Cálculo de Balada é o destaque do Programa Alternativo
Jornalista: Luis Ricardo
O Programa Alternativo deste sábado (04) mostra um projeto de sucesso entre os estudantes do Centro de Ensino Médio 01 de São Sebastião. Com o objetivo de transformar as aulas de matemática em algo mais atrativo, o Cálculo de Balada treina os alunos a resolverem questões do ENEM a partir de aulas diferenciadas, em um lugar inusitado.
“No tempo de uma música os estudantes resolvem uma questão. Após a música parar, eles pegam o celular e respondem a questão através de um aplicativo. Para reforçar o clima de balada, fazemos umas paródias matemáticas com várias músicas. Isto tem surtido efeitos bastante positivos”, diz o professor de matemática Felipe Pacheco.
O Programa, apresentado pelo SBT, vai ao ar sempre aos sábados, às 12h30, e mostra entrevistas e matérias referentes à realidade da educação no Distrito Federal. Um dos objetivos é oferecer a oportunidade para que escolas e professores participem da discussão e enviem sugestões para os próximos programas. As pautas podem ser mandadas para o e-mail faleconoscoimprensa@sinprodf.org.br.
Sinpro-DF convoca professores aposentados entre fevereiro de 2016 e em 2017 para reunião na terça (7)
Jornalista: Maria Carla
A diretoria colegiada do Sinpro-DF convoca todos(as) os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais que se aposentaram entre fevereiro de 2016 e durante o ano de 2017 para uma reunião sobre o pagamento da pecúnia da licença-prêmio.
A reunião será realizada na sede do sindicato (Setor Gráfico, quadra 6, nº 2.260), nesta terça-feira (7/11), às 14h.
A diretoria lembra que tem lutado insistentemente pelo pagamento da pecúnia da licença-prêmio. Todas as vezes que o Governo do Distrito Federal tentou subtrair esse direito, o sindicato foi à luta para impedir. Uma das últimas ações ocorreram nos dias 24/9 e 28/10, esta última foi um ato público na Praça do Buriti.
Sinpro lança Coletivo de Meio Ambiente nesta segunda (06)
Jornalista: Luis Ricardo
A diretoria colegiada convida os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais para o lançamento do Coletivo de Meio Ambiente do Sinpro, nesta segunda-feira (06), às 19h, na sede do sindicato. A construção do coletivo foi aprovada durante o último congresso do Sinpro e tem como objetivo reunir professores para fazer o debate sobre o meio ambiente.
Segundo o diretor do Sinpro Gabriel Magno, esta pauta ganha um peso muito grande devido à importância do tema e pelo fato do 8º Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA) ser realizado em 2018, em Brasília. “Vivemos um momento de necessários debates sobre a água, saneamento básico e lixos recicláveis. Aliado a isto, precisamos revidar o momento de ataques às riquezas do Brasil. Além de discutir a questão da água no DF, que é uma questão latente, precisamos debater a pauta ambiental e como os professores podem introduzir esta temática nas salas de aula”, analisa o diretor.
O FAMA reúne representantes de movimentos sociais, ambientais e da sociedade civil em geral para denunciar a mercantilização da água. É neste contexto que a participação de todos e todas é de grande importância neste lançamento para que, juntos, possamos organizar os próximos passos desta luta.
Sinpro realiza o 3º Ciclo de Aprendizagem e a Semestralidade
Jornalista: Luis Ricardo
A Secretaria de Política Educacional do Sinpro promove no dia 9 de novembro, às 14h, na sede do sindicato, a abertura do Ciclo de Debates Pedagógicos, que este ano terá como tema o 3º Ciclo de Aprendizagem e a Semestralidade. O objetivo é debater com os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais a construção pedagógica do terceiro ciclo de aprendizagem como alternativa à seriação, e a semestralidade como organização da seriação no ensino médio. A implementação é necessária até o final de 2018, como orienta o Plano Distrital de Educação (PDE).
Segundo a diretora do Sinpro Berenice Darc, a categoria está ansiosa pelo debate, já que hoje, a partir do PDE, a implementação do ciclo virou lei. “O debate do 3º Ciclo (séries finais – 6º ao 9º ano) foi mais demorado que o 1º e o 2º, mesmo com a posição da categoria sobre o esgotamento da seriação. Agora vamos construir políticas que deem alternativa à seriação”, explica a diretora.
O seminário é um movimento importante de escuta, de debate, de construção e de avaliação, e a participação de todos e todas tem uma grande importância para que possamos ver como a categoria está percebendo a organização do ciclo e da semestralidade. “A partir deste debate, poderemos levantar parâmetros para esta importante construção em 2018”, finaliza Berenice. Clique aqui e faça a sua inscrição.
Em virtude do feriado do Dia de Finados, a Diretoria Colegiada informa que a sede e subsedes do Sinpro estarão fechadas nesta sexta-feira (03). O expediente voltará ao normal na segunda-feira (06).
Um bom feriado a todos e todas.
CONAPE 2018: conferências escolares devem ser realizadas até o dia 08/11
Jornalista: Leticia
Para garantir a Conferência Nacional Popular de Educação (CONAPE 2018) e manter a mobilização em defesa do Plano Nacional de Educação (PNE) e do Plano Distrital de Educação (PDE), o Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE) convocou as etapas estaduais e distrital da CONAPE. As mesmas são fundamentais para promoverem o debate, a formulação e avaliação de temas de interesse público.
O primeiro passo para este processo no DF, o Fórum Distrital de Educação (FDE), em conjunto com a Secretaria de Educação conclamam as unidades escolares para realizarem suas Conferências Escolares até o dia 8 de novembro, para assim assegurarem suas representações nas Conferências Regionais. A representação se fará elegendo um representante de cada segmento da comunidade escolar: carreira Magistério, carreira assistência à Educação, estudantes (com mais de 15 anos) e um representante de mãe, pai ou responsável, totalizando 4 delegados indicados por unidade escolar. Os delegados eleitos devem ser registrados em ata e cópia da ata enviada à Coordenação Regional de Ensino.
Já as Conferências Regionais complementarão este processo com a escolha dos delegados para a CONAPE – etapa Distrital, no qual serão eleitos os representantes do DF para o encontro nacional em abril de 2018, em Belo Horizonte.
As Conferências Regionais ocorrerão sob o seguinte calendário:
21/11 – Brazlândia, Ceilândia, Gama, Guará e Núcleo Bandeirante;
22/11 – Paranoá, Planaltina, Plano Piloto, Recanto das Emas e Samambaia;
23/11 – São Sebastião, Santa Maria, Sobradinho e Taguatinga.
No dia 29/11, na Eape, será realizada a Conferência Livre da CONAPE exclusiva para os profissionais do Magistério. Os temas e critérios para a escolha dos delegados serão divulgados em breve.
Museu da Educação do Distrito Federal lança portal interativo
Jornalista: sindicato
Com o objetivo de fortalecer o resgate, a pesquisa e a difusão da memória da educação pública do Distrito Federal, o Museu da Educação do Distrito Federal (MUDE) apresenta seu Portal à comunidade educativa do Distrito Federal, na quarta-feira (8/11), das 8h30 às 12h. O local do evento será no Espaço Israel Pinheiro, na Praça dos Três Poderes (próximo ao Espaço Oscar Niemeyer).
O Museu da Educação do Distrito Federal configura-se como espaço cultural e educativo que revela histórias do pioneirismo e da utopia presentes na construção do sistema de ensino de Brasília e da proposta revolucionária de autoria do educador Anísio Teixeira. A realização deste portal foi viabilizada por financiamento concedido pela Fundação de Apoio à Pesquisa (FAPDF) e a sua função é difundir a memória e a história da educação brasiliense tendo como lema “somos todos aprendizes”.
A iniciativa visa a assegurar a democratização de acesso ao conhecimento já constituído sobre essa memória educativa, permitido, maior interatividade com professores, pesquisadores, estudantes e diversos públicos usuários do Museu.
Em www.museudaeducacao.com.br o visitante encontrará um espaço de memórias do passado em diálogo com a educação do presente. Nesta página é possível visitar fotografias, documentos, filmes, vídeos, livros e interagir com outros objetos educacionais de época, com ênfase nas ações educativas desenvolvidas por meio de cursos, oficinas, debates, pesquisas e atividades lúdicas.
O movimento do magistério público do Distrito Federal no ano de 2015 foi justo e legítimo, como o é todo movimento de trabalhadores(as) quando reivindica direitos e melhores condições de vida e trabalho. Tinha como eixo a exigência do cumprimento da última parcela prevista no plano de carreira da categoria a ser paga em setembro/2015, caloteada pelo governador Rollemberg.
A truculência e a péssima relação deste com os sindicatos e movimentos sociais estabelecida desde o primeiro dia de seu (des)governo levou ao triste e lamentável episódio do ataque irresponsável e covarde ao legitimo movimento paredista dos/as professores/as onde a tropa de choque da Polícia do DF, acionada pelo truculento governador, promoveu um dos episódios mais lamentáveis da história de Brasília e que ficou gravado na memória coletiva da categoria como o Massacre do Eixão tendo como único responsável o comando do Buriti.
O que se seguiu durante todo o seu (des)governo foi uma sequência de ataques e desprestígio aos servidores/as públicos/as de modo geral e aos/as educadores/as de forma específica.
Tal ofensiva expôs o modelo de gestão neoliberal do governo em questão, bem como todo o reducionismo e empobrecimento das políticas e dos serviços públicos devidos à população.
Nessa esteira, o DF vem amargando talvez a pior administração de todos os tempos, com sua política de arrocho, prejudicando sobremaneira a economia da cidade, promovendo aumento de impostos, de passagens, redução de investimentos nas áreas essenciais como educação, saúde e mobilidade urbana.
Precisamos construir um novo projeto político para o Distrito Federal e o Brasil, que esteja em sintonia com políticas de inclusão social, necessariamente, pela valorização do serviço e do servidor/a público e que coloque a saúde, segurança, mobilidade urbana e educação como prioridades nas ações de governo. Que a educação pública seja vista como estratégica para o desenvolvimento regional e como elemento de combate as desigualdades sociais.
Temos que manter viva a memória das nossas lutas e dar a respostas a esse (des) governo nas urnas em 2018!
Viva a luta dos trabalhadores/as da educação!!!
Viva os/as profissionais da educação em luta permanente por uma educação pública, de qualidade socialmente referenciada e emancipadora para os filhos da classe trabalhadora.
Jairo Mendonça, Pedagogo, Especialista em Políticas Públicas e Gestão da Educação e Professor da Secretaria de Estado da Educação.
CLDF vota hoje projeto para PDAF virar Lei. Compareça!
Jornalista: Leticia
Nesta terça-feira (31), a partir das 15h, a Câmara Legislativa do DF discute e vota em segundo turno o Projeto de Lei nº 360 / 2015, em tramitação conjunta com o Projeto de Lei n°1.674 / 2017, que implementa o Programa de Descentralização Administrativa e Financeira, o PDAF.
“É importantíssimo a presença de todos os gestores na CLDF, para garantir que não haja alguma mudança, alguma emenda que contrariem os nossos interesses. Algumas delas entram em choque com os interesses de todos nós, como por exemplo a proposta de que o dinheiro do PDAF sirva para o pagamento do pessoal da limpeza, merendeiras e vigilantes. Esta não é a função do PDAF, desvirtua o propósito do projeto”, afirma Júlio Barros, diretor do Sinpro.
O PDAF atualmente é executado através de uma Portaria, mas sua transformação em Lei é fundamental para a Educação pública do DF. Entre os destaques do texto, consta que as escolas podem fazer obras de caráter estrutural se o setor de engenharia da SEE-DF, Novacap e Administração Regional não deram uma resposta a respeito em 45 dias. Outro ponto positivo é o que estabelece que os repasses financeiros devem ser realizados para as escolas até 20° dia letivo de cada semestre.
O projeto já passou pelas comissões necessárias e aprovado em 1° turno. Sendo aprovado nesta terça, segue para a sanção do governador. Compareça!
* Rosilene Corrêa
O processo de estrangulamento que a Educação vem sofrendo nos leva a imaginar que, seguindo esse ritmo, em breve, não restará pedra sobre pedra. Os ataques vêm das mais diversas frentes, e sua autoria é sempre daqueles e daquelas que patrocinaram o golpe jurídico-parlamentar que derrubou Dilma para fazer ascender ao poder o programa que foi derrotado nas urnas em 2014.
Em 2016, com a aprovação da PEC do Fim do Mundo (Emenda Constitucional 95/2016, que limita investimentos públicos por 20 anos) e com a entrega do pré-sal, já ficava nítido que a Educação seria uma das áreas mais afetadas deste novo e nebuloso período. A cada dia, essa percepção se confirma.
O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), enviado pelo governo ao Congresso Nacional há algumas semanas, é mais uma demonstração do desprezo pela Educação. Depois de ter afirmado que a área não sofreria cortes para o próximo ano, Michel Temer propõe, no PLOA, um investimento 3% menor do que o anterior. Na Educação Básica, somente de 2015 para 2018, a redução de recursos foi de mais da metade (de R$9 bi para R$4,4 bi).
Esse corte de verbas sufoca uma área vital para o desenvolvimento do país, bem como para o combate das históricas e profundas desigualdades que nos caracterizam. Todos sabemos que prioridade se verifica por investimento, não por discurso: é preciso dinheiro para a formação e a valorização dos profissionais da Educação, para equipar as escolas, para oferecer um tratamento digno aos e às estudantes, para que a escola se insira da melhor forma possível na comunidade.
E o momento de terror vai ainda mais longe. Os ataques estão contidos na autoritária reforma do ensino médio; incluem as ameaças de retirar a História e Cultura Indígenas e da África das escolas; a autorização do STF para a transmissão de credo único em aulas de ensino religioso; o fantasma do projeto de Lei da Mordaça, oportunisticamente chamado “Escola Sem Partido”. Tudo isso pretende usurpar da Educação seu potencial emancipador, sucateando a escola pública e cassando esse direito fundamental do povo.
No DF, o governo Rollemberg segue a mesma cartilha: além do calote da última parcela do nosso Plano de Carreira; o GDF mantém dívida com aposentados e aposentadas, que não receberam a pecúnia de suas licenças-prêmio; promove mais um saque à Previdência dos servidores (as); e continua sem nomear professores (as) e orientadores (as) concursados (as).
Costumamos dizer que a falta de Educação não causa morte imediata, mas sim, uma morte lenta, pois destrói os pilares de formação da população. Entretanto, infelizmente, o que verificamos hoje é que o governo golpista tem buscado armas eficazes para dar o golpe fatal na Educação Brasileira e, por consequência, em todos (as) nós. * Rosilene Corrêa é professora da rede pública de ensino do Distrito Federal e diretora de Finanças do Sinpro-DF.