Golpe concentrou riqueza e derrubou a renda dos brasileiros, mostra IBGE

Se forem considerados apenas os 1% dos brasileiros que estão no topo, a renda média foi de R$ 27.213 por mês – 36,1 vezes a mais do que a média recebida pela metade mais pobre da população, que ganhava R$ 754 por mês. A desigualdade é maior na região Nordeste, onde a onde os mais ricos embolsaram 44,9 vezes a mais do que os mais pobres.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) – Rendimento de todas as fontes, de 2017, divulgados nesta quarta-feira (11), pelo IBGE.
Com Temer, constata a pesquisa, a renda média da metade mais pobre da população caiu 2,5% de 2016 para 2017. O rendimento médio mensal real domiciliar per capita (por pessoa) foi de R$ 1.271 em 2017 e de R$ 1.285 em 2016. Nas regiões Norte (R$ 810) e Nordeste (R$ 808) foram registrados os menores valores. Na Região Sul, o maior (R$ 1.567).
Menos brasileiros recebem Bolsa Família
A CUT também alertou que os golpistas iriam reduzir ou até mesmo acabar com os programas sociais. Entre 2016 e 2017, caiu da 14,3% para 13,7% o percentual de domicílios brasileiros que recebiam dinheiro do Programa Bolsa Família. As regiões Norte (25,8%) e Nordeste (28,4%) foram as que apresentaram os maiores percentuais. O rendimento médio mensal real domiciliar per capita nos domicílios que recebiam o Bolsa Família foi de R$ 324 e naqueles que não recebiam foi de R$ 1.489.
60,2% da população brasileira tinham algum tipo de rendimento em 2017
Em 2017, o país tinha 207,1 milhões de habitantes. Desse total, 124,6 milhões (60,2%) possuíam algum tipo de rendimento. A região Sul (66,0%) teve o maior percentual de pessoas com algum rendimento, e a Norte (52,6%) e a Nordeste (56,5%), os menores.
As pessoas com rendimento de todos os trabalhos correspondiam a 41,9% da população residente (86,8 milhões) em 2017, enquanto 24,1% (50,0 milhões) tinham algum rendimento de outras fontes. Em 2016, esses percentuais eram: 42,4% dos residentes tinham rendimento de todos os trabalhos (87,1 milhões) e 24,0% possuíam rendimentos de outras fontes (49,3 milhões).
A região Sul, em 2017, apresentou o maior percentual de pessoas com rendimento efetivamente recebido de todos os trabalhos (46,8%) e o segundo maior percentual com rendimento proveniente de outras fontes (25,9%).
Por sua vez, o Nordeste tinha o menor percentual de pessoas com rendimento efetivamente recebido de todos os trabalhos (34,7%) e o maior percentual daquelas que recebiam de outras fontes (27,8%).
Rendimento de outras fontes predomina no Norte e no Nordeste
Entre os rendimentos de outras fontes, o mais frequente era a aposentadoria ou pensão (14,1%), seguido por outros rendimentos (7,5%), categoria que inclui seguro-desemprego, programas de transferência de renda, poupança, entre outros. Pensão alimentícia, doação ou mesada de não morador (2,4%) e aluguel e arrendamento (1,9%) estão na sequência.
O Nordeste tinha o maior percentual de pessoas com outros rendimentos (12,1%), e o Norte vinha a seguir (10,2%). No Norte, este percentual superou o de quaisquer outras fontes diferentes do trabalho.
Nas demais regiões, a categoria aposentadoria ou pensão foi a que registrou os maiores percentuais, com destaque para o Sul, que tinha 18,1% da população residente com esse tipo de rendimento, contra 17,3% em 2016.
Gráfico do percentual de pessoas com rendimento, na população residente, por Grandes Regiões, segundo o tipo de rendimento proveniente de outras fontes – 2017

Norte e Nordeste têm os menores rendimentos médios mensais
Em 2017, as pessoas com rendimento (de todas as fontes) recebiam, em média, R$ 2.112, contra R$ 2.124 em 2016. O Centro-Oeste registrou o maior valor (R$ 2.479) e o Nordeste (R$ 1.429), o menor. Já em 2016, o Sudeste (R$ 2.547) tinha o maior rendimento médio de todas as fontes.
O rendimento médio mensal real de todos os trabalhos foi R$ 2.237, em 2017, e R$ 2.268, em 2016. O Nordeste (R$ 1.570) tinha o menor valor e o Centro-Oeste (R$ 2.566), o maior. No Sudeste houve a única variação negativa de 2016 (R$ 2.663) para 2017 (R$ 2.526).
Em 2017, o rendimento médio mensal real de outras fontes foi de R$ 1.382, sendo o menor valor (R$ 884) observado na Região Norte, e o maior (R$ 1.700), na Região Sudeste.
No Brasil, entre as categorias que compõem o rendimento de outras fontes, a aposentadoria ou pensão tinha o maior valor (R$ 1.750). Isso ocorreu em todas as regiões, com o Centro-Oeste mostrando o maior valor (R$ 2.105) e o Nordeste, com o menor (R$ 1.442). O 1% mais bem remunerado da população recebe 36,1 vezes mais que a metade da população com os menores rendimentos
No Brasil, o rendimento médio efetivo de todos os trabalhos da metade da população com os menores rendimentos foi de R$ 754 em 2017, 2,5% a menos que em 2016 (R$ 773). Nesses dois anos, a região Sul foi a que apresentou os maiores valores desse indicador: R$ 978 (2016) e R$ 974 (2017). A média observada em 2017 nessa região foi o dobro da verificada na região Nordeste (R$ 487).
Em 2017, as pessoas que faziam parte do 1% da população brasileira com rendimentos mais elevados (rendimento médio mensal real de R$ 27.213) recebiam, em média, 36,1 vezes o rendimento da metade da população com os menores rendimentos (rendimento médio mensal real de R$ 754). A região Nordeste foi a que apresentou a maior razão (44,9 vezes) e a região Sul a menor (25,0 vezes). No Brasil, em 2016, essa razão havia sido de 36,3%.
O índice de Gini mede a concentração de uma distribuição e varia de zero (perfeita igualdade) até um (desigualdade máxima). No Brasil, o Índice de Gini do rendimento médio mensal real efetivamente recebido de todos os trabalhos foi de 0,525 em 2016 para 0,524 em 2017.
O Sudeste passou do segundo maior índice em 2016 (0,520) para o segundo menor em 2017 (0,510). Nesses dois anos, o Sul apresentou as menores desigualdades (0,465 em 2016 e 0,469 em 2017) e a região Nordeste, as maiores (0,545 em 2016 e 0,559 em 2017).
Os 10% melhor remunerados receberam 2/5 dos rendimentos do país
A massa de rendimento médio mensal real domiciliar per capita foi de R$ 263,1 bilhões em 2017, e de R$ 263,9 bilhões em 2016. Os 10% da população com os menores rendimentos detinham 0,7% da massa de rendimento, enquanto os 10% com os maiores rendimentos ficavam com 43,3% dessa massa, ou mais de 2/5 dos rendimentos domiciliares per capita.
No Brasil, o rendimento médio mensal real domiciliar per capita foi de R$ 1.285 em 2016 e de R$ 1.271 em 2017. No Norte (R$ 810) e no Nordeste (R$ 808) estavam os menores valores e no Sul, o maior (R$ 1.567).
Em 2017, o índice de Gini do rendimento médio mensal real domiciliar per capita para o Brasil foi de 0,549 (o mesmo registrado em 2016).
no Brasil, em 2017, 73,8% do rendimento médio mensal real domiciliar per capita efetivamente recebido pela população era composto pelo rendimento de todos os trabalhos e os outros 26,2%, por outras fontes (aposentadoria ou pensão; aluguel e arrendamento; pensão alimentícia, doação ou mesada de não morador; e outros rendimentos).
Entre as grandes regiões, a menor participação do rendimento de todos os trabalhos foi no Nordeste (67,4%) e a maior no Centro-Oeste (77,8%).
A participação do rendimento proveniente de aposentadoria ou pensão foi de 19,4% no Brasil. Entre as regiões, essa participação foi de 23,8% no Nordeste; 20,4% no Sul; 18,6% no Sudeste; 15,7% no Centro-Oeste e 15,0% no Norte.
28,4% dos domicílios do Nordeste recebiam Bolsa Família
No Brasil, em 2017, 13,7% dos domicílios recebiam dinheiro do Programa Bolsa Família em 2017, um percentual menor que o de 2016 (14,3%). Norte (25,8%) e Nordeste (28,4%) foram as regiões que apresentaram os maiores percentuais. O Benefício de Prestação Continuada (BPC) era recebido por 3,3% dos domicílios do País, em 2017. Mais uma vez, Norte (5,6%) e Nordeste (5,2%) apresentaram os maiores percentuais.
O Rendimento médio mensal real domiciliar per capita nos domicílios que recebiam o Bolsa Família foi de R$ 324 e naqueles que não tinham foi de R$ 1.489. Para os domicílios que recebiam o BPC foi de R$ 696 e os que não recebiam, R$ 1.293.
Com informações da CUT

A prisão política do ex-presidente Lula surgiu nas redes sociais de várias formas. Mas uma delas aparece com maior destaque porque traz uma imagem de uma mulher sendo amordaçada em um palco de um cabaré de luxo situado na capital de São Paulo. A grosseria chega aos limites da imoralidade.