crianças e adolescentes são mais assintomáticos do que a média do restante da população, o que termina repercutindo como um efeito cascata na contaminação para além dos muros escolares, envolvendo, em muitos casos, mais de 40% da população de uma cidade.

A reabertura de escolas nesse momento, portanto, é uma tragédia anunciada! E diante dessa irresponsabilidade do governo do Estado do Amazonas, clamamos que o Poder Judiciário do Estado, bem como o seu Ministério Público, tomem ações emergentes para suspender a retomada decidida de forma unilateral pelo governo estadual.

Aos/às educadores/as de todo o país só nos resta prestar total solidariedade à luta dos professores/as e funcionários/as de escola da rede estadual de ensino, estes/as que já estão presenciando a morte de seus/uas companheiros/as de categoria. Muitos/as professores/as já foram vitimados/as por essa terrível doença e o governo insiste em empurrar a categoria, os estudantes e familiares à morte. Todo apoio à luta empreendida pela categoria e seu sindicato, o SINTEAM! Estamos solidários ao momento vivido por todos/as os/as companheiros/as do Estado e atentos aos desdobramentos dessa terrível situação.

Brasília, 13 de agosto de 2020

Direção Executiva da CNTE

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