A Escola Classe 16 de Taguatinga terá um destaque especial no Programa Alternativo deste sábado (10). O projeto Festa do Cerrado é desenvolvido pela EC 16 juntamente com os estudantes, com o objetivo de mostrar a cultura brasileira à comunidade escolar.
O Programa, apresentado pelo SBT, vai ao ar sempre aos sábados, às 13h15, e mostra entrevistas e matérias referentes à realidade da educação no Distrito Federal. Um dos objetivos é oferecer a oportunidade para que escolas e professores participem da discussão e enviem sugestões para os próximos programas. As pautas podem ser mandadas para o e-mail faleconoscoimprensa@sinprodf.org.br.
Mulheres ocupam as ruas do País em defesa da democracia e na luta por igualdade
Jornalista: Maria Carla
Milhares saíram às ruas neste dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, para marchar por liberdade, intensificar a luta contra o golpe de 2016 e exigir o fim da violência e do feminicídio
Foto: ROBERTO PARIZOTTI
Milhares de mulheres do campo e da cidade protagonizaram, nesta quinta-feira (8), atos e manifestações pelo Dia Internacional da Mulher em todas as regiões do Brasil
Elas saíram às ruas neste dia 8 de março para marchar por liberdade e intensificar a luta e a resistência contra o golpe de Estado que está desmontando as políticas públicas, em especial as relacionadas aos direitos das mulheres.
“Estamos nas ruas para garantir o Estado Democrático de Direito, para unir forças e derrotar os golpistas, que estão destruindo nossos direitos”, ressaltou a secretária nacional da Mulher Trabalhadora da CUT, Junéia Batista, que participou do ato na Av. Paulista, em São Paulo, onde estiveram reunidas milhares de trabalhadoras.
Segundo Junéia, a democracia é a questão principal que está em jogo no País neste momento. “Estamos na rua porque não queremos perder tudo o que conquistamos na Constituição Federal de 88 e nos governos democráticos e populares de Lula e Dilma”.
As mulheres, que levaram para as ruas diversas pautas de reivindicações, entre elas o fim da violência doméstica e do feminicídio, exigiram respeito, dignidade e igualdade de tratamento. As reivindicações foram exibidas em todas as partes, estampadas nas faixas, camisetas e bandeiras empunhadas pelas mulheres, além das palavras de ordem, que exigiam o direito de andar nas ruas sem ser assediada ou estuprada.
“São mulheres nas ruas reivindicando e lutando pela não criminalização do aborto, pelo direito de não ser assediada nem estuprada, pelo direito a ter salário igual a um trabalho de igual valor ao do homem”, reivindicou a Junéia.
Confira como foi o dia de manifestações em todo País:
Logo cedo, às 5h30, o parque gráfico do jornal O Globo, na cidade do Rio de Janeiro, foi ocupado por cerca de 800 mulheres de diversos movimentos populares. Era preciso, segundo elas, denunciar mais uma vez a participação da emissora no golpe de 2016, que destituiu uma presidenta legitimamente eleita com 54 milhões de votos – Dilma Rousseff.
Em referência à ocupação, foi iniciado um twittaço com a hastag #8McontraGLOBO por volta das 8h da manhã. Em menos de uma hora, o protesto virtual já era um dos assuntos mais comentados no Brasil. Às 9h20, o twittaço contra a Rede Globo chegou ao terceiro lugar entre os destaques nacionais da rede social.
Na mesma linha de denunciar a participação do setor empresarial no golpe de 2016, cerca de 800 manifestantes ocuparam uma fábrica ligada à Riachuelo, na região metropolitana de Natal, no Rio Grande do Norte.
Em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, as mulheres trabalhadoras do campo e da cidade marcharam pelas ruas centrais em defesa da democracia e da soberania nacional e fizeram um protesto simbólico contra o feminicídio. Em seguida, elas se deslocaram para o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) para protestar contra a criminalização dos movimentos populares, a seletividade da justiça brasileira e o auxílio-moradia dos juízes.
Em Belo horizonte, Minas Gerais, cerca de mil mulheres ocuparam, pela manhã, a sede do Tribunal da Justiça Federal. “Hoje julgamos e condenamos a justiça brasileira, por seu caráter elitista, antidemocrático e antinacional”, diziam as mulheres que participaram do ato.
Em Aracaju, as mulheres realizaram uma intervenção na porta do poder Judiciário, denunciando a omissão da justiça em relação à violência contra as mulheres, a exemplo dos 15 casos de feminicídio que ocorreram no estado de Sergipe entre 2016 a 2018.
Em Porto Velho, capital de Rondônia, cerca de 500 mulheres bloquearam o acesso aos portos de gás e gasolina. Mulheres ligadas aos movimentos sociais e sindical, à Frente Brasil Popular e Levante Popular da Juventude ocuparam o pátio do Centro Político Administrativo (CPA) da cidade, na região do Rio Pacaás.
Na Bahia, as trabalhadoras sem-terra ocuparam a fazenda da Frutmag, do Grupo Magnesita, em Santo Sé, que em 2013 demitiu 1.800 trabalhadoras e trabalhadores. Na cidade de Boa Vista do Tupim, na região da Chapada Diamantina, as trabalhadoras ocuparam a prefeitura em defesa da democracia e pela retomada da Reforma Agrária no país. Em 2017, nenhuma família foi assentada no Brasil, o pior resultado desde que o Incra passou a fazer o levantamento em 1995.
Em Brasília, houve ocupação na sede do Incra. Cerca de 200 mulheres participaram da ação que denunciou, além do avanço do agronegócio, o aumento da escalada de violência contra a mulher.
No Piauí, mulheres sem-terra ocuparam a sede do Incra, em Teresina, para exigir soluções para os entraves no processo de Reforma Agrária. Teve também manifestação na Praça Rio Branco, onde as mulheres se concentraram e depois seguiram em caminhada pelas ruas do centro da capital. Foto: ROBERTO PARIZOTTI
Em Fortaleza, no Ceará, 10 mil mulheres se concentraram na Praça da Bandeira e depois saíram em caminhada pelas ruas da capital contra o golpe, pelo fim da violência e em defesa da democracia.
Em Belém, no Pará, cerca de 400 camponesas marcharam pelas ruas da capital e escracharam a multinacional Hydro na Amazônia, a maior responsável pelo crime ambiental no município de Barcarena.
No Mato Grosso, as camponesas do MST ocuparam a fazenda Entre Rios, no município de Jacira, a 150 km de Cuiabá. A fazenda, que está penhorada no Banco do Brasil por empréstimos vencidos e também com dívidas na Receita por não pagar os impostos, foi o local escolhido pelas mulheres para a mobilização deste 8 de março.
Em Pernambuco, o Fórum de Mulheres do Araripe realizou um ato público contra o fechamento das escolas do campo.
Já na capital Maranhense, São Luís, outro grupo de mulheres ligadas ao MST protestou em frente à Assembleia Legislativa, e denunciou a violência no campo. Em 2017, foram 65 pessoas assassinadas em conflitos no campo, com registro de quatro chacinas durante o ano – Colniza/MT, Vilhena/RO, Pau D’Arco/PA e Lençóis/BA.
Dia Internacional da Mulher denuncia o golpe em todo o país
Jornalista: Maria Carla
Foto: Arquivo Sinpro-DF/Ecom
Neste 8 de março, as brasileiras não deixaram nenhuma região do país sem manifestações de protestos e sem demonstrar a insatisfação com os retrocessos impostos pelo golpe de Estado em curso no país desde 2016.
Em várias unidades da Federação, os protestos começaram pela manhã e prosseguiram o dia todo até à noite. Esse é o objetivo do Dia Internacional da Mulher: denunciar as injustiças, revelar os crimes cometidos contra as mulheres e divulgar a pauta da luta feminista em todo o mundo.
As brasileiras integraram as lutas feministas de todo o mundo à pauta nacional e mostraram que, no Brasil, dados atuais do próprio governo federal revelam que as mulheres têm rendimentos menores, jornada extra e menos participação política. Levantamento do IBGE revela que, apesar de mais escolaridade, as mulheres recebem em média três quartos a menos do que os homens.
Denunciaram outras injustiças sociais e violências contra a mulher que alinharam a pauta do 8 de março de 2018 do Brasil à de todo o mundo. Todavia, o tom por aqui foi teve suas peculiaridades porque levou às ruas denúncias contra empresários e todos os que patrocinaram o golpe em curso, exploram os trabalhadores e trabalhadoras e se apropriam dos recursos públicos e do patrimônio nacional. Alguns setores do movimento feminista declararam seu apoio a Lula.
Em Brasília, Distrito Federal, o ato público começou na praça do Museu da República, às 17h, e, após isso, seguiu em marcha, debaixo de chuva, pela Esplanada dos Ministérios. O Sinpro-DF e a categoria do magistério público realizaram uma Assembleia Geral, a partir das 14h30, no estacionamento do Teatro Nacional, e, no fim da atividade, professores(as) e orientadores(as) educacionais, bem com os(as) dirigentes sindicais da entidade, somaram-se ao ato de protesto do Dia Internacional da Mulher.
De manhã e de tarde, outros atos e marchas se espalharam de Norte a Sul. Em Belo Horizonte, Minas Gerais, cerca de mil mulheres ocuparam a sede do Tribunal Regional Federal (TRF) e denunciaram o caráter elitista, antidemocrático e antinacional da Justiça brasileira. As mineiras haviam ocupado a Assembleia Legislativa estadual desde quarta (7), como protesto contra o retrocesso nos acordos entre o Ministério da Justiça e os movimentos sociais.
No Rio de Janeiro, dentre várias atividades, um grupo de mulheres ocupou o parque gráfico do jornal O Globo e, apesar da chuva, milhares foram à Praça da Candelária e ocuparam o centro da cidade em defesa dos direitos, da democracia e pelo fim da intervenção militar.
Em São Paulo, 15 mil mulheres marcharam contra os retrocessos sociais e participaram do ato público, que começou às 16h, em frente ao Shopping Paulista. Elas percorreram a Avenida Paulista com a pauta unificada em defesa da democracia, da soberania nacional, da reforma agrária e contra a reforma da Previdência.
Em Curitiba , organizadas pela Via Campesina e organizações feministas, as mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais e Sem Terra (MST) e do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) realizaram uma passeata do Incra até a Boca Maldita e ocuparam o centro da cidade para reivindicar reforma agrária e o fim da violência contra as mulheres.
Em Santa Catarina, mulheres MST ocuparam a sede da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), na grande Florianópolis, reivindicando cesta básica para os acampamentos e agilidade no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
Em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, milhares de mulheres protagonizaram um ato público em que defenderam a democracia e a soberania nacional e fizeram um protesto simbólico contra o feminicídio. Na frente do Tribunal Regional Eleitoral da 4ª Região (TRF-4), protestaram contra a criminalização dos movimentos populares, a seletividade da Justiça e o auxílio-moradia dos juízes.
Em Colatina, Espírito Santo, cerca de 600 mulheres protestaram contra a reforma da Previdência. Nessa ação, participaram mulheres do MST, do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), do MAB, da Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB) e diversos sindicatos da região.
No Rio Grande do Norte, aproximadamente 800 mulheres do MST e da Marcha Mundial das Mulheres (MMM) puseram em ação a Jornada Internacional de Luta das Mulheres, ocuparam e paralisaram a produção do Grupo Guararapes, em Extremoz, a 23 km de Natal. Essa empresa pertence a Flávio Rocha, proprietário das Lojas Riachuelo. A Riachuelo é uma das empresa condenadas, em 2016, por submeter costureiras a trabalho escravo.
Rocha é também um dos empresários que contaram com o apoio financeiro do BNDES durante os governos democrático-popular, porém, investiu contra o mandato da ex-presidenta Dilma Rousseff, contra os direitos da classe trabalhadora e a favor do golpe. Incentivou a materialização do impeachmente, da reforma trabalhista e investe fortemente em favor da reforma da Previdência.
Ele é aliado do político Rogério Marinho (PSDB), que tem apresentado projetos de lei ligados ao Programa Escola sem Partido que prejudicam profundamente o exercício do magistério, institui a perseguição política nas escolas e eliminam a liberdade de cátedra no magistério público. Ele tem apresentando propostas de leis que prejudicam os(as) professores(as), o setor da educação e o direito do(a) estudante a ter acesso ao conhecimento histórico-artístico-cultural-científico.
Em Porto Velho, Rondônia, mulheres da Via Campesina e do Levante Popular da Juventude bloquearam acessos aos portos de gás e gasolina. No Pará, as mulheres realizaram uma manifestação contra a Usina de Belo Monte e denunciaram o aumento da violência na região após a instalação da hidrelétrica. Em Belém, camponesas realizaram um escracho contra a multinacional Hydro, na Amazônia, empresa responsável pelo crime ambiental no município de Barcarena.
No Piauí, mulheres sem-terra ocuparam o Incra, em Teresina, e exigiram a solução para os entraves que impedem a reforma agrária. Na Bahia, em Santo Sé, sem-terra ocuparam a fazenda Frutmag, do Grupo Magnesita, que, em 2013, demitiu 1.800 trabalhadores. Em Boa Vista do Tupim, na Chapada Diamantina, houve ocupação da Prefeitura com o lema da defesa da democracia e em favor da reforma agrária.
Ainda na Bahia, 600 mulheres do campo e da cidade tomaram as ruas de Feira de Santana para lutar por mais direitos, democracia e autonomia. No município de Vitória da Conquista, 300 manifestantes denunciaram o prefeito Herzem Gusmão (MDB, ex-PMDB), que tem apoiado o pacote de projetos do governo Michel Temer. Em Valença, no Baixo Sul do estado, 300 mulheres sem-terra ocuparam uma fazenda improdutiva voltada à criação de gado.
Em Mato Grosso, houve ocupação da fazenda Entre Rios, no município de Jacira. Trata-se de um imóvel rural penhorado pelo Banco do Brasil por empréstimos vencidos e dívidas com a Receita Federal. Em Pernambuco, o Fórum de Mulheres do Araripe realizou protesto contra o fechamento das escolas do campo. Em São Luís, no Maranhão, mulheres ligadas ao MST protestaram em frente à Assmbleia Legislativa e denunciaram a violência no campo que assassinou, em 2017, 65 pessoas em conflitos rurais no Brasil.
No Ceará, mais de 10 mil mulheres foram às ruas de Fortaleza e, em Aracajú, capital de Sergipe, houve um ato na porta do Poder Judiciário, para denunciar a omissão da Jusitça em relação á violência contra as mulheres. Só em Aracaju, segundo denúncia do movimento feminista, houve 15 casos de feminicídio entre 206 e 2018.
Em todo o país, as mulheres foram à luta. Os protestos extrapolaram as ruas e adentraram a internet. Nas redes sociais, um twitaço com a #8McontraGlobo foi o terceiro assunto mais comentado na manhã da quinta-feira (8).
Categoria aprova calendário de mobilização e mantém a luta em defesa da educação
Jornalista: Luis Ricardo
Em assembleia realizada durante a tarde desta quinta-feira (08), no estacionamento do Teatro Nacional, os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais aprovaram, por unanimidade, o calendário de mobilização proposto pela diretoria do Sinpro. Além das pautas publicadas no Edição Extra, foram acrescidas o Ato no Superior Tribunal Federal (STF), no dia 17 de abril, e o Encontro de mulheres no dia 12 de maio. A próxima assembleia será marcada para o mês de junho, mas havendo necessidade a direção convocará a categoria a qualquer momento.
Após a assembleia a categoria participou do 8 de Março Unificadas, ato em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. O objetivo do ato foi intensificar a luta contra os retrocessos promovidos pelo governo Temer à vida das trabalhadoras. O ato ainda contou com apresentações culturais, debates, oficinas para crianças, bazar e diversas outras atividades que buscaram incentivar o debate e o engajamento de mulheres na luta por direitos e em defesa da democracia, além de toda a sociedade sobre o atual cenário político.
Confira a agenda aprovada pela categoria:
MARÇO
13 a 17 – Fórum Social Mundial (Salvador/BA)
17 a 22 – Fórum Alternativo Mundial da Água (Brasília/DF)
26 – Reunião para formar 23ª turma de formação básica.
27 – Reunião com concursados – 19h Sede do Sinpro
ABRIL
* Início das Plenárias Regionais para atualização da pauta sindical – Datas serão divulgadas no site.
* Início dos mutirões de visitas às escolas – Datas serão divulgadas no site.
04 – Ciclos de debates: Educação Especial – 14h – Sede do Sinpro-DF
05 – Reunião com professores de contrato temporário – 19h – Sede do Sinpro
07 – 2º Encontro de Formação Modular (apresentação do PPP) – 9h – Local a definir
13 – Ciclos de debates: Pedagogo(a)-Orientador(a) Educacional
14 – Recepção dos novos empossados
Corrida do(a) Professor(a)
*17 – Ato no Superior Tribunal Federal (STF)
18 – Ciclos de debates: Educação Infantil/atividades lúdicas
28 e 29 – 1º Módulo da 23ª Turma de Formação Básica
MAIO
04 e 05 – Conape Distrital
*12 – Encontro de mulheres
14 – Lançamento do Coletivo de Aposentados
19 e 20 – 2º Módulo da 23ª Turma de Formação Básica
21 – Lançamento do Coletivo de Juventude do Sinpro – 19h – Sede do Sinpro
24 a 26 – Conape Nacional (Belo Horizonte/MG)
31 – 11º Congresso dos Trabalhadores em Educação
JUNHO
01 e 02 – 11º Congresso dos Trabalhadores em Educação
16 e 17 – 3º Módulo de Formação Sindical Básica da 23ª turma (data a definir)
JULHO
13 – Reunião para formação da 9ª turma de Formação Sindical – Etapa Avançada
Até Julho – curso de formação pra Aposentados (data a definir) * Pautas aprovadas durante a assembleia.
O Brasil tem a quinta maior taxa de feminicídio do mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS); casos de violência e estupro pioram com ausência do poder público
Nilza Silva, 35 anos, foi morta com golpes de machado na cidade de Atibaia. Elizabeth Aparecida Ribeiro, 36 anos, professora, foi morta a facadas, em Marília. Wilce Helena Oliveira Machado, 49 anos, foi encontrada morta com sinais de estrangulamento, em Paraguaçu Paulista.
As três mulheres têm em comum, além do destino trágico, o fato de terem sido assassinadas pelos parceiros nas casas em que vivam. Um tipo de brutalidade que se enquadra no chamado feminicídio, o assassinato de uma mulher pelo simples fato de ela ser mulher.
Nesses casos, o ódio, o desprezo e o sentimento de perda de controle sobre a mulher são justificativas comuns para esse tipo de atrocidade. As três foram mortas no dia 10 de janeiro de 2018 em cidades do interior paulista.
Secretária da Mulher Trabalhadora da CUT São Paulo, Márcia Viana lamenta que o machismo e o feminicídio estejam impregnados na sociedade brasileira.“O machismo mata e precisamos acabar com isso”, enfatiza.
Márcia defende a intensificação da luta, ainda mais, segundo ela, em tempos de golpe. “Com este governo golpista, que acabou com as políticas públicas de combate à violência contra a mulher, só nos resta a resistência. É necessário alterar de uma vez por todas essa cultura do machismo. Não é e não pode ser visto por ninguém como algo natural no cotidiano da vida das mulheres.”
No estado de São Paulo, de janeiro a outubro de 2017, a Justiça instaurou 175 processos por feminicídio.
Dados da Secretaria da Segurança Pública paulista apontam que SP registra um feminicídio a cada quatro dias. Os números são resultado do levantamento dos boletins de ocorrência do primeiro semestre de 2017.
A realidade paulista, contudo, não é uma exceção.
O Brasil tem a quinta maior taxa de feminicídio do mundo
E não para por aí: a violência também tem cor no País. Pesquisas apontam que as violências racista, sexista e institucional atingem principalmente as mulheres negras.
Levantamento do Mapa da Violência 2015, produzido pela Faculdade Latino-Americana de Estudos Sociais, mostra que o número de mulheres negras assassinadas entre 2003 e 2013 cresceu 54%, enquanto o índice de feminicídio de mulheres brancas caiu, no mesmo período, 10%.
Para Márcia Viana, as mulheres negras são as que mais sofrem. “Elas estão entre as que ganham menos, as que ocupam os postos de trabalhos mais precarizados e também são as maiores vítimas de seus companheiros”, lamenta, ressaltando a importância de a luta feminista ter o olhar direcionado às mulheres negras. Aumento dos estupros e jornada das mulheres
Além do feminicídio, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) divulgou em fevereiro deste ano o aumento de 15,5% no número de estupros em janeiro de 2018, em comparação com janeiro de 2017, segundo o balanço mensal da criminalidade.
É contra essas várias formas de violência, lembra Márcia, que a Jornada de Luta das Mulheres em Defesa da Democracia e dos Direitos, organizada pela CUT São Paulo, em parceria com a CUT nacional e movimentos de mulheres, ocorre no estado de São Paulo até o dia 1º de maio.
Durante a jornada, as mulheres debaterão também a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº181, de 2015. Adiada no ano passado após pressão popular, ela pode voltar à Câmara dos Deputados em 2018.
A princípio, a lei tratava da extensão da licença-maternidade para o caso de bebês nascidos prematuros. Mas, os deputados homens da comissão votaram pela inclusão de uma alteração no artigo primeiro da Constituição, destacando “a dignidade da pessoa humana, desde a concepção”.
Só que a manobra dos parlamentares abriu brechas para aumentar a criminalização da prática de aborto, mesmo em casos de estupro, risco de morte da mãe ou doença como a anencefalia – ausência parcial ou total de cérebro no feto, que hoje são permitidos pelo Código Penal.
“Medidas como essa, se aprovadas, representam uma violência e serão ainda piores às mulheres negras, pobres e jovens em situação de aborto inseguro. Esta proposta retira o direito das mulheres sobre seus corpos e sequer faz o diálogo sobre a questão de saúde, que está ligada ao tema”, conclui a bancária e secretária de Comunicação da CUT São Paulo, Adriana Magalhães. Perda de direitos
Diante do cenário de violência contra as mulheres, em 2015, a presidenta eleita Dilma Rousseff sancionou a Lei nº 13.104, que tornou hediondo o crime de feminicídio.
O dossiê “Violência contra as mulheres”, da Agência Patrícia Galvão, mostra que o principal ganho desta lei foi justamente tirar o problema da invisibilidade.
“A tipificação é vista por especialistas como uma oportunidade para dimensionar a violência contra as mulheres no País, quando ela chega ao desfecho extremo do assassinato, permitindo, assim, o aprimoramento das políticas públicas para coibi-la e preveni-la”, diz trecho do documento.
A medida fortaleceu a Lei Maria da Penha, sancionada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Reconhecida mundialmente como um grande instrumento de combate à violência contra as mulheres, a Lei Maria da Penha providenciou as medidas protetivas de urgência, mas a Lei do Feminicídio ajudou a endurecer as penas de homicídios praticados contra mulheres por razões de gênero, estabelecendo, inclusive crime inafiançável.
Mas, logo após o golpe de Estado que colocou o ilegítimo Michel Temer (MDB-SP) no poder, tudo começou a piorar. O golpista Temer cortou 61% das verbas destinadas ao atendimento de mulheres vítimas de violência de 2016 para 2017.
De 42,9 milhões previstos para o setor, em 2016, o orçamento caiu para 16,6 milhões, em 2017, segundo dados do Portal do Orçamento do Senado Federal. Também houve redução de 54% do orçamento para políticas de incentivo à autonomia das mulheres, diminuindo de R$ 11,5 milhões para R$ 5,3 milhões, no mesmo período, afetando, por exemplo, programas como o ‘Mulher, Viver sem Violência’. FOTO: ROBERTO PARIZOTTI
Para a ex-ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, a conjuntura não surpreende, já que o golpe é perverso, neoliberal e misógino, como classifica. Segundo ela, isso demonstra o descaso de um governo ilegítimo a serviço das classes dominantes.
“As mulheres serão as mais afetadas com medidas como a do congelamento dos gastos públicos por 20 anos, aprovado por maioria no Congresso Nacional. Elas são as maiores usuárias dos serviços de saúde e educação”, denuncia a ex-ministra.
Além disso, segundo ela, a reforma Trabalhista, que flexibiliza os direitos históricos da classe trabalhadora, atinge, sobretudo, as mulheres. “Elas já recebem menores salários e agora terão de se deparar com o fato de que gestantes poderão trabalhar em lugares insalubres”, critica.
Secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT, Junéia Batista ressalta, porém, que, mesmo diante de um cenário de retirada de direitos, o movimento sindical, ao lado dos movimentos populares, tem cumprido papel fundamental na luta de resistência.
“A pressão das trabalhadoras e dos trabalhadores tem barrado inúmeros retrocessos no Brasil, mas ainda temos muitas lutas pela frente para combater o golpe e o machismo e barrar medidas como a reforma da Previdência, que hoje está suspensa, mas pode voltar a qualquer momento”, diz.
Fonte: CUT Brasil
Mulheres negras sofrem mais com trabalho precário e falta de investimentos
Jornalista: Maria Carla
“Tudo o que é precário, desprotegido, atinge as populações mais vulneráveis, especialmente mulheres negras e jovens”, diz economista da Unicamp
Análise feita pela economista, Marilane Teixeira, do CESIT-Unicamp, nos dados da PNAD Contínua do IBGE, mostra como a crise econômica atingiu as mulheres, em especial as negras e menos escolarizadas, nos últimos três anos.
Segundo a professora, mais de 50% do total de 14,1 milhões de desempregados em 2017 são mulheres – 63,2% delas são negras. No primeiro trimestre do ano passado, o desemprego atingiu 73% das mulheres. Entre as negras, o percentual foi de 96%.
O emprego formal perdeu posição diante das demais modalidades de contratação: caiu de 39,8% para 36,8% entre as mulheres brancas e de 32,2% para 30,5% entre as negras. Caiu também o número de trabalhadoras domésticas com carteira assinada ao mesmo tempo em que houve aumento de 11,7% no número de domésticas sem registro em carteira. Já o trabalho por conta própria cresceu 17,6% entre as mulheres negras e 10% entre as brancas.
O Portal CUT conversou com a economista sobre o retrocesso que a recessão representou na vida das mulheres brasileiras.
Confira a entrevista: Portal CUT: Os dados da PNAD demonstram que é a mulher, em especial a negra, que mais sofre com os efeitos da crise. Por quê? Marilane Teixeira: Os dados dos últimos três anos são convincentes sobre isso. As mulheres, em especial as negras, são as que compõem os estratos de renda e família mais pobres. Muitas tentaram ingressar no mercado de trabalho, mas poucas conseguiram emprego, efetivamente. Elas foram para o mercado de trabalho, talvez, por conta das condições em casa, porque outros membros da família perderam o emprego e houve a necessidade de complementar a renda familiar.
A partir do momento que elas ingressam no mercado de trabalho, mas não conseguem emprego, há o aumento da taxa de desemprego, que sempre foi mais alta para as mulheres.
No 4° trimestre de 2017, aumentou para quatro milhões o número de mulheres negras desempregadas. Outro dado importante é que as mulheres negras que entraram no mercado foram para os trabalhos informais, ou por conta própria, ou ainda em uma categoria que chamamos de empregadora ou microempreendedora individual, que é a cabeleireira, a manicure, ou ainda quem faz alimentos em casa para vender. Portanto, o emprego é precário e gera insegurança. ROBERTO PARIZOTTITrabalho informal, precário, o chamado “bico”, atinge mais as mulheres negras
Marilane Teixeira: Sim. E são três pontos para analisarmos o porquê. Primeiro é que temos raízes históricas que nos remetem ao período de escravidão.
Tudo o que é precário, desprotegido, atinge as populações mais vulneráveis, especialmente mulheres negras e jovens.
Outro ponto a ser analisado é que a economia, no último período, apresenta uma pífia recuperação. A projeção para 2017 é de crescimento de 1% no PIB. A pergunta é: não deveria haver geração de emprego decente?
O fato é que a geração de emprego precário está associada ao projeto de sociedade. Gera-se emprego em um setor, o de serviços, basicamente, de maneira semelhante ao que se via nos anos 1990, quando havia uma brutal concentração de renda. O emprego gerado é o trabalho doméstico, por conta própria, serviços pessoais que são característicos de uma sociedade com concentração de renda. E são as parcelas mais vulneráveis que se sujeitam. REPRODUÇÃO Cena do filme ‘Histórias Cruzadas’ que aborda a questão da segregação racial, em especial das mulheres negras
Portal CUT: Podemos dizer que essas pessoas estão “se virando para sobreviver”? Marilane Teixeira: Claro. O emprego por conta própria é exatamente isso: “trabalhar em casa para se virar”. A trabalhadora gera sua própria demanda. Por exemplo, faz em casa o salgado, o pastel, o sanduíche, para vender de casa em casa, nos pontos de ônibus, em locais de maior concentração de pessoas.
Existe, dentro de casa, uma pressão para que ela vá para mercado de trabalho para ajudar em casa, mas o único caminho que elas têm é esse.
Por outro lado, no último período houve cortes de investimentos públicos federais que impactaram na vida das mulheres. Ela tem que dar conta da casa, da família, da reprodução e ao mesmo tempo encontrar um bico.
Quando se reduz políticas públicas de proteção às pessoas, em especial para a mulher, o impacto é ainda maior. Imagina se uma pessoa da família está doente e o sistema de saúde público manda ela para casa por falta de recurso. Quem vai cuidar desse enfermo? Obviamente é a mulher. É mais uma responsabilidade nas costas dela. As pessoas mais vulneráveis, que dependem da proteção do Estado, não são vistas de forma justa porque não fazem parte de um mundo mercantilizado. Portal CUT: Aos olhos dos conservadores, esse tipo de atividade é vista como “história de superação”, mas quais são as consequências desse tipo de situação? Marilane Teixeira: Existe uma falsa ideia de que essas pessoas são empreendedoras. É um equívoco porque são trabalhos gerados em péssimas condições.
A verdade é que a maior parte dessas pessoas gostaria de ter emprego com registro, com direitos, e não depender de atividades inseguras, principalmente, porque a renda é pequena.
O percentual de pessoas que receberam até meio salário mínimo em 2017 é alarmante. No último trimestre do ano passado, havia 9.197.157 de pessoas ocupadas recebendo até meio salário mínimo. Mais da metade, 53%, eram mulheres. As mulheres negras correspondem a 38% do total de quem recebia até meio salário. Ou seja, esse emprego que os conservadores chamam de empreendedorismo gera renda insuficiente para garantir sobrevivência. Quem vai viver com meio salário mínimo por mês? Portal CUT: É o que sobra para as pessoas mais vulneráveis? Marilane Teixeira: Se você analisar especificamente as mulheres negras, vai concluir que, por estarem nas camadas menos favorecidas, elas são mais discriminadas, marginalizadas e dificilmente irão para um caixa de um supermercado, por exemplo. O que sobra realmente é o trabalho mais precário, o trabalho doméstico. Essas raízes culturais brasileiras, conservadoras, estruturam a sociedade tornando-a racista e sexista. E em crise, esses fatores ficam exacerbados.
Se você analisar especificamente as mulheres negras, vai concluir que, por estarem nas camadas menos favorecidas, elas são mais discriminadas, marginalizadas e dificilmente irão para um caixa de um supermercado, por exemplo. ROBERTO PARIZOTTIDesigualdade estrutural: a maioria dos postos de trabalhos mais precarizados, como emprego doméstico e serviços de limpeza, é ocupado por mulheres negras
Portal CUT: Você fez uma avaliação sobre os recentes períodos da história brasileira ao analisar os dados da PNAD. Houve retrocesso? Marilane Teixeira: É um contraste. Mais que isso. É uma diferença gritante. Todos os dados, principalmente no mercado de trabalho, melhoraram entre 2004 e 2013. Naquele período, aumentou a formalização do trabalho, melhorou a renda, houve todo um processo de inclusão social com políticas públicas que estão sendo desmontadas. Se você analisar o período de 2004 a 2009, praticamente todos que entraram no mercado de trabalho foram incorporados. A formalização do trabalho melhorou especialmente para as mulheres. Estamos falando de emprego decente, de qualidade…
Canal da Educação vai ao ar, nesta quarta (7), com o tema do 8 de Março
Jornalista: Maria Carla
O Canal da Educação vai ao ar, especialmente nesta quarta-feira (7), a partir das 20h, com o tema do 8 de Março: Dia Internacional da Mulher.
O tema será apresentado pela coordenadora da Secretaria para Assuntos e Políticas para as Mulheres Educadoras do Sinpro-DF, Vilmara Pereira do Carmo. Ela irá falar sobra a data, as lutas históricas das mulheres e a pauta deste 8 de março de 2018. A diretora irá responder às perguntas enviadas pelos espectadores pelo Facebook do Sindicato.
Outras falas relacionadas ao tema será sobre a Assembleia Geral do Sinpro-DF, a ser realizada nesta quinta (8), a partir das 14h30, no estacionamento do Teatro Nacional, bem como sobre o ato público denominado “8 de Março Unificadas”, a ser realizado na praça do Museu da República, na Esplanada dos Ministérios, a partir das 17h.
O Canal da Educação é transmitido pelo Facebook do Sinpro-DF. Produzido e apresentado pelo jornalista Valdir Borges, o Canal da Educação é transmitido, quinzenalmente, às 20h todas às quinta-feiras, ao vivo, pelo Facebook do Sinpro-DF e pela TopTV Brasil e permite a participação em tempo real.
Nesta semana, o programa será apresentando excepcionalmente nesta quarta-feira (7) em razão do Dia Internacional da Mulher.
As perguntas podem ser enviadas pelo Facebook (o vídeo também disponibilizará um espaço para interação).
Participe!
Sindicalização e renovação das carteirinhas poderão ser realizadas na assembleia de quinta (8)
Jornalista: Leticia
O Sinpro orienta os (as) professores (as) e orientadores (as) educacionais sindicalizados para que levem suas carteirinhas na assembleia da próxima quinta-feira (8) para que as mesmas sejam atualizadas.
Já os (as) professores (as) e orientadores (as) educacionais recém-empossados e que não fizeram suas sindicalizações no dia da posse também podem fazê-las na assembleia. Da mesma forma, quem já é sindicalizado (a) e por ventura esteja sem a carteirinha também poderá fazê-la no local.
A assembleia geral será nesta quinta (8) às 14h30 no estacionamento do Teatro Nacional. Entre os assuntos a serem discutidos estão a campanha salarial; a reestruturação da pauta de reivindicações; a nomeação de concursados(as); o pagamento da pecúnia aos(as) aposentados(as); a Conape 2018 e a reforma da Previdência (estado de alerta).
Após a assembleia, e para celebrar o Dia Internacional da Mulher, haverá um ato denominado “8 de Março Unificadas”, às 17h, no Museu da República. O objetivo é intensificar a luta contra os retrocessos promovidos pelo governo Temer à vida das trabalhadoras.
Mais informações sobre a assembleia aqui.
Trabalhadores unidos não inviabilizam a greve de outros trabalhadores
Jornalista: Leticia
Em assembleia realizada nesta terça-feira (7), os vigilantes decidiram permanecer em greve contra a retirada de direitos e intransigência dos patrões. Professores (as), orientadores (as) educacionais e funcionários (as) de escolas não podem fazer o trabalho de quem está no seu direito constitucional de greve. Inclusive essa prática (furar greve de outra categoria) deve ser denunciada aos diretores do Sinpro, que informarão ao Sindicato dos Vigilantes (Sindesv-DF).
O Sinpro apoia a luta dos vigilantes e orienta para que as escolas públicas do DF não substituam os vigilantes por qualquer outro trabalhador que atua na escola, pois esta função não cabe a estes servidores.
TV Sinpro desta terça (6) abordará a realização do Fórum Alternativo Mundial da Água
Jornalista: sindicato
O programa TV Sinpro na TV Comunitária desta terça-feira (6/3) irá debater a realização do Fórum Alternativo Mundial da Água – FAMA.
Para falar sobre o assunto foram convidados o coordenador de Políticas Sociais do Sinpro, Gabriel Magno, e Perci Coelho, da coordenação do Comitê – DF do FAMA.
O TV Sinpro desta terça vai ao ar às 17h, ao vivo, na página do Sinpro no Facebook. O programa também é veiculado no Canal 12 da NET, no site e na fanpage da TV Comunitária.
As reprises do programa são exibidas no decorrer da semana. Confira a programação a seguir:
Terças – 22h
Quartas – 18h30
Quinta – 13h30 e 22h30
Sábado – 13h
Domingo – 18h30 Leia também:
>>> Brasília sedia Fórum Alternativo Mundial da Água