“Escola sem Partido”: trocando em miúdos

*Lúcia Ivanov
O povo brasileiro, desde pequeninho, é ensinado a não gostar de política e a detestar partidos. Isso tem feito, historicamente, a maioria abrir mão de participar das decisões que afetam sua própria vida, permitindo que aquela parte da sociedade que sempre formou a elite domine a economia, a imprensa, a Justiça, o País, enfim.
Não que essa elite não tenha seus partidos: esses partidos mudam de nomes de vez em quando, mas sempre existiram. Há famílias ricas que mantêm seus representantes no parlamento há cerca de 190 anos, ou seja, desde que o parlamento existe, sempre eleitos com os votos de quem não gosta de partidos ou acha que todos os políticos são iguais.
Por isso, temos deputado e senador Fulano de Tal Filho, Neto, Júnior, Sobrinho, Bisneto. Sim, a maioria no masculino, já que as mulheres, sendo 51% da sociedade, não chegam a ser 10% do Congresso Nacional, por exemplo.
A escola pública e a divisão social
Esse jeito de a maioria do povo encarar a política tem sido eficiente meio de exclusão e, ao mesmo tempo, de manutenção da minoria no poder, sendo a escola, ao longo dos séculos, instrumento de reprodução desse tipo de divisão social.
Mas muitas professoras e muitos professores vêm dedicando suas vidas a tornar o espaço da escola pública um organismo vivo, pleno de democracia, de civilidade, de criatividade, de educação e cultura e de convivência fraterna entre as diferenças e, sobretudo, de combate a todos os tipos de violência.
O resultado é alunas e alunos se sobressaindo, até mundialmente, vencendo em áreas antes povoadas, apenas, pelos de origem muito rica.
Por isso mesmo, prepostos dessa mesma elite, que se sente ameaçada pelos avanços propiciados pela escola pública, num exercício crueldade sem limites e aproveitando-se da boa fé das pessoas, estão tentando fazer uma proposta chamada “Escola sem Partido” se transformar em lei.
E há muitas/os embarcando em mais esta armadilha, pensando que tal proposta significaria “escola sem PMDB, PP, PCdo B, sem PSB, sem PSOL, sem PT, etc..” Para essa gente, seria uma escola neutra, partidariamente, como tão bem aprendeu.
É isso que querem que o povo pense. Então é preciso dizer, gritar que não é assim!
Desvendando a proposta
Trata-se, isto sim, de uma proposta de escola pública contrária aos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, principalmente os que se referem ao dever de construir uma sociedade livre, justa e solidária, que promova o bem de todos e todas, sem preconceitos de origem, raça, religião, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
Trocando em miúdos, o que essa gente quer é escola pública sem interpretação de texto; sem interpretação crítica de sua própria realidade; sem História do Brasil; sem História Geral; sem Geografia; sem Filosofia; sem debate; sem cineclube; sem eleições democráticas; sem direito ao contraditório; sem vida inteligente, sem alegria!
Um ‘paraíso’ que perpetue a exclusão social: trabalhadoras/es em educação amordaçados e estudantes embrutecidos.
Escola contrária ao respeito a quem a frequenta
É escola pública proibida de mostrar de que raças o Brasil é feito e de debater a política transitória de cotas, que é uma indenização pouca e tardia a um povo que foi arrancado de sua terra e trazido para cá como escravo; é escola proibida de combater o racismo que, no Brasil, além de crime e de prática inaceitável, é burrice, pois poucos de nós não têm sangue negro.
É escola pública proibida de ensinar e aprender que feminismo não é o machismo às avessas, mas, sim, a luta de mulheres por igualdade de direitos, respeitadas as diferenças. O Brasil tem uma média de doze mulheres assassinadas por dia, sendo o País o quinto lugar do mundo mais perigoso para as mulheres e crianças viverem. É papel da escola mostrar que assédio, piadinhas, estupro, agressões físicas ou morais e assassinatos são violências inaceitáveis e que isso não é engraçado.
Não por acaso, a mesma gente que quer proibir essa discussão não apenas na escola, mas na sociedade, quer ‘amenizar’ as punições previstas na pioneira Lei Maria da Penha. É escola pública proibida de ensinar o respeito à diversidade cultural e à orientação sexual.
Escola contra a soberania do povo e do país
É escola pública que se omitirá de dizer que todos os países da América Latina têm a mesma história de genocídio e de exploração e que, por isso mesmo, devem se unir para combater os exploradores que, historicamente, não desistem de nos escravizar.
É escola que não discutirá a soberania a quem têm direitos todos os países e, menos, ainda, mostrará que a solidariedade é o amor entre os povos.
A entrega da imensa riqueza representada pelo nosso pré-sal aos norte-americanos, cujos recursos, inicialmente, eram destinados, 75% para a educação e 25% para a saúde; a perseguição do mundo e da imprensa ocidental à Venezuela, porque o governo se nega a entregar seu petróleo são, ainda hoje, exemplos claríssimos de ataque à soberania de países latino-americanos.
Escola com antolhos
É escola pública que se calará diante do fato de que o povo brasileiro sempre teve negado um direito humano que é o direito à informação correta, porque a imprensa é propriedade de sete famílias ricas, que só noticiam aquilo que é de seu interesse e que, por isso mesmo, mentem, omitem, distorcem, destroem vida e reputação de quem se insurge contra ela e contra seus objetivos. Um imprensa que esconde o Brasil dos brasileiros.
É escola pública ensinando religião, quando ensinar religião é uma decisão apenas e tão somente da família! É a escola impondo uma religião ou uma vertente religiosa em detrimento das demais. Religião é questão de foro íntimo! Cada um que tenha a sua, respeitando quem tem outra diferente e quem não a tem, inclusive.
Querem destruir o Estado laico, o único que permite liberdade de crença, de culto, de religião. Essa gente não quer escolas para construir cidadãos, mas fanáticos religiosos. Ninguém precisa de talibãs, versão tupiniquim.
Escola pra formar gente tosca e subalterna
Não bastasse o estado de quase barbárie em já que vivemos hoje – os torcedores brasileiros deram ao mundo, durante a Copa na Rússia, o testemunho dessa calamidade – a escola pública “sem partido” proposta, em resumo, é um espaço em que valores humanos e científicos e o exercício da crítica serão deixados de lado para dar lugar a um campo de adestramento de mão de obra barata e servil. Um escola proibida de dizer aos seres humanos que eles têm direitos.
É, enfim e resumindo, uma proposta de escola para solidificar e perenizar a barbárie de todos os preconceitos, do fanatismo religioso, da ignorância, da falta de cultura, do machismo, do racismo, da falta de civilidade, da falta de solidariedade em geral e da violência contra trabalhadores e trabalhadoras em educação.
E as escolas particulares frequentadas pelos ricos tratarão de formar os/as que continuarão mandando no Brasil, com prejuízo para a maioria, como acontece há mais de 500 anos.
Uma escola antieducação
Está claríssimo: a proposta de “Escola sem partido”’, na verdade, não é escola; é campo de adestramento. Dentre alunos e alunas adestrados para o subemprego, não sairão cientistas importantes, professoras/es, médicos/as, engenheiros/as, escritoras/as, artistas, compositoras; ninguém que contribua com a elevação do patamar de civilidade para tornar a vida mais saudável.
A professoras e professores das escolas públicas, o papel de capitão do mato ou de adestradores, o que lhes mataria a alma de educadores que, na lida, também se educam e também aprendem; e aos alunos e alunas das escolas públicas, a mediocridade!
A ideia é matar, no nascedouro, o Brasil soberano, feliz e igual que nasceria todos os dias na escola pública, com trabalhadoras e trabalhadores em educação bem remunerados, cientificamente competentes; com crianças e adolescentes participativos, respeitosos e respeitados, no exercício de uma educação libertadora.
*Maria Lúcia de Moura Iwanow, professora aposentada, é cofundadora da CNTE e ex-secretária
de imprensa da entidade

“Escola sem Partido”: trocando em miúdos

*Lúcia Ivanov
O povo brasileiro, desde pequeninho, é ensinado a não gostar de política e a detestar partidos. Isso tem feito, historicamente, a maioria abrir mão de participar das decisões que afetam sua própria vida, permitindo que aquela parte da sociedade que sempre formou a elite domine a economia, a imprensa, a Justiça, o País, enfim.
Não que essa elite não tenha seus partidos: esses partidos mudam de nomes de vez em quando, mas sempre existiram. Há famílias ricas que mantêm seus representantes no parlamento há cerca de 190 anos, ou seja, desde que o parlamento existe, sempre eleitos com os votos de quem não gosta de partidos ou acha que todos os políticos são iguais.
Por isso, temos deputado e senador Fulano de Tal Filho, Neto, Júnior, Sobrinho, Bisneto. Sim, a maioria no masculino, já que as mulheres, sendo 51% da sociedade, não chegam a ser 10% do Congresso Nacional, por exemplo.
A escola pública e a divisão social
Esse jeito de a maioria do povo encarar a política tem sido eficiente meio de exclusão e, ao mesmo tempo, de manutenção da minoria no poder, sendo a escola, ao longo dos séculos, instrumento de reprodução desse tipo de divisão social.
Mas muitas professoras e muitos professores vêm dedicando suas vidas a tornar o espaço da escola pública um organismo vivo, pleno de democracia, de civilidade, de criatividade, de educação e cultura e de convivência fraterna entre as diferenças e, sobretudo, de combate a todos os tipos de violência.
O resultado é alunas e alunos se sobressaindo, até mundialmente, vencendo em áreas antes povoadas, apenas, pelos de origem muito rica.
Por isso mesmo, prepostos dessa mesma elite, que se sente ameaçada pelos avanços propiciados pela escola pública, num exercício crueldade sem limites e aproveitando-se da boa fé das pessoas, estão tentando fazer uma proposta chamada “Escola sem Partido” se transformar em lei.
E há muitas/os embarcando em mais esta armadilha, pensando que tal proposta significaria “escola sem PMDB, PP, PCdo B, sem PSB, sem PSOL, sem PT, etc..” Para essa gente, seria uma escola neutra, partidariamente, como tão bem aprendeu.
É isso que querem que o povo pense. Então é preciso dizer, gritar que não é assim!
Desvendando a proposta
Trata-se, isto sim, de uma proposta de escola pública contrária aos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, principalmente os que se referem ao dever de construir uma sociedade livre, justa e solidária, que promova o bem de todos e todas, sem preconceitos de origem, raça, religião, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
Trocando em miúdos, o que essa gente quer é escola pública sem interpretação de texto; sem interpretação crítica de sua própria realidade; sem História do Brasil; sem História Geral; sem Geografia; sem Filosofia; sem debate; sem cineclube; sem eleições democráticas; sem direito ao contraditório; sem vida inteligente, sem alegria!
Um ‘paraíso’ que perpetue a exclusão social: trabalhadoras/es em educação amordaçados e estudantes embrutecidos.
Escola contrária ao respeito a quem a frequenta
É escola pública proibida de mostrar de que raças o Brasil é feito e de debater a política transitória de cotas, que é uma indenização pouca e tardia a um povo que foi arrancado de sua terra e trazido para cá como escravo; é escola proibida de combater o racismo que, no Brasil, além de crime e de prática inaceitável, é burrice, pois poucos de nós não têm sangue negro.
É escola pública proibida de ensinar e aprender que feminismo não é o machismo às avessas, mas, sim, a luta de mulheres por igualdade de direitos, respeitadas as diferenças. O Brasil tem uma média de doze mulheres assassinadas por dia, sendo o País o quinto lugar do mundo mais perigoso para as mulheres e crianças viverem. É papel da escola mostrar que assédio, piadinhas, estupro, agressões físicas ou morais e assassinatos são violências inaceitáveis e que isso não é engraçado.
Não por acaso, a mesma gente que quer proibir essa discussão não apenas na escola, mas na sociedade, quer ‘amenizar’ as punições previstas na pioneira Lei Maria da Penha. É escola pública proibida de ensinar o respeito à diversidade cultural e à orientação sexual.
Escola contra a soberania do povo e do país
É escola pública que se omitirá de dizer que todos os países da América Latina têm a mesma história de genocídio e de exploração e que, por isso mesmo, devem se unir para combater os exploradores que, historicamente, não desistem de nos escravizar.
É escola que não discutirá a soberania a quem têm direitos todos os países e, menos, ainda, mostrará que a solidariedade é o amor entre os povos.
A entrega da imensa riqueza representada pelo nosso pré-sal aos norte-americanos, cujos recursos, inicialmente, eram destinados, 75% para a educação e 25% para a saúde; a perseguição do mundo e da imprensa ocidental à Venezuela, porque o governo se nega a entregar seu petróleo são, ainda hoje, exemplos claríssimos de ataque à soberania de países latino-americanos.
Escola com antolhos
É escola pública que se calará diante do fato de que o povo brasileiro sempre teve negado um direito humano que é o direito à informação correta, porque a imprensa é propriedade de sete famílias ricas, que só noticiam aquilo que é de seu interesse e que, por isso mesmo, mentem, omitem, distorcem, destroem vida e reputação de quem se insurge contra ela e contra seus objetivos. Um imprensa que esconde o Brasil dos brasileiros.
É escola pública ensinando religião, quando ensinar religião é uma decisão apenas e tão somente da família! É a escola impondo uma religião ou uma vertente religiosa em detrimento das demais. Religião é questão de foro íntimo! Cada um que tenha a sua, respeitando quem tem outra diferente e quem não a tem, inclusive.
Querem destruir o Estado laico, o único que permite liberdade de crença, de culto, de religião. Essa gente não quer escolas para construir cidadãos, mas fanáticos religiosos. Ninguém precisa de talibãs, versão tupiniquim.
Escola pra formar gente tosca e subalterna
Não bastasse o estado de quase barbárie em já que vivemos hoje – os torcedores brasileiros deram ao mundo, durante a Copa na Rússia, o testemunho dessa calamidade – a escola pública “sem partido” proposta, em resumo, é um espaço em que valores humanos e científicos e o exercício da crítica serão deixados de lado para dar lugar a um campo de adestramento de mão de obra barata e servil. Um escola proibida de dizer aos seres humanos que eles têm direitos.
É, enfim e resumindo, uma proposta de escola para solidificar e perenizar a barbárie de todos os preconceitos, do fanatismo religioso, da ignorância, da falta de cultura, do machismo, do racismo, da falta de civilidade, da falta de solidariedade em geral e da violência contra trabalhadores e trabalhadoras em educação.
E as escolas particulares frequentadas pelos ricos tratarão de formar os/as que continuarão mandando no Brasil, com prejuízo para a maioria, como acontece há mais de 500 anos.
Uma escola antieducação
Está claríssimo: a proposta de “Escola sem partido”’, na verdade, não é escola; é campo de adestramento. Dentre alunos e alunas adestrados para o subemprego, não sairão cientistas importantes, professoras/es, médicos/as, engenheiros/as, escritoras/as, artistas, compositoras; ninguém que contribua com a elevação do patamar de civilidade para tornar a vida mais saudável.
A professoras e professores das escolas públicas, o papel de capitão do mato ou de adestradores, o que lhes mataria a alma de educadores que, na lida, também se educam e também aprendem; e aos alunos e alunas das escolas públicas, a mediocridade!
A ideia é matar, no nascedouro, o Brasil soberano, feliz e igual que nasceria todos os dias na escola pública, com trabalhadoras e trabalhadores em educação bem remunerados, cientificamente competentes; com crianças e adolescentes participativos, respeitosos e respeitados, no exercício de uma educação libertadora.
*Maria Lúcia de Moura Iwanow, professora aposentada, é cofundadora da CNTE e ex-secretária
de imprensa da entidade

Projeto Teia é tema do TV Sinpro na TV Comunitária, nesta terça (24)

O programa TV Sinpro na TV Comunitária desta terça-feira (24/7) abordará o Projeto Teia. Para falar mais sobre o tema foi convidada a professora e pedagoga do Centro Educacional Gisno, Ana Karina Machado Moreira.
O programa vai ao ar às 17h, ao vivo, por meio da página do Sinpro no Facebook. O programa também é disponibilizado no Canal 12 da NET, no site e na fanpage da TV Comunitária.
As reprises do programa são exibidas no decorrer da semana. Confira a programação a seguir:
Terças – 22h
Quartas – 18h30
Quinta – 13h30 e 22h30
Sábado – 13h
Domingo – 18h30

Prepare-se: vem aí o 15º Arraiá do Sinpro

Secretaria de Assuntos Culturais do Sinpro realiza, no dia 11 de agosto, a partir das 18h, o 15º Arraiá do sindicato. Nesta data os(as) professores(as), orientadores(as) educacionais e seus familiares poderão participar de uma animada festa na Chácara do Professor (Brazlândia), com direito a muitas comidas típicas e muita música em um ambiente animado e festivo.
A tradicional festa é oferecida todos os anos pelo Sinpro e já faz parte do calendário festivo da categoria. “O objetivo é reunir a categoria em uma festa bastante animada, com intuito de buscar um momento de confraternização e recarregar as baterias”, argumenta a diretora Thaís Romanelli.
Este ano a atração principal será o cantor e compositor Alceu Valença, e categoria ainda aproveitará a música sertaneja da dupla Pedro Paulo & Matheus.
Como já é tradição nas festas juninas do sindicato, haverá o resgate das tradições nordestinas. Portanto, vai ter apresentação de quadrilha, dançarinos, a grande fogueira e a criançada vai se divertir com brincadeiras típicas.
Agende-se e participe desta grande e animada festa!

Seminário Distrital de Educação Matemática Bilíngue é o destaque do Programa Alternativo deste sábado (21)

O “Seminário Distrital de Educação Matemática Bilíngue”, que buscou proporcionar à Comunidade Surda do Distrito Federal um espaço para discutir aspectos que envolvem a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e suas especificidades linguísticas no processo de ensino e aprendizado de Matemática, é o tema do Programa Alternativo deste sábado (21/7).
O enfoque será para os(as) estudantes e professores(as) do CEF 08 e da EC 12, unidades do Gama, que participaram das atividades no dia 2 de outubro de 2017, logo na abertura do Seminário, realizado no Instituto Federal de Brasília – Campus Gama.
O Programa, apresentado pelo SBT, vai ao ar sempre aos sábados, às 12h30, e mostra entrevistas e matérias referentes à realidade da educação no Distrito Federal. Um dos objetivos é oferecer a oportunidade para que escolas e professores participem da discussão e enviem sugestões para os próximos programas. As pautas podem ser mandadas para o e-mail faleconoscoimprensa@sinprodf.org.br.

Esclarecimentos para posse dos novos servidores

Em virtude de alguns questionamentos de parte dos(as) professores(as) recém-nomeados(as) pela Secretaria de Educação do Distrito Federal sobre o cronograma de posse nos próximos dias 25 e 26 de julho, o Sinpro listou alguns pontos importantes com o objetivo de elucidar as dúvidas destes(as) professores(as).
Confira os pontos abaixo:
 
Posse:
A Lei Complementar nº 840/2011, Artigo 17, parágrafos 1º e 2º, determina que a posse de um novo servidor público deva ocorrer em até 30 dias após a nomeação, e neste caso o prazo se expira no dia 3 de agosto. Após a posse o candidato ainda terá direito a 5 dias úteis para entrar em exercício.
 
Contrato temporário e posse:
Os(as) professores(as) que irão tomar posse e que estão atuando como professor de contrato temporário da SEE poderão tomar posse normalmente dentro do cronograma coletivo que a secretaria determinou. Quem estiver com contrato temporário terá assegurado pagamento até o dia anterior ao da posse (coletiva).
A orientação em relação ao pagamento vale para os(as) professores(as) que estão no regime de contratação temporária e que voltariam a dar aula logo após o recesso – que tinham carência que ultrapassava o recesso. Alguns professores estavam questionando que caso tomassem posse pelo cronograma da Secretaria, não seriam remunerados pelo recesso. A SEE decidiu e nos informou nessa terça-feira (18) que para estes casos será garantido o pagamento.
No mesmo dia da posse o(a) professor(a) deverá procurar a CRE que tem contrato temporário para os procedimentos de desligamento.
Aqueles(as) que optaram por tomar posse após o cronograma estabelecido pela SEE e até o limite da Lei Complementar nº 840 assumirão a condição de estarem na classificação funcional com menos dias em relação aos que tomaram posse conforme cronograma oficial.
O sindicato faz este alerta porque o efeito na carreira é de que este professor permitiu que todos os outros que tomaram posse conforme cronograma estarão à frente dele nos procedimentos de remanejamento, de escolha de turma, de afastamento para estudo, procedimentos que usam como critério a data de admissão.
 
Posse antecipada/cronograma:
A Secretaria de Educação informou que não dará posse antecipada em relação ao cronograma divulgado para que seja respeitada a classificação em relação à escolha das escolas.
 
Posse/Perícia Médica:
Estando com seus exames admissionais prontos, o(a) professor(a) deverá agendar imediatamente a perícia médica. O Sinpro orienta que os(as) professores(as) concluam e façam agendamento rapidamente para evitar a perda do prazo para a posse.
Se o professor tiver algum tipo de dificuldade para agendar a perícia, deverá procurar a SEE imediatamente.
 
Outros esclarecimentos importantes:
Nos dias 25 e 26 o Sinpro entregará, no local da posse, uma pasta contendo vários documentos importantes para os(as) ingressantes na Carreira Magistério Público do DF, e algumas orientações das quais o(a) professor(a) deve se atentar. Entre elas está o Concurso de Remanejamento, que já está em andamento com o início da fase de aquisição de aptidões.
Muitos procedimentos do novo servidor dependem que ele esteja habilitado no SIGEP (sigep.se.df.gov.br – sem www). Este acesso será dado ao servidor em até uma semana após a posse. O professor irá obter a senha e o login junto à unidade escolar em que irá trabalhar.
Professores(as) novatos(as) que desejam trabalhar em 2019 em componente curricular de ensino especial e/ou unidades escolares de atendimento especial (CIL, Escola Parque, Sistema Prisional, CEP, entre outros) devem ler com atenção as orientações que serão entregues na pasta e as orientações que já estão no site do Sinpro.
Tomamos este cuidado por termos identificado vários casos de problemas de professores que não leram a cartilha que o Sinpro disponibilizou na pasta, acarretando prejuízos financeiros irreparáveis, exemplo: esquecer de assinar vale transporte e o auxílio alimentação. Em função dessas demandas identificadas é que o Sinpro faz esta orientação.
Clique aqui e confira o cronograma de posse.

Previsto pagamento da pecúnia da licença-prêmio dos demais aposentados de maio/2016 para saque no dia 27/07

A Diretoria Colegiada do Sinpro informa que a Secretaria de Fazenda do Governo do Distrito Federal (GDF) confirmou mais uma data para crédito de pagamento da pecúnia da licença-prêmio. O crédito está previsto para a noite do dia 26 de julho, estando disponível nas contas no dia seguinte. Com este pagamento, se encerram os débitos do GDF perante quem se aposentou em maio de 2016 (no final de junho, já tinha depositado para os que aposentaram entre 10 e 23 de maio de 2016).
O cronograma seguido tem sido o cronológico por data de publicação da aposentadoria no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), com cerca de 2 anos de atraso e desrespeito perante a categoria. O Sinpro parabeniza a todos(as) os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) que se uniram ao Sindicato para lutar pelo recebimento da pecúnia da licença-prêmio.
Para aqueles (as) que se aposentaram a partir do dia 1 de junho, deverão aguardar nova data a ser divulgada pelo governo. Vale lembrar que o pagamento da pecúnia da licença-prêmio, mesmo assim, parcelado, ocorre graças à mobilização unificada do Sindicato e do movimento docente, sobretudo, das últimas duas greves da categoria e da ação dos(as) aposentados(as).

Canal da Educação desta quinta (19) abordará a campanha pela revogação da EC 95

A campanha “Brasil sou forte: servidores públicos e estatais de qualidade”, que será lançada na sexta-feira (20), na Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal é o tema do Canal da Educação desta quinta-feira (19). Os entrevistados serão Yuri Soares Franco (Diretor da Secretaria de Políticas Sociais do Sinpro) e Ismael José César (Secretário Adjunto de Políticas Sociais da CUT nacional).
Esta campanha é mais uma ferramenta de luta pela defesa das estatais, promovendo o debate e fomentando a agenda de mobilizações contra a Emenda Constitucional 95 (que congela os investimentos em saúde e educação pelos próximos 20 anos) e as privatizações do governo Temer.
O Canal da Educação é produzido e apresentado pelo jornalista Valdir Borges e vai ao ar, quinzenalmente, às quintas-feiras, ao vivo. Será transmitido pelo site e Facebook do Sinpro-DF e pela TopTV Brasil, às 20h.
O programa permite a participação em tempo real. As perguntas podem ser enviadas, ao vivo, pelo Facebook e as perguntas podem ser enviadas pelo Facebook e/ou por mensagens de WhatsApp pelo número (61) 98162-0065. Participe!

Nota de falecimento: professor Rubens Memória

É com grande pesar que a diretoria colegiada do Sinpro informa o falecimento do professor Rubens Guedes Memória. Professor de Educação Física da Secretaria de Educação do Distrito Federal, atuou em diversas frentes na escola, no CID de Basquete, nas Regionais de Ensino e na Coordenação de Educação Física. Rubens também fez parte da diretoria do Sinpro na gestão de 2001 a 2004.
Filiado por muito tempo no partidão (PCB), esteve à frente das principais lutas da Educação Física no DF na antiga APEF-DF, pelo Sinpro e mais recentemente fazendo a luta como advogado no combate às ingerências do Sistema CREF/CONFEF na escola.
O velório será das 14h às 16h desta quarta-feira (18), na Capela 1 do Cemitério Campo da Esperança, e o sepultamento em seguida.
O Sindicato dos Professores presta toda sua solidariedade à família e aos amigos neste momento de dor.

Nota de falecimento: Professor Mauro França

A diretoria colegiada do Sindicato dos Professores no DF informa, com pesar, o falecimento do professor Mauro França, vítima de tumor cerebral, no último dia 8, em Belo Horizonte (MG).
O docente lecionou Química no CEM 02 do Gama e no CEM 03 da mesma cidade.
O Sinpro-DF presta toda solidariedade à família e aos amigos neste momento de dor.

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