O binômio vigiar e punir, por sua mediocridade, não é capaz de lidar com o complexo fenômeno da violência escolar. Somente o protagonismo dos sujeitos e a cidadania participativa são capazes de reconstruir o tecido social, transformando espaços sociais fragmentados em oportunidades de coesão social, cooperação e solidariedade. A violência se enfrenta com a construção democrática da paz. Afinal, como já nos ensinou o genial Marcelo Yuka, “paz sem voz, não é paz, é medo”.
Há aproximadamente seis anos, o Programa Justiça Comunitária do TJDFT, por meio do projeto “Vozes da Paz”, vem atuando em algumas escolas da Ceilândia para colaborar com o processo de pacificação no contexto escolar. A premissa adotada é a de que, como a escola reproduz as relações de poder da sociedade, a violência não deve ser associada a nenhum segmento específico e a construção da paz está visceralmente ligada ao exercício da democracia e à expressão de todas as vozes que integram o universo escolar.
O projeto estimula a adoção de dinâmicas de diálogo que envolvem todos os membros da comunidade escolar, em uma estrutura horizontal, circular e de reciprocidade. Para que esses círculos funcionem, é preciso que todos tenham voz e que não haja predominância de interesses de nenhum grupo específico. É um espaço livre de qualquer coerção e julgamento. Os resultados são inspiradores: cooperação proporcionada pela mudança na relação entre alunos e equipes docentes, administrativas e terceirizadas; abertura de canais criativos de comunicação entre alunos que não interagiam porque não pertenciam à mesma “tribo”; participação direta no orçamento escolar; uso compartilhado e ecológico do patrimônio escolar; adoção no ambiente familiar dos mecanismos pacificadores vivenciados na escola; participação na elaboração dos valores e princípios que devem pautar as regras de convívio social.
Quando se adota mecanismos de resolução de conflitos pautados no diálogo democrático, permitindo que todas as necessidades e identidades sejam reconhecidas e respeitadas, a disciplina – essencial em qualquer processo educativo – não resulta do medo, mas da corresponsabilidade de cada um pela construção de um espaço seguro de autonomia, dignidade e respeito. E é natural que, nesse processo, os índices de violência diminuam porque as vozes, antes caladas, não precisam mais gritar para serem ouvidas.
O desenvolvimento da consciência moral, como nos ensina Piaget, é fruto das relações de cooperação. A educação para a liberdade, igualdade e fraternidade implica exercício de autonomia e corresponsabilidade. O significado que se confere aos conteúdos aprendidos deve estar alinhado à vivência democrática e cidadã no espaço escolar.
O projeto denominado “Programa de Gestão Compartilhada”, um eufemismo para a militarização das escolas, representa um movimento diametralmente oposto à pacificação nas escolas por meio do desenvolvimento da autonomia, essencial para o exercício da ética democrática.
A votação em uma das unidades a serem atendidas pelo programa, pela qual 58,76% manifestaram apoio ao projeto – em sua grande maioria, pais e mães dos alunos –, não resultou de um processo reflexivo envolvendo audiências públicas, nas quais os profissionais da educação pudessem expor suas preocupações com base em estudos científicos. A escolha parece refletir muito mais a dificuldade das famílias diante dos desafios que implicam a formação e educação de seus filhos nos tempos atuais.
Quando o comportamento ético depende de um sistema pautado na vigilância e na punição, a consciência moral não se desenvolve. A cidadania – cuja dimensão mais valiosa está na alteridade entre os seres humanos – não se constrói pela obediência cega às normas, pelo cumprimento às liturgias marciais e pela punição como mecanismo de controle comportamental.
A cidadania resulta de uma formação crítica – e, como tal, reflexiva, questionadora, inquieta – e deve permear todo o processo educacional. Não faz o menor sentido limitá-la ao espaço das aulas de “moral e cívica”, cujo método, em geral, reproduz a abordagem adestradora “Super Nanny” que estabelece um “cantinho do pensamento”, associando o pensar a uma punição a ser cumprida em um espaço limitado e pasteurizado.
Para além do aspecto comportamental, o projeto também pretende unificar as identidades, por meio da uniformização dos cortes de cabelos: meninos de cabelo curto e meninas de coque. Aqui, é preciso questionar: qual será a punição prevista para um jovem que anseia expressar a sua identidade – tão singularmente construída – rejeitando a estética oficial? Como desenvolver autonomia, pluralidade e liberdade, quando o espaço das escolhas subjetivas cede lugar à imposição monolítica da ordem?
Artigo de Gláucia Foley Juíza de direito, coordenadora do Programa Justiça Comunitária e membra da Associação dos Juízes para a Democracia. Fonte: Correio Braziliense
Confirmada agenda do Sinpro com o governador nessa terça (12)
Jornalista: Luis Ricardo
A Comissão de Negociação do Sinpro será recebida às 11h dessa terça-feira (12) pelo governador Ibaneis Rocha para tratar da pauta de reivindicações da categoria, tendo como ponto principal o eixo financeiro. Essa agenda foi solicitada pela diretoria do sindicato desde a posse do governador do Distrito Federal com o objetivo de dar início à discussão de pontos de interesse dos(as) professores(as), orientadores(as) educacionais e da educação pública.
Entre os pontos que serão debatidos estão o reajuste salarial da categoria; o cumprimento das 21 metas do PDE; plano de saúde; pagamento da pecúnia da licença-prêmio; a regularidade nos repasses do PDAF; pagamento da última parcela do reajuste; nomeação de orientadores(as) e professores(as); valorização da Gestão Democrática e espaço da coordenação pedagógica; e o convênio do GDF com a Política Militar (militarização nas escolas).
Mais um ano letivo se inicia e a situação do CEF 5 continua dramática
Jornalista: Leticia
O sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) e a comunidade escolar do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 5, do Paranoá, criaram uma comissão para tratar com o poder público sobre os graves problemas do prédio da escola. O grupo traçou uma pauta de ações e solicitou uma reunião urgente com o secretário de Educação do DF, Rafael Parente. Para além desta medida, serão articuladas audiências públicas e uma grande campanha pela reforma e construção de unidades no Paranoá e no Itapoã.
Desde 2016, os professores (as) reivindicam a criação de novas escolas ou, no mínimo, a transferência de local. O Governo prometeu que comunidade escolar seria alocada em outro espaço, mas, ao contrário do que foi prometido, trabalhadores (as) e estudantes utilizarão uma escola inadequada e precária, uma verdadeira tragédia anunciada.
Há mais de três anos a escola é notificada para a necessidade de reformas urgentes, porém, mesmo diante de diversos laudos do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil, Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPTDF) e outros órgãos alertando para os perigos de manter a escola nas atuais condições, nada foi feito.
Os riscos são muitos: o prédio não possui saídas para incêndio nem extintores, existe apenas uma escada para fluxo de mais de 800 pessoas por turno, além de fiações expostas e outros problemas de acessibilidade e estrutura. Sem contar que duas das salas que estão sendo utilizadas possui inúmeras goteiras, o forro está totalmente quebrado e a situação se agrava cada dia mais. Em 2018, no período chuvoso, fotos distribuídas em uma rede social mostraram estudantes assistindo aula com guarda-chuvas, porque dentro dessas salas chovia muito e estudantes tiveram que utilizar o refeitório como sala de aula.
A pedagoga Aline Francisca dos santos, explica que a escola surgiu da necessidade de suprir a crescente demanda de alunos da região administrativa do Paranoá. A princípio, a promessa do GDF era de que a locação do prédio antigo, que hoje abarca mais de 1200 estudantes, seria provisória. Entretanto, mais de cinco anos se passaram e nenhuma mudança aconteceu.
“Perdemos muitos profissionais bons porque faltam recursos e infraestrutura. Essas são barreiras que atrapalham o sucesso escolar, o que acaba desmotivando os professores e professoras. Aqui, temos de lidar, diariamente, com salas abafadas, um espaço vertical que não é o apropriado para uma escola pública, ainda mais para a idade de alunos com a qual trabalhamos. Na escola pública estamos acostumados com recreio e pátio e isso é interessante para o desenvolvimento humano. Pegamos a transição dos estudantes de escola classe para uma nova estrutura e aqui temos o desafio de adequar a adaptação dos alunos. Se acontecesse um acidente nas atuais condições precárias dificilmente conseguiríamos nos salvar. Se for preciso, buscaremos maneiras mais enérgicas para fazer valer nossos direitos. Agora é o momento de mobilizar e unir forças”, ressalta a educadora.
De acordo com a diretora do sinpro-DF, Luciana Custódio o governo deve realizar estudos socioeconômicos e estatísticos para identificar onde as escolas precisam ser construídas. Entretanto, o GDF preferiu precarizar a educação com a locação de prédios obsoletos ao invés de construir novas unidades. Ela explica que a comunidade do Paranoá e do Itapoã precisa ser olhada com mais cuidado pelo poder público e relata outro episódio de descaso com a educação. Ano passado, o teto da cozinha do CEF 3 desabou sobre a cabeça de uma servidora da escola.
“O Sinpro iniciará o ano letivo organizando na cidade uma grande campanha por construção e reformas de escolas e a expectativa é que a reunião com o Secretário de Educação aconteça o quanto antes. A situação do Paranoá é muito dramática em relação a carência de vagas, superlotação e infraestrutura. A Comunidade Escolar do CEF 5 aguarda ansiosa por uma solução imediata para essa grave situação enfrentada. Temos um projeto de cidade que tem que ser respeitado com a construção em número suficiente que atenda a todos. O valor gasto com alugueis e transporte para levar estudantes para colégios mais distantes poderia muito bem ser usado para erguer novas escolas. Nós, do Sinpro-DF, seguiremos firmes ao lado dos professores(as) e estudantes do CEF 5 e de toda a comunidade escolar do Paranoá e do Itapoã”, concluiu a diretora.
Aulas retornam com 18 escolas públicas que nem deveriam existir
Jornalista: Leticia
Há 27 anos, para atender a enorme demanda por ensino em Samambaia Norte, o Governo do Distrito Federal (GDF) improvisou uma escola na Quadra 425. De madeira e telha de zinco, o espaço deveria abrigar crianças e adolescentes até dezembro de 1992. A promessa era que, ao final daquele ano letivo, a unidade de ensino seria demolida para dar lugar a outra com estrutura adequada. De lá para cá, seis governadores se alternaram no comando do DF, centenas de deputados distritais passaram pela Câmara Legislativa e o colégio permanece funcionando de forma improvisada.
O descaso de quase três décadas com a Escola Classe (EC) 425 não se trata de um caso isolado. Na segunda-feira (11/2), mais de 400 mil estudantes e 28 mil professores retornam às atividades nas 673 unidades de ensino espalhadas pela capital do país.
Feitos com materiais não adequados para receber crianças e jovens, esses colégios despertam a preocupação de pais e mães. Na EC 425 de Samambaia, a estrutura precária já causou acidente. Em abril de 2016, uma aluna de 4 anos machucou-se após ser atingida por um pedaço do telhado que se descolou. Militares do Corpo de Bombeiros encaminharam a criança para o Hospital Regional de Taguatinga (HRT). A menina teve ferimentos na boca. Traumatizada com o episódio, a mãe a transferiu de unidade.
A autônoma Elizete Pereira Silva, 37 anos, tem duas filhas matriculadas no colégio e reclama da falta de atenção do poder público. “Já estamos há anos na luta pela construção de uma escola digna, mas ninguém nos ouve. As salas são abafadas, o piso é todo desnivelado e os bebedouros dão choque, pois as instalações elétricas são muito antigas”, denuncia.
Também em Samambaia Norte, a Escola Classe 410 nem deveria estar de portas abertas. Em abril de 2018, a 2ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) condenou o GDF a reconstruir o colégio no prazo de um ano.
Ao explicar o descumprimento da decisão judicial, a gestão de Rodrigo Rollemberg (PSB), à época, alegou não ter recursos para investimentos. A justificativa não convenceu o magistrado responsável pela sentença. “O argumento de inexistência de dotação orçamentária específica para a realização da obra não pode prosperar, uma vez que, em decorrência do longo período em que a escola se encontra em condições de extrema precariedade, a solução definitiva do problema tem de ser tratada de forma efetivamente prioritária”, escreveu.
“Tragédia anunciada”
A 45 quilômetros de Samambaia, no Paranoá, o problema é semelhante e afeta cerca de 1,2 mil estudantes dos ensinos fundamental e médio. Em 2014, a Secretaria de Educação alugou um prédio para comportar alunos moradores da cidade enquanto a pasta iniciava o processo de construção de uma unidade convencional.
Após cinco anos, nada saiu do papel. Para piorar, quem estuda e trabalha no Centro de Ensino Fundamental 5 do Paranoá coloca a vida em risco toda vez que põe os pés no lugar. O alerta é do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) e do Corpo de Bombeiros.
Em junho de 2018, a Promotoria de Defesa da Educação expediu ofício à Secretaria de Educação elencando os diversos problemas que ameaçam a integridade da comunidade escolar. “Infiltração no teto, degraus estreitos, escadas sem corrimãos, ausência de acessibilidade, falta de extintores de incêndio e janelas com grades fixas – o que atrapalharia uma evacuação de emergência” estão entre as adversidades listadas pela promotora Cátia Gisele Martins Vergara.
Em março do ano passado, o Corpo de Bombeiros notificou o CEF 5 do Paranoá sobre irregularidades detectadas em uma vistoria técnica. Os militares apontaram a necessidade de instalação de sistema de proteção contra incêndio e pânico. O projeto deveria contar com laudo apresentado por um engenheiro da Secretaria de Educação, como consta em memorando emitido pela própria pasta, mas apesar das preocupações relatadas em documento, na prática, nada foi feito. Em nota, a Secretaria de Educação informou que a rede pública conta com 729 prédios, sendo 18 à base de placas pré-moldadas que serão substituídas gradativamente
Confira a matéria produzida pela equipe do Metrópoles:
Sinpro-DF convida professores em coordenação para votação de decreto que suspende militarização das escolas
Jornalista: Maria Carla
A diretoria colegiada do Sinpro-DF convida professores em coordenação para a votação da Proposta de Decreto Legislativo que suspende a Portaria nº 01/2019, a qual instituiu a militarização nas escolas da rede pública do Distrital Federal.
A proposta será votada na sessão desta terça-feira (12), a partir das 14h30, na Câmara Legislativa do DF (CLDF).
A Proposta de Decreto Legislativo é do deputado distrital Leandro Grass (Rede) e foi apresentada no dia 1º de fevereiro. Em reunião do Colégio de Líderes foi definido que seria votada nesta terça.
43% dos estudantes do Cemi do Gama passaram nas avaliações do PAS e do Enem
Jornalista: Maria Carla
Estudantes do Cemi comemoram vitória no PAS 2018
Quarenta e três por cento dos(as) estudantes do Centro de Ensino Médio Integrado à Educação Profissional (Cemi), do Gama, passaram com notas elevadas no Programa de Avaliação Seriada (PAS) 2018 e no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018. Ou seja, dos 162 estudantes que fizeram o PAS no ano passado, 66 passaram na primeira chamada para a Universidade de Brasília (UnB) e outras instituições de ensino superior.
A previsão de Lafaiete Formiga, professor de matemática e diretor do Cemi, é a de que em março, com a segunda chamada do PAS, esse número suba para 80 estudantes. Ele comemora a vitória e diz que, além do esforço dos(as) estudantes, há vários fatores que corroboram o resultado positivo.
Um deles é o fato de o Cemi ser uma escola de Ensino Médio de Tempo Integral (EMTI), com o número de aulas superior ao das demais escolas da rede pública de ensino e ter um corpo docente dedicado. Durante o ano letivo, os(as) professores(as) investem em programas de iniciação científica, projetos e trabalhos que exigem dos(as) 460 estudantes da unidade escolar tempo, dedicação e estudo.
Situada no Setor Oeste do Gama, o Cemi funciona há 12 anos e todo ano brilha nas competições de conhecimento. Seus(as) estudantes têm participação garantida em feiras científicas nacionais e internacionais. Os(as) estudantes participam de projetos pedagógicos, como o Curta Consciente, em que produzem pequenos filmes sobre temas que despertam a consciência crítica.
No Projeto Empresa, os(as) estudantes montam uma empresa com toda a sua hierarquia e, fora isso, das saídas de campo, como, por exemplo, vão a Goiânia conhecer o Museu do Cerrado. Também participam do Projeto Aplicativo, no qual produzem aplicativos para a internet; e ainda participam de saraus culturais; das visitas a todos os patrimônios históricos do Distrito Federal. Todas as disciplinas promovem de atividades pedagógicas fora da escola.
O Cemi também tem o número de aulas superior ao das demais escolas da rede pública. Português, por exemplo, é uma das que tem pelo menos quatro aulas a mais do que as demais, além de atividades fora da escola, como atividades de leitura que obriga o estudante a frequentar bibliotecas, ir ao cinema, teatro, shows e outras atividades culturais que ocorrem em Brasília. A professora sempre leva as turmas para os eventos culturais do CCBB e outros locais que acontecem a cultura.
Outro aspecto que fortalece a escola e a torna exemplo de educação pública bem-sucedida é o fato de ter recebido investimentos financeiros no ano passado. Ainda que precários, os recursos que entraram na escola no ano passado trouxe o resultado este ano. O Cemi recebeu todas as parcelas do PDAF em 2018 e mais recursos financeiros de emendas constitucionais da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Graças a isso, pôde investir na formação e no conhecimento dos(as) estudantes.
Além do sucesso no fazer pedagógico, a escola também é sucesso na inclusão de pessoas com deficiência. No ano passado, recebeu 11 estudantes especiais e vários deles sobressaíram nos exames. Um deles, Paulo Damasceno, que brilhou no PAS. “Quem vê o Paulo não diz que ele é autista. É um protagonista dos saraus culturais e outras atividades em que se revela como uma pessoa integrada, feliz e capaz de produzir conhecimento.
O desempenho dele e dos outros 11 estudantes especiais que ingressaram na escola no ano passado comoveu os(as) professores(as). Paulo é um dos que superou de tal forma o autismo que a mãe dele veio à escola agradecer a todos pelo desenvolvimento do filho”, conta o diretor.
Formiga diz que, apesar de ter recebido todas as parcelas do PDAF no ano passado e algumas emendas da CLDF, a escola ainda carece de recursos financeiros. “Precisamos de uma quadra coberta e de um espaço para instalar o redário, local de descanso para os(as) estudantes que passam o dia na escola. A escola precisa de investimento financeiro do governo”.
Cleber Soares, diretor do Sinpro-DF, afirma que “o Cemi é um exemplo de escola que, com menos recursos financeiros conseguiu superar todas as escolas militarizadas nas avaliações de conhecimento e provou que não é preciso pôr policiais afastados da lida diária da Polícia Militar para ocupar o espaço pedagógico do professor. Ao contrário, é preciso ampliar todos os tipos de investimentos e fazer a escola pública funcionar com os recursos financeiros a que tem direito. No Distrito Federal há somente mais 12 unidades, das 678 escolas da rede pública de ensino, com regime de EMTI”.
ANÁLISE DE DOCUMENTO SOBRE A REFORMA DA PREVIDÊNCIA PUBLICADO NA IMPRENSA
Jornalista: Luis Ricardo
Em 4 de fevereiro de 2019, a imprensa nacional veiculou cópia de documento contendo minuta de Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com alterações nas regras dos regimes Geral e Próprios de Previdência Pública do país. No mesmo dia, o Chefe da Casa Civil da Presidência da República, Onyx Lorenzoni, reconheceu que o texto tinha origem governamental, porém disse se tratar de versão inacabada e incongruente do projeto que o Governo deverá encaminhar ao Congresso Nacional até o fim do presente mês de fevereiro.
O vazamento do documento indica uma estratégia do Governo para medir antecipadamente o impacto de determinadas propostas da Reforma da Previdência na sociedade civil, no mercado financeiro e nas casernas que mantêm pressão para retirar os militares das novas regras.
Neste sentido, convém analisar os principais aspectos contidos no documento (extra)oficial, ainda que alguma ou muita coisa possa ser alterada pelo Governo e, posteriormente, pelo próprio Congresso, a quem caberá votar a reforma em última instância.
A CNTE, desde já, mantém o compromisso de não aceitar qualquer mudança previdenciária que rebaixe direitos da classe trabalhadora e da sociedade em geral, especialmente dos servidores públicos e dos profissionais da educação. Isso porque consideramos haver muitas questões a serem corrigidas no financiamento da Previdência Pública, sobretudo referente a dívidas estratosféricas de empresas e governos que deixaram de aportar recursos no sistema previdenciário, o que não justifica rebaixar direitos de quem sempre contribuiu corretamente para obter a sua aposentadoria.
Na sequência, destacamos os principais pontos do texto da Reforma vazado na mídia, sob o aspecto dos servidores públicos, sendo que, assim que a proposta oficial for divulgada pelo Governo, a CNTE fará análise e comparativos mais abrangentes e aprofundados.
REGRAS PARA FUTUROS SERVIDORES PÚBLICOS (válidas para quem ingressar após a aprovação da reforma)
1.1. O texto remete para Lei Complementar a aprovação de normas gerais de organização e funcionamento dos Regimes Próprios de Previdência (e também INSS), incluindo limites de idade, tempo de contribuição, cálculo de proventos, reajustes dos benefícios etc. Tal como na proposta de Temer/Meireles, o documento extraoficial prevê facilitar futuras alterações nas regras previdenciárias, transferindo vários requisitos para a esfera infraconstitucional.
1.2. Até que a referida Lei Complementar seja aprovada pelo Congresso, valerão as regras contidas na Lei 9.717/98, além dos seguintes critérios:
1.2.1. Idade Mínima: 65 anos para ambos os sexos, sendo que a Lei Complementar poderá diferenciar idade por gênero.
1.2.2. Mínimo de 25 anos de contribuição, desde que cumpridos 10 anos de efetivo exercício no serviço público e 5 anos no cargo da aposentadoria;
1.2.3. Aposentadoria compulsória aos 75 anos (homem e mulher);
1.2.4. Cálculo da aposentadoria (por idade e tempo de contribuição): 60% da média aritmética estipulada em lei, acrescido de mais 2% a cada ano de trabalho que exceder a 20 anos de contribuição;
1.2.5. Valor do benefício: teto do INSS (em 2019 é de R$ 5.839,45), podendo o/a servidor/a optar pela aposentadoria complementar (acima do teto);
1.2.6. Magistério: o/a titular do cargo de professor/a de ambos os sexos que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio poderá se aposentar aos sessenta anos de idade, trinta anos de contribuição, dez anos de efetivo exercício de serviço público e cinco no cargo efetivo em que for concedida a aposentadoria (OU SEJA: as professoras serão prejudicadas em relação às regras atuais, aumentando em 10 anos a idade mínima e em 5 anos o tempo de contribuição);
1.2.7. Poderá ser instituído o sistema de capitalização individual obrigatória, nos mesmos termos a serem empregados para o regime geral de previdência social. Entes públicos e agentes privados poderão gerenciar os fundos de previdência;
1.2.8. Mantém-se o acúmulo de aposentadoria para as categorias previstas no art. 37 da Constituição, inclusive professores;
1.2.9. Acúmulo de pensão por morte (mais de uma) e de aposentadoria e pensão: recebimento integral da aposentadoria ou pensão mais vantajosa, acrescido de percentuais sobre o provento de menor valor que variará de 80% sobre o valor igual ou inferior a 1 salário mínimo até 20% sobre o valor que exceder a 3 salários mínimos. Em hipótese alguma a segunda pensão (acumulada) poderá ultrapassar a 4 salários mínimos;
1.2.10.Cálculo da pensão por morte: limite máximo do INSS, o qual corresponderá a uma cota de 50%, podendo ser acrescidas cotas de 10% por dependente até o limite de 100%. Há critérios para definição dos proventos (ex: óbito do aposentado: 100% dos benefícios; óbito do servidor em atividade: valor que receberia por incapacidade permanente na data do falecimento etc).
REGRAS DE TRANSIÇÃO para servidores públicos ingressos até a data de promulgação da nova Emenda Constitucional:
1.3. Aposentadoria voluntária:
1.3.1. Idade: 55 anos, se mulher, e 60 anos, se homem;
1.3.2. Tempo de contribuição: 30 anos, se mulher, e 35 anos, se homem (válida para INSS);
1.3.3. Permanência mínima: 20 anos de efetivo exercício no serviço público, 5 anos no cargo efetivo em que se der a aposentadoria;
1.3.4. Pedágio I (regra da Lei 13.183): entre 2019 e 2020, somatório da idade e do tempo de contribuição, incluídas as frações, equivalente a 86 pontos, se mulher, e 96 pontos, se homem (ex: Mulher: 55 anos de idade e 31 anos de contribuição; Homem: 60 anos de idade e 36 anos de contribuição). A partir de 1º de janeiro de 2020 a referida pontuação será acrescida a cada ano de 1 (um) ponto, até atingir o limite de 105 para ambos os sexos (regra válida também para segurados do INSS);
1.3.5. Pedágio II: a partir de 1º de janeiro de 2022 a idade mínima será elevada para 57 anos, se mulher, e 62 anos, se homem, e a partir de 1º de janeiro de 2039 a pontuação do pedágio I passará a ser acrescida de 1 (um) ponto sempre que houver aumento de seis meses na expectativa de sobrevida da população brasileira (regra válida também para segurados do INSS);
1.4. Magistério: as regras de idade, tempo de contribuição e pedágio são diminuídas em 5 anos para professores e professoras em comparação aos demais servidores. No caso do pedágio, a professora deverá contar com 81 pontos até 31 de dezembro de 2019 para poder se aposentar (ex: 50 anos de idade e 31 anos de contribuição. A partir de 2020 serão necessários 82 pontos, elevando-se 1 (um) ponto a cada ano até chegar ao total de 100 pontos. OU SEJA: a professora terá que trabalhar, em 2019, 6 anos a mais em comparação à atual regra que lhe impõe 50 anos de idade e 25 anos de contribuição para gozar a aposentadoria. Em 2020 serão 7 anos a mais, e assim sucessivamente! (Para os/as professores/as do regime geral – INSS – vale a regra 86/96 sem a necessidade de idade mínima na transição. Considera-se, no entanto, o Fator Previdenciário).
1.5. Integralidade remuneratória: aos 65 anos, para ambos os sexos, apenas para servidores efetivos que ingressaram no serviço público até 31 de dezembro de 2003. MAGISTÉRIO: aos 60 anos de idade, para ambos os sexos (novamente as mulheres são muito prejudicadas, devendo aquelas que ingressaram na data estipulada (dez/2003) terem que trabalhar 15 anos a mais para adquirirem o direito à integralidade);
1.6. Critério remuneratório II: 100% da média aritmética simples das remunerações e dos salários de contribuição correspondentes a 100% de todo o período contributivo desde a competência julho de 1994 ou desde a competência do início da contribuição, para o servidor que ingressou no serviço público até 31 de dezembro de 2003, não contemplado no item anterior; 1.7. Critério remuneratório III: 60% da média aritmética simples das remunerações e dos salários de contribuição correspondentes a 100% de todo o período contributivo desde a competência julho de 1994 ou desde a competência do início da contribuição, acrescidos de 2% para cada ano de trabalho que exceder a 20 anos de contribuição, até o limite de 100%.
1.8. Paridade de reajustes com pessoal da ativa: garantida para os servidores efetivos ingressos no serviço público até 19 de dezembro de 2003;
1.9. Paridade II (demais servidores): nos termos da lei complementar a ser aprovada pelo Congresso.
1.10. Abono permanência: mantido para os servidores que tenham completado as exigências para aposentadoria voluntária e optem por permanecer em atividade no valor máximo da sua contribuição previdenciária, até completar a idade para aposentadoria compulsória.
Como visto, a presente versão dita extraoficial da reforma da previdência é bastante prejudicial aos servidores públicos e segurados do INSS, sendo que, em alguns casos, ela torna ainda mais rígidas as regras da famigerada PEC Temer/Meireles, que a Câmara dos Deputados havia amenizado alguns pontos no parecer da Comissão Especial aprovado em maio de 2017. A idade mínima volta a subir e acaba a distinção entre homens e mulheres. Também não há regra de reajuste definida para quem ingressou após dezembro de 2003. No caso do magistério, o pedágio agrava a situação de professores e mais ainda de professoras.
Em recente declaração à imprensa, o ministro da Casa Civil da Presidência da República disse que nenhum projeto de reforma desconsideraria a diferença de idade entre homens e mulheres, o que leva a crer que o texto vazado pela imprensa poderá ser alterado. Contudo, há outros agravantes na proposta que precisam ser reparados de imediato, a exemplo da regra de transição para o magistério.
Diante das constatações prévias, orientamos os sindicatos filiados à CNTE no sentido de que iniciem imediatamente os contatos com os parlamentares para que os mesmos possam interferir o quanto antes na formulação da proposta, seja através da equipe de governo, seja por meio de pronunciamentos e artigos publicados na imprensa.
Por fim, reiteramos que a análise detalhada sobre a reforma da previdência será elaborada pela CNTE, assim que a proposta se tornar oficial.
Proposta de reforma da Previdência de Bolsonaro é pior do que a de Temer
Jornalista: Maria Carla
Governo quer que homens e mulheres se aposentem aos 65 anos, com 40 anos de contribuição e sistema de capitalização de caráter obrigatório. Idosos carentes e pessoas com deficiência receberão menos
A minuta da proposta de emenda à Constituição (PEC) de reforma da Previdência que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) deve enviar ao Congresso Nacional este mês é pior para os trabalhadores do que a do ex-presidente Michel Temer (MDB). O texto da PEC, obtido pelo Estadão/Broadcast, prevê a obrigatoriedade de idade mínima de 65 anos para homens e mulheres se aposentarem. A proposta que Temer tinha encaminhado previa idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres.
A PEC de Bolsonaro prevê, ainda, que quem quiser receber 100% do benefício terá de trabalhar 40 anos. E cria um sistema de capitalização, de “caráter obrigatório”.
A capitalização da Previdência é uma espécie de poupança que os trabalhadores serão obrigados a fazer. Eles terão de abrir uma conta individual para depositar um percentual do salário todos os meses para bancar seus benefícios no futuro. Adotado no Chile durante a ditadura militar, a capitalização da Previdência levou aposentados à miséria.
Atualmente, há duas formas de se aposentar no Brasil: 1) por idade, com a exigência de ter 65 anos (homens) e 60 anos (mulheres), com no mínimo 15 anos de contribuição; ou, 2) por tempo de contribuição, quando não se exige idade mínima, mas são necessários 35 anos (homens) e 30 anos (mulheres) de pagamentos ao INSS.
A reforma que deve ser enviada pelo governo Bolsonaro até o fim do mês ao Congresso acaba com a possibilidade de se aposentar por tempo de contribuição.
Quarenta anos contribuindo
O texto obtido pelo Estadão/Broadcast – e confirmado pela agência de notícias com duas fontes da equipe econômica – propõe que o tempo mínimo para se aposentar pelo INSS seja de 20 anos, com o recebimento de 60% do benefício. A cada ano a mais, acrescentará dois pontos porcentuais até chegar a 100% do benefício com 40 anos.
No regime dos servidores públicos, a contribuição mínima começará com 25 anos e para ter direito a 100% do benefício também serão necessários 40 anos de serviço.
Capitalização
Os trabalhadores poderão usar parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), caso queiram, para complementar a contribuição, sem prejuízo de outras fontes adicionais de contribuições patronais e do trabalhador. Será vedada a transferência de recursos públicos para esse novo sistema, diz a proposta preliminar.
A gestão desse novo sistema será feita por entidades de previdência públicas e privadas, habilitadas pelo governo. O trabalhador poderá escolher a entidade que vai gerir esses recursos e poderá optar pela portabilidade a qualquer momento sem nenhum custo. O governo não poderá usar esses recursos.
A capitalização será feita em regime de contribuição definida. Isso significa que o valor da contribuição é acertado no ato da contratação do plano e o benefício que será recebido no futuro varia em função do valor das contribuições, do tempo em que foram feitas e da rentabilidade dos recursos.
Idosos e pessoas com deficiência
A proposta de Bolsonaro muda as regras para quem recebe o benefício da prestação continuada (BPC) da Lei Orgânica da Assistência Social (Loas). Atualmente, o pagamento de um salário mínimo é assegurado para pessoas com deficiência e idosos de baixa renda com mais de 65 anos de idade.
De acordo com o Broadcast/Estadão, está previsto o pagamento de R$ 1 mil para pessoas com deficiência sem condição de sustento. Já idosos e outros trabalhadores de baixa renda terão seus ganhos reduzidos. Quem comprovar condição de “miserabilidade”, e tiver 55 anos ou mais, terá assegurada renda mínima de R$ 500. Os maiores de 65 anos receberão R$ 750. Ter mais de 70 anos e 10 anos de contribuição vai assegurar prestação extra de R$ 150.
Em todos os casos, será obrigatória a comprovação de renda mensal per capita familiar inferior a um quarto de salário mínimo.
Sinpro promove palestras para debater a saúde do professor no ambiente escolar
Jornalista: Luis Ricardo
O Sinpro, por meio da Secretaria para Assuntos de Saúde do Trabalhador, começará a visitar escolas públicas do Distrito Federal promovendo palestras voltadas para a saúde do trabalhador em educação, assédio moral e medidas de prevenção ao adoecimento. As visitas serão feitas por uma psicóloga, que estará acompanhada por um diretor do sindicato.
O objetivo do projeto é construir um conjunto de ações e procedimentos que contribuam para diminuir o sofrimento dos(as) professores(as) no ambiente do trabalho. Além de oferecer uma escuta realizada com profissional especializado no assunto, as informações coletadas servirão para subsidiar as ações do sindicato no relacionamento com a Secretaria de Educação. O diálogo com os grupos e a análise dos riscos psicossociais resultarão em relatório consolidados, que dotarão os diretores do Sinpro de subsídios para planejar ações e estratégias de ação que beneficiem toda a categoria.
O sofrimento psíquico dos(as) professores(as) é uma realidade que atormenta cotidianamente os profissionais da educação. Em 2008, a falta de condições de trabalho, sobrecarga, problemas na comunicação entre os pares, chefias e clientes foram alguns dos pontos críticos revelados em pesquisa científica realizada pelo Departamento de Psicologia Social e do Trabalho na Universidade de Brasília, a pedido do Sinpro.
Em 2017 e 2018, a pesquisa recebeu uma abordagem qualitativa, priorizando a escuta dos atores envolvidos nas relações de trabalho em escolas da rede pública. Foram visitadas 46 instituições e participaram cerca de 500 docentes. As demandas foram diversas: relações socioprofissionais e democracia, violência no trabalho, ensino integral, ideações suicidas de alunos e professores e outros assuntos que geram medo, raiva, angústia e tantos outros sentimentos que reduzem a capacidade produtiva e a qualidade de vida das pessoas.
Se você interesse em participar de mais este projeto criado pelo Sinpro, agende seu horário com a Edna (3343-4211/ 3343-4212/ 99244-3839) e agende uma visita.
Professores sindicalizados terão descontos em agenda cultural
Jornalista: Luis Ricardo
O Sinpro fechou uma parceria com a Azul Eventos Artísticos, empresa com 20 anos de existência e mais de 600 espetáculos na bagagem. A parceria é uma das ações que a diretoria colegiada traz para comemorar os 40 anos do Sinpro, no sentido de levar ao(à) professor(a) e ao(à) orientador(a) educacional sindicalizado(a) mais opções culturais do Distrito Federal. Agora, os(as) sindicalizados terão preços mais acessíveis e maior aproveitamento da agenda cultural da capital federal, podendo comprar ingressos para shows e espetáculos em geral com descontos, desde que apresentem a carteirinha de sindicalizado.
Todos os meses, até julho, nós atualizaremos a agenda cultural disponibilizando mais shows para que os sindicalizados possam aproveitar.
O espetáculo Teatro Mágico, criado pelo músico e vocalista Fernando Anitelli em 2003, abre a série de shows dessa parceria. Nos dias 9 e 10 de fevereiro, no Teatro dos Bancários, os(as) interessados(as) terão a oportunidade de ver um show que se consolidou como referência na América Latina por sua estética própria, unindo música às artes performáticas.
Na sequência o convênio apresenta Frankamente Sinatra, com Hélcio Hime, no dia 15 de fevereiro, às 21h, no Teatro dos Bancários. O espetáculo é mais uma edição do Projeto Tributos 2019, que alcançou enorme sucesso de crítica e público em sua primeira edição ano passado. Frankamente Sinatra é um dos espetáculos mais aclamados do Brasil, com apresentações em vários países, principalmente nos EUA.
Os espetáculos são feitos no Teatro dos Bancários e para ter acesso ao show, é necessário mostrar a carteirinha de sindicalizado ao Sinpro. Ao longo desse semestre teremos mais espetáculos e informaremos em nossa página.
SERVIÇO
O Teatro Mágico – Voz e violão
Data: 09 e 10 fevereiro (Sábado e Domingo, às 20h)