Quase 90% dos professores não tinham experiência com aulas remotas antes da pandemia; 42% seguem sem treinamento, aponta pesquisa

2020 07 08 bruno concha secom site

Uma pesquisa sobre o trabalho dos professores da rede pública durante a pandemia, a qual o G1 teve acesso, aponta que 89% não tinha experiência anterior à pandemia para dar aulas remotas – e 42% dos entrevistados afirmam que seguem sem treinamento, aprendendo tudo por conta própria. Para 21%, é difícil ou muito difícil lidar com tecnologias digitais.

Os resultados mostram a dificuldade dos professores em lidar com a nova realidade, e o esforço pessoal para transmitir a aprendizagem aos estudantes durante a emergência de saúde provocada pelo coronavírus. “Somos analfabetos digitais”, afirma Katia Araújo, professora da rede municipal de Campo Grande (MS). “Você só percebe que não sabe quando precisa usar a ferramenta”, relata ao G1.

A pesquisa “Trabalho Docente em Tempos de Pandemia”, foi feita pelo Grupo de Estudos sobre Política Educacional e Trabalho Docente da Universidade Federal de Minas Gerais (Gestrado/UFMG) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Os dados foram coletados entre 8 e 30 de junho, com 15.654 docentes de todo o Brasil, da educação infantil, ensino fundamental e educação de jovens e adultos.

Os dados mostram que:

82% dos professores estão dando aulas dentro de casa

82% dos docentes disseram que as horas de trabalho aumentaram

84% dos professores afirmam que o envolvimento dos alunos diminuiu um pouco ou diminuiu drasticamente durante a pandemia.

80% dos entrevistados afirmam que a principal dificuldade dos estudantes é a falta de acesso à internet e computadores; seguida pela dificuldade das famílias em apoiar os estudantes (74%); a falta de motivação dos alunos (53%) e o desconhecimento dos alunos em usar recursos tecnológicos (38%).

O estado emocional dos professores também está sendo colocado à prova: 69% declararam ter medo e insegurança por não saber como será o retorno à normalidade e 50% declaram ter medo em relação ao futuro.

“É um cenário preocupante, que demonstra a dificuldade do poder público em dar uma resposta neste momento emergencial”, afirma Dalila Andrade Oliveira, professora titular de políticas públicas em educação UFMG e coordenadora da pesquisa. “A culpa não é dos professores”.

“Todos nós fomos surpreendidos pela pandemia, mas os dados refletem a precariedade da oferta da educação básica do Brasil. Na urgência de responder ao direito à educação dos estudantes, o mínimo que as redes poderiam fazer é fornecer essa formação aos docentes”, analisa.

Didática adaptada
As aulas a distância estão longe de serem aulas presenciais gravadas, de acordo com professores ouvidos pelo G1. “Sem olho no olho, e sem lousa, é muito difícil explicar”, afirma Karina Batelli, professora da rede municipal de São Paulo, que tem alunos de 10 a 12 anos do ensino fundamental.

“A didática é diferente no ensino remoto em comparação com a presencial. Na escola tem a troca, você faz uma pergunta, eles retornam, e a gente faz um conjunto. Agora, sou eu falando, é uma aula gravada – eu coloco no YouTube, mando o link pela plataforma, eles assistem e enviam as dúvidas. Tivemos que aprender a filmar uma vídeo aula. E os alunos tiveram que aprender a ouvir os professores, porque não é o Felipe Neto com todo aquele jeito de falar que os alunos estão acostumados. É uma matéria que eles precisam entender para fazer exercício”, afirma Karina.

As aulas, que geralmente eram de 50 minutos, precisam ser resumidas em vídeos de no máximo 30 minutos, de acordo com Karina. “É difícil captar a atenção da criança, fazer ela seguir as instruções sem você estar lá, do lado. A criança se dispersa por natureza. Se já é assim na escola, imagina em casa”, relata.

Karina conta que, embora usasse a tecnologia para se comunicar e trabalhar, foi preciso adaptação. “Foi bem difícil sem treinamento. A aparelhagem que temos em casa não estava pronta para ser de ‘youtuber’ – era um equipamento para fazer pesquisa, imprimir uma atividade. E eu tive que aprender tudo. A gente conhece e-mail, usa as redes sociais, mas na hora de dar aula, é diferente”, conta.

Tutorial para ajudar colegas

O professor Bruno Felix, da rede estadual do Ceará, conta que ele mesmo preparou vídeos tutoriais com o passo a passo do uso das plataformas, e distribuiu para professores e alunos. “Sou familiarizado com a tecnologia. Então, estamos nos ajudando. Eu faço os tutoriais e mando nos grupos de WhatsApp para colegas e estudantes”, afirma.

“A gente pensa que os alunos, por serem jovens, sabem usar as tecnologias, mas os adolescentes só estão nas redes sociais, não sabem usar a internet”, relata Felix, que dá aulas para todos os anos do ensino médio, e também para jovens e adultos.

Aumento da jornada de trabalho
Se, antes, os professores davam aulas durante um período letivo, agora precisam estar disponíveis para tirar dúvidas dos alunos o dia todo.

“É ruim à distância? Sim. É complicado, é cansativo. Hoje trabalho de manhã, à tarde, e à noite. Antes, eu entrava às 13h e saia às 17h10. Agora não, entro às 7h e fico até enquanto tiver alguém falando. Não tenho como não fazer isso, cada um tem um horário”, afirma Katia Araújo, da rede municipal de Campo Grande (MS).

Além das aulas e do atendimento aos estudantes, os professores também precisam participar de reuniões pedagógicas, elaborar conteúdos e corrigir as atividades dos estudantes, como relata Karina Batelli, da rede municipal de São Paulo.

“A gente não tem só as pendências com alunos, tem as questões burocráticas da escola – todo dia tenho que postar o resumo do dia, tem ainda as reuniões com a coordenação, com a gestão… Tem os grupos [de WhatsApp] da escola, que tem ’55 mil mensagens’ todo dia. E, às vezes, a prefeitura muda tudo – a gente tinha um organograma, mas a prefeitura antecipou feriados, de uma hora para outra, e tivemos que nos adaptar. Não tem só as demandas do aluno”, afirma Karina.

Ensino individualizado a distância
Com a falta de renda dos alunos e do acesso a computadores e internet, é preciso pensar a realidade de cada casa, para oferecer atividades que os alunos deem conta de fazer e que possam ser auxiliados pelos pais, afirma Katia Araújo, professora em Campo Grande. Ela conta que está aplicando o “ensino individualizado a distância”.

“A gente tem que dar conta de um ensino individualizado a distância. Nem todos os alunos têm acesso à internet, porque vários são de baixa renda. Para suprir isso, a gente monta os cadernos de atividades e manda para os pais”, relata Katia. “Nós temos muitos pais que não são alfabetizados, e só soubemos disso agora, durante a pandemia”.

“Não são mais 28 alunos, são 28 famílias. Cada uma com uma realidade, uma rotina, uma dinâmica”, relata Karina.

Política pública permanente
O presidente do CNTE, Heleno Araújo, afirma que o resultado da pesquisa aponta para a necessidade de se construir uma política pública que inclua desenvolvimento de plataformas gratuitas e cursos para os docentes terem domínio da tecnologia.

“Observamos que a dificuldade ocorre com professores, mas também com estudantes. Então é necessário que se construa uma plataforma publica e gratuita pensando na comunidade escolar, não somente neste período de pandemia, mas também pensando no pós-pandemia, para que possamos garantir conteúdo e aprendizado de estudantes”, afirma.

A retomada das aulas presenciais ainda está sendo debatida, mas as redes de ensino já esperam que o retorno não será total, e sim gradual, com as turmas divididas para garantir o distanciamento social. Com isso, o ensino remoto deve permanecer no segundo semestre de 2020, podendo se prolingar até 2021.

“Educação é processo gradativo de trabalho, vamos entrar no segundo semestre de 2020 e talvez em 2021 com o ensino híbrido, que são as aulas presenciais e remotas, e as turmas que precisarão ser divididas”, relata.

Para Dalila, coordenadora da pesquisa, falta coordenação nacional para dar uma resposta igualitária às redes de ensino. “Falta uma coordenação nacional neste momento. O Ministério da Educação poderia cumprir um papel importante neste sentido. Uma vez que essa situação tenha se instalado, é preciso cuidar para que os problemas sejam solucionados”.

(G1, Elida Oliveira, 08/07/2020)

Fonte: CNTE

Pesquisa com mais de 15 mil professores da rede pública aponta as condições de trabalho para desenvolvimento de aulas remotas durante a pandemia

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No Brasil, 9 em cada 10 professores da rede pública de ensino não tinham nenhuma experiência anterior ministrando aulas não presenciais até se verem compelidos a adaptarem suas atividades para o ensino remoto emergencial, em virtude da crise sanitária do Coronavírus. Apesar disso, mais de três meses após o início da pandemia – declarada pela Organização Mundial da Saúde em 11 de março – cerca de 42% relatam que ainda não receberam nenhum tipo de formação para o uso de tecnologias digitais na preparação das aulas; embora mais de 82% declare estar desempenhando atividades escolares a distância nesse período.

Os dados são da pesquisa “Trabalho Docente em Tempos de Pandemia”, realizada pelo Grupo de Estudos sobre Política Educacional e Trabalho Docente da Universidade Federal de Minas Gerais (Gestrado/UFMG) em parceria com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

A pesquisa é a maior em número de respondentes já realizada no país desde o início da pandemia e contou com a participação voluntária de 15.654 professores da educação básica, que atuam nas redes municipais, estaduais e federal. O questionário foi aplicado através de uma plataforma virtual entre os dias 08 e 30 de junho de 2020 e permite identificar em que medida a pandemia está impactando a organização do trabalho docente.

Segundo a coordenadora do projeto, Professora Dalila Andrade Oliveira, a pesquisa traz dados novos sobre a situação dos docentes de redes públicas de educação básica no país durante o isolamento social. Ela afirma que “a pesquisa procurou conhecer a percepção dos professores sobre o trabalho remoto, os principais desafios enfrentados para a realização das suas atividades, bem como seus sentimentos em relação ao momento”.

Para o presidente da CNTE, Heleno Araújo, “a pesquisa é muito importante para estimular e orientar o diálogo com o poder público estadual, distrital e municipal”. Ele destaca que “os resultados obtidos na pesquisa confirmam a necessidade de estabelecermos uma negociação com as secretarias de educação com base nas diretrizes e recomendações já divulgadas pela CNTE sobre o trabalho em educação no momento de pandemia”.

O Gestrado apresentará os primeiros resultados da pesquisa em uma discussão virtual que acontece nesta quarta-feira, dia 08 de julho, a partir das 16 horas, no canal www.youtube.com/gestradoufmg. O resumo técnico estará disponível no site www.docencia.net.br logo após essa apresentação e o relatório completo com a análise de todos os dados dos docentes da rede pública será divulgado no dia 28 de julho.

A pesquisa pretende ouvir também os professores das escolas privadas de todo o país. O questionário foi adaptado para contemplar as especificidades das instituições de ensino particulares e a expectativa é de que a nova fase da coleta de dados se inicie ainda neste mês.

 

Fonte: CNTE
 
 

 

Em ato das Centrais, Sérgio Nobre manda Guedes criar juízo e respeitar trabalhadores

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“O Paulo Guedes precisa tomar juízo porque, se ele fizer metade do que diz que fará na economia, vai empurrar o País para um quadro de convulsão social, com quebradeira, falência de empresas e o povo nas ruas, desesperado”. Com essa advertência ao ministro da Economia, o presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, fechou sua fala no ato unitário das Centrais Sindicais, realizado na manhã desta quarta-feira (8), em frente ao Ministério da Economia, em Brasília.

O ato, simbólico, reuniu 80 sindicalistas, que respeitaram todos os protocolos sanitários para evitar contágio e propagação do novo coronavírus (Covid-19).

Ao lado de Sérgio Nobre, os presidentes da Força Sindical, UGT e dirigentes da CTB, CSB e NCST, viajaram a Brasília nesta madrugada para apresentar ao País documento com propostas do Fórum das Centrais Sindicais. Preservação da vida, geração de emprego, programa permanente de renda básica e uma agenda de retomada da economia são os eixos das propostas.

Confira aqui a íntegra do documento.

VALCIR DE ARAUJOValcir de AraujoÀs 17h, os presidentes das centrais entregarão as propostas aos secretários Bruno Bianco Leal, Especial de Previdência e Trabalho, e do Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo. O documento já foi entregue oficialmente ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em 21 de junho, durante videoconferência entre o parlamentar e os presidentes das seis centrais. 

Sérgio Nobre destacou, em sua fala no ato, que a CUT e o fórum das centrais debateram e formularam propostas para que o Brasil saia da crise e retome o rumo do crescimento com geração de empregos e justiça social.

“Nós não podemos permitir que um governo genocida como o do Bolsonaro e a política ultraliberal de Paulo Guedes arrochem ainda mais a economia gerando ainda mais desemprego. Esse governo tem a obrigação de respeitar a classe trabalhadora e as nossas propostas”, disse o presidente nacional da CUT.

Sérgio Nobre lembrou que o Brasil, antes da pandemia, já estava com a economia em crise e desemprego recorde, problemas que se agravaram com a crise sanitária, que foi aumentada pelo comportamento genocida e negacionista de Bolsonaro. Sérgio destacou ainda a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) e dos trabalhadores da saúde e dos serviços públicos, que estão na linha de frente no enfrentamento à Covid-19.  

Em março, lembrou Sérgio Nobre, a CUT e o fórum das centrais sindicais já alertavam a  importância e urgência de o governo tomar medidas para proteger a vida, e elas não foram tomadas. “Porque Bolsonaro desdenhou da crise falou, ‘o que eu tenho haver com isso’ e que ‘era uma gripezinha”, disse o presidente nacional da CUT.

E completou: “mas essa gripezinha já levou mais de 68 mil companheiros e companheiras, principalmente da classe trabalhadora e da camada mais pobre, que são as mais vulneráveis nessa pandemia”.

Sobre o auxílio emergencial de R$ 600, Sérgio Nobre e os demais presidentes reafirmaram, durante o ato, que o valor foi resultado da luta das centrais. “O governo começou com R$ 120 e, depois, anunciou R$ 200; foi a pressão do movimento sindical que elevou para R$ 600”, disse, ao apontar que o auxílio não chegou para todos, por causa da descoordenação e burocracia do governo federal.

“Propomos e exigimos que o auxílio emergencial seja estendido até o fim da pandemia e mais, que seja criado programa permanente de renda básica para garantir a sobrevivência de milhões de brasileiros após a pandemia”, disse o presidente da CUT. 

“Não adianta procurar porque não tem emprego. Não adianta dar empréstimo porque as micro e pequenas (que empregam a maioria dos trabalhadores hoje no País) não têm como pagar, tem que ter crédito a fundo perdido”, contextualiza Sérgio Nobre.

Segundo o presidente da CUT, o Brasil tem jeito é só olhar para as coisas que precisam ser feitas dentro do País. “Melhorar o sistema de mobilidade urbana, investir em amplos programas habitacionais, de infraestrutura, de segurança alimentar”. “O Guedes tem que olhar e respeitar o povo brasileiro, em especial os trabalhadores que estão na linha de frente do enfrentamento à pandemia, pois a prioridade da CUT e crescimento do país com justiça social”

PROTOCOLOS

É a primeira vez que o presidente nacional da CUT participa de um ato presencial desde o início da pandemia, em março. A CUT e as demais centrais defendem o isolamento social e as demais recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), de uso de máscara e álcool em gel quando não puder lavar as mãos com sabão e, durante o ato respeitaram todos os protocolos de proteção.

Por isso, não houve aglomeração.

VALCIR DE ARAUJOValcir de Araujo

EM TEMPO REAL

A militância da CUT atendeu ao chamado e participou do ato em Brasília, de forma virtual, em tempo real, por meio do manif.app, ferramenta criada por sindicalistas da França e utilizada para manifestações durante a pandemia.

Pelo aplicativo, os militantes e as militantes criaram um avatar, que carregava um cartaz e aparecia no local do protesto, no caso, em frente ao Ministério da Economia. Para participar bastava clicar no link disponibilizado nos sites e redes sociais da CUT e das demais centrais.

Fonte: CUT

Presidente da CUT e demais centrais protestam em Brasília, nesta quarta (8), às 11h

Os presidentes da CUT, Força, CSB, UGT, CTB e NCST comandarão o ato que será realizado nesta quarta-feira (8), às 11h, em frente ao Ministério da Economia, em Brasília. Os dirigentes apresentarão documento elaborado pelo Fórum das Centrais Sindicais, com propostas para a preservação da vida, emprego e renda, e uma agenda de retomada da economia.

O documento foi entregue oficialmente ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em 21 de junho, durante videoconferência entre o parlamentar e os presidentes das seis centrais. Confira aqui a íntegra do documento.

Não haverá aglomeração. O ato é simbólico com a participação de 10 dirigentes de cada central. Todos os protocolos sanitários e medidas de proteção individuais serão respeitados para evitar o contágio e a propagação da Covid-19. A CUT e as demais centrais defendem o isolamento social e as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) como essenciais ao enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.

Pela primeira vez nesta pandemia, o presidente nacional da CUT, Sérgio Nobre, participará presencialmente de um ato. Diz que só o fará porque o momento exige o simbolismo das presenças dos dirigentes, em Brasília, em protesto bem embaixo da janela do gabinete do ministro da Economia, Paulo Guedes.

“Além de reivindicar, temos propostas”, disse o presidente da CUT. Entre essas propostas está a prorrogação do auxílio emergencial no valor de R$ 600,00 até 31 dezembro de 2020, como uma etapa de construção de um programa permanente de renda básica.

“O Brasil precisa mudar de rumo, ter um novo modelo econômico. O caminho para o crescimento econômico é olhar à carência do povo”, disse Sérgio Nobre. E explicou: “Se tem algo que a pandemia de Covid-19 mostrou é que temos de fazer investimento em amplos programas, como o habitacional, porque uma das dificuldades para manter a política de isolamento é exatamente a precariedade das condições de moradia do nosso povo”.

O presidente nacional da CUT destacou também que “os trabalhadores nos serviços essenciais, que estão na linha de frente nessa pandemia, são obrigados a se aglomerar em transportes coletivos ineficientes e insuficientes, correndo o risco de se contaminar e contaminar sua família”.

Por isso, afirma Sérgio Nobre, precisamos fazer investimentos na  mobilidade urbana, privilegiando ferrovias, metrôs e ônibus de qualidade. “As propostas da CUT e das demais centrais também apontam à urgência de investir em um grande programa de infraestrutura, para ampliar estradas, levar saneamento à população”.

Segundo o presidente nacional da CUT, o país é carente de todos essas estruturas “Se a gente olhar para dentro do nosso país tem muito a ser feito para conseguir atender necessidades básicas da população e essas obras e serviços vão gerar milhões de empregos”, afirmou Sérgio Nobre.

“Mas, para isso, temos que mudar o rumo, não podemos mais continuar nesse caminho do Paulo Guedes e Bolsonaro, porque desse governo a gente não espera nada”, disse o presidente da CUT. Para Sérgio, só a mobilização e pressão da classe trabalhadora farão o país mudar e retomar o rumo da democracia, do crescimento econômico, com justiça social”.

“Só a luta faz essa construção”, concluiu Sérgio Nobre

Avatar militante

A militância das centrais será convidada a participar do ato em Brasília, de forma virtual, por meio do manif.app, ferramenta criada por sindicalistas da França e utilizada para manifestações durante a pandemia.

Pelo aplicativo, os militantes e as militantes criam um avatar, que carrega um cartaz e aparece no local do protesto, no caso, em frente ao Ministério da Economia. Para participar basta clicar aqui e ver passo a passo.

 

 Fonte: CUT

Saber Viver em Casa debate a Educação em tempos de pandemia

O programa Saber Viver em Casa desta sexta-feira (10), às 14h, vai falar sobre a Educação em tempos de pandemia: Educação do Campo em debate. Para falar um pouco mais sobre o tema foram convidados Maria Osanette de Medeiros, professora da Licenciatura em Educação do Campo da Faculdade UnB Planaltina, Doutora em Educação, área de Educação e Ecologia Humana/Educação Ambiental e Educação do Campo, integrante dos fóruns Educação do Campo do DF (FECAMPO) e do Fórum Nacional de Educação (FONEC); Sérgio Luiz Teixeira, professor da Escola Classe Sonhém de Cima (Assentamento Contagem) e Mestre em Educação do Campo (UnB); e do diretor do Sinpro, Tião Honório.

Assista ao programa pela TV Comunitária, no canal 12 na NET-DF, e pelo Facebook e Youtube do Sinpro-DF.

#Fique em casa e não perca, será a partir das 14h!

 

TV Sinpro exclusivo, nesta terça (7), entrevista os 8 distritais que votaram contra o PLC 46/2020

O TV Sinpro terá uma edição especial, nesta terça-feira (7), excepcionalmente às 19h, com os oito deputados distritais que votaram contra o PLC46/2020, de autoria do governador Ibaneis Rocha (MDB). Eles(as) vão falar sobre os “Desafios do Distrito Federal em tempos de pandemia”.

Não perca! Nesta terça (7/7), excepcionalmente, às 19h, com os deputados distritais Arlete Sampaio, Chico Vigilante, Reginaldo Sardinha, Leandro Grass, Reginaldo Veras, Fábio Félix, João Cardoso, Jorge Viana.

O TV Sinpro é um programa transmitido, ao vivo, toda terça-feira, às 17h, pelo YouTube, Facebook e Instagram do Sinpro-DF,  pela TV Comunitária de Brasília nas suas redes sociais na Internet e canal 12 da NET.

Assista pelo Facebook do Sinpro-DF: facebook.com/sinprodf

As reprises são exibidas no decorrer da semana. Confira a programação:

Terças – 22h

Quartas – 18h30

Quinta – 13h30 e 22h30

Sábado – 13h

Domingo – 18h30

#FiqueEmCasa

Não perca! O programa desta terça (7) será a partir das 19h!

 

 

Saúde, pandemia e sala de aula são os temas do Saber Viver em Casa desta quarta (08)

As condições das escolas públicas do Distrito Federal, os protocolos de segurança e quais as reais condições para o retorno das aulas de forma presencial na rede pública serão os temas debatidos no programa Saber Viver em Casa desta quarta-feira (08), às 18h. A volta às aulas de forma presencial, medida imposta pelo GDF a partir do dia 3 de agosto, coloca milhares de estudantes, professores(as), orientadores(as) e a comunidade escolar em perigo.

É diante desta questão que participarão do programa Jeovânia Rodrigues, cirurgiã-dentista da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, especialista em Saúde Coletiva, presidenta do Conselho de Saúde do DF e presidenta do Sindicato dos Odontologistas do DF; Jorge Henrique, secretário geral do Sindicato dos Enfermeiros do DF; e do coordenador da Secretaria para Assuntos da Saúde do Sinpro, Alberto Ribeiro.  

Assista o programa pela TV Comunitária, no canal 12 na NET-DF, e pelo Facebook e Youtube do Sinpro-DF.

#Fique em casa e não perca, será a partir das 18h!

Teletrabalho – Atendimento à categoria segue funcionando normalmente

Em função do cenário de pandemia provocado pelo novo Coronavírus e de todas as medidas necessárias para a segurança de todos(as), a diretoria do Sinpro informa que os atendimentos continuam sendo feitos normalmente, mas por meio de Teletrabalho. Os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais que necessitarem tirar suas dúvidas ou obter qualquer tipo de informação, o atendimento está sendo feito das 9h às 12h e das 13h às 18h.

Esta medida segue a orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e de outros órgãos nacionais e internacionais ligados à saúde, e tem como objetivo preservar a saúde da categoria, dos(as) funcionários e que diminua a possibilidade de contágio, preservando assim a saúde e o bem-estar de todos(as).

Confira abaixo os números de contato:

– Jurídico – 99122-5025 / 99996-5854 /99611-9715

– Saúde – 99244-3839

– Administração – 9978-2804

– Cadastro – 991612072

– Subsede Taguatinga – 992452122

– Subsede Gama – 99167-2846

– Subsede Planaltina -99323 – 8114

– Diretoria Sinpro, disponível no site www.sinprodf.org.br/diretoria/.  

 

Use, também, a plataforma do Sinpro:

#FaleComOSinpro

Conte para o sindicato!

O Sinpro-DF é por você!

Acesse: https://sinpro25.sinprodf.org.br/retorno-as-aulas/

Ou, para encaminhar mensagem de WhatsApp, basta clicar neste link: (61) 9 9979-0132

Fonte: SINPRO-DF

Nota de pesar || Quézia dos Santos de Meneses

A diretoria colegiada do Sinpro-DF se solidariza com a família e lamenta o falecimento da professora Quézia dos Santos de Meneses, nesse domingo (5), aos 52 anos, de infarto. Ela era professora da Escola Classe 16, de Ceilândia.

O velório e sepultamento ocorreu, na manhã desta segunda-feira (6), no Cemitério de Taguatinga.

Sinpro-DF participa do Papo à Bessa, desta segunda (6/7), sobre covid-19 e retorno às aulas

O Sinpro-DF participa de debate sobre a volta às aulas durante a pandemia no Papo à Bessa. O canal do YouTube Papo à Bessa vai debater, ao vivo, a volta às aulas presenciais. Nesta edição, haverá a participação de Elineide Rodrigues, diretora do Sinpro-DF. Acesse e participe!

O Papo à Bessa, desta segunda-feira (6/7), será sobre “A covid-19 e o retorno às aulas: precipitação ou decisão acertada?”

O governador Ibaneis Rocha (MDF) autorizou a volta às aulas presenciais em escolas e universidades das redes pública e particular no Distrito Federal.

Escolas, professoras(es), orientadores(as) educacionais, mães e pais dos(as) estudantes e governo divergem sobre o retorno presencial das atividades escolares no DF.

A Secretaria de Estado da Educação (SEEDF) informou que vai garantir o distanciamento físico necessário, adotando um modelo de revezamento.

E você, o que acha?

► Os protocolos e as medidas de segurança exigidos pelo governo serão cumpridos?

► É prudente o retorno enquanto os números de contaminação pelo novo coronavirus seguem crescendo assustadoramente?

Isso e muito mais é o que iremos discutir com Elineide Rodrigues, diretora do Sinpro-DF; Alexandre Veloso, presidente da ASPA-DF; e Ana Elisa Dumont, vice-presidente do Sinepe-DF.

Enviem perguntas, impressões e comentários. Vamos construir juntos e juntas o programa PAPO À BESSA, o seu canal de informação, denúncia e acolhimento.

Acompanhe a transmissão do PAPO À BESSA no canal do YouTube: PAPO À BESSA COM LÚCIA BESSA.

Aguardo você on-line e sua curtida!

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