Corte de R$ 4,2 bilhões representa um retrocesso de dez anos na Educação do país

notice

Ao contrário dos governos de Lula e Dilma que aumentaram os recursos para educação de R$ 18 bilhões para R$ 115,7 bilhões entre 2002 e 2014, o equivalente a 218% de aumento real, por compreenderem o quanto o setor é estratégico para o desenvolvimento do país, para a formação profissional e até para a mobilidade social, o governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) corta cada vez mais recursos e precariza esta área fundamental para o Brasil e para os brasileiros.

 O Ministério da Economia anunciou um corte de R$ 4,2 bilhões para o orçamento do Ministério da Educação em 2021, o que corresponde a 18,2% em relação ao orçamento deste ano. Somente para as universidades, haverá uma redução de R$ 1 bilhão, o que deve inviabilizar o cumprimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão.

“Essa redução no orçamento significará um retrocesso de dez anos em relação ao que se praticava nas universidades”, afirma o reitor e professor de Filosofia e reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), João Carlos Salles, que complementa: “Com essa diferença sobre as nossas responsabilidades atuais e de antes, quando tínhamos menos alunos, menos área construída, o corte inviabiliza, de fato, atividades de ensino”.

Para o reitor, falta visão estratégica no governo Bolsonaro. Investir em educação é fundamental para independência do país, afirma. De um lado há a formação voltada para as profissões ou ‘para retornos mais imediatos’. Por outro lado, universidades formam pessoas em áreas importantes como ciência, cultura e arte, diz o professor.

A educação contribui para uma formação cidadã e para um aperfeiçoamento da própria sociedade. As universidades são equipamentos  que se associam a um projeto de uma sociedade mais democrática, menos desigual mais independente, intelectualmente

– João Carlos Salles

O reitor lamenta que todos os ataques do governo ao setor tenham extrapolado o ambiente das redes sociais, em referência às diversas postagens feitas pelo ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, em redes sociais como o Twitter.

“A redução dos recursos dá continuidade à agressão que as universidades têm sofrido. Ano passado e até o primeiro semestre deste ano, as agressões eram feitas pelo Twitter. Eram agressões a dirigentes e a própria vida universitária, às áreas do saber. Agora, com frieza, aquilo que foi ameaçado pelo Twitter, está sendo executo por uma planilha, burocraticamente, sem compreender o significado estratégico e sem proteger a educação”, lamentou o reitor.

De acordo com o professor João Carlos Salles, o orçamento das universidades já estava defasado. As universidades cresceram nas últimas décadas com aumento de cursos, inclusão de alunos e por consequência, com mais equipamentos e ampliação das estruturas. Mas, o orçamento tem se mantido no mesmo valor nominal sem nem mesmo compensar a inflação. Atualmente, o orçamento é de cerca de R$ 149 bilhões.

Foi com mais investimentos que, em apenas 13 anos, os governos do PT  criaram 422 escolas técnicas, 18 universidades federais, 173 campus e programas como o ProUni e o Fies, que democratizaram o acesso ao ensino superior. Entre 2002 e 2014, o acesso ao ensino superior aumentou de 3,5 milhões para 7,1 milhões de estudantes.

Com os cortes nos investimentos promovidos por Bolsonaro e sua equipe econômica, liderada pelo banqueiro Paulo Guedes, em especial o corte previsto para o ano que vem, a situação da educação se agrava porque não se trata de um ‘bloqueio de recursos, como foi ameaçado no ano passado’, quanto o então ministro da Educação Abraham Weintraub, pressionou as gestões das universidades, acusando-as de permitir ‘balburdias’ nos campis de universidades como a Universidade Federal Fluminense (UFF), a Universidade de Brasil (UnB) e a própria UFBA, os  três primeiros alvos de Weintraub, que logo se estendeu a todas as universidades, explica o reitor.

 

Os cortes

A justificativa do governo para reduzir os recursos do MEC é de “crise econômica em consequência da pandemia do novo coronavírus”.

De acordo com nota publicada pelo ministério, por causa da crise, “a Administração Pública terá que lidar com uma redução no orçamento para 2021, o que exigirá um esforço adicional na otimização dos recursos públicos e na priorização das despesas”.

O corte, ainda de acordo com o governo, se dará nas despesas discricionárias ou não obrigatórias, geridas pelas próprias universidades, destinadas a custear gastos com a estrutura, como água, luz, limpeza, além de bolsas de auxílio a estudantes e assistência estudantil.

Para o reitor João Carlos Salles, ao usar a pandemia como justificativa, o governo acaba tratando todas as áreas como administração pública.

A universidade se torna mais uma repartição pública, porque não se compreende uma prioridade estratégica da educação e da saúde nesse momento

– João Carlos Salles

Para o reitor da UFBA, tratar como estratégicos a saúde e a educação é uma resposta aos anseios da sociedade por hospitais, escolas e universidades acessíveis e de qualidade. “É sobre aposta que a sociedade faz em seu futuro, então, ao tratar indistintamente e burocraticamente a administração pública, o governo não separa essa prioridade, apenas trata como uma fatalidade o que, de fato, é uma escolha”.

 

Mais, não menos

Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), em nota encaminhada ao MEC, argumentou que a redução de 28,2% no orçamento para o ano que vem fará com que as instituições não consigam cumprir com suas finalidades de ensino, pesquisa e extensão no próximo ano.

A nota aponta ainda que o MEC desconsidera o aumento de demandas geradas pela pandemia do novo coronavírus, que segundo a entidade, torna necessário o aporte de mais recursos para o retorno às aulas e não cortes, como quer o governo.

Fonte: CUT

TV Brasília debate o retorno às aulas presenciais

O Jornal Correio Braziliense, por meio da TV Brasília, aumentou a margem de debates a respeito do retorno às aulas presenciais. Mesmo diante da curva de óbitos e contaminados no Distrito Federal estar em alta, o GDF cogita a volta das atividades presenciais na rede pública de ensino da capital federal.

No CB.Saúde dessa quinta-feira (13) o epidemiologista da Universidade de Brasília (UnB), Jonas Brant, afirmou que este não é o momento de pensar no retorno às aulas.

Confira a entrevista completa no link abaixo.

https://www.facebook.com/correiobraziliense/videos/740557006745428/

Nota de falecimento – Robert José Miranda

É com grande tristeza e pesar que a diretoria do Sinpro informa o falecimento do professor Robert José Miranda Lima. O educador tinha 19 anos de Secretaria de Educação e atuava no Centro Educacional Stella dos Cherubins Guimarães Trois

Aos 62 anos de idade, Robert é mais um brasileiro a ter a vida ceifada pela COVID-19. O Sindicato dos Professores presta toda sua solidariedade à família e aos amigos neste momento de dor.

TV Web da CLDF realiza, nesta quinta (13), 17h, debate virtual sobre ensino domiciliar

Nesta quinta-feira (13), às 17h, será realizado debate virtual na TV Web da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) sobre ensino domiciliar. O debate será entre o deputado Leandro Grass (REDE) e a deputada Júlia Lucy.

Importante a categoria participar porque, dentre os temas a serem abordados, destaque para o homeschooling, uma proposta apresentada à CLDF pela deputada distrital Júlia Lucy que é muito ruim para a educação pública do Distrito Federal.  

Não perca! 📲 https://www.cl.df.gov.br/web/guest/tv-cldf

 

Reforma de Guedes abre caminho para volta da tributação de livros

Como parte da reforma tributária pretendida pelo governo de Jair Bolsonaro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, aventou como um dos pontos desta reforma, acabar com as isenções de PIS e Cofins para o mercado editorial. A medida, caso aprovada, poderá tornar os livros mais caros. Essa mudança acaba com a isenção e taxa o livro em 12%. Hoje, o mercado de livro é protegido pela Constituição de pagar impostos (art. 150). A lei 10.865, de 2004, também garantiu ao livro a isenção de Cofins e PIS/Pasep.

Para o senador Fabiano Contarato (Rede-ES), a imunidade tributária dos livros democratiza o saber, assegura a livre difusão do conhecimento e evita que o governo de plantão use os impostos para cercear obras críticas. No Twitter, Contarato registrou que “o obscurantismo hoje no poder tem horror à cultura e à educação”.

Na opinião do presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Livro, senador Jean Paul Prates (PT-RN), a tributação de livros não é um prejuízo apenas para o segmento editorial, mas para o Brasil como um todo. Ele lembra que a média de leitura no Brasil é muito baixa — 4,96 livros lidos por pessoa, anualmente — e cobrar 12% de impostos vai encarecer o produto e distanciar ainda mais os livros da população. “O governo Bolsonaro quer embolsar 12%, ou seja, quer ganhar mais do que o autor”, registrou o senador, para quem a proposta do governo nem pode ser chamada de reforma. Ele ainda lamenta o fato de a reforma tributária do governo tributar livros em 12% e cobrar apenas 5,9% de bancos, financeiras e planos de saúde.

Em vez de tornar os livros mais acessíveis à população, o aumento de impostos vai reduzir ainda mais o acesso à leitura. Além dos preços já elevados para a maioria da população, o novo imposto fragilizaria ainda mais a saúde financeira de editoras, livrarias pelo país e, principalmente, para boa parte dos(as) estudantes, que terão mais dificuldades em adquirir obras literárias e formar, assim, uma consciência crítica do contexto social.

Nota de falecimento | Valéria Rocha

A diretoria colegiada do Sinpro-DF comunica, com imenso pensar  o falecimento da professora Valéria Rocha, da Escola Classe (EC) 45, de Ceilândia. Um exemplo de profissional da educação, Valéria sempre foi professora dedicada e presente na luta pela educação pública de qualidade. Ela faleceu, na madrugada desta quarta-feira (12), de Covid-19.

Em nota divulgada nas redes sociais, a equipe da EC 45 descreve o sofrimento de Valéria, de sua família e dos(as) colegas de trabalho:

“No dia 20 de julho, tivemos a notícia que Valéria estava com covid 19! No primeiro momento ela apresentava sintomas leves que foram se intensificando nos dias seguintes. Uma semana depois ela precisou ser internada por conta de complicações respiratórias. E após uma semana internada precisou ser intubada. Durante todo esse período estivemos em constante oração pela sua recuperação, acompanhando e sentindo a preocupação da família com o estado clínico dela. Hoje acordamos com a triste e devastadora notícia da morte da nossa amiga.Valéria entrou para a triste estatística de mais de 100.000 mortes por covid-19, mas, para nós, ela não é apenas um número. Valéria é um exemplo de profissional, muito dedicada e comprometida com uma educação pública de qualidade! Dedicou seus últimos dias de teletrabalho no auxílio e suporte aos colegas de trabalho e às famílias dos estudantes no acesso à plataforma, na árdua produção e edição de vídeos e na elaboração de atividades. E como ela gostava de ajudar! Como ela entendia de tecnologia! Foi professora no laboratório de informática da nossa escola durante anos! Sempre se empenhando em fazer desse espaço mais um local de aprendizagem significativa para as crianças. Mas, ultimamente,Valéria tinha uma grande preocupação: a de que mais vidas poderiam ser perdidas com o retorno presencial das aulas. Preocupação esta de toda a comunidade escolar. Não é hora de voltar e expor mais pessoas ao vírus. Estamos de luto por Valéria e pelas mais de 100.000 vítimas da covid-19. Neste momento, para nós, fica a dor e a saudade de uma grande amiga e uma profissional reconhecida pelo seu trabalho”. Equipe da Escola Classe 45.

 

 

AJUDE|| ESTUDANTE DA REDE PARTICIPARÁ DE SIMULAÇÃO DA ONU

Geovana Figueiredo Cunha de 18 anos, estudante do Centro Ensino Médio Asa Norte -CEAN, é uma das selecionadas para participar do projeto Change the World- (CWMUN), uma rede de  eventos e fóruns internacionais de estudantes com foco na discussão dos mais importantes temas globais , que acontecem todos os anos nas principais cidades do planeta.

Diante dos custos que o programa não cobre, a jovem agora conta com uma “vakinha virtual’’, tudo com objetivo de arrecadar fundos para custear sua ida até o país que sediará o programa nesta edição. 

Além de sua participação em um importante programa, a jovem levará força e voz para o ensino público, o que para ela, é motivo de muito orgulho. 

Se você pode abraçar essa causa, entre em contato pelo telefone com Geovana pelo telefone 61 98526-9056. Vamos juntos contribuir! 

Saiba sobre o programa clicando aqui

Assista o vídeo:

 

 

CNTE ingressa como amicus curiae contra os artigos 7º e 8º da Lei Complementar 173/20

2020 03 24 materia stf precatorios

 

Em defesa da valorização do Piso do Magistério, conforme descrito nas metas 17 e 18 do Plano Nacional de Educação (PNE), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) ingressou com amicus curiae contra os artigos 7º e 8º da Lei Complementar 173/20. Na petição, a CNTE abordou as inconstitucionalidades formais e materiais da lei além das incompatibilidades da lei na área específica da educação, como por exemplo o reajuste anual do piso e o cumprimento das metas 17 e 18 do PNE, com citações à pesquisa da OCDE que classifica o Brasil na última colocação do ranking salarial do magistério.

A CNTE argumentou que a valorização profissional do magistério e dos demais profissionais da educação pública, reconhecidos no artigo 61 da Lei 9.394/96, se dá através
de planos de carreira específicos aprovados pelos parlamentos subnacionais. E a Lei Complementar (LC) 173/2020 afronta milhares de leis estaduais e municipais que versam
sobre o tema.

A petição da CNTE também menciona a Lei 11.738 (Piso do Magistério), alicerçada no compromisso da meta 17 do Plano Nacional de Educação, que prevê atualizações anuais da remuneração mínima do magistério em todo país, a qual serve de referência em muitos entes federados como vencimento inicial das carreiras dos professores. Ou seja: o impacto do Piso Nacional se reflete em muitos planos de carreira dos entes subnacionais, de forma automática (mediante leis locais). E a LC 173/2020 colide com esses dispositivos legais que asseguram a valorização profissional mínima aos educadores.

Na avaliação da CNTE, a LC 173/2020, além das flagrantes inconstitucionalidades formais e materiais apontadas inicialmente, também colide com vários dispositivos legais de grande importância para o país, no caso, a educação de qualidade. Por isso, reiterou a necessidade de retirar do escopo legislativo nacional os artigos 7º e 8º da referida Lei Complementar.

Fonte: CNTE

Entidades pressionam e Fundeb pode ser votado pelo Senado na próxima semana

2020 08 11 destaque brasildefato

Após quase vinte dias de tramitação no Senado, a renovação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) pode ser votada na próxima semana, segundo sinalizam as lideranças políticas da Casa.

Para tentar evitar adiamentos e eventuais mudanças no texto que está em debate, entidades da sociedade civil organizada resolveram intensificar a pressão sobre os parlamentares ao longo desta semana.

Leia também: Aprovação do Fundeb na Câmara é só 1º passo até mudança efetiva, dizem especialistas

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), por exemplo, aumentou o engajamento nas redes sociais e fortaleceu o corpo a corpo com os senadores por meio de um mapeamento das intenções de voto.

“Além do ‘tuitaço’ que estamos fazendo, nós estamos identificando a projeção de voto deles, observando como cada um pretende se posicionar no plenário, que é pra fazer um acompanhamento mais de perto. É uma forma de pressionar ainda mais e evitar que alguém favorável à PEC mude de lado”, conta o presidente da entidade, Heleno Araújo.

A pauta tramita como Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 26 /2020 e precisa de 49 votos para ser aprovada, o equivalente a três quintos do total de 81 senadores.

Em geral, a renovação do Fundeb conta com amplo apoio. Na Câmara dos Deputados, a medida recebeu o aval de 499 parlamentares e apenas sete votos contrários no primeiro turno. No segundo, teve um placar de 492 votos a seis, com uma abstenção. Por se tratar de uma mudança na Carta Magna, ela também exige dois turnos distintos de votação no Senado.

A data exata da primeira votação na Casa ainda não foi divulgada porque depende do martelo do presidente, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Tramitação arrastada

Tanto entre organizações civis do campo popular quanto entre a maioria dos parlamentares, a defesa atual é para que o Senado mantenha a versão aprovada pelos deputados. O texto propõe um aumento gradativo da participação da União no Fundeb, que sairá dos atuais 10% para 23% até 2026.

Aprovada pela Câmara em julho, a pauta de renovação do Fundeb se arrasta no Congresso Nacional desde 2015, data original da primeira PEC, e a demora na aprovação coloca em risco a continuidade de parte considerável do financiamento do setor educacional.

O fundo é considerado essencial para a manutenção da educação básica e canalizou, somente no ano passado, um total de R$ 156,3 bilhões para a rede pública.

“Por isso a articulação pela votação nunca parou, mas ela ganha ainda mais força a partir desta semana. Estamos encaminhando novas mensagens pros senadores e fazendo pressão. Sabemos que o texto chega ao Senado com um panorama favorável, mas há resistências que são eternas”, sublinha a professora da Universidade de Brasília (UnB) Catarina de Almeida Santos, da Campanha Nacional pelo Direito à Educação (CNDE).

Sabemos que o texto chega ao Senado com um panorama favorável, mas há resistências que são eternas.
A declaração da especialista é uma referência à reação de grupos que defendem, por exemplo, a inclusão da folha de pagamento dos aposentados da educação na lista de despesas do Fundeb, sugestão que tem sido rechaçada pelos especialistas do campo.

Também é alvejado, por exemplo, o dispositivo do relatório da PEC que cria o chamado “Custo Aluno Qualidade (CAQ)”, que mede o financiamento ideal para garantir um padrão mínimo de qualidade no ensino.

“Tem uma pressão muito grande pra alteração desses dois pontos do texto e nós entendemos que, se houver mudança no relatorio, muito da nossa luta fica comprometido, por isso seguimos na pressão pela manutenção do texto”, acrescenta Catarina de Almeida Santos.

O parecer da PEC ficou a cargo do senador Flávio Arns (Rede-PR), que manteve integralmente o conteúdo aprovado pelos deputados. Até o momento, ele não acatou emendas ao relatório.

“Esse texto foi aprovado praticamente por consenso na Câmara. No Senado, nós realizamos, no último ano, cerca de 15 audiências públicas. As consultorias do Senado e da Câmara trabalharam muito juntas”, destacou Arns em uma de suas últimas manifestações, ao mencionar a expectativa multilateral pela aprovação da proposta em sua integralidade.

A PEC conta conta com o apoio de diferentes governadores, prefeito, secretários de Educação e entidades civis.

(Brasil de Fato, 10/08/2020)

Fonte: CNTE

Todo dia tem mobilização nas redes em defesa do Novo Fundeb. Veja como participar

notice

Os educadores, entidades e todos que lutam por uma educação de qualidade e valorização do professor no Brasil mantêm a pressão para a aprovação da renovação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que está tramitando no Senado há 20 dias, com tuitaços, como um que será realizado nesta quarta-feira (12) e envio de mensagens aos parlamentares por meio do site Na Pressão. Todos podem participar. Confira nesta matéria porque é importante defender o Novo Fundeb e como participar da mobilização.

Por acordo de líderes a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 26/2020 do Novo Fundeb deve entrar na pauta de votação do Senado na próxima terça-feira (18), mas o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP) ainda não confirmou a votação para a próxima semana.  

A orientação da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) é pressão geral em cima dos parlamentares. Foi a pressão dos defensores da educação que fez o texto da relatora, Professora Dorinha Seabra (DEM-TO), ser aprovado em dois turnos na Câmara do Deputados, no último dia 21, costuma lembrar o presidente da entidade, Heleno Araújo.

Para ser aprovada a PEC precisa de 49 votos- o equivalente a três quintos do total de 81 senadores.

Tuitaço nesta quarta

Para esta quarta-feira (12), está marcado o tuitaço #AprovaFundeb, a partir das 10h, com o objetivo, é claro, de pressionar senadores a aprovarem o Novo Fundeb integralmente, sem nenhum destaque.

A CNTE alerta que é preciso manter a mobilização digital para que o novo Fundo seja votado o quanto antes, pois o atual fundo vence dia 31 de dezembro deste ano e sem ele milhares de crianças e adolescentes ficarão fora das escolas.

Acesse aqui material da CNTE para ação nas redes

Na Pressão

Uma ferramenta importante de mobilização, que facilita a ação dos militantes da causa é o site Na Pressão, que permite a qualquer cidadão ou cidadã entrar em contato com senadores e senadoras rapidamente. Simples e fácil de usar, o Na Pressão possibilita que você mande mensagens para e-mail, WhatsApp ou por meio das redes sociais dos parlamentares dizendo que você está de olho em quem vai votar contra ou a favor da educação no Brasil.

Acesse o Na Pressão, mande sua mensagem e divulgue nas suas redes: https://napressao.org.br/campanha/votafundeb.

Corpo a corpo

“Além do ‘tuitaço’ e das mensagens enviadas por meio do Na Pressão, nós estamos identificando a projeção de voto dos senadores, observando como cada um pretende se posicionar no plenário, para fazer um acompanhamento mais de perto. É uma forma de pressionar ainda mais e evitar que alguém favorável à PEC mude de lado”, conta o presidente da CNTE, Heleno Araújo, falando sobre o corpo a corpo que representantes da CNTE vêm fazendo no Senado para tentar virar votos contrários ou fazer indecisos votarem a favor da PEC.

Por que defender o novo Fundeb

  1. Muitas escolas ficarão sem recursos

Principal mecanismo de financiamento da Educação Básica, o Fundeb é atualmente responsável por 50% de tudo o que se investe por aluno a cada ano em pelo menos 4.810 municípios brasileiros (86% do total de 5.570 municípios). Se o Fundeb não for renovado, quase metade das escolas do país poderão fechar as portas, deixando alunos sem aulas. O Fundeb precisa ser permanente para que os estudantes não corram o risco de perder esse direito – e com mais recursos, para incluir os que ainda estão fora das redes.

  1. Corrige desigualdades socioeconômicas regionais

O Fundeb é um conjunto de 27 fundos que distribui os recursos da educação em todos os entes da Federação, diminuindo as desigualdades regionais no campo da educação. Para se ter uma ideia, apesar dos municípios obterem cerca de 18% da arrecadação tributária, e os estados 25%, esses entes são responsáveis, respectivamente, pelo atendimento de 43% e de 35% do total de matrículas escolares. O Fundeb torna essa distribuição de recursos mais justa, dando mais recursos para quem atende mais estudantes. Em 2019, receberam a complementação da União os seguintes estados: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco e Piauí. Com o aumento do aporte da União, dos atuais 10% para até 40% em 10 anos, a maioria dos estados será beneficiada com esses novos recursos.

  1. Promove a qualidade da educação pública

O CAQ (Custo-Aluno Qualidade) é um mecanismo para determinar o quanto o Brasil precisa investir por aluno ao ano para garantir um padrão de qualidade do ensino. Foi incluído em quatro das doze estratégias da Meta 20 do novo PNE (Plano Nacional de Educação, Lei 13.005/2014). Para realizar este cálculo, o CAQ considera condições como tamanho das turmas, formação, salários e carreira compatíveis com a responsabilidade dos profissionais da educação, laboratórios, bibliotecas, quadras poliesportivas, entre outros equipamentos, para cumprir a lei. O CAQ precisa ser regulamentado e o novo Fundeb permanente e com mais recursos da União poderá garantir esses recursos para a qualidade da educação.

  1. Valoriza os trabalhadores em educação

A CNTE propõe a subvinculação de no mínimo 80% dos recursos do Fundeb para remunerar todos os profissionais da educação. O aumento do aporte da União é uma forma de garantir melhores condições de trabalho, salário e carreira para as trabalhadoras e trabalhadores das escolas públicas. Essa valorização requer a imediata regulamentação do piso salarial profissional e de diretrizes nacionais para os planos de carreira da categoria, direitos previstos no art. 206 V e VIII da Constituição Federal.

  1. Fundeb atende a demanda por direito à educação!

O Fundeb já provou ser um instrumento extraordinário para aumentar o número de matrículas nas escolas. Mas os recursos ainda são insuficientes. O aumento do aporte da União no Fundeb, dos atuais 10% para 40% em 10 anos, além da inclusão de novas receitas ao Fundo (sobretudo as riquezas provindas da exploração de petróleo, gás e minérios), é importante para que o país de fato possa incluir, com qualidade, os mais de 2 milhões de crianças e adolescentes que ainda estão fora da escola. Também é necessário para a inclusão dos quase 80 milhões de jovens e adultos acima de 18 anos de idade que não concluíram a educação básica e os mais de 13 milhões de adultos analfabetos no país.

PEC do Novo Fundeb

A proposta aprovada pelos deputados prevê a ampliação de recursos da União para na educação pública dos estados e municípios, torna o fundo permanente, garante o subsídio para mais de 40 milhões de matrículas de redes estaduais e municipais de ensino em todo país e um piso salarial para os trabalhadores e trabalhadoras da educação.

Em geral, a renovação do Fundeb conta com amplo apoio. Na Câmara dos Deputados, a medida recebeu o aval de 499 parlamentares e apenas sete votos contrários no primeiro turno. No segundo, teve um placar de 492 votos a seis, com uma abstenção. Por se tratar de uma mudança na Carta Magna, ela também exige dois turnos distintos de votação no Senado.  

Tanto entre organizações civis do campo popular quanto entre a maioria dos parlamentares, a defesa atual é para que o Senado mantenha a versão aprovada pelos deputados. O texto propõe um aumento gradativo da participação da União no Fundeb, que sairá dos atuais 10% para 23% até 2026.

A pauta de renovação do Novo Fundeb se arrasta no Congresso Nacional desde 2015, data original da primeira PEC, e a demora na aprovação coloca em risco a continuidade de parte considerável do financiamento do setor educacional.

O fundo é considerado essencial para a manutenção da educação básica e canalizou, somente no ano passado, um total de R$ 156,3 bilhões para a rede pública.

O parecer da PEC ficou a cargo do senador Flávio Arns (Rede-PR), que manteve integralmente o conteúdo aprovado pelos deputados. Até o momento, ele não acatou emendas ao relatório.

“Esse texto foi aprovado praticamente por consenso na Câmara. No Senado, nós realizamos, no último ano, cerca de 15 audiências públicas. As consultorias do Senado e da Câmara trabalharam muito juntas”, destacou Arns em uma de suas últimas manifestações, ao mencionar a expectativa multilateral pela aprovação da proposta em sua integralidade.

Com informações da CNTE, Sinteal/CUT e do BdF.

Fonte: CUT

Acessar o conteúdo