Covid-19 tira 1,4 milhão de trabalhadores do mercado, a maioria porque ficou doente
Jornalista: Leticia
Entre fevereiro e abril, aumentou de 3,3 milhões para 4,7 milhões o total de trabalhadores impedidos de trabalhar por problemas pessoais, sobretudo doença.
A pandemia do novo coronavírus (Covid-19), que já infectou mais de um milhão de brasileiros e tirou a vida de mais de 50,5 mil, impediu cerca de 1,4 milhão de pessoas de trabalhar entre fevereiro e abril. O aumento é de 45%.
Entre o trimestre da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD Contínua, do Instituto brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),terminado em fevereiro e o mês de abril, aumentou de 3,3 milhões para 4,7 milhões até abril o total de trabalhadores e trabalhadoras desempregados que deixaram de trabalhar por problemas pessoais, especialmente porque ficaram doentes.
A conclusão é de um levantamento feito pelo pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Marcel Balassiano, que analisou os dados da Pnad Contínua, e foi divulgado nesta segunda-feira (22) peloEstadão.
De acordo com o pesquisador, o total de pessoas impedidas de trabalhar é maior do que o de desalentados, trabalhadores que desistiram de tentar se recolocar no mercado de trabalhar depois de muito procurar uma vaga e não encontrar. O aumento foi de 7% no período analisado. O número inclui pessoas que não estavam disponíveis por conta de estudos ou mulheres que fic aram grávidas. Mas a alta expressiva aponta que a saúde foi o item que mais pesou no aumento, segundo a reportagem.
Balassiano avalia que esse quadro pode ficar ainda pior porque a crise econômica se agravou com a emergência sanitária.
“O País já estava em uma situação muito ruim, que o novo coronavírus só agravou. A dívida pública vai para 90% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto se tenta achar saídas para minimizar a crise de saúde. O mercado de trabalho tende a piorar”, disse ele ao jornal.
Apesar de não dar para comparar as pesquisas, em maio, levantamento do IBGE em parceria com o Ministério da Saúde sobre o impacto da Covid-19 no mercado de trabalho mostrou que 25,7 milhões de pessoas estavam fora da força de trabalho, mas gostariam de trabalhar. Além disso, 17,7 milhões de trabalhadores não puderam procurar emprego por causa da pandemia ou não acharam uma vaga na região em que moram.
Resolução da ONU condena o racismo e a violência policial contra negros
Jornalista: Leticia
O Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou, nesta sexta-feira (19), uma resolução histórica que condena o racismo sistêmico e a violência policial. A decisão foi tomada com base no assassinato do segurança George Floyd, que originou protestos pelo mundo.
A versão inicial da resolução pedia o estabelecimento de uma comissão de inquérito para esclarecer e condenar o “racismo sistêmico” nos Estados Unidos. Entretanto, após pressão da diplomacia do país, o texto foi modificado e retiraram a menção aos norte-americanos.
É a primeira vez desde a criação do Conselho, em 2006, que uma resolução tem como foco uma violação ocorrida nos EUA. A medida foi apresentada por Burkina Faso, representando o bloco de países africanos.
A resolução pede à alta comissária dos Direitos Humanos, Michelle Bachelet, “que estabeleça os fatos e as circunstâncias relacionadas ao racismo sistêmico, às supostas violações do direito internacional em questões de direitos humanos e maus-tratos contra africanos e pessoas de ascendência africana”.
Brasil
Segundo a Conectas Direitos Humanos, a ONU realizará um informe sobre a situação do racismo sistêmico no mundo e pode expor a violência policial no Brasil ao mundo.
“O fato de a delegação brasileira em Genebra ter aderido ao consenso na aprovação da resolução que reconhece o racismo das polícias como uma grave violação de direitos humanos precisa ser acompanhado de um compromisso político aqui”, disse Camila Asano, diretora da Conectas.
Após esvaziar a resolução sobre racismo, o governo brasileiro se posicionou em outra votação da ONU, ainda nesta sexta. O Itamaraty votou contra o reconhecimento do direito internacional em territórios ocupados da Palestina e que condena a violência de Israel.
O documento sobre a Palestina foi aprovado no Conselho de Direitos Humanos com 22 votos favoráveis e apenas oito contra, entre eles o Brasil. Outros 17 países optaram pela abstenção. A resolução contou com o apoio de todos os países sul-americanos, inclusive o do Chile.
Vinte dias após comércio abrir, mortes por Covid-19 aumentam 84% no DF
Jornalista: Maria Carla
A quantidade de óbitos na 24ª semana epidemiológica disparou em relação à anterior, chegando a 85 vítimas
Rafaela Lima/Metrópoles
Imagem: (Reprodução/Rafaela Felicciano)
Na contramão do Brasil, que terminou pela primeira vez uma semana epidemiológica com menos óbitos que a anterior, o Distrito Federal viu a estatística aumentar segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde e pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).
Os números analisados pelo (M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles, mostram que a capital do país, entre os dias 31 de maio e 6 de junho (semana 23), contabilizou 46 novas mortes. Nos sete dias posteriores, a doença fez 85 vítimas, um aumento de 84,7%.
O período coincide com a flexibilização nas medidas para evitar o contágio da Covid-19. No dia 25 de maio, depois de 76 dias fechado, parte do comércio de rua reabriu. Dois dias depois, os shoppings receberam o aval para retomar o funcionamento.
Antes disso, o DF tinha presenciado uma pequena queda. Da semana 22 – do dia 24 ao dia 30 de maio – para a 23, houve redução de 31,3% das mortes, saindo de 67 para 46.
Para Jonas Lotufo Brant de Carvalho, professor do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília, o aumento era previsto e tende a piorar. “O impacto das mortes não é visto de maneira imediata. Temos a incubação, a manifestação da doença e todo um caminho até a possível morte. Com as medidas de flexibilização, é provável que ainda teremos um aumento nas próximas semanas”, explicou.
O vice-presidente da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal, Alexandre Cunha, vai além. Segundo ele, dias antes da abertura do comércio, o vírus já estava circulando com mais intensidade. “A medida impulsionou o processo. Como os óbitos costumam acompanhar a curva de casos, com um delay de duas semanas, mais ou menos, a situação já piorou e tende a acelerar”, disse. “A gente torce para que o sistema de saúde suporte. Talvez seja necessário retroagir nessa medida.”
Em nota, a Secretaria de Saúde do DF afirmou que monitora o avanço da doença e que o aumento “vem seguindo a curva estimada no DF, cujo pico está previsto para julho”.
Óbitos por estado
O aumento de óbitos na 24ª semana epidemiológica em relação à anterior aconteceu, também, em outras 14 unidades da Federação. Em comparação, o DF é o quarto estado com o maior crescimento, perdendo apenas para Mato Grosso do Sul (250%), Mato Grosso (146,1%) e Roraima (100%).
Ocupação de leitos de UTI
Na manhã dessa terça-feira (16/06), a ocupação de leitos de unidade de tratamento intensivo (UTI) reservados para pacientes com o novo coronavírus chegou a 70,6% no Distrito Federal. O número considera 372 lugares em hospitais públicos e 224 em privados, segundo dados que a Secretaria de Saúde divulgou.
No caso da rede pública, 241 unidades estão com alguém em estado grave, ou seja, 64,78%. Nos particulares, são 180 camas específicas para infectados pela Covid-19 ocupadas: 80,8%.
Há 11 dias, em 5 de junho, a ocupação total era de 59% e cresceu para 65,4% em 8 de junho.
Abranham Weintraub, ataca direitos da Comunidade Negra, Indígena e Pessoas com Deficiência
Jornalista: Leticia
Em seu último dia como Ministro da Educação, Abranham Weintraub fecha sua trajetória à frente desta importante instituição, assinando a Portaria 545 revogando a Portaria n°13/2016 que garantia por meio cotas o acesso de negros ( pretos e pardos), indígenas e pessoas com deficiência a programas de pós-graduação ( Mestrado, Mestrado Profissional e Doutorado). A portaria 13, dava continuidade, à políticas públicas de cotas raciais ingresso no Ensino Superior.
Embora, essa revogação tenha sido um fato simbólico com repercussão política, este ato perverso confirma a postura autoritária deste cidadão que não respeita a luta dos povos que construíram o nosso país e sem reconhecimento, foram colocados à margem da sociedade relegados por séculos a invisibilidade.
Neste sentido, o longo processo de exclusão destes povos é negado pelo ex-ministro quando afirma de forma veemente que “odeia povos indígenas, odeia esse termo e que só tem um povo nesse país, o povo brasileiro e ainda afirma que é preciso acabar com esse negócio de povos e privilégios.” Essa fala evidencia o pensamento preconceituoso que se consolida no mito da democracia racial, largamente repercutido por um seleto grupo supremacista branco da sociedade que se beneficiaram historicamente do acesso à educação formal no nosso país.
Não reconhecer a dívida social do Brasil com o povo negro e os povos originários é andar na contramão da construção de políticas públicas que foram conquistadas ao longo de quase duas décadas de luta destes povos que compõem a maioria do povo brasileiro que não é um único povo, de uma só raça, mas um povo diverso em raças e culturas que ricamente formam o povo brasileiro.
Diante de tamanhas incoerências, os partidos PSOL, PT, PDT, REDE e PCdoB protocolaram um PDL ( Projeto de Decreto Legislativo) para tentar suspender os efeitos desta portaria. O Movimento Negro fez um pedido à PGR pela nulidade deste ato.
A diretoria do Sinpro repudia o discurso do ex- ministro Abranham Weintraub, e continuará na luta para garantir o acesso à educação pública de qualidade a todas e todos e estará atenta para que essas políticas públicas como a Portaria 13/2016 continuem sendo implementadas.
É com grande pesar e tristeza que a diretoria do Sinpro informa o falecimento do professor Marcelo Bezerra Rocha Mello. O educador trabalhava atualmente no Setor Leste e também trabalhou em Brazlândia, Cruzeiro e Plano Piloto.
O velório será realizado às 9h deste sábado (20), na Capela 2 do Cemitério Campo da Esperança, e o sepultamento às 9h30.
O Sindicato dos Professores presta toda sua solidariedade à família e aos amigos neste momento de dor.
Concurso simplificado selecionará professores substitutos para a SEE
Jornalista: Luis Ricardo
Foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) a Portaria nº 140/2020, que institui a Comissão Organizadora para a realização de Processo Seletivo Simplificado visando a contratação de professores(as) substitutos(as) para o exercício de 2021. Com esta publicação a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE) dá o segundo passo para a realização de um concurso simplificado já em 2021, podendo ser estendida a utilização do cadastro reserva que será formado a partir desta seleção para o ano de 2022.
O Sinpro alerta a todos(as) os(as) professores(as) substitutos(as) que têm interesse em firma contrato temporário de professor(a) com a SEE, que devem aguardar a publicação do edital. A publicação deve acontecer nos próximos meses, mas ainda sem data definida para a publicação do edital e também sem data para a realização da prova que fará a seleção e composição do novo cadastro reserva de professores substitutos da secretaria.
Sem reajuste há seis anos, servidores perdem benefícios em plena pandemia
Jornalista: Luis Ricardo
Legislações específicas que asseguram maior proteção trabalhista dificultam ataques a salários e direitos garantidos aos servidores públicos. Entretanto, as categorias do funcionalismo público no DF não passam imunes aos prejuízos impostos por governos durante a pandemia do novo coronavírus. Brechas na lei vêm sendo utilizadas ao máximo para atingir o bolso dos servidores.
Segundo pesquisa do Portal CUT-DF, diversas categorias do funcionalismo local vêm deixando de receber adicional noturno, adicional de insalubridade e gratificações. Isso porque, com o início da pandemia, passaram a realizar trabalho remoto ou estão afastados de seus postos de trabalho por pertencerem ao grupo de risco.
“A extinção dos benefícios impacta diretamente na sobrevivência desses servidores, principalmente em tempos de pandemia. E o que realmente se destaca é que o governo local, em nenhum momento, fez qualquer tipo de esforço para formular estratégias que mitigassem os impactos financeiros para aqueles que também estão na linha de frente do combate ao novo coronavírus. Ao contrário, abriu mão do contexto do momento e se apegou a pormenores da lei para achatar ainda mais o rendimentos desses trabalhadores”, avalia o presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues.
O último reajuste salarial negociado para o funcionalismo público foi feito em 2013, com parcelamento até 2015. Mas a maioria das categorias do serviço público sofreu calote da última parcela. Diante disso, hoje impacta nos vencimentos desses trabalhadores uma inflação de 31,53%, referente ao período de janeiro de 2015 a 31 de março de 2020, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Isso quer dizer que um salário de R$ 1.000 em 2015 equivale hoje a pouco mais de R$ 760.
Com salários defasados e vencimentos impactados com a retirada de benefícios, os servidores públicos do GDF ainda poderão ter o bolso ainda mais atingido com a aplicação de nova alíquota da Previdência Social. Em meio à pandemia do novo coronavírus, o governador Ibaneis Rocha (MDB) tentou aprovar a toque de caixa o novo percentual gerado com a Reforma da Previdência. Entretanto, a modificação representa, na prática, perda salarial. Representantes das diversas categorias de servidores públicos no DF chegaram a repudiar a iniciativa em carta conjunta sobre o tema.
No pacote anti-Estado, ainda há a possibilidade de servidores do GDF – assim como servidores federais e municipais – enfrentarem legislação que impede qualquer tipo de reajuste salarial até dezembro de 2021. Declaradamente contrário ao fortalecimento do Estado, o presidente Jair Bolsonaro vetou dispositivo da Lei Complementar que cria o Programa Federativo de Enfretamento ao Coronavírus, proibindo concessão de reajustes a servidores públicos até o fim de 2021, como contrapartida ao socorro a Estados e municípios durante a pandemia.
“Passamos por um período em que, mais que nunca, o serviço público mostra sua essencialidade para o funcionamento do Estado, para a garantia de direitos essenciais ao povo, para a garantia da saúde e da vida. E o fortalecimento desse serviço público passa pela valorização de seus servidores. O grande problema é que o governo federal, que inspira o governo local, não está preocupado com Estado, muito menos com o povo. Cabe à própria população reconhecer a essencialidade do serviço público e reagir aos ataques que sucateiam esses serviços”, diz o presidente da CUT-DF.
Trabalhadores do Detran-DF
São duas as carreiras dentro do Departamento de Trânsito do DF: a de fiscalização, que atua nas ruas, e a de atividades, que atua na parte administrativa e de atendimento ao público. Segundo o presidente do Sindetran – sindicato que representa a categoria –, Fábio Medeiros, os trabalhadores da carreira de fiscalização não chegaram a suspender as atividades desde o início da pandemia do novo coronavírus. Já os que atuam na carreira de atividades, estão majoritariamente em teletrabalho.
Mesmo com o número de infecções e mortes pela Covid-19 em crescimento geométrico, o trabalho presencial dos servidores da carreira de atividades vem sendo retomado aos poucos. Há medidas de contenção à proliferação do vírus. No caso de atendimento ao público, por exemplo, deve haver um agendamento prévio. Entretanto, de acordo com Medeiros, o número de atendimento em todo DF chega a 2 mil por dia.
O dirigente sindical conta que ainda há outras iniciativas tomadas por parte do governo com a chegada da pandemia que impactam diretamente no bolso da categoria. É o caso da suspensão da gratificação de atendimento ao público e do adicional de insalubridade para os agentes que ficaram em teletrabalho. “Nós consultamos nossa assessoria jurídica e essas medidas não são ilegais. A gente sabe que esse tipo de prejuízo está dentro da lei, mas diante de mais de seis anos sem reajuste, isso impacta muito na vida financeira da categoria”, contextualiza.
Medeiros ainda afirma que o GDF está devolvendo para o Dentran alguns processos de pautas financeiras da categoria. Isso devido ao veto de Bolsonaro a trecho do Programa Federativo de Enfretamento ao Coronavírus. A derrubada do veto ainda poderá ser feita pelo Senado. A previsão é de que essa apreciação seja feita nesta quarta 17.
Administração Direta
Os servidores e empregados da administração direta, fundacional, autarquias, empresas públicas e sociedades de economia mista do DF ─ que estão em trabalho home office ─ também tiveram benefícios cortados, como adicionais de insalubridade e periculosidade. Os adicionais são previstos em lei e só são pagos nos casos de o servidor trabalhar com habitualidade em locais insalubres ou em contato substâncias tóxicas ou com risco de vida.
Entretanto, de acordo com o presidente do Sindser – sindicato que representa a categoria –, André Conceição, os benefícios foram pagos por dois meses durante a pandemia e, agora, o GDF quer que os valores sejam devolvidos. O Sindser entrará com ação judicial para impedir que os servidores saiam prejudicados.
O presidente do Sindser destaca ainda que a entidade sindical entrou com ação judicial contra a alteração da alíquota de contribuição para a Previdência Social dos servidores públicos locais. “Os servidores públicos do DF foram pegos de surpresa com a precipitação do GDF em antecipar o aumento do desconto previdenciário aplicando a Emenda Constitucional 103, sendo que nela ficou claro que é necessária uma lei distrital aprovando essa aplicação. A Emenda determina também que o GDF comprove que o sistema previdenciário atual é deficitário. Enquanto servidores públicos e enquanto sindicato não vamos aceitar”, disse.
Trabalhadores em escolas públicas
Os auxiliares de administração escolar também tiveram retirada de benefício com a chegada da pandemia do novo coronavírus. Mais de 3,7 mil servidores da categoria recebem o adicional noturno, que representa cerca de 10% do salário médio. Entretanto, como o benefício só é pago por efetivo exercício, houve o desconto.
De acordo com o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Escolas Públicas no DF (SAE) José Eudes Oliveira, “o desconto atinge em cheio o orçamento das famílias e, diante de um contexto de congelamento salarial de mais de cinco anos, agrava o arrocho imposto aos servidores”. “Fizemos uma longa negociação com o governo, mas eles levantaram o bastião da lei e ficou por isso mesmo”, diz.
A categoria desempenha atividades como vigilância, serviços administrativos, monitoria, limpeza e manutenção nas escolas públicas do DF. Desses setores, apenas os trabalhadores que atuam como vigilantes e não estão no grupo de risco não suspenderam as atividades desde o início da pandemia. Os demais começarão a voltar ao trabalho, de forma remota, a partir do próximo dia 29.
Há ainda a chance de trabalho presencial, como explica José Eudes. “Os servidores da área de limpeza e manutenção poderão ser convocados, eventualmente, para atividades presenciais. Essa demanda será avaliada pela SUGEP (Subsecretaria de Gestão de Pessoas da SEEDF). Eles queriam que voltasse um número razoável de pessoas ao trabalho presencial. E nós, em uma negociação, dissemos que isso era muito perigoso, pois as pessoas teriam contato umas com as outras, além do que, grande parte da nossa categoria utiliza o transporte coletivo. E isso ampliaria a disseminação do risco”, afirma.
Professores da rede pública
Professores e orientadores da rede pública de ensino do DF se preocupam com os impactos do congelamento salarial do magistério, que terá repercussão ainda maior com o veto de Bolsonaro ao dispositivo da Lei Complementar que cria o Programa Federativo de Enfretamento ao Coronavírus.
Com o veto, ficarão sem possibilidade de reajuste salarial até o final de 2021 inclusive categorias envolvidas diretamente no combate à pandemia, como servidores da educação pública, além de profissionais de limpeza urbana, assistência social e profissionais de saúde.
“Trata-se de um congelamento da estrutura da carreira do magistério público. Da forma como foi feito, além de os professores ficarem sem reajuste, ficarão também sem as progressões que são benefícios da carreira, como progressão por tempo de serviço, por exemplo”, disse o dirigente do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF) Cláudio Antunes.
O aumento na alíquota de contribuição previdenciária do funcionalismo público do DF é outro ponto que tem demandado atenção do Sinpro e da sua base. Para Antunes, o reajuste da contribuição proposto pelo GDF trará uma perda salarial significativa para os servidores. “No caso do magistério, por exemplo, teríamos uma perda de R$ 300 a R$ 800 de salário líquido por mês”, destaca.
Mesmo com o grande impacto financeiro, o dirigente do Sinpro-DF mostra que uma das maiores apreensões da entidade sindical e da categoria é se o Plano de Volta às Aulas do GDF será eficiente. Pesquisa realizada pelo Sinpro mostra que aproximadamente 120 mil alunos da rede pública de ensino não têm acesso à internet ou a equipamentos necessários para acompanhar as aulas à distância. O mesmo estudo aponta também que 8 mil professores não dispõem de computadores. Desse total, 5 mil são professores regentes ─ que atuam nas salas de aula. Pelo Plano do GDF, o retorno do ano letivo terá início na próxima segunda-feira 22.
Série Covid-19: Trabalhadores no centro do debate
A CUT-DF iniciou no último dia 25 a série Covid-19: Trabalhadores no centro do debate. Abordaremos as consequências da pandemia do novo coronavírus nas diversas categorias de trabalhadores do Distrito Federal, que vêm se deparando não só com a crise sanitária, mas também com o descaso de governos e patrões, que acentuam o ataque aos direitos trabalhistas.
Ao mesmo tempo, mostraremos a atuação dos sindicatos de trabalhadores, que não pararam em nenhum momento desde a chegada do vírus, reinventando suas formas de atuação para assegurar os direitos trabalhistas, bem como a dignidade e a vida dos trabalhadores.
Trabalhadores têm mais duas semanas para pedir auxílio emergencial de R$ 600
Jornalista: Luis Ricardo
O prazo para os trabalhadores informais e desempregados se cadastrarem para receber o auxílio emergencial termina no próximo dia 2 de julho, 90 dias após a publicação da Lei que autorizou o pagamento do benefício.
E não importa quando o pedido será aprovado, os trabalhadores e trabalhadoras informais e desempregados, autonômos e microempreendedores individuais receberão as três parcelas do benefício no valor de R$ 600 – R$ 1.200,00 para mães chefes de família -, aprovado pelo Congresso Nacional em março, no início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).
A Caixa havia informado que o prazo termina em 3 de julho, mas esta semana voltou atrás e disse que termina em 2 de julho.
Pedidos analisados
A Dataprev, empresa de tecnologia da Previdência Social, ainda está reavaliando 1,2 milhão de pessoas cujos pedidos foram negados e outras 1,5 milhão que se cadastraram e ainda não tiveram os pedidos analisados.
A Dataprev recebeu no total, 106,3 milhões de cadastros, considerou 42,2 milhões inelegíveis, ou seja os trabalhadores não atendiam os critérios da lei que criou o benefício.
Prorrogação do benefício
O governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) discute a prorrogação do auxílio, que já estava prevista no projeto, por mais dois meses, totalizando assim cinco parcelas do benefício. Mas, ao contrário do que deputados e senadores aprovaram, Bolsonaro quer reduzir o valor para R$ 300.
Veja as principais dúvidas sobre o direito ao auxílio
1 – Quem tem direito ao auxílio emergencial
De acordo com a lei, têm direito ao auxílio os informais, microempreendedores individuais (MEIs), autônomos e desempregados com mais 18 anos, e as mães solo com menos de 18 anos também, desde que cumpram com os requisitos da lei, que são:
Não ter emprego formal, com carteira assinada, não ser servidor, nem ter trabalho temporário nem estar exercendo mandato eletivo;
Estar desempregado ou ser MEI
Ser contribuinte individual da Previdência Social;
Ser trabalhador informal inscrito no CadÚnico (Cadastro Único)
Mães adolescentes (menores de 18 anos) passaram a ter direito depois que um segundo projeto foi aprovado no Congresso e sancionado por Bolsonaro.
2 – Quem NÃO tem direito ao benefício?
Informal, autônomo ou MEI que vive em uma família com renda mensal por pessoa superior a meio salário mínimo (neste ano, R$ 522,50) ou renda familiar mensal total (tudo o que a família recebe) acima de três salários mínimos (neste ano, R$ 3.135)
Trabalhador que estiver recebendo seguro-desemprego, benefícios previdenciários, assistenciais ou benefício de transferência de renda federal, com exceção do Bolsa Família
Recebeu rendimentos tributáveis acima do teto de R$ 28.559.70 em 2018, de acordo com declaração do Imposto de Renda.
Como solicitar o Auxílio Emergencial pelo aplicativo
Os trabalhadores de baixa renda com direito ao benefício podem se cadastrar no site da Caixa https://auxilio.caixa.gov.br/#/inicio ou baixar o aplicativo Caixa|Auxílio Emergencial, que está disponível para os sistemas Android e IOS.
Aplicativos
Passo 1: Faça o download do CAIXA Auxílio Emergencial (Android e iOS);
Passo 2: Toque em “Realize sua solicitação”;
Passo 3: leia com atenção todas as informações que aparecem na tela antes de continuar. Se você se enquadra em todas as condições, marque as caixas de diálogo e clique em “Tenho os requisitos, quero continuar”;
Passo 4: digite seu nome completo, CPF, data de nascimento e nome da sua mãe. Depois, marque a caixa de diálogo “Não sou um robô” e clique em continuar;
Passo 5: digite seu número de celular (com DDD) e selecione a operadora para receber um código de verificação;
Passo 6: a partir desta etapa, o aplicativo vai solicitar informações complementares sobre você, como o valor do seu último salário ou quantas pessoas compõem sua família;
Passo 7: informe como gostaria de receber o auxílio emergencial, se em uma conta já existente (na CEF ou em outra instituição financeira) ou em uma conta nova (da CEF);
Passo 8: caso opte por receber o auxílio através de uma conta já existente, basta fornecer os dados da sua conta e clicar em “Continuar”;
Passo 9: pronto! Sua solicitação de auxílio emergencial está em análise.
Como acompanhar sua solicitação do Auxílio Emergencial
Passo 1: para acompanhar sua solicitação, basta voltar ao Passo 2 e selecionar a opção “Acompanhe sua solicitação”;
Passo 2: forneça o CPF usado para realizar o cadastro e insira o código enviado anteriormente;
Passo 3: pronto! Aqui você visualiza como está o andamento da sua solicitação. Segundo a Caixa, os resultados já devem aparecer a partir do dia 9 de abril;
Se preferir, você também pode acompanhar sua solicitação através do site do Auxílio Emergencial. O procedimento é o mesmo!
Atenção: a Caixa não envia mensagens com links por SMS ou WhatsApp que dão acesso ao cadastro do auxílio emergencial.
Para evitar cair em golpes, o cidadão deve digitar o endereço do site no navegador ou baixar o APP na loja virtual de aplicativos.
Para sacar, pagar contas, fazer compras e transferir o dinheiro depositado nas poupanças sociais digitais abertas pela Caixa, o trabalhador e a trabalhaora precisam baixar o aplicativo do Caixa Tem porque em geral tem um calendário de deposito – quando só é possível pagar contas e fazer compras com o cartão virtual – e outro de saques e transferências, que começa 15 dias ou mais depois do depósito ter sido feito.
Saber Viver em Casa aborda Saúde mental e Coronavírus
Jornalista: Leticia
rEm tempos de pandemia, a atenção à saúde mental deve ser redobrada. Por esse motivo, o programa Saber Viver em Casa, que vai ao ar na próxima segunda-feira (22), às 18h30, terá como tema saúde mental e Coronavírus.
No encontro, a diretora do Sinpro-DF, Gilza Camilo e a psicanalista, doutora e pós-doutora em teoria psicanalítica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Verônica Martinelli falarão sobre as principais dificuldades impostas à categoria magistério com o isolamento social.
O Saber Viver em Casa é um programa de TV realizado por uma parceria do Sinpro-DF com a TV Comunitária e é transmitido, ao vivo, pelo canal 12 da NET e pelo Facebook e You Tube do Sinpro-DF e da TV comunitária.
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou agora a pouco que deixa o cargo. A confirmação foi dada em um vídeo publicado por Weintraub, em que o ministro aparece ao lado de Bolsonaro.
A saída de Weintraub, é resultado de uma gestão cheia de escândalos, equívocos, e desrespeito aos professores(as) e estudantes. Recentemente, Abraham Weintraub aparece em um vídeo fazendo inclusive ofensas aos ministros do Supremo Tribunal Federal.
Vale ressaltar que o ex- ministro, está sendo investigado no Relatório das FakeNews.
No último domingo (14), sem nenhuma preocupação com à pandemia da Covid-19, Weintraub esteve presente em manifestações sem o uso de máscaras, EPI obrigatório na capital. A multa foi aplicada pelo GDF, no valor de R$ 2 MIL.