A precarização da educação é o tema do TV Sinpro na TV Comunitária nesta terça (29)

O programa TV Sinpro na TV Comunitária dessa terça-feira (29) debaterá a Precarização da Educação. Para falar um pouco sobre esse tema foram convidados os diretores do Sinpro Carlos Maciel e Letícia Montandon.

O programa vai ao ar toda terça-feira, às 17h, ao vivo, pela página do Sinpro-DF no Facebook. O programa é disponibilizado também no Canal 12 da NET e no site e na fanpage da TV Comunitária.

As reprises do programa são exibidas no decorrer da semana. Confira a programação:

Terças – 22h

Quartas – 18h30

Quinta – 13h30 e 22h30

Sábado – 13h

Domingo – 18h30

Militarização das escolas públicas: engodo para combater a violência e melhorar o desempenho escolar

Por Rosilene Corrêa
A crescente entrega da gestão de escolas públicas e gratuitas à Polícia Militar (PM) em diferentes estados do país e, agora, no Distrito Federal, acende-nos um sinal de alerta. A chamada “militarização” das escolas públicas se apresenta como resposta à crescente violência seja contra professores, servidores e entre os(as) próprios(as) estudantes.
Retrocessos e ataques à educação.
Nos últimos anos o Brasil tem passado por retrocessos assustadores.  A educação não ficou imune.
Os ataques à educação têm sido sistemáticos, destacando-se:
A partir dos anos 1990 a educação pública brasileira se tornou objeto de desejo do capitalismo, que viu ali um grande mercado a ser explorado. Começou com a prestação de assessorias técnicas e cursos de formação de professores. Em seguida vieram a produção e venda de apostilas com conteúdos educacionais. Grandes redes internacionais lançaram seus tentáculos sobre escolas privadas e, particularmente, passaram a atuar junto às prefeituras praticamente definindo a concepção curricular de muitas redes municipais. A terceirização/privatização da educação pública é um horizonte cada vez mais próximo.
A Base Nacional Comum Curricular – BNCC se tornou espaço para a ofensiva política de empresas e bancadas parlamentares vinculadas a interesses religiosos e empresariais.
Os conteúdos das escolas públicas passaram a ser disputados. Destaca-se o “Escola sem Partido”, que está em um verdadeiro ringue de luta.
Dentre as ações para  desmontar o conceito de escola como espaço democrático, de formação cidadã, está a militarização das escolas públicas.
Com um discurso baseado na espetacularização dos casos de violência nas escolas, parte da sociedade, de pais e de professores, acredita ser a militarização da escola a solução para a insegurança cotidiana a que são submetidos. E esse fenômeno tem se reproduzido por todo o país, com mais intensidade nos estados das Regiões Norte e Centro-Oeste. Em Goiás, por exemplo, até meados de 2018, eram 46 escolas, com 53 mil estudantes, sob a administração da Polícia Militar.
O Distrito Federal não ficou imune a esse movimento de militarização. Ao assumir o governo, Ibaneis Rocha, sem qualquer diálogo com a comunidade escolar, anuncia como parte do programa SOS Segurança, que escolas da Estrutural, Ceilândia, Recanto das Emas e Sobradinho receberão projeto piloto de formação de estudantes pela Polícia Militar.
Essa política se alinha ao Decreto nº 9.665, de 2 de janeiro de 2019, que cria no MEC  a Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares.
A escolha das regiões, segundo o GDF, se deve ao fato de que essas regiões apresentam “alto índice de criminalidade” e têm estudantes com “baixo desempenho” escolar.
Essas unidades de ensino adotarão o mesmo formato das escolas militares .A proposta é que  cada escola receberá de 20 a 25 militares que serão aqueles que “estão com restrição médica e na reserva”. Ou seja, os policiais militares necessariamente não terão vínculos anteriores com educação civil ou mesmo qualquer outro modelo educacional.
A cartilha militar é definida como regimento escolar. O cotidiano do estudante é profundamente alterado: a aprendizagem passa a se dar pela repressão e por normas rígidas de comportamento. É obrigatório o uniforme militar completo de estudante. O corte de cabelo dos meninos segue o padrão militar e as meninas devem manter o seu preso.
Os professores também devem cumprir as regras estabelecidas: usar jalecos que vão até os joelhos, manter barba aparada, cabelos bem penteados, não usarem acessórios “extravagantes”, como brincos de argola grande e lenços coloridos.
Há, nas instituições que adotaram o modelo militar, inúmeros casos de professores que não resistem à pressão e pedem transferências para outras escolas. E este passa a ser mais um componente das doenças ocupacionais de nossa categoria.
Militarização não é solução.
A violência em nosso país é estrutural. A miséria, a discriminação, a desigualdade são elementos geradores de ações agressivas. Áreas de vulnerabilidade social, econômica e cultural, alijadas de políticas públicas de saúde, assistência social, educação de qualidade, apresentam problemas de furtos, roubos, assaltos, drogas, assassinatos.
A escola é reflexo da sociedade onde está inserida. Não há possibilidade de espaços educativos e familiares serem oásis de tranquilidade. Quanto mais violenta e discriminadora for a sociedade mais ações dessa natureza serão reproduzidas.
A situação atual no Brasil, agravada pelo ambiente eleitoral de 2018 e com a eleição de um presidente que concretiza, em discursos e ações, a violência, o uso de armas, a discriminação, o deboche com a diversidade, leva as pessoas a acreditarem que com violência se resolve a violência. E que somente a disciplina e a repressão enquadram os “promotores” de atos de intimidação moral e/ou física.
As manifestações de agressividade são diversas. O punitivismo em si, adotado pelos modelos militares, é uma forma de violência. Segundo Foucault, dentre as táticas punitivitas estão a exclusão, que exila, e a imposição de reparo, que, em geral, impinge uma cicatriz, uma mancha humilhante ao “não ajustado”.
O portal Desacato (http://desacato.info/) cita “5 razões contra a militarização de escolas”, que sintetizam os principais elementos dessa lógica punitivista:
O despreparo educacional dos policiais, que substituem o debate de ideias pela coerção; a adoção do regime disciplinar arbitrário; a relativização dos conceitos de direito, garantias e liberdades, subordinados a um rol de deveres; a associação da noção de bom cidadão à obediência, mesmo que isso o tolha de suas individualidades e direitos, perpetuando ainda mais as desigualdades e a discriminação; a apologia ao regime de dominação rigorosa, reafirmando o ciclo de dominação e violência na qual se formaram.
Ao adotar práticas externas aos processos educativos, além de excluir educadoras e educadores da feitura do fazer escolar, atestaria que professores de escolas públicas e gratuitas, comunidade escolar, sociedade etc. se tornaram incapazes de superar os quadros de indisciplina e de educar com democracia, respeito, ética, solidariedade.
Políticas imediatistas, definidas ao calor da crise, sem reflexão e debate com os envolvidos, alimentadas por intenções populistas e de garantia de altos resultados, mesmo que pouco duradouros, nos jogam na aventura e no desperdício de recursos financeiros públicos e afetarão negativamente a vida de milhares de crianças e adolescentes, e dos educadores.
Caminhos?  Escola democrática, com condições de trabalho e profissionais valorizados.
Os princípios constitucionais da educação definem uma escola pública, gratuita, democrática, com igualdade de condições de acesso e permanência, pautada no pluralismo de ideias e concepções pedagógicas plurais.
A valorização dos profissionais da educação, com salários dignos, oportunidades de qualificação, é tão importante quanto os investimentos na educação pública, propiciando estruturas educacionais adequadas, com equipamentos que estimulem o ensino-aprendizagem.
A democratização dos espaços escolares, com gestões participativas que envolvam toda a comunidade escolar, responsabilizando-a de forma compartilhada pelo processo educacional é fundamental para a diminuição e a superação dos problemas, incluindo aí os de aprendizagem e de violência.
Porém, para os atuais gestores eleitos do Brasil, o diálogo e as avaliações profundas e participativas pouco interessam quando o objetivo é criar um programa aparentemente espalhafatoso, que polemiza e chama atenção, mas que irá interditar o futuro de nossas crianças e adolescentes e o desenvolvimento do país.
Então, a resistência é nossa. Precisamos alertar a comunidade escolar de que liberdade, justiça, ética e autonomia das pessoas, da escola e da sociedade, para além de conteúdos programáticos, são fundamentais para a formação de cidadãos comprometidos com a construção de um país democrático.
E para não esquecer Paulo Freire: “E nós estamos ainda no processo de aprender como fazer democracia. E a luta por ela passa pela luta contra todo tipo de autoritarismo”.
*Professora  da rede pública de ensino do DF, diretora do Sinpro-DF, da CNTE e da CUT

Secretaria de Educação convocará professores temporários

A partir do dia 28 de janeiro, a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEDF) iniciará os procedimentos de convocação para contratação de professores (as) temporários. O objetivo desta primeira chamada é realizar a conferência dos documentos necessários para celebração do contrato com os (as) docentes.

O sindicato alerta aos educadores que mantenham seus dados atualizados e fiquem atentos às convocações. O ano letivo deverá iniciar no dia 11 de fevereiro e algumas carências só serão apresentadas após a definição dos coordenadores pedagógicos e a lotação de professores efetivos que, eventualmente, estejam sem local de exercício.

Estima-se que 4 mil profissionais, selecionados em concurso público, serão distribuídos em todas as regionais de ensino. Neste primeiro momento, a convocação vai cobrir as vagas de diretores, vice-diretores e coordenadores das escolas da rede pública do DF.

Os candidatos aprovados no processo seletivo de setembro do ano passado podem acompanhar as convocações no site www.se.df.gov.br e/ou no Diário Oficial do DF (DODF).

Para mais detalhes, confira a Circular nº 87201

 

Professores contemplados no leilão dos precatórios

O Sinpro, por meio da Secretaria de Assuntos Jurídicos, recebeu novas intimações do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) para que os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais que ingressaram no Leilão dos Precatórios, por meio de nossa assessoria jurídica, possam assinar os acordos de pagamento deste leilão. Essa etapa é referente à fase final do procedimento, que está sendo levado pela Procuradoria Geral do Distrito Federal (PGDF) para realizar os pagamentos dos precatórios daqueles(as) que aceitaram o deságio de 40% do valor devido.

Nessa fase o Sinpro fará o aceite das propostas de todos(as) que entregaram a documentação no sindicato. Os(às) que desejarem saber os valores devem entrar em contato com o sindicato. O pagamento dos precatórios somente ocorrerá após a fase de aceite nos acordos, quando a PGDF consolidará a lista final dos precatórios que serão pagos, de acordo com os critérios estabelecidos no Edital.

A lista elaborada pela Procuradoria será enviada ao TJDFT, que procederá os pagamentos aos credores por meio da Vara de Precatórios.

O Sinpro enviará as listas por e-mail à medida que forem chegando. Diante disso, consulte a lista abaixo, que será atualizada constantemente.

Clique aqui e confira a terceira lista de precatórios

Campanha ‘Janeiro Branco’ alerta para a importância da saúde mental

Este mês, as atenções estão voltadas para a importância da saúde mental, isso, graças a Campanha Janeiro Branco. Para colaborar com a iniciativa, na sexta-feira (25), a Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF), com apoio do Sinpro-DF e outras instituições, promoverá um ciclo de palestras sobre a temática “Quem cuida da mente, cuida da vida”. O encontro acontece às 18h30, no auditório da sede da Escola de Assistência Jurídica (Easjur). Já no sábado (26), das 8h ao meio dia, o estacionamento 12 do Parque da Cidade será palco de uma ação itinerante, com atendimento jurídico e psicossocial gratuito, roda de conversa, aula de zumba e caminhada.
As inscrições poderão ser feitas pelo site da Escola da Defensoria e os participantes podem contribuir com duas latas de leite em pó nos dias do evento, que serão doadas ao instituto Vida Positiva.
Mediarão o ciclo de debates a psicóloga e subsecretária de Atividade Psicossocial (Suap) da DPDF, Roberta de Ávila, e o psicanalista da Escola de Psicanálise de Brasília, Flávio Calile.

Conheça a campanha

O objetivo do Janeiro Branco é colocar em evidência a importância da saúde mental e promover ações de prevenção ao adoecimento emocional da população. A campanha incentiva as pessoas a investirem e garantirem saúde mental e emocional em seus relacionamentos interpessoais, trazendo uma visão transdisciplinar, humanista e moderna que engloba o combate a transtornos como a depressão, ansiedade generalizada, a esquizofrenia bipolaridade, bem como a capacidade de o indivíduo reagir  frente à pressão no trabalho, os desencontros amorosos, as cobranças da sociedade, as oportunidades da infância, as responsabilidades da vida adulta, as questões da senilidade e tantas outras.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de pessoas com depressão aumentou 18,4% — hoje, isso corresponde a 322 milhões de indivíduos, ou 4,4% da população da Terra. O Brasil também é campeão mundial no índice de ansiedade: 9,3% da população manifesta o quadro. Ainda de acordo com a OMS, o Brasil é o país com maior prevalência de depressão da América Latina e o segundo com maior prevalência nas Américas, ficando atrás somente dos Estados Unidos, que têm 5,9% de depressivos.
Entre os educadores o índice também assusta, sendo a maior causa de afastamento do trabalho. Uma pesquisa da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) apontou que 71% dos 762 profissionais de educação da rede pública de vários estados entrevistados no início de 2017 ficaram afastados da sala de aula após episódios que desencadearam problemas psicológicos e psiquiátricos nos últimos cinco anos. O estresse, muitas vezes provocado por situações de insegurança, teve a maior incidência, com 501 ocorrências (65,7%).
De acordo com a Secretária de Assuntos de Saúde do Trabalhadores do Sinpro-DF, Gilza Camilo, o alto número de afastamentos estão ligados às questões do ambiente de trabalho, à organização, às condições de trabalho, às oportunidades, ao balanço entre trabalho e vida fora dele, ao envelhecimento da população ativa, à precarização e à insegurança no emprego, são, hoje em dia, consideradas fontes de riscos psicossociais, que ameaçam a saúde mental dos trabalhadores.
A diretora ressalta que para combater o problema o Sinpro-DF desenvolveu uma pesquisa qualitativa com a categoria. Foram escutados professores afastados do trabalho por sofrimento psíquico e em processo de readaptação ou readaptados. O objetivo era compreender os efeitos subjetivos e a busca de simbolizações decorrentes da reinserção e integração social no contexto de trabalho. Além disso, foram visitadas s 57 Escolas da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal para tratar de assuntos como, democracia, relações socioprofissionais, violência no trabalho, ensino integral, ideações suicidas de alunos e professores entre outros. “É preciso suavizar o sofrimento num véu discursivo e diminuir os tons violentos de condições precárias de trabalho com inclusão. A categoria não deve se apequenar e nem se auto implodir por não poder esclarecer o que acontece. Há relatos de sentimentos de ansiedade, angústia, tristeza, cansaço e impotência diante dos atos violentos cometidos no ambiente escolar pela direção, por colegas de trabalho, pais e alunos. A saúde mental dos docentes está em perigo e a prevenção deve iniciar com uma leitura da realidade do cotidiano nas escolas. É preciso fortalecer o eu e reconhecer limites, se preparando para enfrentar o caminho e resolver os conflitos internos”, concluiu a diretora.

Comissão de negociação do Sinpro se reúne com secretário da Fazenda

A Comissão de Negociação do Sinpro, acompanhada pelo deputado distrital Chico Vigilante, foi recebida pelo secretário de Fazenda André Clemente na tarde dessa terça-feira (15) para tratar dos pontos de impacto financeiro presentes em nossa pauta, dentre eles o pagamento da pecúnia dos(as) aposentados(as), a autorização para novas nomeações de professores(as) e orientadores(as) educacionais, o repasse do PDAF e o reajuste salarial da categoria.

Na ocasião o secretário informou que ainda não concluiu estudos da situação em que se encontra o GDF com relação aos seus servidores, portanto precisa concluir este estudo para ter condições de dar início ao debate.

Com relação ao pagamento da pecúnia, o secretário atendeu a reivindicação do Sinpro de manutenção do pagamento para o mês de janeiro nas condições que vinha ocorrendo até que se discuta uma nova forma que melhor atenda a categoria, tendo em vista o prejuízo que vem se arrastando. Ele se comprometeu que dará retorno confirmando o dia do crédito. Vale ressaltar que o calendário ainda é referente ao mês de julho de 2016.

A Comissão ainda apresentou ao secretário a urgência de liberação do PDAF, tendo em vista o retorno das aulas e que os gestores dependem desse repasse para organizar as escolas para receber os estudantes. Também ressaltamos a urgência em nomear novos professores e orientadores, tendo em vista o alto número de aposentadorias que vem ocorrendo.

Já ficou agendada uma nova reunião para a primeira semana de fevereiro para dar prosseguimento ao debate.

Datafolha aponta: maioria dos brasileiros defende educação sexual nas escolas

As revistas Fórum e Veja, além do Jornal Folha de São Paulo, publicaram essa semana uma pesquisa recente do Data Folha que aponta que a maioria da população brasileira é favorável a dois pontos que incomodam os defensores da Lei da Mordaça. Segundo a pesquisa, que todos podem conferir abaixo, a maioria da população é contra a Lei da Mordaça.

Segundo levantamento do Datafolha, para a maioria da população brasileira, educação sexual e temas políticos devem ser abordados nas salas de aulas do país. O tratamento desses dois assuntos nas instituições de ensino tem sido alvo de críticas e ataques de grupos conservadores e religiosos, de acordo com informações de Paulo Saldaña, da Folha de S.Paulo.

O apoio dos brasileiros para assuntos políticos nas escolas tem apoio de 71% dos pesquisados, sendo que 54% apoiam totalmente. O percentual de apoio a esse tema nas escolas é maior do que a discordância em todos os recortes analisados pelo instituto.
Já o apoio à educação sexual nas escolas atinge 54% e é maior entre as mulheres do que entre homens (56% e 52%, respectivamente), mas fica empatado na margem de erro.

O Datafolha entrevistou 2.077 pessoas em 130 municípios, nos dias 18 e 19 de dezembro. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Entre os contrários da educação sexual e de assuntos políticos nas aulas, o argumento principal é que o papel da escola é dar enfoque apenas ao ensino dos conteúdos considerados clássicos. Em contrapartida, os favoráveis entendem que a escola tem um papel mais amplo na formação de cidadãos.  ​

“Escola sem Partido”

Desde 2014, há inúmeros projetos inspirados no movimento “Escola sem Partido”, que prevê limitar o que o professor pode falar em sala de aula e proibir citações à política, gênero e educação sexual.

Partidários do movimento acusam professores de uma suposta doutrinação de esquerda. Jair Bolsonaro ganhou notoriedade em sua carreira política por ser contra a abordagem do que ele e outros chamam de “ideologia de gênero”.

Com informações da Revista Fórum

Comissão de negociação se reúne com Secretário de Educação e cobra implantação do PDE e outras pendências

A comissão de negociação do Sinpro-DF se reuniu, nessa terça-feira (8), com o secretário de Estado da Educação, Rafael Parente, e assessores da Secretaria de Estado da Educação (SEEDF). Na ocasião, a comissão cobrou do secretário a implantação das metas do Plano Distrital de Educação (PDE) e os pleitos contidos na pauta de reivindicações.

Parente declarou que reconhece o papel importante do Fórum Distrital de Educação (FDE) e assegurou que Sinpro-DF e FDE terão protagonismo em um processo de implementação do Plano. Também declarou que uma das metas deste governo é pôr em curso, de fato, o Currículo em Movimento.

No encontro, a comissão cobrou da SEEDF demandas da categoria, como, por exemplo, providências para alterar o artigo 10 a fim de retirar dele qualquer ambiguidade que suscite outra interpretação que não seja a de que, claramente, todos os profissionais da carreira do magistério público que exercem atividades pedagógicas tenham direito ao tempo de coordenação pedagógica.

O Plano de Descentralização Administrativo e Financeiro (PDAF) também foi discutido. A comissão cobrou do governo o repasse imediato da última parcela do PDAF de 2018 que muitas escolas ainda não receberam e o pagamento da primeira parcela de 2019 ainda em janeiro, tendo em vista que o início do ano letivo que se aproxima.

Vale lembrar que a comissão de negociação aguarda reunião com o governador Ibaneis Rocha para discutir outros pontos da pauta, como os financeiros. Contudo, no encontro dessa terça, tratou de questões financeiras que afetam o magistério público, tais como o pagamento da pecúnia da licença-prêmio por assiduidade.

Na oportunidade, a comissão reafirmou o posicionamento contra a Lei da Mordaça, esclarecendo que se trata de um projeto que, dentre outros retrocessos, visa a intimidar o(a) professor(a) e tem como objetivo diminuir a qualidade da educação pública, uma vez que temos a escola pública como um espaço para o aprendizado, de convivência com as diversidades, de construção de conhecimento a partir da leitura que os(as) estudantes terão do mundo e da realidade em que estão envolvidos.

Os(as) sindicalistas reafirmaram que a categoria não aceita nenhum tipo de legislação que vise a amordaçar o magistério público e que se posiciona contra qualquer discussão que acuse professores(as) de doutrinadores(as) ou que abone os defensores da Lei da Mordaça, que usam o discurso de uma suposta “ideologia de gênero” para justificar a perseguição político-partidária de ultradireita sobre a educação pública e gratuita.

A comissão de negociação esclareceu que a expressão “ideologia de gênero” não existe e que foi inventada para funcionar como uma cortina de fumaça a fim de evitar o debate sério sobre identidade de gênero e sobre como os papeis sociais são construídos na sociedade. Explicou, ainda, que o debate de “ideologia de gênero” se revela como uma forma de opressão de gênero sobre o outro ou de uma parcela da sociedade sobre a outra.

Reafirmou que o Sinpro-DF e a categoria docente irão combater com veemência qualquer legislação que tenha conteúdo de lei da mordaça, que oprima o magistério e elimine o direito do(a) estudante ao conhecimento acadêmico e científico humanitário na escola pública e gratuita.

Progressão vertical e revisão do salário serão debatidos ao vivo pelo Facebook

Na próxima quinta-feira (10), às 17h, o Sinpro fará uma transmissão ao vivo pela fanpage do Facebook, onde explicará, com detalhes, como funciona a composição salarial da carreira magistério público do Distrito Federal. No ano de 2019, 60% da categoria terá que apresentar cursos de formação continuada ao longo do ano para obter a progressão vertical na carreira.

A diretoria colegiada do Sinpro, preocupada com esse volume de professores(as) e orientadores(as) educacionais que devem cumprir as exigências do plano de carreira para ter ascensão funcional, explicará como essa progressão vertical ocorre. Também destacará outros pontos para que o professor e orientador possa conferir se o seu pagamento está correto.

Também mostraremos como funciona a lógica de pagamento das gratificações, situações que o(a) servidor(a) deveria receber proporcionalmente a gratificação e não recebe, situações em que o(a) professor(a) e orientador(a) se aposenta e perde percentuais de gratificações de forma equivocada, dentre outros pontos.

No momento da transmissão também responderemos perguntas e tiraremos dúvidas da categoria, e mostraremos como conferir os valores no contracheque. Participe.

NOVO RECUO: Bolsonaro anula mudanças em livros didáticos

Seguindo a linha constantemente demonstrada em seu governo, mais uma vez, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) anunciou uma medida e a cancelou logo após a repercussão negativa.

O ministro da Educação Ricardo Vélez Rodríguez  anunciou pelas redes sociais o fim das alterações no edital do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) para a aquisição de livros que seriam entregues em escolas a partir de 2020.

“O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, decidiu tornar sem efeito o 5º Aviso de Retificação do edital do PNLD 2020, publicado no dia 2 de janeiro, tendo em vista os erros que foram detectados no documento cuja produção foi realizada pela gestão anterior do MEC”, diz a nota.

Publicadas no Diário Oficial da União em 2 de janeiro, as alterações vieram à tona nesta quarta-feira (9) e causaram polêmica. Isso porque, entre as mudanças determinadas estavam a não obrigatoriedade de revisão e da bibliografia, além da inclusão de publicidade de produtos e serviços. Outro ponto duramente criticado do documento é que não seria obrigatório incluir no material conteúdos sobre diversidade étnica brasileira.

O  PNLD, publicado originalmente em 2018, nada mais é de que um guia com orientações às editoras para prepararem os materiais didáticos que podem ser usados do 6º ao 9º ano do ensino fundamental nas escolas públicas. Os critérios do PNLD sempre foram extremamente rígidos,  motivo de elogios no meio, porém, se a mudança prevalecesse abriria-se uma brecha para inclusão de materiais de baixa qualidade, carregados de publicidade e sem o mínimo de diversidade cultural e étnica.

Para a diretora de Política Educacional do Sinpro-DF, Berenice Jacinto já era  esperado que a iniciativa fosse motivo de polêmica, uma vez que a mudança se concretizasse representaria mais um ataque brutal à diversidade e à pluralidade brasileira, pois excluiria e deixaria de representar diversos segmentos da sociedade. “Seria um retrocesso para nossa cultura porque os livros não expressariam nossa realidade e isso contribuiria ainda mais para o aprofundamento da desigualdade entre os povos, ao ignorar parte importante da nossa história que são o povo do campo, os negros e os quilombolas. Outro prejuízo seria o enfraquecimento da luta pela igualdade de gênero e combate à violência, um tema que é uma conquista recente e não pode ser extinto do currículo. Já esperávamos esse tipo recuo do governo ao ver que a repercussão seria tão negativa”, explica a diretora.

Com informações Revista Fórum

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