Taxar fortunas e tributação justa são caminhos para resolver crise e desigualdade

Se é fato que a pandemia do novo coronavírus trouxe a consciência de que o Estado é fundamental para manter o bem-estar social, fato também é a urgência de uma reformulação no sistema tributário brasileiro para que a carga de impostos deixe de ser um peso maior sobre os mais pobres, como é hoje no país.

Isso acontece porque no Brasil os tributos são concentrados nos impostos indiretos. São taxas sobre o consumo inseridas nos preços das mercadorias. Segundo dados levantados pela Associação Nacional de Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip) e pela Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco), 49,7% dos impostos do país são recolhidos desta forma.

O tema dos impostos sobre grandes fortunas, que está na Constituição de 1988, nunca foi levado adiante e buscar os recursos necessários para manter a sobrevivência de milhões de brasileiros e brasileiras, fazendo milionários contribuírem nessa fatia é um caminho justo, segundo especialistas.

O assunto foi tema do debate “A Taxação de Grandes Fortunas e a Reforma Tributária”, promovido pela CUT na manhã desta terça-feira (9), durante a reunião virtual da Direção Executiva da Central.

“Esse tema nunca foi levado adiante, desde 1988, por causa da pressão de empresários e banqueiros sobre o Congresso. Eles são os detentores de grandes fortunas e não querem pagar impostos”, afirmou o presidente da CUT, Sérgio Nobre.

O dirigente reforçou a importância da discussão do tema neste momento em que o Estado é fundamental para garantir a vida dos mais pobres. “Fica claro que a renda básica universal deve ser política permanente, assim como o fortalecimento dos serviços públicos”, disse.

Isso significa que uma revisão no modelo de arrecadação é necessária. O resultado ideal, de acordo com os especialistas que participaram do debate é “quem tem mais paga mais, quem tem menos, paga menos”.

O deputado Federal Henrique Fontana (PT-RS), membro da frente dos deputados de oposição pela reforma tributária, elaborou uma proposta de reforma tributária que será consolidada e apresentada no Congresso Nacional, que pretende arrecadar R$ 150 bilhões nos próximos cinco anos, para que os recursos sejam utilizados com foco no enfrentamento à pandemia.

Inserem-se nesse contexto as questões de investimento em saúde e na economia com foco em manter a renda de trabalhadores e auxiliar pequenas e médias empresas.

O deputado listou seis alterações tributárias que constam em sua proposta. A primeira delas é taxar as grandes fortunas, a partir de R$ 15 milhões de reais, com alíquotas progressivas de valores, começando em meio por cento e chegando a 3% para quem tem mais de cem milhões de reais “guardados”.

Henrique Fontana dá o exemplo de Luciano Hang. “O empresário líder do fascismo no Brasil, tem uma fortuna, conforme mostrou a reportagem da Folha de SP, de mais de R$ 8 bilhões de reais. Ele pagaria R$ 544 milhões por ano e isso garantiria a renda mínima para 77 mil famílias brasileiras”.

Não queremos ver o bilionário Luciano Hang doando apenas dois respiradores para o hospital da sua cidade. Ele deve contribuir com 544 milhões por ano sobre sua fortuna

– Henrique Fontana

A proposta também passa por tributar grandes rendas e altos salários, aumento das alíquotas sobre grandes heranças, aumento da tributação sobre bancos e financeiras, IPVA para veículos de luxo como jatinhos, iates e helicópteros e uma alteração, em certo ponto polêmica, mas de acordo com o deputado, necessária, o aumento do Imposto de Renda para pessoas físicas.

Segundo o parlamentar, a proposta, que ainda não está ‘fechada’ pela oposição é de uma alíquota progressiva para todos que tenham salários acima de R$ 15 mil reais. A alíquota começaria em 30% para a faixa salarial até R$ 20 mil e chegaria a 40% para quem tem salários maiores de R$ 50 mil.

 

Por que as alterações?

Fontana justificou caso a caso.

Taxar lucros e dividendos: para quem tem grandes rendas, como investimentos em bolsa de valores, por exemplo, o ‘ganho é expressivo e o imposto é zero’. Pelas contas levantadas pelo parlamentar, a arrecadação com esse tipo de tributação seria de cerca de R$ 71 bilhões ao ano.

O imposto sobre grandes heranças teria uma alíquota de 20%, “como em países civilizados”, segundo o deputado. A faixa para tributação começaria em “heranças de cinco ou dez milhões de reais”, ele diz.

O aumento de tributação sobre o sistema financeiro, de acordo com a proposta, é elevar de 20% para 30% o valor da contribuição social cobrada sobre o lucro líquido dos bancos e de 15% para 25%, a alíquota para outras empresas financeiras.

Um tributo que geraria arrecadação baixa mas que, segundo Henrique Fontana, tem um peso simbólico forte é o Imposto sobre a propriedade de veículos automotores (IPVA) cobrado de iates, por exemplo.

“O motorista do Uber paga IPVA para ganhar a vida e quem tem iate, não paga. É zero de imposto”, ele critica.

 

Centro de discussão

A Secretária-Geral da CUT, Carmen Foro, afirmou que o fator mais relevante para que se faça uma reforma tributária no Brasil é a desigualdade social. “É o centro do debate por que a desigualdade é gigante entre quem tem muito e quem não tem nada”.

A dimensão desse abismo social e econômico pode ser exemplificada pela concentração de riquezas. Cerca de 1% da população do planeta detém mais que o dobro da riqueza dos 99% restantes.  No Brasil, a concentração não é muito diferente. Aqui, 206 bilionários possuem juntos mais de R$ 1,2 trilhão.

Dão Real, diretor de Relações Institucionais do Instituto Justiça Fiscal e membro do coletivo Auditores Fiscais pela Democracia, defende que haja um resgate do protagonismo da sociedade, em especial a maioria mais pobre, sobre o modelo do Estado.

Ele explica que a Constituição de 1988 trouxe a tentativa de instituir o Estado de bem-estar social, mas ao longo dos anos, o que se viu foi o contrário disso, em particular, na cobrança de impostos.

“Parte da tentativa foi minada ao longo dos anos, em especial, o tema do financiamento de políticas públicas. O Imposto de Renda foi reduzido para 25%, tínhamos sete alíquotas progressivas, ficamos com apenas duas e isso esvaziou o imposto de renda. Por isso os mais pobres pagam mais”, ele diz.

Ele também reforçou que há dificuldade em fazer avançar pautas progressistas no Congresso e isso faz parte de um a ação orquestrada pelos setores que se beneficiam da política tributária como é hoje. “Eles se beneficiam também porque a sociedade não debate o tema”, ele completa.

 

Direito à vida

Dão Real observa que uma questão ética tomou conta da sociedade brasileira em tempos de pandemia – o confronto entre o direito à vida e o direito à propriedade, além da defesa dos lucros.

Direito a vida prevalece sobre qualquer outro, segundo a Constituição. O que temos que fazer é gastar tudo o que for preciso para proteger a vida das pessoas e o resto se resolve depois

– Dão Real

O diretor do ITJ afirma que, além de o Estado garantir renda para quem está em casa e ajudar pequenas e médias empresas para que tenham fôlego econômico no pós-pandemia, é preciso desonerar quem tem baixa renda. Uma de suas propostas é tributar com Imposto de Renda apenas quem ganha mais de três salários mínimos. A contrapartida para essa desoneração é a tributação sobre “quem tem muito”.

Por isso, ele diz, a questão da tributação e do papel do Estado, sobre o que ele gasta e o que tem que gastar para enfrentar momentos de crise como atual é político e não técnico.

Nesse sentindo, a mobilização da sociedade, a conscientização da classe trabalhadora sobre seus direitos e sobre justiça social é um debate mais que oportuno nesse momento.

 

Tributação mais justa: ‘dá pra passar’?

Carmen Foro lembra que o Congresso tem muitos milionários e por isso, nunca votou a favor de taxar as próprias riquezas. Por outro lado, a sociedade sempre teve dificuldade de compreender as tributações.

Dão Real afirma que as propostas não são tão simples e tão diretas de implementar, mas o principal elemento que define o sucesso é o engajamento popular.

Ele diz que, até hoje, várias propostas foram encaminhadas e houve reformas silenciosas, que foram tornando o sistema regressivo, que desonerou o capital, porque o setor interessado estava mobilizado para isso.

“O que falta é o outro lado fazer a pressão para se tributar altas rendas. Sem Estado não há saída e a visão ultraneoliberal não morreu. “O movimento pelo Estado mínimo continua e vai depender do nível de consciência popular de que é preciso garantir Estado, renda, saúde pública, educação e previdência para todos”, conclui Dão Real.

 

Experiência internacional

O debate promovido pela CUT trouxe, de forma virtual, uma experiência internacional. Os vizinhos argentinos, segundo Hugo Yasky, Secretário-Geral da Central de Trabalhadores Argentinos (CTA), como no Brasil, ‘compram a ideia’ disseminada pelos grandes veículos de comunicação de que os impostos são injustos para todos.

“Os donos de fortunas, que são donos dos meios de comunicação, constroem a ideia de que pagamos muitos impostos. E constroem a ilusão de que eles também pagam muito e assim, não podemos abrir empresas e gerar empregos, que não podemos evoluir”, diz o sindicalista argentino.

Ele conta também que o enfrentamento à pandemia na Argentina tem sido feito com medidas de proteção social, como garantir renda básica às famílias mais pobres e trabalhadores informais que perderam suas rendas.

Fonte: CUT

Saber Viver em Casa apresenta boa música nesta quarta-feira (10)

A boa música toma conta do programa Saber Viver em Casa. A edição desta quarta-feira (10), a partir das 18h, apresenta cantoras do Distrito Federal para quem está de quarentena por causa da Covid-19. Fátima Moraes, diretora do Sinpro-DF, vai acompanhar as convidadas Zeni Rainha e Mônica Costa, que terá como violinista o professor Jairo Mendonça.

São professores(as) da Secretaria de Estado da Educação (SEEDF) que fazem a diferença ao dedicarem as horas vagas da vida à boa música. Mônica Costa é formada em música pela Universidade de Brasília (UnB), pedagoga na SEEDF e professora regente há mais de 29 anos. Na dobradinha com o violonista, professor e diretor do Sinpro-DF, Jairo Mendonça, ela vai embalar a noite de quem cumpre o isolamento social.

O programa traz também uma das estrelas da Música Popular Brasileira (MPB) e prata da casa. Mineira de nascimento e brasiliense de coração, a professora de canto, sambista e compositora Zeni Rainha, que chegou na capital do País aos 3 anos de idade, estará no programa. Moradora da Ceilândia, aos 18 anos aprendeu a tocar violão e colecionou experiências únicas no cenário musical.

Suas composições são inspiradas nas próprias experiências de vida e de pessoas próximas, e aborda sempre as questões de gênero, a luta contra o racismo e os dramas existenciais. Desde o início de sua trajetória musical, a artista teve como referência musical grandes nomes da MPB, como Djavan, Dona Ivone Lara, Milton Nascimento, entre outros. Em 2019, Zeni lançou o EP “Arranha-Céu”, disponível no Deezer, Spotify e Itunes.

O programa Saber Viver em Casa é uma parceria do Sinpro-DF com a TV Comunitária. É transmitido pelo canal 12 da NET e pelo Facebook e You Tube do Sinpro-DF.

Não perca: é nesta quarta (10), às 18h!

#FiqueEmCasa

 

 

 

 

 

TV SINPRO DESTA TERÇA (09) RECEBE O RAPPER GOG

O programa TV Sinpro dessa terça-feira (09) terá como pauta um balanço das manifestações antirracistas que acontecem no Brasil e no mundo.

O programa, que vai ao ar logo mais, às 17h, contará com a presença do rapper GOG e do diretor do Sinpro Bernardo Fernandes.

TV Sinpro é um programa transmitido, ao vivo, pela TV Comunitária, toda terça-feira, às 17h, pela página eletrônica do Sinpro-DF no Facebook, pelo canal 12 da NET e pelo site e fanpage da TV Comunitária.                  

As reprises são exibidas no decorrer da semana. Confira a programação:

Terças – 22h

Quartas – 18h30

Quinta – 13h30 e 22h30

Sábado – 13h

Domingo – 18h30

 

Secretários de saúde lançam site com divulgação ‘paralela’ de dados da Covid-19 e atualização até 17h

O Conselho Nacional dos Secretários de Saúde, que reúne os gestores dos 26 estados e do Distrito Federal, inaugurou neste domingo (7) um portal “paralelo” para divulgar os dados da pandemia de coronavírus no país.

Segundo a entidade, os dados serão atualizados diariamente às 17h – horário em que os dados são enviados ao Ministério da Saúde para consolidação do boletim nacional. Desde a última quinta (4), o governo federal passou a divulgar os dados só ao fim da noite, depois das 21h30.

Os dados ficarão disponíveis no site do Conass. Em nota, o presidente do conselho e secretário de Saúde do Pará, Alberto Beltrame, afirma que as decisões de gestão em saúde devem ser pautadas por “ciência, verdade e informação precisa e oportuna”.

Segundo o site do Conass, até as 16h30, o Brasil já registrava 680.456 casos confirmados e 36.148 óbitos de pessoas com a Covid-19.

Nas 24 horas anteriores ao fechamento do balanço, foram 30.164 novos contágios e 1.113 novas mortes.

levantamento exclusivo do G1 com as secretarias de Saúde dos estados e do DF aponta que, até as 20h deste domingo, os dados acumulados eram ainda maiores: 691.819 casos confirmados e 36.484 mortes.

Portal lançado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) com dados sobre a Covid-19 — Foto: Conass/Reprodução

Portal lançado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) com dados sobre a Covid-19 — Foto: Conass/Reprodução

Mudanças na divulgação

 

A iniciativa foi tomada após o governo Jair Bolsonaro começar a omitir dados que vinham sendo divulgados desde o início da pandemia.

O Ministério da Saúde retirou, do site oficial sobre a pandemia do novo coronavírus, os dados acumulados sobre o número de infectados e mortos pela Covid-19. Desde a tarde de sábado (6), o portal passou a exibir apenas resultados das 24 horas anteriores à atualização.

A mudança segue o mesmo protocolo que foi adotado para o boletim diário de divulgação. O documento era divulgado por volta das 18h, com dados recentes e acumulados. Na sexta (5), as tabelas vieram a público às 21h40, e com dados suprimidos.

Em uma rede social, Jair Bolsonaro disse que “o Ministério da Saúde adequou a divulgação dos dados sobre casos e mortes relacionados ao covid-19.” Mas, nem o presidente, nem o Ministério da Saúde informaram qual era o problema da divulgação anterior, do ponto de vista científico.

G1 identificou três mudanças principais no novo formato:

  • os números acumulados de contaminados e mortos deixaram de ser divulgados;
  • os coeficientes de incidência de contaminação e óbitos (ou seja, a taxa de infecção e de morte por 100 mil habitantes em cada estado) e a taxa de letalidade da Covid-19 (ou seja, o percentual de contaminados que morrem por conta do vírus) também sumiram do site;
  • ferramenta de download dos dados, fundamental para análise estatística e pesquisa científica, não existe mais.

O que diz o Ministério da Saúde

Na noite deste domingo, o Ministério da Saúde divulgou nota informando que está “finalizando a adequação da divulgação e ferramentas de informação sobre casos e óbitos de Covid-19.

“O objetivo é que, nos próximos dias, estejam disponíveis em uma página interativa que possa trazer os resultados desejados pelo usuário. Assim, será possível acompanhar com maior precisão a dinâmica da doença no país e ajustar as ações do poder público diante a cada momento da resposta brasileira à doença”, diz a pasta.

Instituto Federal de Brasília rejeita EAD

Atuando com Educação Profissional e Ensino Médio, os campi do Instituto Federal de Brasília (IFB) afirmaram que não atuarão com Educação a Distância (EAD) ou em algum tipo de plataforma digital. A definição foi dada durante entrevista nessa sexta-feira (05), ao DFTV, sob a avaliação de que este meio de ensino não funciona.

Segundo a entrevista, a direção do IFB disse ter tomado a decisão mediante pesquisa realizada pelo Instituto, onde foi constatado que nem 70% dos(as) estudantes sequer conseguiram responder a pesquisa, quiçá assistir as aulas dadas por EAD. Como isto, constataram que a plataforma não funcionará e preferem continuar analisando outras possibilidades.

 

UnB constata que EAD não é eficaz

A Universidade de Brasília (UnB) suspendeu as aulas logo nos primeiros dias da pandemia da COVID-19. Primeiro a universidade tentou dar continuidade aos cursos via EAD, mas constatou que não estava dando certo e avaliou que a ferramenta poderia ser um desastre na educação de adultos e suspendeu as atividades.

Na tentativa de encontrar outras soluções para o problema, a universidade está realizando outra pesquisa para encontrar uma solução.

 

SEE age de forma equivocada

Mesmo vendo que a UnB não adotaria as aulas no formato EAD para adultos, a Secretaria de Educação resolveu atender crianças da Educação Básica, muitas de turmas inclusivas e de classes especiais (PCD), no formato EAD. Um dos principais questionamentos sobre a falta de equipamentos para os(as) estudantes da rede pública do Distrito Federal tem sido respondido pela SEE de forma equivocada, que é o envio das atividades impressas antes do pico de pandemia.

O Brasil alcançou a marca de 35 mil mortes e deve alcançar a marca de 40 mil óbitos nos próximos sete dias e a SEE planeja, no meio do pico da pandemia, encaminhar impressos para que estudantes e professores troquem o material, aumentando assim o risco de contágio.

Enquanto a UnB e o IFB estão fazendo pesquisas para tomar decisões, a SEE não fez nenhuma pesquisa e mesmo sabendo que trabalha com público carente, resolveu fazer a exclusão da educação de 120 mil estudantes sem computadores.

O Sinpro vem disponibilizando os dados das pesquisas, mas mesmo assim a secretaria ignora os fatos para aplicar uma metodologia de ensino que não foi desenvolvida na educação básica e que está fadada ao fracasso.

 

Referência em ensino

Desde 2019 o Sinpro vem falando muito sobre o ensino médio dos IFB’s, quando começou a discussão sobre a militarização das escolas públicas do DF. Em nossas abordagens e pesquisas sobre o funcionamento no IFB, detectamos que ela representa, na rede pública do país, o melhor ensino público, mesmo porque recebe mais recursos financeiros que as escolas estaduais, municipais e do Distrito Federal, recursos estes que fazem a diferença.

Portanto, avaliamos que a decisão do IFB, referência em educação pública no ensino médio, é acertada em não querer usar a ferramenta Google Class Room ou outros mecanismos digitais, porque percebeu que o Instituto pode resolver isto posteriormente, com aulas presenciais.

Saber Viver em Casa desta segunda (08) aborda os Impactos da pandemia: Contribuições da Psicologia Escolar

A edição do Saber Viver em Casa desta segunda-feira (08) fala um pouco sobre os Impactos da pandemia: Contribuições da Psicologia Escolar. O programa será transmitido ao vivo às 18h30 e contará com a contribuições da psicóloga escolar Vanuza Sales e dos professores Samuel Fernandes e Gleicimar Gonçalves.

Além de ser psicóloga escolar, Vanuza Sales é professora da Secretaria de Educação, ex-presidente do Conselho Regional de Psicologia e ex-diretora do Sinpro. Gleicimar é doutoranda no Programa de Pós-graduação em Processo de Desenvolvimento Humano e Saúde da Universidade de Brasília, especialista em grupos operativos pelo Instituto de Psicologia Social Pichon Rivière, foi professora no Curso de Psicologia da Universidade Católica de Brasília por 18 anos e atualmente leciona no Curso de Psicologia do IESB.

O programa Saber Viver em Casa é uma parceria do Sinpro-DF com a TV Comunitária, e é transmitido pelo canal 12 da NET e pelo Facebook e You Tube do Sinpro-DF.

Não perca: é nesta segunda (08), às 18h30!

Assista e participe!

#FiqueEmCasa

David Edwards atualiza a análise sobre a educação mundial na pandemia

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David Edwards, Secretário Geral da Internacional da Educação (IE), enviou uma mensagem atualizada sobre o contexto da pandemia de coronavírus e seu impacto no setor educacional em todo o mundo, mais de 70 dias após o início da medidas de emergência sanitária e distanciamento físico na maioria dos países.

Edwards destacou o trabalho de professores e trabalhadores da educação, que fizeram e continuam a fazer um esforço significativo para fornecer educação de qualidade com as ferramentas e os recursos disponíveis em casa. Ele também destacou a ação das organizações sindicais, que continuam lutando em defesa de melhores condições de trabalho em meio à pandemia.

O Secretário-Geral da IE denunciou em sua mensagem o oportunismo de grupos interessados ​​na comercialização e privatização da educação, que promovem a compra de suas plataformas pelos governos.

Edwards disse que, diante da emergência da saúde, a população agora valoriza o trabalho de ensino mais do que nunca, e as organizações sindicais devem soar suas vozes na luta contra medidas de austeridade que causam cortes na educação pública e em outros serviços.

David Edwards identificou como um grande desafio a necessidade de transmitir a mensagem sobre a importância da solidariedade para a sociedade, políticos e comunidades. “Não podemos voltar atrás, temos que reconstruir e temos que investir”, disse Edwards.

Veja a mensagem de David Edwards abaixo:

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Fonte: CNTE

REDE PÚBLICA DE ENSINO | Programa do GDF prejudica cerca de 5 mil professores e 120 mil alunos

Diante da pandemia do novo coronavírus, diversas categorias de trabalhadores estão sendo prejudicadas com a retirada de direitos trabalhistas e a perda do emprego. No caso dos professores da rede pública de ensino do DF, os prejuízos não chegaram a atingir os contracheques, mas atacam o direito do exercício da profissão. Na outra ponta, alunos também se veem impedidos de exercer o direito humano à educação. Isso porque o Governo do Distrito Federal implementará o Programa Escola em Casa DF, que determina o retorno às aulas de forma remota.

A portaria que prevê a implementação do Programa Escola em Casa DF foi publicada no Diário Oficial do DF dessa segunda-feira (1º/6). No texto, o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) está fora da composição dos comitês central e regionais apontados para planejar o retorno das atividades escolares remotas e presenciais.

Entre outros pontos, o eixo pedagógico do projeto do GDF prevê aulas via internet, por meio de plataforma digital, e televisionadas. Entretanto, pesquisa realizada pelo Sinpro-DF revela que 21,27% dos 23 mil professores da rede pública de ensino que estão em sala de aula (cerca de 5 mil) não têm computador, indicado como equipamento mais apropriado para preparar as vídeoaulas. Este dado foi passado em primeira mão para a CUT-DF.

Um outro dado, este já publicado pelo Sinpro-DF, mostra que 26,27% dos 460 mil estudantes da rede pública de ensino do DF (120.842) não podem assistir e participar de nenhum tipo de educação à distância por não terem celular, tablet, computador ou notebook. Segundo a pesquisa, a maioria desses estudantes é das cidades de São Sebastião (39,02%) e Paranoá (38,53%), que fazem parte da lista de regiões administrativas mais pobres do DF, segundo a Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan).

A pesquisa do Sinpro também comprovou o fracasso das aulas televisionadas, que embora não estejam ainda contando para o calendário escolar, estão disponíveis em alguns canais de TV há cerca de dois meses. Pelo estudo, 57,90% dos estudantes (265 mil) não assistiram às teleaulas disponibilizadas pela Secretaria de Estado da Educação do DF (SEEDF). Dos 42,1% dos pais, mães e responsáveis do grupo que assistiram à programação das teleaulas, 56% estão insatisfeitos e 19% declararam que os filhos não estão conseguindo acompanhar o material.

“Essa pesquisa mostra que a falta de investimento histórico na Educação pública vai cobrar neste momento de pandemia e de emergência uma fatura gigantesca. Todos os dados da pesquisa demonstram isso”, afirma Cláudio Antunes, coordenador da Secretaria de Imprensa do Sinpro-DF.

Educação como um “bom negócio”

A análise feita por setores da esquerda política do Brasil é de que o presidente Jair Bolsonaro, aliados e empresários enxergam na pandemia do novo coronavírus uma oportunidade única para implementar projetos e propostas que arrochem ainda mais a classe trabalhadora e transfira renda para o setor privado. Não por acaso o Ministério da Educação e governadores que seguem a cartilha neoliberal vêm fazendo esforços hercúleos para implementar a educação a distância em todos os níveis da educação.

“O governo está dando um caráter de que (aulas remotas) é uma excepcionalidade, mas na verdade existe um projeto em curso, especialmente no Ministério da Educação, que é de mercantilização da educação, tornando a educação pública um bom negócio. O risco que nós estamos correndo é de que tirem proveito dessa situação de pandemia para querer fazer disso uma política permanente”, afirma a diretora do Sinpro-DF Rosilene Corrêa.

Para dimensionar os ganhos financeiros de empresas ao utilizar a educação como mercadoria, o lucro líquido da Ser Educacional, uma das grandes empresas que atuam na educação a distância no ensino superior, atingiu R$ 36,2 milhões no terceiro trimestre de 2019.

“(Governos) Estão empenhados em fazer com que isso (educação remota) aconteça porque, por trás disso, existem grandes empresas do ramo da educação que têm grandes contratos que, se não estão feitos agora, de imediato, serão feitos em um futuro próximo”, afirma Rosilene Corrêa.

Segundo a jornalista e doutora em Antropologia Olívia Bandeira, coordenadora do Coletivo Brasil de Comunicação Intervozes, as consequências do ensino remoto tem potencial de agravar as desigualdade educacionais do Brasil. “Essas medidas podem ter efeitos de médio e longo prazo para a qualidade do ensino, inclusive porque podem ser um ‘laboratório’ para aqueles que apostam no ensino a distância como forma de barateamento e sucateamento da educação básica e superior no futuro, ampliando ainda mais as desigualdades educacionais que já existem no país.”

Dados pessoais: a nova moeda

Para viabilizar o Programa Escola em Casa DF, o GDF prevê uma parceria com a Google, utilizando as plataformas Google Classroom e Google for Education. As plataformas da gigante digital sugerem que professores incentivem seus alunos a citarem a própria ferramenta como recurso didático, realizando rimas com a Google for Education,por exemplo, além de gravarem e disponibilizarem vídeos com suas manifestações.

“No caso da solução do Google para a educação, há pouca informação disponível sobre quais dados serão coletados durante o uso e como eles poderão ser utilizados pela empresa. A empresa já foi questionada judicialmente em diferentes ocasiões fora do Brasil por violar a privacidade e a intimidade de seus usuários”, afirma a coordenadora regional da Derechos Digitales – organização latino-americana que luta pela defesa e promoção dos direitos humanos no ambiente digital – Jamila Venturini.

Segundo ela, que também integra a Rede Latino-americana de Estudos sobre Vigilância, Tecnologia e Sociedade (Lavits), “os interesses de grandes corporações de tecnologia em oferecer soluções educativas respondem a um modelo de negócios que se alimenta de grandes quantidades de dados para se aprimorar e acumular valor”.

“O acesso aos dados de milhares de estudantes ao redor do mundo ajuda no treinamento e desenvolvimento dos algoritmos de análise e predição dessas empresas. E quanto mais precisos sejam esses algoritmos em prever interesses e comportamentos dos mais variados públicos, mais valor terão os anúncios personalizados baseados neles. As informações coletadas também podem ser usadas para o desenvolvimento de outros produtos que futuramente serão comercializados”, afirma Jamila Venturini.

Série Covid-19: Trabalhadores no centro do debate

A CUT-DF iniciou na segunda-feira 25 a série Covid-19: Trabalhadores no centro do debate. Abordaremos as consequências da pandemia do novo coronavírus nas diversas categorias de trabalhadores do Distrito Federal, que vêm se deparando não só com a crise sanitária, mas também com o descaso de governos e patrões, que acentuam o ataque aos direitos trabalhistas.

Ao mesmo tempo, mostraremos a atuação dos sindicatos de trabalhadores, que não pararam em nenhum momento desde a chegada do vírus, reinventando suas formas de atuação para assegurar os direitos trabalhistas, bem como a dignidade e a vida dos trabalhadores.

Fonte: CUT-DF

Projeto prevê que empresa pode demitir e recontratar trabalhador durante pandemia

Num momento de crise econômica com o índice de desemprego do país na casa de 12,6%, atingindo 12,8 milhões de pessoas, e com possibilidade de aumentar ainda mais por causa da pandemia do novo coronavírus (Covid 19), a proteção ao trabalhador torna-se cada vez mais necessária, e por isso é preciso cuidado ao analisar as propostas que tramitam na Câmara dos Deputados, que em tese facilitariam a vida de empresários e trabalhadores, avaliam o diretor técnico do Dieese, Fausto Augusto Júnior, a economista da Unicamp, Marilane Teixeira e o advogado trabalhista Fernando José Hirsch, do LBS Advogados . 

Um dos Projetos de Lei (PL) em tramitação, na Câmara dos Deputados, é o nº 2952/20, que autoriza a recontratação de um trabalhador ou trabalhadora, demitido sem justa causa, dentro de 120 dias, durante o estado de calamidade pública, que vai até o dia 31 de dezembro deste ano. 

Hoje o artigo 2° da Portaria nº 384/92 do extinto Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) considera-se fraudulenta a rescisão seguida de recontratação ocorrida dentro de 90 (noventa) dias subsequentes à data em que formalmente a rescisão foi feita.

A professora de economia, Marilane Teixeira diz que o cuidado na análise é necessário porque o impedimento de 90 dias para recontratação de quem foi demitido sem justa causa era, à época da portaria do MTE, necessário para evitar que as pessoas demitidas acessassem o seguro-desemprego e o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e continuassem a prestar serviços para a mesma empresa onde foi demitido, até mesmo com salário menor.

“Hoje diante da pandemia a proposta do PL não é de toda ruim, mas é preciso que tenha uma proteção maior no sentido de que este trabalhador demitido volte a ser contratado com salário abaixo do que recebia anteriormente”, diz Marilane.

A preocupação com o rendimento do trabalhador é compartilhada pelo Coordenador-Técnico do Dieese, Fausto Augusto Júnior. Para ele, são três problemas que o PL não responde.

Primeiro, se a pessoa demitida vai ser contratada com o mesmo salário ou a empresa vai utilizar a pandemia para reduzir o valor pago ao trabalhador.

Segundo, se este trabalhador demitido vai receber de fato todas as verbas rescisórias a que tem direito, que são: o saldo de salário (correspondente aos dias trabalhados pelo trabalhador), o aviso-prévio (trabalhado ou indenizado e proporcional ao tempo de serviço), férias vencidas e proporcionais acrescidas de 1/3, 13º salário proporcional, indenização de 40% dos depósitos do FGST. Neste caso, a demissão de um trabalhador mais antigo numa empresa, com, por exemplo, 10 anos de carteira assinada, se receber tudo o que tem direito vai custar para a empresa, pelo menos, o valor de 10 salários que este trabalhador recebia. Portanto, não seria vantajoso para a empresa demiti-lo por quatro meses e readmitir.

 “Neste caso é um custo inútil porque uma empresa não vai pagar 10 meses de salários para economizar quatro meses”, avalia Fausto.

O terceiro ponto é se a validade da readmissão antes do prazo legal vai ser mantida após a pandemia.

“Se for possível demitir e readmitir independentemente do período de calamidade pública poderá haver maior rotatividade de trabalhadores com salários menores do que os contratos iniciais”, teme Fausto.

Já o advogado Fernando Hirsch é taxativo. Para ele, o PL pode aumentar as fraudes trabalhistas.

“Isto já ocorria e foi para evitar esta prática, que na própria CLT [Consolidação das Leis do Trabalho], tem diversos artigos anulando os atos praticados em decorrência de fraude. E foi nesse sentido, com o objetivo de dificultar rescisões contratuais fraudulentas, para levantamento do FGTS e o seguro-desemprego, que foi expedida a Portaria 384/92”, afirma Hirsch.

Fonte: CUT

MP 936: entidades iniciam nova batalha no Senado

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A Medida Provisória 936/20 continua a exigir mobilização da categoria durante tramitação no Senado. O texto, que deve ser votado esta semana, ainda têm pontos negativos, como o aumento da jornada de trabalho. A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) não aceitam a alteração, que atingem diretamente os bancários, principalmente os da Caixa. As entidades convocam mobilização dos trabalhadores para barrar a medida.

A MP foi aprovada na Câmara dos Deputados na última quinta-feira (28). No Senado, foi designado nesta terça-feira (02), o senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO) como relator. A previsão é que a MP seja votada até quinta-feira (04) no Plenário do Senado Federal.

A matéria que prejudica os bancários, inserida sorrateiramente na MP para alterar o artigo 224 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), afirma que a jornada de trabalho de seis horas não se aplica aos trabalhadores bancários que recebem gratificação de função não inferior a 40% do salário. A texto aprovou a compensação dos valores da 7ª e 8ª horas extras, definidas na cláusula 11 da CCT (Convenções Coletivas de Trabalho) da categoria.

O presidente da Fenae, Sérgio Takemoto, diz que as entidades permanecem alertas para mais esta fase da batalha e destaca que é preciso mobilização para superar os retrocessos da MP 936. “A Fenae e as entidades representativas dos trabalhadores não vão aceitar esse ataque. Precisamos pressionar os senadores e fazer uma grande mobilização para assegurar a manutenção das nossas conquistas”, afirmou o presidente da Federação do Pessoal da Caixa.

A mudança já havia sido incluída na MP 905, que tratava da carteira verde e amarela, mas foi retirada depois de muita pressão das entidades que representam os trabalhadores. Incluída posteriormente na 936, o trecho difere de seu objetivo original desta MP, que seria a “manutenção do emprego e da renda e dispor sobre medidas trabalhistas complementares para enfrentamento do estado de calamidade pública”. De acordo com a Contraf-CUT, o item não deveria estar no texto, uma vez que o tema é objeto de negociação coletiva e não de lei.

Na avaliação da representante dos empregados no Conselho de Administração do banco, Rita Serrano, a aumento da jornada é mais um ataque aos direitos dos bancários. “Considero essa questão grave. Já estamos mobilizados e peço aos trabalhadores para pressionarem os senadores do seu estado, mandarem e-mails, pedindo voto contra a mudança da jornada dos trabalhadores “, convocou Rita Serrano.

Ajude a pressionar os senadores a retirar esse item da MP!

As entidades que representam os bancários já solicitaram a apresentação de uma emenda supressiva deste item.

Ultratividade

Na Câmara, as entidades conseguiram a inclusão, no texto final, da ultratividade das normas previstas nas Convenções Coletivas de Trabalho durante a pandemia.  Desta forma, mesmo ao fim da vigência do acordo, os direitos dos trabalhadores continuam assegurados até que seja firmado um novo ou aconteça uma decisão judicial em contrário.

Com a aprovação, a categoria bancária terá mais tempo para as negociações da Campanha Nacional para o novo CCT que vence em 31 de agosto de 2020. “A aprovação foi uma conquista importante e nos auxilia neste momento de negociação. Agora vamos buscar as melhorias no Senado e a população também pode cobrar dos parlamentares”, avaliou a diretora e representante da Contraf-CUT nas negociações com a Caixa, Fabiana Uehara.

Além da ultratividade, a MP trouxe uma ampliação da exigência de negociações coletivas. As convenções e acordos coletivos de trabalho negociados com entidades sindicais bancárias passaram a ter força de lei. De acordo com o texto, os trabalhadores que ganham menos que R$ 2 mil não terão o auxílio dos sindicatos. Anteriormente, os patrões podiam fazer acordos individuais ou coletivos com trabalhadores com salários menores de R$ 3 mil.

“Não é o ideal. Infelizmente, o STF já havia decidido que o aval dos sindicatos não era obrigatório. Mas garantir sua intermediação nos acordos dos trabalhadores que recebem acima de dois mil reais é um grande avanço”, ressaltou o presidente da Fenae.

Também foi mantido o texto original do governo federal sobre a base de cálculo do benefício emergencial aos empregados, baseada no seguro-desemprego. Na proposta do relator (Orlando Silva PCdoB-SP), a base de cálculo seria de até três salários mínimos. A mudança poderia assegurar renda integral para 90% dos trabalhadores, segundo a afirmou a Contraf-CUT.

A aprovação da MP também trouxe boas notícias para as gestantes e pessoas com deficiência. No texto do relator, as gestantes deverão receber o salário original caso o parto ocorra durante o período de suspensão ou redução do contrato de trabalho. No caso das pessoas com deficiência, estão vedadas as dispensas sem justa causa durante a pandemia.

Veja aqui sugestões de texto para senadores.

Senhor(a) Senador(a),

1. Venho por meio deste e-mail demonstrar minha preocupação com a inclusão nesta Medida Provisória de matéria diversa de seu objetivo original, que seria a: “Manutenção do Emprego e da Renda e dispor sobre medidas trabalhistas complementares para enfrentamento do estado de calamidade pública reconhecido pelo Decreto Legislativo nº 6, de 20 de março de 2020”.

2. Um dos itens incluído posteriormente na MP foi uma alteração no artigo 224 da CLT, que passa a afirmar que a jornada de trabalho não se aplica aos trabalhadores bancários que receberem gratificação de função não inferior a 40% do salário do cargo efetivo, a qual remunerará a 7ª e a 8ª horas trabalhadas.

3. Assim, para evitar este prejuízo aos bancários, solicitamos o apoio à emenda supressiva que retira este item da Medida Provisória nº 936.

Fonte: CUT

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