Nova campanha do Sinpro vai mapear escolas públicas sem professor de Educação Física

Uma nova campanha do Sinpro vai reforçar a luta pela nomeação dos(as) professores(as) de Educação Física aprovados(as) no último concurso público, e a categoria terá participação direta nesta ação. Com o objetivo de traçar as escolas da rede pública de ensino do Distrito Federal que não têm professor da modalidade, o sindicato solicita que os(as) professores(as) e os(as) orientadores(as) identifiquem as escolas de séries iniciais (ensino fundamental e educação infantil) que não têm professor de Educação Física.
O objetivo do sindicato é denunciar a manobra do GDF de deixar a rede pública de ensino sem professor da modalidade. O banco de concursados de 2013 vencerá em junho de 2018 com cerca de 500 pessoas aprovados para a disciplina ainda sem nomeação, porque o governo Rollemberg resolveu não dar continuidade à expansão do atendimento da Educação Física para o ensino fundamental e educação infantil. O descaso do governo se reflete em números, uma vez que, hoje, mais de 200 escolas não têm professor da modalidade, fato que acarreta uma série de prejuízos aos(às) estudantes.
A nomeação de professor licenciado em Educação Física no sistema de ensino do Distrito Federal é garantida pela Lei nº 5.884/2017. Segundo o Artigo 2º da Lei, fica assegurado exclusivamente ao professor licenciado em EF o exercício da docência ou a orientação da prática dessa disciplina na rede pública de ensino do DF, no ensino infantil, fundamental, médio e especial. A obrigatoriedade ainda é respaldada pelo Plano Distrital de Educação (PDE), em sua Meta 2: “Valorizar a cultura corporal por meio da implementação da prática da educação física em todas as unidades escolares que atendem os anos iniciais, garantindo estruturas adequadas nas unidades escolares e ampliando a inserção do professor de educação física nos anos iniciais, por meio do projeto educação com o movimento”.
 
Escola Candanga
Esta discussão remota desde a Escola Candanga – como estudo disponibilizado em anexo -, que lembra o histórico da Educação Física e da luta dos(as) trabalhadores(as) para que a disciplina chegasse às séries iniciais como um componente importante para a qualidade de ensino. É importante lembrar que no primeiro governo do PT no DF, quando lançou a Escola Candanga, começou a se trabalhar com a Educação Física nas séries iniciais (estudo em anexo) e depois foi interrompido. Já no segundo governo do PT foi feito o projeto Educação com Movimento, e neste contexto foi feito, no concurso público de 2013, um cadastro reserva que serviria para atender todas as escolas públicas com a Educação Física.
Com a mudança do governo em 2015, o atual governador Rodrigo Rollemberg não tem dado continuidade à expansão da Educação Física nas séries iniciais, fato que tem deixado centenas de escolas sem professor da modalidade. É diante deste absurdo que o Sinpro convoca a categoria a mapear as escolas classe e os centros de educação infantil que não tem professor de EF para que possamos fazer a denúncia e colocar na nova campanha do sindicato, que já tem outdoors espalhados pela capital federal.
O sindicato vem organizando a luta dos professores e orientadores concursados por suas nomeações, mas neste momento estamos destacando a Educação Física. Isto não significa que em outro momento destaquemos outras áreas de necessidade de nomeações. Continuamos pressionando o governo para que sejam feitas as nomeações, mas a educação física e a orientação educacional terão, agora, uma vez que estão com seus concursos próximos de vencer, uma atenção maior e integrada de todas as campanhas do Sinpro.
Os(as) professores(as) e orientadores(as) podem ligar na sede e subsedes do Sinpro e ainda se manifestar nas redes sociais do sindicato. O objetivo de fazer esta pressão nas ruas e nas redes sociais é que a educação pública do DF seja cada vez melhor, e isto parte do princípio que as normas sejam cumpridas.

Fórum Alternativo Mundial da Água começa neste sábado (17)

Terá início neste sábado (17) o Fórum Alternativo Mundial da Água, que acontecerá de 17 a 22 de março de 2018, na Universidade de Brasília (UnB). A abertura do evento será realizado no Centro Comunitário da UnB, às 9h.
O debate sobre a preservação da água enquanto fonte de vida e o compartilhamento de deias, para seu uso racional e consciente, nortearão o Fórum Alternativo. Com o tema Água é direito, não mercadoria, representantes de várias partes do mundo se reunirão para o maior evento relacionado à água do mundo, quando cientistas, estudiosos da área e convidados terão a oportunidade de cooperar, equilibrar e trocar boas práticas no uso consciente e racional da água.
O Fórum pretende unificar internacionalmente a luta contra a tentativa das grandes corporações de transformar a água em mercadoria, privatizando as reservas e fontes naturais. Tais corporações e movimentos que defendem a privatização tentam transformar a água em um recurso inalcançável para muitas populações que, com isso, sofrem com a exclusão social, pobreza e doenças de veiculação hídrica.
Outra preocupação do FAMA é de unificar a luta contra as diversas formas de destruição de fontes naturais de água, tais como a mineração; deflorestamento; extração de petróleo; o agronegócio; o uso dos agrotóxicos; a construção de barragens, ações que muitas vezes têm como único objetivo o lucro e não o bem estar das pessoas; a sobrevivência dos animais, ou seja, a preservação do planeta.
Levantamento feito pela Organização das Nações Unidas (ONU) aponta que mais de 30% da população mundial não têm acesso ao saneamento básico e 25% segue expostas a água contaminada, não obstante o aumento do acesso à agua tratada desde o início do milênio. O uso intensivo de água em todos os setores, que em alguns países já supera o total dos recursos hídricos disponíveis, e previsões de aumento da demanda nos próximos anos trazem para o centro da agenda de desenvolvimento a gestão sustentável dos recursos hídricos. Promover o uso sustentável da água de maneira integral e transversal é um dos grandes desafios das sociedades presentes e futuras, e demandará envolvimento, compromisso e abordagens inovadores de todos os setores e Estados.
O diretor do Sinpro Gabriel Magno lembra que o FAMA 2018 é uma continuidade dos fóruns alternativos anteriores já realizados em outros países e chega ao Brasil para se contrapor ao 8º Fórum Mundial da Água, evento antidemocrático promovido pelos grandes grupos econômicos que, com a privatização, querem se apropriar das fontes naturais e dos serviços públicos de água e saneamento. “O FAMA é um espaço de organização e resistência dos movimentos sociais em um processo de retirada de direitos, que acontece no mundo todo. No sentido brasileiro, do golpe que tem como fator estrutural a venda dos recursos naturais”, comenta o diretor, complementando que o Fórum quer dialogar com o problema do Distrito Federal, que vive um problema de crise hídrica, “na qual o GDF não consegue dar as respostas que atendam os interesses da população, e sim para os interesses dos grandes empresários do agronegócio”.
Estão previstos para os dias 20 e 21 de março atividades descentralizadas nas regiões administrativas da capital federal, e no dia 22 uma marcha pública em Brasília, além de atos espalhados por todo o mundo.
Clique aqui e confira a programação.

Relatora da comissão que acompanha a intervenção federal no RJ, Marielle Franco é morta a tiros


O avanço do fascismo, das forças do atraso e do conservadorismo da elite brasileira parece não ter limites. A vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e o motorista que a acompanhava foram executados na noite desta quarta-feira (14) na cidade do Rio de Janeiro. No dia 28 de fevereiro, ela havia sido nomeada relatora da comissão na Câmara dos Vereadores que vai acompanhar a intervenção federal no Rio de Janeiro.
Referência para o movimento negro e feminista, Marielle foi morta no momento em que vinha denunciando os abusos de autoridade e a violência contra moradores das favelas e bairros pobres da cidade, por parte de integrantes de um batalhão da Polícia Militar.
No sábado passado (10/3), a vereadora fez uma postagem em redes sociais reclamando da ação da PM em Acari: “O que está acontecendo aqui em Acari é um absurdo! E acontece desde sempre! o 41º Batalhão da PM é conhecido como batalhão da morte. Chega de esculachar a população! Chega de matarem nossos jovens”, escreveu. Crítica à intervenção federal no Rio de Janeiro, na terça-feira (13/3), ela denunciou um caso de homicídio. “Quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe?”
As circunstâncias em que o crime ocorreu ainda são nebulosas, e exigimos neste momento – assim como todas as forças democráticas – uma rápida e rigorosa apuração do assassinato pelas autoridades da área de segurança.

Trajetória – Marielle tinha 38 anos e se apresentava como “cria da Maré”. Ela foi a quinta vereadora mais votada do Rio nas eleições de 2016, com 46.502 votos em sua primeira disputa eleitoral.
Socióloga formada pela PUC-Rio e mestra em Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF), teve dissertação de mestrado com o tema “UPP: a redução da favela a três letras”. Trabalhou em organizações da sociedade civil como a Brasil Foundation e o Centro de Ações Solidárias da Maré (Ceasm). Coordenou a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), ao lado de Marcelo Freixo.
Marielle defendeu uma revolução “feminista, classista e com o debate da negritude”. Ela era uma apaixonada defensora da representatividade das mulheres nos espaços de decisão, “Não pode ter só homens brancos ricos, que nunca tiveram medo de saltar num ponto de ônibus escuro ou que nunca tenham sido assediados”.
Entre suas prioridades como parlamentar, ela destacou o combate ao déficit de creches na cidade. “É uma pauta que atinge mulheres negras e da favela”. Mãe aos 17 anos, só conseguiu trabalhar e concluir os estudos porque conseguiu inscrever a filha em uma creche com ensino integral, mantida pela prefeitura à época.
A vereadora também defendia um olhar de gênero na questão do transporte público. “Esse é o local em que as mulheres são mais assediadas”. Ela propunha que, na madrugada, seja possível descer fora dos pontos de ônibus, a fim de encurtar o trajeto feito nas ruas nestes horários. “Espero que todas as mulheres da Câmara, não só as feministas ou do campo progressista, venham garantir essa proposta concreta”.
Assista ao vídeo abaixo e conheça um pouco das ideias da vereadora Marielle Franco:

Confira a Nota do PT Nacional e a do Grupo Tortura Nunca Mais pelo assassinato de Marielle Franco
O brutal assassinato da vereadora Marielle Franco, do PSOL, é um crime que atinge diretamente a cidadania e a democracia. Marielle foi executada no momento em que vinha denunciando os abusos de autoridade e a violência contra moradores das favelas e bairros pobres da cidade, por parte de integrantes de um batalhão da Polícia Militar.
O Partido dos Trabalhadores exige imediata e rigorosa apuração deste crime, que desafia abertamente a política de intervenção federal na área de segurança do Rio de Janeiro.
Nossa solidariedade aos familiares e amigos da companheira Marielle.
Vamos prosseguir com sua luta contra a violência e os abusos contra os pobres.
Gleisi Hoffmann – Presidenta nacional do PT
Nota do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ
O Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro se une a todas as pessoas e organizações na profunda indignação e tristeza com o assassinato brutal da vereadora Marielle Franco. 
Solidários à família, às/aos companheiras/as e amigas/os, o assassinato de Marielle, mulher, negra, favelada, apresenta-se como um aviso para que todas/os que lutam contra a violência do Estado. Diante dos fortes indícios, trata-se de uma execução política motivada pelas graves denúncias que a vereadora vem fazendo sobre a barbárie implementada pela Polícia Militar nas favelas do Rio de Janeiro, e mais recentemente na favela de Acari nesse domingo, dia 11 de março.
Consideramos seu assassinato a primeira execução política da Intervenção Militar no Estado do Rio de Janeiro. Entendemos que o país está sob um Estado de Exceção em que as forças fascistas estão agindo sem qualquer limite e avançando sobre a nossa sociedade.
Trata-se de um crime de terrorismo que busca nos silenciar.
O GTNM-RJ convoca a sociedade a se levantar contra o Fascismo.
Pela coragem, pela força, por não temer!
Sigamos juntos contra todas as opressões!
Marielle Franco presente, hoje e sempre!
Pela Vida, Pela Paz! Tortura Nunca Mais!
Repercussão internacional – Diversos veículos de comunicação internacionais repercutiram o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco. Jornais como o The Guardian (Inglaterra) e o New York Times (Estados Unidos) reproduziram em seus sites informações sobre o crime.
A agência espanhola Efe ainda lembrou da intervenção do Exército na segurança pública do Rio de Janeiro e destacou que o ataque aconteceu um dia depois de a vereadora voltar a criticar a intervenção em mensagem nas redes sociais.
A Anistia Internacional exigiu “uma investigação imediata e rigorosa” do crime, em um comunicado veiculado no Facebook da entidade defensora dos direitos humanos.

Diretora de escola em Taguatinga é agredida e sofre lesão na coluna


O pai de uma estudante de seis anos agrediu a diretora da Escola Classe 42, em Taguatinga, na tarde de terça-feira (13/3). De acordo com os depoimentos, ele tentou entrar no local sem se identificar e foi barrado por Rejane Freitas da Rocha. Ela foi empurrada contra o portão e ameaçada, sofrendo ferimentos na coluna. A Polícia Militar foi acionada e deteve o homem, que vai responder por ameaça e agressão.
De acordo com Rejane Freitas, o pai chegou à escola “muito transtornado” e pediu para buscar a filha, mas, por não conhecê-lo, a educadora impediu a entrada do homem. “Outras pessoas já haviam barrado a entrada dele. Ele disse que a filha estava doente e, depois, descobrimos que ela não estava. Não deixei entrar porque não sabia qual era a intenção dele”, relata.
Segundo a diretora, cenas de agressão a pais por assaltantes, roubos e discussões entre pais e funcionários são comuns na escola.
Insegurança – Apesar do muro alto, do portão eletrônico e da cerca de arame farpado, a Escola Classe 42 está há oito anos sem porteiro, contam os funcionários. Sem segurança, o controle de entrada e saída de alunos, pais e professores é feito pela própria diretora ou por funcionários da limpeza.
Em outubro do ano passado, a mãe de um dos alunos foi abordada e agredida por dois homens que tentaram roubar um carro na frente da escola. Ao reagir, ela levou uma coronhada e precisou de atendimento médico. Assustados, pais e professores organizaram um protesto pedindo mais segurança.
O Sinpro-DF alerta que o caso da EC 42 não é isolado e pode tornar-se frequente na localidade. Isso porque das 65 escolas públicas de Taguatinga, 34 não contam com vigilantes durante o dia para garantir a segurança de educadores, diretores e estudantes.
Já a secretaria de Educação (SEE) disse em nota que todas as escolas públicas do DF têm postos de vigilância durante a noite e, algumas, durante o dia e durante a noite. A SEE alega ainda que o Batalhão Escolar atua na prevenção de violências em todas as escolas do DF. Só não disse que a atuação do Batalhão Escolar é insuficiente e que a presença de vigilantes durante o dia é imprescindível, vez que o trabalho de vigilância deve ser executado por profissionais da área – e não por pessoal da limpeza ou pela própria diretora.

Rollemberg anuncia nomeações e vira as costas para a Educação

Rodrigo Rollemberg (PSB) mostra que passará os quatro anos de seu governo afundando a Educação do Distrito Federal. Nesta quarta-feira (14) o governador anunciou a nomeação de 2.252 concursados de várias áreas para 2018, mas nenhuma destas convocações contemplando o magistério público.
Recentemente o GDF solicitou um aporte à Câmara Legislativa do Distrito Federal para a nomeação de novos servidores e Rollemberg não colocou na Previsão Orçamentária Adicional a contratação de professores(as) e orientadores(as) educacionais. Além disto, tem descumprido a lei: não executou a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2018 com a nomeação de 600 professores que já estava previsto, e nem a parte da LOA que definia a nomeação de orientadores(as) educacionais.
É importante lembrar que em 2018 a previsão de contratação de servidores(as) do magistério público não foi executada, desrespeitando, novamente, a Lei Orçamentária Anual. Não bastassem todos estes descumprimentos à lei, o governo não apresenta o cronograma prometido por ele mesmo para o final de fevereiro para a nomeação de mais profissionais da Educação.
É diante disto que a educação pública do Distrito Federal corre o sério risco de perder a qualidade, tendo em vista que não há investimento do governo em recursos humanos, na melhoria e reforma de escolas e no respeito às leis e aos educadores. As nomeações de professores e orientadores que ocorreram este ano aconteceram com remanejamento de verba da LOA de 2017, inclusive nomeações que foram tornadas sem efeito do ano de 2017 foram adicionadas às 600 previstas na LOA de 2017.
Hoje a educação pública carece de, no mínimo, 2 mil professores(as) e, no mínimo, 500 orientadores(as) educacionais. O fato de não incluir servidores do magistério público na lista apresentada hoje só reforça a má vontade de Rollemberg com os educadores e com a população do Distrito Federal, e certifica que desde o início de seu mandato o governador virou as costas para a educação pública e para o futuro da capital federal.
Reunião com concursados no dia 27 de março
Diante deste cenário o Sinpro convoca os(as) professores(as) e orientadores(as) aprovados(as) nos concursos públicos de 2013, 2014 e 2016 para reunião no dia 27 de março, às 19h, na sede do sindicato (SIG Quadra 6 Lote 2260 – Setor Gráfico). A diretoria colegiada tem cobrado do Governo do Distrito Federal a nomeação dos concursados e para continuar com esta luta a participação de todos e todas é de grande importância.
A reunião foi aprovada pela categoria na última assembleia geral, realizada no dia 8 de março, e servirá como agenda de luta e mobilização para nomeação de todos os aprovados em concurso público.

Reunião com concursados dia 27 de março, na sede do Sinpro

O Sinpro convoca os(as) professores(as) aprovados(as) nos concursos públicos de 2013, 2014 e 2016 para reunião no dia 27 de março, às 19h, na sede do sindicato (SIG Quadra 6 Lote 2260 – Setor Gráfico). A diretoria colegiada tem cobrado do Governo do Distrito Federal a nomeação dos concursados e para continuar com esta luta a participação de todos e todas é de grande importância.
A reunião foi aprovada pela categoria na última assembleia geral, realizada no dia 9 de março, e servirá como agenda de luta e mobilização para nomeação de todos os aprovados em concurso público.

Sem consultar a categoria, CLDF impõe Educação Moral e Cívica no currículo escolar

Mais uma vez a Câmara Legislativa do Distrito Federal desrespeita o magistério público do DF e aprova uma lei sem dialogar com o conjunto da categoria. Legislando em uma área que não é de sua competência, a CLDF aprovou, na última semana, uma lei que obriga escolas públicas e privadas a incluírem o tema “Educação Moral e Civil” na grade curricular dos ensinos infantil e fundamental. O desrespeito foi tamanho que nem o Conselho de Educação foi consultado.
Além de desconsiderar a vivência e a opinião dos(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais, a Câmara repete uma manobra utilizada durante a ditadura militar, que impôs as matérias de OSPB (Organização Social e Política do Brasil) e EMC (Educação Moral e Cívica) na grade curricular das escolas brasileiras. Na época, a manobra tentava impor um patriotismo aos estudantes e à comunidade escolar com o objetivo de deixar a população cega ao que estava acontecendo, política totalmente desastrosa e que não obteve o êxito que os militares esperavam.
Hoje a educação moderna discute a ampliação da filosofia para a educação básica, matéria que os(as) estudantes do ensino fundamental e da educação infantil não possuem na grade curricular. Este, por exemplo, poderia ser o caminho pela qual a Câmara Legislativa deveria trabalhar.
Publicada no Diário Oficial do Distrito Federal na última sexta-feira (9), a norma dá um prazo de 120 dias para que o Conselho de Educação do DF faça a regulamentação. Na prática, isso significa que as escolas deverão começar a aplicar o conteúdo até, no máximo, o começo de julho de 2018.
A diretoria colegiada do Sinpro sempre foi contra todo e qualquer tipo de projetos ou leis impostos de forma unilateral, sem o devido diálogo com a categoria. Esta troca de ideias e informações é uma defesa deste sindicato por acreditar que é a partir da pluralidade de ideias e da escuta daqueles que vivem e fazem a escola pública o segredo para a busca de uma educação pública de qualidade, plural e aberta a todos e todas.

Ciclo de Debates sobre Educação de Jovens e Adultos – EJA é adiado

Devido a um choque de agenda pela realização do Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA) o Sinpro adiou temporariamente o Ciclo de Debate. O projeto seria realizado nesta terça-feira (20), na sede do sindicato, e debateria a Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Nos próximos dias o sindicato divulgará uma nova data para a realização do Ciclo de Debates.

TV Sinpro desta terça (13) aborda o Fórum Alternativo Mundial da Água

O programa TV Sinpro na TV Comunitária desta terça-feira (13) vai reprisar a realização do Fórum Alternativo Mundial da Água – FAMA. Para falar sobre o assunto foram convidados o coordenador de Políticas Sociais do Sinpro, Gabriel Magno, e Perci Coelho, da coordenação do Comitê – DF do FAMA.
O TV Sinpro desta terça vai ao ar às 17h, ao vivo, na página do Sinpro no Facebook. O programa também é veiculado no Canal 12 da NET, no site e na fanpage da TV Comunitária.
As reprises do programa são exibidas no decorrer da semana. Confira a programação a seguir:
Terças – 22h
Quartas – 18h30
Quinta – 13h30 e 22h30
Sábado – 13h
Domingo – 18h30
Leia também:
>>> Brasília sedia Fórum Alternativo Mundial da Água

Serviço de Permutas volta a funcionar no site do Sinpro

Após um período para correções e testes, o serviço de permutas voltou a ser restabelecido no site do Sinpro. A permuta ocorre quando um(a) professor(a) deseja mudar de uma regional para outra e deseja anunciar para outros(as) professores(as) a disponibilidade de isso acontecer .
Para tanto, os(as) interessados deverão acessar o seguinte link >>> http://www.sinprodf.org.br/servicos/permuta/
O preenchimento das informações é rápido e fácil.

Acessar o conteúdo