Programa Alternativo mostra projeto da Escola Meninos e Meninas do Parque
Jornalista: Luis Ricardo
A formatura do projeto Olhares será o destaque do Programa Alternativo deste sábado (16). O projeto é desenvolvido pela Escola Meninos e Meninas do Parque.
O Programa, apresentado pelo SBT, vai ao ar sempre aos sábados, às 12h30, e mostra entrevistas e matérias referentes à realidade da educação no Distrito Federal. Um dos objetivos é oferecer a oportunidade para que escolas e professores participem da discussão e enviem sugestões para os próximos programas. As pautas podem ser mandadas para o e-mail faleconoscoimprensa@sinprodf.org.br.
IV Seminário de Saúde debate ferramentas de prevenção e proteção à saúde da categoria
Jornalista: Luis Ricardo
Mais de 100 professores(as) e orientadores(as) educacionais participaram do IV Seminário de Saúde, evento realizado no dia 13 de setembro, no Auditório da Escola Parque 308 Sul. Organizado pela Secretaria para Assuntos de Saúde do Trabalhador do Sinpro, o seminário teve como tema Violência no trabalho: reflexões a partir da contemporaneidade, e mostrou as várias formas de combater este problema, que a cada dia tem trazido sofrimento e adoecimento na categoria.
Foi com este foco que os convidados debateram a violência no trabalho, o assédio moral e suas consequências, o adoecimento da categoria, ferramentas de prevenção e propostas de plano de saúde. Para a diretora do Sinpro Gilza Camilo, houve muito interesse por parte dos participantes. “Debatemos a necessidade de uma organização coletiva para enfrentar o momento de retirada de direitos, que aumenta o adoecimento e o sofrimento da categoria. Só conseguiremos isto por meio da união coletiva de cada um. Desta forma, conseguiremos políticas públicas para melhorar a qualidade de vida no trabalho e uma melhor promoção e prevenção à saúde da categoria”, ressalta Gilza.
Já o diretor do Sinpro Alberto Ribeiro lembrou os debates sobre a violência na contemporaneidade, por perceber a importância de combater a violência no ambiente escolar. “O seminário ajudou a aumentar a concepção de que o trabalho dos professores e orientadores precisa ser pautado pela felicidade, ajudando assim a combater as violências e o assédio, ações que dificultam o nosso trabalho. Sabendo disto o sindicato nos ajuda a ficarmos mais fortalecidos a enfrentar estes desafios”.
Durante o seminário foi lançada a Cartilha de Assédio Moral, com grande aceitação por parte dos presentes. Nos próximos dias o Sinpro vai anexar os slides das palestras e as referências de vídeos e livros dadas pelos palestrantes.
A gana de destruição do governo ilegítimo de Michel Temer não tem precedentes na história recente do Brasil. A entrega do pré-sal, os ataques fulminantes a direitos trabalhistas e previdenciários, o desmonte de políticas públicas e organismos estatais fundamentais para o bem-estar da população brasileira, tudo isso demonstra que os golpistas sempre pretenderam retornar não aos tristes anos 90, mas, se puderem, ao próprio colonialismo inaugurado em 1500.
Não é por acaso que, na Educação, foi convocada à condição de protagonista uma velha conhecida de todos nós: Maria Helena Guimarães, que presidiu o Inep no governo FHC e foi secretária de educação do governo Alckmin em São Paulo – modelo de anti-educação pública para o país inteiro -, volta à cena para capitanear o processo “de volta para o passado”.
É nesse contexto que recebemos, ainda em 2016, a péssima notícia de que o governo usurpador lançara, por medida provisória, uma reforma do ensino médio. Sabíamos de cara que nada de bom para a Educação poderia vir de Temer, Mendonça Filho, Maria Helena Guimarães e dos golpistas instalados no governo e no Congresso Nacional. Estávamos certos. O próprio método de “proposição” já indicava o quão nocivo é o projeto: sem diálogo com nenhum dos setores envolvidos e diretamente interessados nessa agenda, o governo golpista impõe sua reforma via MP – sem o mínimo de diálogo, sequer, com o próprio Parlamento.
A principal propaganda enganosa do projeto reside nas alardeadas e falsas ideias de liberdade e modernidade, contidas nos “itinerários formativos”. Não há liberdade porque, ao desprezar o caráter geral da formação no Ensino Médio, a proposta aprofunda a desigualdade entre escola pública e escola privada: imagine as grandes redes dos velhos tubarões de ensino oferecendo “combos” de itinerários em promoções para quem tem condições de pagar; enquanto as redes públicas, submersas no processo de sucateamento em curso, sequer consegue assegurar a oferta dos cinco itinerários numa mesma cidade.
Não há modernidade porque nada é mais antiquado que antecipar a escolha profissional dos jovens. Esse é um debate acumulado pelos movimentos de juventude há muito tempo. Ao fim e ao cabo, sabemos muito bem como se dá a divisão social embutida na dualização entre propedêutico e técnico: quem antecipa sua entrada no mercado de trabalho são os mais pobres, enquanto a bastante restrita camada privilegiada poderá gozar de formação completa, graduação, pós e tudo o mais, para entrar no mercado de trabalho já em condições de chefia.
Além disso, a medida provisória aprovada delega muitas definições ao BNCC (Base Nacional Curricular Comum). Conforme tem sido tudo o mais, esse também tem sido um processo altamente viciado, protagonizado pelo setor provado e sem o mínimo de diálogo com a comunidade escolar e a sociedade civil. Podemos, com facilidade, lembrar dos anos 90 mais uma vez, quando muita expectativa se colocou em torno dos PCN, que se revelaram uma grande falácia.
Sem contar problemas estruturais, como a contradição entre ampliação de carga horária e redução de investimentos; e o estabelecimento do “notório saber” como referência para a contratação de professores, que, simplesmente, dá um golpe de morte na formação e na carreira do Magistério. Sem contar também que essa contrarreforma, combinada com outros elementos desta conjuntura, como o famigerado projeto Escola Sem Partido, representa uma ameaça ao exercício do Magistério e aos próprios conteúdos. Como ficarão, por exemplo, exames de âmbito nacional, como o próprio ENEM, diante das gritantes desigualdades que serão fomentadas?
Em outubro de 2016, a CNTE ingressou com uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) junto ao Supremo Tribunal Federal, questionando a forma de proposição da dita reforma. Essa ADI foi apensada a outra, que havia sido apresentada pela Contee.
Por Gabriel Magno
Detran nas Escolas oferece curso de formação para professores
Jornalista: Maria Carla
Detran nas escolas oferece curso de formação para professores do 4º ano do Ensino Fundamental e do 1º Segmento da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e curso de formação professores de geografia do 7º ano de Ensino Fundamental e do 2º Segmento da EJA.
O curso de formação de professores sobre a temática Mobilidade e Trânsito é uma das ações do Programa Detran nas Escolas, resultado do acordo de cooperação entre o Detran/DF e a SEEDF, e tem a finalidade de contribuir com o(a) professor(a) no desenvolvimento de atividades sobre Educação para o Trânsito.
O curso é gratuito e proporcionará aos participantes o envolvimento em uma temática atual, apresentando a dinâmica da nossa cidade. Ele será desenvolvido na modalidade semipresencial, em Ambiente Virtual de Aprendizagem – AVA (Plataforma Moodle), contando também com quatro encontros presenciais.
O número de vagas será assim distribuído:
550 (quinhentas e cinquenta) vagas, sendo 500 para professores(as), em regência de classe, do 4º Ano do Ensino Fundamental e 1º segmento da Educação de Jovens e Adultos, e 50 vagas distribuídas para professores em exercício na Coordenação Central, Coordenação Regional de Ensino ou Coordenação Local (unidade escolar).
220 (duzentas e vinte) vagas, sendo 200 para professores(as) de Geografia, em regência de classe, do 7º Ano do Ensino Fundamental e do 2º segmento da Educação de Jovens e Adultos, e 20 vagas distribuídas para professores de Geografia em exercício na Coordenação Central, Coordenação Regional de Ensino ou Coordenação Local (unidade escolar).
A participação efetiva nas atividades propostas conferirá ao(a) cursista um certificado de 120 (cento e vinte) horas, que poderá ser utilizado na progressão funcional de carreira, bem como na escolha de turmas e no processo seletivo de contratação temporária de professores.
As inscrições estão abertas até o dia 18 de setembro no site da EAPE: http://www.eape.se.df.gov.br. Confira aqui a programação PROGRAMAÇÃO CURSO = DETRAN NAS ESCOLAS
Sinpro e MST realizam o EDUcerrado. Evento começa no dia 22
Jornalista: Luis Ricardo
O Sinpro, em parceria com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), realiza o EDUcerrado. O encontro será realizado dos dias 22 a 24 de setembro, na Praça do DI (Taguatinga Norte), e tem como objetivo discutir a educação do campo, debater sobre a importância da Reforma Agrária para os trabalhadores rurais e apresentar para a população a feira e a culinária da terra do MST. Além disso, a ação contará com um amplo ciclo de seminários, cineclube, música, teatro, artesanato, comidas típicas e muito mais.
O evento é aberto a professoras(es), estudantes da Rede Pública de Ensino do DF e comunidade em geral.
Para a Diretora Colegiada do Sinpro, o evento colocará em pauta a educação do campo e assuntos correlatos. “Além de fazer o debate da educação do campo, esta Feira também discute a questão do urbano e do campo. Esta relação com o MST na Feira é exatamente para trazer ao nosso debate pedagógico a questão da alimentação, da demarcação e da reforma agrária popular”, explicam os diretores, convocando todos(as) os(as) professores(as) e demais trabalhadores para o EduCerrado.
Para fazer sua inscrição, clique aqui
Confira a programação:
Dia 22 de setembro 2017
(sexta-feira)
9h – Abertura
Palestra: Currículo e Concepção da Educação do Campo
Composição da mesa: MST/CONTAG/UNB
11h – Palestra: Balanços e Perspectivas da Educação no Campo
Composição da mesa: SEEDF/Sinpro/Fórum de Educação no Campo
13h30 – Almoço Cultural – BANDA SOM DE CLASSE
15h – Palestra: Reforma Agrária Popular
Composição da mesa: MST/CNTE
19h – Abertura Oficial da Feira
Composição da mesa: Sinpro/CUT/CNTE/MST
20h – Atração Cultural – Noite Cubana:
BANDA SABOR DE CUBA
22h – Encerramento
Dia 23 de setembro de 2017
(sábado)
9h – Palestra: Alimentação Escolar e Políticas Públicas
Composição da mesa: Conselho Escolar
Sinpro/MST
12h – Almoço Cultural – Palco aberto
14h – Apresentação Cultural – CIA Burlesca de Teatro apresenta “BENDITA DICA”
18h30 – Apresentação do Forró CACO DE CUIA
20h – Encerramento
Dia 24 de setembro de 2017 (domingo)
10h – Palestra: Questão Ambiental e os Territórios em Disputa
Composição da mesa: CUT/MST/CIMI/CONAQ
12h30 – Almoço Cultural – Palco aberto
14h – Tarde Atividades Recreativas para crianças
Filipe Vitelli e convidados – apresenta: Oficina de Stencil, Exposição de Quadros, Músicos, Poetas e Animação com palhaços.
17h – Encerramento
Canal da Educação desta quinta (14) abordará o II Seminário por uma Educação Antirracista e sem LGBTfobias
Jornalista: sindicato
O Canal da Educação debate, nesta quinta-feira (14/9), o II Seminário por uma Educação Antirracista e sem LGBTfobias.
O seminário coloca em debate a construção de uma educação que vise à formação de cidadãs e cidadãos críticos, éticos e que respeitem as liberdades individuais, princípio fundante da luta de classes. Esse processo requer de todos uma reflexão permanente de nossa prática pedagógica e de nossas ações como seres integrantes dessa engrenagem, que é a educação pública.
Para tirar dúvidas e falar sobre o seminário foram convidados a diretora e coordenadora da Secretaria de Raça e Sexualidade do Sinpro, Elbia Pires de Almeida, e o professor José Christovam de Mendonça Filho, Secretário de Direitos Humanos da CNTE, que falarão um pouco mais sobre o ponto.
O Canal da Educação terá início às 20h, ao vivo.
Produzido e apresentado pelo jornalista Valdir Borges, o programa é transmitido pelo Facebook do Sinpro-DF e pela TopTV Brasil, permitindo a participação em tempo real.
As perguntas podem ser enviadas pelo Facebook (o vídeo disponibilizará um espaço para interação) e/ou por mensagens de WhatsApp pelo número (61) 98162-0065.
Participe!
SEE confirma homologação de concurso para professores
Jornalista: sindicato
Na noite desta terça-feira (12/9), a Secretaria de Educação confirmou ao Sinpro a homologação, até a próxima sexta-feira, do resultados do concurso para professores, ocorrido no início de 2017.
Desta forma, o Sinpro – que acompanha todas as estapas do processo – alerta aos concursados que fiquem atentos às convocações que serão feitas pelo Sindicato ao longo da vigência do certame.
O objetivo é reunir-se com os aprovados para garantir a organização e pressão para que as convocações pelo GDF ocorram o mais breve possível. “É de interesse da categoria e do Sinpro que os aprovados sejam eles todos aproveitados, tendo em vista que entendemos que a rede pública de ensino do Distrito Federal se fortalece com o preenchimento das vagas destinadas para concurso público, na forma em que está previsto na legislação”, reforça a diretora e coordenadora de Finanças do Sinpro, Rosilene Corrêa.
Na avaliação da digerente, “o GDF padece de uma gestão neoliberal – baseada no estado mínimo – não investindo na contratação de pessoal. Por isso mesmo, é necessário que estejamos organizados e fortalecidos no Sinpro para que possamos avançar nessas nomeações de professores”.
A primeira reunião a ser realizada com os concursados com a direção do Sinpro ocorrerá tão logo a situação do PLC do Espanto (PLC 122/2017), que reestrutura a previdência dos atuais e dos novos servidores – incluindo aí os professores recém-concursados -, esteja melhor definida.
Nota do Sinpro-DF em apoio aos deputados distritais atacados por Rollemberg
Jornalista: Maria Carla
O Sinpro-DF vem a público se solidarizar com os deputados distritais difamados pelo governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), e repudiar o gesto do governador que, em vez de buscar efetivar uma gestão pública eficiente e eficaz, vai para a mídia desqualificar pessoas que defendem o interesse público.
Em entrevista ao jornal Correio Braziliense de domingo, 10, o governador Rollemberg classificou de má-fé a atitude dos deputados distritais Ricardo Vale e Wasny de Roure, ambos do PT, por defenderem a qualidade dos serviços públicos distritais e o direito à aposentadoria dos servidores públicos do Distrito Federal.
O governo Rollemberg tenta desmoralizar, sobretudo, o deputado distrital Wasny de Roure, porque o parlamentar impediu que interesses subjetivos privados atropelassem as normas da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) para impor a tentativa escandalosa e arbitrária de autorizar, por meio do Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 122/17, o desmonte da previdência do funcionalismo do Governo do Distrito Federal (GDF).
O Sinpro-DF entende que, ao contrário da afirmação do governador, o deputado Wasny de Roure, num gesto de coragem, respeito e compromisso com a população do DF, agiu de boa-fé ao acionar a Justiça para suspender, no dia 5 de setembro, a sessão plenária que votaria, às pressas, sem nenhuma discussão e transparência, uma reforma da previdência local, cujo objetivo mesquinho é tão somente o de se apropriar, indevidamente, dos recursos financeiros do Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF).
No entendimento do Sinpro-DF, os deputados, na pessoa de Wasny de Roure, agiram unicamente de boa-fé, em defesa do patrimônio público e dentro da lei. Para Roure, aprovar um PLC que visa a desviar os recursos financeiros do Iprev-DF para pagar a conta da má gestão pública realizada por este governo é comprometer o futuro dos aposentados.
O Sinpro-DF tem denunciado, insistentemente, a gravidade do PLC 122/17 e demonstrado o quanto ele é fraudulento, no que diz respeito aos interesses privados embutidos em cada um de seus artigos, e o quanto é prejudicial aos servidores e ao Distrito Federal, cuja economia é movida pelos salários do funcionalismo público distrital e federal.
Parabenizamos a bancada dos deputados Wasny de Roure e Ricardo Valle, os quais, com respeito e compromisso, agiram rápido e, graças a eles, a CLDF foi impedida de colaborar com o cometimento de um desastre assustador ainda maior nas contas públicas do GDF. A judicialização dessa votação demostra a coragem desses deputados de confrontarem tal proposta escandalosa.
Diante disso, o Sinpro-DF registra aqui sua indignação ao ver o governador do DF ir à mídia local utilizar um expediente tacanho para fazer valer interesses subjetivos e aleatórios. Reafirmamos também nossa unidade e parceria com Wasny de Roure e demais deputados que apoiam a luta da categoria docente e dos servidores para garantir o futuro e o direito à aposentadoria.
Em ato de desespero, Rollemberg apela para a iniciativa privada para tentar aprovar PLC do Espanto
Jornalista: Maria Carla
O desespero toma conta do governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB). Sem apoio popular ao Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 122/2017, ele foi atrás de sustentação na Câmara de Diretores Lojistas do DF (CDL-DF). A ideia era enquadrar alguns deputados que se negaram a votar contra o funcionalismo público.
Diante da situação, Rollemberg foi atrás do setor privado, que não tem nenhuma relação com os depósitos que o Governo do Distrito Federal (GDF) tem obrigação de efetuar em favor do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Distrito Federal (Iprev-DF), assim como os servidores públicos são obrigados a depositar.
O governador esqueceu que a iniciativa privada, notadamente a CDL-DF, não pode intervir no Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) dos servidores públicos, do qual o Iprev faz parte. Trata-se de um recurso financeiro de propriedade do funcionalismo público do DF que a iniciativa privada não pode ter ingerência sobre ele.
O Iprev-DF foi instituído com base nos princípios fundadores da Seguridade Social brasileira, como o princípio da solidariedade entre as gerações e o custeio tripartite, cujos fundos são resultados de uma atitude deliberada das sociedades que optaram pelo Estado de bem-estar social, mediante o apoio à intervenção do Estado e não uma consequência da ação do mercado.
Os recursos do Iprev-DF, portanto, são custeados pelo servidor (empregado) e pelo GDF (patrão) feitos por meio de contribuição social. Ou seja, o depósito que o patrão (GDF) faz no Iprev é uma obrigação e não lhe autoriza a retirar os recursos guardados para as futuras aposentadorias. O fato de o Iprev-DF ter um caráter de fundo capitalizado não oferece à iniciativa privada nenhuma possibilidade de ingerência sobre ele.
Todo o recurso financeiro do Iprev, mesmo tendo uma parte dele oriunda do GDF (patrão), pertence à Previdência Social do funcionalismo do DF e essa mão de obra não pode ser responsabilizada pelos desmandos e má gestão pública deste governo que ocupa o Palácio do Buriti.
O trabalhador do GDF é mão de obra especializada cujo custo operacional não é pago somente pelo salário. Há vários direitos trabalhistas, sociais e previdenciários – grande parte em forma de pecúnia – que integram a Folha de Pagamentos e são obrigação do GDF custear mensalmente. O direito à aposentadoria é um desses. Por isso, a CDL-DF não deveria se manifestar em apoio ao PLC 122/17.
Em primeiro lugar, porque não é da alçada da iniciativa privada discutir o que fazer com os recursos financeiros do Iprev-DF. E, em segundo lugar, porque é o salário dos servidores públicos que movimenta e estimula a circulação de dinheiro e de mercadorias na capital do país. Ou seja, é que faz a economia do Distrito Federal movimentar e a iniciativa privada existir.
O dinheiro que está depositado no fundo capitalizado do Iprev-DF não é do governo, é do servidor público. Trata-se de um recurso financeiro que irá pagar a aposentadoria do funcionalismo no futuro.
O fato é que, num ato de desespero, o governo Rollemberg tenta trazer para o cenário de uma discussão que deve ser restrita entre governo e servidor patrões da iniciativa privada que não têm nenhuma relação com o regime de Previdência do GDF. Todavia, o patronato da iniciativa privada poderia até ter relação com esses recursos, caso o governo Rollemberg consiga aprovar o projeto, pegar o dinheiro da aposentadoria do servidor, desviá-lo para o caixa geral do GDF e, aí, destiná-lo a outros interesses e setores da economia do DF, como, por exemplo, para a iniciativa privada.
Somente isso explica querer trazer a CDL-DF e entidades, como a Fecomércio, o Sindivarejista, a Abrasel, o Sinduscon, a Fibra e o ex-vice-governador do DF, Paulo Octávio, para uma discussão sobre o PLC 122/17, que retira dinheiro das aposentadorias dos servidores públicos e mexe, de forma negativa, no regime de Previdência distrital.
Rollemberg apela para "caos" para aprovar PLC do Espanto no dia 19
Jornalista: sindicato
Qualquer governo deve ser analisado pelas atitudes e opções feitas ao longo do tempo. Após quase três anos de mandato, o que se vê do governo Rollemberg é um festival de má gestão e a tentativa de punir os servidores públicos e a sociedade em geral pelo fracasso das políticas que queria implementar.
Ao não saber administrar minimamente os recursos (gasta milhões em propaganda para, em seguida, queixar-se da falta desses mesmos milhões, por exemplo), vai sucateando a oferta dos serviços públicos à população, adiando obras fundamentais – passando muito longe das promessas de campanha.
Nesses anos, a tábua de salvação do governo Rollemberg tem sido a utilização de recursos do Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev). Rollemberg age como se o Iprev fosse uma empresa privada e, a partir do lucro, quer fazer o seu governo com esses recursos.
É preciso ficar claro que o Iprev tem um ‘dono’ direto, que é o trabalhador – que tem na sua composição salarial um desconto previdenciário, recolhido paralelamente com a parcela patronal, assim como acontece na iniciativa privada. Esse dinheiro é do trabalhador. Não é para livre uso do governo, como quer Rollemberg.
Porém, mais uma vez, Rollemberg quer fazer uso do Instituto para contornar a má gestão, agora com a reforma da Previdência, encaminhada a toque de caixa à Câmara Legislativa (CLDF).
Bem fez o Legislativo local, com o ingresso na Justiça e a consequente liminar que suspendeu a votação do projeto que reestrutura a previdência do Distrito Federal, pois se protegeu da tentativa do governo de atropelar as coisas e impor a vontade dele. Porém, o resultado é que os deputados Wasny de Roure e Ricardo Vale, autores do mandado de segurança que gerou a liminar, assim como outros distritais, estão sendo retaliados o tempo todo pelo governo.
Não satisfeito, Rollemberg agora apela para o “caos”. Num primeiro momento diz que “há a garantia, com a aprovação do projeto, de fazer a reestruturação da Previdência, com o pagamento das aposentadorias de todos os servidores públicos e funcionários ativos. Também existe a possibilidade de retornar ao dia 30 o pagamento dos integrantes da administração direta. Aos servidores que recebem do Fundo Constitucional, damos a garantia do repasse um pouco antes do quinto dia útil do mês. Prevemos o retorno do 13º junto com o salário para aniversariantes do mês; o pagamento em dia de horas extras da saúde; a antecipação de férias para os professores na primeira semana de janeiro; o repasse de parte das pecúnias referentes a 2016 dos servidores públicos; a remuneração em dia das empresas terceirizadas, e, portanto, dos terceirizados; e o pagamento dos fornecedores e prestadores de serviço”.
Logo em seguida vem a ameaça e a tentativa de impor o terror – que aliás é a lógica neoliberal: “ou se toma tal medida ou o ‘caos’ nos atingirá”. Diz Rollemberg: “Mas, se o projeto não for aprovado, há a certeza, por total impossibilidade de fazer os pagamentos, de atraso ou parcelamento de salário; de atrasos a empresas terceirizadas; e, também, a continuidade dos atrasos de pagamentos para fornecedores e prestadores de serviços, o que é muito ruim para a economia da cidade”.
A pergunta que não quer calar: a responsabilidade por termos chegado a este ponto é de quem? Dos servidores públicos? Da população? Ou do próprio Rollemberg?
O fato é que o Palácio do Buriti aposta que o Supremo Tribunal Federal (STF) revogará, ainda nesta semana, a liminar que barrou o prosseguimento do PLC do Espanto. Mas, independentemente da data da decisão da ministra relatora, Cármen Lúcia, o projeto poderá ir a plenário na próxima terça-feira (19), conforme acordo firmado na reunião do colégio de líderes da Câmara Legislativa, na tarde de ontem (11/9).
Por isso mesmo, os(as) professores(as) devem permanecer em alerta e atentos a todas as convocações do Sindicato. Não é possível que o GDF, um poço sem fundo de má gestão, intimide e prejudique os servidores públicos desta forma – nunca vista antes na história do Distrito Federal.