Apesar de a CPI provar que não há rombo, governo insiste na reforma

As derrotas que Brasil sofreu na semana passada jamais permitirão a seu povo ser, de fato, uma Nação soberana. Na primeira delas, os deputados federais que se venderam, pela segunda vez este ano, por R$ 32 bilhões, para barrar a segunda acusação da Procuradoria Geral da República (PGR), impediram a investigação do presidente da República ilegítimo Michel Temer, acusado de formação de organização criminosa e obstrução da Justiça.
Com o arquivamento da denúncia, eles fortalecem ainda mais a meta do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, de entregar aos banqueiros que operam empresas de previdência privada as contribuições financeiras dos trabalhadores brasileiros à Previdência Social. Os estudos sobre a Previdência Social brasileira e, agora, a CPI têm mostrado e comprovado que a Previdência é tão superavitária que mais de 30% de seus recursos financeiros são desviados por meio da DRU para pagamento de dívida pública, ou seja, 30% de seus recursos são já são entregues, mensalmente, ao sistema financeiro.
Depois do arquivamento da segunda denúncia da PGR contra Temer, Meirelles voltou a dizer, na imprensa nacional e internacional, que, agora, o Congresso Nacional tem de aprovar, na íntegra, a reforma da Previdência. Ele e a mídia insistem no discurso do rombo, que já foi desmentido por várias instituições sérias, como universidades públicas e entidades do movimento sindical, como a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), entre outras instituições.
Até o Senado Federal comprovou, neste mês, que não há nenhum rombo na Previdência e que não há a menor justificativa plausível para um governo ilegítimo pôr em curso uma reforma que só interessam ao sistema financeiro e a megaempresários nacionais e internacionais, geralmente, operadores de empresas privadas de previdência social. Após seis meses de trabalho na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência, o relator, Hélio José (PROS), anunciou que o sistema não é deficitário.
O relatório da CPI da Previdência diz que os problemas da Previdência são de ordem administrativa e de vontade política, como, por exemplo, o desvio de grandes volumes de recursos financeiros da Seguridade Social para outros setores do governo; a incapacidade do poder público de cobrar os grandes devedores do INSS – geralmente os grandes empresários que estão trabalhando em favor da reforma de Michel Temer e os bancos –, além dos sucessivos programas de perdão dessas dívidas.
De acordo com o relatório, a dívida das empresas privadas com a Previdência já está em R$ 450 bilhões. A Procuradoria Nacional da Fazenda calcula que, desse total, somente R$ 175 bilhões são factíveis de serem recuperados.
A segunda derrota do Brasil foi a entrega do pré-sal às megaempresas internacionais de exploração de petróleo. Dois dias depois do arquivamento da denúncia da PGR, o outro crime contra a Nação foi o leilão e entrega, a preços vis, de oito blocos de pré-sal a empresas estrangeiras.
Importante lembrar que os deputados federais que votaram contra a segunda acusação da PGR são os mesmo que estão dilapidando o país ao votarem a favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff para abrir o caminho para a aprovação de políticas contra o país, como a reforma trabalhista que acabou com a CLT, a reforma do Ensino Médio, a PEC 241/16 – que congelou por 20 anos os investimentos os gastos primários do Estado brasileiro, ou seja, retiraram investimentos em educação, saúde, segurança, assistência social, entre várias outras reformas.
Confira o Relatório da CPI da Previdência do Senado Federal
A diretoria colegiada do Sinpro-DF entende que somente com participação, unidade e muita luta a categoria docente e demais trabalhadores do país poderão impedir a reforma da Previdência proposta pelo governo ilegítimo Michel Temer. O Sinpro-DF é uma das entidades que têm feito, insistentemente, a denúncia sobre o real objetivo dessa reforma, quem está por trás dela e divulgado todos os esclarecimentos sobre a situação o Sistema de Seguridade Social brasileiro, conquistado com muita luta da classe trabalhadora.
Confira aqui outras matérias sobre a reforma da Previdência:
Por que os professores têm aposentadoria especial?

Impactos da reforma da Previdência na educação básica
Reforma da Previdência aprofundará doenças ocupacionais do magistério
Ministro da Fazenda vai a evento do Itaú, em Londres, anunciar reforma da Previdência em novembro
Em 2016, Sinpro-DF produziu primeira série de reportagens sobre a reforma da Previdência
Entre maio e novembro de 2016, o Sinpro-DF apresentou à categoria a primeira série de reportagens sobre a primeira versão do texto da reforma da Previdência, a PEC 287, esmiuçando os cálculos propostos pelo governo ilegítimo, explicando os prejuízos nefastos que iria causar na população e na categoria docente, desmascarando os interesses do empresariado e do sistema financeiro, contando a história e os motivos da criação, no Brasil, de um Sistema de Seguridade Social independente e sem nenhum tipo de rombo.
Confira aqui matérias da primeira série, todas as demais matérias que, embora o texto que irá ao Plenário seja o substitutivo, intitulado de PEC 287-A, os efeitos são os mesmo da PEC 287.
Reforma da Previdência e PEC 241/16 são imposições do FMI
Confira a seguir outras matérias da série Reforma da Previdência:
Estudos demonstram que há superávit na Previdência e reforma é para retirar direitos
Reforma da Previdência do presidente não eleito põe fim à paridade no funcionalismo
Governo manipula e chama as renúncias de rombo na Previdência

Programa Alternativo destaca projeto de inclusão

A Mostra Cultural, projeto pedagógico desenvolvido pelo Centro de Ensino Especial 01 de Taguatinga, será o destaque do Programa Alternativo deste sábado (28). O projeto mostra a importância da inclusão no processo de busca de direitos e na luta por um lugar na sociedade. É com esta preocupação que os estudantes do CEE trabalharam o tema sob as mais diversas óticas culturais.
O Programa, apresentado pelo SBT, vai ao ar sempre aos sábados, às 12h30, e mostra entrevistas e matérias referentes à realidade da educação no Distrito Federal. Um dos objetivos é oferecer a oportunidade para que escolas e professores participem da discussão e enviem sugestões para os próximos programas. As pautas podem ser mandadas para o e-mail faleconoscoimprensa@sinprodf.org.br.

Governo Rollemberg mais uma vez descumpre acordo, mantém calote e posterga prazos para cumprir a Lei

Dentro da semana de valorização do servidor público, a Comissão de Negociação (formada por representantes do Sinpro e do SAE (Sindicato de Assistência à Educação), se reuniu com Wilson de Paula (Secretário de Fazenda) e Marcio Gimenez (Subsecretário de Relações de Trabalho e Terceiro Setor) na manhã desta sexta-feira (27), no prédio anexo do Buriti.
Do lado de fora, professores (as) e orientadores (as) educacionais da ativa e aposentados(as), e servidores(as) aprovados(as) em concurso que esperam nomeação, aguardavam uma definição, com a esperança que todo esse período de calotes do governador Rollemberg perante os(as) servidores(as) públicos(as) poderia, enfim, ter um capítulo final. Segundo o diretor do Sinpro Gabriel Magno, o secretário da Fazenda do DF, Wilson de Paula, disse durante a reunião que o governo chamará professores e orientadores concursados, conforme consta na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). “Ele disse que o GDF vai chamar professores e orientadores, que estão na lista de convocações que o governo está anunciando, mas que vai respeitar o planejamento da LDO. A data para estas convocações ainda será definida pela Secretaria de Educação, mas que provavelmente será para o início de 2018”, explicou o diretor.
Mas esta novela que aterroriza a categoria prossegue. O Secretário alegou a falta de recursos para justificar a morosidade do cumprimento do acordo para o pagamento da pecúnia dos(as) aposentados(as) no valor de R$ 100 milhões, até dezembro. Mesmo após divulgar de que o GDF teria outra realidade financeira com a transferência gradual dos fundos do Iprev, Wilson de Paula, após questionado pela Comissão, apenas afirmou que haverá empenho por parte do GDF para quitar as pendências (pecúnias de fevereiro a dezembro 2016) até junho de 2018.
“Hoje, dia 27 de outubro, é véspera do Dia do Servidor. Momento em que deveríamos ir para as ruas e praças para comemorar a data, por sermos nós a sustentação do Estado brasileiro. Mas infelizmente estamos aqui, saindo de uma reunião no Buriti, onde mais uma vez ficou claro que não há compromisso do GDF com o serviço público e muito menos com a Educação, que não foi, não está sendo e durante este governo não será prioridade. Nós nem estamos pleiteando prioridade, só pedimos respeito para aquilo que é conquista nossa, que é direito nosso”, aponta Rosilene Corrêa, diretora do Sinpro.
Os recursos do Iprev começarão a entrar no caixa do governo a partir do mês financeiro de novembro. Portanto, a Comissão já solicitou uma reunião com o GDF para o dia 1 de dezembro, quando um novo cenário financeiro poderá ser apresentado para a Comissão. Os servidores aposentados e concursados continuarão sua agenda de luta com o sindicato, buscando garantir o que lhes é de direito.
Fotos: Marcelo Tavares / ECOM

Nota de falecimento: Professora Help

A diretoria colegiada do Sindicato dos Professores no DF lamenta e informa, com pesar, o falecimento da professora Maria do Perpétuo Socorro Queiroz Catta Preta, mais conhecida pelos amigos e estudantes como Help,- ocorrido na madrugada desta sexta-feira (27/10). A docente estava recém-aposentada (em 7/7/2016).
O velório será amanhã, sábado (28/10), das 11h às 16h, no Jardim Metropolitano (BR 040 – Km 4,7  – Área Especial S/Nº – atrás do Atacadão/ – Parque Araruama, Valparaíso de Goiás – GO).
O Sinpro-DF presta toda solidariedade à família e aos amigos neste momento de dor.

Atividade faz parte da Semana de Valorização do Serviço Público e será realizada nesta sexta (27)

Professores(as) e orientadores(as) educacionais concursados(as), aposentados(as) e na ativa as) realizarão um ato público pela nomeação dos(as) imediata dos aprovados(as) e pelo pagamento da pecúnia da licença-prêmio dos(as) recém-aposentados(as), nesta sexta-feira (27), na Praça do Buriti, às 9h30.
Trata-se de uma atividade da Semana de Valorização do Serviço Público, que começou no sábado (21), com um ato público no Hemocentro de Brasília (confira matéria aqui), e prosseguirá até o dia 28 de outubro – Dia do Servidor Público. Acompanhe, no site e no Facebook do Sinpro-DF, uma série de matérias exclusivas sobre valorização do serviço público.
“O governo Rollemberg tem precarizado, cada vez mais intensamente, a educação pública do Distrito Federal. Hoje há dois extremos que desvalorizam o serviço: de um lado, professores(as) e orientadores(as), aprovados(as) nos concursos de 2013, 2014 e 2016, aguardando a nomeação, e, de outro, professores(as) e orientadores(as) educacionais recém-aposentados(as), aguardando o pagamento da pecúnia da licença-prêmio para finalizarem sua trajetória profissional”, observa Rosilene Corrêa, diretora do Sinpro-DF.
Os dois extremos ocorrem em todas as categorias do funcionalismo e denunciam o sucateamento a que o governo Rollemberg tem submetido o serviço público. Além de destruir a qualidade dos serviços, impõe aos servidores concursados dificuldades imensas para ingressarem na estrutura do Estado por causa da política de Estado mínimo, com contenção de investimento nos serviços públicos, congelamento dos reajustes salariais dos ativos e suspensão da contratação da mão de obra concursada. Ao mesmo tempo, impede os(as) aposentados(as) de gozarem do direito à aposentadoria por causa do não pagamento da pecúnia da licença-prêmio.
“Rollemberg impôs ao setor da educação a lógica da precarização e da desvalorização ao colocar professores do contrato temporário nas vagas de professores efetivos. A educação básica, por exemplo, está repleta de temporários. Isso fragiliza e desvaloriza, ao mesmo tempo, o serviço público e a carreira do magistério. Muitos professores em regime de contratação temporária, inclusive, são concursados e aguardam suas nomeações”, denuncia Cláudio Antunes, diretor de Imprensa do Sinpro-DF.
Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), de 2011, mostrou a importância dos serviços públicos para o país e apontou a falta de reposição de mão de obra concursada como uma das mais graves formas de precarização. No DF, a contratação de orientadores(as) educacionais é uma amostra dessa situação.
Desde que assumiu o Palácio do Buriti, Rollemberg só contratou cinco, dos 1.055 orientadores(as) concursados(as) em 2014. Ele está a cada dia retirando da escola pública o serviço de orientação educacional. “A orientação educacional é necessária e fundamental porque, dentre outras coisas, presta assistência a estudantes com dificuldades de aprendizagem e media conflitos”, explica Antunes. A atuação do(a) orientador(a) nas escolas públicas do DF é um dos fatores que a diferencia das escolas públicas brasileiras e que a transformou em escola modelo no país.
A diretoria colegiada do Sinpro-DF convoca a todos e todas, incluindo aí professores(as) e orientadores(as) educacionais da ativa, para participarem do ato público, desta sexta-feira (27), porque, afinal, a precarização afeta a toda a categoria.
Confira o número da educação que demonstram a falta de valorização do serviço público
Número de professores(as) e orientadores(as) educacionais sem receber a pecúnia da licença-prêmio:
Número de aposentadorias publicadas em:
2015 – 693
2016 – 1.178
2017 – 1.302 (até 24/10)
Professores(as) e orientadores(as) educacionais com pecúnia da licença-prêmio (PLP) a receber:
2016 – 786
2017 – Praticamente todos(as) os(as) aposentados(as), 1.302 até agora, uma vez que a SEEDF não permite que eles usufruam da PLP enquanto estão em atividade.
Número de professores concursados:
2015
Nomeados – 240
Empossados – 175
2016
Nomeados – 292
Empossados – 222
2017
Nomeados – 279
Empossados – 193

“Vitória de Eleonora Menicucci é também das mulheres brasileiras”, diz diretoria do Sinpro-DF

Nesta semana, a Justiça de São Paulo deu um passo importante para fortalecer a luta das mulheres brasileiras contra os crimes cometidos em nome do machismo: deu ganho de causa à ex-ministra da Secretaria de Políticas para Mulheres, Eleonora Menicucci, num processo por danos morais movido pelo ex-ator Alexandre Frota.
Eleonora acusou Frota de fazer apologia ao crime de estupro em rede nacional e ele a processou por danos morais. Ao conceder vitória à ex-ministra, a Justiça gerou jurisprudência e isso é considerado um passo importante no combate ao machismo e aos vários crimes, geralmente impunes, cometidos país afora em nome desse comportamento discriminatório contra mulheres, como, por exemplo, o estupro e o assédio sexual.
A decisão foi proferida em segunda instância, nessa terça-feira (24), no Fórum João Mendes, em São Paulo. Eleonora Menicucci havia sido condenada, em primeira instância, em maio, a indenizar o ex-ator em R$ 10 mil. Na ocasião, ela observou que não considera seu caso como algo individual. E, de fato, no Brasil, a maioria dos crimes contra a mulher fica impune.
Contudo, a decisão da segunda instância no caso da ex-ministra mostra que, apesar dos retrocessos, a Justiça é capaz de dar um passo favorável aos direitos humanos e aos direitos da mulher e, com isso, influir na luta contra o machismo e a impunidade. Após a Justiça professir a sentença, nessa terça, a ex-ministra declarou que a nova decisão da Justiça irá influenciar de forma positiva na luta das mulheres brasileiras contra o estupro e o assédio sexual. “Não defendo mais a mim, defendo a todas as brasileiras porque o estupro é um crime hediondo”, afirmou Meniccuci.
E completou: “Se recorri, é porque acredito que os juízes farão justiça. Se mantiverem minha condenação, eles estarão legitimando os crimes de estupro no Brasil”. Para a diretoria colegiada do Sinpro-DF, a decisão da Justiça fortalece a luta da mulher contra todo tipo de crime, até mesmo o feminicídio. “A vitória de Eleonora Menicucci é também uma vitória de todas as mulheres brasileiras”, afirmam as lideranças sindicais do Sinpro-DF.
“Para nós, mulheres, educadoras e feministas, essa é uma vitória muito grande porque ia ficar parecendo que, no meio desse golpe todo, a gente fica com cara de imbecis na sociedade brasileira. Como é que um cara que não tem nenhuma formação pedagógica faz a defesa de que não cometeu nenhum crime ao estuprar uma mulher e ainda consegue reverter na Justiça e, de réu, passa a ser vítima e ganha, em primeira instância, de uma mulher que foi a última ministra da extinta Secretaria de Política para Mulheres do governo Dilma, que questionava justamente o governo golpista?”, indaga Vilmara Pereira do Carmo, coordenadora da Secretaria para Assuntos de Políticas para Mulheres Educadoras do Sinpro-DF.
Ela considera a vitória de Eleonora uma vitória de todas as mulheres brasileiras e também da categoria docente. “Essa vitória nos remete e nos faz refletir sobre o debate atual acerca da ideologia de gênero, que tem sido disseminado em vários projetos, sobretudo em projetos de lei, e que atingem frontalmente o exercício do magistério a educação pública. É um debate que tem impedido fortemente a discussão sobre a sociedade machista e patriarcal em que vivemos e vem distorcendo o Plano Nacional de Educação (PNE), O Plano Distrital de Educação (PDE) e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O debate de gênero é o que dialoga com o conservadorismo intolerante que predomina na sociedade brasileira, que justifica os preconceitos e as discriminações, como faz o ex-ator em relação à mulher, ao homossexual, às negras e negros etc., analisa a diretora.
Ela destaca o fato de que a cultura machista e a impunidade são tão arraigadas na sociedade que “após a sentença, esse homem desacatou os juízes de segunda instância e ainda disse que irá recorrer, que vai apelar ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a gente espera, sinceramente, que o STF assuma uma postura firme contra, aí nesse caso, e não volte atrás dessa decisão de segunda instância”, afirma.
E completa: “Todos os comentários que ele faz demonstram o nível dele. Imagine ele declarar para todo o país que o juiz votou com a b…. e que isso pode virar jurisprudência? Frota declarou isso logo após a sentença ter sido proferida e nada acontece com ele? Quer dizer que ele pode dizer o que quer, pôr o Judiciário em descrédito, usar palavras de baixo calão e absolutamente nada acontece com ele? É muito complicado tudo isso. Temos sim de comemorar. É vitória nossa porque toda mulher que fala contra a violência que a gente sofre deve ser respeitada e fortalecida. O que ele fez, fala e faz o tempo todo mostra como os homens no nosso país estão liberados para a cultura do estupro, de fazer e falar o que quiserem que nada acontece com eles”, finaliza.
A condenação em primeira instância da ex-ministra ocorreu após ela tê-lo criticado durante um programa de TV. A crítica a Frota foi em razão da reunião entre o ex-ator e o ministro da educação Mendonça Filho, logo após o impeachment de Dilma Rousseff. Ele foi à Brasília dar “conselhos” ao ministro e Eleonora denunciou sua conduta, lembrando o fato de Frota ter declarado que fez sexo com uma mãe de santo desacordada. “Frota não só assumiu ter estuprado uma mulher, mas também faz apologia ao estupro”, disse a ex-ministra à época.

Confira o terceiro vídeo da série Valorização do Serviço Público

Dando continuidade à série Valorização do Serviço Público, o Sinpro lança o terceiro vídeo que fala da falta de educação física nas séries iniciais. A disciplina tem uma grande necessidade na vida do estudante, uma vez que o auxilia no desenvolvimento motor, em suas capacidades e nas habilidades físicas.
Mesmo diante de tanta importância, várias escolas públicas não tem educação física nas séries iniciais, fruto do descaso do GDF com a educação.
https://m.youtube.com/watch?feature=youtu.be&v=ZLhHuWLyWvs

Concursados(as) realizam ato

Na semana de valorização do serviço público, o Sinpro reuniu professores(as) e orientadores(as) educacionais aprovados nos concursos públicos de 2013, 2014 e 2016 para organizar as próximas mobilizações pela nomeação destes(as) profissionais. Para um auditório totalmente lotado, os diretores do sindicato enfatizaram a importância da contratação de servidores aprovados em concurso nas mais diversas áreas e um dos encaminhamentos foi a realização de um ato público nesta sexta-feira (27), às 9h30, em frente ao Palácio do Buriti.
O diretor do Sinpro Samuel Fernandes afirmou que o sindicato tem reivindicando a nomeação imediata dos profissionais aprovados nos últimos concursos públicos, mas apesar de todos os esforços o governo Rollemberg (PSB) tem utilizado a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e a falta de verba como desculpas para não contratar estes profissionais. O diretor ressalta que o GDF fez a nomeação de apenas 5 orientadores, enquanto a rede pública possui uma carência de 700 profissionais. “A diretoria colegiada do Sinpro não vai sossegar enquanto não conseguir zerar o cadastro reserva. A rede pública precisa e não conseguiremos chegar a uma educação pública de qualidade com um número reduzido”, afirma.
Já o coordenador da Secretaria de Saúde do Sinpro Manoel Filho enfatiza que estas convocações são importantes para a carreira magistério, porque além de fortalecer a luta por uma educação pública de qualidade, preenche o quadro com professores(as) concursados(as). “A escola deve ser ideologicamente isenta. Para isto, precisa ter professores e orientadores concursados. A luta de vocês é a nossa luta e, juntos, alcançaremos mais esta vitória”.
Dados revelam que a rede pública de ensino apresenta uma necessidade de aproximadamente três mil nomeações. Mesmo diante disto, o GDF não nomeia os aprovados nos concursos de 2013, 2014 e 2016. “O projeto deste governo é de fazer choque de gestão e isto implica em fazer o Estado mínimo, ou seja, não contratar os concursados”, explica o coordenador da Secretaria de Imprensa do Sinpro Cláudio Antunes, enfatizando a importância da união de todos e todas nas mobilizações chamadas pelo sindicato. “Quando o Sinpro chamar para algum ato, é preciso que todos estejam presentes para fazer com que estas nomeações ocorram”.
O Sinpro tem organizado a luta dos(as) trabalhadores(as) em educação e uma das grandes reivindicações tem sido a nomeação de servidores concursados. Ressaltamos que a luta pelas nomeações será realizada em conjunto com a categoria e, para organizá-la, a participação de cada um é fundamental.
Outras ações serão organizadas pela diretoria e anunciadas na página do Sinpro e nas redes sociais do sindicato.
Fotos: Deva Garcia

Sinpro e aposentados(as) definem agenda de luta pelo pagamento da pecúnia

Um grande número de professores(as) e orientadores(as) educacionais aposentados(as) lotou o auditório do Sinpro durante reunião realizada na tarde desta terça-feira (24) para definir uma nova agenda de luta para o pagamento da pecúnia da licença-prêmio. O Governo do Distrito Federal tem quebrado constantemente o acordo com o magistério público e não paga o benefício aos que se aposentaram em 2016, conforme negociado com a comissão de negociação do sindicato.
O último pagamento da pecúnia foi feito para aqueles que se aposentaram em janeiro de 2016. Segundo a coordenadora da Secretaria para Assuntos dos Aposentados Silvia Canabrava, 786 professores(as) e orientadores(as) que se aposentaram em 2016 ainda aguardam o pagamento, além dos 1.297 mil que se aposentaram este ano. “Temos realizado atos, manifestações e reuniões com o governo com o propósito de reivindicar o pagamento da pecúnia, que é um direito. Não vamos descansar até que o último aposentado receba este benefício”, afirma Silvia.
Dentre as deliberações definidas na reunião está a veiculação de uma nota na mídia denunciando o não pagamento da pecúnia, e uma manifestação nesta sexta-feira (27), às 9h30, em frente ao Palácio do Buriti. Outro ponto importante salientado pelos presentes foi a cobrança para que o governo apresente um cronograma de pagamento da pecúnia. “Não passamos por um momento fácil e é em momentos iguais a este que precisamos manter a unidade. Vivemos uma realidade em que ataques aos trabalhadores são cada vez maiores e precisamos caminhar juntos. Somente a união trará a vitória a todos que aguardam o pagamento da pecúnia da licença-prêmio, que um direito garantido por lei”, afirma a diretora do Sinpro Marilange da Silva.
Após lutarem durante boa parte da sua vida por uma educação pública de qualidade e pelo futuro do Brasil, servidores(as) da carreira magistério que se aposentam precisam lutar para receber a pecúnia da licença-prêmio, direito garantido pela Lei Complementar nº 840/11, que preconiza esse pagamento em até 60 dias após a aposentadoria. O Sinpro vem lutando para que todos(as) recebam o que lhes é de direito.

Semana de Valorização do Serviço Público evidencia a importância do setor para a população e DF

Atos realizados pela categoria e vídeos mostrando a realidade do serviço público e dos servidores no Distrito Federal deram a tônica durante a Semana de Valorização do Serviço Público. Desde o dia 21 de outubro o Sinpro publicou uma série de entrevistas com o objetivo de mostrar à sociedade o descaso do GDF para com o serviço público, setor essencial e primordial para a população da capital federal.
Para mostrar que um dos motivos deste descaso é justamente a falta de contratação de concursados para suprir as vagas deixadas pelos aposentados, falecidos e pelo aumento natural da demanda, o Sinpro publicou, diariamente, vídeos mostrando como estas carências tem prejudicado a população. Afinal, quanto mais o Estado diminui, menos serviços são prestados à sociedade nas mais variadas áreas, exemplo da saúde, da segurança e da educação.
E foi com esta preocupação que temas como a contratação de concursados; a desvalorização do serviço público; o golpe que acabou com os concursos e as contratações; a falta de educação física nas séries iniciais; a falta de orientadores educacionais; o descaso do GDF com a contratação de concursados; além de um ato unificado dos professores e orientadores concursados e dos aposentados, e do 2º ano do massacre do Eixão mostraram à população a realidade deste governo, que não tem o serviço público como prioridade.
Confira abaixo todos os vídeos da série:
Hemocentro
Estado mínimo e desvalorização do serviço público
Falta de educação física nas séries iniciais
Orientadores educacionais em falta
PDE desrespeitado
Reunião com professores concursados
GDF não contrata concursados
2º ano do massacre do Eixão
Ato unificado
Reunião com os concursados
 
 
 
 

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