Ibaneis promete reformar as escolas com dinheiro do seu escritório de advocacia

Ibaneis Rocha é o candidato do MDB (ex-PMDB) ao Governo do Distrito Federal (GDF). Na Sabatina do Metrópoles, realizada na tarde desta segunda-feira (20), ele contou que seus pais vieram para Brasília melhorar de vida e que, graças a isso, ele nasceu aqui e teve condições de estudar e formar um patrimônio.
Com 47 anos, ele já foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional do Distrito Federal – e é o candidato, dentre os 11 que postulam o GDF, com maior patrimônio: R$ 93.720.602,57. Na sabatina, explicou as propostas e disse que a presença de Tadeu Filipelli na sua campanha não irá reduzir suas possibilidades de assumir o Palácio do Buriti.
Pelo contrário, acredita que os 75% da população do DF que ainda não decidiu em quem votar poderão dar uma chance a ele. Considera esse percentual uma oportunidade para apresentar ideias, sobretudo para quem não vem da política partidária.
Ibaneis integra a coligação denominada “Pra Fazer a Diferença” e diz que suas propostas não tem nada que ver com a do MDB de Michel Temer. Ele encabeça o grupo e tem como vice o presidente do Avante-DF, Paco Britto. A coalizão também conta com PP, PSL e PPL.
Ele prometeu gastar, do próprio bolso, R$ 5,6 milhões na campanha. “Já tirei o dinheiro e vou usar do meu patrimônio. Não vou usar fundo partidário”, anunciou. Ao se apresentar na sabatina, ele se definiu como um “cidadão indignado”. “Com essa indignação que venho entrar nesta campanha”, afirmou.
Educação
Questionado sobre os problemas da educação do Distrito Federal, Ibaneis se comprometeu a reformar todas as escolas públicas e disse que entende muito de construção civil. “Conheço o orçamento, sei o que dá para fazer. Reformarei todas em um ano”, prometeu.
Ele disse que parte dos recursoso financeiros para isso sairão do seu escritório de advocacia e não do Orçamento do GDF. Ele prometeu, durante a sabatina, que tudo que o seu escritório de advocacia receber com honorários decorrentes de ações como as que cobram o pagamento da terceira parcela do reajuste dos servidores será usado na reforma de escolas públicas.
“Com meus sócios, já foi deliberado que os honorários das ações dos servidores serão revertidas para a reforma das escolas”, disse. Comentou as metas do Plano Distrital de Educação (PDE) e salientou a necessidade de se investir em duas frentes: na valorização do professor e no ensino integral. “Temos de reconhecer que o professor precisa de uma carga horária menor, com formação específica para atender às crianças.”
Ressaltou que seu plano de governo é construído com as categorias. “O sistema que conheço de ensino é o que dá certo para o meu filho. Quero que a cidade tenha a educação que dou para o meu filho”, disse.
Saúde
Ele disse que o problema do governo Rollemberg é a má gestão. Denunciou uma série de desmandos no setor e prometeu retomar o modelo de fundação em vez de instituto, como o do Hospital de Base.
“O modelo criado pelo governo não conseguiu ser explicado para ninguém. Ninguém sabe o que é esse Instituto Hospital de Base. Esse modelo serve para mascarar as contas e beneficiar pessoas. É um modelo ineficaz”, afirmou.
Michel Temer
Ele tentou se desvencilhar da imagem negativa do presidente da República ilegítimo Michel Temer (MDB), o qual tem alto índice de rejeição. “Não sou do MDB, estou filiado ao MDB”, disse. Embora haja um golpe de Estado aplicado pelo PMDB, em 2016, em curso no país, que vem retirando direitos sociais, trabalhistas e até humanos do povo brasileiro, ele diz que “não tenho compromisso com os erros do passado”.
Na opinião dele, o partido político não comete crimes. “Quem os comete são as pessoas. Não se pode apontar para uma pessoa que acabou de se filiar e imputar a ela a responsabilidade desses erros. Os erros estão aí para serem apurados”.
Reajuste do funcionalismo
Questionado sobre a situação dos servidores público e do congelamento dos salários, ele disse que a última parcela do reajuste, que deveria ter sido paga em 2015, deverá ser prioridade em seu governo.
“Vamos tratar a questão do reajuste do funcionalismo a partir da transição. Conversarei com as categorias, criarei uma câmara permanente para debater esse assunto. Precisamos devolver à sociedade o direito de ter serviços públicos de qualidade”.
Segurança pública
Ibaneis Rocha destacou que, para acabar com o sucateamento das Polícias Civil e Militar é preciso mudar a política. “Crime em Brasília agora tem hora marcada. Vamos reforçar os quadros das polícias. Temos de ter uma situação de trato emergencial, recompor as carreiras, reabrir as delegacias de forma imediata e criar um instrumento de segurança pública que a população sinta a presença da polícia”, afirmou.
Ele comentou que, atualmente, a comunidade se ressente com unidades policiais fechadas. Ele prometeu reabarir as Delegacias de Polícia. “Sem delegacia aberta, a população não tem local para registrar ocorrências. Por isso, o governador Rollemberg fala a todo momento que está reduzindo os crimes”, criticou.
Com críticas ao governador Rodrigo Rollemberg, ele disse que acompanha o problema da segurança há oito anos. “O grande problema é que, nas últimas eleições, o DF elegeu o menos pior. Desta vez, Brasília não vai perder por W.O. Teremos uma eleição de verdade”.
Precatórios
Ele prometeu aos credores do GDF o pagamento de pracatórios – dívidas do Estado com o cidadão. “Palavras mágicas nunca aconteceram na minha vida. Está na Constituição que precatório tem de ser pago até 2020.
Vamos ter de sentar com o BRB [Banco de Brasília] e criar um grande fundo de investimento. Tem muitos investidores que querem a compra desses precatórios, basta que o governo queira”, prometeu.
Economia
No entendimento de Rocha, a economia da capital federal tem que voltar a gerar emprego, renda e impostos. “Não podemos depender apenas do Fundo Constitucional para pagar segurança pública”. Ele considera o DF, após o governo Rollemberg, uma “terra arrasada”, e assegura que qualquer candidato que chegar ao Buriti irá fazer melhor do que o atual governo.
“Em um governo no qual eu estiver à frente, o servidor será valorizado. O que eu prometer será cumprido”. Ele diz que não há a possibilidade de ele privatizar o Banco de Brasília, pois um banco privado não investiria em áreas, como o agronegócio, devido a características do Distrito Federal.
“O BRB não pode ser privatizado. Brasília é uma unidade da Federação que tem peculiaridades diferentes de qualquer outro lugar. O banco será instrumento de renda e criação de emprego”, afirmou.
Quando falou das instituições públicas, Ibaneis criticou a seletividade da Agência de Fiscalização do DF (Agefis) ao promover derrubadas no Distrito Federal. Ele classificou o órgão como um “monstro que está engolindo a cidade e perseguindo as pessoas. Não pode continuar sendo a Agefis do mal”, criticou.
Cronograma das sabatinas
20/8 – segunda-feira
9h – Alberto Fraga (DEM)
10h30 – Renan Rosa (PCO)
14h – Júlio Miragaya (PT)
15h30 – Ibaneis Rocha (MDB)
19h – Alexandre Guerra (Novo)
20h30 – Fátima Sousa (PSol)
21/8 – terça-feira
9h – Eliana Pedrosa (Pros)
10h30 – Rodrigo Rollemberg (PSB)
14h – Antônio Guillen (PSTU)
15h30 – Paulo Chagas (PRP)
19h – Rogério Rosso (PSD)

Fátima Sousa defende candidatura de Lula à Presidência

A candidata do PSol Fátima Sousa foi a última postulante ao Governo do Distrito Federal a participar da sabatina promovida pelo portal Metrópoles nessa segunda-feira (20). As entrevistas estão sendo feitas com os onze candidatos ao GDF, que respondem a perguntas feitas por vários sindicatos e pela CUT.
Professora da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília (UnB), Fátima tem vasto currículo ligado à área da saúde, carro chefe de sua campanha. A candidata do PSol também falou de seu projeto de governo para outras áreas e não fugiu a questionamentos sobre a prisão do ex-presidente Lula. Ex-militante do PT, Fátima afirmou que Lula deve ser solto e tem o direito de ser candidato à presidência.
Sobre o pagamento das pecúnias da licença-prêmio dos servidores públicos, a candidata do PSol disse que não dá para dizer que não pagará tudo, mas aquilo que está na lei, pretende pagar.
Confira a entrevista:
 
Educação
De pronto, o nosso plano é não abrir mão de universalizar o ensino infantil. Queremos garantir, também, uma educação básica de qualidade, assim como o ensino profissionalizante e todos os outros segmentos. Teremos um plano integrado de educação para o DF.
 
PDE
Precisamos reassumir os compromissos que estão no Plano Distrital de Educação. O PDE tem um conjunto de metas apresentado à sociedade, mas sinto que precisamos rever o que foi cumprido e aquilo que não foi cumprido. Vamos instituir uma câmara técnica para discutir e ver se temos recursos para fazer essa equiparação (referindo-se à Meta 17).
 
Saúde
Esta área está um caos. De fato a situação é muito grave. Precisamos retornar o programa Saúde em Casa, com a implantação dos agentes comunitários, com a presença dos médicos, enfermeiros e odontólogos para resolver a grande demanda, e tentar evitar que estas demandas cheguem aos hospitais. A população passa por uma situação muito difícil, com a falta de diálogo, de eficácia e de eficiência.
 
Valorização do servidor público
A valorização do servidor passa pelo respeito aos seus direitos e pelo pagamento daquilo que lhe é garantido por lei. Vamos arrecadar dinheiro cortando desperdício, diminuindo o número de secretarias, de cargos comissionados, estruturas criadas para partidos políticos. Não é razoável que o GDF devolva recursos para os órgãos públicos.
Precisamos cuidar dos servidores. É preciso ter renovação desses profissionais e é preciso que o governo invista, que entenda a importância deles.
 
Instituto Hospital de Base e Hospital da Criança
Vamos separar. Fui contra o Instituto contra desde o início, mesmo porque já antevia que não resolveria. Fazendo o que foi feito, o governo abriu mão de ser o gerente. O que vemos é o fracasso que isso virou. Vamos retomar para o domínio da gestão pública. Privatizar o setor da saúde não vai dar certo.
 
Privatização do BRB
Não vamos privatizar o BRB. Além de ser um patrimônio do DF, precisa ser fortalecido. Ele precisa ter um protagonismo no desenvolvimento da capital, e hoje vemos o contrário. Além disso, precisamos valorizar os servidores que estão lá.
 
Pagamento das pecúnias
Não dá para dizer que vamos pagar tudo, mas aquilo que está na lei, vamos pagar.
 
Problemas urbanísticos
Vamos ter um plano de habitação e não vamos fazer o que o atual governo fez: promover derrubadas sem nenhum diálogo com a população. Queremos uma política de habitação para o DF para evitar esse tipo de situação, onde precise passar o trator por cima das casas das pessoas. O governo precisa estar na linha de frente nessa mudança.
 
Desemprego
Temos um plano de investimento público. Vai ter um plano firme para gerar emprego, onde teremos um ciclo de consumo, de tributação. Também vamos fazer uma parceria com universidades para que possamos investir na indústria de conhecimento, numa cadeia produtiva utilizando os potenciais que Brasília tem (esporte, lazer, empresas modernas). Este é o caminho que temos para a geração de emprego e renda no DF.
 
Segurança pública
Temos clareza que a primeira coisa é cuidar dos trabalhadores da segurança pública. Precisamos usar das inteligências que temos à mão. É preciso ter um plano para que esses servidores se sintam protegidos.
 
Corrupção
Um bom governo precisa se antecipar a qualquer grau de corrupção. Se tiver suspeita de corrupção de qualquer secretário, ele será retirado até que prove o contrário.
 
Lula Livre
O processo em que Lula foi submetido é um processo que gera dúvidas. Acho legítimo que Lula venha a concorrer, para que tenha oportunidade de se defender e mostrar os erros e acertos de seus governos. O que estão tirando é esta oportunidade.
 
 
Cronograma das sabatinas:
 
21/8 – Terça-feira
9h – Eliana Pedrosa (Pros)
10h30 – Rodrigo Rollemberg (PSB)
14h – Antônio Guillen (PSTU)
15h30 – Paulo Chagas (PRP)
19h – Rogério Rosso (PSD)

Alexandre Guerra diz que não vai reajustar o salário dos professores e propõe a meritocracia

Dando continuidade à sabatina promovida pelo portal Metrópoles com os candidatos ao governo do Distrito Federal, Alexandre Guerra (Novo) foi o quinto entrevistado dessa segunda-feira (20). O evento está sendo transmitido ao vivo pelo Facebook do Sinpro.
Diferentes sindicatos e a CUT fazem parte do projeto, que entrevista os onze postulantes ao GDF, fazendo questionamentos sobre pontos cruciais ao desenvolvimento da capital federal, exemplo da educação, da saúde, da segurança pública, do transporte público, da economia, dentre outros.
Um dos primeiros questionamentos feitos ao candidato foi relacionado ao cumprimento da Meta 17 do Plano Distrital de Educação (PDE). Segundo ele, não está em seu projeto de governo equiparar o salário dos professores ao de outros profissionais de nível superior.
Questionado sobre o pagamento das pecúnias da licença-prêmio, Alexandre propôs a meritocracia ao afirmar que vai implantar um sistema que analisará o servidor com base no mérito. Outro ponto polêmico foi sua opinião sobre o BRB. Segundo ele, caso seja eleito sua intenção é privatizar o banco.
Confira a entrevista:
 
Educação
O Plano Distrital de Educação foi uma iniciativa bem feita, tem algumas propostas que estou de acordo e é mais uma iniciativa que não tem sido respeitada pelo atual governo. Não vou fazer a promessa de igualar o salário dos professores a outras áreas, mesmo porque o salário dos professores daqui é bom. Aumento de salário tem que ter a contrapartida de resultado. Tivemos um aumento muito grande no investimento na educação e não tivemos a contrapartida nos resultados. Cumprir a Meta 17 deverá ser analisada e não vou prometer cumpri-la. Não estou prometendo este reajuste.
 
Saúde
Precisamos priorizar investimentos porque o dinheiro público é limitado. No nosso plano de governo, vamos cortar despesas, reduzir pela metade o número de comissionados, e ver como podemos direcionar dinheiro para a saúde. Precisamos fazer os investimentos necessários para equipá-la. Um dos maiores problemas é a falta de estrutura, e precisamos modificar tudo isso. Saúde é uma prioridade e vamos centralizar os recursos de investimento para essa área. A assistência primária precisa ser priorizada. Se precisarmos contratar mais profissionais de saúde, vamos contratar.
 
Pecúnia da licença-prêmio
 
O pagamento da pecúnia faz parte do serviço público, está na lei e deve ser cumprido. O servidor deve ser protegido e respeitado. O que precisamos fazer é analisar tudo de forma responsável. Vamos implantar um sistema que vai analisar o servidor com base no mérito.
 
Empreendedorismo
Infelizmente temos perdido nossas empresas e a geração de empregos para os estados vizinhos. Como governador, dentro do ambiente tributário, vou atrair essas empresas de volta para o Distrito Federal. Precisamos atrair o desenvolvimento para a nossa cidade, para atrair empregos e investimento. Por conta da questão tributária nós perdemos o Porto Seco, por exemplo. Poderíamos estar escoando produtos para todo o Brasil devido à nossa localização estratégica.
 
Cargos comissionados
Será uma decisão tomada logo de início. Precisamos acabar com este cabide de empregos. O Rollemberg prometeu zilhões de coisas e não cumpriu nada. Foi uma campanha pautada na demagogia. No nosso cálculo, são 17 mil cargos comissionados e diminuindo pela metade, economizamos cerca de 350 milhões.
 
Administrador regional
Vamos abrir um processo seletivo e analisaremos a melhor pessoa para administrar cada região. A maioria das cidades está entre as 100 maiores cidades do Brasil. Elas têm uma complexidade grande e o administrador precisa ter uma experiência prévia. Precisa ter uma experiência em gestão. Ele precisa conhecer a cidade e a escolha será feita pelo governador.
 
Privatização
Ao ser questionado pelo presidente da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues, o candidato do Novo tentou desqualificar a Central e argumentou que “o que temos hoje é a privatização de estatais, que de certa forma já estão privatizadas”.
“A CUT não quer evoluir porque quer a gestão dessas estatais para ela. O meu foco é no serviço prestado. Precisamos ter uma gestão eficiente para a população. Hoje temos um serviço caro porque temos um monopólio caro. Precisamos pensar na eficiência do serviço público prestado. Não podemos demonizar a privatização e precisamos prestar atenção para as coisas sem ideologia. Sabemos o que dá certo no mundo. O estado precisa ser eficiente”.
 
BRB
Não está nos meus planos manter o Banco de Brasília da forma que está. Minha meta é privatizar.
 
Segurança pública
É uma das prioridades no nosso governo. A insegurança atrapalha a criação de empregos, o turismo. A questão carcerária é outra preocupação. Passamos por uma crise carcerária, com quadrilhas controlando as cadeias. Uma polícia ostensiva é muito importante. A PM precisa ir para a rua. 50% está em função administrativa. Isto é um absurdo. Além disso, precisamos fazer uma campanha de valorização do policial, que muitas vezes é rechaçado pela população. Precisamos colocá-los na rotina das cidades e fazer com que eles se envolvam com a população.
 
Conservadorismo
Temos posicionamentos claros. Somos a favor do casamento homoafetivo e contra o estatuto do desarmamento. No caso do aborto, sou contra porque somos a favor da vida.
 
Transporte público
Preciso saber do problema que é o transporte público no DF. Uma das medidas é expandir o VLT, reativar o BRT Sul, que está pronto mas não é utilizado, e fazer o BRT Norte. Acreditamos na faixa exclusiva de ônibus e precisamos expandir a integração do sistema. Quero fazer rapidamente esta integração. Temos previsto a expansão do metrô, tudo por meio de concessão. Como o VLT é muito carro, quero expandir o BRT.
 
Cronograma das sabatinas:
20/8 – Segunda-feira
20h30 – Fátima Sousa (PSol)
 
21/8 – Terça-feira
9h – Eliana Pedrosa (Pros)
10h30 – Rodrigo Rollemberg (PSB)
14h – Antônio Guillen (PSTU)
15h30 – Paulo Chagas (PRP)
19h – Rogério Rosso (PSD)

Miragaya, candidato do PT, promete pagar os reajustes dos professores e demais servidores

Com 60 anos, o economista Júlio Miragaya se coloca à disposição do Distrito Federal para mudar a lógica da gestão econômica privatista em curso e, com isso, superar a crise econômica artificial criada para se criar um ambiente de privatização e mercantilização de direitos sociais.
Ele promete retomar o desenvolvimento do DF e oferecer os serviços públicos e gratuitos de qualidade. Garantiu o pagamento dos reajustes dos professores e orientadores educacionais e dos demais servidores públicos suspensos, em 2015, pelo atual governo. Disse que irá reverter o processo de privatização da saúde e fortalecer o SUS. Vai construir novas escolas e creches entre outros estímulos ao desenvolvimento do DF.
Foi isso que Júlio Miragaya prometeu durante a Sabatina do Metrópoles com Candidatos ao GDF, na tarde desta segunda-feira (20). Nascido no Rio de Janeiro, ele disse que reside em Brasília desde 1991. Mestre em gestão territorial e doutor em desenvolvimento econômico sustentável pela Universidade de Brasília (UnB), ele criticou a política econômica exageradamente fiscalista do governo Rollemberg. Declarou que, se for eleito, irá modificar todo o projeto do governo do PSB e recuperar o desenvolvimento do Distrito Federal.
Além de presidente da Codeplan, ele também foi presidente do Conselho Federal de Economia, por dois mandatos, uma entidade que representa 250 mil economistas brasileiros . Respondeu às perguntas de sindicatos de servidores do GDF e bancários, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), de jornalistas do portal e internautas. O evento teve transmissão ao vivo, em todas as redes sociais do Metrópoles: Facebook, Twitter e YouTube. O Sinpro-DF participou do debate com perguntas aos candidatos.
Arrocho salarial e funcionalismo 
Indagado sobre a política de arrocho salarial desenvolvida pelo governo Rollemberg, ele disse que irá desfazer tudo o que o PSB fez no GDFos últimos 3 anos. Assegurou o pagamento dos direitos do funcionalismo público contidos nos planos de carreira não pagos por Rodrigo Rollemberg, como a terceira parcela do aumento concedido pelo governo anterior, petista.
Disse que irá pagar a terceira parcela do reajuste a 32 categorias do funcionalismo local, atrasada desde 2015: “Vai ser de imediato”. De acordo com o candidato, o dinheiro virá do aumento da arrecadação, que ocorrerá com o crescimento da produtividade dos servidores públicos. Disse, ainda, que vai criar frentes de trabalho com 30 mil vagas para reduzir o desemprego em seis meses de governo. “O serviço público é vital para mover a economia do DF. Esse recurso vai entrar na roda da economia. Isso vai dar condições para que o governo cumpra seus compromissos, pois vai aumentar a arrecadação”, explicou Miragaya.
Ao ser perguntado sobre se é verdade o discurso de Rollemberg de que recebeu o GDF com um déficit bilionário, o que o impossibilitou de realizar suas promessas, especialmente o pagamento da terceira parcela do aumento concedido pelo governo petista, Miragaya criticou o governador e disse que “até até hoje ele tem justificado uma série de deficiências do seu governo, alegando ter recebido o que ele chama de herança maldita do governo anterior. Na verdade, essa afirmação não encontra mais nenhuma credibilidade. Algumas questões a que ele faz referência, como a Folha de Pagamentos do mês de dezembro, geralmente, em todos os governos, a folha de dezembro é paga em janeiro. Isso não deve ser contabilizado como déficit deixado pelo governo anterior”, diz.
“Já está mais do que provado que ele recebeu R$ 1,25 bilhão. Evidentemente, a maior parte vinculada a alguma despesa, mas não é o número que ele apresentou ao assumir o governo. Isso tem sido utilizado pelo governador para justificar o não cumprimento de uma série de acordos que havia sido firmada no governo anterior do PT e alguns acordos que ele tinha se comprometido a cumprir e que não cumpriu”.
Miragaya disse também que “esse é o argumento do governo que se guia tão-somente pela via excessivamente fiscalista, que não confronta o argumento do governo federal, mas que vira as costas para uma coisa que é muito importante para a população do DF e de qualquer cidade que é a manutenção dos serviços públicos de qualidade para a população”.
Sobre a paridade dos policiais civis com os salários pagos pela Polícia Federal, o petista confirmou a intenção de conceder o reajuste. Mas explicou que precisa de um cronograma para a realização do pagamento. “Tem candidato prometendo que fará isso no primeiro dia de governo, mas não será possível. Não queremos para a Brasília o que ocorreu no Rio de Janeiro”, pontuou, em referência ao atraso de salários. Assegurou que estará aberto ao diálogo com os servidores, o que será feito diretamente pelo seu gabinete. Para ele, todas as propostas são factíveis, desde que haja “boa gestão” dos recursos públicos.Ele prometeu abrir 30 mil empregos em frentes de trabalho
Deterioração dos serviços públicos
“O que a gente tem visto é que ocorreu uma deterioração desses serviços públicos. Na área de saúde isso tem sido implacável. A gente observa a cada momento o abandono da saúde pública aqui no DF e que o Brasil precisa que é o Sistema Único de Saúde, que é o maior sistema público de saúde do planeta. Não existe nada equivalente ao SUS e aqui em Brasília o que a gente observa é isso, o abandono do serviço público de saúde, o abandono do diálogo com os servidores públicos da saúde, como também não há diálogo com as outras categorias do serviço público”, disse.
Equilíbrio das contas do DF
O candidato do PT assegura que é possível pagar tudo e desenvolver o DF. “Volto a dizer: essa visão excessivamente fiscalista se guia por uma lógica que é a mesma do governo federal. Em economia a gente aprende umas coisas logo nos primeiros períodos do curso: Quando se fica num período de depressão econômica , não se deve adotar uma linha fiscalista porque a gestão acaba acentuando ainda mais a depressão da economia. Assim, quando o governo Rollemberg adota uma linha de jogar isso nas costas dos servidores públicos, mediante arrocho salarial, surge o ônus que o próprio governo cria e gera o que a gente chama, na economia, de círculo vicioso porque todos nós sabemos que os servidores públicos respondem, no âmbito federal e distrital, o que já foi 58% da massa salarial. Hoje está em 53%. Isso é vital para mover a economia do DF”.
Ele explicou que, quando se coloca dinheiro no bolso do servidor, ou seja, quando o GDF cumpre os acordos e remunera devidamente o servidor, esses recursos entram na roda da economia e isso faz com que a arrecadação do próprio estado aumente, o que cria as condições para que o governo cumpra seus compromissos. Rollemberg faz exatamente o contrário. Ele faz o arrocho e isso, evidentemenrte, impacta demais a economia, notadamente, o comércio e os serviços, que têm sido extremamente prejudicados por essa política excessivamente fiscalista e que não resolve nada porque leva apenas a população a não ter as suas necessidades atendidas por uma série de deficiências e não é por uma questão que ele alega de não colaboração do servidor público, e sim por falta objetiva de cumprir aquela função do servidor público que é prestar um bom serviço à população.
Saúde
Miragaya disse que, no campo da saúde, durante o governo anterior, do PT, foram ampliados 6.900 na área de saúde. No governo Rollemberg, houve uma queda de 2.900 servidores. “É obvio que isso impacta no atendimento à população”, disse. A prova disso é o desmonte da saúde mental do Distrito Federal. Na sua pergunta, o Sindsaúde informou que, durante o governo Rollemberg, a saúde mental sofreu um grande retrocesso no DF com o fechamento de serviços de saúde mental, o desmonte da unidade de psiquiatria do Hospital de Base, além do abandono do Hospital São Vicente de Paula.
Miragaya disse que o seu projeto de governo para pacientes com transtornos mentais no DF é, justamente, restabelecer a rede de atendimento de saúde mental existente. “O colega se refere à questão de saúde mental, mas a gente observa isso em uma série de outros atendimentos prestados aqui. Não há mais especialistas no DF, praticamente, foi desarticulada toda uma rede de atendimento às diversas especialidades. A gente vê problemas nas equipes que fazem o Saúde em Família. A gente observa que as equipes estão absolutamente incompletas. Se tem um determinado atendimento, falta outro. Houve uma desestruturação dos atendimentos na saúde pública do DF”.
Ele diz que, primeiramente, irá fortalecer o SUS porque Rollemberg caminhou no sentido contrário. “Ele caminhou no sentido de criar as condições para a privatização. Começou. A cabeça de ponte é o Hospital de Base. Por um acaso estive ontem no Hospital de Base. Uma militante do PT que esteve aqui na quarta-feira (15) para o ato pelo registro do Lula sofreu um acidente. Caiu de uma altura de 3 metros e teve uma fratura exposta no braço. Está internada desde quarta-feira e não há previsão de quando ela possa operar. Ela está sendo transferida para São Paulo porque Brasília não tem mais esse tipo de atendimento”, denunciou.
Ele destacou que esse tipo de situação têm ocorrido corriqueiramente no Hospital de Base. “O governador Rollemberg apresenta o Hospital de Base sob a gestão privada como um atendimento de primeiro mundo, mas basta qualquer um aqui em Brasília entrar no hospital para ver que aquilo ali está muito longe de ser um atendimento de primeiro mundo. O que ocorre é um processo de desestruturação da saúde, de enfraquecimento do SUS no DF para justificar um processo de privatização do serviço público de saúde”.
Instituto Hospital de Base
Miragaya disse que, para resolver o problema da saúde, além de retomar os investimentos públicos no SUS, irá extinguir o Instituto Hospital de Base e irá fazer com que ele volte a ser público e com bom serviço para a população. Ele diz que o IHB só serve para obscurecer a gestão do hospital.
Educação e outros investimentos na capital do país
Ao ser indagado pelo Sinpro-DF como pretende recuperar investimentos em áreas estratégicas, como educação, saúde, segurança; recuperar a capacidade de renda do funcionalismo e gerar novos empregos, o candidato petista anunciou que, se eleito, vai construir 50 novas creches e continuar o investimento em educação feito pelo governo petista e suspenso pelo governo Rollemberg e que e irá modificar a lógica implantada por Rollemberg no DF porque a capital do país “tem uma dependência muito forte de recursos da União e gera uma receita própria de forma insuficiente”.
“Isso tem que ver com a estrutura econômica do DF muito pouco diversificada. Não é uma responsabilidade desse tipo de governo, foi construída ao longo do tempo na cidade.Por isso, temos de construir alguma economia aqui nesta cidade em relação a essas transferências do governo federal para que possa efetivamente ampliar o atendimento nos serviços públicos”, explicou.
Ele diz que “o problema é que a estratégia adotada por este governo é absolutamente inócua porque o governador Rollemberg de, tardiamente, o DF ter entrado na guerra fiscal. Quando ele anunciou a equalização com os demais estados em termos de incentivo fiscal. Isso é uma questão absolutamente ultrapassada na economia. Primeiro que essa questão da guerra fiscal, incentivo fiscal, é algo que onera o Tesouro público. É uma coisa abominável do ponto de vista econômico porque é sangrar o dinheiro público”.
Corrupção
Questionado sobre o fato de o ex-governador Agnelo Queiroz estar sendo investigado no âmbito da Operação Panatenaico, que apura superfaturamento de R$ 900 milhões na obra do Estádio Mané Garrincha e pagamento de propina, Miragaya criticou o denuncismo e mostrou, com vários exemplos, que esse tipo de denuncismo irresponsável está relacionado com a criminalização da política e das esquerdas. Mostrou também que esse tipo de ação, um denuncismo infundado, sem apuração, tem que ver com o mercado financeiro, que quer estabelecer o pensamento único no Brasil. Questionado pelos apresentadores da sabatina sobre o PT sair sozinho ou isolado para o GDF, Miragaya disse que o partido não está isolado e que não há nenhuma contradição do governo do PT em tentar um novo mandato. “Foi um governo muito superior ao que está aí”.
Emprego e desenvolvimento
Miragaya prometeu criar 30 mil postos de trabalho para reduzir o desemprego no DF. Além disso, pretende criar o salário mínimo regional no DF, baseado nos cálculos do Dieese. Ele ressaltou que não vai dar incentivos fiscais a empresas porque, antes, é preciso garantir infraestrutura: “Não adianta igualar condições com outros estados em termos fiscais se eles nos superam anos-luz. A sinalização é acabar com incentivos fiscais. Se não tem condições de ter infraestrutura, você não consegue atrair investimentos”.
Cronograma das sabatinas
20/8 – segunda-feira
15h30 – Ibaneis Rocha (MDB)
19h – Alexandre Guerra (Novo)
20h30 – Fátima Sousa (PSol)
21/8 – terça-feira
9h – Eliana Pedrosa (Pros)
10h30 – Rodrigo Rollemberg (PSB)
14h – Antônio Guillen (PSTU)
15h30 – Paulo Chagas (PRP)
19h – Rogério Rosso (PSD)

Renan Rosa defende Lula e denuncia o golpe que derrubou Dilma

O segundo entrevistado na sabatina do portal Metrópoles na manhã desta segunda-feira (20) foi com o candidato do PCO ao governo do DF, Renan Rosa. Logo na apresentação, o candidato já denunciou o golpe de Estado vigente no país e que a prisão do ex-presidente Lula é mais um fato inserido neste contexto.
A entrevista foi nacionalizada, com o candidato apresentando as ideias do partido e atacando a maioria das candidaturas. “Muitos candidatos prometem coisas, mas apoiaram o golpe e a retirada de direitos, isso é demagogia”, aponta. De acordo com o candidato, “a ofensiva da direita e o golpe tiram recursos da educação e da saúde, deixando os servidores fragilizados. Rollemberg implementa na prática a terceirização, destruindo os Planos de Cargos e Salários das categorias e achatando os salários”. O governador, para o candidato, “é a reprodução fiel do golpe, pois ele apoiou o Aécio e o golpe contra a Dilma”
Ele defende um governo que seria entregue para a população, que através de conselhos populares, sindicatos e associações, seriam definidas as suas próprias ações. Também defende uma greve geral, em defesa da candidatura de Lula.
Educação
O candidato reconheceu que não tem um conhecimento aprofundado de todas as metas do Plano Distrital de Educação, porém afirma que “o problema do PDE é a sua aplicabilidade. O Plano é parte de uma luta contra a União. Em um cenário de golpe, ele fica impossibilitado”.
“Educação não é comércio”, endossa Renan. Ele defende a estatização total do ensino, “com o fim das escolas privadas”. Defende a escola laica e transporte de qualidade para os estudantes. Da mesma forma, disse que estatizaria o Hospital de Base, pois “educação, saúde e transporte não são para comércio”.
Chama o tíquete alimentação dos professores (há mais de 1000 dias sem reajuste) de “vale coxinha, pois é apenas de 200 e poucos reais ao mês”. Também criticou o GDF por não oferecer um plano de saúde para a categoria.
O candidato chama de “arbitrariedade” as pecúnias dos servidores ainda não serem pagas. Para ele, “servidor público tem que ter estabilidade e se aposentar com o mesmo salário da ativa”.
Lula
Para o candidato do PCO, “os programas sociais do PT nós reconhecemos a importância, mas foram muito limitados”. Ele endossou críticas ao PT na política econômica e disse que “o golpe está destruindo 13 anos de conquistas sociais do PT e dos trabalhadores”. Renan diz que “Lula é a expressão do povo pobre e da classe operária brasileira. Lula é um dos maiores líderes populares do mundo e não existem provas contra ele, pois sua prisão é fruto do golpe”.
Segurança e previdência
Renan defende a dissolução das polícias, com os servidores policiais sendo incorporados ao quadro dos servidores do GDF. Conselhos com representantes da população seriam organizados para que aparatos de segurança sejam criados. O candidato aponta que “as forças de segurança pública reprimem a população, principalmente a pobre e negra. Quanto mais o Estado reprime, mais a população sofre”.
Ele afirmou que “a reforma da previdência é pensada apenas para favorecer os bancos”. Para Renan, “temos que ampliar o direito à aposentadoria, pois atualmente o governo deseja que as pessoas morram antes de se aposentar. O remanejamento de recursos do Iprev é o golpe no plano local”.
O candidato defende o BRB público, a estatização do sistema financeiro, com um único banco estatal (todos os bancos privados seriam estatizados), que seria dirigido pelos próprios servidores do banco.
Para solucionar o desemprego, ele aposta na diminuição da jornada de trabalho, “pois trabalhando menos todos trabalharão”.
Ele critica a imprensa, principalmente a Rede Globo, que sempre teve um lado. “Do golpe para cá… O que teve de fake news… O que fizeram contra Lula, contra a Dilma, contra a esquerda, contra o PT… O grau de manipulação da imprensa é absurdo”.
Em relação aos outros partidos de esquerda, o candidato endossou que “o único partido revolucionário é o PCO. Já o PSTU é uma anomalia na esquerda, pois até defendem ideias de direita, como a prisão do Lula e o golpe. Perderam o rumo”, diz.
A sabatina do Metrópoles
No primeiro bloco, após uma breve apresentação, os candidatos respondem a perguntas gravadas em vídeo com membros dos Sindicatos. Além do Sinpro, participam da sabatina a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Brasília (SindSaúde), Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol), Sindicato dos Delegados de Polícia (Sindepo), Sindicato da Categoria dos Peritos Oficiais Criminais (SindiPerícia) e o Sindicato dos Bancários de Brasília.
No bloco seguinte, as perguntas são formuladas pelos jornalistas do portal que entrevistam cada candidato. As sabatinas prosseguem até terça-feira (21), confira o cronograma:
Cronograma das sabatinas:
20/8 – segunda-feira
9h – Alberto Fraga (DEM)
10h30 – Renan Rosa (PCO)
14h – Júlio Miragaya (PT)
15h30 – Ibaneis Rocha (MDB)
19h – Alexandre Guerra (Novo)
20h30 – Fátima Sousa (PSol)
21/8 – terça-feira
9h – Eliana Pedrosa (Pros)
10h30 – Rodrigo Rollemberg (PSB)
14h – Antônio Guillen (PSTU)
15h30 – Paulo Chagas (PRP)
19h – Rogério Rosso (PSD)

Fraga apoia militarização das escolas, meritocracia para o servidor e a reforma trabalhista

Nesta segunda-feira (20), começou a sabatina do portal Metrópoles com os candidatos ao governo do DF. O evento é transmitido pelo Facebook do Sinpro. Por sorteio, o primeiro candidato a ser sabatinado foi Alberto Fraga (DEM).
O candidato reafirmou mais uma vez que, caso eleito, vai implementar o fracassado modelo da meritocracia no serviço público. Ele também afirmou que mesmo que seu partido apoie outro candidato (Geraldo Alckmin, do PSDB), ele votará em Jair Bolsonaro (PSL) para presidente, por considerar que “possui as mesmas ideias do presidenciável”. E desmentiu mais uma vez que não tem preconceito contra as minorias, apesar de em algumas ocasiões, o teor de suas afirmações o fez cair em contradição. Ele também defendeu as terceirizações e a militarização das escolas.
Educação
Apesar de dizer que a pecúnia dos servidores deveria ser paga e que “vou valorizar o salário do servidor”, recuou ao afirmar que antes “precisa ver os números” do orçamento do GDF para avaliar esta possibilidade, assim como do reajuste, previsto em Lei (a categoria sabe bem o resultado).
Apesar de ser de um partido que apoiou o golpe e votou/apoiou em projetos que tiram direitos dos trabalhadores como a Emenda Constitucional n°95 e a reforma trabalhista, o candidato se resumiu a dizer “que estes projetos precisavam ser aprovados para recuperar o país que o PT quebrou”. Inclusive, ele defendeu a reforma trabalhista e desafiou todos os presentes a citarem um único direito que os trabalhadores perderam com esta reforma.
Em resposta a uma afirmação tão absurda e desconectada com a realidade, Rodrigo Rodrigues, presidente da CUT Brasília, afirmou “que dizer que a reforma trabalhista não provocou um cenário trágico para a classe trabalhadora é, no mínimo má fé. Desde sua aprovação, a tal proposta do governo golpista só somou desemprego, aumento na informalidade do trabalho, precarização das relações trabalhistas, salários menores, bem como jornadas mais longas. A questão é que não tem como defender a reforma trabalhista sem perder voto, porque os trabalhadores já sentem os impactos negativos dessa ação. E é um artifício da direita forjar teorias e resultados, desconsiderando pesquisas, estudos e o fato em si, para tentar bancar suas proposições nefastas”.
Fraga também disse que “a terceirização nas atividades-fim não traz problemas ao servidor público” e que outras áreas podem ser terceirizadas, mas que o servidor “precisa ter produtividade” e defendeu a meritocracia no serviço público, pois para ele “precisa gratificar para quem merece trabalhar”. “Com isso, o candidato traz de volta uma política falida de educação que veio de Nova York. Três anos após a implementação, essa política foi suspensa, em virtude de seu fracasso. Em São Paulo ocorreu a meritocracia aplicada e fez com que a carreira magistério tivesse só prejuízos. A meritocracia foi o argumento para não conceder reajustes salariais aos professores, assim como ocorreu em Minas Gerais, com o choque de gestão implementado pelo então governador Aécio Neves (PSDB) e prosseguido por Antonio Anastasia, do mesmo partido, quando os salários dos professores ficaram congelados por oito anos na mesma estrutura da carreira”, analisa Cláudio Antunes, Coordenador da Secretaria de Imprensa do Sinpro.
Alberto Fraga elogiou a militarização das escolas que está ocorrendo em Goiás. Disse que não pode implementar esse modelo no DF porque o efetivo da PM está defasado, “mas que seria possível fazer essa militarização em uma ou outra escola”.
Privatizações
O candidato negou que vai privatizar o BRB, assim como a CEB e a Caesb. Ele criticou o governador Rollemberg, ao afirmar que houve negligência por parte do GDF na queda do viaduto e que o governador interveio na investigação. Culpou o Rollemberg pela fuga das empresas do DF para o Entorno, em virtude de uma alíquota mais alta. Afirmou que vai abaixá-la. Rollemberg também foi algo de críticas do candidato em relação ao remanejamento das verbas do Iprev. Até o uso do helicóptero gerou críticas do candidato, dizendo que “não se pode gastar R$ 5 milhões de reais voando enquanto falta creche em algumas cidades”. Perguntando se usará o helicóptero se for eleito, ele admitiu que sim, “mas quando fosse necessário”.
Ele afirmou que “redução de salário de governador é hipocrisia”, pois “ganhando menos o político é corrompido mais facilmente”. Sobre a Lei do Silêncio, ficou sobre o muro, pois disse que os artistas precisam de espaços para se apresentarem, da mesma forma que esta lei tinha que durar por todas as 24h do dia, com um limite para o barulho.
O candidato admitiu a importância dos programas sociais criados pelo PT, como o Bolsa Família, mas afirmou “que precisa ser alterado, pois a ajuda só pode ser por um determinado período”. Ele também quis desconversar após o episódio em que defendeu Roberto Freire (PPS) contra a Jandira Feghali (PCdoB) quando na época afirmou que “mulher que bate como homem deve apanhar igual homem”. Fraga foi absolvido pelo Conselho de Ética da Câmara (formada majoritariamente por homens) pela acusação de apologia à violência de gênero.
Em outro deslize, Fraga disse que “não tem nenhuma dificuldade em criar políticas e secretarias para a questão dos LGBTs, assim como as minorias (como os negros)”. De acordo com o PNAD 2017 (Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios), a população branca corresponde a 44,2% dos brasileiros. Já 54,9% se declaram pardos e negros. Disse que “não concorda que LGBT é legal, que esses valores não podem ser ensinados nas escolas”, excluindo das escolas um debate importante sobre a realidade do país e do mundo, empobrecendo o diálogo e contribuindo com a desinformação, que muitas vezes acarreta em violência contra as lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais ou transgêneros.
O candidato prometeu regularizar condomínios, unificar as polícias, apoiar e fortalecer as igrejas, rever concessões do transporte público no DF e aumentar as privatizações e parcerias público privadas, como do Autódromo Nelson Piquet e de estacionamentos subterrâneos.
A sabatina do Metrópoles
No primeiro bloco, após uma breve apresentação, os candidatos respondem a perguntas gravadas em vídeo com membros dos Sindicatos. Além do Sinpro, participam da sabatina a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Brasília (SindSaúde), Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol), Sindicato dos Delegados de Polícia (Sindepo), Sindicato da Categoria dos Peritos Oficiais Criminais (SindiPerícia) e o Sindicato dos Bancários de Brasília.
No bloco seguinte, as perguntas são formuladas pelos jornalistas do portal que entrevistam cada candidato. As sabatinas prosseguem até terça-feira (21), confira o cronograma:
Cronograma das sabatinas:
20/8 – segunda-feira
9h – Alberto Fraga (DEM)
10h30 – Renan Rosa (PCO)
14h – Júlio Miragaya (PT)
15h30 – Ibaneis Rocha (MDB)
19h – Alexandre Guerra (Novo)
20h30 – Fátima Sousa (PSol)
21/8 – terça-feira
9h – Eliana Pedrosa (Pros)
10h30 – Rodrigo Rollemberg (PSB)
14h – Antônio Guillen (PSTU)
15h30 – Paulo Chagas (PRP)
19h – Rogério Rosso (PSD)

CUT Brasília lança Plataforma da Classe Trabalhadora para as eleições de 2018, nesta segunda (20)

“Um trabalho conjunto, ouvindo cada sindicato”. É como se define a elaboração da Plataforma CUT da Classe Trabalhadora para as eleições de 2018, segundo o presidente interino da CUT Brasília, Rodrigo Rodrigues. O material, construído pela Central Única dos Trabalhadores de Brasília e suas entidades filiadas, elenca as principais pautas por segmento e será entregue aos candidatos ao GDF em ato realizado no dia 20 de agosto, às 19h, no Teatro dos Bancários.
Para composição do documento, a Central fez uma construção participativa, reunindo seus coletivos, ouvindo as entidades sindicais, realizando plenárias participativas e assembleias para que todos os trabalhadores e trabalhadoras do Distrito Federal estejam representados na coletânea.
“O que estamos construindo é o espelho do que esperamos para o DF e o Brasil, tanto do Executivo quanto do Legislativo, e vamos entregar essa Plataforma a cada candidato para que ele assuma o compromisso de honrar a vontade da classe trabalhadora”, conta Rodrigues.
Nesse momento de aprofundamento do golpe, frente a toda retirada de direitos, o dirigente reforça a necessidade da CUT assumir o protagonismo na proposição de temas relevantes, em especial ao que se refere à garantia das conquistas trabalhistas e sociais, reafirmando-se como o principal instrumento de luta da categoria no país. “A Plataforma, que reúne um conjunto amplo de propostas elaboradas coletivamente, é uma referência para posicionamentos, negociação, mobilização e acompanhamento das políticas a serem implementadas a níveis distrital e federal. Além disso, ela tem como objetivo contribuir para uma relação de forma mais igualitária entre o capital e o trabalho”.
 Clique e leia o material na íntegra 

Serviço

Lançamento da Plataforma CUT da Classe Trabalhadora
Quando? 20/8, às 19h
Onde? Teatro do Sindicato dos Bancários – (314/315 Sul – Bloco A)
Fonte: CUT Brasília

Sabatina do Metrópoles com candidatos ao governo do DF ocorre nesta segunda (20) e terça (21). Assista ao vivo

Nesta segunda-feira (20) e terça-feira (21) ocorre a sabatina do portal Metrópoles com os candidatos ao governo do DF. O Sinpro, assim como outros oito Sindicatos, participarão da sabatina, que será transmitida pelo Facebook do Sinpro. Cada sabatina terá 1h15 de duração.
Ordem das sabatinas:
Dia 20/08, segunda-feira:
9h – Alberto Fraga (DEM)
10h30 – Renan Arruda (PCO)
14h – Júlio Miragaya (PT)
15h30 – Ibaneis Rocha (MDB)
19h – Alexandre Guerra (Novo)
20h30 – Fátima Sousa (PSOL)
Dia 21/08, terça-feira:
9h – Eliane Pedrosa (Pros)
10h30 – Rodrigo Rollemberg (PSB)
14h – Antonio Guillen (PSTU)
15h30 – Paulo Chagas (PRP)
19h – Rogério Rosso (PSD)

Ecossocialismo: uma herança histórica de luta

Um debate mais estratégico sobre o resgate da herança histórica de luta da humanidade por meio da justiça social, pela democracia como valor essencial e pelo direito à diferença (de gênero, da diversidade cultural dos povos e de orientações sexuais e religiosas) foi a temática debatida na segunda mesa desse sábado (18) do 11º Congresso dos(as) trabalhadores(as) em Educação Chico Mendes. Com o tema Ecossocialismo, o educador e ex-ministro da Secretaria Geral no governo Lula, Luiz Soares Dulci, e a assistente social, ativista e feminista da Marcha Mundial de Mulheres Isabel Freitas falaram um pouco sobre as novas formas de luta em defesa do meio ambiente e de uma economia voltada para o conjunto do povo em detrimento do grande capital.

Para Luiz Dulci, este debate é fundamental, uma vez que estamos debatendo qual é o tipo de sociedade que queremos. “Educação é socialização de valores e esse Congresso tem a função de dizer que o capitalismo está destruindo muitas coisas. Precisamos mudar essa lógica. É preciso escolher um sistema melhor que o capitalismo. Temos mais de 1 bilhão de pessoas passando fome. Precisamos discutir qual sociedade nós queremos”, salienta.

Já Isabel Freitas afirma que o tema é central nessa conjuntura. “Para nós, feministas, o capitalismo não é uma alternativa na nossa vida. Só promoveu a morte e a extinção. Então, é crucial discutir essa temática em um congresso de educadores”, enfatiza Isabel, complementando que a educação é um terreno fértil para a criação de outro modelo de sustentabilidade da vida, na perspectiva de progresso e do futuro da humanidade. “O tema é estratégico para pensar o futuro da humanidade. Precisamos, urgente, de uma mudança”, finaliza.

Comemorado neste domingo (19), Dia da Cultura Digital discute escola do futuro

Neste domingo (19), o Distrito Federal comemora o Dia da Cultura Digital. A data é uma conquista da categoria que consta do Calendário Escolar e é uma oportunidade para ensejar uma reflexão sobre a “escola do futuro”.
O Centro de Aperfeiçoamento dos Profissionais de Educação – EAPE em alusão a esta data promove a Roda de Conversa, intitulada “Cultura digital na SEEDF – palestras, oficinas e exposição de dissertações, teses, livros e vídeos”, a ser realizada na quarta-feira (22/8), entre 14h e 17h, na Biblioteca EAPE, na SGAS 907 Sul.
A Roda de Conversa terá participação especial dos servidores da SEEDF, mestres e doutores, que desenvolveram em suas pesquisas a temática cultura digital – tecnologia e a participação é aberta a toda a categoria, porém, a inscrição deverá ser feita antecipadamente e confirmada porque as vagas são limitadas. A diretoria colegiada do Sinpro-DF convida a todos e todas para o evento e alerta para o fato de que a “escola do futuro” já está batendo à porta da rede pública de ensino do Distrito Federal.
“Essa escola poderá ser menos humana e mais tecnicista, caso as reformas privatistas em curso não forem objeto de ampla discussão. A categoria, os estudantes e a comunidade escolar deve fazer parte em todos os níveis dessa discussão. A escola do futuro não pode ser subserviente, resultante das reformas neoliberais que têm transformado tudo em mercadoria, sobretudo, a educação”, lembra Cláudio Antunes, diretor de Imprensa do Sinpro-DF.
Ele explica que a data “é uma conquista da categoria para colocar o tema das novas tecnologias na pauta de discussão porque, a depender dos avanços das políticas neoliberais, no futuro, o Governo do Distrito Federal (GDF) poderá substituir professores por mediadores (tutores) e isso significa um grande prejuízo”, afirma o diretor.
Ele diz que “se não nos colocarmos agora nessa discussão sobre a escola do futuro, veremos uma redução drástica do número de professores e o crescimento do número de tutores. O exemplo disso é a seleção dos Assistentes de Educação, realizada em maio deste ano, com a possibilidade para o governo Rollemberg contratar mão de obra precária para ocuparem as salas de aula. Por isso a data é importante para discutir como será a escola do futuro”, alerta.
Confira a seguir o artigo da professora Geusiane Miranda de Oliveira Tocantins
Cultura digital é tema de pesquisa acadêmica
O tema da cultura digital é tão novo, ambíguo e profundo que a professora da Secretaria de Estado da Educação (SEEDF), Geusiane Miranda de Oliveira Tocantins, dedicou-se a estudá-lo. No mestrado, ela fez uma pesquisa que apontou como ocorre a apropriação de tecnologias de informação e comunicação (TIC) por professores, a partir de suas práticas educativas no âmbito da estrutura digital dentro da escola.
“Agora, no doutorado, estou pesquisando os usos e apropriações dessas tecnologias a partir da perspectiva dos professores, crianças e adolescentes para compreender como essas apropriações ocorrem na vida cotidiana e entender como esses sujeitos da educação, a comunidade escolar, tem se apropriado e como ocorre o dialogar com essa cultura digital”, explica.
No estudo, ela faz uma abordagem do ponto de vista das apropriações que se fazem das tecnologias digitais, no âmbito da cultura digital. Geusiane diz que a cultura digital está aí e que todos estão imersos nela.
E acrescenta: “O meu olhar e a pesquisa buscam formas de apropriações dessas tecnologias dentro da cultura digital, procurando compreender as relações entre as tecnologias digitais e a educação. Qual a relação da cultura digital com a escola do futuro? A gente vê, nesse processo de apropriação dessas tecnologias, e, quando digo tecnologias digitais a internet está incluída, não só numa perspectiva instrumental, como ferramenta, mas também numa dimensão social porque as tecnologias têm grande influência na dimensão social”.
Ela diz ainda que esse processo de apropriação é complexo e é lento por parte dos sujeitos da educação. “No mestrado, observamos que esse processo de apropriação de tecnologias acontece, primeiramente, no âmbito pessoal dos professores, e, depois, ele é expandido para a prática educativa. Porém, a apropriação pessoal não representa necessariamente a apropriação profissional, ressaltando a importância da participação dos professores em cursos de formação continuada que abordam aspectos teórico-metodológicos das tecnologias na educação”, esclarece.
A tese de doutoramento em andamento, “tem suas bases na metodologia da educação comparada com caráter intergeracional, e está prevista para ser apresentada no primeiro semestre de 2019”, informa. A Professora Geusiane que tem publicações a respeito deste tema também na UFG e na Scielo será uma das palestrantes na Roda de Conversa Cultura Digital na SEEDF, nesta quarta-feira na biblioteca EAPE a partir das 14h.
 

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