Conselho de Saúde do DF recomenda manutenção do isolamento social

Órgão é contrário a medidas de relaxamento no combate ao vírus, principalmente a volta das atividades escolares

O Conselho de Saúde do Distrito Federal, vinculado a Secretaria de Saúde (SES/DF), pede ao Governo do Distrito Federal (GDF) que mantenha o rigor das medidas de isolamento social. A recomendação assinada pela presidente do conselho nesta terça-feira (21/4) se opõe especialmente a volta das atividades escolares.

“O conselho, por meio desta recomendação vem a público manifestar seu posicionamento contrário ao relaxamento das medidas de isolamento e distanciamento sociais, em especial às atividades escolares, neste momento da pandemia”, informa o texto.

A recomendação destaca que os casos de coronavírus ainda não atingiram o pico epidemiológico, e isso se deve às medidas de isolamento adotadas em tempo oportuno e à frente de outras unidades da federação, o que possibilitou o melhor enfrentamento da pandemia.
O documento lembra também que a testagem em massa começou ontem, e fala ainda sobre a falta de equipamentos de proteção individual (EPI’s) para os profissionais de saúde. “EPI’s para os servidores da saúde, em quantidade e qualidade necessárias, ainda são um forte e ameaçador entrave, inclusive em escala mundial, expondo profissionais a um alto risco de contaminação e, embora haja grande esforço por parte da gestão para superação desse grave problema, ele ainda é real”, afirma o documento.
O conselho lembra a rapidez da evolução da doença, “especialmente pelo fato de não existir ainda vacina ou medicamento para seu enfrentamento, o que exige agilidade e esforço de cientistas, profissionais de saúde, gestores da saúde pública, e, sobretudo, de toda a população, pois toda vida é importante”.
A texto diz ainda que é essencial que o DF siga as experiências bem sucedidas de outros países e as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para enfrentar o coronavírus com o mínimo possível de óbitos, e preservar o máximo possível de vidas.

Fonte: Correio Braziliense

O MPF não vai parar Bolsonaro. ‘Isso é tarefa da sociedade’, diz cientista político

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou a abertura de um inquérito pelo Ministério Público Federal (MPF) com o objetivo de apurar responsabilidades pela organização de atos contra a democracia. O pedido foi feito pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, depois das manifestações do domingo (19), em que integrantes da extrema-direita pediam intervenção militar e fechamento dos poderes Legislativo e Judiciário. O presidente Jair Bolsonaro apoiou os atos e chegou a discursar durante a manifestação realizada em Brasília.

O caso correrá sob sigilo. Em sua decisão, Alexandre de Moraes classificou como gravíssimos os fatos.

O gesto de Aras, porém, não tem como objetivo identificar a responsabilidade do presidente, de quem é próximo. Mas apurar quem bancou a organização dos atos, que podem ter violado a Lei de Segurança Nacional.

Segundo o gabinete de Alexandre de Moraes, a Constituição não permite incitamento de ações que atentem contra a ordem constitucional e o Estado democrático, contra cláusulas pétreas constitucionais – voto direto, secreto, universal e periódico; separação de poderes e direitos e garantias fundamentais –, contra a autonomia dos poderes.

Para o cientista político Vitor Marchetti, o presidente Jair Bolsonaro não corre perigo diante do Ministério Público Federal. “Acho muito pouco provável que essas ações prosperem no MPF “, diz o professor da Universidade Federal do ABC.

Em entrevista à Rádio Brasil Atual, Marchetti observa que o procurador-geral não foi indicado por méritos, escolha democrática da carreira de procuradores nem por princípios republicanos, mas por sua afinidade com Bolsonaro.

O cientista político recorda que o presidente há muito tempo vem cometendo atos que podem ser enquadrados como crime de responsabilidade, e outros tipos de crime. Atos que já justificariam a abertura de processo de impeachment e mesmo já ter desencadeado ações mais incisivas do MPF.

Bolsonaro, que tem como tática dizer e fazer coisas absurdas e depois se faz de desentendido, lembra Marchetti, abusou de seu “padrão” e extrapolou limites. Mas não se deve esperar que instituições como o MPF ponham um freio no presidente da República. Para o professor da UFABC, isso é tarefa de movimentos, entidades democráticas, partidos progressistas, sociedade civil organizada. “É preciso pensar formas de se construir um arranjo na sociedade brasileira que ponham um freio em Bolsonaro e produzam as condições políticas para o seu impedimento.”

De acordo com o analista, o bolsonarismo pressupõe um país em que não há instituições republicanas dignas de serem preservadas. “A única figura que se preserva é a figura do presidente. Como se ele fosse ungido por alguma espécie de espírito sagrado, que o colocasse numa posição intocável. Isso é a base do fascismo”, explica.

Governadores do Nordeste

Marchetti adverte que, se Bolsonaro não for impedido, essa base na qual ele investe tende a crescer. “Essa base inflamada pelo presidente da República tende a ficar mais forte e criar condições políticas para o derretimento das instituições.”

Ele observa que a sociedade brasileira está posta diante de um “dilema”, admitindo a dificuldade de se articular um processo de impeachment, cujo eventual fracasso venha a fortalecer Bolsonaro. “Ele se colocará como vítima e alimentará o discurso de sua base fascista. Mas não fazer nada será naturalizar esses atos fascistas e o que sobrou das instituições vai definhar ainda mais”, alerta. “E as condições para a um regime autoritário, de total ruptura da democracia, vão se colocar.”

Para o cientista político, as esquerdas precisam voltar para o jogo, porque quem está pautando o país é o fascismo. E cita como exemplo uma “frente importantíssima” do campo democrático: o arranjo federativo articulado pelos governadores do Nordeste.

Fonte: CUT

Singapura já foi exemplo no combate ao coronavírus. O que deu errado?

Vista como exemplo global no combate ao coronavírus, Singapura registrou um número recorde de casos confirmados nesta semana

singapura coronavírus
Dormitório de trabalhadores estrangeiros em Singapura: salto em novos casos de coronavírus aconteceu entre pessoas deste grupo (Edgar Su/Reuters)

 

Singapura está acostumada a ser um exemplo global em diferentes áreas. É assim na educação, na competitividade da economia, na expectativa de vida. Quando a pandemia do novo coronavírus começou a abalar seus vizinhos, não demorou até que os esforços da cidade-Estado fossem reconhecidos internacionalmente e elogiados pelo Organização Mundial da Saúde (OMS).

Só que alguma coisa deu errado. Muito errado.

Nesta segunda-feira, 20 de abril, a má notícia: foi registrado um número recorde de casos diários, com 1.400 novas infecções, chegando ao total de 8 mil casos confirmados da covid-19. Em 15 de março, a cidade-Estado registrava 200 casos confirmados. Agora, assume a liderança como local mais afetado pela doença em todo o Sudeste Asiático, ranking no qual ninguém quer o primeiro lugar.

Análises da situação em Singapura mostram que o governo não olhou com atenção para uma parcela da população: os trabalhadores estrangeiros que vivem em dormitórios apertados e em situação de precariedade. Das novas infecções registradas no início desta semana, três quartos foram detectadas nestas pessoas, muitas das quais indispensáveis na construção civil ou nas grandiosas obras de infraestrutura. Apenas 16 casos eram de cidadãos ou trabalhadores residentes.

De acordo com dados oficiais, esse grupo representa um milhão de trabalhadores e mais de 200 mil deles são de outros países asiáticos, como Índia, Bangladesh e China, países que foram muito afetados pela doença. O que não se sabe, ainda, é se essas pessoas trouxeram a doença consigo ou se o vírus já circulava silenciosamente entre eles, indetectável em razão da não testagem dessa população.

A bomba-relógio não explodiu sem aviso. Ainda em março, uma entidade que protege os direitos desses trabalhadores, a Transient Workers Count Too (TWC2), criticou o tratamento recebido por essas pessoas e alertou o governo para os riscos que as condições de vida representavam. Lembrava, ainda, que muitos são multados pelos empregadores quando não aparecem para o trabalho, apesar de doentes.

“Era uma questão de tempo até que a covid-19 se espalhasse pelos dormitórios. Não temos prazer algum de estarmos certos em nossas previsões”, escreveu a ONG. O governo, por sua vez, prometeu redobrar os esforços para proteger e tratar essas pessoas. “Nos sentimos responsáveis pelo bem-estar dessas pessoas e vamos fazer o nosso melhor para cuidar da sua saúde”, disse o primeiro-ministro, Lee Hsien Loong.

Singapura: do exemplo até a recaída

Ao lado de Hong Kong e Taiwan, Singapura mostrava ter aprendido as lições aprendidas nos idos de 2003, quando outra epidemia, da síndrome respiratória aguda grave (SARS), matou 774 pessoas em mais de 20 países e contaminou quase 9 mil pessoas.

No caso do novo coronavírus, foram implementadas medidas de contenção como as vistas em outras partes do mundo. A testagem foi em larga escala e todos os pacientes que testaram positivo foram direto para o hospital, independentemente do grau de sintomas apresentado. E isso deu à Singapura uma sensação de segurança e a avaliação era a de que não seria necessário fechar negócios e escolas.

No fim de março, no entanto, alguns sinais de que a epidemia voltava a ganhar tração em Singapura começaram a surgir. Foi só então que as ações mais duras vieram, como multa para quem se aproximasse a menos de um metro de outras pessoas de forma intencional, bares, restaurantes e escolas fechados, pessoas trabalhando de casa e eventos com mais de dez pessoas proibidos.

Em 7 de abril, foi implementado um novo plano, apelidado de “circuit-breaker”, termo do mercado financeiro que indica o momento de pânico, no qual é necessária a suspensão das negociações no pregão em razão de quedas bruscas, causando grandes choques aos mercados. No caso da epidemia, isso significa regras ainda mais rígidas de distanciamento social.

Isso mostra que Singapura não abandonará os esforços contra a pandemia do novo coronavírus. Com uma população de 5,7 milhões de habitantes e um sistema de saúde invejável, a cidade-Estado tem condições de se recuperar. Ao que tudo indica, aprendeu uma nova lição: relaxar antes da hora pode ser uma cilada em tempos de covid-19.

Fonte: EXAME

SINPRO CONVOCA POPULAÇÃO A IMPEDIR REABERTURA DE ESCOLAS

Esta semana, o Sinpro publicou uma nota no Correio Braziliense rechaçando a pretensão do governador Ibaneis Rocha (MDB) de reabrir a rede pública de ensino, a começar pelas escolas militarizadas (a chamada “gestão compartilhada”). No texto, além de explicar os perigos que a iniciativa representa para propagação do novo coronavírus (COVID-19), o sindicato também convocou a população para se posicionar contra a medida irresponsável e genocida.

Confira o texto íntegra:

 Sinpro-DF convoca população a impedir a abertura de escolas em plena pandemia

Após reunião com o Presidente da República, o governador do DF anunciou a pretensão de reiniciar o ano letivo pelas escolas militarizadas já nesta segunda-feira (27)

O Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) convoca a população da cidade a rejeitar, com veemência, a pretensão do governador Ibaneis Rocha (MDB) de reabrir a rede pública de ensino, a começar pelas escolas militarizadas (a chamada “gestão compartilhada”), na segunda-feira (27), em pleno auge da pandemia do novo coronavírus na capital do País.

Informamos que a Organização Mundial da Saúde (OMS), todos os institutos de pesquisa e medicina do País e do mundo têm avisado, insistentemente, que o pico de contágio, de manifestação da doença e de mortes no Brasil e no DF será nos meses de maio e junho e que este é o principal período em que a cidade deve fortalecer o isolamento social. Exigir que a rede pública de ensino reinicie o ano letivo neste momento é um crime doloso contra a população.

Que insanidade é esta de levar milhares de pessoas a se contaminarem com um vírus mortal, que não tem cura e nem tratamento, numa pretensão que reflete um alinhamento descabido com o governo de um presidente sádico e descompromissado com os direitos humanos?

Conclamamos o povo do DF a reagir com energia a esta perversidade. Retomar as aulas às vésperas do pico da pandemia é ceder à necropolítica do Palácio do Planalto e disseminar o novo coronavírus entre milhares de pessoas das camadas mais necessitadas e desprotegidas da população do DF.

Reativar as escolas da rede pública neste momento é uma covardia e uma perversidade inominável com estudantes, professores e suas famílias. Todos os países que já passaram pelo pico da pandemia ainda não reabriram o setor da educação. O governo Ibaneis é o único que poderá fazer isso a mando do Presidente da República. Pior: com salas de aulas lotadas e sem nenhuma condição de manter as pessoas afastadas e protegidas da contaminação, esse passo em falso, se for dado, irá expor mais de meio milhão de pessoas da comunidade escolar à mortandade provocada pela pandemia.

Informamos também que os poucos países europeus que anunciaram o retorno da educação já passaram pelo pico da pandemia e, ainda assim, agendaram esse recomeço para o fim de maio, com turmas reduzidas a menos da metade de seus estudantes e com horários diferenciados. Na maioria dos países onde a pandemia já teve seu pico, a educação só voltará a funcionar a partir de setembro.

É responsabilidade de todos os brasilienses combater o rumo genocida que o Governo do Distrito Federal (GDF) poderá traçar para a cidade nos próximos dias. Conclamamos a sociedade a impedir que dezenas de milhares de pessoas sejam atiradas à própria sorte, arriscando-se a contrair uma doença sem cura, mortal e altamente contagiosa.

 

Sinpro-DF inicia campanha “A educação não pode morrer!”

O Sinpro-DF deu início, nessa segunda-feira (20), à campanha “A educação não pode morrer!”. Com ela, o sindicato promove ações contra a reabertura das escolas públicas na véspera do pico da pandemia do novo coronavírus, prometida pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) para iniciar, nesta segunda-feira (27), pelas escolas militarizadas.

Em defesa da vida, a campanha orienta professores(as) e orientadores(as) educacionais a participarem da mobilização com envio de mensagens de SMS ou por algum aplicativo de mensagens instantâneas aos deputados distritais pedindo a manutenção do fechamento das escolas durante a pandemia. Para que isso fosse possível, distribuiu o número dos celulares deles.

A diretoria recomenda a categoria a usar os números com responsabilidade, apenas para impulsionar a campanha, seguindo a tradição, a cultura e a índole dos professores da rede pública de ensino do DF que é a de ser cordiais e solidários em toda e qualquer situação, sobretudo, em momentos como este, caso de vida ou morte, em que precisamos do apoio de pessoas importantes e influentes e das instituições solidárias com nossa causa.

A diretoria convoca, ainda, todos(as) os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais a participarem, com urgência e seriedade, da campanha “A escola não pode morrer!”, enviando mensagens pedindo a manutenção do fechamento das escolas durante a pandemia para nos livramos da covid-19 e defendermos nossos estudantes e suas famílias de uma contaminação criminosa em massa.

Programa Saber Viver em Casa abre espaço para artistas da cidade

O programa Saber Viver em Casa abriu sua programação para receber artistas do Distrito Federal, sobretudo da rede pública de ensino, para apresentar sua arte. O Saber Viver em Casa é um programa de TV do Sinpro-DF em parceria com a TV Comunitária. Ele é transmitido ao vivo pelo Facebook e You Tube do sindicato e pela TV Comunitária também pelo You Tube e pelo Canal 12 da NET.

A próxima edição do Saber Viver em Casa será na quarta-feira (22/4), com artistas da categoria docente. Agora, além dos programas que tratam de assuntos relacionados à saúde e aos cuidados com o corpo, também teremos programas culturais com música ao vivo de diversos estilos. O espaço do Saber Viver em Casa está aberto para poesias e tudo mais que a arte proporciona.

O Saber Viver em Casa de quarta (22) será feito por artistas da nossa categoria. Compartilhe conosco sua arte! Você pode participar dos nossos programas ao vivo. Basta enviar uma mensagem para o e-mail: saberviver@sinprodf.org.br. Mostre seu talento e emocione sua categoria.

SERVIÇO:
SABER VIVER COM MÚSICA EM CASA
Data: Quarta-feira (22/4)
Horário: 18h30
Local: EM CASA
Você pode assistir pelos canais do sindicato no:
You Tube: SINPRO DF
Facebook: sinprodf
Instagram: @sinprodf

 

Subnotificação da violência contra a mulher cresce em meio a pandemia

Dados oficiais são insuficientes para revelar a realidade da violência contra a mulher no Brasil dentro do contexto de pandemia. É o que mostra levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta segunda-feira (20), em parceria com a empresa de pesquisa Decode Pulse. A dificuldade na notificação – que já era histórica – é agravada no isolamento imposto pelo novo coronavírus, com alguns estados apresentando queda no número de registros de ocorrências no mês de março, enquanto relatos de brigas de casal no Twitter tiveram aumento de 431%.

Ao todo, foram analisadas 52.315 menções feitas por terceiros na rede social entre fevereiro e abril. Em paralelo, a organização não-governamental, a pedido do Banco Mundial, levantou as ocorrências de agressões domésticas, ameaças e estupros no Pará, Rio Grande do Sul, Acre, Ceará e Rio de Grande do Norte, e notou queda nos índices em pelo menos quatro deles.

No caso dos registros de lesão corporal dolosa, por exemplo, que demandam a presença física das vítimas, o número de ocorrências caiu de 953, em março de 2019, para 744 em março deste ano em Mato Grosso, uma queda de 21,9%. Já no Rio Grande do Sul, foram 1.744 denúncias ante 1.925 registros feitos no ano passado, redução de 9,4%. No mesmo período, houve queda também no Acre, de 28,6%, e no Ceará, 29,1%. Apenas no Rio Grande do Norte as denúncias cresceram, 34%.

Para a diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno, “as mulheres confinadas podem estar encontrando dificuldades para fazer o registro das ocorrências, uma vez que a principal porta de entrada para denunciar esses crimes são as delegacias de polícia”.

Modernização dos canais de denúncias

A subnotificação das ocorrências no Brasil, no entanto, repete o padrão encontrado em outros países do mundo, que, apesar de registrarem um aumento nos casos de violência contra a mulher, também apresentaram dificuldades nos canais de denúncia oficiais pelo fato de as vítimas estarem confinadas com seus agressores. Na análise da organização, as redes sociais são um termômetro da realidade da violência doméstica e o aumento nos relatos de brigas de casal, na maioria das vezes feitos por vizinhos, reforçam a importância dos estados e da União modernizarem os canais de denúncias.

“Os dados oficiais e a pesquisa digital indicam o aumento da violência doméstica e a dificuldade que as mulheres têm tido em acessar os equipamentos públicos presencialmente. É fundamental que sejamos capazes de inovar tanto nos mecanismos de denúncia, que podem ser feitos por terceiros, quanto no atendimento e orientação a estas mulheres”, diz Samira.

A pesquisa ainda apontou para um perfil dos responsáveis pelos relatos, o que pode contribuir para entender a dinâmica da violência contra a mulher. De acordo com o levantamento, 53% dos posts no Twitter foram realizados entre 20h e 3h da manhã, 25% publicados às sextas-feiras, e na maioria registrados por mulheres (67%).

A diretora-executiva reforça que as evidências coletadas nesse estudo digital vão ao encontro do registro histórico de violência contra a mulher nos últimos anos, deixando claro que não se trata de um problema social recente motivado pelo isolamento, ao contrário. “Infelizmente, esse crescimento da violência contra as mulheres é uma tendência que o Fórum Brasileiro de Segurança Pública já registra há pelo menos três anos, e que foi agravada a partir do momento em que as pessoas precisaram ficar em suas casas para preservar sua saúde”, destaca Samira.

O que fazer?

As Delegacias da Mulher continuam funcionando normalmente no período de quarentena. Os casos de violência e assédio podem também ser denunciados ao 190, que faz atendimentos diários e ininterruptos.

Em todo o país as emergências devem ser registradas no Disque 180 ou o Disque 100, que oferecem orientações. Os abrigos emergenciais das cidades também funcionam normalmente. É preciso procurar pelo serviço por um órgão da prefeitura mais próximo para que o encaminhamento seja feito. As Casas da Mulher Brasileira, que concentram serviços judiciais, psicológicos e assistenciais, também seguem operando normalmente na quarentena.

Fonte: CUT

CUT e centrais farão 1º de Maio unificado pela Internet, com shows e solidariedade

Pela primeira vez na história do país, a CUT, demais centrais sindicais e movimentos sociais vão fazer um ato para comemorar o Dia Internacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras, no dia 1º de Maio, por meio de uma transmissão ao vivo pelas redes socais. O formato de live foi escolhido para proteger os trabalhadores do novo coronavírus (Covid-19), que já infectou quase 2,5 milhão de pessoas em todo o mundo e fez mais de 166 mil vitimais fatais, entre elas 2.500 brasileiros.

Não existe vacina contra o vírus, a única maneira de se proteger é o isolamento social recomendado pela Organização Mundial da Saúde e por especialistas de todo o mundo. Isso não impede mobilização nem ações solidárias, muito pelo contrário.

Na semana passada por meio do site NA PESSÃO trabalhadores de todo o país mandaram mensagens para os senadores contra a aprovação da Medida Provisória (MP) 905, da Carteira Verde e Amarela, e o Senado tirou a medida da pauta. Como teria de ser votada até esta segunda, a MP deve caducar a meia noite de hoje.

E vários sindicatos da CUT estão mobilizados, seja entregando cestas básicas, botijões de gás ou disponibilizando sedes clubes de campo para as autoridades usarem no atendimento à população.

As restrições à circulação também não impedirão a realização de um grande ato de 1º de Maio, com luta e muita solidariedade.

O mote já foi escolhido: “Saúde, Emprego, Renda: um novo mundo é possível com solidariedade”. E, além de reivindicar direitos, a CUT e demais centrais vão continuar estimulando a reflexão e a luta pela democracia, pelo direito de a classe trabalhadora ter um movimento sindical organizado, ouvido e respeitado.

Todas as centrais estão empenhadas em levar para os trabalhadores e trabalhadoras temas de luta e reflexão, muita música e ações solidárias. Durante todo o dia os sindicalistas vão arrecadar e distribuir alimentos e produtos de higiene para ajudar quem está em casa e não tem como trabalhar e conseguir renda para se manter.

Em meio a tudo isso, o 1º de Maio unificado terá muita música, com apresentações feitas em casa por uma série de artistas, a partir das 10h.

Fonte: CUT

Saber Viver em Casa debate o apoio aos estudantes em período de isolamento

O Sinpro realiza mais uma edição do Saber Viver em Casa. Nesta segunda-feira (20), às 18h30, a psicopedagoga Verônica Pinheiro, que também é professora da Secretaria de Educação do Distrito Federal, fala sobre o apoio aos estudos dos filhos nesse período de isolamento social. A transmissão do programa será simultânea pelo Facebook e You Tube do Sinpro-DF e pela TV Comunitária, por meio do Canal 12 da NET e do You Tube.

O Saber Viver é um programa do Sinpro-DF em parceria com a TV Comunitária para estimular as pessoas a se protegerem, respeitando o isolamento social durante a pandemia do novo coronavírus. Com mais esse serviço, o sindicato divulga ideias e práticas por meio de diversas atividades, como entrevistas com especialistas e outras ações, como a desta sexta-feira, com a aula de saúde funcional.

Ligue a TV ou acesse as redes sociais (Facebook e You Tube do Sinpro-DF ou da TV Comunitária) e participe. O programa visa a contribuir com o conhecimento das pessoas com informações de qualidade e atitudes responsáveis e a ensiná-las a cuidarem da sua própria saúde neste momento de crise, sem ter de sair de casa. Saber Viver em casa é uma forma de colaborar para barrar o avanço da pandemia.

“Taxar fortunas para salvar vidas” é o tema do TV Sinpro desta segunda (20)

O TV Sinpro desta segunda-feira (20), receberá Ricardo Berzoini, ex-deputado federal e ministro das Comunicações.

A pauta do encontro que vai ao ar logo mais, às 17h, será a sobre a campanha #TaxarFortunasParaSalvarVidas lançada pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

A ação defende a elevação dos impostos sobre os mais ricos, com o projeto 924/20 que prevê arrecadação de R$ 272 bilhões para salvar vidas e o emprego de milhões de pessoas e milhares de empresas brasileiras.

Assista o programa pela TV Comunitária, no canal 12 na NET-DF, e pelo facebook e youtube do Sinpro.

 

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