Arquivamento da denúncia contra Michel Temer custa caro ao país e à educação

Para salvar a própria pele, o presidente ilegítimo Michel Temer não considerou limites. O primeiro local em que ele pôs suas mãos para barrar a investigação de corrupção contra ele, apresentada, em 26 de junho, pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foram os cofres públicos.
Ele usou o dinheiro do país, e não o dele, para livrar a ele mesmo da acusação do crime de corrupção passiva. O peemedebista é o primeiro Presidente da República brasileiro, no exercício do mandato, a ser denunciado por um crime comum e ter essa denúncia desautorizada, em sessão realizada no dia 2 de agosto, por uma maioria de deputados federais. O jornal Valor Econômico diz que ele gastou R$ 13,2 bilhões para pagar favores aos 263 deputados federais que votaram contra a investigação de corrupção.
O levantamento feito pelo jornal dá conta de que essa vitória “teve um custo alto para os cofres públicos e doerá no bolso do setor privado”. Somente três, das várias manobras financeiras para assegurar essa vitória, custaram R$ 13,2 bilhões: a liberação de emendas (cujo dinheiro, geralmente, não vai para o município e, sim, para bolsos privados), o refinanciamento de dívidas dos ruralistas (incluindo aí as dívidas com a Previdência Social que, somadas, superam o tal rombo criado para justificar a privatização do direito à aposentadoria) e o aumento dos royalties da mineração.
Outros bilhões de reais públicos também foram usados em diversas frentes e direitos sociais foram subtraídos para pagar a impunidade. Um exemplo é o rombo na educação superior. Ao retirar 45% do orçamento das universidades públicas federais, institutos de pesquisa e empresas públicas brasileiras de fomento à ciência, à tecnologia e à inovação, como a Capes, o CNPq, a Finep, entre outras, o presidente ilegítimo também prejudica a educação básica porque enfraquece, entre muitas outras coisas, os cursos superiores de graduação e formação de professores e acaba com as pesquisas na área da educação.
Enquanto isso, a população paga, calada, o preço do plano de desmonte social de Michel Temer e Henrique Meirelles. O tarifaço na gasolina é um desses pagamentos. Ele produziu o maior aumento dos combustíveis nos últimos 13 anos para jogar no colo da classe trabalhadora o custo dessa impunidade. A partir de agora, sempre que o brasileiro abastecer o carro, deverá se lembrar que, ao fazer isto, estará ajudando a pagar o arquivamento da denúncia.
O rombo de Temer não para de crescer. Embora o pretexto para o golpe tenha sido o “gasto” público que havia comprometido a meta fiscal, o presidente ilegítimo estourou a meta, que ele mesmo instituiu, com o desfalque de R$ 139 bilhões do Orçamento para se livrar do julgamento. O resultado disso é que, provavelmente, terá de aumentar impostos existentes e criar outros para garantir a reforma da Previdência, a principal reforma cobiçada pelo sistema financeiro.
O PREÇO DAS EMENDAS, DOS RURALISTAS E DA MINERAÇÃO – Entre junho e julho, Temer empenhou 95% dos R$ 4,15 bilhões em emendas parlamentares. Nos primeiros dias de agosto, o valor empenhado superou toda a liberação de janeiro e março. Poucos dias antes da votação, ele editou a Medida Provisória 793, que refinanciou dívidas de produtores rurais e da agroindústria contraídas com o Funrural.
Trata-se de uma renúncia fiscal que atinge R$ 7,6 bilhões em quase 15 anos ante o que se arrecadaria sem descontos de multa e juros. Esse cálculo foi divulgado pelo Fisco nacional. Quanto aos royalties da mineração, que vinham sendo negociados há mais de três anos, deverão elevar em R$ 1,5 bi as receitas das prefeituras e dos estados produtores, que ficam com 65% e 23%, respectivamente, da arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM).
O fato é que ele gastou muitos cartuchos e dinheiro que iriam financiar a compra da reforma da Previdência para se livrar da denúncia de Rodrigo Janot. Com isso, cogita pôr em curso um Plano B que visa a assegurar a reforma da Previdência a qualquer custo. Ou seja, planeja efetivar o desmonte da Seguridade Social de forma fatiada, por meio de medidas provisórias.
AGENTES DE MERCADO, BALCÃO DE NEGÓCIOS  E REFORMA DA PREVIDÊNCIA – Os agentes de mercado acompanham de perto os passos do governo golpista e reforçam a transformação do Congresso Nacional em balcão de negócios para o sistema financeiro abocanhar as fontes de recursos públicos advindas das contribuições, impostos e taxas pagas pela classe trabalhadora, como a que assegura a existência, sem o falacioso rombo, da Seguridade Social.
Vale relembrar aqui que a principal reforma almejada pelo mercado financeiro é a da Previdência. É com essa reforma e a privatização da Previdência que o sistema financeiro, os rentistas e as agências de previdência privada irão lucrar. E lucrar muito, por muitos anos, em detrimento do direito à aposentadoria da classe trabalhadora. Por isso, a expectativa dos consultores era a de que o governo ilegítimo usasse os recursos públicos gastos com a aprovação do arquivamento da denúncia para comprar parlamentares durante a nefasta votação da reforma da Previdência, que está por vir.
Prova disso é o comentário de Ricardo Ribeiro, da MCM Consultores, ao jornal Valor. Ele diz que os agentes de mercado devem “revelar” o que chama de “escorregões” na área fiscal, se Temer seguir adiante com a reforma da Previdência. “Se o governo libera recursos para ruralistas, abre a torneirinha das emendas – que estão no Orçamento, mas poderia segurar mais – e no fim, se não passa a reforma, aí a análise tende a ser mais negativa”, analisa o consultor de mercado.
Outro comentário que revela o protagonismo do mercado financeiro na sustentação e manutenção do golpe de Estado e das reformas neoliberais à custa do aprofundamento da corrupção e da garantia da impunidade é o de Fabio Klein, consultor da Tendências Consultoria. Ele diz que “se houver redução da meta fiscal de 2017 [em razão do gasto com o arquivamento da denúncia contra Temer], essa redução terá de vir acompanhada de medidas de consolidação fiscal com efeito de 2018 em diante, como uma reforma da Previdência, ainda que mínima. Do contrário, a reação do mercado poderá ser bastante negativa”.
O diretor de mercados emergentes da Eurasia, Christopher Garman, por sua vez, minimizou o estrago que Michel Temer fez nos cofres públicos para pagar a própria liberdade. O representante da Eurásia disse ao Valor que o efeito das emendas sobre a meta fiscal é pequeno e que o Funrural não reduz a arrecadação. Ele só lamenta o fato de o governo ilegítimo jogar pesado com os instrumentos que fazem parte do cartucho que poderia ser usado para a reforma da Previdência.
O ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, também denuncia a situação e afirma que ao comprar parlamentares para se anistiar do crime de corrupção passiva, Michel Temer prejudica, frontalmente, a população, sobretudo os mais pobres. “O gasto que eles querem cortar não é com eles, é o com o povo, porque o seu Temer, que estava fazendo economia, gastou com 263 deputados R$ 13,2 bilhões para ficar no poder”, disse. E indaga: “Que economia é essa? Em cima do feijão e dos direitos dos trabalhadores?”

Reunião com professores e orientadores readaptados responde dúvidas da categoria

Na noite de terça-feira (8), dezenas de professores (as) e orientadores (as) educacionais readaptados (as) lotaram o auditório do Sindicato, em reunião a respeito dos novos critérios para distribuição de carga horária/atividade dos (as) servidores (as) readaptados (as) da carreira Magistério Público do DF.
Foi grande a participação da categoria para obter respostas a respeito dos novos critérios para lotação, exercício, modulação, atuação e procedimento de distribuição de carga horária/atividade, de acordo com as portarias números 12 e 13, publicadas em janeiro. “A reunião foi muito boa, tiramos muitas dúvidas a respeito destas portarias. O encontro estava previsto para se encerrar às 22h, mas postergamos até meia-noite, para solucionar todas as questões”, afirma Gilza Camilo, Coordenadora da Secretaria de Assuntos do Trabalhador do Sinpro.
De acordo com a diretora, outra reunião será marcada para orientar os projetos que estão previstos na portaria 12. A data ainda será divulgada.
Foto: Deva Garcia / Sinpro
 
 

Nova campanha do Sinpro aborda luta dos aposentados pelo pagamento da pecúnia

A dedicação de professores(as) e orientadores(as) educacionais à educação pública do Distrito Federal parece não ter valor para o governo do DF. Após lutarem durante boa parte da sua vida por uma educação de qualidade e pelo futuro do Brasil, servidores(as) da carreira magistério que se aposentaram a partir de 2015 precisam lutar para receber a pecúnia da licença-prêmio. A luta destes profissionais é um direito garantido pela Lei Complementar nº 840/11, que preconiza esse pagamento em até 60 dias após a aposentadoria.
O que era para ser um motivo de alegria tem ganhado forma de preocupação e de angústia. Durante quase dois anos o GDF usa a já surrada desculpa de falta de verbas para continuar dando o calote nestes(as) servidores(as) da carreira magistério e desrespeitando a legislação vigente. Até mesmo cronogramas feitos pelo próprio governo para o pagamento da pecúnia não são cumpridos.
Desde o início desta luta o Sinpro, juntamente com a mobilização da categoria, tem cobrado insistentemente do governo uma solução para o caso, mas o GDF insiste em descumprir a Lei e desrespeitar um profissional que dedicou a vida pelo futuro do Distrito Federal. Além de atos, manifestações, audiências públicas e atividades junto à comunidade, um grupo de aposentados e diretores do Sinpro ficaram acampados sob a marquise do Palácio do Buriti durante oito dias, em novembro de 2016. Neste período a população participou do movimento reivindicatório, que foi repercutido pela mídia local.
Fruto das mentiras pronunciadas pelo GDF, o Sinpro, juntamente com a CUT, lançou a Campanha #Rollemberg Mente no final de 2016 com o objetivo de mostrar à população a importância dos serviços públicos para cada cidadão e apontar as mentiras que o governo Rodrigo Rollemberg (PSB) divulgou sobre a arrecadação tributária do Distrito Federal. Durante vários dias o símbolo da campanha, um porquinho com formato de cofre com asas de cor rosa, foi colocado em vários pontos do Distrito Federal para mostrar que o dinheiro de impostos pagos diariamente pela população para ter serviços públicos, gratuitos e de qualidade “bateu asas e voou”.
Também é importante lembrar que o pagamento das pecúnias fez parte da pauta reivindicatória da categoria nas duas últimas greves. Na primeira conseguimos garantir que o atraso no pagamento do benefício não viraria exercício findo. Já na segunda greve foi garantido que os pagamentos começariam a ser feitos em julho, utilizando uma verba de R$ 100 milhões para os aposentados do GDF.
Desde 2015 o Sinpro tem cobrado insistentemente do GDF uma solução para o caso, mas a resposta do governo foi de descumprir a Lei. “Estes(as) aposentados(as) estão com duplo prejuízo porque, além de não terem podido usufruir da licença-prêmio durante os mais de 25 anos de magistério, não receberam a pecúnia relativa a esse direito no prazo de 60 dias após terem se aposentado, conforme determina a Lei Complementar nº 840/2011”, afirma Sílvia Canabrava, coordenadora da Secretaria para Assuntos de Aposentados do Sinpro-DF.
 
Série pecúnia dos aposentados: inativo é quem não luta!
Na semana passada o Sinpro gravou depoimentos de professores que se aposentaram de 2016 e 2017, material que fará parte de uma série que será lançada nesta quinta-feira (10), em nosso site. Logo abaixo seguem diversos vídeos sobre as lutas que a categoria e o sindicato têm travado desde 2015 para garantir o pagamento das pecúnias.
 
Governo continua sem pagar a Pecúnia dos Aposentados | Canal da Educação (27/07/17)
TV Sinpro – Vigília dos(as) aposentados(as)
TV Sinpro – Manifestação de Aposentados

A luta pelo pagamento da pecúnia dos aposentados é o tema do TV Sinpro na TV Comunitária (06/06/17)

Pecúnia dos Aposentados é o assunto do Canal da Educação (08/06/2017)

VT Chamada de Assembleia 04/04/17
https://www.youtube.com/watch?v=9Q6C5r5I4z0
TV Comunitária debate o atraso no pagamento da pecúnia dos aposentados (17/01/2017
https://www.youtube.com/watch?v=JbDqvDR1tw0
Canal da Educação discute atraso no pagamento das pecúnias (17/01/2017)
https://www.youtube.com/watch?v=qVa4U2H1JxY
TV Comunitária desta terça debate o pagamento da pecúnia dos professores aposentados (29/11/16)
https://www.youtube.com/watch?v=6duifpVMSLA
Canal da Educação debate a luta para receber pecúnia da licença-prêmio e proposta do GDF (01/12/16)
TV Sinpro – Diário da vígilia 8° dia
TV Sinpro – Vigília dos Aposentados(as) 6° Dia
TV Sinpro – Diário da vígilia 5° dia
TV Sinpro – Diário da Vigília – 4° dia (24/11/16)
TV Sinpro – Diário da vigília 3° dia (23/11/16)
TV Sinpro – Diário da vigília – 2º dia (22/11/16)
https://www.youtube.com/watch?v=vm_K8Zexv7Y
Não pagamento da pecúnia da licença-prêmio é a pauta da TV Sinpro nesta terça (25/10/16)
VT cobra pagamento das pecúnias dos(as) professores(as) aposentados(as)

Todos(as) à assembleia do dia 21 de junho, com compactação de horário

Sinpro cobra pagamento das pecúnias dos(as) professores(as) aposentados(as)
TV Sinpro -Manifestação dos Aposentados

TV Sinpro – Reunião com professores(as) e orientadores(as) aposentados(as)

Professores vão às ruas cobrar pagamento da pecúnia da licença-prêmio (VT de TV)

Pagamento da pecúnia das licenças-prêmio é destaque do TV Sinpro na TV Comunitária (11/02/16)
Canal da Educação: Pagamento e Pecúnia (27/01/2016)
Sinpro cobra pagamento da licença-prêmio dos aposentados(as)
 
TV Sinpro – Manifestação pelo Pagamento da Pecúnia Licença Prêmio do Aposentados

Convocação para a assembleia geral no dia 8 de outubro de 2015

TV Sinpro na TV Comunitária aborda a luta dos professores aposentados

Impactos da reforma da Previdência na educação básica

Que a reforma da Previdência irá impactar negativamente na educação básica tanto do magistério público como do privado, isso é líquido e certo. O que a categoria docente não sabe ao certo é como isso irá acontecer.
Um estudo do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra que as novas regras vão impedir a maioria dos/as professores/as que estão hoje na ativa de acessarem o direito à aposentadoria integral.
Somente os/as que reunirem todas as condições e requisitos exigidos pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287-A, no momento da publicação da emenda, poderão, talvez, conseguir se aposentar de acordo com as regras atuais sem nenhuma alteração.
O estudo do Dieese teve como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2015. Ao fazer as comparações, o Dieese revela que os impactos da reforma sobre o ensino básico serão profundos e deixarão de fora do direito à aposentadoria integral milhões de professores/as.
Ele mostra que se as regras dessa PEC estivessem valendo desde 2015, os efeitos sobre o magistério seriam nefastos. De acordo com a Pnad de 2015, havia na educação básica pública 2.359.668 professores/as. Desses, 1.970.863 (83,5%) eram mulheres e 388.805 (16,5%), homens.
No caso dos professores, apenas 13.104 (3,4% do total dos homens) preencheriam os requisitos para se aposentar pelas regras vigentes antes da promulgação da PEC. Ou seja, segundo os cálculos baseados no texto da PEC 287-A e Pnad 2015, somente 3,4% do total de homens que tinham 55 anos de idade ou mais e, no mínimo, 30 anos de contribuição conseguiria se aposentar no ato da promulgação.
No caso das professoras, apenas 163.890 (8,3%) teriam os requisitos necessários para se aposentarem pelas regras atuais: 50 anos de idade ou mais e, no mínimo, 25 anos de contribuição. Assim, após a promulgação da PEC, 2.182.674 – ou 92,5% do total das professoras do magistério público regidas pelo Regime Próprio de Previdência Social (RPPS)  – terão alterações em suas condições de acesso à aposentadoria.
O estudo mostra ainda que, do total de professores, 55,9% (1.319.741) não teriam direito à integralidade e à paridade, uma vez que ingressaram no serviço público a partir de 1º de janeiro de 2004, o que levaria seus benefícios a serem calculados em 70% da média de todas as remunerações, acrescida de percentuais que variam de 1,5% a 2,5%, conforme o tempo de contribuição.
Ou seja, para o conjunto dos beneficiários da previdência pública, as regras para o cálculo do benefício propostas pela PEC 287-A preveem que o valor do benefício seja calculado da seguinte forma (a seguir, a base de cálculo e o valor do benefício segundo as novas regras propostas pela PEC):
Base de cálculo: será a média de todos os salários de contribuição desde julho de 1994, o que representará um rebaixamento em relação aos valores atualmente tomados para a base do cálculo, que resultam da média dos 80% maiores salários de contribuição.
Valor do benefício: será 70% da média calculada, com acréscimo de 1,5% para cada ano que ultrapassar os 25 anos de contribuição, até o limite de 30 anos; 2,0% para cada ano que ultrapassar os 30 anos de contribuição, até o limite de 35 anos; 2,5% para cada ano que ultrapassar os 35 anos de contribuição, até o limite de 40 anos.
Isso significa que a totalidade do benefício, ou seja, os 100% da média de todos os salários de contribuição, só será atingida se comprovados os 40 anos de trabalho. Dos que ingressaram até dezembro de 2003, por sua vez, somente professores/as que cumprirem os requisitos de transição e atingirem a idade mínima de 60 anos terão preservados o direito à integralidade e à paridade.
Com informações do Dieese
Confira primeira matéria da nova série sobre aposentadoria do magistério:
Por que os professores têm aposentadoria especial?
 
Em 2016, Sinpro-DF produziu primeira série de reportagens sobre a reforma da Previdência
Entre maio e novembro de 2016, o Sinpro-DF apresentou à categoria a primeira série de reportagens sobre a primeira versão do texto da reforma da Previdência, a PEC 287, esmiuçando os cálculos propostos pelo governo ilegítimo, explicando os prejuízos nefastos que iria causar na população e na categoria docente, desmascarando os interesses do empresariado e do sistema financeiro, contando a história e os motivos da criação, no Brasil, de um Sistema de Seguridade Social independente e sem nenhum tipo de rombo.
Confira aqui, por meio destas duas matérias da primeira série, todas as demais matérias que, embora o texto que irá ao Plenário seja o substitutivo, intitulado de PEC 287-A, os efeitos são os mesmo da PEC 287.
Reforma da Previdência e PEC 241/16 são imposições do FMI
Confira a seguir outras matérias da série Reforma da Previdência:
Estudos demonstram que há superávit na Previdência e reforma é para retirar direitos
Reforma da Previdência do presidente não eleito põe fim à paridade no funcionalismo
Governo manipula e chama as renúncias de rombo na Previdência
 
 

Nota de esclarecimento a respeito das dificuldades dos estudantes na validação do passe livre

Em resposta para a matéria exibida pela EBC/TV Brasil na segunda-feira (7), o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF) esclarece que o GDF é o principal responsável por esses inúmeros transtornos enfrentados por estudantes da rede pública e privada, dos ensinos fundamental, médio e superior, que não conseguem validar o passe livre e precisam arcar com as despesas para irem estudar.
Este problema teve início quando o GDF decidiu suspender o benefício dos estudantes durante o recesso estudantil. Na opinião do Sindicato, esta determinação vai contra a ideia do passe livre, pois para a formação do estudante, ele não deveria ter o passe livre apenas para ir para a escola ou universidade, mas também para ter acesso a outras atividades culturais fundamentais para ele, como o teatro, cinema e demais manifestações culturais presentes na cidade. Inclusive isto está previsto no Currículo em Movimento do próprio GDF.
Nesta época, há uma grande renovação de matrículas nas universidades particulares, pois as matrículas são semestrais. Além delas, basicamente a lista dos beneficiários oscila pouco, portanto o GDF deveria ter se preparado para estas mudanças e nada fez.
Por opção do GDF em desativar e reativar este sistema, inúmeros problemas acontecem. O governo deveria ter se preparado, mas resolveu responsabilizar as instituições de ensino e seus beneficiários. Primeiramente, o GDF diz que estes problemas do passe livre podem ser resolvidos pelo sistema eletrônico, mas na verdade nada é resolvido à distância, o estudante geralmente precisa ir até um posto e muitas vezes não consegue ser atendido.
Nos postos, o estudante não é atendido, pois faltam servidores públicos em número suficiente para atender todos os estudantes. Isso gera filas quilométricas. É necessário que tenha mais servidores para o atendimento, porém a lógica do GDF é de enxugamento do Estado, da não contratação e desvalorização do servidor público, assim o quadro gradativamente se reduz. Menos servidores, mais filas. E claro, muitas filas não seriam necessárias se o sistema na internet funcionasse.
Muitos cartões são validados, mas quando o estudante entra no ônibus, ele não é aceito. A rede é falha na sua atualização, apresenta diversos problemas, que o estudante não consegue solucionar à distância. E precisa se dirigir aos já lotados postos de atendimento.
O Sinpro está cobrando do GDF mais agilidade para a resolução deste problema e ao mesmo tempo, conversando com entidades estudantis, com a UNE, UBES e a UESDF. O Sindicato e estas entidades defendem um novo projeto do passe livre, mais amplo, de fato “livre”, que resolveria todos esses problemas e poderia ser utilizado para o estudante ir a outras atividades que fazem parte do seu processo de formação.

Por que os professores têm aposentadoria especial?

Porque a atividade docente é considerada penosa, desgastante e, ao mesmo tempo, de relevância social. A luta por esse direito remonta ao início do século XX e, no histórico da legislação brasileira, ela se materializou, pela primeira vez, em 1964, com o Decreto nº 53.831, que incluiu o magistério entre as profissões classificadas como uma das profissões que teriam normas próprias para aquisição de aposentadoria.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287-A, reforma da Previdência e da Assistência Social, que está prestes a ser votada no Plenário da Câmara dos Deputados, acaba com esse direito. A emenda, elaborada pelo governo Michel Temer, altera de tal maneira as regras para o acesso à aposentadoria, à pensão e aos benefícios assistenciais que dificulta e até mesmo impede os/as trabalhadores/as da iniciativa privada e dos serviços públicos, e a categoria do magistério, de obterem o direito conquistado no século XX e instituído pela Constituição Federal por meio do Sistema de Seguridade Social.
“O texto da PEC 287-A, aprovado na Comissão Especial da Reforma da Previdência, da Câmara dos Deputados, desmonta, de fato, o Sistema de Seguridade Social, e visa a atender à demanda do sistema financeiro, que, há décadas, pressiona países, como o Brasil, a transformar direitos sociais em serviços para, com isso, privatizá-los e auferir lucros, como o direito à aposentadoria que será explorado pelas instituições financeiras por meio das empresas de previdência privada, que não consideram a atividade docente como penosa, desgastante e de relevância social e, sim, mais um serviço que pode gerar lucros”, explica Cláudio Antunes, coordenador de Imprensa do Sinpro-DF.
No caso dos professores e das professoras da educação básica, que têm o direito à aposentadoria especial assegurada nas legislações desde 1964, os efeitos dessa reforma serão drásticos e dramáticos e representarão um dos mais nefastos retrocessos nas conquistas obtidas por meio das lutas da categoria ao longo de sua história. Apesar de manter a aposentadoria diferenciada, o substitutivo acaba com a aposentadoria especial.
A PEC 287-A instituirá mudanças que para um professor da educação básica ficar apto a requerer sua aposentadoria terá de ter um tempo mínimo de contribuição de 25 anos, associado à idade mínima de 60 anos para homens e mulheres que comprovarem tempo exclusivo de efetivo exercício nas funções do magistério.
Essa mudança penaliza quem está em sala de aula, na direção da unidade escolar e nas coordenações e assessoramento pedagógico que, atualmente, têm o direito de aposentadoria especial garantido, e, com isso, acaba com as conquistas da categoria. Além disso, a mudança torna ainda mais distante a possibilidade de o/a orientador/a educacional adquirir o direito à aposentadoria.
Apesar de integrar a categoria do magistério, o/a orientador/a já foi alijado/a do direito à aposentadoria especial, em 2009, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) acatou a Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 38, de 2008, impetrada pelos governadores do PSDB, contra a Lei nº 11.301/2006, que alterava o parágrafo 2º do artigo 62, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB – Lei nº 9394/96), incluindo o/a pedagogo/a-orientador/a educacional como integrante da categoria do magistério e com direito à aposentadoria especial.
A Constituição de 1988 acatou a Emenda Constitucional (EC) 18/1981, advinda da Constituição anterior, e assegurou a aposentadoria especial do/a professor/a no Sistema de Seguridade Social. Isso mostra que esse modelo é uma conquista da luta da categoria desenvolvida no século XX, seguidamente reconhecida no histórico das legislações a partir de 1964.
Desde lá, a categoria conquistou o direito, dentre outros profissionais, de ter normas próprias para a aquisição do direito à aposentadoria. Para isso, o magistério foi classificado como uma ocupação “penosa” e desgastante. Contudo, o Decreto nº 63.230/1968 revogou essa classificação. Mas ela foi recuperada pela Lei nº 5.527/1968, a qual assegurava aos professores e professoras o direito de acesso ao benefício da aposentadoria após 25 anos de tempo de serviço. E de lá para cá nunca mais foi rejeitada pelos vaivéns das legislações brasileiras.
Em 1981, a Emenda Constitucional nº 18/1981 retirou, novamente, a expressão “penosa” e remeteu à Constituição vigente (era a Constituição de 1967, imposta pela ditadura militar) a regulamentação da aposentadoria dos docentes, preservando o direito a tempo de serviço diferenciado para finalidade previdenciária.
O texto aprovado definia que o direito ao benefício deveria considerar o tempo de efetivo exercício em funções no magistério, elevava o período mínimo de trabalho para aposentadoria dos professores para 30 anos e mantinha, em 25 anos, o prazo necessário para aposentadoria das professoras.
A Constituição de 1988 conservou a EC 18/81, contudo, a EC nº 20, de 1998, modificou o entendimento sobre a contagem do período laboral para fins previdenciários de todos/as os/as trabalhadores/as ao substituir o conceito de tempo de serviço pelo tempo de contribuição e introduziu uma limitação adicional para os/as professores/as acessarem o direito à aposentadoria antecipada.
Passou a exigir tempo de efetivo exercício exclusivo nas funções de magistério da educação básica e restringiu o direito aos/às profissionais da educação infantil, ensino fundamental e ensino médio. Excluiu desse direito os/as professores/as universitários/as.
Em 2003, a EC 41 alterou o cálculo do benefício previdenciário com efeitos apenas para servidores/as públicos/as, abrangendo professores/as da educação básica vinculados/as a Prefeituras e do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS).
Hoje, o sistema financeiro cobra o aprofundamento radical e mudanças conceituais que não reformam e, sim, modificam a legislação de forma a transformar todos os direitos sociais e até mesmo humano, como é este de poder se aposentar antes dos 60 anos, em serviço privado para poucos investidores ganharem com lucro.
“Por isso, é preciso que a categoria docente se organize com o Sinpro-DF e lute como sempre lutou pela aposentadoria especial e contra a reforma da Previdência. Não há como assegurar as conquistas obtidas das lutas dos antepassados se não tivermos nas ruas”, alerta Antunes.

Transmissão ao vivo discute direitos e conquistas dos servidores públicos do Distrito Federal

Nesta terça-feira (8), Rosilene Corrêa, diretora do Sinpro-DF,  fará palestra sobre os direitos e conquistas do funcionalismo público distrital, em uma transmissão, ao vivo, no Facebook do deputado Wasny de Roure (PT).  A transmissão contará também com a participação de André Conceição, presidente do Sindser-DF .
Participe! Envie sua pergunta para o email redeswasny@gmail.com ou para o WhatsApp (61) 998307208.

GPLAD convida categoria para o I Workshop Debates no Ensino e na Pesquisa: A linguagem em cena

O Grupo de Estudos e Pesquisas em Linguagem, Letramento e Análise de Discurso (GPLAD), vinculado ao CNPq, convida professores/as e orientadores/as educacionais, bem como estudantes, para o “I Workshop Debates no Ensino e na Pesquisa: A linguagem em cena”, a ser realizado no auditório do Instituto de Letras da Universidade de Brasília (UnB), nos dias 16 e 17 de agosto, entre 8h e 17h.
Haverá minicursos, apresentações, mesas-redondas, comunicações, com pesquisadores de várias universidades, como Carmem Jená Caetano, coordenadora deste trabalho. As inscrições para ouvinte estão abertas até o dia 16/8 e o credenciamento será realizado entre 8h e 8h30.
“Estamos cobrando as inscrições porque a UnB acabou de perder R$ 100 milhões do seu orçamento e está vivendo um momento de crise tão intensa que não tem tido condições nem sequer de bancar eventos como este. Por isso estamos cobrando uma taxa de inscrição de R$ 20,00”, avisa Kelly Nunes, professora de língua portuguesa da Coordenação Regional Ensino (CRE) de Ceilândia, estudante de doutorado em linguística na UnB e integrante do grupo de pesquisa que promove o workshop.
O seminário visa a divulgar pesquisas em andamento e apresentar perspectivas de pesquisadores que produzem conhecimento novo nas áreas de letramento e de identidade. Para isso, o evento contará com a presença de palestrantes e conferencistas nessas duas áreas e mesas sobre outras comunicações relacionadas a essas temáticas.
“Assim, haverá mesas sobre discurso, identidade, educação, ideologia e poder, discurso político, discurso e gênero, discurso e ciências do conhecimento, multimodalidade. Enfim, como que a linguagem pode figurar nesse campo discursivo como elemento dessa construção e realidade”, informa Kelly.
Maria Aparecida de Sousa, professora de língua portuguesa da CRE do Plano Piloto, também integrante do GPLAD e do doutorado em linguística, na UnB, afirma que o seminário cabe na discussão sobre o ensino de línguas na rede pública de ensino. “A discussão do letramento, especificamente, e esse letramento que não está ali, apenas, no processo de alfabetização, mas que se desenvolve ao longo do processo de escolarização e na vida”, esclarece.
Trata-se, portanto, de um debate sobre a linguagem em uso, a análise do discurso, a discussão de gêneros discursivos e a identidade do/a professor/a. “É um trabalho bem amplo, multidisciplinar, que tem como centro a linguagem em uso”, explicam as professoras.
Participe!
Para mais informações, visite o site do I Workshop Debates no Ensino e na Pesquisa: A linguagem em cena

Reunião com delegados(as) sindicais dia 7 de agosto, no Sinpro

A Secretaria de Formação do Sinpro convoca todos(as) os(as) delegados(as) sindicais para uma reunião no dia 7 de agosto, às 19h, na sede do sindicato (SIG Quadra 6 Lote 2260 – Setor Gráfico). Na reunião serão debatidas as mobilizações para o segundo semestre e a agenda de formação sindical.
Os delegados sindicais tem um papel central na organização no local de trabalho e por isto é de grande importância a presença de todos e todas para definir os próximos passos da nossa luta. “O cenário que vivemos nos remete à necessidade de estabelecermos constantes debates sobre a pauta da causa trabalhadora, numa perspectiva de fortalecer a formação e a mobilização para os enfrentamentos e desafios que estamos enfrentando”, enfatiza a diretora do Sinpro Luciana Custódio.

Cidadania e diversidade agitam o Programa Alternativo

O Programa Alternativo deste sábado (05) debate cidadania e diversidade, projeto pedagógico desenvolvido pelo Centro Educacional 102 Norte. A atividade envolve alunos, professores, equipe gestora e a comunidade escolar, culminando em uma grande celebração. Este ano o tema abordado foi África, a origem, e teve Martinho da Vila como homenageado.
Como parte do projeto, um estudante da rede pública, premiado como o melhor roteirista no 2º Festival de Filmes de Curta-Metragem das Escolas Públicas de Brasília, apresentou o documentário O ser negro, onde aborda pontos importantes desta temática.
O Programa, apresentado pelo SBT, vai ao ar sempre aos sábados, às 12h30, e mostra entrevistas e matérias referentes à realidade da educação no Distrito Federal. Um dos objetivos é oferecer a oportunidade para que escolas e professores participem da discussão e enviem sugestões para os próximos programas. As pautas podem ser mandadas para o e-mail faleconoscoimprensa@sinprodf.org.br.

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