Nota de falecimento – Celina Xavier Gontijo

É com grande pesar e tristeza que a diretoria do Sinpro informa o falecimento da professora Celina Xavier Gontijo. A educadora de 64 anos estava aposentada e quando estava na ativa trabalhou no Plano Piloto e em São Sebastião. Em 2011 Celina foi efetivada na rede pública de ensino do Distrito Federal no regime de contrato temporário.

A professora passou 25 dias internada na UTI do Hospital das Forças Armadas (HFA) e faleceu devido a complicações decorrentes do Coronavírus. Apaixonada pela educação, Celina passou a paixão para o filho, professor de música da Escola de Música de Brasília. Devido às preocupações decorrentes da pandemia, o corpo será cremado.

O Sindicato dos Professores presta toda sua solidariedade à família e aos amigos neste momento de dor.

Сerca de 90% dos pacientes ventilados em NY por Covid-19 morrem, revela estudo

 

Praticamente nove em cada dez pacientes que foram colocados em ventilação artificial na cidade de Nova York após teste positivo para COVID-19 faleceram, apuraram especialistas.

estudo, denominado “Apresentando características, comorbidades e resultados entre 5.700 pacientes hospitalizados com COVID-19 na área da cidade de Nova York”, da autoria de três cientistas de saúde pública, analisou dados de quase 5.700 pessoas que haviam sido hospitalizadas entre 1º de março e 4 de abril, infectadas com o vírus SARS-CoV-2.

(Reprodução Via Internet)

Concretamente, examinaram os casos de 2.634 pessoas que morreram ou tiveram alta hospitalar. Destas, 320 pacientes tinham sido conectados a um dispositivo de ventilação artificial mas 88,1% vieram a falecer.

Entre as pessoas mecanicamente ventiladas com mais de 65 anos de idade, a taxa de mortalidade chegou a 97,2%, apurou o estudo. Ao mesmo tempo, entre pacientes da mesma faixa etária que não foram colocados em ventilação artificial, o índice de falecimentos foi de 26,6%.

Os Estados Unidos são, atualmente, o país mais afetado pela pandemia do coronavírus. Segundo dados de hoje (24) da Universidade de Johns Hopkins, há mais de 869 mil casos de infecção no país, enquanto o número de mortes é quase 50 mil, incluindo mais de 16 mil na cidade de Nova York.

Reprodução 247

Após acusações de Moro, movimentos populares convocam panelaço contra Bolsonaro

Em respostas às acusações que o ex-juiz Sergio Moro fez contra Jair Bolsonaro ao pedir demissão do cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública nesta sexta-feira (24), as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo convocam panelaço contra o presidente com início às 20h30.

Segundo Moro, o presidente tentou fazer “interferências políticas” na Polícia Federal para ter acesso a investigações sigilosas. Ele deixa o governo 16 meses após abandonar a carreira de magistrado para integrar o governo.

A saída foi uma reação à exoneração do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Maurício Valeixo, publicada no Diário Oficial da União também nesta sexta (24).

Bolsonaro tomou a decisão sem o consentimento de Moro, embora o nome do ministro apareça no ato público. Para o ex-juiz, a decisão do presidente colocou em risco a autonomia da instituição policial de maior poder no país.

No pronunciamento, Moro afirmou que Bolsonaro insistiu, por diversas vezes, em nomear um comandante para a PF que fosse de confiança dele.

Para juristas, parlamentares e lideranças políticas, a afirmação de Moro é a exposição de um crime cometido pelo presidente, por tentar obstruir a justiça, e, ao mesmo tempo, a admissão de um crime próprio – o de prevaricação, por não ter exposto o delito mesmo sabendo.

A saída de Moro acontece em um momento em que a resposta de Bolsonaro à pandemia do coronavírus é amplamente criticada, principalmente após a demissão de Luiz Henrique Mandetta do ministério da Saúde. No fim do mês de março, Bolsonaro já havia sido alvo de panelaços em todo país por uma semana.

Até mesmo movimentos e setores da direita estão criticando o presidente, atualmente sem partido, que deve se pronunciar ainda hoje sobre as falas de Moro. O Movimento Brasil Livre (MBL), por exemplo, convocou panelaço para às 17h também desta sexta (24).

 

Fonte: CUT

Taxar grandes fortunas é o caminho para enfrentar os impactos da pandemia

O agravamento da crise econômica brasileira, da recessão, o aumento do desemprego e o Produto Interno Bruto (PIB) negativo são as principais projeções feitas por economistas como consequência dos impactos causados pela pandemia do novo coronavírus.

A crise terá um preço a ser pago pela sociedade. Mas onde está o dinheiro para enfrentar toda essa crise?

Esse é o questionamento feito pelo economista e professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), Ladislau Dowbor, em entrevista ao Seu Jornal da TVT.

O economista afirmou que o único caminho é taxas grandes fortunas no Brasil. A dimensão da desigualdade social e econômica mundial pode ser exemplificada pela concentração de riquezas. Cerca de 1% da população do planeta detêm mais que o dobro da riqueza dos 99% restantes.  No Brasil, a concentração não é muito diferente. Aqui, 206 bilionários possuem juntos mais de R$ 1,2 trilhão.

“Se não taxar o 1% mais rico, se não fizer eles pagarem uma parte da crise, não funciona. Tem que buscar o dinheiro onde ele está”, diz o professor.  

De acordo com ele, não é suficiente distribuir renda emergencial a trabalhadores quando os mais ricos continuam “drenando o sistema”.

“O problema básico é que lucros e dividendos não pagam imposto, não há imposto sobre a fortuna e, temos uma evasão fiscal de mais de 500 bilhões de reais feita pelos ricos, não pelos assalariados”, afirma Dowbor, que conclui: “Não é uma questão de aumentar impostos. É uma questão e justiça social e bom senso econômico”

 

Ladislow Dowbor escreveu o livro A Era do Capital Improdutivo, quem que aponta caminhos para a recuperação da produtividade do sistema financeiro, tendo como exemplo países desenvolvidos.

Fonte: CUT

Governo Bolsonaro e patrões se unem para retirar mais direitos dos trabalhadores

O governo de Jair Bolsonaro e parte do empresariado não desistiram de retirar mais direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras, mesmo após o Congresso Nacional não ter votado a Medida Provisória (MP) nº 905, da Carteira Verde e Amarelaque, sob o pretexto de estimular a criação de vagas para os jovens e maiores de 55 anos, retirava direitos e garantias trabalhistas, além de dar várias regalias aos patrões que adotassem o contrato verde e amarelo.

As cartas do governo começam a ser mostradas. Deixando de lado o hipócrita discurso crítico à velha política e negociando com os partidos conservadores que sempre trocaram cargos por votos, o ministro da Casa Civil, General Braga Netto, já marcou várias reuniões de parlamentares com Bolsonaro. O tudo ou nada da vez é pela aprovação das reformas que o Bolsonaro quer fazer, a maioria beneficiando patrões e prejudicando a classe trabalhadora, afirma o secretário de Assuntos Jurídicos da CUT, Valeir Ertle.

“A Casa Civil vem sendo comandada por um general muito esperto, candidato a Golbery de Couto e Silva,  que está articulando muito bem os interesses do governo junto aos congressistas conservadores, tentando neutralizar as maluquices de Bolsonaro para dar continuidade às reformas”, afirma Valeir.

O general Golbery, que criou o Serviço Nacional de Informações (SNI), foi ministro dos governos ditadores de Ernesto Geisel e João Figueiredo.

A tática do governo e dos patrões

Apesar da Medida Provisória (MP) 905 não ter sido votada, há uma controvérsia jurídica em relação à possibilidade dela ser reeditada. O Supremo Tribunal Federal (STF) deu parecer no qual diz que uma MP, se rejeitada, não pode ser apresentada no mesmo ano. Mas a MP foi editada em novembro de 2019 e retirada em 2020.

“A questão é saber se a proibição de reedição vale para o ano em que foi editada, rejeitada ou retirada. Se prevalecer o entendimento deste último caso, o governo não poderá reeditar a MP 905. Caso o entendimento seja a primeira opção, Bolsonaro pode tentar mais uma vez implementar o programa verde e amarelo”, explica o analista do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), André Santos.

E mesmo que a MP nº 905 não seja reeditada há ainda outras opções para o governo retirar direitos trabalhistas. Basta entender como Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, o banqueiro Paulo Guedes agem.

“Ao verificarmos os conteúdos das MPs nºs 922927936 e 944, que ainda estão em tramitação, vemos que todas são prejudicais aos trabalhadores e, pior, como ainda não foram votadas, os seus relatores, tanto na Câmara como no Senado, podem acrescentar nesses textos medidas ainda mais duras de retirada de direitos”, diz André Santos. 

O governo conta, ainda, segundo o assessor do DIAP, com o apoio de parte do empresariado que quer garantir que as medidas econômicas tomadas durante a pandemia do coronavírus (Covid-19), como a suspensão de contratos de trabalho, o parcelamento do 13º salário e o acordo individual se sobrepor ao coletivo, entre outras, se tornem permanentes.

“Guedes pode elaborar uma nova MP com características semelhantes ao da nº 905, e afirmar que ela valerá somente durante a pandemia. Mas, dependendo da relação do governo com o relator da medida, o Congresso pode torná-la permanente”, acredita Santos.

Outra opção de Bolsonaro, diz , é o governo enviar um Projeto de Lei (PL) com urgência constitucional, o que trancaria a pauta do Congresso Nacional por 45 dias, até ele ser votado.

A última opção é incluir parte do texto da MP da Carteira Verde e Amarela nos textos das MPs que estão em tramitação.

“O relator pode assimilar parte da 905 porque já tem textos semelhantes as questões do contrato verde e amarelo nas MPs que também tratam de reformas trabalhistas”, diz André.

Futuros cenários políticos e econômicos

O secretário de Assuntos Jurídicos da CUT avalia dois cenários políticos e econômicos para os próximos meses. Segundo Valeir, em setembro, com a Covid-19 controlada, mesmo com as pessoas ainda sendo contaminadas, os hospitais já terão liberado mais Unidades de Terapia Intensivas (UTIs), e com isso haverá a flexibilização do isolamento.

A partir daí se tem a possibilidade da retomada econômica e o empresariado neoliberal vai querer que as medidas feitas para manterem seus lucros, em detrimento da fome do trabalhador e do desemprego, se tornem permanentes, com o discurso que é preciso dar mais fôlego financeiro para que as empresas possam voltar a contratar. Se isso acontecer, contratos continuarão podendo ser suspensos – trabalhador vai para casa sem salário -, as empresas poderão manter as reduções de jornadas e salários e todos perdem, menos os patrões.

Com esta avaliação concorda o assessor do DIAP porque já há pressão do setor patronal neoliberal que está pensando numa série de soluções de alívio econômico, pós-pandemia, com benefícios para eles, claro.

Na recuperação da economia esse setor quer mais flexibilização e legislação menos protetiva para os trabalhadores, do tipo ‘eu não quero despesa para demitir, não quero pagar direitos e quero redução de impostos e cargas tributárias’

– André Santos

Segundo o assessor do DIAP, é preciso que os trabalhadores fiquem atentos às negociações do Congresso Nacional com o governo Bolsonaro, de onde podem surgir essas ideias e eles, diz André, são bastante criativos na hora de retirar direitos dos trabalhadores.

Para o secretário de Assuntos Jurídicos da CUT todas essas possibilidades podem se concretizar já que o governo Bolsonaro e os empresários neoliberais, que odeiam sindicatos, acreditam que a pandemia é uma excelente oportunidade de consolidar e radicalizar as reformas em andamento com o discurso de que reduzir direitos garantem empregos.

De acordo com Valeir, os trabalhadores e seus representantes precisam atuar em três frentes para frear as medidas neoliberais do governo Bolsonaro.

– lutar e ajudar no controle da pandemia, buscando garantir mais testes para detectar o coronavírus e dar maior segurança aos trabalhadores da saúde e a população com mais investimentos para o Sistema Único de Saúde (SUS);

– bloquear a destruição dos direitos trabalhistas em nome da pandemia, atuando fortemente junto aos relatores das Medidas Provisórias do governo e;

– frear a linha autoritária deste governo ditatorial, repleto de militares, que quer enfraquecer as instituições democráticas.

“Temos de ficar atentos e vamos estar na luta para impedir as manobras que já estão em andamento”, declara o dirigente.

Fonte: CUT

Distanciamento é mais eficaz do que testes em massa, diz pesquisa

Os cientistas do Imperial College London não acreditam que resultados negativos garantam segurança para flexibilização da quarentena

A aplicação de testes em massa para identificar novos casos de coronavírus e flexibilizar as regras do isolamento social pode não ser a melhor estratégia para evitar a disseminação da Covid-19, é o que sustenta um relatório do Imperial College London, no Reino Unido, publicado nessa quinta-feira (23/04).

Liberar as pessoas com resultado negativo para o vírus para que circulem pelos grandes centros urbanos representaria “desafios técnicos, legais e éticos significativos”, de acordo com os cientistas britânicos.

O Imperial College London defende o rastreamento de pessoas infectadas e a quarentena para as pessoas com sintomas da Covid-19. Eles levaram em consideração o fato de que alguns testes falham e, em um segundo exame, podem ter resultado positivo, como aconteceu recentemente na Coreia do Sul.

Para os cientistas, os testes em larga escala devem ser feitos com os profissionais da saúde que estão na linha de frente do combate à Covid-19. E sugere que a triagem semanal poderia representar uma queda de 25% a 55% dos casos entre os profissionais. (Com informações do Extra)

Fonte: Metrópoles

Bolsonaro veta dispensa de atestado durante quarentena e expõe trabalhadores

O Projeto de Lei (PL) 702/20, que dispensava trabalhadoras e trabalhadores infectados pelo novo coronavírus de apresentar atestado médico durante a pandemia, foi integralmente vetado por Jair Bolsonaro. O veto foi publicado na edição desta quinta-feira (23) no Diário Oficial da União (DOU).

A proposta do deputado Alexandre Padilha (PT-SP), médico infectologista e ex-ministro da Saúde, aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, protegia o trabalhador doente e também os colegas de trabalho que poderiam contrair a doença se entrassem em contato com um infectado, além de reduzir a busca por atestados nos serviços públicos de saúde.

Padilha reagiu indignado ao veto ao projeto, que não foi contestado pelo governo em nenhum momento durante a tramitação nas duas Casas Legislativas, o que,  mostra que Bolsonaro não se preocupa com a classe trabalhadora, afirmou.

“Mais uma vez Bolsonaro provou que é rápido para resolver o problema dos banqueiros e lento para resolver o problema dos trabalhadores e das trabalhadoras e do serviço de saúde”, disse Padilha que complementou: Durante toda a tramitação do projeto, o governo Bolsonaro teve oportunidade de fazer ajustes no Plenário da Câmara, mas não o fez.

“Mas a luta continua e se o argumento para o veto é o de que precisa de novos termos técnicos, acabei de protocolar de imediato um Projeto de Lei com os termos técnicos solicitados e vamos trabalhar para aprovação com urgência na Câmara e no Senado”, disse Padilha se referindo a justificativa do governo para vetar a proposta.

Os trabalhadores que estão sofrendo com essa irresponsabilidade do governo Bolsonaro em relação a pandemia do coronavírus e os servidores da saúde que sofrem porque, muitas vezes, há aglomeração e filas apenas para buscar atestado médico merecem a nossa luta e a aprovação deste projeto.

– Alexandre Padilha

Vetou por que?

Na justificativa ao veto, Bolsonaro ignorou completamente a proteção à saúde dos trabalhadores, alegando que a proposta tem redação imprecisa, pois trata como quarentena (restrição de atividades de pessoa suspeita de contaminação) o que juridicamente é isolamento (separação de pessoa doente ou contaminada).

Os conceitos de quarentena e isolamento estão presentes na lei que prevê as medidas para enfrentamento do novo coronavírus (Lei 13.979/20) e na portaria do Ministério da Saúde que regulamentou a lei.

“O projeto legislativo carece de precisão e clareza em seus termos, não ensejando a perfeita compreensão do conteúdo e alcance que o legislador pretende dar à norma”, disse Bolsonaro na justificativa ao veto. Ele afirmou ainda que seguiu orientação do Ministério da Saúde.

Beneficio para o trabalhador

O PL de Padilha prevê que o trabalhador infectado, em isolamento com sintomas da doença, é isento de apresentar atestado médico à empresa  para justificar a falta durante os primeiro sete dias. A ideia é que, ao sentir os sintomas, o trabalhador fique em casa, isolado, sem procurar de imediato o  Sistema Único de Saúde (SUS) em busca de atestado médico, correndo o risco de se contaminar, se não fosse Covid-19 ou contaminar outras pessoas.

Pela proposta, o trabalhador pode apresentar um formato eletrônico de atestado,que deve ser implantado pelo Ministério da Saúde ou ainda de documento da unidade de saúde do SUS..

Com informações da Agência Câmara

Senado aprova auxílio de R$ 600 para mais categorias. Só falta Bolsonaro assinar

Finalmente, depois de 20 dias tramitando entre a Câmara e o Senado foi aprovado na noite desta quarta-feira (22), por unanimidade, o Projeto de Lei (PL) nº 863/2020, que amplia o número de categorias de trabalhadores e trabalhadoras informais que terão direito ao Auxílio Emergencial de R$ 600,00 durante a pandemia do coronavírus (Covid 19). Trabalhadores intermitentes e pais chefes de família também terão direito ao benefício.

O primeiro texto do PL foi aprovado pelo Senado no dia 02 de abril. A Câmara votou e aprovou somente na última sexta-feira (17), mas fez mudanças com a inclusão de outras categorias como vendedores porta a porta, esteticistas, pessoas que atuam na economia solidária, pescadores artesanais que não recebam o seguro-defeso, empregados de contrato de trabalho intermitente, aqueles com renda mensal inferior a um salário mínimo. Por isso, o PL teve de voltar para o Senado votar novamente.

O relator do projeto, senador Esperidião Amin (PP-SC), aceitou vários pontos do substitutivo, mas também recuperou dispositivos da versão original do Senado que haviam sido rejeitadas pela Câmara.

Os deputados haviam aprovado o pagamento do auxílio a empregados rurais e domésticos, ainda que tenham contrato de trabalho formalizado, mas os senadores derrubaram essa proposta e esses trabalhadores não terão direito aos R$ 600,00.

O relator do PL incluiu novamente o valor de  ½ salário (R$ 552,50), como renda mínima para o recebimento do Benefício de Prestação Continuada (BPC). A Câmara havia retirado essa proposta e definido que só receberiam o BPC quem tivesse renda de até ¼ do salário (R$ 261,25).

Também saiu do texto uma mudança que isentava o beneficiário de pagar Imposto de Renda sobre o auxílio recebido caso ele apresente rendimentos, em 2020, acima da primeira faixa de isenção (R$ 28,6 mil).

Com as novas regras aprovadas, o auxílio de R$ 600,00 poderá ser pago até a dois membros da mesma família, maiores de 18 anos. As mães adolescentes também foram incluídas no benefício, bem como a pessoa provedora de família monoparental (quando apenas um dos pais de uma criança arca com as responsabilidades de criar o filho ou os filhos, seja a mãe ou o pai), que terá direito a duas cotas do auxílio emergencial (R$ 1.200,00), independentemente do sexo.

Quem já recebe Bolsa Família também terá direito, mas o valor é limitado a cada grupo familiar. O beneficiário poderá optar por receber até duas cotas de auxílio emergencial (R$ 1.200,00) ou uma cota de Auxílio Emergencial  e um benefício do Programa Bolsa Família.

Nas situações em que for mais vantajoso, o auxílio emergencial substituirá, temporariamente, o benefício do Programa Bolsa Família, ainda que haja um único beneficiário no grupo familiar.

Categorias beneficiadas com a ampliação do auxílio de R$ 600,00

Agentes de turismo, guias de turismo;

Agricultores familiares, arrendatários, extrativistas, silvicultores, beneficiários de programas de crédito fundiário, técnicos agrícolas, assentados da reforma agrária, quilombolas e demais povos e comunidades tradicionais;

Barraqueiros de praia, ambulantes, feirantes, camelôs e baianas de acarajé, artesãos, expositores em feira de artesanato;

Cooperados ou associados de cooperativa ou associação de catadores e catadoras de materiais recicláveis, os cooperados ou associados de cooperativa ou associação;

Diaristas, cuidadores, babás;

Empreendedores individuais das categorias de beleza, cosméticos, terapias complementares, arte-educação e de atividades similares;

Empreendedores independentes das vendas diretas, ambulantes que comercializem alimentos, vendedores de marketing multinível e os vendedores porta a porta;

Garçons;

Manicures e os pedicures, cabeleireiros, barbeiros, esteticistas, depiladores, maquiadores e demais profissionais da beleza;

Ministros de confissão religiosa e profissionais assemelhados;

Pescadores profissionais e artesanais, aquicultores, marisqueiros e os catadores de caranguejos;

Professores contratados que estejam sem receber salário;

Produtores em regime de economia solidária;

Profissionais autônomos da educação física, trabalhadores do esporte, entre eles atletas, paratletas, técnicos, preparadores físicos, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, árbitros e auxiliares de arbitragem, trabalhadores envolvidos na realização das competições;

Taxistas, mototaxistas, motoristas de aplicativo, motoristas de transporte escolar, trabalhadores do transporte de passageiros regular, microempresários de vans e ônibus escolares, caminhoneiros, entregadores de aplicativo;

Trabalhadores das artes e da cultura, entre eles os autores e artistas, de qualquer área, setor ou linguagem artística, incluídos os intérpretes, os executantes e os técnicos em espetáculos de diversões;

Seringueiros, mineiros, garimpeiros;

Sócios de pessoas jurídicas inativas;

Para ter direito ao auxílio é preciso preencher algumas regras como:

– Ter renda familiar total até três salários mínimos (R$ 3.135,00), por mês ou com renda per capita (por membro da família) de até meio salário mínimo (R$ 522,50).

– O Senado aceitou a decisão da Câmara de derrubar o limite de rendimentos tributáveis para o trabalhador ter direito ao auxílio, desde que ele se encaixe na categoria beneficiada.  Com isso, caiu a regra que limitava o auxílio para quem teve rendimentos tributáveis de até R$ 28.559,70 em 2018 (conforme declaração do Imposto de Renda feita em 2019).

– Não pode receber o auxílio quem já recebe seguro-desemprego, Benefício de Prestação Continuada (BPC), aposentadoria ou pensão.

Outras mudanças

O Senado também aprovou outras mudanças feitas pelos deputados federais no Projeto de Lei.

– Cai a obrigação do beneficiário estar com o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou título de eleitor atualizados;

– Fica autorizada a suspensão do pagamento das parcelas de empréstimos contratados referentes ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), para os contratos anteriores à vigência do estado de calamidade pública ,mas somente para os estudantes que estejam com os pagamentos em dia e não mais estendido aos inadimplentes como queriam os deputados ;

– Fica vedado aos bancos descontar dívidas que impliquem na redução do valor do auxílio emergencial, a pretexto de recompor saldos negativos ou de saldar dívidas preexistentes do beneficiário, sendo válido o mesmo critério para qualquer tipo de conta bancária.

Fonte: CUT

Sinpro na TV Comunitária desta sexta (24) fala sobre medicina alternativa

Em parceria com a TV Comunitária, o Sinpro exibirá nesta sexta-feira (24), a partir das 14h00, mais uma edição do programa Saber Viver em Casa.

Além da contribuir com a manutenção da saúde física e mental da categoria, o programa com exibição todas às sextas-feiras, abordará também conceitos de saúde coletiva partindo da perspectiva da integralidade, com olhar voltado para nossas raízes e nossa corporeidade, como união entre corpo e espírito.

O conteúdo ministrado, terá como base a medicina chinesa, popularmente conhecida como a medicina colaborativa para a imersão do nosso eu.

Neste momento de pandemia e isolamento social, a prática de atividades físicas podem ser aliadas para evolução da qualidade de vida de todos(as). Durante o programa, será realizado exercícios de forma integral apresentando condições para o uso correto da medicina ocidental como propriocepção ou seja, a inteligência cinestésico-corporal.

Todas as culturas possuem sua inteligência cinestésica, como a capoeira de angola que trabalha de forma ritmada, a respiração e a flexibilidade, mas algumas valorizam esse aspecto físico e outras relegaram-na a uma dimensão menos importante.

Hoje no mundo ocidental, existem práticas que procuram ressignificar o corpo como a antiginástica e a calistenia, propostas que recuperam a consciência corporal perdida na prática mecânica de exercícios.

Acompanhe pelo Facebook, pelo canal 12 da NET/DF, e também pelo Youtube.

 

Sinpro convida gestores do Ensino Médio para reunião nesta sexta (24)

A diretoria do Sinpro-DF convida os(as) gestores(as) do Ensino Médio da rede pública de ensino do Distrito Federal para mais uma importante reunião. O encontro, por plataforma virtual, será realizada nesta sexta-feira (24), às 14h, apenas com os(as) gestores(as) do Ensino Médio.

Devido ao ambiente (sala virtual) não comportar representantes de todas as escolas, o sindicato fará as reuniões por etapas, começando pelo Ensino Médio. Os(as) interessados(as) em participar da reunião deverão confirmar participação pelo WhatsApp 99993-3063 para que possa receber o link uma hora antes da abertura da sala virtual.

Para contemplar todos os segmentos, na segunda-feira (27), às 10h, a reunião será feita com os(as) gestores(as) das séries finais do Ensino Fundamental, e às 14h com Escola Classe e Educação Infantil.

Participe!

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