Saber Viver debate Saúde mental sob o viés de gênero

No programa Saber Viver em Casa desta segunda-feira (11), os diretores do Sinpro-DF, Gilza Camilo e Hamilton Caiana  conversarão com  a professora da Universidade de Brasília (UnB), Valeska Zanello sobre saúde mental sob o viés de gênero.

O encontro acontece logo mais, às 18h30. A
transmissão do programa será simultânea pelo Facebook e You Tube do Sinpro-DF e pela TV Comunitária, por meio do Canal 12 da NET e do You Tube.

Saber Viver em Casa é um programa do Sinpro-DF em parceria com a TV Comunitária para estimular as pessoas a se protegerem, respeitando o isolamento social durante a pandemia do novo coronavírus. Com mais esse serviço, o sindicato divulga ideias e práticas por meio de diversas atividades, como entrevistas com especialistas e outras ações. Fique em casa e não perca!

Pandemia não está controlada no Brasil, diz estudo britânico

Um estudo divulgado nesta sexta-feira (8) pelo Imperial College London, universidade britânica referência em medicina e ciência, aponta que a pandemia do novo coronavírus “ainda não está controlada” no Brasil e “continuará a crescer”.

A análise é feita com base nos dados de 16 estados que já somam mais de 50 mortes pela Covid-19 (agora são 17), onde o Imperial College estima que a taxa de reprodução do vírus Sars-CoV-2 continue “acima de 1”, ou seja, uma pessoa ainda contamina mais de um indivíduo.

“Um número de reprodução acima de 1 significa que a epidemia ainda não está controlada e vai continuar a crescer. Ainda que a epidemia brasileira seja relativamente incipiente em escala nacional, nossos resultados sugerem que são necessárias novas ações para limitar a disseminação e evitar a saturação do sistema de saúde”, diz o estudo.

Segundo a universidade, essas tendências estão em “contraste gritante” com os números de países na Europa e na Ásia onde “medidas de isolamento reforçadas levaram a taxa de reprodução para abaixo de 1”.

“É importante ressaltar que as intervenções empregadas até o momento permanecem aquém dos amplos e obrigatórios lockdowns implantados na Ásia e na Europa, que se mostraram altamente efetivos em conter a disseminação do vírus”, afirma o Imperial College.

A universidade estima que, dos 16 estados analisados, o Pará tem a taxa de reprodução do vírus mais elevada (1,90), seguido por Ceará (1,61), Amazonas (1,58), Espírito Santo (1,57) e Maranhão (1,55). São Paulo e Rio de Janeiro têm, respectivamente, índices de 1,47 e 1,44.

O estudo também calcula que 10,60% da população do Amazonas já tenha sido infectada, índice que é de 5,05% no Pará, de 4,46% no Ceará, de 3,35% no Rio de Janeiro e de 3,30% em São Paulo.

“Esses resultados ilustram que a proporção da população já infectada e potencialmente imune continua baixa”, conclui o estudo – para se alcançar a chamada imunidade de rebanho, é necessário que pelo menos 70% das pessoas tenham sido infectadas.

O relatório também compara a situação do Brasil com a Itália, onde medidas mais restritivas foram mais eficazes na redução da taxa de reprodução do Sars-CoV-2 para abaixo de 1. “Na ausência de grandes intervenções adicionais, é esperado um aumento substancial da pandemia nos 16 estados analisados”, ressalta o Imperial College.

A pesquisa analizou os números de Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil tem 135.106 casos confirmados do novo coronavírus e 9.146 óbitos. O presidente Jair Bolsonaro é contra as medidas de isolamento impostas por governadores e prefeitos, que, na maior parte dos casos, são menos rígidas do que as adotadas em outros países.

Na Itália, por exemplo, o governo proibiu deslocamentos intermunicipais e autorizou saídas de casa apenas em situações de emergência ou para comprar comida, sob pena de multa no caso de desrespeito das normas. (ANSA)

 

Reprodução Época Globo

Bolsonaro é ‘ameaça’ à luta contra o coronavírus no Brasil, diz revista médica

Um duro editorial publicado nesta quinta-feira (7) por uma das revistas científicas de medicina mais importantes do mundo, a The Lancet, destaca a gravidade da pandemia de coronavírus no Brasil por sua alta taxa de transmissão — mas, ao lado dos alarmantes números no país, o texto aponta que “talvez a maior ameaça à resposta à covid-19 no Brasil seja seu presidente Jair Bolsonaro”.

Com título Covid-19 in Brazil: so what? (“Covid-19 no Brasil: e daí?”), fazendo referência a uma fala recente de Bolsonaro sobre a piora do coronavírus no Brasil, o editorial afirma que as declarações e atitudes do presidente brasileiro e as turbulências políticas que levaram à saída recente de dois ministros do governo, Luiz Henrique Mandetta e Sergio Moro, são “uma distração mortal no meio de uma emergência de saúde pública”.

O editorial destaca ainda a vulnerabilidade “especialmente das 13 milhões de pessoas morando em favelas, aqueles que estão desempregados e a população indígena do Brasil” diante do coronavírus. A publicação veio primeiro na versão online, mas o editorial faz parte na edição semanal que será publicada no sábado.

Enorme subnotificação

O texto começa afirmando que o coronavírus chegou mais tarde na América Latina, mas que após seu primeiro caso em fevereiro, o Brasil passou a ter o maior número de ocorrências e mortes pela covid-19 na região.

O editorial aponta como preocupante uma possível e “enorme” subnotificação de casos e o fato de o Brasil ter aparecido como o país com a mais elevada taxa de transmissão (2.81) em um estudo recente da universidade inglesa Imperial College envolvendo 48 países.

“Ainda assim, talvez a maior ameaça à resposta à covid-19 no Brasil seja o seu presidente Jair Bolsonaro. Quando na semana passada jornalistas o questionaram sobre o rápido aumento de casos, ele respondeu: ‘E daí? Lamento, quer que eu faça o quê?'”, diz o editorial, relembrando declaração do presidente no final de abril.

“Ele (Bolsonaro) não só continua semeando confusão, desprezando e desencorajando abertamente as medidas sensatas de distanciamento físico e confinamento introduzidas por governadores e prefeitos, mas também perdeu dois importantes e influentes ministros nas três últimas semanas”, completa o editorial, referindo-se à saída dos ex-titulares dos ministérios da Saúde e Justiça.

“Uma perturbação como essa no coração da administração (federal) é uma distração mortal no meio de uma emergência de saúde pública e também um sinal drástico de que a liderança do Brasil perdeu seu compasso moral, se é que já teve algum”

Comerciantes e pescadores em área portuária, na beira do rio, em Belém; vê-se caixas, peixes e garças em volta
Comerciantes e pescadores em Belém, no mesmo dia em que o Pará passou a implementar regras mais rígidas de distanciamento; editorial do Lancet destaca vulnerabilidades da população brasileira diante da covid-19, como parcela de trabalhadores na informalidade

Mas o editorial afirma que, ainda que hipoteticamente esta “lacuna de ações do governo federal” não existisse, o país ainda teria dificuldades pelas fragilidades sociais de sua população – como moradores de favela, com acesso precário à água e com moradias muito adensadas, embora destaque-se que “muitas favelas se organizaram para implementar medidas das melhor maneira possível”.

“O Brasil tem um setor de trabalho informal bastante grande, em que a maior parte das fontes de rendimento deixaram de ser opção perante as medidas implementadas (de contenção ao coronavírus). A população indígena já estava sob ameaça séria mesmo antes da chegada da covid-19 porque o governo tem ignorado ou até incentivado a exploração ilegal de minas e de madeira na floresta amazônica.”

“Agora, há o risco destes mineiros e madeireiros introduzirem esta nova doença em populações remotas.”

‘Bolsonaro precisa mudar drasticamente o seu rumo’

O editorial destaca ainda que, embora os principais focos da doença sejam as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, “há sinais de que a infecção está se deslocando para o interior dos Estados, onde estão cidades menores, sem recursos adequados como leitos de terapia intensiva e ventiladores mecânicos.”

Por outro lado, o texto do Lancet exalta a mobilização de representantes da sociedade civil, como uma carta aberta liderada pelo fotógrafo Sebastião Salgado e publicada em 3 de maio clamando por proteção aos indígenas; e a atuação da Academia Brasileira de Ciências e da Associação Brasileira de Saúde Coletiva contra cortes no financiamento da ciência e da assistência social durante o governo Bolsonaro.

“Estas ações trazem esperança. Contudo, a liderança no nível mais elevado do governo é crucial para rapidamente evitar o pior nesta pandemia, como tem sido evidenciado em outros países”, finaliza o editorial.

“O Brasil como país deve se unir para dar uma resposta clara ao ‘e daí?’ do presidente. Bolsonaro precisa mudar drasticamente o seu rumo ou terá de ser o próximo a sair.”

Não é a primeira vez que a Lancet publica editoriais sobre o Brasil, e tampouco sobre Bolsonaro.

A revista, fundada em 1823 na Inglaterra, publicou em agosto de 2019 posicionamento intitulado Bolsonaro ameaça a sobrevivência da população indígena no Brasil criticando a ameaça às garantias dos povos indígenas de domínio de suas terras e de acesso à saúde.

Em meio à eleição presidencial de 2018, um editorial da Lancet apresentou em outubro brevemente as propostas dos então candidatos Jair Bolsonaro e Fernando Haddad para a saúde, concluindo que “as propostas de ambos para a saúde são baseadas em abordagens ideológicas com pouca contribuição de dados clínicos ou sobre saúde pública”.

Na edição do relatório Journal Citation Reports 2018, da consultoria Clarivate Analytics, o Lancet apareceu como o segundo periódico com maior fator de impacto (métrica composta por vários indicadores da influência de uma publicação científica) dentre 160 revistas avaliadas na categoria medicina, atrás apenas do New England Journal of Medicine.

Reprodução BBC

Música boa é tema do programa Saber Viver em Casa desta sexta-feira (8)

Não há nada melhor que uma boa música para curtir com a família em tempos de isolamento social. Pensando nisso, o Programa Saber Viver desta sexta-feira (8), a partir das 14h, recebe o professor aposentado Assis e a professora aposentada Ceiça Simões para agitarem à tarde.

Participam também, as diretoras do Sinpro, Silvia Canabrava e Consuelita Oliveira, prestigiando os aposentados(as). A música promove um estado de alegria e bem estar, favorecendo também, a saúde física e mental de todos e todas.

Para professores(as), orientadores(as) educacionais aposentados(as), a música é uma boa aliada, especialmente nesse momento de confinamento em que vivemos.

Assista pela TV Comunitária no canal 12 na NET-DF, pelo facebook e youtube do Sinpro-DF.

#Fique em Casa e não perca!

Importância do combate à violência contra a mulher é tema do saber viver desta quinta

O programa Saber Viver em Casa desta quinta-feira (07) recebe as diretoras da Secretaria de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras do Sinpro-DF, Vilmara Pereira, Ruth Oliveira Brochado e Mônica Caldeira.

No encontro, que acontece logo mais, às 18h, as diretoras falarão sobre o lançamento da nova campanha do sindicato de combate à violência contra mulher.

Trata-se de uma ação que visa mobilizar e incentivar a categoria e a população a denunciar situações de violência.

Isso porque desde que as medidas de isolamento social entraram em vigor a fim de evitar a propagação do coronavírus (COVID-19), um triste número também começou a subir nas estatísticas, os casos de violência doméstica.

Tendo em vista que vítima e agressor passam a conviver ininterruptamente, muitas mulheres estão, literalmente, em quarentena com o inimigo. Mais tempo em casa, restrições da liberdade, problemas financeiros e muitas outras questões contribuem para desencadear um ambiente hostil e inseguro.

“Nós, do Sinpro-DF, estamos na luta contra a violência que assola milhões de mulheres em todo país. Em tempos de crise como este que estamos vivendo, a paz e o amor deve reinar entre as famílias. Por isso, precisamos  unir forças para combater esse problema social.  Este é um apelo feito direto à nossa categoria. Pedimos que participem e não se omitam  ao presenciarem casos de violência. Denunciem”, conclamou a diretora da Secretaria de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras do Sinpro, Vilmara Pereira. 

Assista ao programa pela TV Comunitária no canal 12 na NET-DF, e pelo facebook e youtube do Sinpro.

FiqueEmCasa e não perca!

 

 

A educação conquista importante vitória no Senado

A votação do PLP 39/2020, ontem, no Senado Federal, registrou mais um momento histórico da mobilização dos/as trabalhadores/as em educação em defesa de seus direitos e da sociedade em geral.

Após ter articulado com os partidos de oposição, na Câmara dos Deputados, a inclusão de emenda para suprimir o art. 8º do PLP 39, que trata do congelamento de salários e da carreira da maioria dos servidores públicos – tentativa essa que não logrou êxito –, os profissionais da educação pública (professores e funcionários) acabaram sendo excetuados da malfadada regra de contenção fiscal do referido projeto de lei complementar. Para tanto, contaram com o apoio de parlamentares de diversos partidos políticos, além da bancada de oposição, que juntos somaram 287 votos a favor da emenda apresentada pelo Partido dos Trabalhadores – PT.

Numa medida pouco usual, deselegante e antidemocrática, o presidente do Senado, na mesma noite em que a Câmara dos Deputados alterou o substitutivo da Casa de origem – flexibilizando a regra de congelamento de despesas com pessoal nas três esferas e nos três Poderes –, emitiu declaração no sentido de que desconsideraria as mudanças da Câmara e retornaria na íntegra o substitutivo original do Senado.

Contudo, uma mobilização gigantesca dos/as trabalhadores/as em educação de todo país tomou conta das redes sociais e conseguiu sensibilizar os/as senadores/as da República, que votaram unanimemente pela exclusão dos/as educadores/as das regras de contenção salarial e da carreira previstas no PLP 39/2020.

Não obstante a expressiva vitória, numa atitude de desfaçatez e com vistas a abrir brechas aos gestores para não conceder reajustes e poderem congelar as carreiras do pessoal da educação e de outros servidores, o presidente do Senado (também relator do PLP 39/2030) manteve no texto parte do substitutivo original que havia sido alterado na Câmara dos Deputados, condicionando a exclusão da regra de congelamento apenas aos servidores “envolvidos diretamente com a pandemia”. Essa bravata regimental do presidente Alcolumbre foi bastante contestada pela maior parte dos/as senadores/as, mas tudo indica que acabou prevalecendo na redação final do PLP 39/2020, até o momento indisponível para consulta pública.

A CNTE não tem dúvida da enorme conquista alcançada ontem no Senado, à qual agradecemos a todos os partidos políticos e parlamentares que defenderam o direito à educação e à valorização de seus profissionais. Também temos a certeza de que eventuais subterfúgios criados na redação do PLP 39/2020 não intimidarão a luta de nossa categoria para assegurar os direitos de quem está e continuará à frente do processo de escolarização das crianças, jovens e adultos brasileiros. Seja no campo político ou judicial, manteremos a disposição em conquistar exatamente aquilo que expressou a vontade dos parlamentares do Congresso Nacional nesses dias 5 e 6 de maio de 2020, tanto na Câmara como no Senado. As notas taquigráficas não nos deixam mentir e serão nossas aliadas!

Porém, outras questões nos preocupam mais! A exclusão da vinculação das receitas educacionais do auxílio aos Estados, DF e Municípios causará restrições imensuráveis ao financiamento das escolas públicas e requererá, muito em breve, nova intervenção federal (seja através do Governo ou do próprio Congresso) no sentido de recompor essa atividade pública essencial. Já a renovação do Fundo da Educação Básica – FUNDEB aguarda votação na Câmara dos Deputados (PEC 15/2015) e é essencial para manter a oferta pública educacional de qualidade no país. O atual FUNDEB expirará em 31.12.2020 e precisa ser renovado de forma permanente e com mais recursos públicos.

Sigamos juntos/as e mobilizados na luta em defesa da educação pública e de seus profissionais!

Brasília, 7 de maio de 2020
Diretoria da CNTE

SINPRO NA LUTA CONTRA A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Desde que as medidas de isolamento social entraram em vigor a fim de evitar a propagação do coronavírus (COVID-19), um triste número também começou a subir nas estatísticas, os casos de violência doméstica.

Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontaram que somente no ano de 2019, a cada 2 minutos um caso de violência doméstica era registrado no Brasil. Ao todo, 263.067 ocorrências de lesão corporal dolosa aconteceram. De acordo com a ONU Mulheres, este índice tende a piorar ainda mais neste período de pandemia.

Tendo em vista que vítima e agressor passam a conviver ininterruptamente, muitas mulheres estão, literalmente, em quarentena com o inimigo. Mais tempo em casa, restrições da liberdade, problemas financeiros e muitas outras questões contribuem para desencadear um ambiente hostil e inseguro, em um lar que, em tese, deveria ser local de apoio e acolhimento. 

Pensando numa maneira de combater este problema, o Sinpro-DF lançou uma campanha de combate à violência contra a mulher. O objetivo é mobilizar a categoria nesta causa e incentivar a população a denunciar situações de violência.  

“Nós, do Sinpro-DF, estamos na luta contra a violência que assola milhões de mulheres em todo país. Em tempos de crise como este que estamos vivendo, a paz e o amor deve reinar entre as famílias. Por isso, precisamos  unir forças para combater esse problema social.  Este é um apelo feito direto à nossa categoria. Pedimos que participem e não se omitam  ao presenciarem casos de violência. Denunciem”, conclamou a diretora da Secretaria de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras do Sinpro, Vilmara Pereira. 

Passo a Passo da campanha 

Em briga de marido e mulher se mete a colher sim! Fique atento aos sinais de alerta, pois a violência pode morar ao lado.  Escutou barulhos, gritos, choro de mulheres, idosos ou crianças ou presenciou alguma situação suspeita? Denuncie pelo telefone 180 ou disque 100.

A mudança começa pela conscientização, por isso,  converse com seu síndico e seus vizinhos sobre a importância de combater a violência doméstica. Compartilhe informação e os materiais produzidos pelo Sinpro. 

Vamos Disponibilizar kits com panfleto informativo e apito. Quem tiver interesse em participar da nossa campanha, pode ajudar e entregar o material para os moradores do seu condomínio/rua. Para ter acesso a um kit, basta entrar em contato com uma das diretoras da Secretaria de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras do Sinpro-DF. A violência doméstica é crime e é um problema de todos nós. Participe! 

Vilmara Pereira 
Celular: (61) 999279-6282

Ruth Oliveira 
Celular: (61) 999995-9049
Regional: Plano Piloto

Mônica Caldeira 
Celular: (61) 99163-7722

 

 

Justiça decide suspender reabertura de atividades não essenciais no DF

Na última semana, o governador Ibaneis Rocha (MDB) havia oficializado o fechamento dos comércios até o próximo domingo (10/5), considerando uma possível a volta das atividades na segunda-feira (11/5). Entretanto, o retorno será adiado.

Isso porque a Justiça Federal determinou a suspensão da reabertura das atividades não essenciais no Distrito Federal enquanto durar o estado de emergência de saúde pública, devido à pandemia do novo coronavírus.

A ação é de autoria do Ministério Público Federal (MPF),  Ministério Público do Trabalho (MPT) e Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e foi assinada pela juíza titular da 3ª Vara Federal Cível, Kátia Balbino de Carvalho Ferreira. “Ante o exposto, concedo em parte a tutela de urgência para, por ora, apenas suspender qualquer ampliação do funcionamento de outras atividades que se encontram suspensa até novo pronunciamento deste juíza”, diz o texto. 

Na decisão a Justiça Federal ressaltou ainda que, mais que nunca, o momento exige transparência nas informações. “Que o medo não nos paralise, mas que a falta de observância do princípio da precaução não nos leve ao arrependimento e a dores pelas quais tem passado, notadamente, as populações dos estados do Amazonas, Ceará, Pará, Rio de Janeiro e São Paulo”, diz parte da decisão. 

Nesta quinta-feira (7), está prevista uma visita do Poder Judiciário à sala de situação do Palácio do Buriti, onde o GDF deverá apresentar dados complementares referentes ao planejamento da retomada, com datas por bloco de atividades e regras sanitárias para diferentes ramos.

Entre as exigências estão o número de leitos da rede pública e privada, normais e de UTIs, disponíveis e prontos para receber pacientes com Covid-19, com detalhamento de equipamentos disponíveis.

Com informações Correio Braziliense

Prova de vida dos aposentados é suspensa por tempo indeterminado

Para colaborar com o isolamento social e evitar a propagação do novo coronavírus (COVID-19), o Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF) decidiu suspender por tempo indeterminado a prova de vida dos(as) servidores(as) públicos(as) aposentados(as) e pensionistas do Distrito Federal.

A decisão publicada nessa terça -feira (05), na Portaria nº 23 do Diário Oficial. O texto  argumenta que segue o decreto nº 40.520 que trata sobre as medidas de emergência de saúde no combate à pandemia, uma vez que o público-alvo da prova de vida é formado por pessoas com idade superior a 60 anos. A princípio a medida havia sido determinada até o dia 3 de maio, mas diante da necessidade de intensificar o combate ao coronavírus  a iniciativa foi prolongada.

Entretanto, a portaria ressalta que a suspensão não vale para aqueles  aposentados e pensionistas que não  fizeram o recadastramento e a prova de vida em 2019 . Nesses casos, os servidores deverão procurar o Banco de Brasília (BRB) e realizar a prova de vida mesmo nesses dias de quarentena ou, caso contrário, poderão ter o pagamento suspenso.

“Visando  garantir  a  saúde  e a segurança  de todos  os(as) aposentados(as),  cuja maioria  está no grupo de risco, estamos  atentos  a todas as informações possíveis  e alertamos  para  que tomem os devidos  cuidados para não se contaminarem”, alerta  Sílvia Canabrava, coordenadora da Secretaria para Assuntos de Aposentados do Sinpro-DF.

 

Taxar grandes fortunas é o caminho para enfrentar os impactos da pandemia

O agravamento da crise econômica brasileira, da recessão, o aumento do desemprego e o Produto Interno Bruto (PIB) negativo são as principais projeções feitas por economistas como consequência dos impactos causados pela pandemia do novo coronavírus.

A crise terá um preço a ser pago pela sociedade. Mas onde está o dinheiro para enfrentar toda essa crise?

Esse é o questionamento feito pelo economista e professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), Ladislau Dowbor, em entrevista ao Seu Jornal da TVT.

O economista afirmou que o único caminho é taxas grandes fortunas no Brasil. A dimensão da desigualdade social e econômica mundial pode ser exemplificada pela concentração de riquezas. Cerca de 1% da população do planeta detêm mais que o dobro da riqueza dos 99% restantes.  No Brasil, a concentração não é muito diferente. Aqui, 206 bilionários possuem juntos mais de R$ 1,2 trilhão.

“Se não taxar o 1% mais rico, se não fizer eles pagarem uma parte da crise, não funciona. Tem que buscar o dinheiro onde ele está”, diz o professor.  

De acordo com ele, não é suficiente distribuir renda emergencial a trabalhadores quando os mais ricos continuam “drenando o sistema”.

“O problema básico é que lucros e dividendos não pagam imposto, não há imposto sobre a fortuna e, temos uma evasão fiscal de mais de 500 bilhões de reais feita pelos ricos, não pelos assalariados”, afirma Dowbor, que conclui: “Não é uma questão de aumentar impostos. É uma questão e justiça social e bom senso econômico”

 

Ladislow Dowbor escreveu o livro A Era do Capital Improdutivo, quem que aponta caminhos para a recuperação da produtividade do sistema financeiro, tendo como exemplo países desenvolvidos.

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