Sinpro convida a categoria para a II Feira Cultural dos aposentados

O Sinpro-DF, por meio da Secretaria para Assuntos dos Aposentados, realiza a II Feira Cultural dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as). Mais uma atividade do Sinpro Com Você, a Feira será realizada no dia 21 de fevereiro, das 9h às 17h, na Praça do Setor Comercial Sul (Quadra 05 – em frente ao BRB), e se coloca como mais uma oportunidade para que os(as) aposentados(as) possam mostrar um pouco mais de seus trabalhos artísticos.

A diretoria do Sinpro convida todos(as) a participarem expondo e vendendo seus trabalhos – poesia, artesanato, literatura, músicas, apresentações artísticas entre outras atividades culturais. Prestigiem mais esta atividade do sindicato.

CUT Brasília promove o primeiro encontro do ano do Coletivo LGBTI

Com a chegada da extrema-direita ao poder e o consequente avanço do conservadorismo no país, o Coletivo LBGTI da CUT Brasília se reúne no próximo dia 23 para debater estratégias de enfrentamento e de resistência ao cenário imposto. A atividade acontece a partir das 9h, no auditório Adelino Cassis, na sede da Central.

O Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF), por meio da Secretaria de Assuntos de Raça e Sexualidade, convida todos(as) professores(as) e orientadores(as) a se somarem neste importante debate. “É fundamental que todos e todas se engajem nesta luta para construirmos juntos o enfrentamento aos retrocessos impostos, não apenas ao público LGBTI, mas toda a classe trabalhadora. Participem”, conclamou a diretora da pasta Letícia Montandon.

O encontro nacional aconteceu em novembro do ano passado, em São Paulo, e reuniu representantes de todo o país. Nos próximos meses, as plenárias ocorrerão nos estados, onde serão debatidos temas diversos de interesse do grupo, focando nas peculiaridades locais.

Um importante assunto que será discutido no encontro é a inclusão do indivíduo LGBTI no mercado de trabalho. De acordo com estudo realizado pela empresa de recrutamento e seleção Elancers, cerca de 20% das empresas no Brasil ainda resistem em contratar gays, lésbicas, travestis e transexuais em razão da sua orientação sexual e de identidade de gênero. Outras 7% não contratariam homossexuais em nenhuma hipótese, e 11% só contratariam se o candidato não ocupasse cargos de níveis superiores. Foram entrevistados 10 mil empregadores em todo o país.

Para Edson Ivo, do Sindicato dos Bancários de Brasília, que participou do encontro nacional, “vivemos tempos nos quais teremos que voltar a nos defender do conservadorismo dogmático”. Ele explica que, atualmente, vivencia-se o discurso LGBTIfóbico como um padrão e uma espécie de característica nacional. Para Ivo, no âmbito distrital, esse tipo de manifestação é ainda mais evidente, o que evidencia a necessidade urgente de mobilização.

“E cada dia que não nos colocamos à frente da luta é um dia a mais que o discurso conservador avança, nos empurrando para os precipícios e armários. Faz-se necessário nos reunirmos, elencarmos necessidades, elegermos prioridades e criarmos métodos. São detalhes importantes nessa caminhada, que eu espero que se torne uma corrida o mais rápido possível”, disse.

“A CUT valoriza todas as questões da comunidade LBGTI. Nós, enquanto uma Central comprometida com o trabalhador, precisamos compreender a classe trabalhadora em sua pluralidade. Com esse Coletivo, pretendemos dar visibilidade à comunidade, manter os direitos conquistados e garantir avanços significativos”, disse o secretário de Políticas Públicas da CUT Brasília, e diretor do Sinpro-DF Yuri Soares.

Fonte: CUT Brasília

Intervenção militar é a expressão do racismo do GDF

Dentre os vários prejuízos que irá provocar na educação pública e gratuita, a intervenção militar em quatro escolas da periferia do Distrito Federal desrespeita os artigos 5º e 226 da Constituição Federal ao impor aos(às) estudantes uma padronização da sua aparência física: meninos terão de ter o cabelo cortado rente à cabeça e, meninas, um coque como padrão de aparência física.

Em reportagem veiculada no programa Fantástico, da Rede Globo, no domingo (17), a direção compartilhada foi clara a afirmar a nova regra. O repórter foi objetivo ao perguntar para a direção sobre o cabelo black power e afros e a direção compartilhada foi contundente ao dizer que todos terão de cortá-lo para se adequarem ao padrão.

Essa padronização anula identidades e provoca uma quebra pedagógica profunda na educação ministrada na rede. A padronização ressuscita o velho estereótipo europeu que prevaleceu no país por séculos e tentou eliminar da história do Brasil e do perfil físico dos brasileiros as características africanas e indígenas.

Na avaliação de professores, essa padronização irá causar vários problemas ao desconstruir a identidade de pessoas que estão em formação e ao impor, novamente, a estética europeia. A antropóloga Nilma Lino Gomes afirma que muito mais do que um sinal de estética, para a pessoa afrodescendente, manipular o cabelo significa recriar sua identidade negra, posicionar-se como negro, destacar aspectos importantes de sua história e cultura, que nos remetem a ancestralidade africana.

“A militarização das escolas não respeita as diferenças e nem as vontades das pessoas. Não respeita a Constituição Federal, nos artigos que determinam normas sobre os direitos fundamentais e direitos e deveres individuais, como o artigo 5º, inciso II, e o parágrafo 7º do artigo 226, que trata da dignidade da pessoa humana”, afirma Cláudio Antunes, coordenador de Imprensa do Sinpro-DF.

Marcos Lopes, professor de Atividades da rede pública de ensino do Distrito Federal, escritor e ativista do movimento negro, diz que a militarização é retrocesso em todos os sentidos. Autor dos livros de literatura infantil, intitulados “Lápis cor de pele” e “Tiarinha vermelha e o povo mal”, ele diz que a filha dele já sofreu racismo na escola por causa do cabelo. “Essa intervenção militar vai contra também as Leis nº 10.639/03 e 11.645/08, que instituem o ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena na escola pública e irá prejudicar muito a formação dos(as) estudantes porque a normatização no Ensino Médio entra em contradição com aquilo que ensinamos nos anos iniciais porque a gente trabalha com a formação de identidades”.

Nos anos iniciais a escola incentiva a criança a se perceber com suas próprias características físicas e psicológicas, como com os cabelos crespos, a pele escura, advindos dos povos africanos, de reis e rainhas que vieram à força para as Américas para serem escravizados pelos brancos. “A gente trabalha muito nessas crianças essa questão estética, como o cabelo, o seu pertencimento. E, agora, tendo esse retrocesso por causa da militarização, vejo o retorno ao século XVIII nos anos finais”, assegura.

Marjorie Chaves, professora voluntária da disciplina Cultura, Poder e Relações Raciais, no Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab), do Centro de Estudos Multidisciplinares (Ceam), da Universidade de Brasília (UnB), considera extremamente pertinente falar sobre as individualidades e identidades massacradas pela intervenção militar nas escolas justamente na idade em que o ser humano busca ter sua própria personalidade.

“É uma reflexão que tenho feito nas últimas semanas, a partir do momento em que eu comecei a acompanhar essa ocupação militar de escolas públicas do Distrito Federal. Temos de tocar num ponto que é muito importante, dessa questão da ideia de gestão compartilhada: tem uma coisa que as pessoas não estão observando e que é fundamental compreender é que a militarização das escolas só é realizada em escolas de regiões periféricas ou escolas de periferia. Ou seja, isso mostra que ela tem a dimensão de classe e de raça, uma vez que são os corpos negros e pobres a serem vigiados e normatizados em sua maioria”.

A professora indaga por que são os corpos de pessoas negras e pobres que precisam ser vigiados, adestrados, normatizados? “Essa militarização é um passo atrás no que realmente importa para uma educação de qualidade que exige investimento. Até porque a gente vê que a resolução proposta nesta militarização é a resolução da violência. Só que a gente está querendo resolver o problema da violência inserindo o medo nessas comunidades. Inserindo padronização de comportamento, que não faz bem para o desenvolvimento educacional dos estudantes. Até porque existe uma diferença clara entre o que é um colégio militar, que já existe e tem seu modelo, e uma intervenção militar, ou seja, da Polícia Militar nas escolas públicas”, afirma

Marjorie observa que a intervenção da Polícia Militar nas escolas é uma mudança radical na proposta pedagógica em curso, uma mudança conceitual na educação. “A PM diz que é responsável pela gestão administrativa e que os civis continuarão com a gestão pedagógica. Mas isso não existe. Não existe diferença nesse universo porque tudo que existe dentro de uma escola é pedagógico. Com relação aos(às) educandos(as), o que mais me preocupa é o que irá acontecer com as identidades desses meninos e meninas. A gente já está num processo muito complexo do aumento do conservadorismo muito exacerbado que a gente está deixando, ou pelo menos muito complexo, falar de determinados temas nas escolas”, diz.

Piragibe Vieira da Paixão Júnior, professor de matemática no Gisno, crê que, para além das identidades, a militarização irá trazer muitos outros retrocessos para a educação e para a formação da personalidade dos(as) estudantes da escola da rede pública. “Hoje em dia ninguém faz um debate sério sobre até que ponto, por exemplo, os baixos salários dos pais desses estudantes e o sacrifício que eles fazem para sobreviver não são um dos principais motivos da violência social que adentra as escolas”, pondera.

Ele acha que, num primeiro momento, a violência dentro da escola irá diminuir, porém, voltará a explodir com muito mais força no futuro. E compara o método da militarização de escolas públicas da periferia de Brasília como desculpa para conter a violência social às intervenções militares altamente fracassadas ocorridas na cidade do Rio de Janeiro.

Élbia Pires de Almeida, coordenadora de Raça e Sexualidade do Sinpro-DF, lembra que o Brasil levou décadas para superar a europeização da juventude e conseguir fazer com que os(as) estudantes não tivessem vergonha de seu corpo, seu cabelo, sua pele, sua cor, e começassem a manifestar o seu orgulho por meio de diversos penteados que se vê hoje nas escolas.

“Padronizar as formas de se vestir e de apresentar os cabelos é, de novo, estarmos negando a identidade do povo negro, negando as nossas origens, a cultura do povo que chegou ao Brasil escravizado e desconsiderando que a grande maioria da nossa população é negra ou de origem negra. E no que diz respeito à identidade de gênero, é importante ressaltar que essa padronização de impor um único formato do que consideram correto a partir da aparência biológica. Com isso, o GDF tenta, de novo, eliminar todas as pessoas que não estão dentro desse padrão instituído nas escolas militarizadas”, afirma.

Para a diretora do Sinpro-DF, essa atitude do governo Ibaneis irá aumentar a evasão escolar de pessoas que não se adéquam à padronização. “Esse modelo diz para o menino gay e para a menina lésbica que ambos não podem se apresentar enquanto tais. Não podem ser e nem existir no espaço escolar, uma vez que eles e elas não pode fazer parte do universo normativo da escola. Isso quebra uma lógica pedagógica de libertação do ser humano com a qual a gente vem trabalhando e pela qual a gente vem lutando há décadas”.

A sindicalista informa que são nas comunidades LGBT que ocorrem os maiores índices de evasão escolar e que, nas escolas militarizadas, a evasão irá aumentar. “Nenhum adolescente permanece no espaço escolar se ele tem a sua identidade negada. Mais cedo ou mais tarde, ele ou ela irá evadir. Essa atitude do governo poderá também elevar, de forma exorbitante, o número de suicídios que já temos de forma gigantesca entre os(as) jovens LGBTQI. Temos históricos registrados, e a polícia sabe disso, que os jovens que têm sua identidade negada sempre recorrem ao suicídio”, alerta.

Crédito da foto: Getty Images

 

Semana Pedagógica: A resistência é nossa única saída

Profundo crítico das desigualdades sociais e defensor de uma educação pública democrática e plural, o professor doutor Luiz Carlos de Freitas fez a abertura da Semana Pedagógica do Sinpro, atividade que cumpre uma pauta de debates solicitada pela categoria. O evento acontece até o dia 22 de fevereiro, no Auditório Paulo Freire (SIG Quadra 6).

Com vasta experiência no acompanhamento e no estudo da educação, Luiz Carlos falou um pouco sobre os principais problemas vividos pela sociedade brasileira atualmente e os desafios que professores(as) e a comunidade escolar em geral terão diante de uma agenda cada vez mais conservadora. Confira a entrevista:

 

Sinpro – Qual a importância do Sinpro realizar uma atividade abordando pontos tão atuais e que conversam diretamente com os direitos da classe trabalhadora?  

Luiz Carlos – Nós precisamos debater, analisar o que está acontecendo no país, procurar trazer experiência de outros países que passaram pelas mesmas circunstâncias para estimar o que pode vir a acontecer também no Brasil. Diante de toda mudança radical nas políticas, é preciso reunir as pessoas e conversar, dimensionar tudo e procurar criar, de imediato, uma resistência.

 

Sinpro – Mas já devemos nos unir e criar uma resistência?

Luiz Carlos – Não precisamos esperar o que vai acontecer com o governo atual para saber qual será o resultado. Estas mesmas políticas já foram executadas em outros países e podemos ver as consequências nefastas que causaram. Então, no mínimo temos que examinar, analisar e discutir sobre esses eventuais impactos, e organizar uma resistência para combater qualquer possibilidade de terminarmos como esses países que passaram por essa experiência.

 

Sinpro – E como seria feita essa resistência?

Luiz Carlos – Nesse momento, quem resiste quer manter pelo menos aquilo que já foi conquistado. Não se trata de avançarmos muito, porque resistir significa não perder pelo menos aquilo que você já conseguiu estabelecer como sendo uma perspectiva socialmente adequada para o país, não somente economicamente, mas socialmente adequada.

 

Sinpro – Com a experiência que o senhor tem e com toda base teórica, esse momento que temos passado é um dos mais perigosos e preocupantes para a classe trabalhadora?

Luiz Carlos – Do ponto de vista contemporâneo eu acredito que estamos diante se uma injunção gravíssima, já que você tem forças conservadoras e neoliberais articuladas para obstar toda possibilidade das políticas progressistas avançarem ou mesmo serem mantidas. Estas políticas têm gerado um impacto social muito grande, principalmente na classe trabalhadora, gerando uma precarização da força de trabalho.

 

Sinpro – E como essa precarização implica no dia a dia do trabalhador?

Luiz Carlos – Vemos essa realidade desde o governo Temer. Se não nos unirmos, as coisas só vão se agravar e os custos sociais serão elevadíssimos. Vemos isso em projetos que tentam tirar direitos dos trabalhadores.

 

Sinpro – Os(as) professores(as) têm presenciado um cenário desanimador por conta de projetos tão maléficos para a educação, exemplo do Escola sem Partido. Mesmo diante de uma importância tão grande que os professores têm, como o senhor vê o cenário brasileiro comparado a outros países onde o professor é respeitado e valorizado?

Luiz Carlos – Os países que passaram por esta política têm encontrado dificuldade na valorização e na própria constituição da formação do professor e posteriormente no seu exercício profissional. O que tem sido percebido é que os professores, seja do ponto de vista da formação ou do exercício profissional, passam por um processo dentro dessas políticas bastante gerador de uma precarização da força de trabalho, da mesma forma que outros profissionais também são precarizados. E os professores em educação não são exceção. O que temos visto é uma retirada de direitos, além de uma desqualificação e uma desprofissionalização do professor.

 

Sinpro – Apesar de tudo isto, a luta deve continuar?

Luiz Carlos – Sem dúvida. A luta não para e nem pode parar. Temos que entender o atual momento, as forças e filosofias sociais que estão por trás desses movimentos, e procurar encontrar pontos comuns. Sozinhos não vamos resistir, seremos aniquilados. Temos que encontrar esses pontos comuns que nos permitem no primeiro momento resistir e depois avançar.

Nelson Mandela é Cidadão Honorário de Brasília

“Educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”, dizia o texto no mural do pátio do CED 01, da Estrutural

 

O episódio que marcou o início da intervenção militar nas escolas públicas e gratuitas do Distrito Federal, em que foi apagado o grafite da face e de uma frase do líder negro africano Nelson Mandela de uma parede do pátio do Centro Educacional nº 01, da Estrutural, trouxe à memória de muitos professores a lembrança de que o líder negro é cidadão honorário de Brasília.

Ele recebeu o título, em 1991, quando visitou o Congresso Nacional, em Brasília. Proposto pelo ex-deputado distrital, Geraldo Magela (PT), o título de Cidadão Honorário de Brasil a Mandela foi concedido na primeira legislatura da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Na época, esse tipo de reconhecimento era autorizado somente por meio de projeto de lei sancionado pelo governador, que, na época, era Joaquim Roriz, do PMDB, e está na Lei nº 156, de 16 de julho de 1991.

O título foi entregue ao líder africano por um deputado federal por ocasião da visita de Mandela ao Congresso Nacional brasileiro, naquele ano, e significa uma prova do reconhecimento da luta dele pela democracia, igualdade entre os povos e as classes sociais e pela paz não apenas na África do Sul, mas também no mundo inteiro.

Mandela era uma referência mundial desde antes de sua prisão, ocorrida em 1962, pelo Partido Nacional, dominado pelos Africâneres (brancos de ascendência germânica). Esse partido venceu as eleições democráticas, na África do Sul, em 1948, e, numa atitude fascista, impôs o regime segregacionista do Apartheid.  As lideranças desse partido político executaram muitas perseguições políticas e combatiam as manifestações contra suas políticas segregacionistas e excludentes com arma de fogo, opressão e mortes.

Mandela combatia essa política e desde sua prisão se tornou referência mundial. Após a prisão, na década de 1980, tornou-se presidente da África do Sul. “A visita dele a Brasília foi uma oportunidade rara que tivemos e aconteceu num momento em que o Brasil vinha também de um processo de democratização, com eleições diretas. Era a primeira vez que Brasília tinha um parlamento: a Câmara Legislativa. Foi o reconhecimento de uma luta mundial”, lembra o ex-deputado distrital Geraldo Magela.

Magela lembra que a luta dos grandes líderes mundiais não fica restrita a um país e ressalta que um dos muitos aspectos importantes da figura de Nelson Mandela é que ele colocou a educação como a arma mais poderosa para construir a paz. “E isso foi um dos motivos que me levaram a propor o título de cidadão honorário para ele. Acho que o processo de implantação dessa escola militarizada está confuso e demonstra uma postura, surpreendentemente, autoritária do governador de achar que irá combater a violência, nas escolas e perto delas, militarizando o ensino”, critica o ex-deputado.

Para Magela, ao apagar o grafite, o governo Ibaneis praticou uma dupla agressão. “Em primeiro lugar, porque em todos os lugares se discute educação, mas, em especial, nas escolas, e a frase que estava ali inscrita era uma frase célebre de Mandela de que ele acreditava que era mais fácil construir a paz usando a arma da educação. Não precisavam de outras armas, como as de fogo, as letais. A arma da educação, na opinião dele, sempre foi a mais eficaz para construir a paz” disse.

Em segundo lugar, “a dupla agressão vem no sentido de eliminar um grafite, que é uma arte reconhecida nacional e mundialmente como arte e hoje é uma das mais belas artes de expressão, especialmente, da juventude e, mais ainda, retirar um grafite com a face e uma frase de Mandela que é motivadora para todos nós. É para os jovens, mas é para nós, adultos, já vividos porque a referência do Mandela é para o mundo inteiro e não somente para a África do Sul. É uma dupla agressão. Acho que o governador deve determinar que seja refeito o mural com a face e a frase e que se tome isso como referência. O governador estaria muito bem orientado em fazer isso”, aconselha.

Para Magela, esse episódio no CED 01 da Estrutural foi ruim. “Não sei se o governador se considera negro. Eu considero que Ibaneis Rocha é de origem negra. E o grafite foi feito para juntar a luta pela igualdade racial com educação e parece que tudo isso foi ignorado na escola da Estrutural”, afirma.

Intervenção Militar: coordenação e dias móveis não serão respeitados

A militarização de escolas públicas no Distrito Federal pelo GDF já mostrou a que veio. Em menos de uma semana da imposição de um projeto que é totalmente arbitrário, desrespeitoso e nocivo a estudantes, comunidade escolar e à educação de uma forma geral, o governo impôs, de forma unilateral, uma série de mudanças à rotina de trabalho do Centro Educacional 308 do Recanto das Emas. Não bastasse ter modificado o nome do CED para Colégio da Polícia Militar CED 308 do Recanto das Emas, todos(as) que estão em coordenação deverão fazer a substituição em regência aos(às) professores(as) ausentes.

Outro ponto imposto pelos militares é o fim de datas comemorativas, como é o caso das festas juninas sob o pretexto de não produção pedagógica do estudante. E as mudanças não param. O horário de aula será modificado. Um comunicado emitido pela gestão militar do CED 308 aos responsáveis aponta mudanças nos turnos matutino e vespertino com a inclusão do horário de almoço e formatura diária. A escola não funcionará aos sábados, tirando também os dias móveis. Além disso, não haverá intervalo de 15 minutos, com a promessa de que o período será pago todo fim do dia, sob a ciência de que não é valido como regência.

O Sinpro repudia a atitude do governo e os relatos de ingerência na prática e no cotidiano pedagógico do CED 308 do Recanto das Emas, fatos que contrastam frontalmente com os princípios que devem nortear a prática pedagógica e o cotidiano nos ambientes escolares da rede pública de ensino do Distrito Federal, tais como a autonomia pedagógica do docente e o espaço democrático na tomada de decisões, sejam elas quais forem. Essas diretrizes reafirmam a defesa intransigente da educação pública e dos direitos da categoria.

Quaisquer posturas contrárias ao diálogo e à democracia, caracteriza retrocesso e desrespeito às normas e legislações que regem a rede e a nossa categoria, influenciando negativamente no processo ensino-aprendizagem dos nossos estudantes, que merecem igualmente todo o respeito à sua dignidade como seres em formação.

Diante do quadro, a diretoria do Sinpro já marcou uma reunião com o secretário de Educação do Distrito Federal para a próxima terça-feira (19), para que ele se posicione sobre os ocorridos e tome as devidas providenciais.

Sinpro Com Você: Aberta mesa de negociação da pauta de reivindicações da categoria

A Comissão de Negociação do Sinpro se reuniu nessa terça-feira (12) com o governador Ibaneis Rocha e deu início ao processo de negociação da pauta de reivindicações da categoria. A pauta foi aprovada pelos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais em assembleia geral realizada em setembro de 2018 e elenca pontos importantes para o magistério público e para a educação pública do Distrito Federal.

Durante o encontro a direção do Sinpro reapresentou a pauta da categoria e destacou alguns pontos contidos no documento. Além do governador, participaram da reunião os secretários de Educação Rafael Parente e de Fazenda André Clemente, além do assessor da SEE, Quintino.

Confira os temas abordados e a posição do governo em relação a cada um deles:

 

Pagamento da última parcela do reajuste – Em atraso desde setembro de 2015, o reajuste salarial dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais é uma reivindicação constante do Sinpro junto ao GDF. Por se tratar de uma dívida com 32 categorias, o governo apresentou dificuldades para quitar o débito, mas estabeleceu o mês de agosto como limite para apresentar os encaminhamentos. A comissão salientou que a dívida se refere não apenas do percentual, mas também ao retroativo de todo o período.

O Sinpro também cobrou o cumprimento do Plano Distrital de Educação (PDE), em especial a Meta 17, que determina a isonomia salarial com as outras carreiras de nível superior.

 

Auxílio-alimentação – Por se tratar de um benefício para todos os servidores do GDF, o governo apresentou as mesmas dificuldades e solicitou mais prazo para o estudo do impacto financeiro para a atualização do valor.

 

Nomeação de professores(as) e orientadores(as) – Durante a reunião a comissão apresentou o número de aposentadorias dos últimos 4 anos, e que o número de nomeações é muito pequena comparada à necessidade da rede pública. O Sinpro ainda mostrou a importância de se ter mais orientadores e professores nas escolas, e falou da preocupação com o concurso dos orientadores, que tem prazo de validade para maio/2019. Em resposta o GDF confirmou que já autorizou a nomeação de 234 orientadores educacionais aprovados no concurso de 2014 e de 54 professores aprovados em concurso de 2016. Mais 234 orientadores aprovados também em 2014 serão convocados até maio deste ano, que é o limite de validade do concurso.

 

Pecúnia – O Sinpro apresentou ao governo a necessidade em quitar todos os valores pendentes referentes às pecúnias de 2016, 2017 e 2018, e o governo se comprometeu em quitar os valores relativos a 2016 no prazo máximo de 90 dias. Nesse período o GDF se comprometeu em definir os critérios para a quitação dos valores de 2017 e 2018.

Em relação aos processos dos(as) professores(as) que têm direito a prioridade no pagamento da pecúnia por doenças previstas em lei, o governo se comprometeu em realizar o pagamento na próxima etapa.

O Sinpro reafirmou que para evitar o acúmulo de dívidas devido às novas aposentadorias seria necessária a liberação de um cronograma para o gozo da licença-prêmio. O governo se comprometeu em tomar as devidas providências para que isso ocorra.

 

Gratificação das equipes gestoras – Considerando as dificuldades apresentadas na última reunião entre o Sinpro e os gestores escolares, um dos pontos debatidos na reunião com Ibaneis foi a necessidade em se atualizar o valor das gratificações da equipe gestora das unidades de ensino. O governo se comprometeu em atualizar inicialmente o valor de diretores e vice-diretores, e o Sinpro reforçou a necessidade em se estender aos supervisores.

 

Espaço da coordenação pedagógica – Com o propósito de fortalecimento do espaço de coordenação pedagógica, o Sinpro solicitou algumas medidas e o governo se comprometeu em fazer um estudo de inclusão no Plano de Carreira de uma gratificação para os coordenadores pedagógicos.

 

Auxílio saúde – Solicitamos a atualização do valor do auxílio e também destacamos a necessidade de um plano de saúde subsidiado pelo GDF. O governo ficou de aprofundar uma negociação junto à GEAP e apresentar uma proposta na próxima reunião, que será confirmada nos próximos dias.

 

Militarização – A Comissão de Negociação reafirmou ser totalmente contrária à política de militarização nas escolas e que continuará combatendo o projeto financiado pelo GDF. Esse é um enfrentamento que terá de ser feito por toda a categoria no dia a dia das escolas de toda a rede pública de ensino.

O Sinpro argumentou que com as mesmas condições de recursos humanos e financeiros as escolas públicas do DF teriam resultado superior ao de escolas militarizadas. Dessa forma, o governo deu sinal verde e autorizou o sindicato a escolher quatro escolas, que receberão investimentos do governo para que possa ser verificado o melhor modelo para a educação pública. A nossa cobrança é que haja investimento em 100% das escolas e não na minoria, como é a proposta do governo.

 

 

Com essa reunião junto ao governador Ibaneis Rocha o Sinpro inicia o processo de negociação de pautas de interesse da categoria e da educação pública do DF, e é importante a participação de todos e todas para que possamos avançar. Diante disso o Sinpro convoca os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais para Assembleia Geral, com paralisação, dia 14 de março, às 9h30, no Mané Garrincha.

Não deixe de participar e lutar pelo que é nosso. Nossa luta depende da mobilização de cada um de nós. Todos à assembleia!

 

Fotos: Deva Garcia

Editorial | Obscurantismo chega ao  CED 01 da Estrutural e tenta apagar Mandela do inconsciente coletivo

Neste início de ano letivo, a primeira atitude da Polícia Militar (PM) no Centro Educacional nº 01, da Estrutural, uma das escolas públicas sob intervenção militar, foi apagar o grafite de Nelson Mandela e uma frase do ex-presidente da África do Sul, considerado, mundialmente, o ícone da luta em defesa da igualdade e contra o apartheid racial.

Esse vandalismo é o primeiro ato da militarização das escolas do Distrito Federal imposta pelo governador do MDB, ex-PMDB, Ibaneis Rocha, que começa a mostrar sua face: a tentativa de apagar, na escola pública, a história da humanidade e do humanismo protagonizada por lideranças políticas da classe trabalhadora.

Trata-se de mais uma tentativa de assassinar Nelson Mandela. O problema é que quando se mata um líder como esse, mesmo que seu corpo físico já esteja morto, ele renasce como mito nas consciências. Como disse o professor, teólogo e escritor, Leonardo Boff, quando Mandela morreu, em 2013, sua morte o “mergulhou no inconsciente coletivo da humanidade para nunca mais sair de lá porque se transformou num arquétipo universal, do injustiçado que não guardou rancor, que soube perdoar, reconciliar pólos antagônicos e nos transmitir uma inarredável esperança de que o ser humano ainda pode ter jeito”

Mandela é um ser humano que, depois de passar 27 anos de reclusão, foi eleito presidente da África do Sul, em 1994. Ícone da luta pela igualdade racial, “realizou o grande desafio de transformar uma sociedade estruturada na suprema injustiça do apartheid que desumanizava as grandes maiorias negras do país, condenando-as a não-pessoas, numa sociedade única, unida, sem discriminações, democrática e livre”.

Num movimento oposto ao de Mandela, o Governo do Distrito Federal (GDF),  com a PM, busca a eliminar qualquer lembrança dos métodos democráticos da construção da cidadania nas escolas da periferia de Brasília. No  projeto político dos conservadores, não basta assassinar lideranças comunitárias, como fizeram com a vereadora Marielle Franco, do PSOL, em março do ano passado. A ultradireita quer eliminar a memória coletiva viva e todos os vestígios de lideranças populares para colocar no lugar falsos heróis do conservadorismo excludente.

Um exemplo disso é o caso de Paulo Freire. Há meses grupos políticos de ultradireita no Congresso Nacional e fora dele se voltaram para o educador brasileiro na tentativa de apagar, diminuir e desqualificar a importância dele. Mas não conseguem porque ele tem legitimidade e, além disso, internacionalmente, Paulo Freire é reconhecido e aclamado como o melhor educador do mundo. Seu nome e seu método estão em uso, impressos nas mais diversas e melhores escolas de todo o planeta, desde os EUA até a China.

Outra tentativa de eliminar da História do Brasil e da memória coletiva popular ocorreu nessa segunda-feira (11) com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Ele contou, no programa Roda Viva, que desconhece a história da Amazônia e do líder Chico Mendes. Ao ser informado pelo apresentador Ricardo Lessa que o líder seringueiro foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como personagem importante para o meio ambiente, o ministro declarou: “O que importa quem é Chico Mendes agora?”

Faz parte da agenda conservadora de quem está no poder eliminar as lideranças populares e sociais para avançar com o projeto de destruição do meio ambiente, de privatização dos recursos naturais da Terra, como a água potável; patrimoniais de um país, como o Orçamento e a Previdência públicos e empresas estatais; de dominação das riquezas minerais e biológicas, como o pré-sal; o aporte cultural e de conhecimento da nação, como a modificação pervertida da história para adequá-la a seus interesses mercantilistas, e por aí vai uma lista de ataques à soberania de uma nação e ao direito de seu povo ao desenvolvimento autônomo.

É que, para esse projeto excludente dar certo, é preciso transformar os(as) jovens cidadãos(ãs) da classe trabalhadora em indivíduos autômatos, robotizados e alienados de conhecimento filosófico, sociológico, histórico, entre outros. É importante mantê-los adestrados, ignorantes de seus direitos sobre o planeta. Daí a urgência em apagar dos muros da escola os registros da identidade de uma liderança com a qual a juventude carente e excluída se identifica e procura, na escola e no aporte de conhecimento novo, tornar-se cidadã.

A empreitada conservadora de apagar os ícones da humanidade e do Brasil é um projeto educacional que visa, dentre outros absurdos, até mesmo a eliminar a subjetividade da juventude da periferia. É plano maquiavélico para evitar e impedir o surgimento de jovens capazes de lutar pela igualdade social, racial, de gênero; pela educação pública, gratuita, inclusiva, democrática, de qualidade e socialmente referenciada; pela distribuição justa da renda, pela justiça, pela paz.

A obra de arte pintada no pátio do CED 01 continha, além do grafite do rosto do líder africano negro, uma frase dele, motivacional e dedicada aos(às) estudantes: “Educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Ao apagar a frase, a PM revela, sem cerimônias, o que veio fazer nas escolas públicas do Distrito Federal: a imposição da Lei da Mordaça (Escola sem Partido) e a implantação da obsoleta, fracassada e derrotada visão de mundo, da qual o planeta e, sobretudo, o Brasil e os países do terceiro mundo, têm sido vítimas constantes.

A PM também buscou apagar a identidade da juventude da classe trabalhadora ao retirar das paredes externas do CED 01 o “mural de inclusão”, pintado por artistas da região. Agora, pintado de branco, o muro lembra uma lápide na qual está grafada a última epígrafe: “Colégio da Polícia Militar”.

No fundo, transmite a tentativa de virar uma página da história do mundo, do Brasil, do Distrito Federal para pôr no lugar o nada, a alienação, a negação da história, o fim do pensamento crítico e das subjetividades, a adoção da Lei da Mordaça (Escola sem Partido) e a implantação da reforma do Ensino Médio à força.

Professor da rede pública aposentado disponibiliza aulas gratuitas de química no You Tube

O professor Alceu Totti disponibilizou, gratuitamente, 1.200 aulas de química no You Tube. Ele diz que o trabalho é voluntário, que o site é completo para estudo e não somente para consulta e tem o intuito de ajudar, em especial, os(as) estudantes das escolas da rede pública de ensino. Para acessar as aulas basta clicar no endereço: http://quimicaalceudispor.com.br

Aposentado, o professor Totti tem a experiência de cinco décadas de ensino desde o Rio Grande do Sul até o Ceará. Deu aulas no Colégio Objetivo, Colégio Militar de Brasília, Colégios Maristas e Instituto Federal Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro.

Sinpro e comissão do CEF 5 reúne-se com secretário de Educação

Nessa segunda-feira (11), o secretário de Educação, Rafael Parente atendeu ao pedido do Sinpro-DF e recebeu a comissão do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 5, do Paranoá. O sindicato fez a solicitação e o secretário atendeu prontamente o grupo no primeiro dia letivo do ano.
No encontro, foram discutidos assuntos referentes à situação precária do prédio da escola.

A escola está funcionando há cinco anos, de maneira provisória, em um prédio precário que já acumula diversos laudos e relatórios do Corpo de Bombeiros, do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), da Defesa Civil e outros órgãos responsáveis, confirmando e alertando para o risco eminente de se manter a estrutura nas atuais condições. A comissão informou, inclusive, que desde 2016, tramita na Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) uma proposta de transferência da comunidade escolar para outro prédio, entretanto, o pedido não obteve nenhum encaminhamento ou avanço desde então.

Parente se mostrou  preocupado com a circunstância arriscada da estrutura  onde funciona a escola e se comprometeu em dar celeridade ao contrato  de aluguel de outro imóvel para alocar a escola, bem como enviar em caráter de urgência uma empresa de engenharia ao CEF 5 para fazer os reparos emergênciais. Também prometeu ir pessoalmente conversar com o grupo e garantiu que, em no máximo 30 dias, a comunidade será transferida para o outro local. A comissão e o grupo do CEF 5 se reunirão novamente nesta quarta-feira (13) para discutir os encaminhamentos a partir da devolutiva da reunião com o secretário de Educação e o Sinpro-DF continuará acompanhando de perto todo o processo.

A diretora do Sinpro Luciana Custódio relatou ao secretário a situação dramática da região do Paranoá, do Paranoá Parque e do Itapoã em relação ao déficit de escolas. Ela explica que mais de 40% dos alunos da regional precisam estudar em outras cidades por falta de escolas, e que o valor pago em um ano com transporte escolar para esses estudantes, é o suficiente para construir uma unidade por ano. Luciana Custódio também convidou  Rafael Parente para uma grande Audiência Pública Popular que será articulada pelo sindicato em parceria com professores, comunidade escolar do Paranoá, lideranças comunitárias, CEDEP, poder público e legislativo. O objetivo é elaborar, conjuntamente, uma política de construção e reformas de escolas na regional.

“Os filhos e filhas do Paranoá e do Itapoã têm o direito de estudarem em sua cidade. Reiniciaremos, agora, uma grande campanha por construção e reformas de escolas e contamos com a participação e envolvimento de todas as escolas nessa luta”, conclamou Luciana Custódio.

A comissão de negociação do CEF 5 foi criada em reunião realizada no último dia 7 e é composta pela sindicalista Luciana Custódio, pelo representante da Coordenação Regional de Ensino (CRE) do Paranoá/Itapoã, e a diretora e duas professoras do CEF 5 escolhidas pelo grupo.

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