Projeto do CEF 15 do Gama, "A vez e a voz da mulher contemporânea", será tema do Programa Alternativo do sábado (1º/9)
Jornalista: Maria Carla
O projeto intitulado “A vez e a voz da mulher contemporânea” será o tema do Programa Alternativo neste sábado (1º/9). A transmissão começa às 12h30, no SBT. Trata-se de um projeto pedagógico interdisciplinar do Centro de Ensino Fundamental nº 15 (CEF 15), do Gama, realizado em novembro de 2017.
Motivado pelo premiado projeto Mulheres Inspiradoras, da professora Gina Vieira, “A vez e a voz da mulher contemporânea” foi trabalhado com mulheres da comunidade escolar do CEF 15 do Gama e, dentre as atividades pedagógicas interdisciplinares realizadas, foram feitas releituras da história de cada mulher participante e de como cada uma superou seus desafios cotidianos.
“O projeto homenageou também mulheres que se destacaram na sociedade brasiliense e executou atividades que envolveram temas da vida da mulher que foram desde alimentação, saúde e gravidez até os desafios do mercado de trabalho, esclarecimentos jurídicos sobre pensão alimentícia entre outros. Os temas abordados exigiram a participação de todas as disciplinas, desde artes a matemática; de música a física. Os(as) estudantes pintaram quadros, compuseram uma música, realizaram levantamento estatístico entre outras tarefas escolares”, resumiu a diretora Ana Elen.
O Programa Alternativo é apresentado pelo SBT e vai ao ar sempre aos sábados, às 12h30, e mostra entrevistas e matérias com temas sobre a realidade da educação no Distrito Federal e atividades pedagógicas realizadas nas escolas da rede pública do DF. Um dos objetivos é oferecer a oportunidade para escolas e professores participarem da discussão e enviarem sugestões para os próximos programas. As pautas podem ser mandadas para o e-mail faleconoscoimprensa@sinprodf.org.br.
O Sinpro-DF recebeu do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) a última atualização dos precatórios referente ao auxílio-alimentação. De acordo com a Emenda nº 62/2009, só tem direito a receber o precatório os(as) servidores(as) com idade a partir de 60 anos ou acometidos por doenças graves citadas no Art. 6º da Lei nº 7.713/88.
O Departamento Jurídico do Sinpro enviou uma carta informativa aos(às) professores(as) que tiveram seus precatórios expedidos, e aqueles(as) que se encaixarem nestes requisitos devem comparecer ao sindicato munidos de cópias autenticadas em cartório público de documentos pessoais (RG e CPF); laudo médico, se for o caso, com o CID, e preencher formulários fornecidos pelo Sinpro com caneta azul, sem rasuras e sem abreviação de sobrenome.
Os(as) professores(as) que não se encaixarem nas regras da Emenda nº 62/2009 deverão aguardar o comunicado da Justiça. Aqueles que não encontrarem seu nome na lista deverão continuar aguardando a conclusão do restante das ações em execução. Clique aqui e confira a lista completa. >>>Confira o link de todas as listas
Audiência pública na CLDF analisou os três anos do PDE
Jornalista: Leticia
A Câmara Legislativa do Distrito Federal, em parceria com a Comissão de Monitoramento e Avaliação do PDE, promoveu nesta quarta-feira (29) uma audiência pública na qual realizou um balanço dos três anos do Plano Distrital de Educação. A audiência, proposta pelo deputado distrital Wasny de Roure (PT), contou com a presença de representantes do Sinpro, do GDF, estudantes e da sociedade civil.
A primeira a falar foi Berenice D’Arc Jacinto, diretora do Sinpro. Ela endossou a importância de como o PDE foi constituído e afirmou que “o Plano é um documento que norteia as políticas educacionais do DF, que vai além dos governos”. Para a diretora, “o momento de golpe nos faz repensar sobre a importância do PNE e do PDE, pois a conjuntura é outra. Quando começamos o debate pra construir o PDE e PNE, tínhamos outra realidade, quando inclusive esperávamos a destinação de 10% do PIB para a educação. Recursos do pré-sal para a educação. Pensávamos em avanços. Hoje nós temos um momento diferente, de resistência e de luta. Mesmo assim, que o PDE em 2024 tenha parte substancial das metas alcançadas, esta é a luta do Sinpro”, diz.
Já a professora Natália de Souza Duarte contou a trajetória de construção do PDE. “Foi um processo democrático, que tem servido como um guia para o debate sobre educação”, diz. Ela afirmou que a Secretaria de Educação está fazendo uma interlocução que respeita o Fórum Distrital de Educação e a comunidade escolar. Também elogiou a condução dos deputados Wasny de Roure e Reginaldo Veras (PDT) neste processo. Para ela, “o PDE foi fruto de um processo histórico e diálogo em um campo em disputa, porque a educação pública é um bem que precisa ser valorizado e reconhecido e que não seja mercantilizado. A educação pública assegura um direito fundamental e ele só é assegurado pelo Estado com prestação de serviço de qualidade e articulação em torno de um ideal que está na Constituição: sendo pública, laica, gratuita e de qualidade, que reconhece e valoriza a diversidade”.
Cláudia Barreto (Subsecretaria de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação Educacional) ressaltou a importância de a sociedade acompanhar a implementação de cada meta do PDE. Afirmou que vê “desafios para alcançar as metas e buscamos parcerias com a CLDF para nos auxiliar neste processo, pois é necessário um entendimento de ordem econômico, pois a perspectiva do orçamento atualmente é bem diferente de anos anteriores”. Ela também endossou o aumento dos recursos do PDAF para as escolas nos últimos anos.
O diretor do sindicato Júlio Barros, fez um balanço das 21 Metas do PDE, indicando o que foi executado integralmente, o que foi executado parcialmente e o que não foi executado. Reafirmou que “PDE é política de Estado” e que ao contrário do PNE (sancionado por Dilma sem vetos), o PDE teve 42 vetos realizados por Rollemberg, “mas que felizmente 35 destes vetos foram derrubados pela CLDF”, enfatizou.
Sobre as metas, Júlio apresentou problemas na consecução de várias delas. Por exemplo, sobre as creches. “Mais de 80% das crianças de 0 a 3 anos estão fora da escola e mais de 6 mil crianças de 4 e 5 anos também estão”, diz. Afirmou que não dá pra mensurar a demanda de matrícula de pessoas com deficiência, para ter a real necessidade da quantidade de vagas carentes na rede pública. Também atestou que a educação integral recuou 8% nos últimos anos.
Júlio alertou que “a EJA pode desaparecer, pois ela pode ser ofertada em até 100% na nova BNCC”. Sobre esta nova base curricular e a reforma do ensino médio, ele disse que elas “reduzem o currículo e privatiza a escola pública, pois parte do seu currículo pode ser privatizado. A BNCC reduz a carga horária em 2022, que era de 4200h para 1800h, só colocando matemática e português como disciplinas obrigatórias”, alerta.
Voltando ao PDE, Júlio constatou que “o GDF não estimula a oferta do ensino fundamental para a população de campo (meta 8). Na meta 9, a ampla maioria das estratégias da EJA nem foram iniciadas e não houve aumento dos quadros para a educação (meta 11)”. Também reforçou a importância da criação de Universidade Distrital.
“Os professores do Magistério do DF são a categoria mais qualificada do país. Em torno de 80% deles são especialistas em educação e logo chegaremos a 100%. E temos uma quantidade expressiva de mestres e doutores lecionando. Já a média salarial das carreiras de nível superior há uma discrepância. Os professores estão na antepenúltima colocação, dentre as 32 carreiras. Precisaríamos de um reajuste de 84,97% só para chegar na média da carreira”, aponta. Júlio também cobrou a criação de um plano de saúde por parte do GDF, para que ele deixe de ser apenas “estudado”.
Finalizou afirmando que “a educação não pode ser gerida por circulares, portarias e decretos. Precisa de leis para que as políticas tenham prosseguimento com a eventual mudança de um governo”.
Presente na audiência, o candidato ao governo do DF Júlio Miragaya (PT) afirmou que “os professores são desvalorizados e isso afeta a própria autoestima do servidor público, pois esse desrespeito é frequente no DF”. Em relação ao PDE, disse que está analisando os números. E para ele, o problema maior de educação no DF é na faixa etária de 0 a 3 anos. “Queremos construir 70 creches, ainda seria um avanço pequeno, mas mais que dobraríamos o numero de creches no DF. É um direito da criança ter essa creche pública”, ressaltou.
Sobre a Universidade Distrital, o candidato disse que sua construção é “um desafio pra qualquer um que vença as eleições. As Universidades Estaduais estão em situação muito crítica pelo país. A construção e manutenção da Universidade Distrital é um desafio muito grande, mas temos que buscar uma forma de ampliar o numero de vagas no ensino superior público”, diz.
Sinpro-DF realizará pesquisa para saber opinião da categoria sobre conjuntura
Jornalista: Maria Carla
A diretoria colegiada do Sinpro-DF informa que começa, nesta semana, a realização de uma pesquisa de opinião com professores(as) e orientadores(as) educacionais da rede pública de ensino, ativos e aposentados, para saber o que todos e todas pensam sobre a conjuntura, a situação da educação e a da própria categoria, entre outros temas atuais.
Os dirigentes sindicais pedem a colaboração da categoria e solicitam a quem for procurado(a) pelos(as) pesquisadores(as) respostas sinceras e o mais realista possível, uma vez que essa opinião, dentre outras coisas, irá referenciar e nortear a atuação da entidade no próximo período.
A pesquisa tem recorte qualitativo, por isso, o número de pessoas a serem procuradas será menor do que o número que seria para uma pesquisa quantitativa. Os(as) pesquisadores(as) estarão identificados(as). Primeiramente, a pesquisa será feita entre os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados. Segundamente, será ampliada para toda a categoria.
Violência contra a mulher foi tema de debate no CED 416 de Santa Maria
Jornalista: Maria Carla
Vilmara, coordenadora da Secretaria de Mulheres do Sinpro-DF, fala sobre violência contra a mulher no CED 416 de Santa maria
A violência contra a mulher foi tema de debate do Fórum de Discussão sobre a Mulher do Centro Educacional (CED) 416, de Santa Maria. Os(as) professores(as) de sociologia, artes, português, geografia , física e espanhol reuniram cinco turmas para execução da atividade pedagógica e os(as) estudantes eram os palestrantes.
E não era para menos: a violência contra a mulher tem aumentado profundamente no Distrito Federal. Nesta segunda-feira (27), o vigésimo feminicídio do ano foi registrado em Itapoã. O suspeito, como é frequente nesses crimes de feminicício, é o companheiro dela. O tema da violência contra a mulher, as leis que qualificam os crimes juridicamente e outros temas relacionados ao debate feminista e à questão de gênero foram discutidos pelos(as) estudantes do CED 416 de Santa Maria no dia 21 de agosto.
“O debate na escola foi de uma riqueza incrível. Durante a atividade pedagógica, houve momentos de empolgação, provocados pelas controvérsias dos temas abordados, em que todos queriam falar”, conta Vilmara Pereira do Carmo, coordenadora da Secretaria para Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras, do Sinpro-DF. Os temas foram distribuídos, antecipadamente, para os(as) estudantes pesquisarem e se prepararem para palestrarem.
Convidado para mediar as meses do debate, o Sinpro-DF contou também com a participação da diretora sindical, Goretti Cunha, também da Secretaria de Mulheres Educadoras. Vilmara, por sua vez, foi mediadora e expôs o conteúdo acumulado pelo sindicato, como comentários sobre a Lei Maria da Penha, a Lei do Feminicídio e outras lutas das mulheres. Nas intervenções, ela comentou sobre os conteúdos do movimento feminista, a violência contra a mulher e outros temas do feminismo. Finalizou com esclarecimentos sobre o aborto, o estupro e vários outros tipos de violências contra a mulher .
Os(as) estudantes dissertaram os temas: mulheres lésbicas, aborto, estupro, violência doméstica, violência psicológica, desigualdade de gênero, bandeiras do feminicídio, direitos das mulheres, machismo, mulheres negras e feminicídio, mulheres na política, a luta da mulher trabalhadora, mulheres na ciência, Garota de Ipanema – voz e violão; violência contra a mulher adolescente e jovem; a luta contra o aborto; a Lei do Feminicídio; a sociedade cria um perfil falso sobre as mulheres; a força da mulher Antígona, de Sófocles; a independência da mulher nas empresas; depoimentos.
Confira as fotos no álbum no Facebook do Sinpro-DF, basta clicar no link:
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Fotos: Arquivo do Sinpro-DF/Ecom:
Pagamento da pecúnia da licença-prêmio de parte dos aposentados de junho/2016 será nesta segunda-feira (27)
Jornalista: Leticia
O GDF confirmou para segunda-feira (27) mais um pagamento devido da pecúnia dos(as) aposentados(as). A verba prevista pelo governo para o pagamento (R$ 11 milhões) seria insuficiente para quitar metade de um mês. Preocupados com esta situação, a Comissão de Negociação do Sinpro entrou em contato com o governo, para que ele aumentasse a verba disponibilizada. Diante da luta do sindicato, o GDF fez um acréscimo de R$ 8,5 milhões para o pagamento do benefício.
O pagamento seria realizado na sexta-feira (24), mas o GDF informou que pelo fato de ter que fazer esse acréscimo ao valor previamente estabelecido, a operação de crédito demandou mais tempo, por isso os pagamentos de todos os (as) professores (as) e orientadores (as) que se aposentaram até 14 de junho de 2016 será feito nesta segunda-feira (27). Histórico
Como os atrasos do pagamento da pecúnia (prevista em Lei), o governo acabou criando um pagamento mensal para amortizar o que é devido para a categoria. Essas verbas foram obtidas através das votações orçamentárias e recursos do Iprev (aprovados pela CLDF no final de 2017). Portanto, desde janeiro deste ano, o GDF faz um depósito mensal para pagar as pecúnias da licença-prêmio devidas. A verba mensal era de cerca de R$ 9 milhões, a Comissão do Sinpro conseguiu que fosse aumentada para R$ 11 milhões e neste mês será disponibilizado um valor maior, alcançando todos(as) os(as) aposentados até 14 de junho de 2016.
O Programa Alternativo desse sábado (25) dá destaque para o 11º Congresso das(os) Trabalhadoras(es) em Educação Chico Mendes, realizado entre os dias 16 e 18 de agosto, no auditório da sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio (CNTC). O Congresso trouxe como tema Você tem sede de quê? Água, soberania, direitos, democracia, saber…, e durante o encontro as(os) delegadas(os) debateram pontos que culminaram na defesa intransigente da democracia, da soberania nacional e da reforma agrária à luta pelo pagamento da última parcela do plano de carreira, do reajuste do auxílio-alimentação e da manutenção da mesa de negociação do magistério público com o Palácio do Buriti.
O Programa, apresentado pelo SBT, vai ao ar sempre aos sábados, às 12h30, e mostra entrevistas e matérias referentes à realidade da educação no Distrito Federal. Um dos objetivos é oferecer a oportunidade para que escolas e professores participem da discussão e enviem sugestões para os próximos programas. As pautas podem ser mandadas para o e-mail faleconoscoimprensa@sinprodf.org.br.
Balanço do 11º Congresso das/os Trabalhadoras/es em Educação Chico Mendes
Jornalista: Maria Carla
Da defesa intransigente da democracia, da soberania nacional e da reforma agrária à luta pelo pagamento da última parcela do plano de carreira, do reajuste do auxílio-alimentação e da manutenção da mesa de negociação do magistério público com o Palácio do Buriti, os(as) 688 delegados(as) do 11º Congresso das/os Trabalhadoras/es em Educação Chico Mendes aprovaram mais de uma centena de diretrizes para combater ou apoiar os temas relevantes e atuais que interferem direta e indiretamente na vida de cada professor(a) e na educação pública e gratuita do Distrito Federal.
Aprovaram também a tese apresentada pela diretoria colegiada do Sinpro-DF, cuja análise de conjuntura foi feita a partir do reconhecimento de que o Brasil vive sob um golpe de Estado aplicado em 2016 com o impeachment da ex-presidenta da República, eleita em 2014, Dilma Rousseff. A tese-guia deu a linha às mesas temáticas, aos debates, às resoluções aprovadas na plenária final e também ao pensamento que o sindicato deverá seguir pelos próximos 3 anos.
O 11º Congresso das/os Trabalhadoras/es em Educação Chico Mendes (11CTE) foi realizado entre os dias 16 e 18 de agosto, no auditório da sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio (CNTC), em Brasília, com o tema “Você tem sede de quê? Água, soberania, direitos, democracia, saber…” O Caderno de Resoluções com o plano de lutas para o próximo triênio será divulgado em breve.
Tese-guia e análise de conjuntura
Na avaliação da diretoria, o fato de mais de 90% dos(as) delegados(as) terem aprovado a tese-guia comprova que expressivas parcelas do magistério compreenderam que o país está sob um regime de exceção. “Ou seja, os movimentos sociais ganharam a narrativa e comprovaram que estamos vivemos sob um golpe de Estado. Essa premissa é fundamental porque se errarmos no diagnóstico da situação, na análise de conjuntura internacional e nacional, o nosso plano de lutas sairá ineficiente e incompleto. Digo isso porque havia teses que não reconheciam o golpe de 2016. A Tese 1, vencedora, dizia claramente que foi sim um golpe de Estado”, comentou Rosilene Corrêa, diretora do Sinpro-DF.
Júlio Barros, diretor do sindicato, afirma que é por isso que a diretoria está entusiasmada com a possibilidade de haver mudanças, vencer e derrotar o golpe. “Para ver o Brasil feliz de novo é necessário continuar o debate, exaustivamente, na sala de aula e na escola, nas feiras, praças, igrejas, associações de moradores. E, para isso, passa pela derrocada do golpe. Tivemos a sabedoria de mostrar que está tudo interligado. Não adianta a gente elaborar políticas educacionais isoladas de um contexto maior. De que adianta formular belas políticas educacionais se a Emenda Constitucional nº 95, de 2016, congela investimentos na área de educação por 20 anos? A gente conseguiu passar para o congresso esse elo de que está tudo interligado internacional e nacionalmente e refletem diretamente no chão da escola”.
Aprofundamento do golpe e fortalecimento da luta
A diretoria do Sinpro-DF avalia que foi um congresso denso, com temas fortes, realizado num contexto adverso em que o país se afunda, aceleradamente, numa crise generalizada e artificial, fabricada para atender aos interesses financeiros de um grupo reduzido de empresários e rentistas nacionais e internacionais. “Daí os temas reflexivos sobre toda essa situação. Não poderia ter outro desfecho senão este de reforçar a luta e aprofundar o enfrentamento às retiradas de direitos”, disse Rosilene.
Com essa interligação conjuntural, o CTE trouxe palestrantes que, por sua vez, apresentaram novas leituras da realidade, denúncias inéditas, informações aprofundadas sobre cada um dos retrocessos sociais, econômicos, políticos, educacionais, entre outros, em curso. Realizaram sérias e preocupantes reflexões sobre o futuro do Brasil. Em 2 anos de golpe de Estado, o Brasil encara uma das mais graves devastações de direitos sociais, patrimoniais, econômicos, trabalhistas e até humanos de sua história. Assiste à maior demolição já registrada de sua soberania e a destruição de todos requisitos que lhe asseguram o sentido de nação.
“Essa situação aponta para um único caminho: o fortalecimento da luta contra a recolonização do Brasil. A saída é pela educação. Por isso não houve dúvidas entre a maioria dos participantes em aprovar um plano de lutas que defende a educação pública, gratuita, laica, de qualidade e socialmente referenciada e resoluções que ensejam a luta por nossas riquezas, patrimônios públicos e recursos financeiros que asseguram nosso desenvolvimento, nossas liberdades e conquistas históricas e sociais”, afirmou Cleber Soares, diretor do Sinpro-DF.
Para Cláudio Antunes, diretor do sindicato, “o 11º CTE tem a peculiaridade de ter sido realizado durante o aprofundamento do golpe de Estado, em que o próprio Poder Judiciário tenta chancelá-lo nas eleições de outubro de 2018 ao perseguir e excluir do cenário eleitoral o único candidato que a população quer ver eleito. Daí a intensa interferência dos meios de comunicação na destruição moral da pessoa que encarna o projeto de Estado democrático-popular, que preza pela democracia, distribuição de renda, nacionalização das riquezas, empresas e patrimônios, investimento de dinheiro público nas áreas estratégicas, como educação e saúde. Diante disso, os(as) delegados(as) aprovaram que o Sinpro-DF deve defender o direito do ex-presidente Lula disputar as eleições”, disse.
Homenagem a Chico Mendes
Todos os temas das mesas foram densos e ricos. Aprofundaram as análises sobre o golpe de Estado de 2016 e seus objetivos. Tanto é que, na abertura do evento, o teólogo e educador, Leonardo Boff, dissertou sobre as fomes do Brasil e do mundo hoje. “Fomes saciáveis, como a de pão, e fomes insaciáveis, como a de justiça social e de beleza”, explicou. Ele estabeleceu um diálogo entre essas fomes e mostrou como estão interligadas. Conectou-as ao problema ambiental, do qual o planeta padece e que é decorrente do avanço desordenado de um modelo econômico predatório e excludente: o capitalismo neoliberal.
Boff também conectou a denúncia dessa exploração desenfreada dos recursos naturais para obtenção de lucro com a luta de Chico Mendes na Amazônia em defesa dos trabalhadores rurais e da floresta em pé. Além de homenagear Chico Mendes ao dar seu nome ao título do 11º CTE, o Sinpro-DF fez, no segundo dia do evento, o pré-lançamento da exposição permanente, organizada pela jornalista e conselheira editorial da revista ambiental Xapuri, Zezé Weiss. A exposição conta a vida e a luta do seringueiro assassinado brutalmente em 1988.
“Por que um congresso do setor da educação presta homenagem a Chico Mendes? Porque são 30 anos do seu assassinato. Ele deixou um legado para a classe trabalhadora, basta ver a história dos seringueiros organizados. Ele iniciou a organização em sindicato dos trabalhadores rurais e foi um dos fundadores da CUT. Está conectado com o Sinpro não só pelo lado do sindicalismo e organização da classe trabalhadora, mas também pelo tema do meio ambiente. A nossa chácara – Chácara do Professor – presta a homenagem a ele. O nome Chico Mendes é uma forma politizada de chamar atenção para a questão do meio ambiente e, hoje, mais ainda, temos a clareza infeliz de que a situação não mudou muito. Ele foi assassinado porque, ao defender a classe trabalhadora e a preservação do meio ambiente, contrariou os interesses dos grandes proprietários”, disse Rosilene.
A democratização das comunicações e o seu papel na hegemonia do pensamento único conservador foram apresenados pelo jornalista e sociólogo, Laurindo Lalo Leal, e, por João Brant, ex-secretário Executivo do Ministério da Cultura e consultor para Unesco, Fundação Ford, Observacom e Global Partners. A mesa sobre educação, diversidade e direitos humanos foi apresentada pelo doutor em ciências sociais e professor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Richard Santos; e a secretária de Políticas Sociais e Direitos Humanos da CUT Nacional, Jandyra Uehara.
No dia 18, os temas do financiamento da educação e da soberania (água e energia) foram debatidos por Cibele Vieira, diretora da FUP e secretária-executiva da CUT Nacional; e Milton Canuto Almeida, professor e consultor técnico em financiamento da educação, planejamento e gestão da educação, plano de carreira e previdência pública.
Também foi discutido o tema do ecossocialismo com Luiz Dulce, educador e ex-ministro da Secretaria Geral no governo Lula; e Isabel Freitas, assistente social e especialista em saúde pública, educação popular e ativista do movimento feminista. Ela falou sobre a importância do feminismo na transformação da sociedade e a relação profunda que a luta da mulher tem com o ecossocialismo.
Mas o desfecho do congresso foi com o sociólogo e professor Jessé Souza, que fez uma palestra sobre a conjuntura internacional, nacional, o Brasil e seus desafios. Falou sobre seu último livro que trata da escravidão à Lava Jato: um país apenado por ser eternamente dominado por uma elite atrasada e por rentistas estrangeiros. Souza lotou o auditório da CNTC. O evento foi encerrado com um show da cantora Ana Cañas.
Confira todo o conteúdo nos vídeos disponíveis no Facebook do Sinpro-DF. Posteriormente, esses vídeos serão depositados no canal do Sinpro-DF no You Tube. Veja também, nos links a seguir, as matérias produzidas pela equipe de jornalistas do sindicato no 11CTE.
Professores que aderirem ao SulAmérica Saúde até 18 de setembro terão isenção de carência
Jornalista: Luis Ricardo
A SulAmérica Saúde está oferecendo isenção de carência (exceto para parto e doença pré-existente) para os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais que aderirem ao plano até o dia 18 de setembro. O convênio com essas operadoras permite à categoria ter desconto no plano de saúde, assim como ocorre em lojas, salões de beleza, academias, e outras empresas conveniadas ao Sinpro.
Procure os corretores de plantão ou ligue para 3037-2411/99101-8268 (Kryvo Corretora) e 3622-3319 (MCS Corretora) / 98601-9801.
Mirlei – 98570-6602
Fabiola – 99105-4267
Para quem quiser entender os planos da SulAmérica e Quallity/Prosaúde, acesso o link abaixo.
Diretores e assessores jurídicos do Sinpro-DF reuniram-se com o juiz responsável pela Coordenadoria de Processamento das Requisições de Pequeno Valor (CooRPV), no Fórum Desembargadora Maria Thereza de Andrade Braga Haynes, no Guará, a fim de discutir meios de celeridade para o efetivo pagamento das RPV.
O encontro ocorreu na semana passada e, na oportunidade, os dirigentes sindicais observaram que centenas de professores aguardam ansiosamente pela liberação do pagamento das RPV. O juiz explicou a dinâmica de trabalho da Coordenadoria e se pôs à disposição, no âmbito de sua competência, para empreender esforços que viabilizem o pagamento das requisições.